-
O “Rei das nações” — nossa única ajudaA Sentinela — 1980 | 1.° de fevereiro
-
-
O “Rei das nações” — nossa única ajuda
“Quem não te temeria, ó Rei das nações, pois isto é próprio para contigo; porque entre todos os sábios das nações e entre todos os seus reinados, de modo algum há alguém igual a ti.” — Jer. 10:7.
1. Quem faz hoje mundialmente o clamor por ajuda, por quê?
“SOCORRO! SOCORRO!” De todos os quadrantes do globo se ouve este grito. É feito por aqueles que vêem o rumo que o mundo continua a tomar e as conseqüências desastrosas que sofrerá muito em breve. Esta perspectiva os aterroriza e lhes causa grande tristeza. Estão inclinados a dizer, assim como o profeta Jeremias pouco antes da destruição de Jerusalém, que ele predisse: “Quem dera que a minha cabeça fosse de águas e que os meus olhos fossem uma fonte de lágrimas! Então eu poderia chorar dia e noite pelos mortos da filha do meu povo [Israel].” — Jer. 9:1.
2. Em vista de que perspectiva talvez chore hoje uma pessoa compassiva?
2 Por que é que uma pessoa compassiva não devia chorar hoje em dia? Porque hoje ameaça a humanidade aquilo que foi prefigurado há muito tempo pela calamidade nacional a respeito da qual se mandou Jeremias dizer: “Ensinai . . . às vossas filhas uma lamentação, e cada mulher à sua companheira, uma endecha. Porque a morte subiu pelas nossas janelas [entrando nos nossos próprios lares]; entrou nas nossas torres de habitação, a fim de decepar da rua a criança, das praças públicas, os jovens. . . . ‘Os cadáveres do gênero humano também terão de cair qual estrume sobre a face do campo [espalhados como fertilizante] e quais gavelas de cereal recém-segado atrás do ceifeiro, sem que alguém faça o recolhimento.’” — Jer. 9:20-22.
3. Em vista da tribulação mundial claramente previsível, o que ou a quem consultam as pessoas para obter orientação?
3 Quem é que não vê à frente uma tribulação mundial, a pior de toda a história humana? Não precisamos ter a previsão profética de Jeremias, da antiguidade, para ver isso. Portanto, como é que poderemos sobreviver ao que até mesmo os observadores não-inspirados das tendências atuais do mundo estão predizendo? Diante desta perspectiva ameaçadora, até mesmo pessoas não religiosas sentem-se involuntariamente impelidas a invocar algum fator mais elevado e superior aos homens para intervir e salvar a família humana. Os governantes políticos, até mesmo os da cristandade, consultam ansiosamente médiuns espíritas e videntes. Na sua incerteza sobre mesmo uma só ação de importância, eles procuram astrólogos para consultarem seus horóscopos e interpretarem os portentos dos céus. Outros apelam para os seus deuses, suas imagens feitas de madeira, recobertas de prata e ouro, e trajadas de suntuosas vestimentas feitas à mão ou à máquina. Deve-se agora buscar ajuda de tais particularidades do costume popular, enquanto a situação mundial se torna cada vez mais ameaçadora e prenuncia uma catástrofe mundial no futuro próximo? Não! — Jer. 10:1-5.
4. Por que não é nossa única ajuda agora alguma “providência bondosa”, cega e ininteligente, e onde está a verdadeira ajuda?
4 Onde está a verdadeira ajuda? O que ou quem é a nossa única ajuda? Não é alguma “providência bondosa”, cega e ininteligente. Deve ser uma pessoa real, que vê os perigos de nossa situação tanto quanto os nossos sábios prognosticadores políticos, sim, ainda melhor do que estes homens muito inteligentes. Pois é certo que a falta de inteligência não pode ajudar com precisão a pessoas inteligentes como nós somos. Nossa única ajuda é Aquele que foi bastante inteligente para fazer todo o universo, inclusive a nós, que temos inteligência. Ele está “por cima” da situação. É Aquele a quem o profeta chamou de “Rei das nações”.
5. Como descreve o profeta nossa única ajuda, em Jeremias 10:6-8?
5 Perguntamos quem é Ele? É Alguém além de comparação, porque Jeremias disse: “De modo algum há alguém igual a ti, ó Jeová. Tu és grande e teu nome é grande em potência. Quem não te temeria, ó Rei das nações, pois isto [tal temor] é próprio para contigo; porque entre todos os sábios das nações e entre todos os seus reinados, de modo algum há alguém igual a ti. E ao mesmo tempo [as nações e seus reinados] mostram ser irracionais e estúpidos. Uma árvore [uma imagem de madeira revestida de prata e ouro, e trajada de vestimentas como um deus] é meramente uma exortação de vaidades.” — Jer. 10:6-8
6. Quais foram as primeiras duas nações mencionadas após o dilúvio dos dias de Noé, e onde indica a Bíblia se Jeová era, ou não, o seu Rei?
6 De que modo era Jeová Deus o “Rei das nações” nos dias de Jeremias? Será que as nações não-judaicas ou gentias o reconheciam como seu Rei? Fora ele quem estabelecera seus reinos ou seus reinados, suas realezas? Fora ele quem lhes dera a sua forma de governo e de leis, entrando num pacto com elas, de modo a colocá-las numa relação vigente consigo mesmo? Pois bem, as primeiras nações mencionadas pela Bíblia após o dilúvio dos dias de Noé são Babilônia (Babel) e Assíria. Devemos entender que Jeová era seu Rei? Como poderia ser assim? Pois Gênesis 10:8-12 nos diz:
“E Cus [neto de Noé] tornou-se pai de Ninrode. Ele principiou a tornar-se poderoso na terra. Apresentou-se como poderoso caçador em oposição a Jeová. É por isso que há um ditado: ‘Igual a Ninrode, poderoso caçador em oposição a Jeová’. E o princípio do seu reino veio a ser Babel [Babilônia], e Ereque, e Acade, e Calné, na terra de Sinear. Daquela terra saiu para a Assíria e pôs-se a construir Nínive, e Reobote-Ir, e Calá, e Resem, entre Nínive e Calá: esta é a grande cidade.” — veja Gênesis 2:14; 1 Crônicas 1:10.
7. Que fundo histórico, antigo, indica se Jeová era o Rei do Império Neobabilônico dos dias de Jeremias?
7 Quando os construtores de Babilônia (Babel) se empenharam em edificar sua ‘torre de Babel’ ou zigurate, para adoração religiosa, o que aconteceu para impedi-los de acabarem a obra? Ora, Jeová passou a fazer o que dissera: “Confundamos o seu idioma, para que não escutem o idioma um do outro [com entendimento].” E o resultado? Surgiram nações, falando línguas diferentes; pois lemos: “Concordemente, Jeová os espalhou dali [Babel] por toda a superfície da terra, e gradualmente eles deixaram de construir a cidade. É por isso que foi chamada pelo nome de Babel [Confusão], porque Jeová confundiu ali o idioma de toda a terra.” (Gên. 11:7-9) Obviamente, pois, Jeová não era o Rei daquele primeiro Império Babilônico, assim como tampouco era o Rei do Império Neobabilônico dos dias de Jeremias. O deus deste Império Neobabilônico era Bel ou Merodaque, (Marduque), adorado pelo Imperador Nabucodonosor. (Jer. 50:1, 2) Jeová não era deus babilônico.
8, 9. (a) A quem adoravam as outras nações gentias como seus governantes sobre-humanos? (b) Como indicou Satanás a Jesus que era aquilo que Jesus o chamou, “o governante deste mundo”?
8 Outros povos gentios tinham seus deuses nacionais, que consideravam como seus governantes e em representação dos quais faziam imagens idólatras. Por exemplo, a nação dos amonitas adorava o deus falso que chamavam de Moloque, nome que significa “Reinante” ou “Rei”. (Lev. 18:21; 20:2-5; 1 Reis 11:7; Atos 7:43) Essas nações adoravam realmente demônios ou diabos espirituais. (1 Cor. 10:20) Sobre todos estes demônios invisíveis está Satanás, o Diabo. Em 2 Coríntios 4:4, ele é chamado de “deus deste sistema de coisas”.
9 Afirmando exercer o reinado sobre todas as nações do mundo, Satanás, o diabo, procurou tentar Jesus Cristo por dizer: “Eu te darei toda esta autoridade e a glória deles [de todos os reinos da terra habitada], porque me foi entregue e a dou a quem eu quiser. Se tu, pois, fizeres um ato de adoração diante de mim, tudo será teu.” (Luc. 4:5-7) Mas Jesus negou-se a se tornar Rei humano sob o grande adversário de Deus. Por isso, pouco antes de sua morte, Jesus chamou a Satanás, o Diabo, de “governante deste mundo”. (João 12:31; 14:30; 16:11) O último livro da Bíblia, escrito sete séculos depois dos dias de Jeremias, diz que “toda a terra” adorava a Satanás, o Diabo, e sua organização política, visível, retratada como fera de sete cabeças. — Rev. 13:3, 4.
10. (a) Em que base era Jeová o Rei somente da nação de Israel, até que ela rejeitou o Messias? (b) Embora o “reino do mundo” se tornasse de Jeová e de seu Cristo, em 1914, o que se negam a fazer as nações?
10 Antigamente, os israelitas reconheciam a Jeová Deus como seu Senhor e Rei. Em harmonia com isso, o inspirado salmista passou a dizer: “Conta a sua palavra a Jacó seus regulamentos e suas decisões judiciais a Israel. Ele não fez assim com nenhuma outra nação; e quanto às suas decisões judiciais, não as conheceram. Louvai a Já [ou: Aleluia]!” (Sal. 147:5, 19, 20; 145:1, 12, 13) Por conseguinte, as nações gentias, mundanas, não eram reinos de Jeová Deus. O governo teocrático que ele estabeleceu sobre o antigo Israel, nos dias do profeta Moisés, era o único reino terrestre de Deus, até que a nação de Israel rejeitou o Filho de Deus, Jesus Cristo, como o Messias da parte de Deus. (Êxo. 15:18-21; Deu. 33:2-5; 1 Crô. 29:11, 12, 23; Mat. 21:43) Somente desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914 E.C., é que “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”; no entanto, as nações do mundo ainda se negam a ter Jeová como seu Rei. — Rev. 11:15-18.
EM QUE SENTIDO É “REI DAS NAÇÕES”?
11. De que ponto de vista dirigiu-se Jeremias a Jeová como sendo o “Rei das nações”?
11 De que ponto de vista, então, podia Jeremias dirigir-se a Jeová como sendo o “Rei das nações”? Do ponto de vista de que entre todos os que eram reis das nações e assim exerciam o reinado Ele era o Rei mais destacado. Governava como Rei dos reis, como Rei Superlativo, Aquele que domina sobre todos os outros reis. “Pois”, disse Moisés a Israel, já em 1473 A.E.C., “Jeová, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e atemorizante”. (Deu. 10:17) Mais tarde, o inspirado salmista disse ao povo de Jeová: “Agradecei ao Deus dos deuses: Pois a sua benevolência é por tempo indefinido; agradecei ao Senhor dos senhores: . . . Àquele que golpeou grandes reis: . . . e que passou a matar reis majestosos: . . . mesmo a Síon, Rei dos amorreus: . . . e a Ogue, Rei de Basã: . . . e que entregou a terra deles por herança: . . . por herança a Israel, seu servo.” (Sal. 136:2, 3, 17-22) Desta maneira, ele domina “todas as nações”, apesar de estas terem seus próprios reinados demoníacos e humanos. — Jer. 9:25, 26.
12. Como ilustrou e explicou Jeová a Jeremias que Ele era “Rei das nações”?
12 Por isso, Jeová podia dizer a Jeremias: “Vê, comissionei-te no dia de hoje para estares sobre as nações e sobre os reinos.” (Jer. 1:10) Jeová ilustrou a Jeremias que se dirigia a ele corretamente como “Rei das nações”. Jeová mandou que descesse à casa dum oleiro. Depois de o oleiro ter feito um vaso que mostrou estar estragado, remodelando então o barro num vaso que tinha a sua aprovação, Jeová disse:
“Não posso eu fazer a vós como este oleiro fez, ó casa de Israel? . . . Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. Em qualquer momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para a desarraigar, e para a demolir, e para a destruir, e esta nação realmente recuar da sua maldade contra a qual falei, também eu vou deplorar a calamidade que pensei em executar sobre ela. Mas, em qualquer momento em que eu falar a respeito de uma nação e a respeito de um reino, para a edificar e para a plantar, e ela realmente fizer o que é mau aos meus olhos por não obedecer à minha voz, também eu vou deplorar o bem que eu disse para mim fazer-lhe para seu bem.” — Jer. 18:1-10; note também Jeremias 1:10.
13. Como seguiu Jeová, o Grande Oleiro, a mesma regra declarada de ação para com o antigo Egito e para com Israel?
13 Séculos antes de se fazer esta declaração, Jeová havia favorecido a terra do Egito nos dias em que José, filho de Jacó fora feito seu administrador de gêneros alimentícios. Mas, algum tempo depois da morte de José, quando os faraós do Egito começaram a oprimir o povo de José, os descendentes de Jacó (ou Israel), e até mesmo procuraram exterminá-los, Jeová interveio. Lançou pragas sobre a terra do Egito, e destruiu Faraó e suas hostes militares, libertando Seu povo escolhido, os israelitas. (Sal. 136:10-16; Rom. 9:17, 18, 21-24) Segundo esta mesma regra de ação, quando o reino de Judá se rebelou contra o Deus de seu pacto e persistiu no seu mau caminho, Jeová, o Grande Oleiro, tomou o propósito de derrubar este reino israelita. (Jer. 18:11-17) Aqueles rebeldes até mesmo retribuíram o mal ao profeta de Jeová, Jeremias, pelo bem que procurava fazer-lhes. Ora, até mesmo conspiraram para matar Jeremias. (Jer. 18:18-20, 23) Portanto, finalmente, tornou-se satisfatório para Jeremias que os julgamentos adversos de Jeová fossem executados naqueles rebeldes. — Jer. 18:21, 22.
14. Por que devíamos hoje, individualmente, tomar a peito estes exemplos históricos dos tratos do Grande Oleiro?
14 Estes exemplos históricos são algo que todas as nações, especialmente as da cristandade, deviam hoje tomar a peito. Pelo menos nós, as pessoas comuns, devíamos fazer isso individualmente. Jeová, o Grande Oleiro, ainda é supremo, e ele está prestes a mostrar a toda a humanidade que ele ainda é “Rei das nações”. Hoje, mais do que nunca antes, são verazes as seguintes palavras de Jeremias:
“Mas [em contraste com os deuses falsos descritos pouco antes] Jeová é verdadeiramente Deus. Ele é o Deus vivente e o Rei por tempo indefinido. Por causa da sua indignação tremerá a terra, e nação alguma poderá suportar a sua verberação. Assim lhes [às nações] direis vós: ‘Os deuses que não fizeram os próprios céus e a terra são os que perecerão da terra e de debaixo destes céus.’a Ele é Quem fez a terra pelo seu poder, Aquele que estabeleceu firmemente o solo produtivo pela sua sabedoria, e Aquele que pelo seu entendimento estendeu os céus.” — Jer. 10:10-12.
15. Por que tem Jeová bons motivos para se indignar com as nações, e como expressará isso?
15 Há hoje realmente um motivo para Jeová Deus, o Criador, sentir indignação? Ora, pensemos um pouco na ampla desconsideração de suas leis, no desprezo pelo seu nome, no crime, no amor aos prazeres, em vez do amor a Deus, na imoralidade, na hipocrisia religiosa, na perseguição movida aos que hoje constituem a classe de Jeremias, e na recusa das nações de se sujeitarem ao reino de Jeová por Cristo. Certamente, em face de todas estas coisas, há todos os motivos para Jeová Deus, o Grande Oleiro, sentir-se indignado. Em breve, ele expressará isso, assim como fez nos dias de Jeremias pela destruição de Jerusalém e do reino de Judá.
16. Por que não ‘suportarão’ as nações iníquas a verberação expressa de Jeová?
16 Na sua Palavra escrita, a Bíblia, Jeová tem verberado toda a iniqüidade. Dentro em breve, destruirá as coisas que verberou. “Nação alguma” poderá suportar a sua verberação expressa. Seus “deuses”, as coisas que deificaram e idolatraram, mostrarão ser impotentes e perecerão. Seus adoradores perecerão junto com eles.
17. De quem procedem os clamores por ajuda dirigidos à nossa única ajuda, e por quê?
17 Logicamente, pois, nossa única ajuda é o único Deus vivente e verdadeiro, o “Rei das nações”. De toda a parte chegam a ele clamores por ajuda daqueles que, iguais a Jeremias, lamentam as condições ímpias, e de todos os outros, que “suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio dela”, especialmente na cristandade hipócrita. (Eze. 9:4) Seu coração se sente confrangido por causa dum “quebrantamento” similar ao descrito por Jeremias, que está prestes a sobrevir a todas as nações, pelo fato de que seus governantes não têm procurado a Jeová como sendo nossa única ajuda. (Jer. 10:19-22) Sua organização das Nações Unidas fracassará como agência de paz e segurança mundiais. Todos os planos humanos para dirigir o rumo da história e para afastar a destruição pelas mãos do Grande Oleiro mostrarão ser fúteis.
18, 19. Como é que os governantes políticos procuram dirigir os seus passos oficiais, e como se provará que não cabe a eles fazer isso?
18 Depois de examinarmos os exemplos de aviso da história, temos de concordar com Jeremias, quando disse: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” — Jer. 10:23.
19 Só porque o homem consegue andar, ele talvez pense que pode andar em qualquer direção que queira e ainda assim chegar ao seu destino. Talvez ache que Jeová Deus não tem nada que ver com o assunto. Por isso, os governantes políticos procuram dirigir os assuntos nacionais, ao passo que desconsideram as lições da história bíblica. Zombam da hodierna classe de Jeremias por predizer a calamidade mundial numa “grande tribulação”. (Mat. 24:3, 21, 22) Não prestam atenção à profecia bíblica e acham que podem decidir o resultado das questões, dirigindo seus passos para eterna paz e prosperidade. Contudo, embora andem em sentido político, econômico e religioso assim como querem, Jeová, como “Rei das nações”, fará com que tropecem na predita destruição, durante a inevitável “grande tribulação”.
20. Iguais a Jeremias, oramos a Jeová para que nos corrija até que ponto, e por quê?
20 Todos nós precisamos duma correção da parte de Deus. Por isso, queremos orar assim como Jeremias, no desejo de evitar sermos reduzidos a nada, junto com a humanidade: “Corrige-me, ó Jeová, porém, com julgamento [quer dizer, segundo as minhas necessidades]; não na tua ira [durante a grande tribulação], para que não me reduzas a nada. Derrama teu furor sobre as nações que te desconsideraram [ou: que não chegaram a conhecer-te] e sobre as famílias que nem mesmo invocaram o teu nome. Pois, [os babilônios e seus aliados] consumiram a Jacó. Sim, consumiram-no e persistem em exterminá-lo; e desolaram-lhe o lugar de permanência”. — Jer. 10:24, 25, e versão marginal segundo a NM em inglês; Sal. 79:6, 7.
21. A quem podemos deixar entregue o assunto da execução do julgamento justo sobre os que procuram exterminar-nos por causa de nosso proceder?
21 Esta oração é dirigida ao “Rei das nações”. Deixamos entregue a ele o assunto da execução de seu julgamento justo sobre os que o desconsideram e que vingativamente procuram exterminar todos os que reconhecem, e realmente apóiam, a Sua soberania universal. Fazemos nossos clamores por auxílio a ele, que é nossa única ajuda
-
-
Jeová, nossa esperança para entrar numa nova ordemA Sentinela — 1980 | 1.° de fevereiro
-
-
Jeová, nossa esperança para entrar numa nova ordem
1. Por que é que muitos praticamente já perderam a esperança na possibilidade duma nova ordem?
Quem é que não quer uma nova ordem de coisas aqui na terra? Muitos gostariam de ter uma ordem justa e mais salutar de coisas, mas há agora pouca esperança de que isso seja possível. A piora da condição moral da humanidade não lhes dá nenhuma esperança duma melhora da situação. Praticamente, já perderam a esperança, porque não se lhes apresentou nenhuma esperança verdadeira e fidedigna. Ainda não ficaram sabendo que esta nova ordem desejada foi prometida por alguém plenamente competente e que ela está agora prestes a realizar-se. O mencionado como competente é a nossa esperança. Ele é a Esperança de todos os que sinceramente anelam entrar numa nova ordem justa.
2. Segundo Jeremias 14:8, 9, o que era Jeová para a nações de Israel, mas o que parecia estar acontecendo?
2 Agora, no meio do crescente abatimento mundial, é aconselhável que nos voltemos para esta única Esperança, assim como fez o profeta Jeremias, quando a situação não parecia nada boa para a sua própria nação. No seu clamor por ajuda, Jeremias disse: “Ó tu, esperança de Israel, Salvador dele no tempo da aflição, por que te tornas como um residente forasteiro no país e como o viajante que se desviou para passar a noite? Por que te tornas como um homem surpreso, como um poderoso que não pode salvar? No entanto, tu mesmo estás no nosso meio, ó Jeová, e sobre nós é que foi invocado o teu próprio nome. Não nos desampares.” — Jer. 14:8, 9
3. Segundo Jeremias 14:22, por que há um motivo válido para nos dirigirmos a Jeová como nossa única Esperança?
3 Há uma razão sólida para fazermos hoje deste mesmo Deus a nossa Esperança. Por que dele, e não de outro? Porque ele é o Criador, controlando todas as forças e operações naturais na nossa terra e em volta dela. Conforme salientou Jeremias, quando se dirigiu a Deus, dizendo: “Acaso há entre os ídolos vãos das nações quaisquer que possam fazer chover, ou podem até mesmo os próprios céus [em que os astrólogos confiam] dar chuvas copiosas? Não és tu Aquele, ó Jeová, nosso Deus? E nós esperamos em ti, porque tu mesmo fizeste todas estas coisas.” — Jer 14:22.
4. Visto que se invocava o nome de Deus sobre a nação de Israel, o que parecia estar acontecendo, que suscitou perguntas em Jeremias?
4 Sobre o povo do antigo Israel invocava-se o nome do próprio Deus, e, por isso, devemos imaginar que deve ter tido a presença divina no seu meio. Então, por que se tornou Ele como alguém que não podia ser a “esperança de Israel”, como residente forasteiro que morava apenas temporariamente entre eles ou como viajante que apenas passava pela sua terra, que num dia está presente e no dia seguinte já se foi? Por que se havia tornado como homem perplexo diante do problema com que se confrontava, não estando em condições de resolvê-lo? Ou como um poderoso que, não obstante, é incapaz de ajudar pessoas necessitadas para salvá-las das conseqüências de seu próprio proceder? Ora, que razão para isso apresentou Jeová a Jeremias?
5. Que motivos apresentou Jeová pelo seu aparente abandono de Israel, e por que fez a comparação com o cusita e o leopardo?
5 A causa da dificuldade com os israelitas não era superficial. O desrespeito pelo seu pacto com Aquele que faz a chuva cair, Jeová, havia ficado profundo, assim como também seu desprezo pelo nome dele e sua mistura da forma pura da adoração dele com a religião das nações pagãs em sua volta. Não é de estranhar, pois, que se lhes dissesse: “‘Pode o cusita [etíope ou núbio] mudar a sua pele ou o leopardo as suas malhas? Então também vós poderíeis fazer o bem, sendo que sois pessoas ensinadas a fazer o mal. De modo que os espalharei como o restolho arrastado pelo vento procedente do ermo. Esta é a tua sorte, a tua porção medida proveniente de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘porque te esqueceste de mim e continuas a confiar na falsidade . . . teus atos de adultério e teus rinchos, tua conduta desenfreada na prostituição. Sobre os morros, nos campos, vi as tuas coisas repugnantes. Ai de ti, ó Jerusalém! Não podes ficar limpa — depois de quanto tempo mais?’” — Jer. 13:23-27.
6. O que indicavam estas declarações de fatos quanto à situação entre Jeová e Israel, e também entre ele e a cristandade?
6 Indicava tal declaração de fatos que Jeová tinha uma causa contra Israel? Indica também que ele tem uma causa contra a cristandade, que afirma ser o povo do Deus da Bíblia Sagrada? Certamente que sim! Por isso, ele declara que resolverá devidamente a causa, porque ele é o Ministro Supremo.
7. Em harmonia com Jeremias 17:1-4, quão profundamente ficaram gravados os antecedentes de apostasia e mundanismo da cristandade, trazendo que conseqüências?
7 A cristandade, em vista de sua afirmação de ser cristã, devia dar bom exemplo a todo o mundo. Mas, ela estabeleceu para si antecedentes de apostasia religiosa e de mundanismo, que são inapagáveis. Seus antecedentes são iguais aos da antiga Jerusalém e da terra de Judá:
“O pecado de Judá está assentado por escrito com um estilo de ferro. Com ponta de diamante foi gravado na tábua do seu coração e nos chifres dos seus altares [da falsa adoração], quando seus filhos se lembraram dos seus altares e dos seus postes sagrados [de idolatria] ao lado duma árvore frondosa, sobre os morros altos, nas montanhas no campo. Teus recursos, todos os teus tesouros, entregarei ao mero saque [aos executores do meu julgamento] — teus altos, por causa do pecado em todos os teus territórios. E largaste, mesmo espontaneamente, a tua propriedade hereditária que eu te dera [na Terra da Promessa]. Também eu vou fazer que sirvas aos teus inimigos na terra que não conheceste [a saber, Babilônia]; pois fostes acesos como fogo na minha ira. Ficará aceso por tempo indefinido.” — Jer. 17:1-4.
NENHUMA INTERVENÇÃO A FAVOR DA CRISTANDADE HIPÓCRITA
8, 9. Embora a cristandade ostente o nome de Cristo, por que ele não pode interceder por ela, assim como no caso do antigo Israel?
8 A cristandade ostenta o nome de Cristo. Mas, será que ele intercederá a favor de tal sistema religioso, que tem persistido em misturar ensinos bíblicos com a religião pagã por mais de 16 séculos? Não, não o fará, porque está perfeitamente de acordo com o seu Pai celestial, Jeová Deus. Ele disse: “Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço, eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (João 5:30) Seis séculos antes de Cristo, nos dias de Jeremias, Jeová disse com referência ao protótipo da cristandade:
9 “Se Moisés e Samuel estivessem de pé diante de mim, minha alma não seria para com este povo [Israel]. Seriam mandados embora de diante da minha face para que saíssem.” — Jer. 15:1.
10. Por que é que Deus teria tomado em consideração a intercessão de Moisés e Samuel, mas, agora, qual era a atitude de Jeová para com o impenitente Israel?
10 Moisés, que fora usado para dar os Dez Mandamentos a Israel, fora bem sucedido em interceder por eles. Quanto a Samuel, que veio quatro séculos mais tarde, iniciara uma série especial de profetas, que incluiu Jeremias e continuou até o profeta Malaquias. (Atos 3:22-24) Samuel também intercedeu pela nação de Israel, especialmente depois de esta ter pedido um rei humano, visível. Mas agora, mais de quatro séculos depois de Samuel, nem mesmo a intervenção dele ou a de Moisés seriam aceitas por Jeová. Fora com o Israel impenitente!
11. Ao encontro de que agentes mortíferos sairiam os impenitentes israelitas de diante da face de Jeová?
11 Fora para onde? talvez pergunte um simpatizante com a cristandade. Temos uma indicação profética sobre isso naquilo que Jeová disse a Jeremias: “E terá de se dar que, caso te digam: ‘Para onde sairemos?’, então terás de dizer-lhes: ‘Assim disse Jeová: “Quem for para a praga mortífera, para a praga mortífera! E quem for para a espada, para a espada! E quem for para a fome, para a fome! E quem for para o cativeiro, para o cativeiro!”’ ‘E eu vou comissionar sobre eles quatro famílias’ [ou quatro espécies], é a pronunciação de Jeová, ‘[1] espada para matar, e [2] os cães para arrastar, e [3] as criaturas voadoras dos céus e [4] os animais da terra para comer e para arruinar. E vou dá-los para tremor a todos os reinos da terra, por causa de Manassés, filho de Ezequias, Rei de Judá, pelo que ele fez em Jerusalém. Pois, quem terá compaixão de ti, ó Jerusalém, e quem se compadecerá de ti, e quem se desviará para perguntar pelo teu bem-estar?’ ‘És tu que me abandonaste’, é a pronunciação de Jeová. ‘É para trás [afastando-te de mim] que estás andando.’” — Jer. 15:2-6; também Jer. 16:4.
12. Quando e por quem foram feitas referências a coisas mortíferas similares com respeito à Jerusalém do primeiro século e quanto ao atual sistema de coisas?
12 Praga mortífera (ou pestilência), espada (ou guerra), fome (ou escassez de víveres) e cativeiro! Estas palavras dirigidas a Jeremias a respeito de Jerusalém durante o seu tempo do fim (647-607 A.E.C.), nos dias dele, foram também as palavras usadas por Jesus Cristo, na sua profecia a respeito do “tempo do fim” da Jerusalém do primeiro século de nossa Era Comum. (Mat. 24:3-7, 21, 22; Luc. 21:10, 11, 20-24) Também, na sua profecia no último livro da Bíblia, as mesmas coisas são trazidas à nossa atenção pelo uso de ilustrações, inclusive de feras do campo. (Rev. 6:1-8) Esta última profecia leva o cumprimento dessas calamitosas predições para além da escrita de Revelação, em 96 E.C., até o nosso “tempo do fim”, a partir de 1914 E.C. (Dan. 12:4) De modo que a profecia, no seu cumprimento final, se aplica ao atual condenado sistema de coisas, inclusive à cristandade apóstata.
13. Desde quando temos tido coisas similares em medida incomum?
13 Deve alguém de nós fechar os olhos para com o fato de que desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, temos tido guerra (a espada), fome, pestilência e também terremotos em medida incomum? Tem sido exatamente como predito, conforme ilustrado no caso da Jerusalém dos dias de Jeremias e da Jerusalém dos dias dos apóstolos de Jesus.
14. Por que não ficou a cristandade isenta do sofrimento de tais coisas calamitosas?
14 A cristandade, o antítipo moderno das apóstatas Jerusalém e Judá, não tem sido exceção ao sofrimento de tais coisas calamitosas. As orações de seus clérigos de nada lhe valeram. O motivo disso é o mesmo existente no caso dos israelitas dos dias de Jeremias: “‘Tirei deste povo a minha paz’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, a benevolência e as misericórdias’. Pois assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: ‘Eis que neste lugar, perante os vossos olhos e nos vossos dias, faço cessar a voz de exultação e a voz de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva.’” — Jer. 16:5, 9.
ESPERANÇA VÃ DE PAZ!
15. O que se esperava com respeito a Israel, nos dias de Jeremias, e que garantias davam os outros profetas aos israelitas?
15 A situação da cristandade, durante este “tempo do fim”, tem sido igual à dos israelitas durante os dias em que Jeremias lhes proclamou a mensagem de julgamento de Jeová: “Esperava-se a paz, mas não veio nenhum bem; e um tempo de cura, mas eis terror!” (Jer. 14:19) Não obstante, os clérigos da cristandade persistem em contradizer o que tem sido proclamado pelos da classe de Jeremias, a classe do “escravo fiel e discreto”, como aviso para todo o povo. Estas testemunhas ungidas de Jeová confrontam-se com a mesma situação que Jeremias, a qual ele descreveu, dizendo: “Ai! ó Soberano Senhor Jeová! Eis que os profetas lhes estão dizendo: ‘Não vereis a espada [na mão do executor da parte de Jeová] e não virá a haver fome para vós, mas é a verdadeira paz que vos darei neste lugar.’” — Jer. 14:13; Mat. 24:45-47.
16. Que palavras e atos dos clérigos fazem com que os membros das igrejas da cristandade atentem cada vez menos para o aviso dado pelas Testemunhas de Jeová?
16 Profetizar assim, que não há probabilidade duma calamidade pelas mãos de Deus, destina-se a acalmar os temores do povo. Suscita falsas esperanças no seio dos membros das igrejas da cristandade. Torna-os desprevenidos quanto ao repentino irrompimento da “grande tribulação”. Por conseguinte, virá sobre eles qual ladrão de noite, e eles sofrerão uma perda eterna. Visto que os clérigos depreciam os da classe de Jeremias e não fazem caso da mensagem oportuna deles, isso faz com que os membros das igrejas, complacentes com si mesmos, atentem cada vez menos para o aviso que Jeová dá por meio de suas testemunhas.
17, 18. (a) Por causa dos clérigos da cristandade, o que se torna para a classe de Jeremias como uma condição crônica e incurável? (b) Que atitude viu-se obrigada a adotar a classe de Jeremias para com a intimidade com os clérigos?
17 Para aprofundar a impressão causada pelas suas garantias de paz, os líderes religiosos perseguem os da classe de Jeremias e os apoiadores destes. Incitam contra eles as autoridades políticas. A perseguição e o vitupério que os da classe de Jeremias continuam a suportar já se têm tornado como que crônicos, como uma infecção incurável, pela permissão de Jeová, como se ele os verberasse. Não podem transigir com a classe clerical, nem entrar no seu grupo íntimo. Jeová é o Único a quem devem apresentar seu caso, e eles se alegram com a Sua provisão, conforme disse Jeremias:
18 “Tu mesmo o soubeste. Ó Jeová, lembra-te de mim e volta tua atenção para mim, e vinga-me dos meus perseguidores. Na tua vagarosidade em irar-te, não me tires. Nota como suporto vitupério por tua própria causa. Acharam-se as tuas palavras e eu passei a comê-las; e tua palavra torna-se para mim a exultação e a alegria do meu coração; pois o teu nome foi invocado sobre mim, ó Jeová, Deus dos exércitos. Não me sentei no meio do grupo íntimo dos que fazem pilhérias, nem comecei a rejubilar [com aqueles pilheriadores, que pensam que a paz está garantida]. Por causa da tua mão, sentei-me inteiramente à parte, pois me encheste de verberação [amargura, LXX; acabrunhamento, JP].” — Jer. 15:15-17, NM; Versão dos Setenta, edição de Bagster, em inglês, e também de Charles Thomson; The Jewish Publication Society of America, edição de 1973
19. Apesar da perseguição movida aos da classe de Jeremias, por que podem exultar e jactar-se os perseguidos?
19 A perseguição que assedia os da classe de Jeremias, igual a um padecimento crônico, não é agradável em si mesma. (Jer. 15:18) Mas os perseguidos podem exultar com a Palavra de Jeová, as Escrituras Sagradas, que foram preservadas para o nosso consolo. (Rom. 15:4) Podemos alegrar-nos de que encontramos nestas Escrituras as palavras proféticas que explicam os nossos tempos difíceis e que nos oferecem a esperança brilhante duma nova ordem após o Har-Magedon. Por isso podemos jactar-nos de Jeová. — Jer. 9:23, 24.
20, 21. (a) Por que é que o coração humano se mostra hoje muito “traiçoeiro” e “desesperado”? (b) Segundo Jeremias 17:5-8, que proceder leva à maldição de Deus e que proceder leva à sua bênção?
20 Durante esta “terminação do sistema de coisas”, quando aumenta o que é contra a lei e Jeová aguarda seu tempo para punir a iniqüidade desenfreada, o coração humano mostra ser muito “traiçoeiro”, sim, “desesperado”, ao passo que a humanidade se vê em apuros. Se procurarmos satisfazer o coração de maneira contrária ao conselho de Deus e as normas de justiça, isso trará sobre nós o seu julgamento adverso. (Jer. 17:9-11) Que nosso coração não nos engane ou induza a fazer o que não é bíblico e o insensato, sob as pressões atuais para adotar o proceder errado. Lembre-se de que o proceder que adotarmos determinará se merecemos receber uma maldição ou uma bênção. Jeová indica o proceder que leva à sua maldição e o proceder que leva à sua bênção, dizendo:
21 “Maldito o varão vigoroso que confia no homem terreno e que realmente faz da carne o seu braço, e cujo coração se desvia do próprio Jeová. E ele certamente se tornará qual árvore solitária na planície desértica e não verá quando vem o bem; mas terá de residir em lugares secos no ermo, numa terra salgada que não é habitada. Bendito o varão vigoroso que confia em Jeová e cuja confiança veio a ser Jeová. E ele certamente se tornará qual árvore plantada junto às águas, que envia suas raízes diretamente junto ao curso de água; e ele não verá o calor chegar, mas a sua folhagem mostrará ser realmente frondosa. E no ano da seca não se inquietará, nem deixará de produzir fruto.” — Jer. 17:5-8.
22. Como mostraram os israelitas dos dias de Jeremias que fizeram da ‘carne o seu braço’?
22 As pessoas vigorosas estão inclinadas a confiar no homem terreno e a depender do braço de carne para livrá-las. Não é de admirar que fiquem como uma árvore solitária num deserto seco, impregnado de sal. Fazem como os israelitas dos dias de Jeremias: Quando forças inimigas, rugindo como leão, ameaçavam aqueles israelitas, eles não recorreram ao Soberano Senhor Jeová. Voltaram-se para homens terrenos de braços poderosos, peritos na guerra violenta, para obter ajuda militar. Não se chegaram assim a Jeová para beber da água de salvação dele, como Fonte do livramento. Antes, correram para baixo ao Egito, para beber da água de salvação do rio Nilo. Ou correram para cima à Assíria, para beber da água de salvação do rio Eufrates, que por algum tempo foi dominado pela Assíria.
23. Como foi que os israelitas ‘escavaram para si cisternas que não podem conter água’, e com que resultado?
23 Desta maneira, em sentido figurativo, os israelitas sem fé passaram a ‘escavar para si cisternas, cisternas rotas, que não podem conter água’. Abandonaram a Jeová, “a fonte de águas vivas”. Por conseguinte, não receberam dele nenhuma salvação. As altamente militarizadas potências mundiais do Egito e da Assíria, de modo desapontador, não encheram as “cisternas rotas” dos israelitas com a água de salvação contra seus inimigos políticos. De modo que não receberam nenhuma água vitalizadora do Sior, o rio Nilo, nem do rio Eufrates, quando estava sob domínio assírio. Por abandonarem a Jeová, seu Deus, como Fonte de livramento, os israelitas renegados vieram a estar sob uma maldição que secava a alma. — Jer. 2:13-18.
24. No entanto, a quem dão os da classe de Jeremias e a “grande multidão” o seu respeito e em quem fixam sua esperança, e onde adoram a verdadeira fonte de águas vivas?
24 Dessemelhantes daqueles israelitas, os da atual classe de Jeremias fizeram de Jeová a sua Esperança. Respeitam o trono dele de soberania universal. Adoram-no como seu Deus, no templo ou santuário espiritual dele. Esperam nele, não em qualquer homem terreno ou em alguma potência mundial humana com armas nucleares. Lideram hoje uma “grande multidão” em ter confiança e fé em Jeová. Evitando o caminho da cristandade apóstata, dizem sabiamente: “Há o trono glorioso no alto, desde o princípio; é o lugar do nosso santuário. Ó Jeová, esperança de Israel, envergonhados [desapontados] serão todos os que te abandonam. Os que apostatam de mim serão inscritos até mesmo na terra, porque abandonaram a fonte de água viva, Jeová.” — Jer. 17:12, 13.
25. Então, por meio de que proceder entraremos na Nova Ordem sob Jesus, o Messias?
25 Abandonemos, pois, as “cisternas rotas” feitas pelos homens, as quais não contêm nenhuma água de salvação da calamidade mundial. Voltemo-nos para Jeová. Ele pode proteger-nos durante a “grande tribulação” e levar-nos a salvo para a sua nova ordem sob Jesus, o Messias.
-