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Seja vaso para uso honrosoA Sentinela — 1973 | 15 de setembro
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propensos a aceitar as sugestões dos outros nos priva da nossa própria plena força de vontade. Assim estaremos em grave perigo. O espírito do mundo está ficando cada vez mais demoníaco. Quando se brinca com entorpecentes, está-se em grande perigo de enfraquecer a integridade. Ceder mesmo apenas uma só vez ao espírito do mundo pode significar cair nas mãos dos demônios e sofrer a morte.
21. A que coisas más expõe o uso de entorpecentes?
21 A maconha e outros entorpecentes similares, bem como o excesso de bebida alcoólica, enfraquecem deveras as inibições e o domínio. Afrouxam as barreiras da moralidade. Expõem a pessoa às sugestões de más associações. Isto é um laço dos demônios. A Bíblia diz: “Como uma cidade arrombada, sem muralha, é o homem que não domina seu espírito.” (Pro. 25:28) Quando se arrombava a muralha duma cidade antiga, desapareciam suas defesas. Ela ficava exposta à invasão ao inimigo. Não se esqueça de que os demônios existem e que são nossos principais inimigos.
VERDADEIRA AUTO-ANÁLISE E ESPIRITUALIDADE
22. Precisamos usar entorpecentes para descobrir o que temos na mente e no coração?
22 Quanto à alegação de que os entorpecentes facultam a auto-análise, o que dá a salvação não é o que temos na mente e no coração humanos, mas, antes, o que está na mente e no coração de Deus. O apóstolo diz: “Pois eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não mora nada bom; porque a capacidade de querer está presente em mim, mas a capacidade de produzir o que é excelente não está presente.” (Rom. 7:18) Precisamos de uma “viagem” à irrealidade produzida pelos entorpecentes e a chamada auto-análise para saber isso, quando Deus, nosso Criador, já nos disse isso na sua Palavra?
23, 24. Onde podemos obter uma análise fidedigna de nós mesmos, com a orientação certa?
23 Naturalmente, precisamos examinar a nós mesmos e manter a mente e o coração no caminho certo. Mas quem nos conhece melhor do que nós mesmos é o Criador, quem nos pode dizer o que fazer. A Bíblia diz: “A palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” Portanto, é nisto que podemos encontrar uma análise fidedigna. — Heb. 4:12.
24 Deus, não os entorpecentes, pode encaminhar-nos para levar uma vida espiritual. Lemos na Primeira aos Coríntios 2:9-13: “‘O olho não tem visto e o ouvido não tem ouvido, nem foram concebidas no coração do homem as coisas que Deus tem preparado para os que o amam.’ Porque é a nós que Deus as tem revelado por intermédio de seu espírito, pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus.”
25, 26. (a) Como podemos ter introspeção profunda? (b) Que declaração do apóstolo Paulo nega o cristão se ele usar entorpecentes?
25 Portanto, se quisermos profunda introspeção, procuraremos seriamente receber o espírito de Deus, mediante a oração e o estudo de sua Palavra. O apóstolo prossegue: “Pois, quem dentre os homens sabe as coisas do homem, exceto o espírito de homem que está nele? Assim, também, ninguém veio a saber as coisas de Deus, exceto o espírito de Deus.” O espírito de Deus é a única coisa que pode ensinar-nos as coisas de Deus.
26 Certamente, é o espírito do mundo que impele a tantos jovens a tomar entorpecentes. Querem agradar aos seus colegas ou ser populares entre eles. Por isso, Paulo declara: “Não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito que é de Deus, para que soubéssemos as coisas que nos foram dadas bondosamente por Deus. Destas coisas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com as ensinadas pelo espírito, ao combinarmos assuntos espirituais com palavras espirituais.”
27. Em vez de tentarem fugir da realidade, o que fazem as testemunhas de Jeová?
27 As testemunhas de Jeová não procuram fugir da realidade. Vivem agora com um objetivo. ‘Transformam sua mente’ do modo em que era antes ‘modelada segundo este sistema de coisas’. (Rom. 12:2) Certo músico que levava uma vida irreal baseada em entorpecentes começou a estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová. Seus companheiros zombavam dele, escarnecendo-o: “Está recebendo uma lavagem cerebral.” Ele respondeu aptamente: “Do jeito como estão nossos cérebros, precisam duma boa lavagem.”
28. De que modo tem os que seguem o caminho da Bíblia uma esperança muito melhor do que os que procuram uma fuga por meio dos entorpecentes?
28 Sim, as testemunhas de Jeová purificaram seu modo de pensar. Apegam-se à verdade das palavras da Bíblia: “A devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” Apercebem-se também de que, conforme disse o apóstolo, seu “labor não é em vão em conexão com o Senhor”. — 1 Tim. 4:8; 1 Cor. 15:58.
29. (a) Como nos mostra Romanos 14:17 que coisas tais como os entorpecentes não nos podem ajudar a obter a bênção de Deus? (b) Como encarará e usará Deus os que procuram agora desenvolver os frutos de seu espírito?
29 Portanto, não é comer ou beber, fumar “erva” ou usar entorpecentes que torna possível a aproximação a Deus, mas é o conhecimento bíblico e fazer a vontade de Deus. Convém sempre lembrar-se do que está escrito em Romanos 14:17, quando se nos apresentam argumentos tais como os apresentados pelos que usam entorpecentes, porque sabemos que não é o que comemos, bebemos, fumamos ou ingerimos no corpo que nos torna servos de Deus ou nos traz o seu favor. O apóstolo escreveu: “O reino de Deus não significa comer e beber [e, poderia acrescentar-se, usar entorpecentes], mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo.” (Rom. 14:17) Por procurarmos os frutos do espírito de Deus, estaremos disponíveis para uso honroso por Jeová. Ele nos proverá um lugar na sua nova ordem. — 2 Tim. 2:21.
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Ser pastor — trabalho exigente mas satisfatórioA Sentinela — 1973 | 15 de setembro
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Ser pastor — trabalho exigente mas satisfatório
É UM daqueles a quem se confiou a responsabilidade de cuidar de pessoas semelhantes a ovelhas na congregação cristã? ‘Pastorear o rebanho de Deus’ não é trabalho fácil, mas é satisfatório. (1 Ped. 5:2-4) O trabalho dum pastor espiritual pode, em certos sentidos, ser comparado ao dum pastor literal.
No Oriente Médio, o pastor beduíno permaneceu na maior parte inalterado com o passar dos séculos. Ainda usa uma vestimenta comprida, tipo camisola, que quase chega até o chão. Sua capa externa, ou aba, talvez seja de pelo de camelo ou de lã grossa, fiada à mão. E ele usa na cabeça a cobertura costumeira dos árabes.
O pastor tem a responsabilidade de achar bons pastos e bebedouros adequados. Daí, caso algumas ovelhas adoeçam ou quando nasce a cria, precisa dar atenção especial. Um natural da Síria, há alguns anos atrás, contou o que viu observando pastores que cuidavam de seus rebanhos nas faldas do monte Hermom:
“Cada pastor vigia seu rebanho de perto para ver como está passando. Quando encontra um cordeirinho recém-nascido, ele o coloca nas dobras de sua aba, ou na manta, visto que é fraco demais para acompanhar a mãe. Quando tem o regaço cheio, ele coloca as ovelhinhas nos ombros, segurando-as pelas pernas, ou numa bolsa ou cesta nas costas dum burro, até que a cria possa acompanhar a mãe.”
De modo similar, o bom pastor espiritual da atenção amorosa ao “rebanho”, cuidando ternamente dos fracos ou novos na congregação. Assim imita o exemplo de Jeová Deus, cujo cuidado
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