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  • Julgamento que equilibra a justiça com a misericórdia

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  • Julgamento que equilibra a justiça com a misericórdia
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1974
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  • O QUE É SER “JUIZ” NO SENTIDO BÍBLICO?
  • O DIA DO JUÍZO DA HUMANIDADE
  • OS “INJUSTOS”
  • OS “JUSTOS”
  • ESTARÁ PRESENTE?
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1974
w74 1/11 pp. 661-664

Julgamento que equilibra a justiça com a misericórdia

QUANDO pensa em comparecer perante um juiz, que quadro mental forma?

Talvez imagine um homem duro, estrito e inflexível, que escuta as acusações e a evidência contra sua pessoa, mas não lhe dá nenhuma oportunidade de explicar sua situação e os motivos de suas faltas.

Este é o quadro que as igrejas religiosas da cristandade muitas vezes pintam de Jesus qual juiz. Por exemplo, um mural na Capela Sistina, em Roma, apresenta Cristo como fazendo julgamento. Ele faz um gesto amplo ao proferir a condenação dos “malditos”, pelos seus pecados passados, mandando-os a um inferno de tormento eterno. Sua expressão é tão dura e aterrorizante, que sua mãe Maria, mostrada ao lado dele, se encolhe como se fosse mais justa e misericordiosa do que ele — que o julgamento de Cristo é desumanamente cruel.

Nada poderia estar mais longe da verdade do que tal quadro. O apóstolo João escreveu sobre aquele que foi designado para ser o Juiz Principal: “Ele estava cheio de benignidade imerecida e de verdade.” (João 1:14) E no tempo do julgamento, terá consigo, quais juízes associados, 144.000 pessoas celestiais, a respeito das quais a Bíblia diz: “Não se achou falsidade na sua boca; não têm mácula.” — Rev. 14:1, 5.

Além disso, o Dia do Juízo que a Bíblia descreve não é um dia de vinte e quatro horas, em que todos os bilhões da humanidade passem em desfile diante do trono, para se recapitularem seus pecados passados e para receberem ali e naquele momento um julgamento final e irrevogável. O dia de julgamento, durante o qual Cristo e seus 144.000 associados servem quais juízes, ocupa mil anos inteiros. — Rev. 20:6, 12, 13.

O QUE É SER “JUIZ” NO SENTIDO BÍBLICO?

Quando examinamos o relato bíblico, vemos que os juízes não eram homens que apenas se assentavam para ouvir e examinar a evidência, e depois proferir um julgamento ou uma sentença. Os juízes eram designados para ser líderes, ajudadores e libertadores do povo. (Juí. 2:18) Não faziam apenas o julgamento de violadores da lei; ajudavam também o povo a conhecer e a aplicar a lei de Deus na sua vida — eram como que “pais” para o povo.

Por exemplo, tome o Juiz Gideão. Ele era homem despretensioso, lavrador, mas bem informado da lei. Com trezentos homens de fé em Deus libertou Israel da mão opressiva dos midianitas. Depois liderou e julgou a nação em justiça durante quarenta anos, tempo em que o país não sofreu perturbação. — Juízes, caps. 6-8.

Depois havia Jefté, homem proscrito, que livrou Israel da opressão dos amonitas. Seu zelo pela causa de Deus era tão fervoroso, que votou de própria iniciativa sacrificar a quem quer que saísse de sua casa para cumprimentá-lo na sua volta vitoriosa da batalha. (Este voto não se referia a queimar alguém literalmente, mas a devotar a pessoa a uma vida de serviço no tabernáculo de Deus.) Ele, como chefe de sua casa, tinha o direito de fazer isso. Jefté cumpriu fielmente seu voto, quando sua própria filha, sua filha única, mostrou ser a tal. Depois, “continuou a julgar Israel por seis anos”, até a sua morte. — Juízes, caps. 11, 12.

O apóstolo Paulo mencionou vários destes juízes e disse que eles “puseram em execução a justiça”. (Heb. 11:33) Como? Agiam para restabelecer a adoração pura de Deus; serviam para purificar a nação e trazê-la de volta ao favor de Deus, com a resultante paz e prosperidade. (Juí. 6:28-32) Aconselhavam e orientavam, para que as pessoas pudessem harmonizar sua vida com Deus e assim garantir uma vida próspera e feliz. — Isa. 1:26.

Outros juízes no antigo Israel eram também anciãos nas suas comunidades. Tratavam de casos jurídicos, mas este era apenas um aspecto de seu trabalho. Grande parte de seu tempo era gasto na direção dos assuntos da comunidade, cuidando do bem-estar de todos, em harmonia com os arranjos que Deus havia estabelecido. Ajudavam o povo a aprender e acatar a lei, reduzindo assim o número de casos jurídicos que surgiriam de outro modo. — Pro. 8:15, 16.

Reis de Israel também eram juízes. Israel pediu “um rei para nos julgar, igual a todas as nações”. Embora o rei tivesse sempre sobre os ombros a responsabilidade de cuidar do bem-estar de toda a população, assentar-se em julgamento de casos jurídicos, naturalmente, era uma parte importante de seu trabalho. — 1 Sam. 8:4, 5; 2 Crô. 1:9-12.

O DIA DO JUÍZO DA HUMANIDADE

O apóstolo Paulo disse a ouvintes em Atenas: “[Deus] fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” (Atos 17:31) Este “homem” é o Senhor Jesus Cristo. Sua ressurreição é uma garantia da ressurreição dos mortos, conforme Paulo escreveu a seu co-ministro Timóteo: “Eu te mando solenemente, perante Deus e Cristo Jesus, que está destinado a julgar os vivos e os mortos, e pela sua manifestação e pelo seu reino.” — 2 Tim. 4:1; 1 Cor. 15:12-19.

Jesus Cristo pode julgar toda a humanidade, inclusive os mortos ressuscitados, por ter comprado a raça humana pelo seu sacrifício de resgate. Ele disse: “Assim como o Pai levanta os mortos e os faz viver, assim também o Filho faz viver os que ele quer. Porque o Pai não julga a ninguém, mas tem confiado todo o julgamento ao Filho, a fim de que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honrar o Filho, não honra o Pai que o enviou. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é Filho do homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento. Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço [do Pai], eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” — João 5:21-23, 27-30.

Tendo sido homem perfeito na terra, assim como fora Adão, que perdeu a vida para a raça humana, Jesus Cristo é o “Filho do homem”. Está na condição dum parente consangüíneo e resgatador, conforme prefigurado pela Lei. Pode resgatar a humanidade e assim livrá-la da escravidão ao pecado e à morte, até mesmo da sepultura. — Lev. 25:47-49; Rom. 5:14.

O milenar Dia do Juízo será o dia da ressurreição de todos os nos túmulos memoriais. Isto se refere a toda a humanidade remida, além dos “irmãos” espirituais de Cristo, seus 144.000 reis e sacerdotes associados, que também serão juízes durante aquele “dia”. Isto se dá porque tais associados terão uma ressurreição anterior, visto que participam da primeira ressurreição, uma ressurreição ao céu. — Rev. 20:4-6; Fil. 3:11.

Esta ressurreição não será apenas dos considerados justos, mas também dos chamados “injustos”, em comparação. “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos”, declarou o apóstolo Paulo. Não temos receio quanto aos justos, mas que dizer dos “injustos”? — Atos 24:15.

OS “INJUSTOS”

Tampouco precisamos temer pelos “injustos”. Cabe a eles, durante o Dia do Juízo, aceitar ou rejeitar o resgate de Cristo, quando obtêm entendimento dele. O mero fato de se reservarem mil anos para o Dia do Juízo indica que se trata de mais do que um mero proferimento de veredictos e sentenças. É um arranjo misericordioso. Todos os ressuscitados precisarão de ajuda, e um dos próprios objetivos dos mil anos é dar-lhes tal ajuda.

Os “injustos” precisarão de mais ajuda do que os “justos”. Nada souberam da provisão de Deus, durante a sua vida, ou então não deram ouvidos quando as boas novas foram trazidas à sua atenção. As circunstâncias e o ambiente tiveram muito que ver com sua atitude. Alguns nem mesmo sabiam que há um Cristo. Outros foram tão impedidos pelas pressões e pelos cuidados do mundo, que a “semente” das boas novas não se arraigou permanentemente no seu coração. (Mat. 13:18-22) O atual sistema de coisas, sob a influência invisível de Satanás, o Diabo, “tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus”. (2 Cor. 4:4) Esta não é uma ‘segunda oportunidade’ para os ressuscitados. É sua primeira oportunidade real de obter a vida eterna na terra, mediante a fé em Jesus Cristo.

Os “injustos” terão um longo caminho para atingir a perfeição. Mas, sob as condições muito melhores e misericordiosas do Dia do Juízo, com Satanás e seus demônios fora do caminho e o atual sistema mau desaparecido, não serão novamente impedidos por obstáculos externos. Ouvirão as boas novas nestas condições melhores e poderão aceitá-las ou rejeitá-las. Os que as rejeitarem morrerão; a deles será uma ‘ressurreição seguida por uma conduta que traz sobre eles o julgamento condenatório’. Os que as aceitarem terão de começar a transformar sua mente. (Rom. 12:1, 2) Levará tempo para fazerem isso.

OS “JUSTOS”

Por outro lado, os “justos”, trazidos de volta na ressurreição terrestre, terão uma ‘vantagem’. Mas os juízes terão de devotar também tempo a estes. Todos eles morreram por causa do pecado e de sua penalidade, a morte, que herdaram dos desobedientes Adão e Eva. Assim, todos morreram sem terem qualquer justiça própria. (Rom. 5:12; 3:23) Sua justiça, aos olhos de Deus, não se devia à perfeição moral e física, mas a serem homens e mulheres de integridade para com Deus, assim como o patriarca Jó. — Jó 2:3, 9, 10; 27:5; Tia. 5:11.

Portanto, quando os “justos” voltarem à terra, na ressurreição, sem transformação quanto às suas características pessoais, nem mesmo eles estarão livres da imperfeição e da pecaminosidade. Isto se deu no caso dos homens e das mulheres ressuscitados ou trazidos de volta à vida na terra pelos profetas Elias e Eliseu, e pelo Senhor Jesus Cristo e seus apóstolos.

Em vista disso, tanto os “justos” como os “injustos” precisarão de mais do que apenas a libertação dos túmulos memoriais, pela ressurreição dentre os mortos. Os “justos” também precisarão ser libertos da pecaminosidade e da imperfeição humana. Por conseguinte, o Juiz celestial Jesus Cristo não pode declará-los logo realmente inocentes, perfeitos, livres da pecaminosidade condenável, e no mesmo dia da ressurreição fazer a decisão de que estão aptos para a vida eterna na terra. Receberão misericordiosamente os benefícios do sacrifício expiatório de Cristo, para poderem chegar à perfeição humana, em sentido espiritual e físico. Se forem obedientes, não morrerão de novo. É por isso que a ressurreição do Dia do Juízo é chamada de “ressurreição melhor” do que a que tiveram os ressuscitados nos dias bíblicos. — Heb. 11:35.

Aqueles que, como uma “grande multidão”, sobreviverem à destruição deste sistema de coisas estarão numa situação similar. (Rev. 7:9, 10, 13-15) Ainda terão a sua pecaminosidade herdada, embora tenham feito bom progresso em revestir-se da nova personalidade. (Efé. 4:22-24) Estão no caminho da vida e terão de continuar nele, sob a orientação e o cuidado misericordiosos dos juízes celestiais, até que estes juízes os livrem completamente da pecaminosidade, das fraquezas e da condição morredoura.

ESTARÁ PRESENTE?

De modo que não há motivo de temer o Dia do Juízo de mil anos. É algo a aguardarmos de todo o coração. Imagine estar presente para acolher de volta seus entes queridos, para terem a oportunidade de viver em condições em que realmente se queira continuar a viver!

A questão que confronta a cada um de nós hoje é: Estarei presente para acolher de volta os parentes e amigos na ressurreição? Pois agora é nosso tempo de oportunidade para ter vida. Sabemos dos arranjos de Deus mediante seu reino sob Cristo, o Juiz por mil anos. Aceitarmos a verdade, aprendermos mais sobre Deus e seus bons propósitos para conosco e fazermos da verdade nosso modo de vida resultará na nossa sobrevivência. — Sof. 2:2, 3.

Mesmo que morramos enquanto servimos a Deus no curto tempo que sobra a este sistema de coisas, podemos estar certos duma ressurreição em breve. Portanto, faz-se a pergunta: Estarei presente? Na maior parte, isto deve ser respondido pela própria pessoa, porque Deus nos oferece agora tal oportunidade. — João 11:25, 26.

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