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Por que servir a JeováA Sentinela — 1970 | 1.° de junho
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de Jeová e não aos nossos próprios egoístas. — Jer. 10:23; Sal. 100:3.
Ainda mais, Jeová Deus não só nos deu a vida em primeiro lugar, mas também sustenta a nossa vida, dando-nos a luz do sol, a chuva e tudo o mais necessário para continuarmos a viver. Segundo o apóstolo Paulo disse aos filósofos gregos no Areópago ou Colina de Marte: “Pois, por meio dele temos vida, e nos movemos, e existimos.” — Atos 17:28; Sal. 36:9; Mat. 5:45.
Servir a Jeová Deus significa simplesmente dar-lhe o que lhe é devido, o que lhe devemos. Jesus disse, portanto, de modo bem apropriado: “Pagai de volta . . . a Deus as coisas de Deus.” (Mar. 12:17) Deus nos deu a vida, e nossas faculdades e capacidades intelectuais, emocionais e físicas. Estas é que temos de pagar-lhe de volta por servi-lo. Não pode ser de outro modo. Pela própria natureza das coisas, podemos enquadrar-nos no arranjo de coisas feito por Deus somente se obedecermos aos seus dois grandes mandamentos, o de amar a Ele de todo o nosso coração, alma e mente, e de amarmos o nosso próximo como a nós mesmos. (Mat. 22:37-39) Portanto, devemos servir a Jeová Deus porque é a coisa direita, honesta e justa a fazer. Devemo-lhes nosso serviço. Pode-se dizer que este é o segundo fio na corda tríplice.
A COISA AMOROSA A FAZER
No entanto, o melhor motivo de todos para se servir a Jeová é que é a coisa amorosa a fazer; servi-lo por gratidão amorosa, não só por causa daquilo que ele tem feito por nós, mas também por causa de quem ele é.
Jeová Deus é o Senhor mais justo, mais sábio e mais amoroso a quem alguém possa servir. No antigo Israel, quando o escravo se via abençoado com um amo especialmente bondoso, amoroso e atencioso, talvez não quisesse ficar livre depois de acabar seu tempo de servidão. Neste caso, podia pedir para permanecer como escravo durante o resto de sua vida, por causa de seu amor ao seu amo bondoso. Jeová Deus é um Amo tão bondoso, amoroso e atencioso, que todas as suas criaturas, por amor a ele, deviam querer continuar como seus escravos para sempre. — Deu. 15:12-17.
Sim, já a mera gratidão amorosa devia induzir-nos a querer servir a Jeová Deus. Ele é o Dador de toda boa dádiva e de todo o presente perfeito. (Tia. 1:17) Ele mesmo é amor, a própria personificação da afeição altruísta, segundo princípios. (1 João 4:8) Ele amou o mundo da humanidade de tal maneira, que enviou seu Filho unigênito à terra, para morrer a favor da humanidade, para ser o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Conforme escreveu o apóstolo: “O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho [para morrer] . . . pelos nossos pecados.” — 1 João 4:10; João 1:29; 3:16.
Não só o amor a Jeová Deus, mas também o amor ao nosso próximo devem induzir-nos a querer servir a Jeová. O maior bem possível que podemos fazer ao nosso próximo é ajudá-lo a adquirir conhecimento de Jeová Deus e de Jesus Cristo. Por quê! Porque, conforme disse o próprio Jesus: “Isto significa vida eterna” — e que bênção maior se poderia receber do que a perspectiva de vida eterna — “que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo”. — João 17:3.
Deveras, servir a Jeová Deus é a coisa sábia a fazer, pois oferece muitas recompensas agora e no futuro. Uma razão melhor para se servir a Jeová é a de que é a coisa direita a fazer, e a melhor de todas as razões para se servir a Jeová é fazê-lo por amor, em apreço amoroso do que lhe é e do que tem feito e ainda fará por nós. Estas três razões básicas podem deveras servir como corda tríplice, tanto para induzir a pessoa a servir a Jeová, como para manter o nosso serviço a Jeová ininterrupto, sem se tomar em consideração o tempo que ainda resta a este sistema de coisas.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1970 | 1.° de junho
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Perguntas dos Leitores
● Um jornal que vi tinha uma fotografia de pastores e rebanhos num campo fora de Belém, por época do Natal. Eu pensei que era frio demais para os pastores estarem nos campos com suas ovelhas por volta de 25 de dezembro, data tradicional do nascimento de Cristo. Não é assim? — J. B., E. U. A.
Vários jornais dos Estados Unidos publicaram esta fotografia. Típico dos comentários que acompanhavam a fotografia é o do jornal Chronicle-Tribune de Marion, Indiana, em 26 de dezembro de 1968: “Soldados israelenses em busca de minas de terroristas num campo fora de Belém, na véspera do Natal, enquanto os pastores cuidam dos seus rebanhos, nos fundos. (Radiofoto da AP de Tel-Aviv.)”
Embora a legenda dissesse que a fotografia representava a “véspera do Natal”, é evidente que a fotografia foi tirada quando o sol estava alto no céu, naquele dia, pois as figuras distantes são bem iluminadas e visíveis, e as sombras são muito curtas.
O que diz a Bíblia a respeito dos pastores, perto de Belém, por ocasião do nascimento de Jesus? Lemos em Lucas 2:8: “Havia também no mesmo país pastores vivendo ao ar livre e mantendo de noite vigílias sobre seus rebanhos.” Note que os pastores realmente viviam ao ar livre, e não passeavam apenas durante o dia. Além disso, mantinham os rebanhos no campo durante a noite. Ajusta-se isso à data tradicional de dezembro, ou de princípios de janeiro, conforme crença das igrejas ortodoxas e cópticas? Não, não se ajusta! A estação fria e chuvosa perto do fim de dezembro não se harmoniza com o comentário da Bíblia a respeito do tempo do nascimento de Jesus.
Durante janeiro de 1969, o superintendente da congregação das testemunhas de Jeová na região de Belém visitou e entrevistou os pastores que apascentavam seus rebanhos no tradicional “Campo dos Pastores”. Citamos o relatório daquela entrevista:
“Perto do campo há uma grande caverna usada no inverno como abrigo para as ovelhas, as cabras e os pastores. Até a última parte de novembro, os rebanhos de ovelhas passam a noite nos campos. Durante estes meses, as famílias dos pastores se juntam a eles, armando perto suas tendas negras de pêlo de cabrito. Durante outubro e novembro, as cabras pastam junto das ovelhas durante o dia, mas à noite necessitam de proteção, e por isso são levadas à caverna.
“Com a queda maior da temperatura em fins de novembro, recolhem-se também as ovelhas ao pôr-do-sol. Os próprios pastores se acomodam junto às ovelhas e às cabras, para cuidar delas de dia e de noite. O pasto fica esparso nos campos, e por isso se alimentam os rebanhos com feno e palha armazenados. Em dias de tempo muito íngreme, todos ficam no abrigo durante as vinte e quatro horas do dia, mas em dias de sol, as ovelhas são levadas aos campos próximos, para pastar os brotos verdes que começam a surgir com o início das chuvas invernais.
“Portanto, há ovelhas e pastores que ficam na região de Belém o ano inteiro, e há dias, no inverno, em que podem ser vistos no campo durante as horas da luz do dia, quando o tempo permite. Mas as condições não permitem nenhuma atividade noturna ao ar livre.”
Por conseguinte, a fotografia em questão de modo algum transtorna a conclusão de que as condições do tempo, em volta de Belém, em fins de dezembro e princípios de janeiro, não se ajustam à descrição de Lucas 2:8. É mais razoável e em harmonia com outras evidências que Jesus nasceu por volta de 1° de outubro.
● Qual é o “idioma de Canaã” mencionado em Isaías 19:18?
Como um dos pontos na “pronúncia contra o Egito” de Isaías, o profeta predisse: “Naquele dia virá a haver cinco cidades na terra do Egito, falando o idioma de Canaã e jurando a Jeová dos exércitos.” — Isa. 19:1, 18.
Esta profecia, escrita por volta de 732 A. E. C., referiu-se ao que ia suceder depois da destruição de Jerusalém em 607 A. E. C. Os babilônios, sob
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