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JeováAjuda ao Entendimento da Bíblia
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anos, embora imperfeitos e numa condição moribunda, jamais conseguindo libertar-se das garras mortíferas do pecado. O apóstolo cristão Paulo explicou o motivo de Jeová em permitir isto, dizendo: “Porque a criação estava sujeita à futilidade, não de sua própria vontade, mas por intermédio daquele que a sujeitou [isto é, Jeová Deus], à base da esperança de que a própria criação será também liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora.” (Rom. 8:20-22) Conforme mostrado no verbete PRESCIÊNCIA, PREDETERMINAÇÃO, nada indica que Jeová tenha preferido utilizar seus poderes de discernimento para prever o desvio do casal original. No entanto, uma vez ocorrido, Jeová predeterminou os meios para corrigir tal situação errada. (Efé. 1:9-11) Este segredo sagrado, originalmente encerrado na profecia simbólica do Éden, foi, por fim, plenamente revelado no Filho primogênito de Jeová, enviado à terra para que pudesse “dar testemunho da verdade” e para que, “pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem”. — João 18:37; Heb. 2:9; veja RESGATE (REDENÇÃO).
Por conseguinte, lidar Deus com certos descendentes do pecador Adão, e abençoá-los, não indicava nenhuma mudança nos padrões de perfeita justiça de Jeová. Por assim agir, Ele não estava aprovando o estado pecaminoso deles. Uma vez que seus propósitos são inteiramente certos de se cumprir, Jeová “chama as coisas que não são como se fossem” (como ao pôr em Abrão o nome de “Abraão”, que significa “pai duma multidão”, enquanto ele ainda não tinha filhos). (Rom. 4:17) Sabendo que, no seu devido tempo (Gál. 4:4), ele proveria um resgate, o meio legal para perdoar o pecado e remover a imperfeição (Isa. 53:11, 12; Mat. 20:28; 1 Ped. 2:24), Jeová podia, de forma coerente, lidar com homens imperfeitos, herdeiros do pecado, e usá-los em Seu serviço. Isto se dava porque Ele possuía uma base justa para ‘contá-los [ou reconhecê-los]’ como pessoas justas, devido à sua fé nas promessas de Jeová e, por fim, no cumprimento de tais promessas em Cristo Jesus como o perfeito sacrifício pelos pecados. (Tia. 2:23; Rom. 4:20-25) Assim a provisão, feita por Jeová, do arranjo do resgate e de seus benefícios, fornece notável testemunho, não só do amor e da misericórdia de Jeová, mas também de sua fidelidade a seus padrões elevados de justiça, pois, por meio do arranjo do resgate, ele demonstra “sua própria justiça nesta época atual, para que fosse justo, mesmo ao declarar justo o homem [embora imperfeito] que tem fé em Jesus”. — Rom. 3:21-26; compare com Isaías 42:21; veja DECLARAR JUSTO.
Por que o ‘Deus de paz’ também luta
A declaração de Jeová no Éden, de que poria inimizade entre o descendente (ou semente) de seu adversário e o descendente da “mulher” não fez com que deixasse de ser o ‘Deus de paz’. (Gên. 3:15; Rom. 16:20; 1 Cor. 14:33) A situação, naquela época, era a mesma que nos dias da vida terrestre de seu Filho, Jesus Cristo, que, depois de referir-se à sua união com seu Pai celeste, disse: “Não penseis que vim estabelecer paz na terra; vim estabelecer, não a paz, mas a espada.” (Mat. 10:32-40) O ministério de Jesus trouxe divisões, até mesmo no seio das famílias (Luc. 12:51-53), mas isto se dava por causa de seu apego aos justos padrões e à verdade de Deus, bem como sua proclamação deles. Uma vez que muitos indivíduos endureceram o coração contra tais verdades, ao passo que outros as aceitaram, o resultado foi a divisão. (João 8:40, 44-47; 15:22-25; 17:14) Isto era inevitável uma vez se sustentassem os princípios divinos; mas a culpa cabia aos que rejeitavam o que era correto.
Assim, também, predisse-se que surgiria inimizade, porque os padrões perfeitos de Deus não permitiriam nenhuma tolerância para com o proceder rebelde do “descendente” de Satanás. A desaprovação de tais pessoas, por parte de Deus, e Sua bênção sobre aqueles que se apegavam a um proceder justo, teria um efeito divisório (João 15:18-21; Tia. 4:4), assim como se deu no caso de Caim e Abel. — Gên. 4:2-8; Heb. 11:4; 1 João 3:12; Judas 10, 11; veja CAIM.
O proceder rebelde, escolhido pelos homens e pelos anjos iníquos, constituía um desafio à legítima soberania de Jeová, e à boa ordem de todo o universo. Aceitar tal desafio exigiu que Jeová se tornasse “pessoa varonil de guerra” (Êxo. 15:3-7), defendendo seu próprio bom Nome e seus padrões justos, lutando em favor daqueles que o amam e servem, e executando o julgamento contra aqueles que merecem a destruição. (1 Sam. 17:45; 2 Crô. 14:11; Isa. 30:27-31; 42:13) Ele não hesita em usar seu poder onipotente, às vezes de forma devastadora, como no Dilúvio, na destruição de Sodoma e Gomorra, e na libertação de Israel do Egito. (Deut. 7:9, 10) E ele não receia tornar conhecidos quaisquer pormenores de sua guerra justa; não oferece desculpas, não tendo nada de que se envergonhar. (Jó 34:10-15; 36:22-24; 37:23, 24; 40:1-8; Rom. 3:4) O respeito que tem por seu próprio Nome, e pela justiça que este representa, bem como seu amor por aqueles que o amam, compele-o a agir. — Isa. 48:11; 57:21; 59:15-19; Rev. 16:5-7.
As Escrituras Gregas Cristãs apresentam o mesmo quadro. O apóstolo Paulo incentivou os co-cristãos, afirmando: “O Deus que dá paz . . . esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés.” (Rom. 16:20; compare com Gênesis 3:15.) Ele também mostrou a justiça de Deus retribuir com tribulação aos que causam tribulação a Seus servos, trazendo a destruição eterna a tais opositores. (2 Tes. 1:6-9) Isto estava em harmonia com os ensinos do Filho de Deus, que não deixou nenhuma margem de dúvida quanto à determinação intransigente de seu Pai de acabar forçosamente com toda a iniqüidade e com os que a praticam. (Mat. 13:30, 38-42; 21:42-44; 23:33; Luc. 17:26-30; 19:27) Conforme se pode observar, o livro de Revelação (Apocalipse) acha-se repleto de descrições de medidas guerreiras divinamente autorizadas. Tudo isto, contudo, pela sabedoria de Jeová, conduz, em última análise, ao estabelecimento de uma paz duradoura e universal, solidamente alicerçada na retidão e na justiça. — Isa. 9:6, 7; 2 Ped. 3:13.
Jesus Cristo evidentemente se referiu a Jeová ‘trazer punição aos descendentes posteriores dos ofensores’ quando disse aos escribas e fariseus hipócritas: “Dizeis: ‘Se nós estivéssemos nos dias de nossos antepassados, não seríamos parceiros deles no sangue dos profetas.’ Portanto dais testemunho contra vós mesmos de que sois filhos daqueles que assassinaram os profetas. Pois bem, enchei a medida de vossos antepassados.” (Mat. 23:29-32) Apesar de suas pretensões, tais pessoas demonstravam pelo seu proceder que aprovavam as ações erradas de seus antepassados, e provavam que elas mesmas continuavam entre ‘os que odiavam a Jeová’. (Êxo. 20:5; Mat. 23:33-36; João 15:23, 24) Assim, elas, diferente dos judeus que se arrependeram e acataram as palavras do Filho de Deus, sofreram o efeito cumulativo do julgamento de Deus quando, anos depois, Jerusalém foi cercada e destruída e a maior parte de sua população morreu. Poderiam ter escapado, mas preferiram não se valer da misericórdia de Jeová. — Luc. 21:20-24; compare com Daniel 9:10, 13-15.
Sua personalidade é refletida no seu Filho
Em todo o sentido, Jesus Cristo era um fiel reflexo da belíssima personalidade de seu Pai, Jeová Deus, em nome de quem ele veio. (João 1:18; Mat. 21:9; João 12:12, 13; compare com Salmo 118:26.) Jesus disse: “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer. Porque as coisas que Este faz, estas o Filho faz também da mesma maneira.” (João 5:19) Segue-se, portanto, que a bondade e a compaixão, a brandura e a cordialidade, bem como o forte amor à justiça e o ódio à iniqüidade que Jesus demonstrou (Heb. 1:8, 9), são todas qualidades que o Filho observara no seu Pai, Jeová Deus. — Compare Mateus 9:35, 36 com Salmo 23:1-6 e Isaias 40:10, 11; Mateus 11:27-30 com Isaias 40:28-31 e 57:15, 6; Lucas 15:11-24 com Salmo 103:8-14; Lucas 19:41-44 com Ezequiel 18:31, 32; 33:11.
Todo aquele que ama a justiça e que lê as inspiradas Escrituras, e que verdadeiramente chega a “conhecer” com entendimento o pleno significado do nome de Jeová (Sal. 9:9, 10; 91:14; Jer. 16:21), tem todo motivo, portanto, para amar e abençoar tal nome (Sal. 72:18-20; 119:132; Heb. 6:10), para louvá-lo e exaltá-lo (Sal. 7:17; Isa. 25:1; Heb. 13:15), para temê-lo e santificá-lo (Nee. 1:11; Mal. 2:4-6; 3:16-18; Mat. 6:9), para confiar nele (Sal. 33:21; Pro. 18:10), dizendo, junto com o salmista: “Vou cantar a Jeová durante [toda] a minha vida; vou entoar melodias ao meu Deus enquanto eu existir. Seja prazenteira a minha reflexão sobre ele. Eu, da minha parte, me alegrarei em Jeová. Dar-se-á cabo dos pecadores de cima da terra; e quanto aos iníquos, não mais existirão. Bendize a Jeová, ó minha alma. Louvai a Já!” — Sal. 104:33-35.
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JEOVÁ, DIA DE
Veja DIA DE JEOVÁ.
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JEOVÁ DOS EXÉRCITOS
Esta expressão, encontrada mais de 280 vezes nas Escrituras, traduz a expressão hebraica Yehowáh tseva’óhth. Os livros proféticos, especialmente Isaias, Jeremias e Zacarias, abrangem, sem comparação, a maioria de suas ocorrências. Paulo e Tiago, ao citarem as profecias, ou fazerem alusão a elas, empregaram tal expressão (transliterada para o grego) em seus escritos. — Rom. 9:29; Tia. 5:4; compare com Isaías 1:9.
O vocábulo hebraico tsavá’ (singular; plural: tseva’óhth) significa basicamente um exército literal de soldados ou de forças combatentes, como em Gênesis 21:22; Deuteronômio 20:9, e muitos outros textos. No entanto, o termo também é usado em sentido figurado, como em “os céus, e a terra, e todo o seu exército”, ou “o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus”. (Gên. 2:1; Deut. 4:19) A forma plural (tseva’óhth) é utilizada várias vezes como se aplicando às forças israelitas, como em Êxodo 6:26; 7:4; Números 33:1; Salmos 44:9; 60:10. Alguns peritos crêem que os “exércitos” na expressão “Jeová dos exércitos” incluem, não só as forças angélicas, mas também o exército israelita e os corpos celestes inanimados. No entanto, parece que os “exércitos” que se tem presente são, primariamente, se não de forma exclusiva, as forças angélicas.
Quando Josué viu um visitante angélico perto de Jerico e lhe perguntou se era a favor de Israel ou do lado inimigo, sua resposta foi: “Não, mas eu — eu vim agora como príncipe do exército de Jeová.” (Jos. 5:13-15) O profeta Micaías disse aos reis Acabe e Jeosafá: “Deveras vejo a Jeová sentado no seu trono e todo o exército dos céus em pé junto a ele, à sua direita e à sua esquerda”, referindo-se claramente aos filhos espirituais de Jeová. (1 Reis 22:19-21) O uso da forma plural em “Jeová dos exércitos” é apropriado, uma vez que as forças angélicas são descritas, não apenas em divisões de querubins, serafins e anjos (Isa. 6:2, 3; Gên. 3:24; Rev. 5:11), mas também como formando grupos organizados, de modo que Jesus Cristo podia falar de ter ao seu dispor “mais de doze legiões
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