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AdoçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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divino e da fé nele. — João 1:12, 13; Gál. 4:4, 5; 2 Cor. 6:16-18.
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AdonaiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADONAI
Veja JEOVÁ.
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AdoniasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADONIAS
[Jah (Abrev. de Jeová) é meu Senhor].
O quarto filho de Davi, nascido de Hagite, em Hébron. (2 Sam. 3:4) Embora tivesse outra mãe, Adonias era muito similar a Absalão, tendo “muito boa figura”, bem como em sua ambição. (1 Reis 1:5, 6; compare com 2 Samuel 14:25; 15:1.) Apesar da declaração de Jeová de que a realeza seria de Salomão (1 Crô. 22:9, 10), Adonias começou a jactar-se de que seria o próximo rei de Israel. Visto que Amnom e Absalão, e provavelmente Quileabe, já estavam mortos, Adonias sem dúvida alicerçava suas pretensões ao trono com base em ser o filho mais velho. Como Absalão, fez ostentosa exibição de suas pretensões, e não foi corrigido por seu pai. Constituiu um grupo de apoiadores por granjear o favor do chefe do exército, Joabe, e do cabeça do sacerdócio, Abiatar. (1 Reis 1:5-8) Realizou então uma festa sacrificial próximo de En-Rogel, a uma curta distância da cidade de Jerusalém, convidando a maioria da casa real, mas não a Salomão, nem a Natã, o profeta, nem a Benaia. Seu intuito óbvio era fazer-se declarar rei. — 1 Reis 1:9, 10, 25.
Natã, o profeta, agiu prontamente para bloquear os planos de Adonias. Aconselhou a mãe de Salomão, Bate-Seba, a lembrar a Davi o seu juramento a favor da realeza de Salomão, e então surgiu depois dela nos aposentos do rei a fim de confirmar as palavras dela, e alertar Davi quanto à gravidade da situação, também, com efeito, indicando que achava que Davi talvez estivesse agindo pelas costas de seus associados íntimos. (1 Reis 1:11-27) Isto moveu o idoso rei à ação e ele prontamente deu ordens para a imediata unção de Salomão como co-regente e sucessor ao trono. Esta medida provocou alegre alvoroço entre o povo, que foi ouvido no banquete de Adonias. Logo um mensageiro, o filho do sacerdote Abiatar, chegou com as notícias inquietantes da proclamação, feita por Davi, de Salomão como rei. Os apoiadores de Adonias prontamente se dispersaram e ele fugiu para o pátio do tabernáculo, procurando refúgio. Salomão então lhe concedeu o perdão, condicionado a seu bom comportamento. — 1 Reis 1:32-53.
No entanto, depois da morte de Davi, Adonias acercou-se de Bate-Seba e a induziu a agir como sua agente perante Salomão, para solicitar como esposa a Abisague, a jovem enfermeira e companheira de Davi. A declaração de Adonias, de que “o reinado ia tornar-se meu e que foi em mim que todo o Israel fixou a sua face para eu me tornar rei”, indica que ele achava ter sido privado de seu direito, muito embora reconhecesse professa- mente a mão de Deus nesse assunto. (1 Reis 2:13-21) Ao passo que sua solicitação talvez se baseasse inteiramente no desejo de obter alguma compensação pela perda do reino, sugeria fortemente que as chamas da ambição continuavam acesas em Adonias, visto que, segundo o costume oriental, as esposas e as concubinas dum rei só se poderíam tornar tais do seu sucessor legal. (Compare com 2 Samuel 3:7; 16:21.) Salomão encarou assim tal solicitação, feita mediante sua mãe, e ordenou a morte de Adonias, ordem esta que foi prontamente executada por Benaia. — 1 Reis 2:22-25.
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AdoraçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADORAÇÃO
A concessão de honra ou homenagem reverente. A adoração verdadeira do Criador abrange toda fase da vida da pessoa. O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Cor. 10:31.
Quando Jeová Deus criou Adão, não prescreveu determinada cerimônia ou um meio pelo qual o homem perfeito pudesse aproximar-se dele em adoração. Todavia, Adão podia servir ou adorar a seu Criador por fazer fielmente a vontade de seu Pai celeste. Mais tarde, para a nação de Israel, Jeová deveras delineou certo modo de aproximação a Ele em adoração, que incluía sacrifícios, um sacerdócio e um santuário material. Isto, contudo, era apenas “uma sombra das boas coisas vindouras, mas não a própria substância das coisas”. (Heb. 10:1) A ênfase primária sempre foi dada a se exercer fé, fazer a vontade de Jeová Deus, e não a cerimônias ou rituais. — Mat. 7:21; Tia. 2:17-26; compare com Salmo 50:8-15, 23; Miquéias 6:6-8.
A maioria das palavras, nas línguas originais, que podem denotar adoração, também podem ser aplicadas a atos que não são de adoração. No entanto, o contexto determina de que modo devem ser entendidas as respectivas palavras.
Uma das palavras hebraicas que transmite a idéia de adoração (‘avádh) significa basicamente ‘servir’. (Gên. 14:4; 15:13; 29:15) Servir ou adorar a Jeová exigia obediência a todas as suas ordens, fazer Sua vontade como alguém exclusivamente devotado a Ele. (Êxo. 19:5; Deut. 30:15-20; Jos. 24:14, 15) Por conseguinte, empenhar-se alguém em qualquer ritual ou ato de devoção para com quaisquer outros deuses significaria abandonar a adoração verdadeira. — Deut. 11:13-17; Juí. 3:6, 7.
Outro termo hebraico que pode denotar adoração é shahháh, que significa primariamente “curvar-se” (Pro. 12:25) ou render homenagem. (Veja HOMENAGEM.) Ao passo que esse curvar-se às vezes poderia simplesmente significar um ato de respeito ou de consideração cortês para com outra pessoa (Gên. 19:1, 2; 33:1-6; 37:9, 10), poderia ser também uma expressão de adoração, indicando a reverência e gratidão da pessoa a Deus e submissão à Sua vontade. Quando usada com referência ao Deus verdadeiro, ou a deidades falsas, a palavra shahháh às vezes é associada com sacrifícios e oração. (Gên. 22:5-7; 24:26, 27; Isa. 44:17) Isto indicaria que era comum curvar-se quando se orava ou se oferecia sacrifício. Veja ORAÇÃO.
A raiz hebraica saghádh (Isa. 44:15, 17, 19; 46:6) significa basicamente ‘prostrar-se’; uma palavra aramaica relacionada é seghídh. Embora usualmente ligada à adoração (Dan. 3:5-7, 10-15, 18, 28), seghídh é usada em Daniel 2:46 para referir-se ao Rei Nabucodonosor prestar homenagem a Daniel, prostrando-se diante do profeta.
Como o termo hebraico ‘avádh, o verbo grego latreúo (Luc. 1:74; 2:37; 4:8; Atos 7:7) e o substantivo latreía (João 16:2; Rom. 9:4) transmitem a idéia dum serviço ou a prestação de serviço. E a palavra grega proskynéo corresponde de perto ao termo hebraico shahháh em expressar a idéia tanto de homenagem como de adoração.
O termo proskynéo é usado em relação com um escravo prestar homenagem a um rei (Mat. 18:26) e ao ato sob cujas condições Satanás ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo e sua glória. (Mat. 4:8, 9) Caso rendesse homenagem ao Diabo, Jesus teria, desta forma, representado sua submissão a Satanás e se tornado o servo do Diabo. Mas Jesus recusou-se, dizendo: “Vai-te Satanás! Pois está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar [forma do grego proskynéo, ou, no relato de Deuteronômio, que Jesus citava, o hebraico shahháh], e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado [forma do grego latreúo, ou do hebraico ‘avádh].’” (Mat. 4:10; Deut. 5:9; 6:13) Similarmente, adorar, homenagear ou curvar-se à “fera” e à sua “imagem” é ligado a serviço, pois os adoradores são identificados como apoiadores da “fera” e de sua “imagem” por terem uma marca, quer na mão (com a qual a pessoa serve) quer na testa (para que todos vejam). Visto que o Diabo dá sua autoridade à fera, adorar a fera significa, em realidade, adorar ou servir o Diabo. — Rev. 13:4, 15-17; 14:9-11.
Outras palavras gregas ligadas à adoração são tiradas de eusebéo, threskeúo, e sébomai. A palavra eusebéo significa ‘ser pio para com’, ‘dar devoção piedosa a’ ou ‘venerar, adorar ou reverenciar’. Em Atos 17:23, este termo é usado com referência à devoção piedosa ou veneração que os homens de Atenas davam a um “Deus Desconhecido”. (Veja DEVOÇÃO PIEDOSA.) De threskeúo vem o substantivo threskeía, entendido como designando uma “forma de adoração”, quer verdadeira quer falsa. (Atos 26:5; Col. 2:18) A adoração verdadeira praticada pelos cristãos era assinalada por genuína preocupação com os pobres e completa separação do mundo impiedoso. (Tia. 1:26, 27) A palavra sébomai (Mat. 15:9; Mar. 7:7; Atos 18:7; 19:27) e o termo relacionado sebázomai (Rom. 1:25) significam ‘mostrar grande temor’, ‘reverenciar, venerar ou adorar’. Objetos de adoração ou de devoção são designados pelo substantivo sébasma. (Atos 17:23; 2 Tes. 2:4) Dois outros termos são da mesma raiz verbal, juntando-se-lhe o prefixo Theós, Deus; theosebés, que significa ‘reverente a Deus’, ‘piedoso’ (João 9:31), e theosébeia, denotando ‘reverência a Deus’. (1 Tim. 2:10) Estes dois termos correspondem de algum modo à palavra alemã para “adoração pública”, a saber, Gottesdienst (combinação de “Deus” e “serviço”).
ADORAÇÃO QUE É ACEITÁVEL A DEUS
Jeová Deus só aceita a adoração dos que se comportam em harmonia com Sua vontade. (Mat. 15:9; Mar. 7:7) A uma samaritana, Cristo Jesus disse: “Vem a hora em que nem neste monte [Gerizim] nem em Jerusalém adorareis o Pai. Adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos . . . Não obstante, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem. Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” — João 4:21-24.
As palavras de Jesus mostravam claramente que a adoração verdadeira não dependeria da presença nem do uso de coisas visíveis, ou de localidades geográficas. Ao invés de depender da visão ou do tato, o adorador verdadeiro exerce fé e, sem considerar o local ou as coisas em sua volta, mantém uma atitude de adoração. Assim, adora, não com a ajuda de algo que possa ver ou tocar, mas com espírito. Visto que possui a verdade, conforme revelada por Deus, sua adoração está de acordo com a verdade. Tendo-se familiarizado com Deus por meio da Bíblia, e tendo a evidência da operação do espírito de Deus em sua vida, aquele que adora com espírito e verdade definitivamente ‘conhece o que adora’.
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AdornoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADORNO
Aquilo que é usado para adornar, enfeitar, embelezar, aumentar o brilho e tornar a própria pessoa, ou aquilo que ela representa, agradável ou atraente. Pode ser usado com propósito bom ou enganoso.
As Escrituras não condenam o adorno físico, se usado corretamente, e recomendam altamente o adorno espiritual. O próprio Jeová é descrito como vestido de luz e cercado de beleza. (Sal. 104:1, 2; Eze. 1:1, 4-28; Rev. 4:2, 3) Ele tem ornamentado ricamente sua criação com cores, variedade e majestosa magnificência. — Luc. 12:27, 28; Sal. 139:14; 1 Cor. 15:41.
Nos tempos bíblicos, o noivo e a noiva se adornavam para a festa de casamento. Em preparação, a noiva se enfeitava com a roupa mais fina e o melhor das coisas ornamentais que ela possuía, a fim de se apresentar perante o noivo. (Sal. 45:13, 14; Isa. 61:10) Jeová fala a Jerusalém, descrevendo-a figuradamente como uma jovem a quem enfeitou com roupas e jóias excelentes e custosas, mas que usou infielmente, como prostituta, a sua beleza e seu adorno. (Eze. 16:10-19) O profeta de Jeová, Oséias, condenou Israel por se adornar com a finalidade errada de atrair amantes apaixonados e de empenhar-se na adoração falsa. (Osé. 2:13) Por meio de seus profetas, Jeová predisse uma restauração de Israel, quando sairia do cativeiro babilônico e se adornaria novamente para expressar sua alegria e exultação. — Isa. 52:1; Jer. 31:4.
O templo de Salomão e os prédios governamentais de Salomão eram lindamente adornados, para deleite da rainha de Sabá. (1 Reis, caps. 6, 7, 10) O templo construído por Herodes era magnífico edifício adornado de excelentes pedras e coisas dedicadas. Jesus, porém, mostrou que tais adornos materiais não teriam nenhum valor quando o julgamento de Deus viesse sobre Jerusalém, devido à infidelidade dela. — Luc. 21:5, 6.
Os Provérbios mostram que, se grande número de pessoas escolhem viver sob a regência dum rei e se deleitam nela, isso é certa medida de seu êxito. É um adorno para ele, recomendando-o e aumentando seu brilho como regente. (Pro. 14:28) Jeová é tal regente por meio de seu reino messiânico. — Sal. 22:27-31; Fil. 2:10, 11.
CONSELHOS CRISTÃOS SOBRE ADORNO PESSOAL
Jesus e seus apóstolos deram conselhos constantes quanto a não se confiar nas coisas físicas, nem fazer falsa exibição de si por meio de adornos materiais. O apóstolo Paulo disse que as mulheres cristãs deveriam ‘se adornar em vestido bem arrumado, com modéstia e bom juízo, não com estilos de trançados dos cabelos, e com ouro, ou pérolas, ou vestimenta muito cara’. (1 Tim. 2:9) Durante os dias dos apóstolos era costume comum entre as mulheres naquele mundo de cultura grega adotar penteados requintados e outros adornos. Isto frisa o conselho de Pedro às mulheres da congregação cristã, para que dêem ênfase, não ao ‘trançado externo dos cabelos e ao uso de ornamentos do ouro ou ao trajar de roupa exterior’, mas para fazer com que seu adorno seja, como era o das mulheres fiéis da antiguidade, “a pessoa secreta do coração, na vestimenta incorruptível dum espírito quieto e brando”. — 1 Ped. 3:3-5.
O apóstolo Paulo indica que o cristão pode, pelas obras excelentes da incorruptibilidade de seu ensino, da seriedade, da linguagem saudável e da conduta correta, em todo o seu modo de vida, embelezar e tornar atraentes a outros os ensinos de Deus. (Tito 2:10) Deste modo espiritual, a congregação cristã, a noiva de Cristo, surge por fim em toda a sua beleza diante do seu marido, Jesus Cristo, similarmente descrita em Revelação 21:2 como estando “preparada como noiva adornada para seu marido”. Sua beleza espiritual situa-se em contraste direto com o adorno de Babilônia, a Grande, mencionada como adornada de coisas materiais, o salário de suas prostituições. — Rev. 18:16; veja TRAJE (VESTIDO); JÓIAS E PEDRAS PRECIOSAS; ENFEITES (ORNAMENTOS).
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LótusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LÓTUS
Veja LÓDÃO.
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