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IsraelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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é usada pelo profeta Ezequiel. (Eze. 12:19, 22; 18:2; 21:2, 3) Esta era a área geográfica que ficou completamente desolada durante setenta anos, a contar de 607 A.E.C. (25:3), mas à qual um fiel restante seria reajuntado. — 11:17; 20:42; 37:12.
Para obter uma descrição das características geográficas e climáticas de Israel, bem como de seu tamanho, de sua localização, de seus recursos naturais e de outras características relacionadas, veja o verbete PALESTINA.
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Israel De DeusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ISRAEL DE DEUS
Esta expressão, somente encontrada uma vez na Escritura, refere-se ao Israel espiritual, em vez de aos descendentes raciais de Jacó, cujo nome foi mudado para Israel. (Gên. 32:22-28) A Bíblia fala de “Israel de modo carnal” (1 Cor. 10:18), bem como do Israel espiritual, composto daqueles para os quais descender de Abraão não é um requisito. (Mat. 3:9) O apóstolo Paulo, ao utilizar a expressão “o Israel de Deus“, mostra que a mesma nada tem que ver com se a pessoa é ou não um descendente circuncidado de Abraão. — Gál. 6:15, 16.
O profeta Oséias predisse que Deus, ao rejeitar a nação do Israel natural em favor desta nação espiritual, que inclui gentios, diria ‘aos que não eram seu povo: “Tu és meu povo”’. (Osé. 2:23; Rom. 9:22-25) No tempo devido, o reino de Deus foi removido da nação dos judeus naturais e concedido a uma nação espiritual que produzia os frutos do Reino. (Mat. 21:43) Não há dúvida de que o Israel espiritual incluía judeus naturais. Os apóstolos e outros que receberam espírito santo em Pentecostes de 33 E.C. (cerca de 120), os acrescentados naquele dia (cerca de 3.000), e os que mais tarde engrossaram tais números para cerca de 5.000 pessoas, eram todos judeus e prosélitos. (Atos 1:13-15; 2:41; 4:4) Mas, assim mesmo eram, como Isaías os descreveu, “um mero restante” salvo daquela nação rejeitada. — Isa. 10:21, 22; Rom. 9:27.
Outros textos explanam este assunto. Com a quebra de alguns “ramos naturais” da oliveira figurada, houve um enxerto de ramos ‘bravos’ de não-israelitas, de modo que não havia nenhuma distinção racial ou classista entre aqueles que ‘são realmente descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa’. (Rom. 11:17-24; Gál. 3:28, 29) “Nem todos os que procedem de Israel são realmente ‘Israel’.” “Porque não é judeu aquele que o é por fora, nem é circuncisão aquela que a é por fora, na carne. Mas judeu é aquele que o é no íntimo, e a sua circuncisão é a do coração, por espírito.” (Rom. 9:6; 2:28, 29) O Israel natural deixou de produzir o número exigido, de modo que Deus “voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome” (Atos 15:14), a respeito do qual se disse: “Vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus.” (1 Ped. 2:10) O apóstolo Pedro citou o que havia sido dito ao Israel natural e o aplicou a este Israel espiritual de Deus, afirmando que é, em realidade, “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial”. — Êxo. 19:5, 6; 1 Ped. 2:9.
As doze tribos mencionadas em Revelação, capítulo 7, têm de referir-se a este Israel espiritual, e por vários motivos válidos. A listagem não é igual à do Israel natural, em Números, capítulo 1. Também, o templo e o sacerdócio de Jerusalém, e todos os registros tribais do Israel natural, foram destruídos de forma permanente, sendo perdidos para sempre, muito antes de João ter sua visão, em 96 E.C. Mais importante, porém, é que João obteve sua visão tendo por fundo os acontecimentos supracitados a partir de Pentecostes de 33 E.C. À luz de tais eventos, a visão de João sobre os que estavam em pé no monte Sião celeste, junto com o Cordeiro (ao qual o Israel natural havia rejeitado), revelava que o número deste Israel espiritual de Deus era de 144.000 “comprados dentre a humanidade”. — Rev. 7:4; 14:1, 4.
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IsraelitaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ISRAELITA
Um descendente de Jacó, cujo nome foi mudado para Israel. (2 Sam. 17:25; João 1:47; Rom. 11:1; veja ISRAEL N.° 1). Conforme determinado pelo contexto, o termo, no plural, refere-se aos seguintes: (1) aos membros de todas as doze tribos antes da divisão do reino (1 Sam. 2:14; 13:20; 29:1); (2) aos do reino setentrional de dez tribos (1 Reis 12:19; 2 Reis 3:24); (3) aos judeus não-levitas que voltaram do exílio babilônico (1 Crô. 9:1, 2); (4) aos judeus do primeiro século E.C. — Atos 13:16; Rom. 9:3, 4; 2 Cor. 11:22.
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IssacarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ISSACAR
[ele é salário ou ele traz um salário].
1. O nono filho de Jacó e o quinto dos sete filhos de Léia, nascido em Padã-Arã. Léia encarou este filho como recompensa ou salário de Jeová por ela ter permitido que uma serva tivesse filhos com seu marido durante o período em que era estéril. — Gên. 29:32 a 30:21; 35:23, 26; 1 Crô. 2:1.
Issacar tinha, talvez, oito anos quando sua família se mudou para Canaã, em 1761 A.E.C. Depois disso, nada se sabe sobre sua vida, além dos eventos registrados em que, como um dos “filhos de Jacó”, ele participou solidariamente. (Gên. 34:5-7, 13, 27 ; 37:3-27 ; 42: 1-3; 45:15) Em 1728 A.E.C., quando Issacar tinha cerca de 41 anos, ele se mudou para o Egito, junto com seus filhos, Tola, Puva (Puá), Ió (Jasube) e Sinrom, como parte das “setenta almas” da casa de Jacó. — Gên. 46:13, 27; Êxo. 1:1-3; 1 Crô. 7:1.
Quando Jacó se achava em seu leito de morte, Issacar foi o quinto dos doze filhos de Jacó a receber a bênção do pai: “Issacar é jumento de ossos fortes, deitando-se entre os dois alforjes. E ele verá que o lugar de descanso é bom e que o país é agradável; e encurvará seu ombro para levar fardos e ficará sujeito a trabalho forçado de escravo.” (Gên. 49:14, 15) Ao proferir esta bênção, Jacó não indicava apenas certas características individuais e certos eventos que ocorreríam na vida pessoal de Issacar; mas, como se deu no caso das bênçãos proferidas sobre os irmãos dele, Jacó predizia as características e a conduta tribais que seriam demonstradas no futuro pelos descendentes de Issacar, “na parte final dos dias”. — Gên. 49:1.
2. Uma das doze tribos de Israel; os descendentes de Jacó por meio de Issacar, seu filho. Quando, depois de deixarem o Egito, efetuou-se o primeiro recenseamento, o número de varões vigorosos dessa tribo, de vinte anos ou mais, aptos para a guerra, era de 54.400. (Núm. 1:17-19, 28, 29) Similar recenseamento, feito cerca de trinta e nove anos depois, mostrava que a tribo tinha elevado o número dos nela registrados para 64.300, e, no tempo de Davi, sua força combatente somava 87.000. (Núm. 26:23-25; 1 Crô. 7:5) Havia 200 cabeças desta tribo que se dirigiram para Hébron, em 1070 A.E.C., quando Davi foi coroado “rei sobre todo o Israel”. — 1 Crô. 12:23, 32, 38.
No esquema do grande acampamento no deserto, as famílias de Issacar, junto com as da tribo de seu irmão germano, Zebulão, situavam-se nos flancos de Judá, do lado E do tabernáculo (Núm. 2:3-8); quando em marcha, esta divisão de três tribos foi designada para assumir a liderança. (Núm. 10:14-16) As bênçãos de despedida de Moisés sobre as tribos agrupavam Issacar e Zebulão (Deut. 33:18), porém, alguns anos depois, foram separadas, quando as tribos foram divididas em dois grupos para ouvir a leitura das bênçãos e das maldições da Lei entre as montanhas de Gerizim e Ebal. — Deut. 27:11-13; Jos. 8:33-35; veja EBAL, MONTE.
Quando da divisão da Terra Prometida, Issacar foi a quarta tribo escolhida por sorte para receber sua herança, que resultou ser mormente situada no fértil vale de Jezreel. Limitavam-se com Issacar, ao N, os territórios tribais de Zebulão e de Naftali, a E, o rio Jordão, ao S, o território de Manassés, e, a O, parte da área consignada a Aser. O monte Tabor jazia ao longo de sua fronteira N, com Zebulão, ao passo que a cidade de Megido situava-se perto de seu limites SO, e Bete-Seã estava na direção de seus limites SE. Neste território situavam-se várias cidades cananéias e seus povoados dependentes. (Jos. 17:10; 19:17-23) Foi aqui, neste vale escolhido, que a tribo de Issacar, segundo a bênção de Moisés, ‘alegrou-se nas suas tendas’. — Deut. 33:18.
Assemelhar Issacar, filho de Jacó, a um “jumento de ossos fortes” evidentemente indicava uma qualidade também refletida na tribo que dele descendia. (Gên. 49:14, 15) A terra consignada aos dessa tribo era deveras “agradável”, uma parte fértil da Palestina, boa para a agricultura. Issacar parece ter recebido bem o trabalho árduo envolvido em tal tarefa. Que se mostrava disposto é indicado por ‘encurvar o ombro para levar fardos’. Assim, ao passo que a tribo não se notabilizou de forma especial, pelo que parece podia ser elogiada por assumir seu quinhão da carga de responsabilidade.
Certas cidades incluídas na possessão de Issacar foram designadas como cidades-enclaves que pertenciam à tribo vizinha de Manassés, inclusive as cidades destacadas de Megido e Bete-Seã. (Jos. 17:11) Várias cidades menores em seu território, junto com seus pastos circunvizinhos, também foram reservadas para a tribo de Levi. (Jos. 21:6, 28, 29; 1 Crô. 6:62, 71-73) Mais tarde, Issacar forneceu seu quinhão (uma duodécima parte das necessidades anuais) para sustentar a corte de Salomão. — 1 Reis 4:1, 7, 17.
Durante vinte e três anos, Tola, da tribo de Issacar, foi um dos juizes de Israel. (Juí. 10:1, 2) Antes disso, Issacar foi incluída entre aquelas tribos que apoiaram o juiz Baraque para derrubar as forças de Jabim, sob Sísera. (Juí. 4:2; 5:15) Após a divisão do reino unido, Baasa, de Issacar, foi o terceiro governante do reino setentrional. Iníquo que era, Baasa assassinou seu predecessor, a fim de assumir o trono, e o deteve por vinte e quatro anos. (1 Reis 15:27, 28, 33, 34) Cerca de 200 anos depois, Ezequias, rei de Judá, convidou os do reino setentrional para participarem na observância da Páscoa, e muitos de Issacar, em acatamento, viajaram para Jerusalém a fim de participar nessa celebração. — 2 Crô. 30:1, 13, 18-20.
Nos livros de Ezequiel e de Revelação, Issacar é alistado com as demais tribos e, em vista da natureza profética destas visões, isso obviamente tem significado simbólico. — Eze. 48:25, 26, 33; Rev. 7:7.
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ItaiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ITAI
[comigo está Jeová]. Um guerreiro geteu, presumivelmente da cidade filistéia de Gate, o qual era lealíssimo a Davi. Quando Davi e seu cortejo fugiam de Jerusalém, devido à rebelião de Absalão, 600 geteus, inclusive Itai, os acompanharam. Davi tentou dissuadir Itai de deixar a cidade, mas tal guerreiro lhe expressou seu grande devotamento nos seguintes termos: “Por Jeová que vive e por meu senhor, o rei, que vive, no lugar em que meu senhor, o rei, vier a estar, quer para a morte quer para a vida, lá virá a estar o teu servo!” Davi permitiu então que Itai continuasse a acompanhá-lo. — 2 Sam. 15:18-22.
Depois de enumerar suas forças, Davi designou este não-israelita, Itai, junto com Joabe e Abisai, como chefes, cada um deles sobre um terço do exército. — 2 Sam. 18:2, 5, 12.
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