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  • “Quem é Jeová”, que todos devam adorá-lo?
    A Sentinela — 1975 | 15 de outubro
    • “Quem é Jeová”, que todos devam adorá-lo?

      1. Que pergunta sobre a adoração é oportuna e relevante hoje em dia, e por que?

      DESDE antiguidade e até este século vinte, chefes de estados políticos têm sido adorados quais deuses. Os que conhecem a história humana sabem disso. Os faraós reais do antigo Egito eram considerados como deuses, sendo que cada faraó governante era considerado filho do Deus-sol. César Augusto, primeiro imperador do Império Romano, foi deificado após a sua morte; o mesmo se deu com os sucessores dele. Até mesmo já em vida, os imperadores eram chamados “Divinos”. Quase dois mil anos depois, após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, o Imperador Hirobito, do Japão, renegou publicamente que fosse deus, filho da deusa-sol Amaterasu. Mas, alguns poucos obstinados ainda se apegam à adoração do imperador naquela Terra do Sol Nascente. Em face de todos os deuses e deusas das nações antigas e modernas, é oportuna e relevante mesmo para hoje a pergunta: Quem é deus digno de ser adorado?

      2. Desde o começo dos estados políticos criados pelo homem, de que espécie de adoração tem sido culpada a maioria das pessoas?

      2 Com o passar do tempo, um deus nacional após outro foi desmascarado. Ainda nos lembramos do caso recente, em que Nikita Kruschev, do Partido Comunista, desmascarou o falecido ditador José Stálin qual deus da Rússia soviética. O processo de desmascaramento torna-se quase que cômico. Mas a adoração dos chefes de estados políticos teve conseqüências sérias para o mundo da humanidade. Inúmeras pessoas talvez achem que agora são inteligentes demais, modernizadas demais, para adorar deuses políticos. Contudo, que dizer da adoração do próprio Estado político? Ou do sistema político mundial de governo? Desde o começo dos estados políticos criados pelo homem, há milhares de anos atrás, a vasta maioria da humanidade tem sido culpada de tal adoração do Estado. Não é exagero dizer isso.

      3, 4. (a) Como se iniciou o Estado político na terra, e por que resta pouco argumento contra esse tato? (b) Como é o começo de tal atuação retratado por João em Revelação 13:1-8?

      3 Há dezenove séculos atrás, um homem que ficou marcado nas páginas da história e cujos escritos foram lidos já por centenas de milhões de pessoas, usou símbolos vívidos para mostrar como se iniciou a adoração mundial do sistema político, humano. Teve seu início por alguém a quem este homem, João, filho de Zebedeu, comparou a um dragão cor de fogo. João não atribuiu a este dragão o significado que a nação da China dá ao seu dragão popular de uma só cabeça. João usou o dragão como símbolo apropriado duma pessoa sobre-humana, que João identifica pela expressão “dragão, a serpente original, que é o Diabo e Satanás”. (Rev. 20:2; 12:3, 9) Não é mera imaginação e ingenuidade crer que o sistema humano da política se tenha originado com este? Quando pensamos em como os sistemas políticos do homem, desde a antiguidade, têm governado e agido, resta pouco argumento para refutar que o sistema político tenha começa do com o dragontino Satanás, o Diabo. Vejamos como João retrata isso:

      4 Comparando a humanidade perturbada, descontente e egotista, em geral, com o mar desassossegado, João passa a dizer: “E [o dragão cor de fogo] ficou parado na areia do mar. E eu vi ascender do mar uma fera, com dez chifres e sete cabeças, e nos seus chifres, dez diademas, mas nas suas cabeças, nomes blasfemos. Ora, a fera que vi era semelhante a um leopardo, mas os seus pés eram como os dum urso, e a sua boca era como a boca dum leão. E o dragão deu à fera seu poder e seu trono, e grande autoridade. E eu vi uma das suas cabeças como que abatida até a morte, mas o golpe mortal que sofreu foi curado, e toda a terra seguia a fera com admiração. E adoravam o dragão porque dera a autoridade à fera, e adoravam a fera com as palavras: ‘quem é semelhante à fera e quem pode batalhar contra ela?’ . . . e foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua, e nação. E todos os que moram na terra a adorarão.” — Rev. 13:1-8.

      5, 6. o que representa esta fera estranha à luz do sonho de Daniel, a respeito da fera saída do mar?

      5 As pessoas perguntam: “Quem é semelhante à fera?” Por isso perguntamos: O que representa ela? Em vista da descrição que João faz desta fera simbólica e do que acontece com ela, não pode haver dúvida sobre o que ela representa.

      6 O papel que a fera desempenha no livro de Revelação mostra o que ela representa: o sistema mundial de governo político sobre toda a humanidade. Parecer-se a fera a um leopardo, mas com pés de urso e boca de leão, harmoniza-se bem com expressar-se o sistema mundial de política através de várias formas de governo, em tempos e lugares diferentes. É bem provável que João fosse induzido a pensar no que o antigo profeta Daniel viu em sonho profético: que primeiro subiu do mar perturbado uma fera leonina, depois uma fera semelhante a um urso e a seguir uma fera semelhante a um leopardo. Além disso, Daniel foi informado claramente que estas feras representavam governos políticos que surgiriam e dominariam a terra quais superpotências. (Dan. 7:1-18) De modo que a fera de aspecto estranho, que João viu, simboliza o sistema político mundial que se expressa em várias formas governamentais.

      ADORAÇÃO DO ESTADO QUAL DEUS

      7, 8. (a) A adoração da fera simbólica é ao mesmo tempo a adoração de quem? (b) Por que é a adoração do Estado algo em que devem refletir os que negam que adorem alguma coisa?

      7 Não é necessário considerar aqui todos os pormenores do que João viu na sua visão inspirada. A coisa principal em que queremos aqui fixar nossa atenção é que esta “fera” saída do mar era adorada por todo o mundo das pessoas; era tratada como deus invencível. A adoração do Estado político qual deus, retratada assim na visão de João, era ao mesmo tempo a adoração de alguém superior ao Estado político. De quem? Do dragontino Satanás, o Diabo, porque ele é representado como dando a autoridade, o poder e o trono ou a sede do governo ao Estado político.

      8 Não é de se admirar, portanto, que o Amo, de quem João era discípulo, falasse de Satanás, o Diabo, como sendo “o governante deste mundo”. (João 14:30; 16:11) E Paulo, condiscípulo de João, chamou a Satanás, o Diabo, de “deus deste sistema de coisas”. (2 Cor. 4:4) Isto é algo em que devem pensar os muitos que atualmente se gabam de que não adoram absolutamente nada. Será que eles, iguais aos comunistas ateus, adoram o Estado político? Talvez neguem que façam isso, mas quando surge uma séria questão nacional, quando irrompe uma guerra internacional ou a soberania nacional é ameaçada, o que fazem então? Sim, o que é que adoram então qual deus? Seu proceder, então, revela a verdade e fala tão alto, que abafa o que dizem com a boca.

      9. Que pergunta sobre adoração deve cada um de nós fazer-se e, em tempo de decisão, que pergunta desafiadora talvez façam os políticos?

      9 Atualmente, a terra está cheia de nacionalismo. Não importa se alguém professa ser religioso ou não, ninguém pode esquivar-se da pergunta pessoal: A quem ou a que adoro eu? O poder invisível atrás do sistema político, mundial, de coisas, a saber, o dragontino Satanás, o Diabo, quer traiçoeiramente obrigar cada habitante da terra a adorá-lo por intermédio de seu protegido, o Estado político. No entanto, nem vale a pena adorá-lo, porque, num belo dia destes, muito em breve, ele mesmo será desmascarado qual deus. Mas, será impossível desmascarar o verdadeiro Deus do universo. Será que nós queremos sinceramente adorar a Este? Nossa decisão quanto a isso não pode mais ser adiada por muito tempo. Especialmente os elementos políticos deste mundo terão de fazer uma decisão final quanto a que realmente querem fazer neste respeito. Será lamentável demais se naquele tempo, em desafio, levantarem a questão: ‘Quem é Aquele (Aquele mencionado a nós por nome), para que todos, inclusive nós políticos, devamos adorá-lo?’

      10, 11. Quando foi suscitada uma pergunta similar por um antigo faraó do Egito, e por quê?

      10 Temos a história para nos ajudar a fazer a decisão correta. Os governantes políticos e seus apoiadores patrióticos farão bem em agora considerarem o caso histórico do chefe dum antigo estado político, que suscitou exatamente tal questão. Este foi o Faraó real de fins do século dezesseis antes de nossa Era Comum. Aconteceu quando foi enfrentado por dois irmãos, Moisés e Arão, bem como outros anciãos do povo escravizado de Israel. Punha-se então à prova a questão de quem era o verdadeiro Deus. Usando Arão por porta-voz, Moisés disse a Faraó: “Assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Manda embora meu povo, para que me celebrem uma festividade no ermo.”‘ Se o Faraó a quem se falou ali se considerasse igual aos outros faraós, como sendo deus, ele não estaria disposto a renunciar à sua própria divindade, em obediência ao Deus daquela gente que Faraó explorava então injustamente quais escravos do Egito. Por isso, Faraó retrucou com uma pergunta desafiadora e com sua própria resposta a ela:

      11 “Quem é Jeová, que eu deva obedecer à sua voz para mandar Israel embora? Não conheço Jeová, e ainda mais, não vou mandar Israel embora.” — Êxo. 5:1, 2; 3:18, 19.

      12, 13. (a) Ali houve um confronto entre quem, e quem saiu vencedor? (b) Que ordem a respeito da adoração tinha o Libertador de Israel o direito de dar no começo dos Dez Mandamentos?

      12 No mínimo, esta situação significava um confronto entre o Deus do povo escravizado de Israel e o Faraó egípcio, cuja estátua como a dum deus talvez tivesse sido colocada entre as estátuas de todos os muitos outros deuses do Egito, que então era a superpotência da terra habitada. A história fidedigna mostra quem foi o vencedor neste confronto dramático. Todos os deuses do antigo Egito foram desmascarados e o Deus vitorioso dos israelitas levou a estes para fora da casa de escravidão do Egito, através do Mar Vermelho e ao monte Sinai, na Arábia, onde lhes deu os Dez Mandamentos e mais centenas de outras leis para serem governados qual nação. No início destes Dez Mandamentos, o Libertador divino dos israelitas tinha o pleno direito de ordenar ao seu povo liberto, dizendo:

      13 “Eu sou Jeová, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa dos escravos. Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa. Não deves fazer para ti imagem esculpida, nem semelhança alguma do que há nos céus em cima, ou do que há na terra embaixo, ou do que há nas águas abaixo da terra. Não te deves curvar diante delas, nem ser induzido a servi-las, porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração no caso dos que me odeiam, mas usando de benevolência para com a milésima geração no caso dos que me amam e que guardam os meus mandamentos.” — Êxo. 20:1-6.

      14. Em que difere Jeová Deus do “deus deste sistema de coisas” quanto a Imagens, e por quê?

      14 Aqueles primeiros dois dos Dez Mandamentos identificam por nome o Deus que não tem igual, o Deus cuja atuação não é igualada por nenhum outro chamado “deus”, nem mesmo pelo próprio Satanás, o Diabo, “o deus deste sistema de coisas”. Satanás, o Diabo, permite que se façam imagens idólatras até dele mesmo, bem como dos “deuses” associados com ele. Mas o Deus cujo nome é Jeová proíbe estritamente a fabricação de qualquer imagem que o represente e proíbe qualquer outra imagem idólatra a ser associada com a adoração Dele. Não pode ser comparado com nenhuma coisa criada, com nenhuma imagem feita pelo homem. Ele disse por meio de outro profeta, que veio depois de Moisés: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem, nem o meu louvor a imagens entalhadas.” — Isa. 42:8.

      15. Por que se pode dizer que Jeová e “um Deus ciumento”, e, portanto, que pergunta talvez façam sobre isso os que retêm o poder político?

      15 Esta declaração divina exige a devoção exclusiva a Jeová qual Deus e proíbe o uso de todas as imagens feitas pelo homem, às quais se de’ adoração relativa. Visto que ele é invisível, os homens talvez pensem que Ele precisa que se façam imagens para ajudar os adoradores em fixar sua atenção Nele. Mas, tais imagens apenas seriam mentiras, incapazes de retratá-lo assim como realmente é. Desviariam realmente o adorador e rebaixariam a Deus na estima dele. O único Deus vivente e verdadeiro nunca pode ser representado por uma imagem criada, inanimada. Ele não se associa com nenhum deus feito por si próprio, e seus verdadeiros adoradores ‘não devem ter quaisquer outros deuses em oposição à sua pessoa’, como se fossem partícipes com ele na verdadeira divindade. Ele exige a devoção exclusiva de seus adoradores, e por isso se pode dizer que ele é “um Deus ciumento”. Quer gostem disso, quer não, exige-se de todas as suas criaturas inteligentes que lhe prestem devoção exclusiva, se quiserem viver para sempre em felicidade. Por este motivo, os que hoje detêm o poder político talvez adotem a linguagem de Faraó e perguntem: “‘Quem é Jeová’, que todos devam adorar a ele?”

      O MATERIALISMO RECEBE ADORAÇÃO QUAL DEUS

      16, 17. (a) Além do Estado, que outras coisas adoram as pessoas hoje em dia? (b) Como é que muitos tornam o materialismo um deus para si mesmos?

      16 Sem se aperceber do que realmente faz, a vasta maioria da humanidade adora a “fera” simbólica, o Estado político, que duma forma ou doutra governa “toda tribo, e povo, e língua, e nação”. (Rev. 13:7) Mas há outras coisas que homens egoístas e imperfeitos podem elevar à posição de deuses, na sua vida. A hodierna ciência física foi constituída em “vaca sagrada” para ser adorada na vida de muitos dos que pensam que os cientistas humanos podem fazer qualquer coisa e solucionar todos os problemas. Também, nestes dias de entretenimento e diversões de tantas espécies, idolatram-se “astros” ou “estrelas” do teatro, celebridades do cinema, e artistas afamados do rádio e da televisão. A imoralidade sexual granjeia cada vez mais adoradores, ao passo que as primitivas normas de moralidade e decência entram em colapso.

      17 Igualmente, neste tempo em que o mundo da humanidade nunca foi tão rico nos chamados “confortos da vida”, em aparelhos que poupam trabalho, em meios de transporte rápido até lugares distantes, e numa variedade mais ampla de comestíveis, pode-se ser induzido a procurar uma abundância destas coisas. Ou pode acontecer que a inflação do mundo e seus crescentes problemas econômicos pressionem alguém a preocupar-se mais com a obtenção de coisas materiais. De qualquer modo, pode tornar-se tão materialista, que não tem mais tempo para coisas espirituais, nem tem interesse nelas. Embora talvez não goste de pensar assim, o materialismo tornou-se para ele um deus.

      18. É sábia a adoração do Materialismo? E por que não quis Agur, filho de Jaque, ficar satisfeito com riqueza materiais?

      18 A adoração do Materialismo não é sábia. Forçosamente prejudicará a espiritualidade da pessoa. Agur, filho de Jaque, homem da antiguidade, que queria evitar a adoração desastrosa de deuses falsos, reconheceu os perigos do materialismo. Dirigindo-se ao Criador da terra, do vento e da chuva, Agur disse: “Duas coisas te pedi. Não mas negues antes de eu morrer. Afasta para longe de mim a inveracidade e a palavra mentirosa. Não me dês nem pobreza nem riquezas. Devore eu o alimento que me é prescrito, para que eu não me farte e realmente te renegue, e diga: ‘Quem é Jeová?’ E para que eu não fique pobre e realmente furte, e ataque o nome de meu Deus.” — Pro. 30:1, 7-9.

      19. Que atitude para com Deus produz o materialismo na pessoa gananciosa, como a dos políticos, e por que não recebera o materialista vida da parte de Deus?

      19 No mundo em que existem lado a lado tanto a extrema riqueza como a mais horrível pobreza, somos obrigados a ser iguais a Agur, filho de Jaque, e seguir o proceder seguro. Temos de evitar os dois opostos, que podem fazer-nos voltar contra a adoração do verdadeiro Deus. A abundância material, para a satisfação da ganância, poderá colocar-nos na mesma situação dos governantes dos estados, que são ávidos de poder político, ao ponto de adotarem as palavras desafiadoras do antigo Faraó e dizerem: “Quem é Jeová”? Se esta é a atitude produzida não só pelo poder político, mas também pela ganância de riquezas materiais, então o que faz aquele que procura ter muitos tesouros terrestres senão fazer do Materialismo, e não de Jeová, o seu deus? Visto que Jeová é Deus ciumento, quer dizer, Deus que exige devoção exclusiva de seus adoradores, não se pode servir a ambos ao mesmo tempo e ainda assim ganhar o prêmio da vida eterna, em felicidade, das mãos do verdadeiro Deus.

      20. O que disse alguém mais sábio do que Agur sobre tentar ser escravo de Deus e das Riquezas ao mesmo tempo?

      20 Um homem muito mais sábio do que Agur, filho de Jaque, disse: “Ninguém pode trabalhar como escravo para dois amos; pois, ou há de odiar um e amar o outro, ou há de apegar-se a um e desprezar o outro. Não podeis trabalhar como escravos para Deus e para as Riquezas [Mamom].” — Mat. 6:24, UM; Almeida, revista e corrigida.

      21. Não obstante, de que espécie de adoração são culpados os que afirmam que não crêem num deus pessoal?

      21 A humanidade em geral é hoje apanhada entre as forças do nacionalismo e do materialismo. Muitos se entregam à adoração tanto do nacionalismo como do materialismo. Outros, sem terem interesse pessoal, especial, na política nacional, entreguem-se à adoração do materialismo. Quem, na terra, pode hoje dizer que não adora nada? Talvez pense que, por gabar-se de não crer num Deus pessoal, inteligente, não esteja adorando nenhum deus ou deuses. Mas, se examinar honestamente a si mesmo, verificará que faz do nacionalismo, do materialismo, dos esportes, do sexo, de seu próprio ventre e de outras coisas egoístas seus deuses e está escravizado a eles. Além disso, adorando estas coisas egoístas do mundo, adora inadvertidamente a personificação do egoísmo, Satanás, o Diabo, “o deus deste sistema de coisas”. Não é sensato que alguém se engane a si mesmo. Sejamos honestos com nós mesmos e admitamos os fatos.

      22. Em vista do que a adoração de tais deuses tem causado às pessoas, como deviam elas raciocinar a respeito da adoração?

      22 A adoração de todos estes deuses falsos levou o mundo da humanidade ao estado aflitivo em que se encontra hoje. A adoração de todos estes deuses não produziu paz, nem felicidade e bem-estar geral para a raça humana. Qualquer pessoa de raciocínio pensaria que já era tempo de que o povo na sua aflição questionasse quão aconselhável é continuar a servir deuses que só lhes trouxeram tal perplexidade e dificuldades. Deveria raciocinar que precisa haver um verdadeiro Deus, um Deus de benefício real e duradouro para seus adoradores. Quem seria?

      23, 24. Quem é o Deus que se opõe a todos esses deuses falsos e em que sentido é Ele o Deus da Bíblia?

      23 Há apenas um Deus que está em oposição a todos estes deuses falsos e prejudiciais. Não é desconhecido por nome. Seu nome tem sido proclamado em toda a extensão da terra, especialmente desde o fim da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Seu nome é o mais destacado no livro que tem a maior circulação na humanidade, que qualquer livro publicado Já teve, e seu nome ocorre neste livro cerca de sete mil vezes. Este livro é o único inspirado pelo Portador de tal nome muito mencionado. Por este motivo, o livro é o mais atacado em todo o mundo, com o resultado de ser o livro em que menos se crê. Este livro é chamado de Bíblia Sagrada, As Escrituras Sagradas. O nome Daquele que a Bíblia destaca do começo ao fim como Deus é Jeová. Portanto, Ele é o Deus da Bíblia. Não adianta disputar este fato, porque a Bíblia diz no Salmo 83:18:

      24 “Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de JEOVÁ, és o Altíssimo sobre toda a terra.” — Versão Almeida, edição revista e corrigida.

      25. Quem são os que ficaram especialmente confrontados com a questão desafiadora a respeito da adoração de Jeová, e com que perguntas sobre Ele nos dirigimos agora à Bíblia?

      25 Seus adoradores, conhecidos mundialmente como testemunhas cristãs de Jeová, especialmente a partir do ano de 1919 E. C. têm sido os que divulgaram e enalteceram o nome dele em toda a terra, em pelo menos 207 terras e grupos de ilhas, até o presente. Assim, logicamente, são eles os que se viram confrontados com a pergunta desafiadora: “‘Quem é Jeová’, que todos devam adorá-lo?” É uma pergunta válida. Merece uma resposta com autoridade. A resposta de autoridade com o devido peso da convicção só pode ser tirada da Bíblia, do Livro de Jeová. Neste livro, o que diz ele sobre si mesmo? O que fez que fosse registrado nele sobre as suas obras e os seus tratos com a humanidade? Em que sentido é Ele melhor do que todos os outros deuses que os homens têm adorado durante as eras? O que fará a respeito da atual situação do mundo? Como provará que só ele merece nossa adoração dele qual Deus? Portanto, recorramos à Bíblia Sagrada em busca das respostas!

  • O motivo de se escolher adorar a Jeová
    A Sentinela — 1975 | 15 de outubro
    • O motivo de se escolher adorar a Jeová

      1, 2. (a) Como aplicam as pessoas a Deus o ditado de “ver para crer”? (b) De que astronauta russo, comunista, fazem lembrar tais pessoas?

      “VER para crer!” Isto expressa a atitude das pessoas materialistas hoje em dia para com Deus. Visto que não o podem ver com o olho humano nu, nem com a ajuda dos mais poderosos telescópios hoje em uso, não crêem na existência dele; não conseguem persuadir-se a crer que ele existe.

      2 Tais pessoas nos fazem lembrar o segundo astronauta que os comunistas russos mandaram ao espaço numa nave espacial, para estar em órbita em volta de nossa terra. Segundo um despacho da Associated Press, de 6 de maio de 1962, este major russo “proclamou hoje sua descrença em Deus. Ele disse que não viu ‘nem Deus nem anjos’ durante as suas dezessete órbitas em volta da terra. . . . ‘O foguete foi feito pelo nosso povo. Não creio em Deus. Creio no homem, na sua força, nas suas possibilidades e na sua razão.’” — Times de Nova Iorque, de 7 de maio de 1962.

      3, 4. (a) Em que era Moisés diferente daquele astronauta russo? (b) O que queria Moisés ver a respeito de Deus e o que se lhe disse?

      3 Nem todos são assim. Por exemplo, tome um homem mais famoso do que aqueles astronautas comunistas e que fez maior bem à humanidade. Aquele homem era Moisés, filho de Anrão, o hebreu. Atesta-se a respeito deste Moisés que ele “permanecia constante como que vendo Aquele que é invisível”. (Heb. 11:27) Não ficou desapontado com este seu Deus invisível. Não ficou envergonhado de sua crença neste Deus. Depois de Moisés levar seu povo para fora da escravidão no Egito e milagrosamente através do Mar Vermelho, até o monte Sinai, na Arábia, e depois de receber as duas tábuas dos Dez Mandamentos, no meio dum espetáculo espantoso naquele monte, Moisés não teve motivo para descrer na existência deste Deus todo-poderoso, invisível. O que ele queria era conhecê-lo melhor, ver a glória deste Deus invisível.

      4 “Por favor, faze-me ver a tua glória”, foi o pedido que Moisés fez por intermédio do anjo de Deus. A resposta divina a isso foi: “Eu mesmo farei toda a minha bondade passar diante da tua face e vou declarar diante de ti o nome de Jeová.” Mas, por que apenas tal manifestação, Jeová Deus explicou a Moisés: “Não podes ver a minha face, porque homem algum pode ver-me e continuar vivo.” — Êxo. 33:18-20.

      5. O que disse Deus a respeito de si mesmo ao proclamar seu nome perante Moisés?

      5 Não importa o que o homem possa dizer sobre este Deus de Moisés, o que deve importar para nós é que espécie de Deus ele mesmo diz que é. Lemos na narrativa de Moisés sobre este acontecimento o que Deus disse a respeito de si mesmo, nas seguintes palavras: “E Jeová passou a descer na nuvem e a pôr-se ali junto dele, e passou a declarar o nome de Jeová. E Jeová ia passando diante da sua face e declarando: ‘Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos e sobre os netos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração.’” — Êxo. 34:4-7.

      6, 7. (a) De quais destas qualidades divinas mencionadas precisamos que se usem para conosco na nossa condição? (b) O que nos garante, com respeito ao reinado da iniqüidade Ele não ‘Isentar da punição’?

      6 Não é esta a espécie de Deus que queremos ter, a espécie de Deus que escolhemos adorar? Ele é Deus “misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade”. Certamente, nós na nossa atual condição humana arruinada precisamos de tais qualidades divinas exercidas para conosco. No entanto, ele não deixa suas criaturas humanas safar-se com tudo, para sempre, sem a merecida punição. Ele é Deus que ‘perdoa o erro, a transgressão e o pecado’, mas não está em concordância com tais coisas erradas e não deixa de punir os que deliberadamente praticam tais coisas e se agradam nelas.

      7 Por este motivo, podemos ter certeza do seguinte: Embora ele tenha sido “vagaroso em irar-se” e tenha permitido que a iniqüidade e a transgressão prevalecessem entre a humanidade durante estes últimos seis mil anos, não permitirá que o domínio da iniqüidade prossiga para sempre na terra. Não ‘isentará da punição’, para sempre, este sistema iníquo de coisas, cujo deus é o autor da iniqüidade, Satanás, o Diabo. Podemos hoje sentir-nos felizes de que sua longa permissão da iniqüidade já está no fim!

      8. Não se precisa duvidar da capacidade de Deus, de acabar com um sistema mundial de coisas, em vista de que acontecimento nos dias de Noé?

      8 Sua perfeita capacidade de acabar com todo este sistema mundial de coisas em nossa própria geração não precisa ser duvidada no mínimo. Mais de oito séculos antes de ele declarar seu nome ao profeta Moisés, deu-nos um exemplo histórico de seu pleno poder de destruir todo um mundo de pessoas. Isto se deu nos dias do antepassado de Moisés, Noé. Pode-se calcular o ano daquela destruição mundial como sendo 2370 antes de nossa Era Comum. O mundo da humanidade atual não é grande demais nem disperso demais para que seja incluído por ele na sua predita destruição deste sistema global de coisas. Nos dias de Noé, as águas do dilúvio arrasaram o globo inteiro.

      9. Assim, como lá naquele tempo, o que pode Deus fazer similarmente hoje em dia?

      9 Todo o globo terrestre encontrava-se então assim como era no começo do primeiro “dia” criativo, quando o Criador disse: “Venha a haver luz.” A superfície de toda a terra estava coberta de água. (Gên 1:1-3) Só que, enquanto as águas do dilúvio prevaleceram sobre toda a terra, havia uma enorme arca construída por Noé e sua família flutuando a salvo sobre as ondas daquelas águas. Com exceção da família de Noé na arca, toda a vida humana na terra morreu. Todos foram submersos, assim como Faraó, seus carros e seus cavaleiros que perseguiram os hebreus de saída, sob Moisés, foram submersos no Mar Vermelho. O que o Todo-poderoso Deus Jeová fez por ocasião do Dilúvio, ele poderá fazer hoje: destruir um sistema mundial de coisas ‘cheio de violência’. — Gên. 8:11 até 7:23.

      O DEUS DO NOVO SISTEMA DE COISAS

      10. Por que é que a destruição do atual sistema de coisas não deixará um vácuo na terra, e, assim, por que devemos adorar a Jeová?

      10 O fim da permissão da iniqüidade por Deus e sua destruição deste velho sistema de coisas, numa tribulação mundial sem paralelo, não deixará um vácuo na nossa terra. Ele tem algo de ideal com que substituir as coisas anteriores. É um novo sistema de coisas, no qual não se permitirá a iniqüidade. O Criador deste novo sistema justo também será o Deus dele. Este é o motivo válido pelo qual devemos escolher adorar a Jeová, o Criador, qual Deus.

      11. Por que não será Satanás algum deus naquele novo sistema de coisas, e o que acontecerá com os adoradores dele?

      11 O deus do atual sistema iníquo de coisas, Satanás, o Diabo, terá então desaparecido, junto com todos os outros deuses falsos que homens materialistas e sem fé têm adorado até agora. Aquele “dragão, a serpente original, que é o Diabo e Satanás”, não se mostrará adversário para Deus, o Todo-poderoso. Ele será despojado de seu poder qual deus e lançado num abismo, junto com todos os seus anjos demoníacos. (Rev. 20:1-3) Os que escolheram adorar a ele como seu deus perecerão junto com este sistema de coisas controlado pelo Diabo, na maior de todas as tribulações que agora ameaça o mundo.

      12. Em contraste com o que Satanás deu à humanidade, que espécie de governo global dará Jeová a humanidade, nas mãos de quem?

      12 Satanás, o Diabo, o “deus deste sistema de coisas”, deu ao povo um governo político, mundial, simbolizado no último livro da Bíblia por uma “fera” de sete cabeças e dez chifres. Este surgiu do “mar” da humanidade alheada de Deus, sob influência satânica. (Rev. 13:1-8) Em contraste com isso, Jeová, como Deus do novo sistema justo de coisas, dará à humanidade um governo global superior ao de homens e mulheres opressivos, egotistas e imperfeitos. Será um governo celestial, nas mãos do Amo que ensinou seus discípulos a orar: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mat. 6:9, 10; Luc. 11:2) Quem ensinou esta oração foi Jesus Cristo. Ele era o Filho de Deus, a quem Jeová enviou para a terra, há dezenove séculos atrás, a fim de que se tornasse descendente carnal do Rei Davi e assim se tornasse herdeiro permanente do reino eterno que havia de permanecer na linhagem real de Davi. Deste modo, tornou-se o Messias prometido. — João 1:40-49.

      13. Que tentação se apresentou ao ungido Jesus para engodá-lo à adoração errada e à política deste mundo?

      13 Como Herdeiro ungido deste reino messiânico, por que é que Jesus Cristo se envolveria na política suja deste mundo? Ele não esperava um reino ou um império mundial do “deus deste sistema de coisas”. Depois de ter sido ungido com o espírito de Deus, para ser o Rei Designado do governo messiânico, o “deus deste sistema de coisas” chegou-se a ele para engodá-lo à uma adoração falsa e à política deste mundo condenado. Levantando descaradamente a questão da adoração, o Tentador mostrou a Jesus “todos os reinos da terra habitada, num instante de tempo”, e disse: “Eu te darei toda esta autoridade e a glória deles, porque me foi entregue e a dou a quem eu quiser. Se tu, pois, fizeres um ato de adoração diante de mim, tudo será teu.” Então, a quem escolheria Jesus adorar?

      14, 15. Para que governo havia sido Jesus ungido como Rei Designado, e por que não adoraria ele a Satanás, nem por todos os reinos do mundo?

      14 Jesus não fez assim como a “fera” de sete cabeças e dez chifres, que subiu do mar, a saber, aceitar poder político e um trono material, bem como grande autoridade da parte do dragão cor de fogo, Satanás, o Diabo. (Rev. 13:1, 2) Ele já havia sido ungido para governar o reino messiânico, porque adorava a Jeová qual Deus. Conforme se disse profeticamente a Jesus Cristo: “Amaste a justiça e odiaste o que é contra a lei. É por isso que Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de exultação mais do que a teus associados.” (Heb. 1:9; Sal. 45:7) Nunca se curvaria Jesus em adoração diante do “deus deste sistema de coisas”, nem mesmo em troca de “todos os reinos da terra habitada”. Nascido como homem sob o pacto da Lei, mediado por Moisés no monte Sinai, Jesus citou logo as palavras de Moisés, no livro de Deuteronômio, e disse a Satanás, o Diabo:

      15 “Está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’” — Luc. 4:5-8; Deu. 6:13; 10:20.

      16. Em vez de fazer campanha em prol dum governo político na terra, que mensagem passou Jesus a proclamar, e por quê?

      16 Jesus Cristo permaneceu inabalavelmente a favor do Deus do justo novo sistema de coisas. Isto significava que Jesus se apegava fielmente ao reino messiânico procedente das mãos deste Deus, o Soberano Senhor Jeová. Portanto, não fez campanha em prol de qualquer reino político da terra habitada, mas adotou a mensagem de seu precursor, João Batista, que havia proclamado a todo o Israel: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 4:17) A fim de se tornar o Messias celestial, Jesus tinha de depor sua vida em plena devoção àquele reino dos céus, o reino de Deus.

      17. Que testemunho deu Jesus a Pôncio Pilatos a respeito do reino de Deus?

      17 Quando perguntado por Pôncio Pilatos, governador romano da Província da Judéia, se era rei que constituía ameaça para o império dos césares, Jesus respondeu: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” (João 18:36) Portanto, Jesus testemunhou a Pilatos em prol do reino de Deus.

      JÁ É HORA DE ESCOLHER!

      18. Que papel desempenhou Jesus na história humana e como provou que cria em Deus e o adorava?

      18 Este Jesus Cristo é homem da história. Não pode ser relegado a segundo plano por judeus e gentios incrédulos como mera figura lendária ou mito. Há mais evidência a respeito de sua existência aqui na terra, há dezenove séculos atrás, do que há de qualquer outro homem mencionado nas páginas da história. Sua vinda marcou um ponto decisivo na história humana, não apenas na questão da religião, mas no assunto dum governo mundial para a humanidade, o reino de Deus. Ele surgiu no cenário terrestre no tempo marcado por Deus, o tempo indicado de antemão na Bíblia Sagrada. Para Jesus Cristo, não havia dúvida quanto à existência de Deus. Ele veio da parte de Deus. Ele o havia visto, havia falado e trabalhado com ele. Não era mentiroso, ao trazer à atenção estes fatos de sua vida pré-humana no céu. Embora na terra, como homem que tinha apenas visão humana, não pudesse ver a Deus, ainda assim continuou a crer nele e a adorá-lo. As obras de Jesus na terra, atestadas por muitas testemunhas honestas, provam que ele cria em Deus e que Deus estava com ele. — Atos 10:38.

      19. Quanto a crer que há um Deus, que pergunta surge sobre o exemplo de quem se deve seguir?

      19 Jesus conhecia a Jeová Deus, seu Pai, melhor do que os demônios espirituais, invisíveis. Contudo, os demônios criam na existência de Deus. Homens incrédulos talvez sorriam sofisticadamente diante disso, mas o meio-irmão terrestre de Jesus Cristo, chamado Tiago, disse aos que professavam ser discípulos de Cristo: “Crês tu que há um só Deus? Fazes muito bem. Contudo, os demônios crêem e estremecem.” (Tia. 2:19) De acordo com isso, os demônios sobre-humanos fazem melhor do que a vasta maioria dos homens e das mulheres que não crêem absolutamente em Jeová Deus. Neste sentido, o exemplo de quem seguiremos com segurança? O dos homens e das mulheres incrédulos! Ou o dos demônios que crêem e ainda assim não fazem nada mais do que estremecer? Ou o de Jesus Cristo, cuja vida pessoal na terra é confirmada pelos vinte e sete livros das inspiradas Escrituras Gregas Cristãs?

      20. Quem se saiu melhor, os a quem faltavam fé em Deus e obras condignas, ou Jesus, por crer e provar sua crença? Como?

      20 Jesus Cristo cria; mais do que isso, porém, fazia coisas em prova de sua crença. Saiu-se pior do que os homens e mulheres incrédulos ou do que os demônios? A vida de quem, em crença e obras, resultou em maior bem para a humanidade, mesmo só até agora, na história humana, sem se falar do futuro? A resposta real a estas perguntas terá de indicar Jesus Cristo como aquele que se saiu melhor e que fez o maior bem. Ele está lá onde está hoje por causa duma vida de fé e obras na terra, até à morte de mártir por defender lealmente o reino de Deus. Ocupa agora a posição mais elevada em todo o céu e terra, com exceção da de seu Pai celestial, do próprio Jeová Deus. (Fil. 2:5-11; 1 Ped. 3:21, 22) E ele não estaria hoje naquela posição enaltecida, se não houvesse Deus, e se Jeová não fosse este Deus, o Deus capaz de ressuscitar os mortos à vida celestial. — Efé. 1:19-22.

      21. Então, o exemplo de quem devem seguir os que anseiam ter vida eterna?

      21 Sem margem para contradições bem sucedidas, a vida de fé e obras resultou no melhor para ele, ao ponto de ultrapassar a tudo o que qualquer e todas as outras criaturas no universo pudessem esperar usufruir. Seu exemplo deve ser seguido por todas as pessoas sensatas, que anseiam ter vida eterna em plena felicidade. Seguir seu exemplo é prático, não algo apenas idealístico. Ele fez de Jeová seu Deus e o adorou, mesmo em face da tentação de Satanás, governante dos demônios.

      22. Então, quem é Jeová e que dois motivos muito importantes temos para adorá-lo?

      22 Em resposta à pergunta: “‘Quem é Jeová’, que todos devam adorá-lo?” podemos responder efetivamente: Jeová é o Deus do Senhor Jesus Cristo, e isto em si mesmo já é um motivo muitíssimo importante pelo qual todos devem adorar a Jeová como Deus. Todos os que desejarem ter vida eterna no novo sistema justo de coisas, de Deus, terão de seguir o exemplo de Jesus Cristo, Principal de toda a criação de Deus. Também, já o mero fato de que Jeová colocou o reino messiânico nas mãos de Jesus Cristo torna urgente que todos adorem a Jeová Deus.

      23. Por que não podem escapar da responsabilidade perante Deus os que negam a Sua existência, e como agem tais descrentes?

      23 Homens e mulheres pensam hoje que podem escapar da responsabilidade perante Jeová, por descrerem e negarem que ele existe e é Deus. Mas pensarem em fugir da responsabilidade perante Alguém a quem não podem ver é pura imaginação da sua parte. O Rei Davi, antepassado de Jesus Cristo, disse no Salmo quatorze, versículos um e dois: “O insensato disse no seu coração: ‘Não há Jeová.’ Agiram ruinosamente, agiram de modo detestável na sua ação. Não há quem faça o bem. Quanto a Jeová, olhou para baixo sobre os filhos dos homens, desde o próprio céu, para ver se havia alguém com perspicácia, alguém que buscasse a Jeová.” O Rei Davi, mesmo nos seus dias, observava que os que negavam a existência de Jeová agiam ruinosamente. Jeová Deus, no céu, os observa. Ri-se deles, sabendo muito bem que são mantidos cativos dentro do domínio de Suas leis e não podem escapar do cumprimento destas leis. A desconsideração e negação de tais leis por eles só lhes causará dano.

      24. Por que trata a questão suprema hoje não só da religião, e de que modo refletiam os tratos de Faraó com Moisés os dos políticos da atualidade?

      24 A questão suprema perante todo o universo hoje não é só a da religião. É também a do governo. Faremos bem em lembrar-nos de que foi o principal político daqueles dias que lançou na face do profeta Moisés a pergunta: “Quem é Jeová, que eu deva obedecer à sua voz?” (Êxo. 5:2) Ao fazer tal pergunta, o faraó do Egito desafiava não só o Deus da religião pura, mas também um Governante, o Governante Soberano do universo. Também, Jeová estava então prestes a estabelecer seu reinado sobre a nação de Israel. O mesmo se dá com os políticos da atualidade e seus apoiadores patrióticos. Eles não lidam apenas com o campo religioso, ao questionarem a existência de Jeová e sua capacidade como Deus. Lidam também com um governo. Hoje, lidam com a soberania de Deus conforme representada pelo Seu governo messiânico, o reino de Deus. Este é um governo real e tanto é mais alto como é mais poderoso do que o deles mesmos.

      25. (a) Por quem e desde quando tem sido pregado às nações esse governo messiânico? (b) Depois de tal aviso às nações, o que se mandará que aquele governo faça, com que efeito sobre os políticos?

      25 Especialmente desde o fim da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918, as testemunhas cristãs de Jeová têm proclamado esse governo, esse reino celestial de Deus nas mãos de seu Cristo. Portanto, durante os últimos cinqüenta e seis anos, na maior parte, este reino messiânico foi só pregado. (Mat. 24:14; Mar. 13:10) Em breve, porém, deixará de ser pregado em testemunho a todas as nações políticas. Mas, depois de tal aviso antecipado a essas nações, mandar-se-á que o reino messiânico de Jeová tome ação. Esta ação provará que Jeová é o Deus de verdadeira profecia, Inspirador das profecias bíblicas que são verdadeiras e infalíveis. O reino messiânico fornecerá esta prova pelo cumprimento daquelas profecias. Esses políticos desafiadores saberão então quem é Jeová e o que acontece aos que desprezam adorá-lo. A ação do Reino não os converterá à adoração de Jeová, mas os destruirá. — Dan. 2:44.

      26. (a) Além de destruir os manipuladores visíveis deste sistema de coisas, o que fará o Reino quanto ao deus deste sistema? (b) Os atuais súditos terrestres do Reino serão levados a que, e como?

      26 Este reino messiânico fará mais do que apenas destruir os manipuladores visíveis do atual sistema iníquo de coisas. Lançará no abismo o poder real, sim, o invisível, atrás do atual sistema de coisas, a saber, “o deus deste sistema de coisas”, Satanás, o Diabo, junto com seus demônios. (Rev. 20:1-3) O reino messiânico preservará em segurança, durante a “grande tribulação” sem precedentes, que aguarda logo a humanidade, os últimos membros remanescentes dos 144.000 co-herdeiros de Cristo e também a “grande multidão” dos atuais súditos terrestres daquele reino celestial. (2 Ped. 3:11-15; Rev. 7:9-17) Estes sobreviventes desta “grande tribulação”, na terra, serão levados pelo Reino para o novo sistema prometido de coisas, no qual Jeová será o Deus e Soberano universal.

      27. Segundo Revelação 21:3-5, que diferença fará para os habitantes da terra esse novo sistema com o seu Deus?

      27 Fará isso alguma diferença para todos os habitantes terrestres dum sistema que tem a Jeová por Deus? Não se poderia dar melhor resposta a esta pergunta do que a escrita sob inspiração em Revelação 21:3-5: “Com isso [eu, João,] ouvi uma voz alta do trono dizer: ‘Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.’ E o que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.”‘

      28. O que diremos em resposta à pergunta: “‘Quem é Jeová’, que todos devam adorá-lo?”

      28 Portanto: “‘Quem é Jeová’, que todos devam adorá-lo?” Escute, ó Faraó do antigo Egito! Escute, você de mentalidade materialista da atualidade! Jeová é o Deus que é “de tempo indefinido a tempo indefinido” e merece toda a adoração. (Sal. 90:2) Ele é o Governante Soberano de todo o universo. Ele é nosso Criador e a Fonte do reino messiânico, por meio do qual serão abençoadas todas as famílias da terra, os vivos e os mortos. — Gên. 12:3; 22:18.

      28 Cremos nisso? Mostraremos nós, os que respondemos Sim, a nossa fé por meio de obras adequadas? Neste caso, responderemos calorosamente à exortação do salmista inspirado: “Entrai, adoremos e dobremo-nos; ajoelhemo-nos diante de Jeová, Aquele que nos fez. Pois ele é nosso Deus, e nós somos o povo do seu pasto e as ovelhas da sua mão.” — Sal. 95:6, 7.

      29. Se realmente crermos nisso, a que exortação do salmista responderemos?

      [Destaque na página 618]

      “Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade . . . ‘Não é esta a espécie de Deus que queremos ter?”

      [Destaque na página 622]

      “Jeová é o Deus do Senhor Jesus Cristo, e isto em si mesmo já é um motivo muitíssimo importante pelo qual todos devem adorar a Jeová como Deus.”

      [Destaque na página 622]

      ‘Ao questionarem a existência de Jeová, os políticos da atualidade e seus apoiadores lidam com o reino de Deus. Este é um governo real e tanto é mais alto como é mais poderoso do que o deles mesmos.’

      [Foto nas páginas 620 e 621]

      Jesus Cristo negou-se a ser títere de Satanás, o Diabo, e tornar-se parte do sistema político do mundo.

      [Foto na página 623]

      O novo sistema de Jeová tornará possíveis saúde vibrante e vida eterna para todos os habitantes obedientes da terra paradísica.

  • Clérigo reconhece a verdade
    A Sentinela — 1975 | 15 de outubro
    • Clérigo reconhece a verdade

      ● Em 1961, um ministro das testemunhas de Jeová proferiu um discurso bíblico, público, numa aldeia situada nas matas das Ilhas Salomão. Entre os que ouviram o discurso estava o clérigo local. Naquela noite, a Testemunha e o clérigo falaram sobre a Bíblia por muitas horas. Depois dum estudo adicional no dia seguinte, este clérigo levantou-se diante do seu povo na igreja e disse que ia tornar-se testemunha de Jeová. Embora instasse com seu povo, para que se juntassem a ele no estudo da Bíblia, a aldeia inteira virou-se contra ele.

      Naquele tempo, ele tinha de atravessar montanhas e rios, por quatro ou cinco horas, para chegar às reuniões das testemunhas de Jeová. Mais tarde mudou-se para um lugar afastado da aldeia e construiu uma casa para si. Progrediu bem e finalmente tornou-se testemunha batizada de Jeová. Com o passar dos anos, dois homens passaram a morar perto deste ex-clérigo e concordaram em estudar a Bíblia com ele. Mas, muitas vezes perdiam seus estudos e por isso não progrediram muito. Tudo isso começou a desanimar o ex-clérigo.

      Em 1968, a Testemunha que originalmente entrara em contato com este anterior clérigo sugeriu que seria melhor para ele se se mudasse para a aldeia onde as testemunhas de Jeová realizavam suas reuniões, a fim de participar mais plenamente na obra delas. Feliz com tal sugestão, o ex-clérigo voltou à sua aldeia e anunciou que ia embora. Quanto isto chocou os habitantes! Ele havia sempre sido de boa ajuda para eles e assim não queriam que partisse. Rogaram-lhe que ficasse.

      Seu irmão carnal, antes indeciso, abandonou a igreja e logo começou a transmitir a mensagem bíblica aos outros. Aproveitando a situação, o ex-clérigo convidou os aldeões para a próxima assembléia de distrito das testemunhas de Jeová. Muitos foram assistir a ela. Impressionados com o que viram e ouviram, um número bastante grande queria ter um estudo bíblico. Enviou-se àquela região um casal que servia quais pioneiros especiais, para ajudar o ex-clérigo a cuidar das trinta pessoas que queriam estudar a Bíblia. Pouco tempo depois construiu-se um Salão do Reino. Doze pessoas já se juntaram ao anterior clérigo em ensinar a verdade bíblica a outros.

      Assim se pode ver que mesmo os homens que ensinam o erro religioso podem na realidade querer fazer o que é direito. Em tais casos, uma vez que entendem a verdade, reagem favoravelmente e começam ativamente a transmitir aos outros as boas coisas que aprenderam.

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