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  • Jamaica e as ilhas Caimã (continuação)

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  • Jamaica e as ilhas Caimã (continuação)
  • Despertai! — 1985
  • Subtítulos
  • Canceladas as Plantas da Construção
  • Publicações Outra Vez Restritas
  • Nova Visita do Irmão Knorr
  • Desastre Causado Por Furacão Produz Demonstração de Amor
  • Nova Sede da Filial
  • Primeira Assembléia Internacional
  • Oposição a Outro Salão do Reino
  • Acusação Falsa do Clérigo
  • Término e Dedicação do Salão do Reino
Despertai! — 1985
g85 22/3 pp. 15-17

Anuário das Testemunhas de Jeová

Jamaica e as ilhas Caimã (continuação)

[Seriado com base no Yearbook de 1985.]

Canceladas as Plantas da Construção

O prefeito, que era membro do Comitê de Edificações e que votara contra a petição, ordenou que se parasse a construção e se devolvessem as plantas. Alegou-se que não haviam sido corretamente assinadas — não tendo sido pessoalmente assinadas pelo engenheiro municipal e pelo secretário da câmara municipal, conforme a lei exige. O objetivo desta manobra era forçar outra audiência perante o Comitê de Edificações, durante a qual se esperava que o clero pudesse influenciar esse comitê a reverter a decisão em seu favor.

O presidente do comitê, Cleveland Walker, homem justo, decidiu obter um parecer legal sobre a objeção, antes de outra audiência. Ele fez isso. O parecer legal ditava que as plantas da construção haviam sido corretamente assinadas, que deveriam ser devolvidas aos requerentes e que a construção deveria prosseguir. O parecer declarava adicionalmente que, se a ausência de assinaturas do secretário da câmara municipal e do engenheiro público nas plantas tornava ilegal a construção, então centenas de outros prédios haviam sido construídos ilegalmente e teriam de ser demolidos, pois as suas plantas haviam sido aprovadas de maneira similar. Portanto, novamente, a Igreja Anglicana e o Conselho de Igrejas da Jamaica (representando oito denominações que haviam enviado uma carta de protesto, assinada pelos chefes de suas organizações), perderam a batalha contra o povo de Jeová.

Os opositores religiosos desencadearam então pela imprensa uma campanha contra as Testemunhas, encabeçada por um colunista amplamente lido. A seguir, o Governo, obviamente influenciado pelos líderes religiosos, recusou-se a renovar o visto de permanência, já expirado, de dois missionários, Louis e Cora Woods. As Testemunhas locais deram ampla publicidade a isso. Muitas congregações fizeram resoluções de protesto contra o cancelamento e encaminharam-nas ao governo. Por fim as autoridades cederam e prorrogaram a permanência dos missionários.

Publicações Outra Vez Restritas

Mesmo antes de se prorrogar a permanência dos Woods, emitiu-se uma ordem às autoridades competentes para não permitirem as remessas ao exterior da Watch Tower Society, como pagamento pela literatura bíblica importada pela Jamaica. Assim, uma consignação de publicações foi detida no porto de entrada e por fim queimada (exceto as Bíblias), apesar da evidência documental de que a sede em Brooklyn estava disposta a considerar o carregamento como presente. Depois de protestos escritos e de um abaixo-assinado com as assinaturas de 145.000 pessoas (mais de uma dentre cada 14 pessoas na Jamaica), foi concedida a licença para importar publicações da Inglaterra, mas não dos Estados Unidos. Apenas Bíblias podiam ser importadas deste último país. Depois de mais cartas de protesto e apelos, tanto localmente como na Inglaterra (visto que o país ainda estava sob domínio britânico), o Governo finalmente concordou, em 19 de julho de 1954, que as publicações viessem dos Estados Unidos como presente. Esse arranjo ainda está em vigor devido ao contínuo déficit na balança comercial.

Nova Visita do Irmão Knorr

Antes desta tentativa de silenciar as Testemunhas e estorvar suas atividades de pregação, os irmãos foram fortalecidos e preparados para as provas pela visita dos irmãos Knorr e Henschel.

Quatro anos depois da primeira visita do irmão Knorr, havia ocorrido tanta expansão que era tempo de fazer planos para mais expansão. O número de publicadores em Kingston havia aumentado 25 por cento. De modo que foi designada uma comissão de construção, sob a presidência do irmão Robert Clarke, para tratar da compra de terrenos e da construção de dois novos Salões do Reino para as duas novas congregações que seriam formadas. Uma destas era a congregação Norte. Foi a construção de seu salão que suscitou a ira do clero, conforme descrito anteriormente. Não é de admirar que fosse publicada uma foto desse salão num jornal, debaixo da legenda: “A Igreja que Surgiu da Controvérsia.”

Desastre Causado Por Furacão Produz Demonstração de Amor

No verão setentrional de 1951, um feroz furacão atingiu a Jamaica, matando 168 pessoas. O telhado do prédio que servia como filial e lar missionário foi completamente arrancado, mas nenhum dos irmãos ficou ferido. Milhares, incluindo diversos irmãos, ficaram desabrigados, ou perderam seus pertences. A reação de co-Testemunhas nos Estados Unidos foi imediata e generosa. Toneladas de roupas foram despachadas para prover assistência material aos que sofriam. Foi uma demonstração prática do amor que une o povo de Jeová numa fraternidade internacional. Os irmãos foram muito incentivados a sair e confortar os que sofriam e a explicar-lhes quem é o responsável pela aflição mundial.

Nova Sede da Filial

Em 1954, o irmão M. G. Henschel fez uma visita zonal e recomendou que se fizesse uma inspeção para determinar a solidez da estrutura do prédio da filial. Fez-se isto e confirmou-se a necessidade de uma nova sede para a filial. O irmão Knorr nos visitou no ano seguinte e deu permissão para a aquisição dum terreno e para se fazerem planos para a nova filial e lar missionário. Logo encontrou-se um lugar adequado na Av. Trafalgar, 41, no distrito suburbano de Saint Andrew, e as plantas da construção foram desenhadas e submetidas à autoridade responsável por edificações.

Em 1957 o projeto de construção da filial estava pronto para começar. As Testemunhas locais apoiaram o projeto com empréstimos e donativos. O prédio foi dedicado em 31 de agosto de 1958, perante uma assistência de 1.276 pessoas.

Primeira Assembléia Internacional

Em 1966, a Jamaica foi escolhida como local para uma das diversas assembléias internacionais programadas para aquele ano. Era a primeira vez que se requisitava que as Testemunhas locais fossem hospedeiras dum ajuntamento internacional. Entusiasticamente providenciaram hospedagem e excursões, e encarregaram-se de todas as outras responsabilidades relacionadas com uma grande assembléia. Ficaram emocionadas de hospedar representantes de 18 países, incluindo 246 representantes das Ilhas Britânicas, e 218 dos Estados Unidos. O discurso público atraiu a maior assistência a uma assembléia das Testemunhas de Jeová na Jamaica até aquela época — 9.458 pessoas.

Ao principiar a década de 70, o crescimento continuava. Em 1970, o número dos que assistiram à Refeição Noturna do Senhor foi o maior que já se viu — 13.359. Durante essa década, a pregação continuou sem diminuição do passo. Havia liberdade de pregar as boas novas e de se reunir. Contudo, havia problemas a superar — lembretes de que os inimigos da verdade do Reino ainda estavam presentes na Jamaica.

Oposição a Outro Salão do Reino

Por exemplo, em 1978, foram submetidas à autoridade local responsável por edificações, em Kingston, plantas para se construir um Salão do Reino no setor noroeste da cidade. O Departamento de Planejamento Urbano pediu que as plantas fossem revisadas, a fim de que fosse erguida uma estrutura mais esmerada, uma que, conforme o expressaram, “abrilhantasse esta área”. Embora isto significasse um prédio muito mais custoso, aquiesceu-se ao pedido, e um projeto aceitável a todas as demais repartições da cidade foi aprovado pelos Planejadores da Cidade e pelo Comitê de Edificações da Câmara Municipal.

Todavia, assim como o Salão do Reino que suscitou controvérsia em 1952 e 1953, esse local ficava a pouca distância da igreja anglicana naquela comunidade, e o pároco opunha-se totalmente a ter um Salão do Reino construído tão próximo de sua igreja.

A construção, porém, já havia começado quando ele discerniu que se tratava dum Salão do Reino. O clérigo contatou seus amigos políticos na Câmara de Vereadores que, por sua vez, levantaram perguntas quanto a se estavam sendo obedecidas todas as posturas municipais. Uma de tais posturas exigia fosse colocada, no local, visivelmente, uma placa de intenção de construir, na qual as pessoas que se opunham à sua construção eram convidadas a apresentar um protesto por escrito dentro dum prazo estipulado. Visto que o clérigo não havia observado tal placa, pensou que se havia desrespeitado tal regulamento. Para vexame dele, o Secretário da Câmara Municipal informou aos vereadores que todos os requisitos haviam sido cumpridos pelos peticionários.

Acusação Falsa do Clérigo

O passo seguinte dado por este opositor foi circular um panfleto acusando o Salão do Reino de ser construído com fundos providos pela CIA — a Agência Central de Inteligência, dos Estados Unidos. Fez esta acusação infundada porque, naquela época, alguns políticos faziam acusações, inclusive este clérigo, de que a CIA estava desestabilizando o então governo da Jamaica.

Naturalmente, a acusação concernente à fonte dos fundos para o salão era desprovida de base, conforme alguém que escreveu para um jornal local foi pronto a apontar, ao refutar a afirmação do clérigo. Ele escreveu: “As Testemunhas de Jeová . . . crêem numa futura terra purificada por Jesus Cristo, na qual há de morar a justiça . . . livre da exploração do homem pelo homem. . . . as Testemunhas de Jeová, contudo, crêem numa solução puramente espiritual, elas não saúdam a bandeira americana, ou qualquer outra bandeira. Tampouco cantam o hino nacional americano ou qualquer outro. É muito improvável que sejam uma igreja de prepostos da C.I.A.”

Diante dum fato consumado e sendo incapaz de impedir a construção, o clérigo escreveu à Câmara de Vereadores, sugerindo que no futuro todas as petições para prédios de igreja deveriam ser submetidas ao Conselho local de Igrejas da Jamaica, para a sua recomendação, antes de o Comitê de Edificações dar a sua aprovação. A Câmara de Vereadores até agora tem ignorado sabiamente tal sugestão.

Término e Dedicação do Salão do Reino

Entrementes, o Salão do Reino foi construído no tempo previsto, visto que muitos irmãos e irmãs ofereceram voluntariamente seu tempo e suas habilidades para ajudar na construção, especialmente nos fins-de-semana e nos feriados. O custo dos materiais subiu vertiginosamente durante a construção, o que resultou na duplicação do custo projetado. Para ajudar a enfrentar o aumento, diversas irmãs fizeram bolos de coco e pastéis, venderam-nos e doaram o dinheiro. Outros ajuntaram garrafas de refrigerantes e venderam-nas, entregando os fundos para o projeto. Foi assim que o salão foi terminado e dedicado em 15 de outubro de 1980. O discurso de dedicação foi proferido pelo irmão U. V. Glass, do Betel de Brooklyn, para uma assistência de 1.830, que superlotou o salão. Três congregações se reúnem neste salão, e é também usado como Salão de Assembléias para assembléias de circuito. Assim, novamente, Jeová ajudou seu povo a triunfar sobre a oposição.

[Continua no próximo número.]

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