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  • Vingança do sangue dos inocentes
    A Sentinela — 1973 | 15 de novembro
    • 12. Era o homicida mantido prisioneiro na cidade? O que o retinha ali e o que tinha de fazer durante a sua estada nela?

      12 Admitir-se a tal na cidade de refúgio não devia tornar-se um fardo para os habitantes da cidade. Era razoável que, enquanto se encontrasse ali contribuísse para o bem-estar da cidade e trabalhasse para seu sustento. Talvez fizesse isso por trabalhar no seu próprio ofício, caso se ajustasse à vida da cidade. Senão, poderia até mesmo ter de aprender um novo ofício. Nada na lei de Jeová permitia a mendicância ou viver-se da caridade dos outros, sem se contribuir algo em troca, se se fosse fisicamente capaz. Até mesmo a viúva e o órfão que talvez não tivessem nem terra nem meios de sustento, embora se fizessem provisões abundantes para eles, ainda assim tinham de trabalhar pelo que recebiam. (Deu. 24:17-22) É interessante notar que, embora os homicidas não fossem mantidos presos na cidade e tivessem a liberdade de se locomover como quisessem, ainda assim o induzimento de Jeová para satisfazer a sua provisão de segurança era de natureza tal, que apenas os mais temerários tentariam violá-la.

      13. Que particularidades adicionais da lei de Israel tornavam claro que tirar uma vida, mesmo que desintencionalmente, não devia ser encarado levianamente?

      13 Além disso, não se devia abusar da misericórdia de Jeová em prover refúgio para o homicida desintencional, nem permitia a lei negligência imperdoável como motivo de misericórdia. Por exemplo, quando um homem construía uma casa nova, exigia-se dele que fizesse um parapeito para o seu terraço; senão, cair alguém do terraço lançaria culpa de sangue sobre a casa. (Deu. 22:8) Se um homem que era proprietário dum touro que costumava escornar, tendo sido avisado, deixou de manter seu touro sob guarda e o touro matou alguém, o proprietário do touro tinha culpa de sangue e podia ser morto. (Êxo. 21:28-32) Quando um ladrão era apanhado arrombando a noite e era morto na luta para prendê-lo, não havia culpa de sangue. Mas, se isto acontecia de dia, quando podia ser visto bem, quem o golpeasse futilmente teria culpa de sangue. (Êxo. 22:2, 3) Deveras, a lei de Jeová estava em perfeito equilíbrio, exigindo do iníquo retribuição justa, mas concedendo misericórdia aos que caíam no pecado ou numa violação desintencional da lei.

      RETRIBUIÇÃO SEGURA E BREVE

      14. Como aceitou Israel, como nação, os requisitos da Lei quanto à santidade do sangue, e que denúncia estavam os profetas de Deus autorizados a fazer?

      14 Como esta provisão eqüitativa de Jeová veio a indiciar o antigo Israel! Embora toda a lei de Israel desse ênfase à santidade da vida e à santidade do sangue, desde o começo dos seus tratos com Israel, apenas um pequeno restante acatou os rogos repetidos que Jeová achou necessário fazer ao seu povo, ‘levantando-se cedo e enviando seus profetas’, para adverti-los da certeza da retribuição justa. Eles não só se negaram a acatar a advertência de Jeová, mas voltaram-se em violência contra os Seus profetas e os mataram cruelmente, acrescentando assim o sangue destes inocentes à sua culpa perante Jeová. (Jer. 26:2-8) Por isso, Jeová enviou-lhes esta denúncia por meio de Jeremias: “Também, nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes. Não as encontrei no ato de arrombamento, mas estão em todas estas.” (Jer. 2:34) E por meio de Isaías: “A própria terra foi poluída sob os seus habitantes, pois deixaram de lado as leis, mudaram o regulamento, violaram o pacto de duração indefinida. Por isso é que a própria maldição consumiu a terra e os que habitam nela são considerados culpados. Por isso é que os habitantes da terra diminuíram em número e restaram poucos homens mortais.” — Isa. 24:5, 6.

      15. Que retribuição trouxe Jeová sobre seu povo de Israel nos dias de Jeremias, e que responsabilidade adicional neste respeito tinham os descendentes deles nos dias de Jesus?

      15 Jerusalém foi destruída em 607 A. E. C. por causa de seus muitos crimes contra Jeová, inclusive sua culpa de sangue, e apenas um restante ficou sem condenação. Mas, apesar deste apavorante ato retributivo de Jeová, os líderes da religião falsa, dos dias de Jesus, não podiam negar a sua própria culpa de sangue, assim como tampouco puderam os líderes religiosos do tempo de Jeremias, pois, em ambos os casos, suas saias estavam vermelhas do sangue dos fiéis de Jeová, inclusive o do seu próprio Filho amado. — Mat. 23:33-36; 27:24, 25; Luc. 11:49-51.

      16. Que atitude adotam as nações hoje na questão da santidade do sangue e qual deve ser o nosso conceito?

      16 Agora, hoje, a culpa de sangue de todas as nações da terra atingiu sua plenitude. Tão grande é a culpa de sangue da “meretriz” Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, que se diz que ela está embriagada com o sangue do povo de Jeová. (Rev. 17:5, 6; 18:24) O Vingador do sangue, da parte de Jeová, está para vir a qualquer momento para golpear, e ai daquele que for apanhado na companhia dela! (Rev. 18:4) Tais culpados de sangue “não viverão metade dos seus dias”, segundo disse Davi. (Sal. 55:23) Devemos seriamente orar junto com o salmista: “Livra-me da culpa de sangue, ó Deus, o Deus da minha salvação”, e “salva-me dos homens culpados de sangue”. (Sal. 51:14; 59:2) Então, no futuro muito próximo, quando se elevar no céu o poderoso coro de louvor a Jeová, por terem sido destruídos os últimos elementos de Babilônia, a Grande, e por ter sido vingado o sangue de todos os inocentes, nossa voz se juntará na terra a todos os que escaparam da espada retributiva do Vingador de Jeová. — Rev. 19:1, 2, 15, 21.

  • Abandonar a cidade de refúgio significa perder a vida
    A Sentinela — 1973 | 15 de novembro
    • Abandonar a cidade de refúgio significa perder a vida

      1. Em que situação está a cristandade, assim como estiveram os judeus nos dias de Jesus?

      MUITA culpa de sangue recai hoje sobre a cristandade e sobre todo o mundo. Muitas pessoas sinceras, por não terem matado pessoalmente um homem ou se empenhado diretamente numa guerra, não se apercebem de sua própria participação pessoal nesta culpa. Não obstante, precisam assumir parte desta responsabilidade com os representados na profecia como tendo derramado sangue inocente. A cristandade está atualmente na mesma situação dos judeus dos dias de Jesus, aos quais Jesus disse: “Eu vos estou enviando profetas, e sábios, e instrutores públicos. A alguns deles matareis e pendurareis em estacas, e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; para que venha sobre vós todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem assassinastes entre o santuário e o altar. Deveras, eu vos digo: Todas essas coisas virão sobre esta geração. Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados.” — Mat. 23:34-37.

      2. Como veio Jerusalém a ter antecedentes manchados de sangue, e que retribuição recebeu ela?

      2 A história manchada de sangue de Jerusalém não provinha de ela se empenhar em guerra teocrática sob o comando de Jeová Deus, mas porque ela derramou sangue inocente e matou deliberadamente muitos dos profetas de Deus, até mesmo Jesus, Filho de Deus, que foi ali condenado à morte. Isto não foi feito em inocência, pois, sete séculos antes, nos dias de Jeremias, Jeová expôs a culpa de sangue de Jerusalém quando disse por meio de seu profeta: “Também, nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes. Não as encontrei no ato de arrombamento, mas estão em todas estas. Mas tu dizes: ‘Permaneci inocente. Decerto, a sua ira recuou de mim.’ Eis que entro numa controvérsia contigo por dizeres: ‘Não pequei.’” (Jer. 2:34, 35) Agindo diretamente em harmonia com estas palavras, Jeová expressou em 607 A. E. C. sua ira contra Jerusalém pelo arbitrário derramamento de sangue por parte dela, e seus executores babilônicos derramaram o sangue dela para o chão, numa espantosa destruição. Jerusalém sofreu também outro banho de sangue, em cumprimento das palavras de Jesus, e antes de esse terminar, no verão de 70 E. C., 1.100.000 haviam morrido na cidade sitiada.

      CULPA DE SANGUE PELA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA

      3. Por que pereceram muitos que não haviam tirado diretamente nenhuma vida?

      3 Que especialmente os da cristandade dêem atenção a este exemplo de advertência. Nem todos os judeus mortos pelos babilônios ou pelos romanos eram diretamente culpados de matar os profetas de Deus ou de outro modo tirar uma vida humana, mas eles pereceram junto com os que derramaram deliberadamente sangue inocente. Por quê? Porque defendiam os antecedentes e as tradições do judaísmo, e por isso compartilhavam da responsabilidade desta sociedade no seu derramamento de sangue.

      4. Por que não pode Jeová desconsiderar os antecedentes da cristandade?

      4 A cristandade é realmente o equivalente moderno de Jerusalém e de seu domínio de Judá. Os antecedentes da cristandade perante Deus estão manchados com o sangue injustamente derramado desde o começo dela no quarto século, nos dias de Constantino. Estes antecedentes não podem passar despercebidos, porque Jeová, que não muda, declarou a Noé: “Exigirei de volta vosso sangue das vossas almas. Da mão de cada criatura vivente o exigirei de volta; e da mão do homem, da mão de cada um que é seu irmão exigirei de volta a alma do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois à imagem de Deus fez ele o homem.” — Gên. 9:5, 6.

      5. (a) Que atos da cristandade marcaram seus antecedentes, e por que não podem ser justificados? (b) Quem compartilha a responsabilidade pela culpa de sangue da cristandade?

      5 As centenas de guerras da cristandade, além das inquisições e cruzadas religiosas antes de 1914, gastaram a vida de incontáveis centenas de milhares de pessoas insuspeitosas, e as duas guerras mundiais desde 1914, pelas quais a cristandade tem de levar a maior parte da responsabilidade para com dezenas de milhões de vidas, acumularam uma terrível dívida de sangue, que ela terá de pagar segundo o mandamento de Deus a respeito do sangue. Não se pode afirmar que estas guerras eram guerras teocráticas, travadas em nome de Deus, embora sacerdotes e clérigos de ambos os lados nestas controvérsias travadas na cristandade tenham dado bênçãos aos seus participantes. Isto não autorizou a ninguém a matar seu próximo e ainda assim ficar sem culpa de sangue perante Jeová Deus. Estar sob a bênção de tais sacerdotes ou clérigos não era entrar na “cidade de refúgio” do Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo. Embora fossem travadas sinceramente por muitos, num fervor religioso ou patriótico, a invocação do nome de Deus sobre tais conflitos não isentou os participantes da culpa de sangue. Além disso, os que aprovam, ajudam ou apóiam os que diretamente

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