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  • Será que Jesus Cristo é Deus?
    Despertai! — 1972 | 22 de setembro
    • em grego sem o artigo [theos sem o artigo ho (o)] do que parece ser em inglês.”3

      Assim, apenas este texto não é conclusivo para se identificar se Jesus é verdadeiramente “Deus”, ou é um “deus” sutordinado e menor. Será que os outros poucos textos em que “Jesus é, ou poderia ser, aludido como ‘Deus’” provam que é realmente o Deus Onipotente?

      Outros Textos Bíblicos

      Conforme já foi observado, há “incerteza” de que Jesus é aquele chamado “Deus” em alguns destes textos; e outros textos são ‘altamente duvidosos’. Exemplificando, 1 Timóteo 3:16 afirma: “Deus se manifestou em carne.” (Tr) A maioria das traduções modernas, porém, reza antes “Aquele que se manifestou . . .” Isto se dá porque, conforme explica a nota marginal da Versão Normal Americana (em inglês): “A palavra Deus, em lugar de Aquele que, não repousa sobre nenhuma evidência antiga suficiente.”

      Também, não se pode provar que Jesus é aquele que é chamado “Deus” em 2 Tessalonicenses 1:12. A respeito deste texto que reza: “Segundo a graça do nosso Deus e Senhor Jesus Cristo” ‘(Herder), o teólogo Vincent Taylor afirma: “É manifesto que Paulo fala primeiro de Deus e, em segundo lugar, de Cristo.”4 O perito católico-romano Karl Rahner colocou 2 Pedro 1:1 na mesma categoria que 2 Tessalonicenses I:12, explicando que, no grego, theos “aqui e claramente separado de ‘Cristo’”.5

      Alguns contendem que a atribuição de 1 João 5:20, “Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (Al), refere-se a Jesus e, por isso, prova que ele é Deus. No entanto, Karl Rahner afirma que “deve-se notar que precisamente na Primeira Epístola de S. João ὁ ϑεός [ho theos, “o verdadeiro Deus”] tão amiúde significa certamente o Pai que se deve entender o Pai por toda a Epístola, a menos que suponhamos que alguma mudança incompreensível tenha ocorrido no sujeito a que se refere ὁ ϑεός.”5

      Outro texto que se diz mostrar que Jesus é Deus é Romanos 9:5, que afirma: “Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente: Amém.” (Al) Vincent Taylor observa que há diferenças de opinião, mas acrescenta: “Acho que a balança da opinião pende para este lado, e que não se dirige a Cristo como Deus.”4 Assim, as traduções modernas comumente vertem o texto de forma a fazer uma distinção mais clara entre Deus e Cristo.

      Em relação com Tito 2:13, a questão é se o grego deve ser vertido ‘a glória de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo’, ou, ‘a glória do grande Deus, e de nosso Salvador, Jesus Cristo’. Como observa Vincent Taylor: “Os gramáticos se situam em ambos os lados.”4 Assim, como se dá com João 1:1, apenas a gramática não é conclusiva em mostrar como o texto deva ser traduzido.

      Por conseguinte, o ensino do restante das Escrituras a respeito da identidade de Deus tem de reger a versão de certos textos — se devem representar Jesus como verdadeiramente “Deus” ou como sendo separado e subordinado ao Deus Onipotente. O que revela o exame da evidência bíblica?

      Subordinado ou Igual?

      Considere João 1:18, que reza: “Nenhum homem jamais viu a Deus; o deus unigênito, que está na posição junto ao seio do Pai, é quem o tem explicado.” Aqui Jesus é chamado “o deus unigênito”. E não está claro que é separado do “Pai” e está subordinado a ele, o Deus junto a quem usufrui uma posição seleta?

      Esta conclusão é bem evidente ao investigador objetivo das Escrituras. Martin Werner, como Professor na Universidade de Berna, observou: “Sempre que, no Novo Testamento, a relação de Jesus para com Deus, o Pai, é trazida à consideração, quer com referência a seu aparecimento como homem quer à sua condição messiânica, é concebida e representada categoricamente como subordinação.”6

      Exemplos da subordinação de Jesus a Deus são citados pelo Professor de Teologia Boobyer: Jesus “confessa ou nega os homens perante Deus (Mat. x 32f.; Luc. xii. 8); ele intercede com Deus em nosso favor e como paráclito [“ajudador”] celeste advoga nossa causa junto ao Pai (Rom. viii. 34; Heb. vii. 25; ix. 24; João ii. 1); ele é o mediador entre os homens e Deus (1 Tim. ii. 5) . . .

      “S. Paulo é bem explícito sobre isso. . . . para se citar o trecho pertinente na tradução da Nova Bíblia Inglesa: ‘. . . quando todas as coisas ficarem assim sujeitas a ele, então o próprio Filho também se tornará subordinado a Deus . . . e assim Deus será tudo em todos’ (1 Cor. xv. 28).”2

      Mas, não apenas no céu, enquanto estava aqui na terra também Jesus mostrou sua subordinação e sujeição a Deus. Por exemplo, Jesus reconheceu: “O Pai é maior do que eu”, e declarou: “Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; . . . não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” Note que a vontade de Jesus é uma, e a vontade de Deus é outra! É óbvio que Jesus não é Deus, mas é o Filho de Deus, subordinado a ele. — João 14:28; 5:30.

      Que Ação É Vital

      Talvez cresse em toda sinceridade no ensino da igreja de que Jesus é Deus, pensando que estava bem alicerçado na Bíblia. Mas, não está. Não se baseia no testemunho dos apóstolos. Como escreveu o Professor de Divindade, John Martin Creed: “Quando os escritores do Novo Testamento falam de Deus, querem dizer o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando falam de Jesus Cristo, não falam dele, nem pensam nele como Deus.”3

      É simplesmente uma tradição eclesiástica que Jesus é Deus; não é ensino bíblico. Observa o Professor Boobyer: “O fato tem de ser encarado de que a pesquisa do Novo Testamento durante, digamos, os últimos trinta ou quarenta anos, tem levado crescente número de bem conceituados peritos do Novo Testamento à conclusão de que Jesus . . . certamente jamais cria ser Deus.”2

      Todavia, as igrejas continuam a ensinar que Jesus é Deus, provocando confusão nas mentes de milhões de pessoas. Pior ainda, porém, dirigem a adoração das pessoas para outrem que não o Deus Onipotente, conduzindo-os no caminho da adoração falsa. Continuará sendo membro de uma organização religiosa que ensina que Jesus é Deus? Não continuará, se realmente desejar o favor do verdadeiro Deus, Jeová.

      Referências

      1 Soundings — Essays Concerning Christian Understanding (Sondagens — Ensaios Sobre Entendimento Cristão), editado por A. R. Vidler, página 159.

      2 Bulletin of the John Rylands Library (Boletim da Biblioteca John Rylands), Manchester, Vol. 50, Primavera de 1968, N.º 2, páginas 253, 259, 251.

      3 The Divinity of Jesus Christ (A Divindade de Jesus Cristo), de John Martin Creed, página 123.

      4 The Expository Times, janeiro de 1962, página 117.

      5 Theological Investigations, Vol. 1, de Karl Rahner, terceira impressão: 1965, páginas 136, 137.

       6 The Formation of Christian Dogma, de Martin Werner, página 125.

  • Água excepcional
    Despertai! — 1972 | 22 de setembro
    • Água excepcional

      ◆ Da próxima vez que beber um copo de água fria, ou descontrair-se numa banheira de água tépida, talvez pense na observação feita no artigo “Recursos Aquosos”, de um professor de hidrologia: “(1) A água é mais abundante do que qualquer outra substância na superfície da terra, (2) é quase que o único líquido inorgânico que pode ser encontrado na natureza, ocorrendo como gás, líquido e sólido, amiúde ao mesmo tempo, (3) a água tem um poder mais alto de solvente do que qualquer outro fluido. E estas são apenas algumas das propriedades especialíssimas da água.”

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