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O poder transformador da Palavra de DeusA Sentinela — 1968 | 15 de fevereiro
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Familiarize-se com o poder da Palavra de Deus! Aceite a oferta das testemunhas de Jeová, de dirigirem com o leitor e sua família um estudo bíblico pessoal gratuito. Verificará que é deveras certo o que um dos primeiros presidentes dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, certa vez disse: “A leitura atenta do Volume Sagrado fará melhores cidadãos, melhores pais, melhores maridos . . . A Bíblia produz as melhores pessoas no mundo.”
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Claudicando entre duas opiniõesA Sentinela — 1968 | 15 de fevereiro
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Claudicando entre duas opiniões
MUITAS são as pessoas afligidas por claudicarem fisicamente, amiúde sem ser por sua própria culpa, talvez devido a algum acidente ou defeito inato. Pode isso ser corrigido? Às vezes, sim, mas, na maior parte, têm de encarar a situação da melhor forma e deixar que a maneira positiva de pensar contrabalance o impedimento físico. Mas, sabia que há uma claudicação mental que constitui um impedimento mais grave para o progresso e a felicidade? Oxalá nunca lhe aconteça tornar-se vítima disso.
Mas, o que é exatamente esta claudicação mental? Como é que afeta uma pessoa? Podem os afetados por ela livrar-se dela? Como podem ser ajudados a fazê-lo? E, será possível que alguém sofra tal impedimento sem discernir a fonte de sua dificuldade? Estas são algumas das perguntas que merecem ponderação, com proveito para nós mesmos e possivelmente também para outros a quem possamos ajudar.
Primeiro, considere os sintomas desta moléstia. O estado quase contínuo de hesitação é um dos indícios de claudicação mental. A pessoa jamais parece poder decidir qualquer assunto, mesmo que seja muito simples. Até mesmo quando se trata de decidir entre dois procederes, e um deles demonstra ser definitivamente indesejável, a pessoa irresoluta ainda sente forte atração em agir contrário a seu próprio melhor juízo. É estranho, não é?
Muitas e variadas são as idéias a respeito deste assunto que os pensadores de todas as eras têm aventado. Diz um deles: “A irresolução é um vício pior do que a precipitação. Quem atira melhor às vezes talvez não acerte o alvo; mas aquele que não atira de jeito nenhum jamais poderá acertá-lo.” E outro: “O homem sem decisão jamais pode ser mencionado como pertencendo a si mesmo; é como uma onda do mar, ou uma pena no ar que todo vento sopra como lhe apraz.” Deveras, diversas pessoas concluíram que a irresolução, sob circunstâncias que demandam decisão, é sinal de covardia.
Eis como outro escritor analisa esta fraqueza mental: “Em assuntos de grande preocupação, e que têm de ser feitos, não há um argumento mais seguro da mente fraca do que a irresolução — a ser indeterminada quando o caso é claro, e a necessidade é premente. Sempre pretender viver uma nova vida, mas nunca achar tempo para iniciá-la.”
A PALAVRA DE DEUS SOBRE O ASSUNTO
A Bíblia, de sua parte, oferece poderosa instrução quanto ao assunto, mediante uma ilustração duma experiência da vida real. Represente mentalmente aquela multidão de israelitas reunidos no Monte Carmelo durante o reinado do perverso Rei Acabe. Eram um povo terrivelmente confuso. Durante muitos anos, então, apesar da lei de Deus contra a adoração de imagens, foram persuadidos a adorar os ídolos em forma de bezerros colocados em Dã e Betel, sob a afirmação de que tais ídolos representavam Jeová, seu libertador da escravidão egípcia. — 1 Reis 12:28, 29.
Como se isto não bastasse, a esposa do Rei Acabe, Jezabel, tinha então introduzido a adoração de Baal no reino, de forma grandiosa. Por coerção e persuasão, induzira a maioria das pessoas a adotar este culto cananeu, e a misturar seus ritos aos da adoração de bezerros. Dezenas de sacerdotes de Jeová haviam sido assassinados. O espírito de transigência permeava a terra. Sem dúvida, muitos arrazoavam que, visto que Baal significa “dono” ou “senhor”, poderiam exteriormente realizar os ritos exigidos por Jezabel, ao passo que mentalmente transferiam a devoção para o verdadeiro Deus. Estavam dispostos a comprar uma falsa paz a um preço de verdade e de honestidade.
Não nos faz lembrar isso as pessoas, atualmente, que se refugiam na presunção de que todas as religiões são certas conquanto seus aderentes vivam em harmonia com elas? Assim, acham que se salvaram da desagradável responsabilidade de medir seus respectivos méritos e de determinar que religião se conforma mais aos requisitos da verdadeira religião segundo delineados na Bíblia Sagrada. Pensam que podem ficar aliviados de ter de fazer uma decisão.
No entanto, lá naquele tempo, o profeta de Deus, Elias, e sete mil outros israelitas não sucumbiram a tal modo de pensar tortuoso. Conheciam seu Deus e recusavam-se a curvar-se diante de Baal ou de participar em qualquer outra forma de adoração falsa. (1 Reis 19:18) E o profeta destemidamente desafiou os transigentes israelitas e seu rei: “Até quando claudicareis entre duas opiniões diferentes? Se Jeová é o verdadeiro Deus, segui-o; mas, se o é Baal, segui-o.” (1 Reis 18:21) Sim, apontou diretamente para a raiz da dificuldade — duas opiniões!
Jeú, ungido executor do juízo de Jeová, era outra pessoa que desprezava o curso vacilante dos claudicadores mentais. Quando confrontado pela oferta de paz do Rei Jeorão, filho de Acabe e Jezabel, declarou resolutamente: “Que paz pode haver enquanto houver as fornicações de Jezabel, tua mãe, e as suas muitas feitiçarias?” (2 Reis 9:22) Sabia que, enquanto Jezabel vivesse, a campanha assassina contra os verdadeiros adoradores de Jeová seria mantida. Quer ela quer sua progênie tinham de ser executadas, ou, de outra forma, todos os servos leais de Jeová estavam destinados a serem assassinados. Não poderia haver trégua nem demora.
Sem dúvida Jeú lembrou-se da escolha de religião oferecida por Josué a seus antepassados, alguns anos depois de entrarem na terra de sua herança. Vividamente lembrar-se-ia da própria posição inequívoca de Josué, conforme anunciou: “Quanto a mim e a minha casa, serviremos a Jeová.” (Jos. 24:15) Não havia hesitação, nenhuma tentativa de acomodar opiniões conflitantes, não havia lugar para idéias ecumênicas. Seu Deus não era nenhum Deus de confusos ritos religiosos. Não, era o Deus da verdade, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e ele jamais partilharia sua glória com as falsas deidades. — Isa. 42:8.
NO PRIMEIRO SÉCULO E. C.
No tempo em que Jesus Cristo estava na terra, o espírito de transigência, de claudicar entre duas opiniões, estava bastante em evidência. Os líderes religiosos mostravam sua preferência pela filosofia oriental e pelos ritos babilônicos, e, ainda assim, sustentavam uma aparência exterior de sujeição à lei mosaica. A eles, Jesus aplicou as palavras causticantes: “Vós também, deveras, pareceis por fora justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e do que é contra a lei.” (Mat. 23:28) Às pessoas em geral, disse: “Ninguém pode trabalhar como escravo
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