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  • Recorra a Jeová em busca de perspicácia
    A Sentinela — 1989 | 15 de março
    • nenhuma parte dela, e se obedecesse a ela, então agiria com perspicácia. — Veja 1 Reis 2:3.

      Como Jeová Dá Hoje Perspicácia

      12. A fim de tirar proveito da perspicácia que Jeová nos torna disponível, que três coisas se requerem?

      12 Até o nosso tempo, Jeová tem continuado a prover aos seus servos a orientação de que precisam para agir sabiamente. A fim de nos beneficiarmos neste sentido, requerem-se de nós, individualmente, diversas coisas: (1) Temos de reconhecer a organização de Jeová, assim como Josué a reconheceu. No nosso caso, tal reconhecimento envolve cooperar com a congregação cristã de ungidos, “o escravo fiel e discreto”, e seu Corpo Governante. (Mateus 24:45-47; compare isso com Atos 16:4.) E este reconhecimento envolve regularidade em assistir às reuniões. (Hebreus 10:24, 25) (2) Temos de ser diligentes no estudo pessoal da Palavra de Deus e das publicações providas pelos da classe do “escravo”, as quais nos ajudam a entendê-la. (3) Também é importante que tomemos tempo para meditar em como aquilo que aprendemos pode ser aplicado na nossa própria vida e ser usado para ajudar outros.

      13. Qual é o significado da promessa registrada em Jeremias 3:15?

      13 A respeito do tipo de supervisão e de alimentação espiritual que Jeová proveria para nós nos nossos dias, ele disse em Jeremias 3:15: “Vou dar-vos pastores de acordo com o meu coração, e eles hão de alimentar-vos com conhecimento e perspicácia.” De fato, este programa de alimentação espiritual nos daria a admirável capacidade de observar situações e discernir que proceder adotar, a fim de sermos bem-sucedidos. Quem é a fonte desta perspicácia? É Jeová Deus.

      14. Por que é que os da classe do “escravo fiel” têm perspicácia?

      14 Por que é que os da classe do “escravo fiel” têm tal perspicácia? Porque fizeram da Palavra de Deus a sua séria preocupação e porque seguem as orientações dela. Além disso, visto que se sujeitaram à orientação de Jeová, ele pôs seu espírito sobre eles, usando-os em harmonia com o Seu propósito. (Lucas 12:43, 44; Atos 5:32) Conforme escreveu há muito o salmista inspirado: “Vim a ter mais perspicácia do que todos os meus mestres, porque as tuas advertências são minha preocupação.” — Salmo 119:99.

      15. (a) Qual é o teor do conselho que a classe do “escravo” nos tem dado constantemente? (b) Há muitos anos, como era possível que a classe do “escravo” provesse o necessário “conhecimento e perspicácia” a respeito do conceito cristão sobre as transfusões de sangue?

      15 Em resposta a perguntas sobre qual a coisa certa a fazer, “o escravo fiel e discreto” sempre tem aconselhado: ‘Aplique o que está escrito na Bíblia. Confie em Jeová.’ (Salmo 119:105; Provérbios 3:5, 6) Quando as transfusões de sangue passaram a ser encaradas como tratamento médico padrão e se tornaram uma questão que confrontava as Testemunhas de Jeová, A Sentinela de 1.º de julho de 1944 (em inglês) explicou o conceito cristão sobre a santidade do sangue. Mostrou que o sangue, tanto de animais como de humanos, estava incluído na proibição divina. (Gênesis 9:3, 4; Atos 15:28, 29) Efeitos físicos colaterais não foram considerados naquele artigo; naquele tempo o conhecimento sobre eles era limitado. A verdadeira questão era, e ainda é, a obediência à lei de Deus. Atualmente, muitos se dão conta da sabedoria prática de rejeitar transfusões de sangue e um crescente número de pessoas as rejeita. Mas as Testemunhas de Jeová sempre puderam agir com perspicácia por confiar no Criador, que sabe muito mais sobre o sangue do que qualquer humano.

      16. Por que se mostrou o conselho da Sentinela sobre assuntos tais como a moralidade sexual, famílias de um só genitor e a depressão exatamente aquilo de que se precisava?

      16 Ao passo que as atitudes permissivas a respeito da moralidade sexual se tornaram cada vez mais destacadas, A Sentinela, em vez de advogar o proceder popular, tem provido sólida orientação bíblica. Esta tem ajudado muitos a proteger sua preciosa relação com Jeová e a concentrar-se na duradoura felicidade, em vez de em meros prazeres passageiros. De modo similar, artigos da Sentinela dirigidos a famílias de um só genitor e àqueles que lutam com depressão têm refletido uma perspicácia que só é possível para aqueles para quem os pensamentos de Jeová são preciosos e que oram fervorosamente: “Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus.” — Salmo 143:10; 139:17.a

      17. (a) O que sabiam os servos de Jeová com décadas de antecedência sobre o ano de 1914? (b) Embora os do povo de Deus, após 1914, ainda tivessem perguntas a respeito de pormenores, o que já sabiam que lhes dava uma sólida orientação na vida?

      17 Jeová, por meio do “escravo fiel e discreto”, também tem ajudado seus servos a reconhecer com décadas de antecedência que o ano de 1914 marcaria o fim dos Tempos dos Gentios. (Lucas 21:24, Almeida) Quando entraram na era que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, naturalmente, havia perguntas que os deixavam perplexos. Mas aquilo que já sabiam bastava para agirem sabiamente. Sabiam das Escrituras que era iminente o tempo devido de Deus para destruir o velho sistema; de modo que seria tolo depositar sua esperança nele ou deixar sua vida ser governada pelas normas materialistas dele para ser bem-sucedida. Sabiam também que o Reino de Jeová é a verdadeira solução para todos os problemas que afligem a humanidade. (Daniel 2:44; Mateus 6:33) Compreenderam claramente que todos os verdadeiros cristãos têm a responsabilidade de proclamar o Rei ungido de Jeová, Jesus Cristo, e Seu Reino. (Isaías 61:1, 2; Mateus 24:14) Em 1925, por meio do artigo “Nascimento da Nação”, da Sentinela (em inglês), foram fortalecidos por um entendimento mais claro de Revelação (Apocalipse), capítulo 12; entenderam assim o que havia ocorrido nos céus, de forma invisível aos olhos humanos. Tal perspicácia proveu uma sólida orientação para a sua vida.

      18. Que privilégio e responsabilidade temos agora, e que pergunta devemos fazer a nós mesmos?

      18 Agindo com fé, os poucos milhares que então serviam a Jeová como suas testemunhas tomaram a dianteira na pregação das boas novas do Reino estabelecido de Deus, em todas as partes do mundo. Em resultado disso, milhões de pessoas vieram a conhecer e a amar a Jeová, e têm a perspectiva de ter vida eterna. A todos nós, os que aceitamos a verdade em resultado dos trabalhos amorosos deles, foi mostrado que também temos o privilégio e a responsabilidade de participar na obra, dando a todos os que podemos contatar um testemunho cabal e continuando a fazer isso até que Jeová diga que a obra está terminada. (Revelação 22:17; compare isso com Atos 20:26, 27.) Evidencia o modo em que você usa sua vida que aprecia a perspicácia que Jeová tem provido por meio da sua organização?

      19. (a) Cite um exemplo de alguém cuja vida reflete apreço pela perspicácia que Jeová provê por meio da sua organização. (b) O que podemos aprender deste exemplo?

      19 A vida duma grande multidão de pessoas em todas as partes da terra atesta que, no caso delas, a resposta é sim. Por exemplo, considere John Cutforth. Há uns 48 anos, ele tomou a peito o conselho bíblico então, como agora, trazido à atenção pela classe do “escravo fiel”, a saber: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas. Portanto, nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte.” (Mateus 6:33, 34) Depois de anos de experiência no serviço de Jeová, o irmão Cutforth disse: ‘Uma das coisas que ficaram fortemente incutidas na minha mente é que Jeová tem uma organização na terra, dirigida por ele, que eu, como indivíduo, podia trabalhar com esta organização, e que, se seguisse plenamente sua orientação e direção, isso me daria paz, contentamento, satisfação e muitos amigos, além de muitas outras ricas bênçãos.’ Esta convicção foi repetidas vezes reforçada ao passo que ele tem usufruído uma vida plena de bênçãos espirituais nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e em Papua Nova Guiné.b Deveras, o proceder sábio para todos nós é aquele que reflete apreço pela maneira em que Jeová dá perspicácia ao seu povo. — Mateus 6:19-21.

      Previna-se Para Não Perder a Perspicácia

      20, 21. (a) Como se deu que alguns perderam a perspicácia piedosa que antes tinham? (b) O que nos ajudará a nos resguardarmos contra um proceder prejudicial?

      20 A perspicácia que Jeová provê é um tesouro a ser prezado. No entanto, devemos aperceber-nos de que, se não continuarmos no proceder que nos habilitou a adquirir perspicácia piedosa, podemos perdê-la. Lamentavelmente, é isto o que tem acontecido com alguns. (Provérbios 21:16; Daniel 11:35) Rejeitando a disciplina que tocava a eles pessoalmente, tentaram justificar o que estavam fazendo. O orgulho tornou-se um laço para eles. Começaram a encarar como bom o que a Palavra de Deus mostra ser ruim, e afastaram-se da organização de Jeová. Que lástima!

      21 A situação de tal pessoa é descrita no Salmo 36:1-3, onde lemos: “A pronunciação de transgressão para o iníquo está no meio do seu coração.” Quer dizer, seus próprios pensamentos e desejos egoístas o levaram à transgressão. “Não há pavor de Deus diante dos seus olhos”, prossegue o salmista. “Porque agiu de modo demasiadamente macio para consigo mesmo aos seus próprios olhos para descobrir seu erro, de modo a odiá-lo. As palavras da sua boca são coisa prejudicial e engano.” E com que resultado para ele? Ele ‘cessa de ter perspicácia para fazer o bem’. Convence-se realmente de que está fazendo o que é certo, e seduz outros a segui-lo. Quão vital, portanto, é que não somente tenhamos perspicácia, mas também que a resguardemos por apreciar os meios pelos quais Jeová nos habilitou a adquiri-la!

  • Perspicácia dada por Jeová
    A Sentinela — 1989 | 15 de março
    • Perspicácia dada por Jeová

      “Quanto aos que dentre o povo tiverem perspicácia, darão entendimento a muitos.” — Daniel 11:33.

      1, 2. (a) Embora os israelitas tivessem sentido a benevolência de Deus, por que se tornaram rebeldes? (b) Fazermos o que seria proveitoso para nós? (Jeremias 51:10)

      O POVO do antigo Israel sabia que Jeová era o único Deus verdadeiro. Eles haviam sido informados sobre os tratos dele com os seus antepassados, e sentiram pessoalmente a benevolência dele. No entanto, em mais de uma ocasião agiram com grave falta de perspicácia. “Foram rebeldes” para com Jeová e os representantes dele. Por quê? Porque “não se lembraram” do que ele tinha feito a seu favor. (Salmo 106:7, 13) Não era o caso de não saberem essas coisas; deixaram de ponderá-las com apreço. Em resultado disso, mostraram ser “pessoas desejosas de coisas prejudiciais”. — 1 Coríntios 10:6.

      2 Nos nossos dias, uma maneira principal em que Jeová tem separado suas testemunhas como um povo distinto é pela perspicácia que ele tem provido por meio da sua organização visível. Nosso próprio reconhecimento do modo em que Jeová guia seu povo pode ser reforçado pela recapitulação de alguns exemplos dessa perspicácia. Um deles envolve o âmago da nossa crença — a identidade do próprio Deus.

      É Deus Uma Trindade?

      3. O que habilitou os servos de Jeová, há mais de cem anos, a reconhecer a verdade sobre a identidade de Deus? (1 Coríntios 8:5, 6)

      3 A cristandade tem firmemente sustentado que aqueles que não afirmam crer na Trindade são hereges. Mas os servos de Jeová, em vez de se deixar intimidar pelos homens, têm reconhecido que, não as tradições e credos de homens não inspirados, mas as Escrituras Sagradas provêem a norma para se discernir o que é verdade. Baseados neste alicerce, lá em 1882, estes dedicados estudantes da Bíblia declararam especificamente em A Sentinela (em inglês): “Nossos leitores se apercebem de que, ao passo que cremos em Jeová e em Jesus e no Espírito santo, rejeitamos, como totalmente antibíblico, o ensino de que estes sejam três Deuses em uma só pessoa, ou, conforme alguns expressam, um só Deus em três pessoas.” — João 5:19; 14:28; 20:17.

      4. (a) Pela pesquisa a fundo, o que discerniu o povo de Jeová sobre a base da doutrina da Trindade e sobre o efeito de tal ensino? (b) Por que deu Jeová tal perspicácia aos seus servos?

      4 Estes amantes da verdade bíblica pesquisaram o assunto a fundo e viram que a crença trinitária se arraíga em religiões não-cristãs. Pelo estudo cuidadoso das Escrituras, chegaram também a reconhecer que, quando certos textos bíblicos pareciam apoiar idéias trinitárias, isto se dava por causa dos conceitos tendenciosos dos tradutores, não por causa do que os manuscritos mais antigos nas línguas originais diziam. Reconheceram que este ensino que ostensivamente honra a Jesus na realidade contradiz os ensinos dele e desonra a Jeová. Neste respeito, o acima mencionado número da Sentinela disse: “Cabe a nós, pesquisadores da verdade, agir com honestidade com nós mesmos e com a Palavra de nosso Pai, a qual é capaz de nos fazer realmente sábios. Portanto, desconsiderando as tradições e os credos de homens não-inspirados e de sistemas corruptos, apeguemo-nos ao padrão de palavras salutares recebido de nosso Senhor e dos Apóstolos.” Visto que eles realmente amavam a verdade e davam atenção, não meramente a alguns versículos favoritos da Bíblia, mas à inteira Palavra de Deus, Jeová deu-lhes uma perspicácia que inconfundivelmente os diferenciava da cristandade. — 2 Timóteo 3:16, 17; veja a Tradução do Novo Mundo com Referências, página 1520, seção 6B.

      O Legítimo Lugar do Nome de Deus

      5. O que tem estado por detrás da tendência de se omitir o nome pessoal de Deus de traduções da Bíblia? (Revelação 22:18, 19)

      5 Considere um segundo exemplo: Quando traduções da Bíblia, em crescente número, obscureciam ou omitiam completamente o nome pessoal de Deus, a Sociedade Torre de Vigia dava cada vez mais ênfase à importância deste nome. A cristandade argumentava que a remoção do nome Jeová daria ao Evangelho um atrativo mais universal, mas os servos ungidos de Jeová discerniram quem estava por detrás desta trama de remover das Escrituras Sagradas o mais importante nome de todos. (Veja Jeremias 23:27.) O povo de Deus dava-se conta de que isto era instigado pelo Diabo, para eliminar da memória humana o nome do verdadeiro Deus.

      6. Em contraste com o proceder da cristandade, o que fizeram os verdadeiros servos de Deus para magnificar o nome dele? (Atos 15:14)

      6 Em contraste com o rumo seguido pela cristandade, A Sentinela, desde o seu primeiro ano de publicação em inglês (1879), deu destaque ao nome divino, JEOVÁ. Em 1926, esta revista publicou o artigo: “Quem Honrará a Jeová?” (Salmo 135:21) Em 1931, os estudantes da Bíblia, associados com a Sociedade Torre de Vigia, adotaram o nome Testemunhas de Jeová. (Isaías 43:10-12) Chegaram também a reconhecer mais plenamente a grande importância da santificação do nome de Jeová. (Isaías 12:4, 5) Em 1944, começaram a publicar a Versão Padrão Americana da Bíblia (em inglês), a qual inclui o nome Jeová mais de 6.800 vezes. No entanto, em conexão com a publicação da Bíblia, o que mais se destacou foi a publicação da Tradução do Novo Mundo, a partir de 1950. Ela dá ao nome divino o seu devido lugar, tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Escrituras Gregas Cristãs.

      7. Como influiu beneficamente a muitos a ênfase dada ao nome de Deus e tudo o que está associado com ele?

      7 A ênfase que assim se tem dado ao nome pessoal de Deus tem deleitado milhões de amantes da justiça em todo o globo. Isto os tem ajudado a reconhecer o verdadeiro Deus como Pessoa. E ao passo que chegaram a conhecer os modos de ele agir, puderam comportar-se com circunspeção, ou perspicácia. — Miquéias 4:2, 5.

      É a Alma Humana Imortal?

      8. Logo cedo na história moderna das Testemunhas de Jeová, o que aprenderam sobre a alma e sobre a condição dos mortos?

      8 Agora, um terceiro exemplo: Logo cedo na história moderna dos servos de Jeová, o amor pela Palavra de Deus abriu-lhes os olhos para com outras verdades importantes. Há mais de um século, “o escravo fiel e discreto” entendeu corretamente que a alma não é algum espírito inteligente e separável que habita nos humanos, mas que ela é a própria pessoa. (Mateus 24:45-47) Em 1880, A Sentinela (em inglês) analisou as palavras das línguas originais transliteradas Seol e Hades na Bíblia, e concluiu que elas designam a sepultura comum da humanidade. Salientou também que as pessoas destinadas à Geena eram destruídas, não atormentadas. — Veja também a Tradução do Novo Mundo com Referências, páginas 1513-15.

      9. Em 1894, o que disse A Sentinela a respeito da origem do ensino de que a alma humana é inerentemente imortal?

      9 Em 1894, A Sentinela (em inglês) levantou a pergunta: “Donde surgiu essa idéia popular de que todos os seres humanos possuem inata e inerentemente a imortalidade?” Com perspicácia, respondeu: “Ao percorrermos as páginas da história, verificamos que, embora a doutrina da imortalidade humana não seja ensinada pelas testemunhas inspiradas de Deus, ela é a própria essência de todas as religiões pagãs. . . . Portanto, não é verdade que Sócrates e Platão foram os primeiros a ensinar essa doutrina: ela tinha um instrutor anterior a qualquer dos dois, e um ainda mais hábil. Eles, porém, poliram a doutrina . . . e fizeram dela uma filosofia, e assim a tornaram mais sedutora e aceitável para a classe instruída dos seus dias, e desde então. O primeiro registro deste ensino falso se encontra na história mais antiga conhecida pelo homem — a Bíblia. O falso instrutor foi Satanás.”a

      10. Que maus efeitos resultaram das mentiras religiosas sobre a alma e sobre a condição dos mortos, mas o que se fez para ajudar pessoas razoáveis?

      10 Pela propagação da falsidade de que todos os humanos têm uma alma imortal e que os iníquos serão para sempre atormentados num inferno de fogo, Satanás difamou e blasfemou o nome de Deus. O primeiro editor da Sentinela (em inglês), C. T. Russell, reconheceu isso. Ele viu que pessoas inteligentes rejeitavam a idéia dum tormento eterno, mas, lamentavelmente, também rejeitavam a Bíblia, porque pensavam que ela fosse a fonte de tal doutrina desarrazoada. A fim de afastar o nevoeiro da Era do Obscurantismo da mente de pessoas razoáveis, conforme o irmão Russell o expressou, ele proferiu o notável discurso público “Ida e Volta ao Inferno! Quem Está Lá”.

      11. (a) Quando o espiritismo passou a ter destaque, que alerta foi dado pela classe do “escravo fiel”? (b) Quem foi beneficiado por este alerta, e como?

      11 Aquela era uma época em que o espiritismo passava a obter destaque. Mas os da classe do “escravo fiel”, com a perspicácia que Jeová tornara possível por meio da Sua Palavra, discerniram que os supostos espíritos dos falecidos, com quem as pessoas se comunicavam, na realidade eram demônios. Apresentaram-se fortes argumentos bíblicos, em discursos públicos e em forma escrita, com o fim de abrir os olhos de pessoas sinceras ao perigo do envolvimento em práticas espíritas. (Deuteronômio 18:10-12; Isaías 8:19) Em resultado desta perspicácia que Jeová dera aos seus servos, muitos milhares de pessoas em todo o globo foram libertos do medo dos mortos, da prática do espiritismo e dos costumes aviltantes associados com o espiritismo.

      Conduta Cristã num Mundo Turbulento

      12, 13. (a) Explique Daniel 11:32, 33. (b) Quais são algumas das verdades bíblicas básicas que constituem a base para o entendimento transmitido pelos ‘que têm perspicácia’?

      12 O profeta Daniel indicou que os servos de Deus manifestariam perspicácia com relação a mais um quarto assunto, uma questão vital — a neutralidade. Depois de descrever em pormenores a luta entre proeminentes facções políticas do mundo, Daniel 11:32, 33, diz: “Os que agirem iniquamente contra o pacto, ele levará à apostasia por meio de palavras macias.” Quer dizer, o totalitário rei do norte leva à apostasia aqueles que professam ser cristãos, mas que amam o mundo, querem a aprovação deste e assim tratam com desprezo o pacto de Jeová para um Reino, no qual Jesus Cristo governará toda a terra. “Mas”, prossegue Daniel, “quanto ao povo que conhece seu Deus, eles prevalecerão e agirão com eficiência. E quanto aos que dentre o povo tiverem perspicácia, darão entendimento a muitos.”

      13 A perspicácia necessária para lidar sabiamente com as condições muitas vezes turbulentas que nos cercam baseia-se no reconhecimento de verdades básicas da Bíblia. Com a orientação de Jeová, os da classe do “escravo fiel” têm discernido estas verdades. Uma delas é o fato de que, conforme Jesus mostrou, o governante invisível deste mundo é Satanás, o Diabo. (Lucas 4:5-8; João 12:31) Em harmonia com esta verdade, 1 João 5:19 acrescenta que não apenas uma ou outra facção, mas “o mundo inteiro [toda a humanidade fora da verdadeira congregação cristã] jaz no poder do iníquo”. (Revelação 12:9) Visto que Jesus disse que seus seguidores “não fazem parte do mundo”, isto requer da parte deles a neutralidade cristã. — João 17:16.

      14. (a) Que questões oportunas foram trazidas à atenção dos servos de Jeová em 1939 e em 1941? (b) Como ajudou esta perspicácia as Testemunhas de Jeová a agir sabiamente?

      14 Portanto, era oportuno que, ao passo que se enegreciam as nuvens da Segunda Guerra Mundial na Europa, a questão da neutralidade cristã fosse destacada na Sentinela de fevereiro de 1940 (em inglês: 1.º de novembro de 1939). Com este assunto relaciona-se outra verdade fundamental — a importância da questão da soberania universal e do papel desempenhado pelo Reino messiânico na solução desta questão. Apropriadamente, em 1941, esta questão foi destacada num discurso num congresso das Testemunhas de Jeová em S. Luís, Missouri, EUA, e de novo, no ano seguinte, no livro O Novo Mundo (em inglês, e posteriormente em outras línguas). Quanta proteção essa perspicácia piedosa tem provido aos servos de Jeová neste mundo dividido e belicoso! Embora os sistemas religiosos da cristandade tenham sido fragmentados por se terem deixado envolver em lutas internacionais e em movimentos guerrilheiros para derrubar governos, as Testemunhas de Jeová, em todos os países, têm continuado unidamente a devotar-se à divulgação do Reino de Jeová como a única esperança da humanidade. Têm-se mantido ocupadas na obra salvadora de vidas que Jesus Cristo predisse ao dizer: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14.

      Cumprimento de Profecias Bíblicas

      15. Por que têm tido perspicácia os servos de Jeová?

      15 Por que têm tido os servos de Jeová tal perspicácia? Porque têm plena confiança na Palavra escrita de Deus, obedecem a ela e têm sobre si o espírito de Jeová. Isto os tem também habilitado a entender profecias bíblicas vitais, e este é o quinto ponto que iremos considerar.

      16, 17. (a) Por que diferem às vezes as datas usadas pelas Testemunhas de Jeová daquelas fornecidas por historiadores seculares? (b) Que proveito tiraram as Testemunhas de Jeová da sua confiança na Bíblia com respeito à datação do 20.º ano de Artaxerxes e o tempo da destruição de Jerusalém pelos babilônios?

      16 Historiadores seculares, confiando na sua interpretação daquilo que em alguns casos são fragmentos de tabuinhas desenterrados por arqueólogos, concluíram que 464 AEC foi o primeiro ano do reinado de Artaxerxes Longímano, e que 604 AEC foi o primeiro ano do reinado de Nabucodonosor II. Se isso fosse correto, então o 20.º ano de Artaxerxes começaria em 445 AEC, e a data da desolação de Jerusalém pelos babilônios (no 18.º ano de reinado de Nabucodonosor) cairia em 587 AEC. Mas, se um estudante da Bíblia usar essas datas ao calcular o cumprimento de profecias, ele simplesmente ficará confuso.

      17 As Testemunhas de Jeová se têm interessado nos achados dos arqueólogos conforme se relacionam com a Bíblia. No entanto, quando a interpretação desses achados entra em conflito com declarações explícitas da Bíblia, aceitamos com confiança aquilo que as Escrituras Sagradas dizem, quer em questões relacionadas com a cronologia, quer com outro tópico. Em resultado disso, os servos de Jeová já há muito reconhecem que o período profético que começou no 20.º ano de Artaxerxes deve ser contado a partir de 455 AEC, e, assim, que Daniel 9:24-27 aponta fidedignamente para o outono setentrional do ano 29 EC como o tempo da unção de Jesus como o Messias.b Pelo mesmo motivo, deram-se conta de que a profecia de Daniel, capítulo 4, a respeito dos “sete tempos”, começou a contar em 607-606 AEC e que ela fixava o outono de 1914 EC como o ano em que Cristo foi entronizado no céu como Rei reinante, e em que este mundo entrou no seu tempo do fim.c Mas eles não teriam discernido esses cumprimentos emocionantes de profecia se tivessem vacilado na sua confiança na inspiração das Escrituras Sagradas. Assim, a perspicácia que demonstraram ter estava diretamente associada com a sua confiança na Palavra de Deus.

      18. O que promete Isaías 65:13, 14, a respeito da condição espiritual dos servos leais de Jeová?

      18 Contrastando a condição espiritual dos seus servos leais com a das pessoas e dos grupos que prontamente rejeitam as Escrituras a favor daquilo que no momento é popular, Jeová diz: “Eis que os meus próprios servos comerão, mas vós passareis fome. Eis que os meus próprios servos beberão, mas vós passareis sede. Eis que os meus próprios servos se alegrarão, mas vós passareis vergonha. Eis que os meus próprios servos gritarão de júbilo por causa da boa condição do coração, mas vós fareis clamores por causa da dor de coração e uivareis por causa do puro quebrantamento do espírito.” — Isaías 65:13, 14.

      19. (a) Primariamente, por que meio provê “o escravo fiel e discreto” explicações das Escrituras? (b) Que tipo de programa de estudo nos habilitará a tirar pleno proveito do alimento espiritual?

      19 Conforme mostrou esta breve recapitulação histórica, é por meio das colunas de A Sentinela que o “escravo fiel e discreto” de Jeová nos tem provido explicações de verdades bíblicas vitais. A Sentinela é o instrumento principal usado pela classe do “escravo” para prover alimento espiritual. Aproveita-se você disso plenamente? Lê todos os números, e inclui seu programa de estudo a verificação dos textos mencionados, mas não citados? Toma também por hábito meditar no que estudou, aumentando seu apreço disso, considerando como deve influir na sua atitude, nos seus desejos, nas suas atividades diárias e nos seus objetivos na vida? Fazer isso pode constituir um grande fator quando toma decisões baseadas na genuína perspicácia que somente Jeová tem dado.

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