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Deus preza os humildesA Sentinela — 1973 | 15 de agosto
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Deus preza os humildes
“Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” — Tia. 5:11.
1. Quão amplamente difundida está a adoração de Jeová Deus, e como se relaciona isso com Tiago 5:11?
ESTA declaração atraente: “Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso”, recomenda-nos Jeová, não importa quem sejamos. Certamente queremos ser tratados de modo ternamente afetuoso e misericordioso, especialmente por Aquele a quem reconhecemos e adoramos como Deus Supremo. Muitos, em toda a terra, decididamente adoram a Jeová Deus e derivam muito consolo e confiança do reconhecimento da misericórdia e da terna afeição de Jeová. Os assim abençoados são duma grande variedade; de fato, são tão diversos como os leitores desta revista. Ao considerar agora este assunto que se lhe apresenta na sua própria língua e que lhe é feito disponível em sua própria localidade, poderá ter certeza de que outros, diferentes de si mesmo, morando em outra parte, com costumes e formação diferentes, também pensam nestas palavras do escritor bíblico Tiago. Tiago era discípulo de Cristo Jesus e por isso era cristão, e adorador e testemunha de Jeová, o Deus e Pai de Jesus Cristo.
2. Em que períodos da história mostraram-se as qualidades amorosas de Jeová? Para com quem?
2 As qualidades amáveis de Jeová manifestaram-se em toda a história para com os que o adoram, tanto no passado com no presente. De fato, ao fazer seu comentário a respeito das ternas afeições e da misericórdia de Jeová, Tiago referiu-se aos profetas de Deus nos tempos antigos. Mencionou que haviam sido pacientes e haviam suportado o mal, ao falarem em nome de Jeová, como seus profetas e suas testemunhas. Tiago disse no Tia. capítulo 5, versículo 11: “Eis que proclamamos felizes os que perseveraram. Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” Isto é verdade; o resultado, para Jó, foi deveras evidência da misericórdia e do amor leal de Jeová para com seu servo fiel Jó, que manteve a sua integridade para com Jeová. É apropriado que não só o escritor bíblico Tiago, mas também nós, neste tempo, reconheçamos os fatos da história religiosa e nos demos conta de como Jeová trata com homens de integridade e como usa de misericórdia e de terna afeição para com eles. Vêem-se estes bons resultados agora naqueles da humanidade que reconhecem os tratos misericordiosos de Jeová e agem concordemente.
3. Em que sentido diferem as pessoas?
3 Estes dias difíceis em que vivemos têm muita coisa dura e impiedosa. As circunstâncias que cercam os homens produzem toda espécie de frustração pessoal. Isto se dá porque as pessoas têm toda espécie de formação, são de ‘toda sorte’. Esta variedade de formações e de circunstâncias das pessoas é realmente ampla. Alguns tiveram muita instrução, outros menos e ainda outros relativamente pouca. Alguns têm uma origem racial, outros outra, e, naturalmente, há muitas nacionalidades e ainda maior número de línguas usadas pelas pessoas. A situação social varia de pessoa em pessoa, assim também como as capacidades físicas e mentais. Embora todos tenhamos herdado a imperfeição e por isso realmente não tenhamos esperança de vida além das provisões feitas por Jeová Deus, o alcance da transgressão individual dos requisitos de Deus varia de pessoa em pessoa. Não parece haver fim da variedade de formações e situações da humanidade.
4. A diversidade das pessoas resulta em que, com respeito a Palavra de Deus?
4 O resultado é que, quando as pessoas se vêem confrontadas com a Palavra de Deus, reagem de modos diferentes. Alguns não reagem em apreço amoroso das provisões do Criador, porque são orgulhosos demais, satisfeitos demais com si mesmos ou arrogantes demais. E, por outro lado, há os que se sentem tão humildes, que se consideram inadequados para receber as ternas afeições e a misericórdia de Jeová. É evidente que pessoalmente é ainda de outra espécie — nem satisfeito demais consigo mesmo, nem deprimido demais para se empenhar por aquilo que Jeová lhe oferece e para aceitá-lo. Sim, observa que tem realmente um interesse nas qualidades misericordiosas e amorosas de Jeová Deus.
O QUE É DE MÁXIMA IMPORTÂNCIA AGORA?
5. O que se mostra aqui ser mas importante do que a formação da pessoa?
5 Quanto mais aprender da Palavra provida pelo Deus misericordioso, a Bíblia Sagrada, tanto mais compreenderá e reconhecerá que, em toda ela, ensina-se que está ou pode estar incluído nas bênçãos de Deus. É importante saber que não é sua formação, mas, antes, que aquilo que conta é sua atitude agora e sua reação agora ao que Jeová proveu e tornou disponível a literalmente toda espécie de pessoas, inclusive os humildes.
6. Que grande oportunidade devem todos aproveitar?
6 Mostra-se repetidas vezes que Jeová habilita amorosamente pessoas de todo tipo de formação a se harmonizar com ele, por meio de Cristo Jesus. Por exemplo, 1 Timóteo 2:3-6 declara: “Isto é excelente e aceitável à vista de nosso Salvador, Deus, cuja vontade é que toda sorte de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento exato da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos — isto é o que se há de testemunhar nos seus próprios tempos específicos.” Em vista disso, a que “sorte” de homens se nega a oportunidade de ser salvos e de obter um conhecimento exato da verdade! A nenhuma! De modo que todos devem aproveitar-se da oferta divina. Ninguém deve pensar tanto de si mesmo que não se aproveite da provisão de Deus, e, ao mesmo tempo, ninguém deve pensar tão pouco de si mesmo, que se ache inadequado para receber e aprender a verdade, e para se aplicar finalmente a ele o “resgate correspondente por todos”, a fim de que seja salvo da herança da imperfeição, do pecado e da morte. Isto também é importante.
APERCEBE-SE DA SUA NECESSIDADE ESPIRITUAL?
7. Qual é o conceito correto sobre nossas necessidades espirituais?
7 Quando Cristo Jesus, “o qual se entregou como resgate correspondente por todos”, ministrou na terra antes de sua morte em sacrifício, ele declarou: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual, porque a eles pertence o reino dos céus.” (Mat. 5:3) Os cônscios de sua necessidade espiritual, ou os que são “pobres quanto ao espírito” (The Kingdom Interlinear Trasnlation), não são mostrados aqui como rejeitados por serem pobres em espírito, mas, antes, são declarados felizes, sendo amados por Deus, prezados por ele. Por quê? Porque estão cônscios de sua necessidade e aceitam as provisões de Jeová para satisfazer sua necessidade espiritual. Não são tão espirituosos ao ponto de serem altivos. Se este fosse o caso, enganariam a si mesmos, pensando que estão acima das provisões de Jeová. Não, mas por serem humildes quanto ao espírito e se darem conta de que, iguais aos outros da humanidade, têm uma necessidade que só pode ser satisfeita pelas provisões de Jeová, formam o conceito correto sobre si mesmos nesta questão. Não se deixam desviar por alguma idéia errônea que talvez tenham por causa de sua formação específica. É muito sadio pensarmos assim, não importa quem sejamos e não importa onde na terra vivamos.
AS PROVISÕES AMPLAS DE JEOVÁ
8. Quão amplas são as provisões de Jeová?
8 A Palavra de Deus e os propósitos de Jeová especificados nela não se destinam apenas a certa raça, nacionalidade ou povo. O fato é que pessoas de todas as origens raciais são aceitáveis a Deus e são amadas por ele, e ele faz provisões generosas para todos. Uma declaração profética neste sentido encontra-se no capítulo 7 de Revelação: “Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” “Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” — Rev. 7 Vers. 9, 10, 16, 17.
9. Para nos assegurarmos do cuidado de Jeová, conforme declarado em Revelação 7:16, 17, que requisito temos de satisfazer?
9 Aqui se pode ver novamente o alcance amplo das provisões de Jeová, estendendo-se à sua pessoa, não importa de que ‘nação, tribo, povo ou língua’ seja. Quaisquer que sejam a fome ou sede literais ou figurativas que talvez sinta por causa da situação cruel e impiedosa do mundo, achará nesta promessa profética a garantia de que não terá fome, nem sede espirituais, nem sentirá o calor da ira dele, se atribuir humildemente a salvação a Jeová. Faz isso? Atribue a salvação a Deus? Se não, por que não? Há realmente qualquer motivo válido para não se fazer isso? Se tiver fome e sede da justiça, decididamente poderão fazer-se provisões para sua pessoa, conforme Jesus declarou adicionalmente em Mateus 5:6: “Felizes os famintos e sedentos da justiça, porque serão saciados.”
UM ARRANJO DE ESTILO FAMILIAR
10. Que particularidades atraentes encontram-se nas famílias?
10 A arranjo familiar é uma coisa que varia de lugar em lugar, segundo os costumes e hábitos dos povos diferentes. Em geral, na boa família há uma relação prestimosa e agradável entre os diversos membros. Isto se dá especialmente na família em que todos são adoradores de Jeová Deus, e em que todos aplicam os requisitos e a orientação dele na sua vida familiar. Outra coisa a respeito das famílias em geral é que se compõem duma diversidade de pessoas; pode haver bebês, crianças, adultos, pessoas de meia-idade e as já muito idosas, na mesma família. Embora cada uma delas seja de diversos modos diferente das outras, todas tem seu lugar no arranjo familiar e não há motivo para uma delas sentir-se inferior aos olhos de Deus ou do homem.
11. (a) Que arranjo é similar a uma família, e em que sentidos? (b) Que melhoras são possíveis dentro da “família” cristã?
11 Os da “grande multidão” mencionada no capítulo sete de Revelação são introduzidos num arranjo similar ao duma família. Há motivo para os neste arranjo cristão de estilo familiar sentirem-se inferiores por causa da idade avançada, de impedimentos, da falta de instrução, de timidez ou da falta de capacidade em comparação com os outros na família? Não, não há motivo para se sentirem inferiores, embora a pessoa possa esforçar-se para vencer suas limitações. De modo que, se sua formação tiver resultado em que agora tenha impedimentos, quaisquer que sejam, deve lembrar-se de que, se agora for fiel a Jeová Deus, poderá fazer mudanças e ser duma ‘sorte’ adequada à sua profissão cristã. Um modo em que as Escrituras expressam esta mudança encontra-se em Efésios 4:23, 24: “Deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” (Veja também Romanos 12:2.) Não é isto animador e também atraente para alguém que deseja melhorar a ‘sorte’ de pessoa que é!
ESFORÇO GENUÍNO
12. Que esforço da nossa parte é necessário?
12 A sinceridade de alguém em ter um bom desejo revela-se, em parte, no esforço que faz, empenhando a mente e o coração, e esforçando-se a alcançar este objetivo. Embora requeira um esforço da sua parte, não o faz na sua própria força, não o faz em desconsideração da provisão que Jeová fez por meio de Cristo Jesus para suprir a necessidade espiritual da qual está cônscio. Veja como isto é declarado em 1 Timóteo 4:10: “Pois, para este fim estamos trabalhando arduamente e nos esforçamos, porque baseamos a nossa esperança num Deus vivente, que é Salvador de toda sorte de homens, especialmente dos fiéis.” Portanto, “toda sorte de homens” precisa empenhar-se arduamente e esforçar-se. E com a bênção de Jeová poderão fazer isso com bom êxito. Então, não é isto animador?
13. (a) O que poderá considerar com proveito quanto a si mesmo? (b) Que fatos são úteis aqui, no que se refere ao espírito de Deus?
13 Já pensou em que, como pessoa diferente, tem qualidades que ninguém mais tem? Tem mesmo. Há coisas que pode fazer de certo modo e a tal ponto que ninguém mais consegue igualar exatamente. Por isso não se precisa sentir vencido pelo que outro faz ou pode fazer. Antes, cada um fará bem em considerar as suas próprias qualidades e em usá-las para o louvor de Jeová na sua adoração. Cada um tem dons naturais, e estes podem ser desenvolvidos para uso melhor. Há também dons que os cristãos recebem por meio da operação do espírito de Jeová Deus, mas mesmo neste sentido nem todos têm o mesmo dom. Antes, conforme diz 1 Coríntios 12:4-6: “Ora, há variedades de dons, mas há o mesmo espírito; e há variedades de ministérios, contudo há o mesmo Senhor; e há variedades de operações, contudo é o mesmo Deus quem realiza todas as operações em todas as pessoas.” A pessoa humilde pode desenvolver seus dons naturais e até mesmo adquirir novos, e pode também receber a ajuda e as bênçãos do espírito santo de Jeová sobre o seu coração, mente e esforços, tudo na sua adoração e no seu serviço pessoais e alegres prestados ao “mesmo Deus quem realiza todas as operações em todas as pessoas”.
14. Ao considerar as qualidades dos outros, que conceito equilibrado é preciso ter?
14 Observar os outros pode às vezes ser de verdadeira ajuda e auxílio. Pode-se olhar em volta e ver outros com habilidades. Naturalmente, ao fazer isso, talvez se sinta inferior, mas não devia. Ao contrário, pode-se aprender por observar as boas qualidades dos outros, e ao ponto em que se possa, poder-se-á imitar estas qualidades e até mesmo pedir e aceitar a ajuda de alguém que esteja de certo modo qualificado. Entretanto, certamente não se deve tentar ser aquela outra pessoa, mas deve-se ser apenas a própria pessoa, e ser a parte do corpo da organização cristã a que se é designado por Deus.
15. Explique a ilustração apta do corpo humano, encontrada em 1 Coríntios, capítulo 12.
15 De fato, usando o corpo humano como exemplo da organização da congregação dos cristãos, a Bíblia mostra que as partes do corpo que parecem ser humildes são ainda assim muito necessárias, provendo assim uma ilustração dos que talvez pareçam humildes na congregação cristã. “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Agora, porém, são muitos membros, contudo um só corpo. O olho não pode dizer à mão: ‘Não tenho necessidade de ti’; ou, novamente, a cabeça não pode dizer aos pés: ‘Não tenho necessidade de vós.’ Mas, antes, o caso é que os membros do corpo, que parecem ser mais fracos, são necessários, e as partes do corpo que achamos ser menos honrosas, a estas cercamos de mais abundante honra, e assim as nossas partes indecorosas têm mais abundante lindeza’ ao passo que as nossas partes lindas não têm necessidade de nada. Não obstante, Deus formou o corpo, dando honra mais abundante à parte que tem falta, para que não houvesse divisão no corpo, mas para que os seus membros tivessem o mesmo cuidado uns para com os outros. E, se um membro sofre, todos os outros membros sofrem com ele; ou, se um membro é glorificado, todos os outros membros se alegram com ele.” — 1 Cor. 12:19-26.
AJA CONCORDEMENTE, EM FÉ
16. Que consideração da fé é necessária?
16 A pessoa humilde ou modesta, tendo ficado convencida na mente de que Deus preza os humildes e tendo ficado convicta no coração de que pode ser incluída nas provisões amorosas de Jeová, pode com proveito reconhecer que ela, tanto quanto outros, precisa ter fé. Portanto, pergunte-se aquele que acha que está cônscio de sua necessidade espiritual: Tenho realmente fé em Jeová Deus e em seu Filho? Acredito na promessa de Deus de me ajudar? Os comentários de Jesus sobre isso indicaram que tal crença seria evidenciada pela constância do pedido pelo espírito de Jeová, conforme declarou: “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe, e todo o que busca, acha, e a todo o que bater, abrir-se-á. Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem” — Mat. 7:7, 8, 11.
17. No que se refere ao espírito de Deus, que variedade de operações precisa ser reconhecida?
17 Outra pergunta: Reconhece que o espírito de Deus realiza operações diferentes, produzindo capacidades diversas nos membros da congregação, e que supre assim todas as necessidades na congregação? Isto se dá mesmo, porque 1 Coríntios 12:11 nos informa de que “todas estas operações são realizadas pelo mesmíssimo espírito, fazendo distribuição a cada um respectivamente, assim como quer”. Poderá isto significar que o humilde se estrita na sua própria capacidade? De modo algum. “Se alguém falar, fale como que as proclamações sagradas de Deus; se alguém ministrar, ministre ele como dependente da força que Deus fornece; para que em todas as coisas, Deus seja glorificado por intermédio de Jesus Cristo. Dele são a glória e o poderio para todo o sempre. Amém.” — 1 Ped. 4:11.
18. Como se pode tirar proveito da força que Deus dá? Dê exemplos.
18 Para se alcançarem os bons resultados da força suprida por Deus é necessário estar pronto para aceitar instruções e treinamento, e assim se pode ser mais útil a Deus do que aquele que acha que não precisa de instrução, treinamento ou conselho. Encontramos um exemplo prático disso em nossos dias nos ministros que servem voluntariamente na sede e nas filiais ou nas congêneres da Sociedade Torre de Vigia, organizada para auxiliar a obra evangelizadora das testemunhas de Jeová nas diversas partes do mundo. A sede e as filiais têm por pessoal ministros que, em cada caso, constituem uma família de Betel. Tais ministros, no início, talvez sejam completamente inexperientes no trabalho muito importante que se pede que façam. Este trabalho inclui cuidar duma multidão de pormenores necessários à produção de Bíblias, e sermões impressos e de compêndios bíblicos distribuídos pelas testemunhas de Jeová em todo o campo. Muitos de tais voluntários no serviço de Betel no princípio acham que nunca conseguirão realizar suas tarefas designadas. Contudo, são humildes e dóceis, recebem desde o início um bom treinamento, aprendem coisas básicas e aprendem fazer as coisas de modo correto. Em resultado, têm verdadeiro bom êxito e se apercebem constantemente das realizações numa parte vital da obra da organização teocrática de Jeová.
19. Como pode o humilde progredir na congregação?
19 É similar nas congregações das testemunhas de Jeová: os novos ou tímidos devem aceitar a ajuda disponível e procurar sinceramente cooperar com a organização da congregação. Se fizerem isso, aprenderão os modos melhores e básicos para fazer a obra de testemunho e realmente também participarão nela. E os humildes fazem assim um excelente progresso!
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Na congregação, aja em harmonia com a terna afeição de JeováA Sentinela — 1973 | 15 de agosto
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Na congregação, aja em harmonia com a terna afeição de Jeová
“Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder.” — Fil. 4:13.
1. Que provisão está disponível a todos na congregação das testemunhas de Jeová, e como ajuda ela aos participantes?
UMA das boas provisões encontradas em cada congregação das testemunhas de Jeová é a Escola do Ministério Teocrático, disponível a todos na congregação. Freqüentarem esta Escola habilita os participantes a se empenharem no estudo de temas específicos da Bíblia. Já está participando nisso? Em caso afirmativo, está aumentando em conhecimento e entendimento pessoal, não está? Melhora também na sua apresentação da verdade aos outros, sendo espiritualmente edificante para os outros na congregação.
2. Que fatos a respeito da Palavra de Deus animam a pessoa a se aproveitar plenamente da Escola do Ministério teocrático?
2 Embora exista tal provisão, alguns na congregação talvez não se inscrevam e não participem na Escola do Ministério Teocrático. Por que não? Talvez por sentirem falta de capacidade e temerem nunca conseguir habilitar-se. Não seria bom que tais pessoas tomassem em consideração que Jeová quer que seu povo ‘fale a sua verdade, Derivam-se muitos benefícios de se falar das Escrituras inspiradas. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para [1] ensinar, para [2] repreender, para [3] endireitar as coisas, para [4] disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja [5] plenamente competente, [6] completamente equipado para toda boa obra.” (2 Tim. 3:16, 17) Estes são deveras bons benefícios!
3. Que ajuda provida pela Escola é também animadora?
3 Dificilmente haverá qualquer dúvida quanto a Jeová desejar que seu povo fale a verdade e a fale com clareza. Isto não significa que todos alcançarão a mesma eloqüência como oradores da tribuna; não obstante, a Escola do Ministério Teocrático ajudará a todos a aumentar em conhecimento, em clareza de expressão e em exatidão nas declarações, bem como na capacidade de se dirigir a outros. A participação na Escola promove também o amor e dá encorajamento aos outros irmãos e às outras irmãs na congregação. Além disso, mostra fé da parte dos participantes que se empenham do melhor modo possível em plena confiança e segurança em Jeová.
4. Recapitule a experiência aqui contada e mostre como ela revela fé.
4 Isto se dá até mesmo no caso de alguns que talvez não são fluentes na linguagem local da região em que moram. Apesar de tal impedimento, tornam-se bastante eficientes no ministério por se esforçarem sinceramente na Escola do Ministério Teocrático. As coisas que se consegue realizar pelo espírito de Deus são deveras espantosas. Pessoas de pouca instrução vencem a sua dificuldade com a ajuda desta Escola, conforme indica o seguinte extrato duma carta recebida do escritório da Sociedade em Daomé, na África Ocidental:
“Os irmãos se vêem confrontados com alguns problemas difíceis. A maioria das pessoas são analfabetas. A superstição religiosa está muito arraigada. Depois, há muitos idiomas, embora não haja nenhum Idioma nacional. Por exemplo na cidade de Conotou há agora cinco congregações das testemunhas de Jeová, e suas reuniões realizam-se em cinco idiomas diferentes. Muitos idiomas não têm forma escrita, de modo que se precisa ensinar às pessoas a leitura dum idioma escrito. No ano passado, 108 pessoas foram ensinadas a ler. Estas freqüentavam as aulas de alfabetização dirigidas sob a supervisão das congregações. Ainda há cerca de 600 irmãos que não sabem ler, e o próximo ano os verá empenhar-se arduamente na solução deste problema. Naturalmente, é grande a necessidade de se saber ler, conforme relata um publicador que havia sido analfabeto.
“Este irmão era novo e ia pela primeira vez no serviço de casa em casa. Ele se dirigiu a um homem protestante que percebeu que não sabia ler e por isso disse: ‘Não me venha pregar até que saiba ler a Bíblia.’ Embora o novo publicador continuasse a tentar falar ao homem, este não quis escutar, dizendo novamente que um analfabeto não podia ensinar nada. O publicador decidiu-se então a vencer seu problema. Em vez de ficar contente apenas com freqüentar as aulas de leitura, estudou adicionalmente, cada dia, durante seis semanas. Aonde quer que fosse, levava consigo o seu livro e pedia aos que sabiam ler que lhe ajudassem a pronunciar as palavras. Depois de seis semanas, voltou ao serviço; e quem foi o primeiro homem a quem visitou? Ora, o homem que não quis escutá-lo quando lhe pregou pela primeira vez. Esta vez o homem protestante não só ficou espantado de ouvir este homem ‘analfabeto’ ler-lhe a Bíblia mas também, se interessou no que ele ensinava.
“Durante o ano que vem, esperamos que muitos mais percebam a importância de se saber ler para que se possam pregar com mais eficiência as ‘boas novas’ nesta parte do campo, a fim de ‘fazer mais discípulos’.”
5. Como podem os humildes apoiar a organização do povo de Jeová?
5 Conforme esta experiência indica, e também mostram as experiências registradas nas Escrituras, os humildes amiúde são os mais abençoados, se agirem voluntariamente em harmonia com seus privilégios e suas oportunidades no serviço de Jeová, fazendo em fé o que puderem. Quando há humildes associados com a congregação, devem ser animados a participar no ministério de campo, se estiverem biblicamente habilitados para isso, e devem ser ajudados a ampliar sua atividade. Sua boa reação, neste sentido, é um apoio para a organização do povo de Jeová, ao fazerem o melhor de que são capazes, ao mesmo tempo mantendo a sua humildade mental. Este proceder contribuirá para o bem resultado mencionado em Efésios 4:2, 3: “Com completa humildade mental e brandura, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, diligenciando observar a unidade do espírito no vínculo unificador da paz.”
6. Que resultado de grande alcance pode ser obtido por meio dos esforços fiéis de alguém humilde?
6 Um relato bíblico, que não mostra apenas a ajuda que se deu a uma congregação do povo de Jeová em certa localidade, mas que se sustentou a nação teocrática inteira pelos esforços fiéis de uma pessoa humilde, está contido no registro a respeito duma vitória sobre as forças militares dos inimigos de Israel. O general de Israel, Baraque, foi informado de que Sísera, general dos exércitos das forças de Canaã, seria ‘vendido’ ou entregue, não à mão de Baraque, mas à mão duma mulher. Aconteceu que se deu esta grande honra à mulher Jael, esposa humilde dum queneu. Ela estava disposta e criou ânimo, embora fosse ameaçada por grande perigo ao fazer isso. Fez tudo o que pôde e foi recompensada por se entregar à mão dela o inimigo feroz de Deus. Também, o registro de sua façanha e seu nome estão contidos nas Escrituras Sagradas. A narrativa bíblica encontra se em Juízes 4:8, 9, 21-23:
7. No relato bíblico de Juízes, capítulo 4, que pontos nos impressionam especialmente?
7 “A isso Baraque lhe disse [à profetisa Débora]: ‘Se fores comigo, então certamente irei; mas se não fores comigo, não irei.’ A isto ela disse: ‘Sem falta irei contigo. De qualquer modo, a coisa que embeleza não se tornará tua no caminho em que estás andando, pois será à mão de uma mulher que Jeová venderá a Sísera.’ Com isso Débora se levantou e foi com Baraque a Quedes. E Jael, esposa de Héber, passou a tomar uma estaca de tenda e a lançar mão do martelo. Então se chegou a ele [Sísera] sorrateiramente e cravou-lhe a estaca nas têmporas, e martelou-a no chão, enquanto ele estava em profundo sono e esgotado. Assim morreu. E eis Baraque perseguindo a Sísera. Jael saiu então ao encontro dele e disse-lhe: ‘Vem e eu te mostrarei o homem que estás procurando.’ De modo que foi ter com ela lá dentro, e eis que ali estava Sísera caído morto, com a estaca nas suas têmporas. Assim subjugou Deus naquele dia a Jabim, rei de Canaã, diante dos filhos de Israel.” Deveras, uma grande vitória, por meio de alguém humilde e fiel!
APOIO E ORIENTAÇÃO CELESTIAIS
8. (a) Por que é o cristianismo mais do que mera crença? (b) Que relação tem 2 Timóteo 3:14 com o assunto?
8 Qualquer que seja a formação dos servos dedicados de Jeová, cada um deles, em algum tempo no passado, começou a andar no caminho do cristianismo, que não é apenas uma crença, mas um modo de vida, uma vereda ou estrada que requer um proceder de fidelidade. O apóstolo Paulo lembrou a Timóteo a ‘continuar nas coisas que aprendeu e ficou persuadido a crer’. (2 Tim. 3:14) Portanto, uma vez que começamos a seguir este caminho da justiça, continuamos em plena confiança, lembrando-nos de que primeiro examinamos bem a verdade quando a ouvimos. Com o tempo, ficamos plenamente persuadidos, e esta persuasão não foi em resultado de emoção ou pressão, mas por causa da verdade irrefutável. Sendo assim, devemos continuar a seguir no caminho da verdade que a Bíblia nos apresenta. Ao fazermos isso, assegura-se-nos que somos apoiados pelo Deus Todo-poderoso, por seu Filho, o Rei reinante, e pelos seus santos anjos!
9. Explique como Revelação, capítulo 7, revela que há apoio celestial para os que louvam a Deus na terra.
9 Deve lembrar-se de que os da “grande multidão” no capítulo sete de Revelação “gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” (Rev. 7 Ver. 10) O apoio celestial dado a esta “grande multidão” de louvadores de Jeová é mostrado nas palavras seguintes dos Rev. 7 versículos 11 e 12: “E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e das pessoas mais maduras, e das quatro criaturas viventes, e prostraram-se sobre os seus rostos diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: ‘Amém! [Amem! ao que a “grande multidão” gritava com alta voz.] A bênção, e a glória, e a sabedoria, e o agradecimento, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém.”‘ Sim, deveras, os da “grande multidão” têm apoio celestial!
10. (a) O que está envolvido na orientação dada por Jeová? (b) Devem os humildes pregar e ensinar como ministros de Deus?
10 Há também evidência bíblica de que os humildes têm orientação no caminho cristão de vida, pois está escrito: “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra e luz para a minha senda.” (Sal. 119:105) Tal orientação divina envolve a conduta, o modo de pensar, as práticas, as atitudes e o ministério dos servos dedicados de Jeová. Até mesmo os humildes entre tais servos são beneficiados pelo cumprimento da injunção: “Prega a palavra, ocupa-te nisso urgentemente, em época favorável, em época dificultosa, repreende, adverte, exorta, com toda a longanimidade e arte de ensino . . . mantém os teus sentidos em todas as coisas, sofre o mal, faze a obra dum evangelizador, efetua plenamente o teu ministério.” — 2 Tim. 4:2, 5.
11. (a) Então, quem se precisa harmonizar com as normas de Deus? (b) Explique qual é o melhor proceder a seguir, com respeito às oportunidades de serviço prestados a Jeová.
11 Não se segue, então, que todas as ‘sortes’ de pessoas na organização teocrática precisam satisfazer os requisitos, as responsabilidades e os privilégios do “Caminho”, se quiserem ter o apoio e a orientação de Jeová? Isto inclui muitos, no “Caminho”, que são do tipo de mentalidade humilde e que amiúde acham que não estão habilitados para tudo o que está envolvido em “O Caminho”. (Atos 19:9) Contudo, tais pessoas deviam lembrar-se de que, quando se oferecem maiores responsabilidades ou privilégios, o melhor proceder é agir em harmonia com isso e proceder com toda a seriedade. Deus conhece as nossas limitações e ele nos pode dar capacidade suficiente para nos desincumbirmos da tarefa que ele nos dá. “Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder”, escreveu o apóstolo Paulo. (Fil. 4:13) Portanto, quando se nos pede que sirvamos num cargo especial na congregação, devemos aceitar isso em plena confiança, deixando o assunto entregue às mãos do Senhor, e fazer o melhor que podemos. Conforme disse o salmista: “Teu povo se oferecerá voluntariamente no dia da tua força militar.” — Sal. 110:3.
AJA VOLUNTARIAMENTE EM HARMONIA
12, 13. (a) Que discriminação faz Jeová? (b) Que espécie de pessoas é prezada por Jeová?
12 Ter alguém “humildade mental” significa que não é soberbo, e isto é uma qualidade desejável. No entanto, quem se sentir humilde por causa de sua formação ou de suas limitações naturais precisa ter completa confiança em Jeová.
13 Jeová é discriminatório com respeito ao soberbo e ao de humildade mental, sendo que a sua própria Palavra diz: “Pois Jeová é enaltecido, e ainda assim vê ao humilde; mas ao soberbo ele só conhece de longe.” (Sal. 138:6) Esta discriminação é mostrada adicionalmente em Isaías 66:2, onde “a pronunciação de Jeová” diz: “Olharei, pois, para este, para o atribulado e para o contrito no espírito e que treme da minha palavra.” Também se aconselha aos cristãos: “Todos vós, porém, cingi-vos da humildade mental uns para com os outros, porque Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes. Humilhai-vos, portanto, sob a mão poderosa de Deus, para que ele vos enalteça no tempo devido.” “Deus opõe-se aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Ped. 5:5, 6; Tia. 4:6) É evidente que a “humildade mental” deve ser usada como vestimenta, e constantemente: “Revestivos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade.” (Col. 3:12) Nosso Líder, Cristo Jesus, é tal pessoa, pois ele mesmo disse a respeito de si mesmo que era “humilde de coração”. (Mat. 11:29) Deus preza tais humildes.
14. Qual e o propósito de Deus para com os ‘esmigalhados e humildes’?
14 Ao prezar os humildes, o objetivo de Jeová é fortalecer-lhes o coração e o espírito. “Pois assim disse o Enaltecido e Elevado, que reside para todo o sempre e cujo nome é santo: ‘No alto e no lugar santo é onde resido, também com o quebrantado e o humilde no espírito, para reavivar o espírito dos humildes e para reavivar o coração dos que estão sendo esmigalhados.”‘ (Isa. 57:15) Jeová remodelara os deformados e esmigalhados por causa das pressões de sua formação e de sua situação atual.
15. Que discriminação precisam fazer os humildes?
15 Assim como Jeová discrimina entre os humildes e os soberbos, assim os humildes precisam discriminar e distinguir entre a correta humildade cristã, necessária, e a falsa humildade, porque esta última não é realmente humildade mental, mas na realidade é presunção.
16. Que exame ajudará a fazer esta distinção correta?
16 Ajuda-se os humildes a fazer esta distinção por examinarem sua confiança em Jeová. Conhecemos o provérbio: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o [reconhece-o] em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” — Pro. 3:5, 6.
17. Que determinação fazem as Escrituras entre a humildade genuína e a humildade falsa?
17 Na sua carta aos cristãos em Colossos, o apóstolo Paulo ajuda-nos a distinguir entre a qualidade genuína de humildade e aquilo que talvez seja apenas mera obstinação. “Nenhum homem vos prive do prêmio, tendo ele deleite numa humildade fingida e numa forma de adoração dos anjos, ‘tomando pé nas’ coisas que viu, enfunado sem causa devida pela carnalidade de sua mente. Estas mesmas coisas, deveras, têm aparência de sabedoria numa forma de adoração imposta a si próprio e em humildade fingida . . . mas, não são de valor algum.” (Col. 2:18, 23) Os humildes precisam evitar ou eliminar a ‘carnalidade da mente’. Embora tais possam ter “aparência de sabedoria, não seria sabedoria verdadeira, nem modéstia, conforme acautela Provérbios 11:2: “Chegou a presunção? Então chegará a desonra; mas a sabedoria está com os modestos.” Os realmente modestos são sábios, não os que ‘se tornam discretos aos seus próprios olhos’. (Rom. 12:16) Certamente, isto dá aos humildes muitos motivos para reflexão, muito conselho divino para considerarem seriamente, a fim de que não ajam em harmonia com a terna afeição de Jeová e suas provisões amorosas, mas para que o façam também com confiança. “Os justos são como o leão novo que é confiante.” — Pro. 28:1.
18. Que duas conclusões podemos tirar deste artigo?
18 À base de tudo isso podemos concluir que qualquer um pode, em grande medida, cultivar a capacidade de cumprir qualquer tipo de tarefa de serviço com a ajuda de Jeová Deus. Podemos também concluir que Jeová preza os humildes e que ele os preparará para maiores privilégios de serviço, se apenas buscarem a Sua orientação e direção e se crerem na Sua palavra, aceitando os privilégios de serviço que se lhes oferecem.
19. Que ajuda e conselho há para os que confiam em si mesmos?
19 Em contraste com os que sentem certa medida de incapacidade e humildade, outros, por causa das circunstâncias, das realizações ou da formação, talvez tenham muita confiança em si mesmos. Estes também encontrarão na Palavra de Deus muito conselho útil para eles. Todos os do povo de Jeová são “ovelhas” de seu rebanho, e isto inclui os que têm privilégios e responsabilidades especiais na congregação do povo de Deus. Tomam-se dentre as ovelhas simbólicas pastores para conduzir e ajudar o rebanho, mas estes ainda assim precisam permanecer “ovelhas” do rebanho e precisam prestar atenção a si mesmos, para que não se tomem muito a sério e não fiquem arrogantes. Se forem arrogantes ou se tornarem assim, Jeová não poderá continuar a usá-los, porque não favorece os orgulhosos e soberbos. “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” — Atos 20:28.
20. Que bom exemplo deu Jesus aos seus seguidores?
20 “Seu próprio Filho”, sim, Jesus Cristo, não se estribou em si mesmo, mas disse: “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer. Porque as coisas que Este faz, estas o Filho faz também da mesma maneira.” (João 5:19) Os apóstolos devem ter-se sentido inferiores diante de Jesus, mas a humildade de Jesus e seu amor fizeram ressaltar as melhores qualidades deles. Todos os que ocupam cargos de responsabilidade na congregação do povo de Deus devem ser assim, quer dizer assim como Jesus foi na sua humildade e no seu amor, refletindo a terna afeição e a misericórdia de seu Pai.
21. Que conselho dão as Escrituras aos orgulhosos, e por quê?
21 Se as bênçãos e os privilégios de um homem o tiverem tornado orgulhoso, ele terá perdido a necessária qualidade da humildade da mente e do coração, e ele fracassará, se não mudar, “porque Deus se opõe aos soberbos”. (1 Ped. 5:5) “O orgulho vem antes da derrocada e o espírito soberbo antes do tropeço. Melhor e ser humilde em espírito com os mansos, do que repartir despojo com os que se enaltecem.” — Pro. 16:18, 19.
22. Qual é a atitude correta para com: (a) Aqueles em situação favorável e com habilidades? (b) Os que precisam de tempo e de treinamento para progredir?
22 É evidente a atitude de Deus para com os humildes e deve ser adotada por todos. Alguns dos que têm situação favorável e habilidades naturais fazem empenho e fazem bom progresso cristão. Este progresso é elogiável. Quem tiver tal capacidade, responsabilidade e privilégio deve reconhecer que outros não possuem tais coisas. Há outros que tiram proveito do treinamento e da operação do espírito de Jeová, e, com o tempo, progridem e recebem privilégios teocráticos adicionais. Isto é muito bom e mostra também o devido progresso cristão. Além disso, os muitos novos que há na congregação cristã ou os cuja situação ainda não lhes permitiu progredir precisam também ser encarados por nós do ponto de vista de Deus. Seria um raciocínio humano errado considerá-los como não importantes, a estes que estão pouco desenvolvidos. Deus interessa-se neles e pode usá-los de muitas maneiras valiosas, e ele faz isso.
23. (a) Quem deve ser ajudado, e por quem? (b) Em acordo com Tiago, o que observamos todos como sendo veraz?
23 Portanto, com tal conceito correto, ajudemo-nos mutuamente, tanto os humildes, como os outros. Isto inclui ajudar os que são literalmente crianças, ainda jovens em anos. Também os idosos e talvez doentios, e possivelmente até mesmo os que se sentem inferiores. Todos podem tirar proveito espiritual dos humildes que, ao agirem em harmonia com as provisões amorosas de Jeová, dão apoio e força à organização da congregação do povo de Jeová. Neste respeito são valiosas a associação congregacional e a associação pessoal, fazendo com que todos se apercebam da veracidade da afirmação bíblica de que “Deus formou o corpo, dando honra mais abundante à parte que tem falta”. (1 Cor. 12:24) Certamente, todos os servos de Jeová concordam com as observações do escritor bíblico Tiago, que disse: “Vistes o resultado que Jeová deu [a Jó], que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” — Tia. 5:11.
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Decisão juvenilA Sentinela — 1973 | 15 de agosto
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Decisão juvenil
QUE idade precisa alguém ter antes de poder fazer decisões corretas relacionadas com o que é direito? Acha que ter onze anos é ser jovem demais?
Numa grande assembléia das testemunhas de Jeová em Estugarda, na Alemanha, um ministro das Testemunhas relatou uma experiência que teve no começo de dezembro de 1966. Certo dia, um rapaz de onze anos, do seu bairro, bateu na sua porta e estava parado ali com um exemplar do compêndio bíblico Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado debaixo do braço. Quando o ministro perguntou o que o rapaz desejava, ele pediu um estudo bíblico à base deste compêndio. Sua irmã mais velha o havia estudado e o livro era agora dele, e decidira querer aprender a verdade da Bíblia.
E isto ele fez. Durante os próximos três anos, estudou regularmente com o ministro das Testemunhas. Daí, antes de atingir os quatorze anos de idade, tomou outra decisão. Na Alemanha, um menor pode legalmente abandonar a igreja à idade de quatorze anos, mesmo sem o consentimento dos pais. O rapaz decidiu que devia fazer isso, pois compreendia que a religião de sua família não se baseava na verdade bíblica.
O pai e a avó do rapaz ficaram surpresos com a sua decisão e se desagradaram dela. Eram proprietários duma floricultura, e boa parte do seu negócio envolvia a confecção de decorações florais para feriados religiosos. Apesar de várias advertências e pressões, ele permaneceu firme na sua decisão de usar de seu direito legal de abandonar a igreja.
Na assembléia, o ministro relatou a experiência salientando que o rapaz continuava a ser adorador zeloso de Deus: “Apesar de sua mocidade, travou uma boa ‘luta pela fé’ e está decidido a continuar com a ajuda do Criador e para a honra Dele.” Enquanto o rapaz permanecer sob a autoridade parental, terá de ser filho obediente em tudo o que não entrar em conflito direto com a Palavra de Deus. Mas, filho sábio é aquele que reconhece que, quando as ordens humanas entram em conflito com as de Deus, sua obrigações para com Deus vem em primeiro lugar. — Efé. 6:1; Atos 5:29; Ecl. 12:1.
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