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JeoiaquimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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fim de seu oitavo ano de regência (621/620 AEC).
O relato de Daniel (1:1, 2) declara que Nabucodonosor subiu contra Jerusalém, sitiou-a, e que Jeoiaquim, junto com alguns dos utensílios do templo, foram entregues nas mãos do rei babilônio. Entretanto, o relato em 2 Reis 24:10-15 descreve o sítio de Jerusalém pelos babilônios e mostra que o filho de Jeoiaquim, Joaquim, cujo reinado durou apenas três meses e dez dias, foi quem, por fim, capitulou e se entregou aos babilônios. Por conseguinte, parece que Jeoiaquim morreu durante o sítio da cidade, talvez na primeira parte dele. A profecia de Jeová mediante Jeremias (22:18, 19; 36:30) indicava que Jeoiaquim não iria receber um enterro decente; seu cadáver devia jazer descuidado fora das portas de Jerusalém, exposto ao calor do sol, de dia, e à geada, de noite. Não se revela exatamente de que forma Jeoiaquim foi ‘entregue na mão de Nabucodonosor’. (Dan. 1:2) Talvez fosse no sentido de morrer sob o sítio, e de seu filho, depois disso, ter de ir para o cativeiro, de modo que a linhagem de Jeoiaquim sofresse a perda da realeza às mãos de Nabucodonosor. Não existem meios de se confirmar a tradição judaica (registrada por Josefo) de que Nabucodonosor matou Jeoiaquim e ordenou que seu cadáver fosse lançado fora dos muros de Jerusalém. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro X, cap. VI, par. 3] Seja qual for o meio pelo qual ocorreu a morte de Jeoiaquim, parece que os grilhões de cobre que Nabucodonosor trouxera para acorrentar Jeoiaquim não foram usados conforme planejado. — 2 Crô. 36:6.
Depois do sítio de Jerusalém, durante o “terceiro ano” (como rei vassalo) de Jeoiaquim, Daniel e outros judeus (os da Judéia), incluindo nobres e membros da família real, foram levados como exilados para Babilônia. Não existindo registro de anterior exílio babilônico, isto parece situar tal evento no curto reinado de Joaquim, sucessor de Jeoiaquim. — 2 Reis 24:12-16; Jer. 52:28.
Depois de Joaquim, filho de Jeoiaquim, ter-se rendido, Nabucodonosor elevou a Zedequias, tio de Joaquim, ao trono de Judá. (2 Crô. 36:9, 10) Isto cumpriu a profecia de Jeremias de que Jeoiaquim não teria alguém seu sentado sobre o trono de Davi. (Jer. 36:30) Joaquim, filho de Jeoiaquim, governou por apenas três meses e dez dias. (2 Crô. 36:9) Este curto período dificilmente deve ser levado em conta.
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JeorãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEORÃO
[Jeová é alto, exaltado]. A forma abreviada do nome é Jorão.
1. Filho de Acabe e Jezabel, que sucedeu a seu irmão mais velho, Acazias, como o décimo rei do reino setentrional de Israel por volta de 917 AEC. Ele reinou doze anos, até por volta de 905 AEC. (2 Reis 1:17, 18; 3:1; 9:22) Este rei de Israel não deve ser confundido com o rei de Judá, com o mesmo nome, que era seu cunhado. Embora Jeorão removesse a coluna sagrada de Baal, erguida por seu pai, ele continuou a fazer “o que era mau aos olhos de Jeová”, apegando-se à adoração do bezerro instituída por Jeroboão. — 1 Reis 12:26-29; 16:33; 2 Reis 3:2, 3.
O Rei Jeosafá, de Judá, e o rei de Edom juntaram-se a Jeorão num ataque contra Moabe, o qual resultou bem-sucedido porque Jeová enganou o inimigo por meio duma ilusão de óptica. Eliseu, profeta de Deus, instruiu os do acampamento de Israel a cavar trincheiras nas quais pudessem captar a água mui necessária, e divinamente provida. Na manhã seguinte, o reflexo da luz solar sobre esta água fez com que os moabitas imaginassem que a água era sangue. Pensando que no acampamento confederado dos três reis havia ocorrido mútua mortandade, os moabitas avançaram para tomar despojo, apenas para ser massacrados em grandes números. — 2 Reis 3:4-27.
Naamã, o chefe do exército da Síria, veio a Jeorão para ser curado de lepra, trazendo uma carta nesse sentido do rei da Síria. Jeorão, pensando que o governante sírio estava provocando briga, exclamou: ‘Acaso sou Deus, para entregar à morte e preservar vivo, e curar a lepra?’ Eliseu, contudo, solicitou que Jeorão lhe enviasse Naamã, de modo que o chefe do exército sírio pudesse saber que o Deus verdadeiro deveras possuía um profeta no país, alguém capaz de realizar tais curas. (2 Reis 5:1-8) De antemão, Eliseu, profeta de Jeová, também informou a Jeorão sobre as manobras militares sírias. (2 Reis 6:8-12) Certos ataques sírios contra Israel foram divinamente frustrados durante o reinado de Jeorão. — 2 Reis 6:13 a 7:20.
Mas, apesar de tais manifestações da benevolência de Deus, Jeorão, até o dia de sua morte, não se arrependeu, nem se voltou para Jeová de todo o coração. A morte lhe sobreveio repentinamente, e de forma inesperada. Jeorão estava em Jezreel, recuperando-se de feridas recebidas em batalha contra os sírios. Com o tempo, dirigiu-se ao encontro de Jeú, perguntando: “Há paz, Jeú?” A resposta negativa fez com que Jeorão se virasse para fugir, mas Jeú atirou uma flecha que lhe atravessou o coração. Assim, “este filho dum assassino” (2 Reis 6:32) foi executado, seu cadáver sendo lançado no campo de Nabote. — 2 Reis 9:14-26.
2. O primogênito de Jeosafá que, com 32 anos, tornou-se rei de Judá. (2 Crô. 21:1-3, 5, 20) Parece que, por certo número de anos, Jeorão estava de alguma forma associado com seu pai na realeza. (2 Reis 1:17; 8:16) Os oito anos de regência creditados a Jeorão vão de c. 913 a 906 AEC. (2 Reis 8-17) Assim, durante estes anos, tanto o reino setentrional como o meridional tiveram regentes com o mesmo nome. Eram também cunhados, devido a que Jeorão, de Judá, casou-se com Atalia, filha de Acabe e de Jezabel, e irmã do Jeorão de Israel. — 2 Reis 8:18, 25, 26; veja o N.° 1 acima.
Devido, pelo menos parcialmente, à má influência de sua esposa Atalia, Jeorão não trilhou os caminhos justos de seu pai, Jeosafá. (2 Reis 8:18) Jeorão não só assassinou seus seis irmãos e alguns dos príncipes de Judá, mas também desviou seus súditos de Jeová para os deuses falsos. (2 Crô. 21:1-6, 11-14) Todo o seu reinado foi perturbado tanto por dificuldades internas como pela contenda externa. Primeiro, Edom se rebelou; daí Libna se revoltou contra Judá. (2 Reis 8:20-22) Numa carta dirigida a Jeorão, avisou-lhe o profeta Elias: “Eis que Jeová dá um grande golpe ao teu povo, e aos teus filhos, e às tuas esposas, e a todos os teus bens.” Ademais, ó Rei Jeorão, “terás muitas doenças, uma enfermidade dos teus intestinos, até que os teus intestinos saiam por causa da doença, dia após dia”. — 2 Crô. 21:12-15.
Tudo aconteceu exatamente desse modo. Jeová permitiu que os árabes e os filisteus atacassem e vencessem decisivamente aquela nação, e levassem cativos as esposas e os filhos de Jeorão. Deus permitiu que somente escapasse o filho mais moço de Jeorão, Jeoacaz (também chamado Acazias), concessão esta, contudo, feita apenas por causa do pacto do reino celebrado com Davi. “Depois de tudo isso, Jeová o feriu [a Jeorão] nos intestinos com uma doença para a qual não havia cura.” Dois anos depois, “lhe saíram os intestinos” e ele gradualmente morreu. Assim findou a vida deste homem iníquo, que “se foi sem ser desejado”. Foi sepultado na cidade de Davi, “mas não nas sepulturas dos reis”. Acazias, seu filho, tornou-se rei em seu lugar. — 2 Crô. 21:7, 16-20; 22:1; 1 Crô. 3:10, 11.
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JeosafáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEOSAFÁ
[Jeová é Juiz]. Filho do Rei Asa, de Judá, e de Azuba, filha de Sili. Aos 35 anos, Jeosafá sucedeu a seu pai no trono, e reinou por vinte e cinco anos (936-911 AEC). (1 Reis 22:42; 2 Crô. 20:31) Seu bom reino era contemporâneo do reinado dos reis israelitas, Acabe, Acazias e Jeorão. (1 Reis 22:41, 51; 2 Reis 3:1, 2; 2 Crô. 17:3, 4) Foi marcado pela estabilidade, pela prosperidade, pela glória e pela paz relativa com as terras vizinhas. Jeosafá recebia presentes de seus súditos e tributo dos filisteus e dos árabes. — 2 Crô. 17:5, 10, 11.
REALIZAÇÕES
Este rei de Judá fortaleceu sua posição por colocar forças militares nas cidades fortificadas de Judá, e guarnições tanto na terra de Judá como no território israelita capturado por seu pai, Asa. Em Jerusalém, grande corpo de valentes guerreiros servia aos interesses régios, e, em Judá, construíram- se lugares fortificados e cidades-armazéns. — 2 Crô. 17:1, 2, 12-19.
Jeosafá, diferente dos reis israelitas do reino setentrional, manifestou grande preocupação com a adoração verdadeira. (2 Crô. 17:4) Comissionou certos príncipes, levitas e sacerdotes a ensinar a lei de Jeová nas cidades de Judá. (2 Crô. 17:7-9) Jeosafá também santificou as ofertas sagradas (2 Reis 12:18), e, pessoalmente, viajou pelo seu reino, orientando seus súditos a retornar a Jeová em fidelidade. (2 Crô. 19:4) Corajosamente, Jeosafá continuou a campanha contra a idolatria, iniciada por Asa, e começaram a desaparecer de Judá os altos, os postes sagrados e os remanescentes varões que se prostituíam no serviço dum templo. (1 Reis 22:46; 2 Crô. 17:6) Mas a adoração incorreta nos altos estava tão arraigada entre os israelitas que os esforços de Jeosafá não a erradicaram por completo e de forma permanente. — 1 Reis 22:43; 2 Crô. 20:33.
O reinado de Jeosafá também presenciou a instituição de melhor sistema judicial. O próprio rei inculcou nos juízes a importância de serem imparciais e isentos de suborno, visto que julgavam, não em nome do homem, mas em nome de Jeová. — 2 Crô. 19:5-11.
Jeosafá provou-se um rei que confiava plenamente em Jeová. Quando Judá viu-se ameaçada pelas forças coligadas de Amom, de Moabe e da região montanhosa de Seir, ele humildemente reconheceu a debilidade de sua nação em face deste perigo, e orou a Jeová pedindo ajuda. Depois disso, Jeová lutou a favor de Judá, por espalhar a confusão nas fileiras inimigas, de modo que matassem uns aos outros. Por conseguinte, as nações circunvizinhas ficaram temerosas, e Judá continuou a usufruir a paz. — 2 Crô. 20:1-30.
RELAÇÕES COM O REINO DE DEZ TRIBOS
Jeosafá conservou a paz com o reino setentrional, e formou uma aliança matrimonial com Acabe. (1 Reis 22:44; 2 Crô. 18:1) Por este motivo, em várias ocasiões, foi arrastado a outras alianças com o reino de Israel.
Numa visita ao reino setentrional, algum tempo depois do casamento da filha de Acabe, Atalia, com seu primogênito Jeorão, Jeosafá concordou em acompanhar o Rei Acabe numa aventura militar, para recuperar Ramote-Gileade das mãos dos sírios. Entretanto, antes de realmente partir, Jeosafá solicitou a Acabe que indagasse a Jeová. Quatrocentos profetas garantiram o sucesso a Acabe. Mas Micaías, verdadeiro profeta de Jeová, odiado por Acabe, mas chamado por insistência de Jeosafá, predisse a derrota certa. Todavia, Jeosafá, talvez para não voltar atrás em sua promessa original de acompanhar a Acabe, dirigiu-se à batalha, trajando suas vestes reais. Visto que Acabe tomara a precaução de disfarçar-se, os sírios erroneamente concluíram que Jeosafá era o rei de Israel e, assim, submeteram-no ao mais pesado ataque. Jeosafá mal conseguiu escapar com vida, e Acabe, apesar do disfarce, foi mortalmente ferido. (1 Reis 22:2-37; 2 Crô., cap. 18) Ao retornar a Jerusalém, Jeosafá foi censurado por aliar-se insensatamente
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