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O amor cobre uma multidão de pecadosA Sentinela — 1975 | 1.° de dezembro
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nem disse: ‘Vocês não têm jeito. Eu desisto de vocês. Nunca vão aprender ser verdadeiros seguidores meus.’ Não, mas embora manifestassem tais tendências pecaminosas, Jesus os amava. Continuou a admoestá-los e a aconselhá-los. (Luc. 22:25-27) E eles finalmente aprenderam e trabalharam mais tarde unidos, sem que um deles procurasse ambiciosamente destaque e prestígio.
25. (a) Que bem resultará de deixarmos que o amor cubra pecados? (b) Por que é tão vital que tenhamos agora intenso amor um pelos outros?
25 Deveras, o amor cobre “uma multidão de pecados”. De fato, por exercê-lo — por perdoarmo-nos, ajudarmo-nos e admoestarmo-nos uns aos outros — impediremos que os pecados causem dano ou dificuldades duradouros. Nunca se esqueça do que o apóstolo Pedro escreveu sobre a importância do amor, neste tempo crítico da história: “Tem-se aproximado o fim de todas as coisas”, disse ele. “Sede ajuizados, portanto, e sede vigilantes, visando as orações. Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” Certamente é agora que precisamos exercer intenso amor. Nossa própria sobrevivência para o novo sistema justo de Deus depende de fazermos isso. — 1 Ped. 4:7, 8.
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Dê a Deus a devoção exclusiva que mereceA Sentinela — 1975 | 1.° de dezembro
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Dê a Deus a devoção exclusiva que merece
JEOVÁ DEUS merece um lugar exclusivo em nossas afeições. Há muitos motivos para isso. Ele é a Fonte da vida. Por causa de sua vontade, existem criaturas vivas. Sua maneira de governar baseia-se no amor, e suas ordens servem para promover a felicidade e o bem-estar dos que lhe obedecem. (Sal. 19:7-11) Deveras, como Criador, Fonte da vida e Legislador, Jeová Deus merece nossa devoção, nosso forte apego e amor ardente. (Rev. 4:11) Nosso amor a ele deve ser superior ao nosso amor a qualquer outro.
Dar a Jeová Deus a devoção exclusiva que merece nem sempre lhe será fácil, leitor. O serviço leal a Deus, como discípulo de Jesus Cristo, poderá trazer-lhe vitupério e ultrajes físicos. Até mesmo membros íntimos de sua família poderão voltar-se contra você, leitor. Jesus Cristo disse: “Imaginais que vim dar paz na terra? Deveras, eu vos digo que não, mas antes divisão. Pois, doravante haverá cinco divididos numa casa, três contra dois e dois contra três. Estarão divididos, pai contra filho e filho contra pai, mãe contra filha e filha contra sua mãe, sogra contra sua nora e nora contra sua sogra.” (Luc. 12:51-53) O que causa tal divisão? Ela resulta do modo como membros da família reagem diante das boas novas do reino de Deus. (Mat. 28:19, 20) Alguns aceitam as “boas novas”, ao passo que outros as rejeitam e talvez até mesmo se oponham amargamente a elas.
Sabendo disso, podemos entender as seguintes palavras de Jesus Cristo: “Quem se chegar a mim e não odiar seu pai, e mãe, e esposa, e filhos, e irmãos, e irmãs, sim, e até mesmo a sua própria alma, não pode ser meu discípulo.” (Luc. 14:26) Será que o Filho de Deus quis dizer com isso que os que se tornavam seus seguidores deviam sentir hostilidade ou aborrecimento para com sua família ou si mesmos? De modo algum. Antes, ele tornava claro que o amor à família e a si mesmo devia ocupar um lugar secundário. Se alguém não amasse Deus ainda mais do que seus parentes, não poderia suportar a oposição da família. Também, se não colocasse a vontade de Deus à frente de seus próprios desejos, faria tudo no seu poder para adotar um proceder que lhe parecesse mais vantajoso, mesmo que significasse ir contra as ordens de Deus. É evidente, pois, que só se pode ser discípulo de Jesus Cristo estando disposto a dar a Deus o primeiro lugar, o lugar exclusivo, nas suas afeições, não importa quais os obstáculos que se tenha de enfrentar em resultado disso.
O que Jesus Cristo disse sobre este assunto é similar aos princípios apresentados na lei mosaica. A Lei dizia a respeito dos membros duma família ou amigos que se negavam a dar devoção exclusiva a Jeová Deus e tentavam influenciar outros a lhe ser infiéis: “Caso teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou tua querida esposa, ou teu companheiro que é como a tua própria alma tente engodar-te às escondidas, dizendo: ‘Vamos e sirvamos a outros deuses’, . . . não deves aceder ao seu desejo, nem o deves escutar, nem deve teu olho ter dó dele, nem deves ter compaixão, nem deves encobri-lo em proteção; mas deves impreterivelmente matá-lo. Tua mão deve ser a primeira a vir sobre ele para o entregar à morte, e depois a mão de todo o povo. E tens de matá-lo a pedradas e ele tem de morrer, visto que procurou desviar-te de Jeová, teu Deus.” — Deu. 13:6-10.
Certamente, exige lealdade e devoção superiores a Deus para testificar contra um membro íntimo da família ou um amigo, e depois ser o primeiro a participar na execução dele. É claro que alguns talvez considerem isso severo demais. Mas, é mesmo?
O que aconteceria se permitisse que o parente ou amigo idólatra continuasse a viver e a influenciar outros para o mal? Levaria a conseqüências muito sérias, sim, trágicas. Entre as práticas abomináveis associadas com a idolatria encontravam-se a prostituição, o homossexualismo, a embriaguez e o sacrifício de crianças. (1 Reis 14:24; Jer. 19:3-5; Osé. 4:13, 14; Amós 2:8) Imagine quão prejudicial para a fibra moral da nação de Israel seriam tais práticas degradantes, e quanta tristeza e prejuízo causariam. Por isso, a morte do idólatra protegeria muitos contra indizíveis sofrimentos, que sua influência certamente causaria, se fosse permitida continuar.
Hoje em dia, naturalmente, os cristãos não estão autorizados a executar os idólatras. Não obstante, ainda é verdade que ceder à influência dum membro íntimo da família ou amigo para desconsiderar a lei de Deus só pode significar o desastre. É verdade que ceder assim pode trazer alívio temporário de ameaças, ultrajes e atos de violência. Mas a pessoa saberia no íntimo que estava sendo desleal a Deus e seguindo um proceder que por fim poderia resultar na rejeição divina. Até mesmo o parente ou amigo, a cuja influência se cede, sofreria uma desvantagem. Ficaria privado de ver um exemplo de vida cristã, que talvez o fizesse reexaminar sua atitude e tornar-se discípulo cristão.
O Filho de Deus deu um bom exemplo em não permitir que os parentes o influenciassem erroneamente. Em certa ocasião, seus parentes exclamaram: “Ele perdeu o juízo.” (Mar. 3:21) E apesar das obras maravilhosas que Jesus fazia, ‘seus irmãos não exerciam fé nele’. (João 7:5) Mas, a falta de fé de tais parentes não fez com que Jesus desistisse. Ele simplesmente continuou fazendo a obra de Deus. Com que resultado? Depois da morte e ressurreição de Jesus, seus irmãos evidentemente estavam no grupo de cerca de 120 discípulos que receberam o espírito santo no dia de Pentecostes de 33 E. C. (Atos 1:14; 2:1-4) Por Jesus dar ênfase às relações espirituais, não às carnais, seus irmãos finalmente obtiveram uma boa relação espiritual com Jeová Deus.
Parentes e amigos não são os únicos que poderiam fazer com que alguém deixasse de dar a Deus devoção exclusiva. Na realidade, qualquer pessoa ou coisa que assuma indevida importância na nossa vida pode levar a não estarmos exclusivamente devotados a Deus. Por exemplo, a Bíblia refere-se à cobiça como sendo “idolatria”. (Col. 3:5) Isto se dá porque o objeto do almejo da pessoa desvia de Deus a afeição e assim se torna ídolo. Tome o caso de alguém que queira destaque no mundo. Seu tempo e sua energia são inteiramente gastos no empenho de alcançar esse objetivo. Ele nem pensa em qual é a vontade de Deus neste assunto. Obviamente, não está exclusivamente devotado a Deus. Outro interesse tornou-se sua preocupação principal — o objetivo de seu amor.
Visto que Jeová Deus exige corretamente a devoção exclusiva, temos de prevenir-nos para que nada na nossa vida assuma indevida importância, expulsando nossa afeição a ele. Nada do que este mundo tenha a oferecer deve ser permitido a obscurecer nossa visão da justeza de permanecermos exclusivamente devotados a Jeová. Devemos acatar a admoestação inspirada: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:15-17) Sim, se nossa preocupação principal é dar a Jeová Deus a devoção exclusiva que merece, podemos estar certos de que ele nos favorecerá com a vida eterna.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1975 | 1.° de dezembro
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Perguntas dos Leitores
● O que querem dizer as palavras de Paulo em 1 Coríntios 7:29: “Os que tiverem esposas sejam como se não as tivessem”?
A admoestação inspirada do apóstolo Paulo faz parte duma consideração que recomenda o estado de solteiro como o proceder melhor, pelo motivo de permitir ao cristão “assistir constantemente ao Senhor, sem distração”. (1 Cor. 7:32-35) O conselho dado aos maridos, de serem ‘como se não tivessem esposa’, portanto, deve referir-se a servir a Jeová Deus com plena devoção.
Muitos casados levam a sua vida marital como se fosse a única coisa importante na vida. Preocupam-se tanto em agradar ao seu cônjuge, que as coisas espirituais, se não são completamente desconsideradas, no mínimo são negligenciadas. O marido cristão, porém, reconhece que sua relação com Deus precisa vir em primeiro lugar na sua vida. Precisa viver de todo o coração para Jeová. (Rom. 14:8) Seu amor a Deus não pode ser menos exclusivo do que o dos solteiros. Não importa o que possa surgir, não deve permitir que seu casamento interfira no seu serviço legítimo a Deus, como discípulo devoto do Senhor Jesus Cristo. Isto está em harmonia com as palavras de Jesus: “Quem se chegar a mim e não odiar [amar em grau menor] seu pai, e mãe, e esposa, e filhos, e irmãos, e irmãs, sim, e até mesmo a sua própria alma, não pode ser meu discípulo.” — Luc. 14:26; compare isso com Mateus 10:37.
Não se deve entender o conselho de Paulo como significando que os maridos cristãos não devam fazer caso de sua esposa ou tratá-la como se não existisse. Ao contrário, Paulo determinou para os cristãos em Éfeso: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta.” (Efé. 5:28, 29) De modo que o marido cristão não deve negligenciar suas responsabilidades maritais. Mas, sempre devia
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