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JacóAjuda ao Entendimento da Bíblia
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surgiriam as doze tribos de Israel, viajou mais para o S. Seu seguinte acampamento sendo descrito como estando “a certa distância além da torre de Éder”, o que o coloca em algum local entre Belém e Hébron. Foi enquanto morava ali que seu filho mais velho, Rubem, teve relações sexuais com a concubina de seu pai, Bila, a mãe de Dã e de Naftali. Rubem talvez imaginasse que seu pai era idoso demais para fazer algo a respeito, mas Jeová desaprovou tal ação, e, por causa deste incesto, Rubem perdeu os direitos da primogenitura. — Gên. 35:21-26; 49:3, 4; Deut. 27:20; 1 Crô. 5:1.
Talvez fosse antes de seu filho, José, ser vendido à escravidão egípcia que Jacó mudou sua morada para Hébron, onde seu idoso pai, Isaque, ainda vivia, mas não se tem certeza da data de tal mudança. — Gên. 35:27.
Certo dia, Jacó mandou José (agora com 17 anos) para ver como é que seus irmãos estavam passando, enquanto cuidavam dos rebanhos do seu pai. Quando José finalmente os localizou em Dotã, a c. 105 km ao N de Hébron, eles o agarraram e o venderam a uma caravana de comerciantes que ia para o Egito. Isto aconteceu em 1750 A.E.C. Daí levaram seu pai a crer que José fora morto por um animal selvagem. Durante muitos dias, Jacó lamentou tal perda, recusando-se a ser confortado, e dizendo: “Descerei pranteando para meu filho ao Seol!” (Gên. 37:2, 3, 12-36) A morte de Isaque, seu pai, em 1738 A.E.C., apenas aumentou seu pesar. — Gên. 35:28, 29.
A MUDANÇA PARA O EGITO
Cerca de dez anos depois, extensa fome obrigou Jacó a enviar dez de seus filhos ao Egito, para obter cereais. Benjamim permaneceu com ele. O administrador de alimentos de Faraó, José, reconheceu seus irmãos e exigiu que trouxessem seu irmão mais moço, Benjamim, ao retornarem ao Egito. (Gên. 41:57; 42:1-20) No entanto, quando lhe foi mencionada tal exigência, Jacó de início se recusou a permitir que ele fosse, temendo que algum dano sobreviesse a este filho querido de sua velhice; Benjamim, nessa época, tinha pelo menos 22 anos. (Gên. 42:29-38) Apenas quando todo o alimento obtido do Egito já tinha sido comido é que Jacó, por fim, consentiu com a ida de Benjamim. — Gên. 43:1-14; Atos 7:12.
Uma vez efetuada a reconciliação de José e seus irmãos veio o convite para que Jacó e toda sua casa, junto com todos os seus rebanhos e seus pertences, descessem à terra fértil de Gósen, no delta do Egito, pois a grande fome devia durar pelo menos outros cinco anos. Faraó até mesmo forneceu carros e provisões alimentares para ajudá-los nisso. (Gên. 45:9-24) Ao descerem para lá, Jeová assegurou a Jacó de que tal mudança tinha Sua bênção e aprovação. (Gên. 46:1-4) Todas as almas contadas como pertencentes à casa de Jacó, incluindo Manassés, Efraim e outros que nasceram, talvez, no Egito, antes de Jacó morrer, totalizavam setenta. (Gên. 46:5-27; Êxo. 1:5; Deut. 10:22) Este total não incluía Léia, que morrera na Terra Prometida (Gên. 49: 31), nem as filhas de Jacó, cujos nomes não são citados, ou as esposas de seus filhos. — Gên. 46:26; compare com Gênesis 37:35.
Finalmente, em 1711 A.E.C., depois de dezessete anos de residência no Egito, Jacó morreu, aos 147 anos. (Gên. 47:27, 28) De acordo com o desejo de Jacó de ser sepultado na terra de Canaã, José primeiramente mandou que os médicos egípcios embalsamassem o corpo de seu pai, em preparação para tal viagem. Grande cortejo fúnebre, em harmonia com o destaque de José, seu filho, partiu então do Egito. Quando chegou à região do Jordão, houve sete dias de ritos de pesar, após os quais os filhos de Jacó sepultaram seu pai na caverna de Macpela, onde Abraão e Isaque tinham sido sepultados. — Gên. 49:29-33; 50:1-14.
Os profetas amiúde usaram o termo “Jacó” em sentido figurado, para referir-se à nação que descendeu deste patriarca. (Isa. 9:8; 27:9; Jer. 10:25; Eze. 39:25; Amós 6:8; Miq. 1:5; Rom. 11:26) Jesus, em certa ocasião, empregou o nome Jacó em sentido figurado, ao falar daqueles que estariam no “reino dos céus”. — Mat. 8:11.
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JadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JADE
Uma pedra ornamental dura, resistente, geralmente esverdeada, utilizada em jóias e entalhes. Apresenta-se como dois minerais distintos, a nefrita e a jadeíta. A nefrita (jade verdadeiro) é a variedade mais comum. Varia, em densidade, da forma translúcida para a opaca, e apresenta-se em cores tais como o verde-escuro, o preto, o cinza, o amarelo e o branco. A jadeíta é mais valiosa que a nefrita, devido à sua coloração mais atraente e à sua raridade. O jade é especialmente apropriado para o entalhe e a gravação, devido à sua composição.
Linda pedra de jade, com o nome de uma das doze tribos de Israel gravado nela, adornava o “peitoral do julgamento” do sumo sacerdote Arão, ocupando a terceira posição na quarta fileira de pedras. (Êxo. 28:2, 15, 20, 21; 39:9, 13, 14) O jade foi também incluído entre as pedras preciosas que decoravam a “cobertura” do rei de Tiro. — Eze. 28:12, 13.
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JaelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAEL
[cabra-montês]. Esposa de Héber, o queneu, e a pessoa que matou a Sísera, chefe do exército cananeu. (Juí. 4:10, 11, 17, 21) Depois de Sísera ser derrotado diante de Israel, ele fugiu para o acampamento neutro de Héber, onde Jael o convidou a entrar na sua tenda. Ela então cobriu Sísera com um cobertor. Quando ele lhe pediu água, ela lhe deu uma taça de banquete de coalhada para beber. Depois de novamente o cobrir, ele lhe pediu que ficasse vigiando à entrada da tenda. Imaginando-se seguro como convidado dela, o cansado e exausto Sísera logo caiu em sono profundo. Jael então, quietamente, veio até ele com um martelo e uma estaca de tenda, com que o cravou no chão, atravessando-lhe a cabeça. Quando chegou o perseguidor Baraque, ela lhe mostrou o chefe do exército, morto “à mão de uma mulher”, conforme Débora predissera, (Juí. 4:9, 17-22) A corajosa medida tomada por Jael contra o inimigo de Jeová é exaltada no cântico de vitória de Débora e Baraque, que também declara que Jael era “muitíssimo abençoada entre as mulheres”. — Juí. 5:6, 24-27.
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JaféAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAFÉ
[deixe-o dilatar]. Filho de Noé, e irmão de Sem e de Cã. Embora usualmente alistado por último, Jafé parece ter sido o mais velho dos três filhos, uma vez que o texto hebraico de Gênesis 10:21 se refere a “Jafé, o mais velho”. (AV; Darby; Leeser; NM; Young) Alguns tradutores, contudo, entendem que o texto hebraico aqui se refere, ao invés, a Sem como “o irmão mais velho de Jafé”. (Al; ALA; CBC; IBB; PIB; So) Considerar Jafé como o filho mais velho de Noé situaria o tempo de seu nascimento como aproximadamente 2470 A.E.C. — Gên. 5:32.
Jafé e sua esposa achavam-se entre os oito ocupantes da arca, desta forma sobrevivendo ao Dilúvio. (Gên. 7:13; 1 Ped. 3:20) Permanecendo sem ter filhos até depois do Dilúvio, eles, depois disso, tiveram sete filhos: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. (Gên. 10:1, 2; 1 Crô. 1:5) Destes filhos, e também de alguns netos, provieram aqueles dos quais “se espalhou a população das ilhas das nações [“nações disseminadas pelos litorais”; PIB], cada um segundo a sua língua, segundo as suas famílias, pelas suas nações”. (Gên. 10:3-5; 1 Crô. 1:6, 7) Historicamente, Jafé era o progenitor do ramo ariano ou indo-europeu (indo-germânico) da família humana. Os nomes de seus filhos e netos são encontrados em textos históricos antigos como se relacionando a povos e tribos que moravam principalmente no N e no O do Crescente Fértil. Parecem ter-se disseminado do Cáucaso para o E, até a Ásia Central, e para o O, através da Ásia Menor, até as ilhas e terras litorâneas da Europa e, talvez, até a Espanha. As tradições árabes afirmam que um dos filhos de Jafé era também o progenitor dos povos chineses.
Em resultado da medida respeitosa de Jafé, junto com seu irmão Sem, por ocasião da embriaguez do pai deles, Jafé tornou-se objeto da bênção de seu pai. (Gên. 9:20-27) Nessa bênção, Noé solicitou a Deus que ‘concedesse amplo espaço [Heb. , yáphet]’ a Jafé. Esta expressão hebraica se deriva, evidentemente, da mesma raiz que o nome Jafé (Heb. , Yépheth) e parece indicar que o significado do nome de Jafé seria cumprido num sentido literal, e que seus descendentes se espalhariam por ampla área. Alguns julgam que ‘residir ele nas tendas de Sem’ indicaria a existência de um relacionamento pacífico entre os jafetitas e os semitas. No entanto, visto que a história não apresenta de modo especial tal associação pacífica, tal expressão pode, ao invés, estar ligada em sentido profético com a posterior promessa de Deus a Abraão, Isaque e Jacó, descendentes de Sem, de que mediante seu “descendente” seriam abençoadas todas as famílias da terra (inclusive as que descenderam de Jafé). (Gên. 22:15-18; 26:3, 4; 28:10, 13, 14; compare com Atos 10:34-36; Gálatas 3:28, 29.) ‘Tornar-se Canaã um escravo’ dos jafetitas cumpriu-se no domínio exercido sobre a terra de Canaã (Palestina) durante a regência do Império Medo-Persa (uma potência jafética) e nas posteriores conquistas efetuadas pelos gregos e pelos romanos, incluindo as conquistas das fortalezas cananéias de Tiro e de Sídon.
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JahAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAH
[Heb. , Yah]. Forma poética abreviada de Jeová, o nome do Deus Altíssimo. (Êxo. 15:1, 2) Tal forma abreviada é representada pela primeira metade do Tetragrama hebraico יהוה (IHVH [IHWH] ou JHVH), isto é, as letras yohdh (י) e he’ (ה), a décima e a quinta letras do alfabeto hebraico, respectivamente.
Jah ocorre cinquenta vezes nas Escrituras Hebraicas, vinte e seis vezes sozinha, e vinte e quatro vezes na expressão “Aleluia” que é, literalmente, uma ordem dada a um grupo de pessoas para que ‘louvem a Jah’. No entanto, a presença de “Jah” no original é completamente ignorada em certas versões populares. (ALA; CBC; So) A versão Almeida, e a do Pontifício Instituto Bíblico de Roma só apresentam esta forma uma vez, respectivamente, como “Já” e “Jah”. (Sal. 68:4) Em A Bíblia de Jerusalém, a abreviação “Iah” ocorre uma só vez (Êxo. 15:2), e a transliteração completa “Iahweh” é usada vinte e duas vezes no corpo do texto; assim como a tradução Brasileira emprega “Jah” três vezes (Sal. 68:4; Isa. 38:11 [2 vezes]) e usa “Jeová” em outras 24 vezes na expressão plena “Louvai a Jeová”. Tanto a Tradução do Novo Mundo como a versão Rotherham, em inglês, preservam para o leitor todas as cinquenta ocorrências de Jah (Já, NM) ou Yah (Iah).
Nas Escrituras Gregas Cristãs, “Jah” aparece quatro vezes na expressão Aleluia. (Rev. 19:1, 3, 4, 6) A maioria das Bíblias simplesmente emprega o equivalente desta expressão grega em português, mas a versão em inglês de G. W. Wade a traduz: “Louvai a Jeová”, e a Tradução do Novo Mundo reza: “Louvai a Já!”
No que se refere ao tempo, “Jah” não poderia ser uma forma primitiva do nome divino que era usada antes do próprio Tetragrama. Esta última forma plena, Jeová, ocorre 171 vezes no texto hebraico primitivo no livro de Gênesis, mas não foi senão no relato dos eventos ocorridos após o Êxodo que surgiu inicialmente a forma abreviada. (Êxo. 15:2) A única sílaba, Jah, é geralmente ligada com as emoções mais comoventes de louvor e de cântico, de oração e de súplica, e, em geral, é encontrada nos casos em que
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