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Retornando para JeováA Sentinela — 1966 | 15 de fevereiro
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amargamente e tinham extrema inveja dele, até mesmo planejando matá-lo. Ao invés, contudo, venderam-no como escravo para ser levado ao Egito. Tomaram sua veste comprida, ensoparamna de sangue e mostraram-na ao pai deles, que concluiu que seu rapaz fora devorado por um animal selvagem. Certamente demonstravam terrível atitude ruim de coração, tanto para com José como para com seu pai. — Gên. 37:2-36.
22, 23. Como foi que a sua atitude de coração foi submetida a uma prova escrutinadora, e com que resultado?
22 Passaram-se os anos. Debaixo da direção de Deus, José se tornou o administrador de alimentos no Egito. Depois de assolar a predita fome por toda a terra, Jacó teve de enviar seus filhos ao Egito duas vezes, para comprarem cereais. José reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram. Na primeira ocasião, aconteceu que os dez filhos revelaram ter sua consciência aflita por causa de José. Mas, será que havia real transformação do coração? Na segunda ocasião, a situação foi arranjada de tal jeito por José que foi imposta a seus irmãos severa prova. Fêz-se que parecesse que Benjamim roubara o cálice sagrado de prata de José! José, ainda não reconhecido, exigiu rigidamente que Benjamim fosse retido como seu escravo. Os outros podiam voltar para casa. Neste ponto Judá, com o apoio evidente de seus irmãos, fez um dos apelos mais emocionantes e espontâneos que já foi feito e, observe bem, a um ouvinte aparentemente duro e hostil! Judá esforçou-se grandemente de explicar de forma exata quanto Benjamim significava para seu pai. Concluiu dizendo que ele próprio deveria tornar-se escravo de José, de modo que o jovem Benjamim pudesse voltar para casa com seus irmãos. Expressou, então, aquele clamor arrebatador que veio de dentro de seu coração: “Como poderia eu apresentar-me diante de meu pai, se o menino não for comigo? Oh, eu não poderia suportar a dor que sobreviria a meu pai!” — Gên. 44:34, CBC.
23 Não havia a menor sombra de dúvida quanto à transformação de seu coração! José ficou grandemente comovido e chorou alto, ao se revelar a seus irmãos. Mas, examinemos a outra parte do drama, onde Jacó esperava em casa.
24. Como foi que Jacó reagiu às novas a respeito de José, e o que provou isto da parte dele?
24 Podemos imaginar o velho pai esperando ansiosamente e pensando o que acontecera, ao passarem os dias e as semanas. Será que veria de novo ao seu amado Benjamim? Será que iria perdê-lo, bem como a José? Por fim, foi-lhe dito que seus filhos foram avistados ao longe e logo chegariam. Ele esperava em sua tenda. Podemos imaginar a cena. Saúda a seus filhos, um de cada vez, mas mantém o jovem Benjamim ao seu lado. Mas, o que é isto que dizem? Aquele homem, responsável no Egito, não era outro senão José? Impossível! Ora, se isto fosse assim, José pelo menos teria enviado uma mensagem a ele, há muito tempo. Assim pensava, provavelmente. No entanto, seus filhos instaram com ele a que fosse e visse o que haviam trazido. Bem, não poderia recusar fazer isto. Com o coração abatido, saiu e examinou todos os gêneros alimentícios e outros suprimentos, para não se dizer nada de toda a prata e vestimentas dadas a Benjamim. Mas, quando viu a carruagem enviada especialmente para leválo ao Egito, isso foi a conta! Era tão luxuosa e confortável. Eis aí a prova! Não se tratava apenas dum elo visível, era o meio visível de transporte para levá-lo ao seu José, há muito perdido. Segurando o lado da carruagem, e tomado de convicção e profundo sentimento, exclamou: “Basta! . . . José, meu filho, vive ainda. Eu irei e o verei antes de morrer.” — Gên. 45:25-28, CBC.
25. (a) O que revelam estas coisas a respeito de Jeová? (b) Como podemos mostrar que somos verdadeiramente seus filhos? (c) Que proceder ainda está aberto para os que se desviaram?
25 Jacó se sentia exatamente como o pai na ilustração de Jesus, que se regozijou com seu filho que “estava morto, mas agora está vivo, e estava perdido, mas foi achado”. (Luc. 15:32) José, por certo, não se desviara como o filho pródigo, mas a coisa principal aqui frisada é o profundo amor paternal demonstrado em ambos os casos. Quanto Àquele que fez que estas coisas fossem representadas e registradas em sua Palavra, por certo, o seu próprio coração de amor tem de ser muito maior e mais profundo do que os dos que simplesmente serviram como ilustrações! Se formos verdadeiramente seus filhos, desejaremos ‘refletir . . . a glória de Jeová’ e mostrar estas mesmas qualidades de amor, paciência e misericórdia, e usar toda ocasião a fim de imitarmos nosso Pai no céu. (2 Cor. 3:18) Mas, se nos tivermos desviado, por certo não podemos deixar de retornar para Ele e responder ao apelo e ao incentivo que Ele tão bondosamente proveu! Não concorda o leitor? Não seria ótimo se pudesse ser dito a seu respeito, conforme Pedro escreveu, que “éréis como ovelhas, perdendo-vos; mas agora voltastes para o pastor e superintendente das vossas almas”? — 1 Ped. 2:25.
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‘A minha maior alegria’A Sentinela — 1966 | 15 de fevereiro
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‘A minha maior alegria’
NÃO faz muito tempo, uma senhora e suas duas filhas compareceram ao Salão do Reino em Nashville, Tennessee, E. U. A., para o estudo de A Sentinela. No passado, a senhora estivera empenhada no serviço de Jeová, mas se afastara. Pediu se alguém poderia estudar de novo a Bíblia com ela e suas filhas. Foram feitos arranjos, e houve bom progresso.
Esta irmã dedicada também tinha um irmão na Geórgia, E. U. A., que se desviara da verdade. Sua filha mais velha escreveu para ele, que respondeu: “É comum, quando alguém traz à atenção duma pessoa as faltas desta, ela se sentir ressentida, mas posso assegurar-lhe que não foi isso o que senti quando li sua carta. O que mais senti, acho eu, foi grande vergonha de ter-me permitido desviar tão longe da verdade e da organização de Jeová e de Seu povo. A minha maior alegria, bem como a mais profunda, foi de trabalhar junto com o povo de Jeová. Acho sinceramente que perdi muita coisa e sei que tenho de dar os passos para unir-me novamente a ele. Isto tenho de fazer; porque certamente não há felicidade nem contentamento em nada mais no mundo. Não digo que faço nada de realmente errado, talvez, mas estou inativo. Em realidade, tanto assim que sinto mesmo que o espírito de Jeová não está mais sobre mim. É quase de cortar o coração compreender que permiti que isso me acontecesse. Mas sei que Jeová conhece meu coração . . . Sei também que basta que eu me esforce para vencer esta indolência.”
Uma semana depois, escreveu de novo, dizendo que passara uma semana ocupadíssima: “Comecei indo no domingo ao estudo de A Sentinela. Isto deu um começo correto e agradável à semana. Acho que posso ser-lhe grato, agora, porque sua carta me fez pensar . . . Bem, de qualquer forma, fui ao estudo de livro na terça-feira, á escola do ministério na quinta-feira e me alistei de novo, e dai, ontem, gastei duas horas maravilhosas no serviço.” Sim, ele se sentiu feliz de retornar.
Outros, também, que talvez se tornaram inativos, podem, semelhantemente, recuperar aquela felicidade e aquele contentamento que uma vez possuíam. Há muitos milhares de Testemunhas ativas que gostariam de ajudá-los.
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