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Adore o Criador, não a criaçãoA Sentinela — 1989 | 1.° de maio
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Adore o Criador, não a criação
“É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” — LUCAS 4:8.
1. Como se define o termo “adorar”, e de que maneira se deve prestar a adoração verdadeira?
CERTO dicionário define assim o termo “adorar”: “Considerar com grande, até mesmo extremoso, respeito, honra, ou devoção.”a A quem se deve prestar tal adoração? Jesus Cristo disse: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” (Mateus 22:37) Também, quando lhe foram oferecidos todos os reinos do mundo em troca de prestar um único “ato de adoração” a Satanás, Jesus recusou isso, declarando: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” (Lucas 4:7, 8) À base das palavras e das ações de Jesus, é evidente que se deve adorar apenas a Jeová Deus. Esta adoração inclui “serviço sagrado”, pois a “fé sem obras está morta”. — Tiago 2:26.
2. Por que é apropriado adorar somente ao Criador?
2 Tal modo de adorar a Jeová é apropriado, pois ele é o Soberano Supremo do inteiro universo, o Criador dos assombrosos céus e da terra, com todas as suas formas de vida. Como tal, somente ele merece ser considerado com “grande, até mesmo extremoso, respeito, honra, ou devoção” da parte de seres humanos. A Bíblia diz: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” (Revelação [Apocalipse] 4:11) Certamente, nenhum mero humano, tampouco algum objeto animado ou inanimado, poderia ser merecedor de tal “respeito, honra ou devoção”. Apenas Jeová merece “devoção exclusiva”. — Êxodo 20:3-6.
Urgência Especial
3. Por que é especialmente urgente que adoremos a Deus?
3 Visto que vivemos num período de julgamento, existe agora uma urgência especial de se adorar corretamente a Deus. Destinos eternos estão sendo definidos. A Palavra profética de Deus nos diz que nestes “últimos dias” do presente sistema de coisas Cristo Jesus chegou em glória celestial, “e com ele todos os anjos”. Com que objetivo? O próprio Jesus predisse tal objetivo, dizendo: “Diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.” As ovelhas partirão para a “vida eterna”. Os cabritos partirão para o “decepamento eterno”. — 2 Timóteo 3:1-5; Mateus 25:31, 32, 46.
4. (a) Como identifica Paulo os que serão permanentemente destruídos no fim deste mundo? (b) Que atitude mostram os que hão de ganhar a vida eterna?
4 O apóstolo Paulo escreveu a respeito da “revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus. Estes mesmos serão submetidos à punição judicial da destruição eterna”. (2 Tessalonicenses 1:7-9) Assim, a destruição eterna será o destino de pessoas obstinadas, semelhantes a cabritos, que não desejam saber a respeito dos propósitos de Deus ou que se recusam a agir quando têm a oportunidade. Mas, “vida eterna” será o destino das pessoas humildes, semelhantes a ovelhas, que desejam saber a respeito de Jeová, que escutam as Suas instruções e então se submetem à Sua vontade. A Bíblia diz: “O mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:17; veja também 2 Pedro 2:12.
5, 6. (a) O que se precisa fazer a fim de encontrar a verdade sobre Jeová e Seus propósitos? (b) Por que podemos confiar que aqueles que buscam a verdade entrarão em contato com ela, independentemente de sua situação na vida?
5 Pessoas semelhantes a ovelhas dispõem-se a sacrificar tempo, energia e recursos materiais na busca da verdade. Fazem o que diz Provérbios 2:1-5: “Filho meu, se aceitares as minhas declarações e entesourares contigo os meus próprios mandamentos, de modo a prestares atenção à sabedoria, com o teu ouvido, para inclinares teu coração ao discernimento; se, além disso, clamares pela própria compreensão e emitires a tua voz pelo próprio discernimento, se persistires em procurar isso como a prata e continuares a buscar isso como a tesouros escondidos, neste caso entenderás o temor a Jeová e acharás o próprio conhecimento de Deus.”
6 Estar dispostas a buscar a Jeová é o que distingue as pessoas semelhantes a ovelhas das semelhantes a cabritos. “Se o buscares, deixar-se-á achar por ti; mas, se o deixares, deitar-te-á fora para sempre.” (1 Crônicas 28:9) Assim, independentemente da raça ou da nacionalidade, qualquer que seja o seu grau de instrução, seja pobre, seja rica, se a pessoa buscar sinceramente a verdade a respeito de Deus, ela a encontrará. De sua posição vantajosa no céu, Cristo e seus anjos cuidarão de que aquele que procura entre em contato com a verdade, independente de onde tal pessoa viva. Quão recompensadora será tal busca? Jesus disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3; veja também Ezequiel 9:4.
Evitando a Adoração de Criaturas
7, 8. (a) Que perigo existe em se adorar humanos? (b) Descreva o ‘extremoso respeito, honra, ou devoção’ com que Maria é tratada.
7 Muitos em toda a terra tratam a humanos — vivos ou mortos — com ‘extremoso respeito, honra e devoção’. Embora talvez achem que isso seja parte de sua adoração a Deus, na realidade isso os desvia da adoração verdadeira. Abre-lhes o caminho para crer em doutrinas falsas e envolver-se em práticas contrárias à vontade de Deus. Um exemplo notável é como Maria, a mãe de Jesus, é encarada por milhões de pessoas, tanto em países católico-romanos como em católico-ortodoxos orientais.
8 Curvam-se diante de imagens e ícones de Maria numa atitude adorativa, e na doutrina oficial da igreja, faz-se menção a ela como “Virgem Maria, Theotokos”. A palavra the·o·tó·kos significa “genetriz de Deus” ou “mãe de Deus”. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) diz: “Maria é a mãe de Deus. . . . Se Maria não é realmente a mãe de Deus, então Cristo não é verdadeiro Deus, tampouco verdadeiro homem.” Assim, como parte de sua doutrina da Trindade, essas religiões ensinam que Jesus era o Deus Todo-poderoso em forma humana, fazendo de Maria a “mãe de Deus”. A mesma fonte acrescenta que a devoção a Maria inclui: “(1) veneração, ou o reverente reconhecimento da dignidade da santa Virgem Mãe de Deus; (2) invocação, ou apelar à Nossa Senhora pela sua intercessão maternal e como rainha;. . . e orações pessoais [a Maria].”
9. Ensina a Bíblia que Maria era a “mãe de Deus”?
9 Contudo, a palavra the·o·tó·kos não aparece nas Escrituras inspiradas. E, em parte alguma diz a Bíblia que Maria era a “mãe de Deus”. Jesus não ensinou isso, tampouco os cristãos do primeiro século. Ademais, a Bíblia mostra claramente que Jesus não era o Deus Todo-poderoso em forma humana, mas sim o Filho de Deus.b Deveras, quando Maria foi notificada por um anjo de que ela teria um filho, foi-lhe dito: “Espírito santo virá sobre ti e poder do Altíssimo te encobrirá. Por esta razão, também, o nascido será chamado santo, Filho de Deus.” (Lucas 1:35) Portanto, Jesus era Filho de Deus, não o próprio Deus em forma humana. Assim, Maria era a mãe do filho de Deus, Jesus, não a mãe de Deus em forma humana. É por isso que nem Jesus e tampouco seus discípulos alguma vez chamaram Maria de “mãe de Deus”.
10, 11. (a) Que exemplos mostram como Jesus encarava a sua mãe? (b) Como encaravam os apóstolos e os discípulos de Jesus a mãe deste?
10 A maneira de Jesus encarar a sua mãe indica a posição relativa dela. A respeito duma festa de casamento em Caná, diz-nos o relato bíblico: “Quando o vinho estava escasseando, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles não têm vinho.’ Mas Jesus disse-lhe: ‘Que tenho eu que ver contigo, mulher?’” Aqui a tradução católica Matos Soares diz: “Mulher, que nos importa a mim e a ti isso?” (João 2:3, 4) Noutra ocasião, alguém disse a Jesus: “Feliz é a madre que te carregou e os peitos em que mamaste!” Esta era uma excelente oportunidade para Jesus dar honra especial à sua mãe e mostrar que outros deviam fazer o mesmo. Em vez disso, Jesus disse: “Não, antes: Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” — Lucas 11:27, 28.
11 Tais citações mostram que Jesus teve o cuidado de não dar devoção ou honra indevida a Maria, e de não dirigir-se a ela por algum título especial. Não permitiu que o parentesco entre eles o influenciasse. E, tanto os apóstolos como os discípulos seguiram o seu exemplo, pois, em parte alguma em seus escritos inspirados dá-se à Maria qualquer honra, título ou influência indevidos. Ao passo que a respeitavam como mãe de Jesus, não foram além disso. Certamente nunca se referiram a ela como “mãe de Deus”. Sabiam que Jesus não era o Deus Todo-poderoso em forma humana, de modo que seria impossível que Maria fosse a mãe de Deus, uma posição muito além da que a Palavra de Deus concede a Maria.
O Culto da Deusa-Mãe
12. Onde e quando se originou a idéia de que Maria era a “mãe de Deus”?
12 De onde, então, surgiu essa idéia? Ela gradativamente se introduziu na cristandade apóstata no terceiro e quarto séculos de nossa Era Comum. Foi especialmente assim depois do ano 325 EC, quando o Concílio de Nicéia adotou a doutrina não bíblica de que Cristo é Deus. Uma vez aceita tal idéia errônea, tornou-se mais fácil ensinar que Maria era a “mãe de Deus”. Sobre isso, diz The New Encyclopædia Britannica (A Nova Enciclopédia Britânica): “O título [‘mãe de Deus’] parece ter surgido no uso devoto, provavelmente em Alexandria, algum tempo durante o 3.º ou 4.º séculos. . . Por volta do fim do 4.º século, a Theotokos havia-se estabelecido com êxito em vários setores da igreja.” A Nova Enciclopédia Católica diz que essa doutrina foi aceita oficialmente “desde o Concílio de Éfeso, em 431”.
13. O que provavelmente influenciou o Concílio de Éfeso, em 431 EC, a oficialmente proclamar Maria a “mãe de Deus”?
13 É de interesse saber onde e por que esse concílio se reuniu. O livro The Cult of the Mother-Goddess (O Culto da Deusa-Mãe), de E. O. James, diz: “O Concílio de Éfeso reuniu-se na basílica da Theotokos em 431. Mais do que em qualquer outro lugar, ali, nessa cidade tão notória por sua devoção a Ártemis, ou Diana, como os romanos a chamavam, onde se dizia que a sua imagem caíra do céu, sob a sombra do grande templo dedicado à Magna Mater [Grande Mãe] desde 330 EC, e abrigando, segundo a tradição, uma residência temporária de Maria, o título ‘genetriz de Deus’ dificilmente deixaria de receber sustentação.”
14. Como atesta a história que essa doutrina é de origem pagã?
14 Assim, como no caso da Trindade, a doutrina da “mãe de Deus” é um ensino pagão camuflado de crença cristã. Era proeminente nas religiões pagãs séculos antes de Cristo. A Nova Enciclopédia Britânica diz sob o cabeçalho “deusa-mãe”: “Qualquer uma dentre uma variedade de deidades femininas e símbolos maternais da criatividade, do nascimento, da fertilidade, da união sexual, dos cuidados e da nutrição, e do ciclo do crescimento. O termo também tem sido aplicado a personagens tão diversos como as chamadas Vênus da Era da Pedra e a Virgem Maria. . . . Não existe cultura que não tenha empregado algum simbolismo maternal na representação de suas deidades. . . . Ela é a protetora e nutridora duma criança divina e, por extensão, de toda a humanidade.” Assim, o sacerdote católico Andrew Greely diz em seu livro The Making of the Popes 1978 (Como Se Produzem os Papas, 1978: “O símbolo de Maria liga o cristianismo diretamente às antigas religiões [pagãs] de deusas-mães.”
Adoração Imprópria
15. (a) O que se desenvolveu na cristandade com respeito a Maria? (b) Segundo a Bíblia, somente quem pode interceder por nós perante Deus?
15 Afirmar que Maria era a “mãe de Deus” eleva-a a uma posição em que humanos tenderiam a adorá-la, e é isso o que se dá há séculos. Centenas de milhões de pessoas em muitos países têm orado a ela, ou através dela, e prestado devoção adorativa a imagens e ícones que a representam. Ainda que teólogos tentem desculpar isso por dizer que tal veneração de Maria é apenas uma maneira indireta de adorar a Deus, não é assim que Deus o encara. “Há um só Deus e um só mediador entre Deus e homens, um homem, Cristo Jesus.” (1 Timóteo 2:5; 1 João 2:1, 2) O próprio Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” — João 14:6.
16. Como esclareceram Pedro e João que somente Jeová deve ser adorado?
16 Dar devoção à Maria, direta ou indiretamente, orar a ela, curvar-se diante de suas imagens ou ícones, significa adorar a criação em vez de ao Criador. É uma prática idólatra, e ordena-se aos cristãos que ‘fujam da idolatria’. (1 Coríntios 10:14) Quando o gentio Cornélio reverentemente curvou-se diante do apóstolo Pedro, note o que aconteceu: “Quando Pedro entrou, Cornélio foi ao seu encontro, prostrou-se aos pés dele e prestou-lhe homenagem. Mas Pedro ergueu-o, dizendo: ‘Levanta-te; eu mesmo também sou homem.’” (Atos 10:25, 26) Curvar-se de maneira adorativa perante um humano era impróprio, e Pedro não aceitaria isso. Também, após ter recebido uma visão da parte de um anjo, o apóstolo João relata: “Prostrei-me para adorar diante dos pés do anjo que me havia mostrado estas coisas. Mas ele me diz: ‘Toma cuidado! Não faças isso! Sou apenas co-escravo teu e dos teus irmãos, que são profetas, e dos que observam as palavras deste rolo. Adora a Deus.’” (Revelação 22:8, 9) Se não se deve adorar nem mesmo a um anjo de Deus, muito menos a humanos ou a imagens destes!
17. O que, segundo admite certa enciclopédia católica, pode resultar da veneração a Maria?
17 Que essa devoção a Maria pode resultar em adoração imprópria é reconhecido pela The Catholic Encyclopedia (A Enciclopédia Católica). Uma edição anterior dessa obra dizia: “Que a devoção popular à Virgem Abençoada não raro vinha acompanhada de extremos e abusos, é impossível negar.”
18. De que fonte viria tal doutrina não bíblica?
18 De que fonte viria tal doutrina não bíblica? A fonte subjacente tem de ser o Adversário de Deus, Satanás, o Diabo. (João 8:44) Por que promoveria ele tal ensino? Para menosprezar e rebaixar o Soberano Senhor Jeová, para enaltecer humanos, e para causar confusão. Tal ensino desvia as pessoas da adoração verdadeira e faz com que, em seu lugar, recorram a criaturas em busca de salvação. Além disso, por séculos tal ensino acentuou o poder do clero sobre o povo comum, a quem se ensinou que devem ser totalmente subservientes a seus líderes religiosos, pois somente o clero entendia tal teologia complicada.
19, 20. (a) Por que podemos estar certos de que antes da execução dos julgamentos de Deus as pessoas semelhantes a ovelhas acharão a verdade? (b) Que perguntas serão consideradas no próximo artigo?
19 Contudo, Jesus predisse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) E Jeová promete que, por meio da pregação do Reino, ele reunirá todas as pessoas semelhantes a ovelhas para ‘instruí-las a respeito de Seus caminhos, de modo que possam andar nas Suas veredas’. (Isaías 2:2-4) Por serem ajuntadas à adoração pura de Jeová, Jesus disse a respeito delas: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32) Assim, os que buscam a verdade a encontrarão e serão libertados dos falsos ensinamentos religiosos que impedem as pessoas de fazer a vontade do Criador.
20 Existem outros ensinamentos e práticas religiosas comumente aceitos, que têm desviado as pessoas da adoração verdadeira do Criador, dando devoção à criação. Quais são alguns destes, e quais têm sido as suas conseqüências? O que envolve a adoração verdadeira? O próximo artigo examinará estas perguntas.
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O que significa o amor de DeusA Sentinela — 1989 | 1.° de maio
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O que significa o amor de Deus
“O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” — 1 JOÃO 5:3.
1. Como devemos demonstrar amor a Deus, e o que resultará disso?
A RESPEITO da obrigação que os humanos têm de adorar a Deus, Jesus disse: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” (Mateus 22:37) Como devemos demonstrar tal amor? A Bíblia responde: “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos.” (1 João 5:3) Com que bons resultados para os que assim fazem? João disse: “Quem permanece no amor permanece em união com Deus.” — 1 João 4:16b.
2. Somente a quem devemos prestar adoração?
2 Se amarmos a Deus, não prestaremos adoração à criatura alguma, viva ou morta, mas somente a Deus. (Lucas 4:7, 8) O apóstolo Pedro, e até mesmo um anjo, recusaram-se a aceitar adoração da parte de humanos. (Atos 10:25, 26; Revelação [Apocalipse] 22:8, 9) Além disso, Jesus mostrou que à sua mãe, Maria, não se deve dar honra adorativa alguma, pois esta cabe somente a Deus. (Lucas 11:27, 28; João 2:3, 4; Revelação 4:11) Prestar adoração à pessoa errada resultará em conflito com os mandamentos de Deus, pois “ninguém pode trabalhar como escravo para dois amos”. — Mateus 6:24.
Uso da Cruz na Religião
3. Como encara a cristandade o uso da cruz?
3 Existem também objetos inanimados que, se forem venerados, poderão levar à violação dos mandamentos de Deus. Um dos mais notáveis é a cruz. Por séculos tem sido usada por pessoas na cristandade como parte de sua adoração. The New Encyclopædia Britannica (A Nova Enciclopédia Britânica) chama a cruz de “o principal símbolo da religião cristã”. Num julgamento em tribunal na Grécia, a Igreja Ortodoxa Grega chegou a afirmar que aqueles que rejeitam a ‘Santa Cruz’ não são cristãos. Mas, é a cruz realmente um símbolo cristão? Onde se originou?
4, 5. (a) O que diz certo dicionário sobre a palavra stau·rós, traduzida por “cruz” em algumas Bíblias em português? (b) Onde se originou o uso da cruz?
4 O instrumento da morte de Jesus é mencionado em textos bíblicos como Mateus 27:32 e 40. Ali, a palavra grega stau·rós é traduzida por “cruz” em várias Bíblias em português. Mas, o que significava stau·rós no primeiro século, quando as Escrituras Gregas foram produzidas? An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, diz: “Stauros. . . denota primariamente um poste ou estaca vertical. Nestes pregavam-se os malfeitores para serem executados. Tanto o substantivo [staurós] como o verbo stauroō, prender a uma estaca ou poste, originalmente devem ser diferenciados da forma eclesiástica de uma cruz de duas vigas. A forma desta última teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito.”
5 Vine prossegue: “Por volta dos meados do 3.º séc. A. D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas
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