-
Rebeca — bendita por JeováA Sentinela — 1981 | 15 de fevereiro
-
-
momento o servo deve ter prendido a respiração. Partiria ela logo de casa com destino a um marido que nunca vira? Qual seria a resposta de Rebeca? Estava disposta, e se sujeitaria assim, prontamente, à escolha de Jeová? “Estou disposta a ir”, foi a resposta de Rebeca. Sem demora, hesitação, dúvida ou condições! Que moça notável! (Gên. 24:8, 54b-58) Ela não só era atraente, bondosa, disposta, diligente e hospitaleira; Rebeca era também decidida, perspicaz e cheia de fé implícita. Percebia a mão de Jeová neste assunto, e não hesitou em agir em harmonia com a vontade Dele. Cônscia de que seu tio-avô Abraão instruíra Isaque no temor do Todo-poderoso, Rebeca não tinha motivos de se preocupar quanto a como seria tratada como esposa.
Esta jovem partiu com as bênçãos da família: “Que tu, nossa irmã, te tornes milhares de vezes dez mil, e que teu descendente tome posse do portão dos que o odeiam.” A ama e as criadas de companhia seguiram-na nos camelos. — Gên. 24:59-61.
Dias depois, numa tardinha fresca, Isaque notou a aproximação duma caravana de camelos. Ao mesmo tempo, Rebeca avistou-o. Desceu do camelo graciosa e prontamente. Quando se lhe disse quem era o homem, cobriu-se com um véu, demonstrando assim sujeição e respeito pelo noivo. Realmente, a moça que desejara seguir a orientação de Jeová, de partir com um servo para um país desconhecido para encontrar-se com um noivo desconhecido, sem duvidar ou questionar, era mulher que merecia afeto. O relato bíblico diz: “Ele se enamorou dela, e Isaque encontrou consolo depois da perda de sua mãe.” — Gên 24:62-67.
Rebeca mostrou ser justamente a esposa que Isaque necessitava. O espírito animado, ardente, ativo e audaz dela tornou-o feliz novamente, à medida que ela preenchia apropriadamente o vazio que a morte da mãe deixara em sua vida. Muitos anos após o casamento, Isaque continuava a achar deleite em sua amada Rebeca. Teve medo de perdê-la. Quando a fome forçou-o a fixar residência entre os filisteus, refletiu na beleza de Rebeca. Isaque temia por sua vida, raciocinando que algum homem talvez quisesse matá-lo para obtê-la como esposa. Assim, num esforço de evitar isso, Isaque a fez passar por sua irmã. — Gên. 26:1-11.
REBECA COMO MÃE
Como Sara, Rebeca permaneceu estéril durante longo tempo. Isaque persistia em suplicar a Jeová por ela. Por fim, 20 anos após o casamento, ela lhe deu à luz os gêmeos Esaú e Jacó. Antes de dar à luz, Rebeca sabia que teria gêmeos. Sua gravidez foi extremamente dolorosa. “Se é assim, por que é que estou viva?”, exclamou ela ao sentir os bebês lutarem dentro dela. Rebeca recebeu a promessa de Deus, de que dois grupos nacionais seriam separados das suas entranhas, de que um seria mais forte do que o outro e de que o mais velho serviria ao mais jovem. Ela não perdeu de vista esta promessa. — Gên. 25:21-23.
Depois que os dois meninos nasceram, Rebeca concentrou suas esperanças e seu afeto em Jacó, e, com o tempo, Esaú desprezou até mesmo seu direito de primogenitura. (Gên. 25:28-34) Passados alguns anos, chegou o dia em que Rebeca tomou medidas pessoais para agir em harmonia com a promessa profética de Jeová. Ouvira seu idoso e cego marido, Isaque, chamar seu filho primogênito, Esaú. Isaque tinha a intenção de escolher e abençoar seu herdeiro antes de morrer. Antes de conceder a bênção, porém, Isaque mandou Esaú ir matar alguma caça e preparar-lhe um prato gostoso. — Gên. 27:1-4.
Sabendo que Esaú não era a escolha de Jeová, Rebeca procurou garantir a desejada bênção a Jacó. Enquanto Esaú caçava, Rebeca deu instruções a Jacó quanto a como deveria agir para obter a bênção que de direito era sua. Jacó objetou, temendo que seu pai cego o identificaria por apalpar-lhe, e, então, pronunciaria uma maldição. Mas, Rebeca estava mais determinada do que nunca. “Venha sobre mim a invocação do mal dirigida contra ti, meu filho”, disse ela com segurança. “Apenas escuta a minha voz.” E Jacó ouviu. — Gên. 27:5-14.
Depois disso, Rebeca fez Jacó vestir roupas de Esaú, que cheiravam a floresta, a campos e a terra. Também, tirou a pele macia e sedosa de cabritinhos e colocou pedaços dela sobre as mãos e o pescoço lisos de Jacó, de modo que, às mãos de Isaque, pareceria como Esaú. Jacó, com o prato gostoso preparado por sua mãe, apresentou-se perante Isaque. O plano de Rebeca teve êxito. Jacó recebeu a bênção do seu pai, sendo nomeado herdeiro legítimo de Isaque e Abraão. — Gên. 27:15-29.
Mais tarde, quando Rebeca descobriu que Esaú planejava matar Jacó, adotou novamente uma atitude firme a favor de Jacó. Em resultado do incentivo dela, Isaque mandou Jacó à terra natal dela em busca duma esposa. Rebeca reconhecia a importância duma boa esposa para Jacó. O fato de Esaú ter tomado duas esposas dentre os detestáveis cananeus entristecera muito tanto a Isaque como a ela. — Gên. 26:34, 35; 27:41-46; 28:1-5.
Rebeca deve ter sentido muito a falta de Jacó após a sua partida. Talvez esperasse que ele pudesse voltar em breve. Mas, Jacó ficou fora durante 20 anos. Não há nenhum registro na Bíblia no que se refere a Rebeca rever seu filho amado. Caso não o tenha visto, imagine a alegria que Rebeca e Jacó sentirão ao se encontrarem novamente, quando forem levantados dentre os mortos. Quão emocionante será para Rebeca, quando souber do grande privilégio que teve, de ser um elo que conduziu ao prometido Messias, ou Cristo!
Realmente, a bela, atenta e decidida Rebeca, que obteve a atenção favorável de Jeová, constitui bom exemplo para as moças solteiras, as esposas e as mães hodiernas. Sua fé foi deveras elogiável.
-
-
Lembra-se?A Sentinela — 1981 | 15 de fevereiro
-
-
Lembra-se?
Leu cuidadosamente os números recentes de “A Sentinela” com o fim de assimilar a informação? Se tiver feito isso, sem dúvida, lembrar-se-á dos seguintes pontos:
● Cabe à pessoa escolher se a sua esperança há de ser terrena ou celestial?
Não. Antes de alguém poder ter qualquer esperança bíblica, ele tem de fazer uma dedicação incondicional a Jeová Deus e ser batizado, concordando em fazer daí em diante a vontade de Deus. Jeová faz com que se realize a Sua vontade pela operação de Seu espírito santo, e este espírito suscita nos prospectivos membros do “pequeno rebanho” uma esperança celestial. Todavia, a “grande multidão” que agora está sendo ajuntada, com a perspectiva de viver para sempre na terra, também recebe o espírito de Deus. (Luc. 12:32; Rom. 8:14-17) — 15/3/80 p. 27.
● Como devemos reagir quando alguém atribui a nós motivação errada?
Convém refrear-se de ficar ofendido. (Ecl. 7:9) Nós, como cristãos, devemos desejar imitar a Deus, que demonstra autodomínio em face de acusações. Ele nos consolará, e teremos alegria, se continuarmos a ‘confiar em Jeová e a fazer o bem’. (Sal. 37:3) Se Deus quiser vindicar-nos, poderá fazer isso no tempo apropriado. — 1/10/80 p. 14.
● Para os cristãos, qual é a maneira principal de mostrar amor a Deus e ao próximo?
A pregação das “boas novas” é a maneira principal de mostrar que amamos a Deus de todo o coração, alma, força e mente. (Luc. 10:27) Também, ensinarmos aos nossos semelhantes as “boas novas” é uma das maiores expressões de amor a eles, porque lhes ajuda a obter uma boa situação perante Jeová. — 15/10/80 p. 20.
● Qual é a ‘dor que não haverá mais’ entre os súditos terrenos do domínio do Reino?
A promessa profética de que não haverá
-