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  • O que há por trás do ‘milagre’?
    Despertai! — 1985 | 8 de agosto
    • livros. Em japonês, ela é afetuosamente conhecida como kyoiku mama (mamãe educadora). Ela visita a escola durante os períodos de observação dos pais, conversa sobre o progresso de seus filhos com os professores, verifica as notas deles nas provas e nos boletins, e até mesmo assiste às aulas em lugar deles, quando eles ficam doentes. Tudo isto é feito para garantir o bom desempenho dos filhos dela nos exames competitivos.

      E se o aluno não se mostrar à altura do que se espera dele? Exige-se a autocrítica. Pode ser feita em forma duma composição ou de uma palestra perante a classe. Ele tem de admitir seu fracasso, a razão disso, e o que tenciona fazer para remediar tal situação. Periodicamente, exige-se que os pais preencham questionários explicando o que seus filhos fazem quando não estão na escola, seus hábitos alimentares, seus pontos bons e ruins, e outros assuntos particulares sobre sua vida familiar. Julga-se que tal franqueza ajude a combater qualquer tendência de não ajustar-se ao grupo. Isto, por sua vez, tornará mais fácil a cooperação deles com outros, mais tarde na vida.

      Tal sistema rígido obviamente possui seus pontos positivos e negativos. Do lado positivo, faz que os jovens se tornem pessoas com elevado grau de competência em leitura, escrita, matemática, e outras matérias básicas. No Japão, o “sistema educacional tem elevado a qualidade do conhecimento de amplas faixas da população a níveis não alcançados em parte alguma”, afirma a publicação Far Eastern Economic Review (Revista Econômica do Extremo Oriente), e esta “qualidade superior de seus recursos humanos” é grandemente responsável pelo êxito econômico posterior à Segunda Guerra Mundial. Por outro lado, o impulso de ajuste grupal, de ter êxito, e de manter-se em dia com os demais gira uma atmosfera tipo panela-de-pressão para os estudantes menos dotados. A frustração acumulada tem levado a suicídios e ao irrompimento de violência nas escolas. Tais coisas ganham tristes manchetes de tempos a tempos.

      Universidade e Depois Dela

      Ironicamente, uma vez o estudante atinja a universidade, a pressão desaparece. Os patrões mais desejáveis — as agências governamentais de prestígio e as grandes empresas — geralmente avaliam os que procuram empregos segundo a universidade que cursaram, em vez de como se saíram na universidade, assim que se for mem. Uma vez recrutados, são encarados como matéria-prima a ser remodelada, retreinada, e reeducada, segundo os objetivos da empresa.

      A reeducação, contudo, não se limita apenas aos novos recrutados. Cônscias das rápidas mudanças nos campos tecnológicos, as grandes empresas gastam amplas somas para fornecer a seus funcionários uma educação contínua, durante toda a carreira deles. Os funcionários se tornam mais úteis à empresa, e a empresa consegue ficar na ponta-de-lança da tecnologia avançada.

      Isto explica, em parte, por que a maioria dos nipônicos trabalham para a mesma empresa a vida toda. Se a deixarem, dificilmente há outro lugar para onde ir. Os novos membros das empresas são recruta dos nas universidades e nos ginásios (Os escolas de 2.º grau), e não das outras empresas. Por que empregar alguém que largou uma firma, quando existe muitos caçadores de empregos que anseiam uma colocação para toda a vida? No Japão. é muitíssimo improvável que o quinhão duma pessoa melhore por trocar de companhia, não importa quão dessatisfeita a pessoa esteja com seu atual trabalho Aqui, a vida é dura para quem larga o emprego. O padrão aceito é um só colégio uma só universidade, uma só empresa.

      Apesar de todo o êxito atribuído ao sistema econômico japonês, como é exatamente trabalhar e viver sob ele? As grande empresas e o mesmo emprego por toda a vida podem parecer algo atraente e seguro, mas será que ser mero parafuso nesta máquina milagreira é o máximo que se poderia esperar em verdadeira felicidade e contentamento? Examinemos brevemente como é a vida numa grande em presa no Japão.

  • A vida numa grande empresa
    Despertai! — 1985 | 8 de agosto
    • A vida numa grande empresa

      O MESMO emprego a vida toda, educação contínua, promoções, abonos, moradia e instalações recreativas fornecidas pela empresa — estes e muitos outros benefícios são o sonho de muitos trabalhadores em todo o mundo. No Japão, são a realidade cotidiana de muitos de seus trabalhadores. Com efeito, constituem os prováveis aspectos do milagre japonês que as pessoas em outras partes mais comentam e admiram.

      Há, contudo, outros aspectos que as pessoas estranhas pouco conhecem. Por exemplo, exatamente quanto da vida da pessoa é controlado ou influenciado pelas grandes empresas? Até que ponto são influenciados o casamento, a vida doméstica, a vida social, e até mesmo os conceitos religiosos duma pessoa? Quais são os sacrifícios que alguém precisa fazer para ajustar-se a isso? Estas são as coisas facilmente despercebidas pelos estranhos, por serem obscurecidas pela prosperidade e pelo êxito. Todavia, em grande parte, não são estas as coisas que determinam finalmente se a pessoa é deveras feliz, satisfeita, e, assim, tem bom êxito na vida?

      Modos no Trabalho

      Uma conseqüência de um só emprego para toda a vida é a questão sensível da categoria e da senioridade. Os homens no topo têm longa experiência na empresa. Naturalmente, merecem respeito e cooperação por parte dos mais jovens sob eles. Os funcionários mais jovens ou mais novos, por sua vez, são classificados segundo os anos de serviço que prestam à firma. isto gera uma atmosfera um tanto formal do local de trabalho, e se reflete em sua linguagem e em seus modos.

      Em japonês existem três estilos de linguagem. Basta apenas ouvir como uma pessoa escolhe suas palavras para se saber se está falando com seu sênior, com seu colega, ou com alguém mais jovem. “[Apenas] proferir o nome dele, ao se dirigir a alguém mais antigo ou de categoria superior seria terrivelmente rude”, explica um executivo nipônico. Em vez disso, o nome de família, ou último nome, ou o título da pessoa, tal como shacho (presidente) ou bucho (gerente) é empregado, junto com a expressão cortês “san”, ou “sama”.

      A mesura, que pode significar “obrigado”, “desculpe-me”, “sinto muito”, e muitas outras coisas, é parte indispensável da etiqueta no escritório. Igualmente o é a expressão “hai”, (sim), junto com o meneio da cabeça. No entanto, este “sim” não significa: “Sim, concordo”, mas significa: “Sim, entendo o que está-me dizendo.” É apenas um gesto polido de mostrar respeito a quem fala.

      Em resultado disso, a maioria dos homens são como peixes fora d’água quando não estão em seu local de trabalho. Quando conhecem outro homem que não trabalha na mesma firma, a conversação se torna difícil até que conheçam o status dele, de modo a poderem usar o estilo correto de linguagem. Cartões de apresentação e perguntas jeitosas são utilizadas para se determinar isto, antes de se poder iniciar uma conversa. Para eles, uma palestra informal e casual torna-se difícil, mesmo com a esposa e os filhos. Só se sentem à vontade no pequeno círculo de sua empresa.

      Lealdade ao Grupo

      Para incentivar o espírito de equipe, a maioria das empresas fornecem uniformes a seus funcionários. Os funcionários, também se organizam em pequenos grupos, não para lutar por melhores condições de trabalho ou maiores salários, mas para discutir como melhorar a eficiência e a produtividade. O diretor-gerente de uma das gigantescas siderúrgicas do Japão, que não teve uma greve sequer em 25 anos, descreveu as reuniões deles do seguinte modo: “Temos discussões animadas, mas, no fim, todo o mundo coopera.” Os trabalhadores de per si, achando que têm voz ativa nos assuntos, tendem mais a apoiar as diretrizes da empresa. “Eles pensam no bem do grupo e não no deles próprios”, disse o diretor.

      A diferença entre o empresariado nipônico e o dos Estados Unidos é ilustrado do seguinte modo por um economista japonês: “Nosso sistema é um tanto parecido a um trem elétrico, cada carro possuindo seu próprio gerador, ao passo que o seu sistema é mais como um longo trem puxado por duas ou três potentes locomotivas, sem geradores para os demais vagões. Os srs. mandam que seus funcionários os sigam. Nós gostamos que as pessoas sintam sua própria motivação — e se movam juntas.”

      A fim de mostrar a motivação correta, espera-se que todos os empregados trabalhem arduamente, e por longas horas. Embora o Governo tenha fixado o alvo de que, em 1985, todas as empresas deveriam conceder fins-de-semana de dois dias, ainda é comum a semana de trabalho de seis dias. Foi apenas recentemente que os bancos começaram a fechar um sábado por mês. Estranhamente, a reação do público foi fria, e um editorial do Yomiuri Shimhun considerou tal medida como um meio de silenciar “a crítica estrangeira de que os nipônicos são viciados no trabalho”.

      As horas extras, geralmente sem remuneração, é rotina. Tem-se noticiado que não é incomum ver os escriturários deixarem seus escritórios às 23 horas, ou mesmo à meia-noite. Todavia, isto é aceito como questão de rotina. Uma sondagem feita entre formandos do ginásio e de universidade, dirigida pelo Conselho dos Executivos Juniores do Japão, verificou que “79 por cento dos que responderam trabalhavam horas extras quando se lhes pedia isto, mesmo que tivessem de cancelar um encontro”, veicula The Japan Times.

      As coisas não são mais fáceis para os executivos e os supervisores. Além dos dias longos no escritório, com freqüência têm de passar as noites, ou mesmo os fins-de-semana, assistindo a reuniões ou recepcionando clientes ou colegas de negócios, amiúde até tarde da noite. Tudo isso é feito por lealdade à empresa. “Não gosto de dar recepções”, disse um jovem executivo que tem esposa e quatro filhos, “mas, isso tornou-se uma instituição”.

      Remunerações e Promoções

      Nunca foi um costume nipônico tirar longas férias. Um informe governamental revela que, muito embora a maioria dos trabalhadores tenha direito a 15 dias de férias pagas por ano, na realidade só tiraram 8,3 dias, em média. Os principais feriados ocorrem na virada do ano, e em agosto, quando se observa o costume de visitar os túmulos dos ancestrais. Daí, há os passeios programados pela empresa, aos quais se espera que todos os funcionários compareçam — e eles comparecem mesmo. Geralmente são um passeio de um fim-de-semana de dois dias pelas montanhas, a estações termais, ou a hospedarias da empresa, com abundante comida e bebida. Os funcionários podem descontrair-se, divertir-se juntos, e conhecer-se melhor.

      Algo que os trabalhadores nipônicos muito prezam é o abono semi-anual, concedido de acordo com a posição financeira da empresa. Na realidade, é uma parte do salário deles que a empresa põe à parte. Se a empresa vai bem, os funcionários recebem essa gorda soma de uma só vez como abono. Mas, se os negócios não vão tão bem, esta parte pode ser reduzida. Trata-se dum incentivo eficaz para os funcionários.

      Os salários e as promoções são determinados mormente pela senioridade. É raro que um funcionário mais recente seja promovido à frente de seus seniores, não importa quão apto seja. No caso de isto acontecer, geralmente os que foram passados para trás recebem alguns títulos novos, de modo a não ficarem embaraçados nem perderem prestígio. Isto reduz a fricção ao mínimo, e satisfaz-se aos interesses do grupo.

      A situação das funcionárias é bem diversa. Ao passo que cerca de 39 por cento da força trabalhadora do Japão é composta de mulheres, geralmente só recebem cerca da metade do salário masculino. Com efeito, a maioria das empresas não oferecem cargos promissores às mulheres, mesmo que tenham as habilitações, porque se espera que só trabalhem até se casarem e constituírem família.

      O Casamento e a Família

      As rigorosas exigências de trabalho — semana de seis dias de trabalho e freqüentes horas extras — fazem com que o trabalhador só disponha de pouco tempo para a família. Há homens que saem para o trabalho antes de seus filhos acordarem, e chegam a casa depois de eles se terem deitado. Raramente vêem os filhos, exceto, talvez, no domingo. Pode-se dizer que a vida dum funcionário típico duma empresa, ou sarariman (assalariado), como é chamado no Japão, gira em torno de seu trabalho. Seu lar, sua esposa, e sua família, são como pequenos negócios colaterais, fornecendo-lhe um local de comer e dormir, e certo status na comunidade.

      Com raras exceções, a esposa cuida de tudo no lar. Isto inclui não só as tarefas domésticas do dia-a-dia, mas também as principais decisões, tais como onde morar, o que comprar, e mesmo a educação e a disciplina ministradas aos filhos. Assim, de modo sutil, embora os homens ainda falem e ajam como se fossem os cabeças de suas famílias, a maioria das famílias dos homens das grandes companhias são, realmente, arranjos matriarcais.

      O homem solteiro também tem seus problemas. Seu trabalho o deixa com pouco tempo para a vida social, a não ser as recepções de negócios. Fora da empresa, talvez tenha poucos amigos. Todavia, a sociedade nipônica vê com desdém os casamentos tardios na vida. Quem quer que não tenha casado ao chegar à casa dos 30 anos talvez seja considerado excêntrico. Isto explica a prevalência dos omiai, ou casamentos pré-arranjados, que são responsáveis por cerca de 60 por cento de todos os casamentos no Japão, ainda hoje.

      As grandes empresas freqüentemente transferem seus homens para diversas partes do país, de uma sucursal para outra. Isto significa levantar acampamento e acostumar-se a novos vizinhos e ambientes a cada dois ou três anos. Embora cada mudança seja geralmente acompanhada de uma promoção e dum aumento salarial, isso poderia criar problemas para a família, no que tange à escola para os filhos ou aos cuidados de pais idosos. Mas estas são as alegrias e os ais da senioridade e do emprego por toda a vida, nas grandes empresas nipônicas.

      O Trabalho e a Religião

      A consciência de grupo e o impulso de ajustar-se ao grupo desempenham significativo papel em moldar as atitudes religiosas dos nipônicos. A fim de ajustar-se, a pessoa não deve insistir demais em sua crença, mas ser tolerante, disposta a transigir. Tem-se dito, portanto, que o senso de moral dos japoneses não se baseia no certo ou no errado, mas em ser aceitável ou inaceitável.

      Assim, nas grandes empresas, espera-se que o funcionário participe dos rituais tais como casamentos, funerais, e outros ofícios, quer estes sejam budistas, xintoístas, quer cristãos. A maioria dos homens não sentem aguilhoadas de consciência em tal participação superficial. Aprenderam a viver sem crenças e convicções pessoais, ou as tornaram subservientes aos desejos da empresa. Por conseguinte, muitos homens são indiferentes quanto à religião. Para eles é difícil pensar em assuntos religiosos ou espirituais. Talvez ainda sigam os rituais e costumes transmitidos pelas gerações passadas, mas realmente não nutrem nenhuma crença religiosa que mereça menção.

      Por outro lado, as mulheres, especialmente as mães, que têm de cuidar sozinhas da educação escolar, moral e religiosa de seus filhos, são naturalmente mais atraídas pela religião. Mas, no caso delas, a tendência é para o outro extremo — quanto mais, melhor. Certa mãe jovem expressou, numa notícia divulgada pela revista Time, o que poderia ser a típica atitude religiosa: “Devo respeito para com meus ancestrais, e o demonstro através do budismo. Sou japonesa, de modo que cumpro todos aqueles pequenos rituais xintoístas. E achei que um casamento cristão seria realmente lindo. Trata-se duma contradição, mas que importa?” Segundo o censo nacional, ao passo que a população total do Japão é de 120 milhões de habitantes, há 87 milhões de budistas, e 89 milhões de xintoístas. Obviamente, muitos não acharam nada demais declarar-se seguidores de mais de uma religião.

      À base de nossa breve consideração da vida numa consideração da vida numa grande empresa nipônica, é claro que há muito mais envolvido do que os óbvios benefícios que são tão admirados. A realidade é que algumas autoridades julgam que tais benefícios foram muito exagerados. Antes, vêem sinais de que nem tudo está bem nesta terra idealizada de gigantes econômicos e tecnológicos. Quais são estes sinais, e qual é o futuro do milagre japonês?

      [Foto na página 18]

      Espera-se que todos trabalhem arduamente e por longas horas.

      [Crédito da foto]

      Centro de Informações do Japão

      [Foto na página 20]

      Os ofícios das grandes empresas incluem casamentos.

      [Crédito da foto]

      Centro de Informações do Japão

  • O ‘milagre’ — tem seu preço
    Despertai! — 1985 | 8 de agosto
    • O ‘milagre’ — tem seu preço

      SEM dúvida, o milagre japonês é um fenômeno ímpar. É admirável ver uma nação inteira erguer-se da derrota e da devastação a ponto de tornar-se uma das mais fortes potências econômicas do mundo, e isto em uma só geração. Tudo isso, como vimos, foi alcançado através de rigorosa educação, trabalho árduo, e sacrifício pessoal, que outras nações dificilmente reproduziriam.

      Mas, o que foi que este milagre trouxe para os japoneses? Além do lustre superficial, trouxe genuína felicidade e contentamento? Por baixo da prosperidade e da afluência há perturbadores sinais de que a sociedade nipônica está perdendo seus valores tradicionais e, gradualmente, tornando-se emaranhada nos problemas e nos males que afligem outras nações industrializadas.

      Em grande parte, muitos destes problemas são subprodutos do próprio sistema. Para exemplificar, os peritos notaram acentuado aumento dos casos de depressão e de suicídio entre os homens nos seus 40 e 50 anos, em posições de direção. O jornal The Daily Yomiuri citou o autor Von Woronoff como dizendo: “As pesquisas de opinião revelam que muitos japoneses se sentem infelizes com seus empregos e os largariam, se tivessem a chance.” Mas, acham-se enredados pelo sistema de pagamento e de promoção com base na senioridade. Este é um dos motivos pelos quais o emprego único para toda a vida não é mais o derradeiro sonho da geração mais jovem. “Para as pessoas na faixa dos 20 e dos 30 anos, a lealdade à empresa é o mesmo que zero”, disse um consultor empresarial de Tóquio.

      Similarmente, a ausência do pai no lar, o descontentamento da mãe com seu papel exaustivo, e a esmagadora pressão na escola, agravaram a avolumante onda de delinqüência juvenil no Japão, que recentemente se tornou uma questão nacional. Estes fatores também são responsáveis pela crescente taxa de divórcios, que duplicou nos últimos dez anos.

      O êxito econômico também deu aos japoneses mais dinheiro e mais tempo de lazer para gastá-lo. Isto promoveu uma nova onda de eu-ismo, que vai de encontro à ética de trabalho com o sacrifício de si e contra o espírito de grupo que tem sido o segredo de seu êxito. Os observadores mostram-se preocupados de que esta tendência, que não mostra sinais de redução, por fim soletre o fim do milagre.

      Sem considerarmos se isto vai ou não acontecer, uma coisa é certa. Vivemos numa época de problemas globais sem precedentes — políticos, militares, econômicos, ambientais, sociais, religiosos, e assim por diante. Pode o milagre econômico em uma só nação, mesmo que perdure, equacionar todos estes problemas? Dificilmente. O que se precisa é dum milagre em escala mundial.

      As 96.000 Testemunhas de Jeová no Japão falam ao povo exatamente sobre esse milagre — o Reino messiânico de Deus. (Mateus 24:14) Sob tal Reino, acontecerá o que o salmista disse sobre Jeová Deus: “Abres a tua mão e satisfazes o desejo de toda coisa vivente.” (Salmo 145:16) As Testemunhas de Jeová em sua localidade ficarão felizes de partilhar as “boas novas” com o leitor, de modo que possa viver e usufruir as bênçãos do Reino que logo virão.

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