BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • A presciência de Deus
    A Sentinela — 1971 | 1.° de fevereiro
    • A presciência de Deus

      A MANEIRA de compreendermos a presciência de Deus e seu modo de usar este poder espantoso pode afetar seriamente nossa relação com Deus. Para podermos encarar o assunto corretamente, porém, precisamos tomar em consideração certos fatores.

      Primeiro, as capacidades da presciência e da predeterminação de Deus são claramente mencionadas na Bíblia. O próprio Jeová apresenta como prova de sua Divindade esta capacidade de saber de antemão e predeterminar eventos de salvação e de libertação, bem como atos de julgamento e de punição, e depois causar o cumprimento de tais eventos (Isa. 44:6-9; 48:3-8) Esta presciência e predeterminação divinas formam a base de todas as profecias verdadeiras. (Isa. 42:9; Jer. 50:45; Amós 3:7, 8) Deus desafia os deuses das nações que se opõem ao seu povo a fornecerem prova da divindade que se reivindicam para seus deuses-ídolos, concitando estes deuses a fazer isto por predizerem atos similares de salvação ou de julgamento, e depois os fazerem acontecer. A incapacidade deles, neste respeito, demonstra que seus ídolos são mero “vento e irrealidade”. — Isa. 41:1-10, 21-29; 43:9-15; 45:20, 21.

      O segundo fator a ser considerado é o livre arbítrio das criaturas inteligentes de Deus. As Escrituras mostram que Deus concede a tais criaturas o privilégio e a responsabilidade da livre escolha, do exercício do livre arbítrio (Deu. 30:19, 20; Jos. 24:15), tornando-as assim responsáveis pelos seus atos. (Rom. 14:10-12; Heb. 4:13) De modo que não são meros autômatos ou robôs. O homem realmente não teria sido criado “à imagem de Deus” se não tivesse livre arbítrio. (Gên. 1:26, 27) Logicamente, não deve haver conflito entre a presciência de Deus (bem como a predeterminação dele) e o livre arbítrio de suas criaturas inteligentes.

      Outro fator a ser considerado, às vezes despercebido, é o das normas e qualidades de moral, de Deus, inclusive sua justiça, honestidade e imparcialidade, seu amor, sua misericórdia e bondade, conforme revelados na Bíblia. Portanto, a compreensão do uso que Deus faz dos poderes da presciência e da predeterminação precisa harmonizar-se não só com alguns destes fatores, mas com todos eles.

      É evidente que tudo aquilo que Deus sabe de antemão precisa inevitavelmente acontecer, de modo que Deus pode chamar “as coisas que não são como se fossem”. (Rom. 4:17) Surge então a pergunta: É o uso de sua presciência infinito, sem limites? Prevê e sabe ele de antemão todas as ações futuras de todas as suas criaturas? E predetermina ele tais ações ou até mesmo predestina qual será o destino final de todas as suas criaturas, fazendo isto já antes de terem vindo à existência?

      Ou é o uso da presciência de Deus seletivo e criterioso, de modo que ele prevê e sabe de antemão aquilo que quer, mas não o faz quando não quer prever ou saber de antemão? E em vez de sua determinação preceder à existência das suas criaturas, espera a determinação de Deus, quanto ao destino eterno delas, o seu julgamento do proceder delas na vida e de sua atitude provada em exame? As respostas a estas perguntas necessariamente precisam ser obtidas das próprias Escrituras.

      CONCEITO PREDESTINACIONISTA

      O conceito de que o uso da presciência por parte de Deus é infinito e que ele predetermina o rumo e o destino de todas as pessoas é conhecido como predestinacionismo. Seus defensores raciocinam que a divindade e a perfeição de Deus exigem que ele seja onisciente (conhecedor de tudo), não só com respeito ao passado e ao presente, mas também concernente ao futuro. Se ele não soubesse de antemão todos os assuntos em seus mínimos detalhes, evidenciaria imperfeição, segundo este conceito.

      Mas considere as implicações de tal conceito predestinacionista. Este conceito significaria que Deus, antes de criar os anjos ou o homem terreno, exerceu sua faculdade de presciência, e previu e soube de antemão tudo o que resultaria de tal criação, inclusive a rebelião de um dos seus filhos espirituais, a rebelião subseqüente do primeiro casal humano no Éden (Gên. 3:1-6; João 8:44) e todas as conseqüências más de tal rebelião até o dia atual e além dele. Isto significaria necessariamente que toda a iniqüidade registrada pela história (o crime e a imoralidade, a opressão e o sofrimento resultante, a mentira e a hipocrisia, a adoração falsa e a idolatria) existiam anteriormente, antes do começo da criação, apenas na mente de Deus, na forma de sua presciência do futuro.

      Se o Criador da humanidade deveras tivesse exercido seu poder para saber de antemão tudo o que a história tem visto desde a criação do homem, então a plena força de toda a iniqüidade resultante depois teria sido deliberadamente posta em movimento por Deus quando disse as palavras: “Façamos o homem.” (Gên. 1:26) Estes fatos põem em dúvida a razoabilidade e a coerência do conceito predestinacionista: especialmente visto que o discípulo Tiago mostra que a desordem e outras coisas vis não se originam da presença celestial de Deus, mas são ‘terrenas, animalescas e demoníacas’ em origem. — Tia. 3:14-18.

      O argumento de que, se Deus não soubesse de antemão todos os eventos e circunstâncias no futuro, em todos os pormenores, evidenciaria imperfeição da sua parte, na realidade, é um conceito arbitrário sobre a perfeição. No fim das contas, a própria vontade e o beneplácito de Deus são os fatores decisivos quanto a algo ser perfeito, e não as opiniões e os conceitos humanos. — 2 Sam. 22:31; Isa. 46:10.

      Para ilustrar isso, a onipotência de Deus é inegavelmente perfeita e é infinita em capacidade. (1 Crô. 29:11, 12; Jó 36:22; 37:23) No entanto, a sua perfeição de força não exige que use seu poder ao máximo da sua onipotência em qualquer caso ou em todos eles. É evidente que ele não o fez, pois, do contrário, não se teriam destruído apenas certas cidades e nações antigas, mas toda a terra e tudo o que há nela teriam sido há muito obliterados pela execução do julgamento de Deus, tal como no Dilúvio e em outras ocasiões. (Gên. 6:5-8; 19:23-25, 29) O uso do poder de Deus, portanto, não é simplesmente desencadear poder ilimitado, mas é constantemente governado pelo seu propósito e temperado pela sua misericórdia, quando merecida. — Nee. 9:31; Sal. 78:38, 39.

      De modo similar, quando Deus, em certos sentidos, escolhe usar a sua capacidade infinita da presciência de modo seletivo e num grau que lhe agrada, então, por certo, nenhum homem ou anjo pode dizer de direito: “Que estás fazendo?” (Jó 9:12; Isa. 45:9; Dan. 4:35) Portanto, não é uma questão de capacidade, daquilo que Deus pode prever, saber de antemão e predeterminar, pois, “a Deus todas as coisas são possíveis”. (Mat. 19:26) A questão é o que Deus decide prever, conhecer de antemão ou predeterminar, pois ele “fez tudo que se agradou em fazer”. — Sal. 115:3.

  • Uso seletivo da presciência
    A Sentinela — 1971 | 1.° de fevereiro
    • Uso seletivo da presciência

      A ALTERNATIVA para o predestinacionismo, a saber, o uso seletivo ou criterioso dos poderes da presciência, por Deus, teria de se harmonizar com as próprias normas justas de Deus e ser coerente com o que ele revela a respeito de si mesmo na sua Palavra. Em contraste com a teoria do predestinacionismo, diversos textos bíblicos indicam um exame feito por Deus, de uma situação então corrente, e a decisão feita à base de tal exame.

      Assim, depois de surgir iniqüidade nas cidades de Sodoma e Gomorra, Jeová avisou Abraão a respeito de sua decisão de investigar, (por meio de seus anjos,) para “ver se de fato agem segundo o clamor sobre isso, que tem chegado a mim, e se não for assim, ficarei sabendo disso”. (Gên. 18:20-22; 19:1) Deus falou sobre ‘familiarizar-se com Abraão’, e depois que Abraão foi ao ponto de tentar sacrificar Isaque, Jeová disse: “Pois agora sei deveras que temes a Deus, visto que não me negaste o teu filho, teu único.” — Gên. 18:19; 22:11, 12.

      Presciência seletiva significa que Deus podia escolher não saber de antemão indiscriminadamente todos os atos futuros de suas criaturas. Isto significaria que, em vez de toda a história desde a criação ser apenas uma repetição daquilo que já fora previsto e predeterminado, Deus podia com toda a sinceridade apresentar ao primeiro casal humano a perspectiva da vida eterna na terra, livre de iniqüidade. As instruções que deu ao seu primeiro filho e à sua filha humanos, para agirem como seus agentes perfeitos e sem pecado, enchendo a terra com a sua descendência e tornando-a um paraíso, bem como exercendo domínio sobre a criação animal, podiam assim ser expressas como concessão de um privilégio deveras amoroso e como seu desejo genuíno para com eles — não lhes dando apenas uma comissão que, da parte deles, estava condenada de antemão ao fracasso. Providenciar Deus uma prova por meio da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” e criar ele a “árvore da vida” no jardim do Éden tampouco eram atos cínicos ou sem significado, tornados assim pela sua presciência de que o casal humano pecaria e nunca poderia comer da “árvore da vida”. — Gên. 1:28; 2:7-9, 15-17; 3:22-24.

      Oferecer algo muito desejável a outra pessoa, em condições de que se sabe de antemão serem inalcançáveis, é reconhecido como sendo tanto hipócrita como cruel. A perspectiva de vida eterna é apresentada na Palavra de Deus como alvo para todos, alvo que é possível alcançar. Jesus, depois de instar com seus ouvintes que ‘persistissem em pedir e em buscar’ coisas boas de Deus, salientou que um pai não dá uma pedra ou uma serpente ao filho que lhe pede pão ou um peixe. Mostrando o conceito de seu Pai sobre desapontar as esperanças legítimas de alguém, Jesus disse então: “Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” — Mat. 7:7-11.

      Portanto, os convites e as oportunidades para receber benefícios e bênçãos eternas, apresentados a todos os homens por Deus, são de boa fé. (Mat. 21:22; Tia. 1:5, 6) Ele pode em toda a sinceridade instar com os homens a ‘recuarem da transgressão e continuarem a viver’, como fez com o povo de Israel. (Eze. 18:23, 30-32) É lógico que não poderia fazer isso se soubesse de antemão que individualmente estavam destinados a morrer em iniqüidade. Conforme Jeová disse a Israel: “Bem disse eu à descendência de Jacó: ‘Procurai-me simplesmente para nada.’ Eu sou Jeová, falando o que é justo, contando o que é reto. . . . Virai-vos para mim e sede salvos, todos vós nos confins da terra.” — Isa. 45:19-22.

      De modo similar, o apóstolo Pedro escreveu: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa [da presença do dia de Jeová], conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” (2 Ped. 3:9, 12) Se Deus já soubesse de antemão e predeterminasse com milênios de antecedência exatamente quais as pessoas que receberiam a salvação eterna e quais as que receberiam a destruição eterna, bem se poderia perguntar quão significativa era tal ‘paciência’ de Deus e quão genuíno era seu desejo de que ‘todos alcançassem o arrependimento’. O inspirado apóstolo João escreveu que “Deus é amor”, e o apóstolo Paulo declarou que o amor “espera todas as coisas”. (1 João 4:8; 1 Cor. 13:4, 7) É em harmonia com esta notável qualidade divina que Deus exerceria uma atitude genuinamente franca e bondosa para com todos, desejoso de que obtenham a salvação, enquanto não se mostrarem indignos, além de esperança. (Veja 2 Pedro 3:9; Hebreus 6:4-12.) Neste sentido, o apóstolo Paulo fala da “qualidade benévola de Deus [que] está tentando levar-te ao arrependimento”. — Rom. 2:4-6.

      Por fim, não se poderia dizer verazmente que o sacrifício resgatador de Cristo Jesus foi tornado disponível a todos os homens, se a oportunidade de receber seus benefícios já fosse irrevogavelmente fechada para alguns — talvez para milhões de pessoas — pela presciência de Deus, mesmo antes de seu nascimento, de modo que estas nunca se poderiam mostrar dignas dela. (2 Cor. 5:14, 15; 1 Tim. 2:5, 6; Heb. 2:9) A imparcialidade de Deus, claramente, não é mera figura de retórica. “Em cada nação, o homem que . . . teme [a Deus] e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35; Deu. 10:17; Rom. 2:11) A escolha é real e genuinamente franqueada a todos os homens, “para buscarem a Deus, se tateassem por ele e realmente o achassem, embora, de fato, não esteja longe de cada um de nós”. (Atos 17:26, 27) Não se apresenta, portanto, nenhuma esperança vã ou promessa falsa na exortação divina, no fim do livro de Revelação ou Apocalipse, onde se convida: “Quem ouve, diga: ‘Vem!’ E quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça a água da vida.” — Rev. 22:17.

  • Coisas previstas pela presciência de Deus
    A Sentinela — 1971 | 1.° de fevereiro
    • Coisas previstas pela presciência de Deus

      EM TODO o registro bíblico, o uso da presciência e da predeterminação por Deus é constantemente ligado com seu próprio propósito e vontade. Visto que os propósitos de Deus estão certos de se cumprirem, ele pode saber de antemão os resultados, o fim derradeiro de seus propósitos, e pode predeterminá-los, como também os passos que achar próprio dar para realizá-los. (Isa. 14:24-27) Fala-se, por isso, de Jeová como formando seu propósito quanto aos eventos ou às ações no futuro. (2 Reis 19:25; Isa. 46:11) Como o Grande Oleiro, Deus “opera todas as coisas segundo o modo aconselhado por sua vontade”, em harmonia com seu propósito (Efé. 1:11), e “faz que todas as suas obras cooperem para o bem daqueles que” o amam. (Rom. 8:28) Portanto, é especificamente com relação aos seus propósitos predeterminados que Deus “desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram”. — Isa. 46:9-13.

      Quando Deus criou o primeiro casal humano, este era perfeito, e Deus pôde olhar para o resultado de toda a sua obra criativa e achar tudo “muito bom”. (Gên. 1:26, 31; Deu. 32:4) Em vez de, com desconfiança, preocupar-se com quais seriam as ações futuras do casal humano, o registro diz que ele “passou a repousar”. (Gên. 2:2) Podia fazer isso, pois, em virtude de sua onipotência e de sua sabedoria suprema, nenhuma futura ação, circunstância ou contingência poderia apresentar um obstáculo intransponível ou um problema irremediável que impedisse a realização de seu propósito soberano. — 2 Crô. 20:6; Isa. 14:27; Dan. 4:35.

      PRESCIÊNCIA ACERCA DE CLASSES DE PESSOAS

      Apresentam-se casos em que Deus sabia de antemão qual o rumo que certos grupos, certas nações ou a maioria da humanidade tomariam, e assim predisse o rumo básico de suas ações futuras e predeterminou que ação correspondente ele tomaria para com tais. Contudo, tal presciência ou predeterminação não privava as pessoas dentro de tais grupos coletivos ou setores da humanidade do exercício da livre escolha quanto a que proceder determinado queriam adotar. Isto se pode ver dos seguintes exemplos:

      Antes do dilúvio dos dias de Noé, Jeová anunciou seu propósito de causar este ato de destruição, resultando em perda de vida humana bem como animal. A narrativa bíblica mostra, porém, que tal determinação divina foi feita depois de se criarem condições que exigiam tal ação. Além disso, Deus, que é capaz de ‘conhecer o coração dos filhos da humanidade’, fez um exame e verificou que “toda inclinação dos pensamentos do . . . coração [da humanidade] era só má, todo o tempo”. (2 Crô. 6:30; Gên. 6:5) Todavia, pessoas, Noé e sua família, obtiveram o favor de Deus e escaparam da destruição. — Gên. 6:7, 8; 7:1.

      O mesmo se deu com a nação de Israel; embora Deus lhe desse a oportunidade de se tornar “um reino de sacerdotes e uma nação santa” por guardar o seu pacto, contudo, uns quarenta anos depois, quando a nação estava na fronteira da Terra da Promessa, Jeová predisse que eles violariam o seu pacto, e, como nação, o abandonariam. Esta presciência não era sem base anterior, porém, visto que já se havia revelado insubordinação e rebelião nacional. Por isso, Deus disse: “Porque bem sei a sua inclinação que hoje estão desenvolvendo antes de eu os introduzir na terra que lhes jurei.” (Deu. 31:21; Sal. 81:10-13) O resultado a que tal inclinação manifesta levaria então, no sentido de maior iniqüidade, podia ser sabido de antemão por Deus sem o tornar responsável devido à sua presciência, assim como alguém saber de antemão que determinado edifício construído com materiais inferiores e trabalho deficiente vai estragar-se, não faz que ele seja responsável por tal estrago. Certos profetas proferiram avisos proféticos das expressões predeterminadas de julgamento da parte de Deus, todas as quais tinham base nas já existentes condições e atitudes de coração. (Sal. 7:8, 9; Pro. 11:19; Jer. 11:20) Novamente, porém, as pessoas podiam aceitar o conselho, a repreensão e os avisos de Deus, e algumas fizeram isto e mereceram seu favor. — Jer. 21:8, 9; Eze. 33:1-20.

      O Filho de Deus, que também podia ler o coração humano (Mat. 9:4; Mar. 2:8; João 2:24, 25), foi divinamente dotado dos poderes da presciência e predisse condições, eventos e expressões do julgamento divino no futuro. Predisse o julgamento da Geena para os escribas e fariseus como classe (Mat. 23:15, 33), mas ele não disse com isso que cada fariseu ou escriba individual estava condenado de antemão à destruição, conforme mostra o caso do apóstolo Paulo. (Atos 26:4, 5) Jesus predisse tribulações para a população impenitente de Jerusalém e de outras cidades, mas não indicou que seu Pai havia predeterminado que cada pessoa dessas cidades devia sofre-las. (Mat. 11:20-23; Luc. 19:41-44; 21:20, 21) Sabia também de antemão a que levaria a inclinação e a atitude de coração da humanidade e predisse as condições que se desenvolveriam entre a humanidade no tempo da ‘terminação do sistema de coisas”, bem como as realizações dos próprios propósitos de Deus. — Mat. 24:3, 7-14, 21, 22.

      PRESCIÊNCIA ACERCA DE PESSOAS

      Além de haver presciência acerca de classes, houve determinadas pessoas envolvidas especificamente nas previsões divinas. Estas incluem Esaú e Jacó, o faraó do êxodo, Sansão, Salomão, Jeremias, João Batista, Judas Iscariotes e o próprio Filho de Deus, Jesus.

      Nos casos de Sansão, Jeremias e João Batista, Jeová usou de presciência antes do nascimento deles. Esta presciência, porém, não especificava qual seria o destino final deles. Antes, à base de tal presciência, Jeová predeterminou que Sansão vivesse segundo o voto nazireu e iniciasse a libertação de Israel dos filisteus, que Jeremias servisse como profeta e que João Batista fizesse a obra preparatória como predecessor do Messias. (Juí. 13:3-5; Jer. 1:5; Luc. 1:13-17) Embora fossem altamente favorecidos por tais privilégios, isto não lhes garantia a salvação eterna, nem mesmo que permaneceriam fiéis até à morte (embora todos os três o fizessem). Assim, Jeová predisse que um dos muitos filhos de Davi se chamaria Salomão e predeterminou que Salomão seria usado para construir o templo. (2 Sam. 7:12, 13; 1 Reis 6:12; 1 Crô. 22:6-19) Todavia, embora favorecido assim, e mesmo tendo o privilégio de escrever certos livros da Bíblia Sagrada, Salomão caiu na apostasia nos seus últimos anos. — 1 Reis 11:4, 9-11.

      Também com Esaú e Jacó, a presciência de Deus não fixou seu destino eterno, mas, antes, determinou ou predeterminou qual dos grupos nacionais, descendentes dos dois filhos, obteria uma posição dominante sobre o outro. (Gên. 25:23-26) Esta predominância prevista também indicava a obtenção do direito da primogenitura por Jacó, direito que acompanhava o privilégio de fazer parte da linhagem por meio da qual viria o “descendente” de Abraão. (Gên. 27:29; 28:13, 14) Deste modo, Jeová Deus esclareceu que sua escolha de pessoas para certos usos não se prende aos costumes ou procederes costumeiros segundo as expectativas dos homens. Tampouco são os privilégios divinamente designados dispensados apenas à base de obras, ao ponto de alguém poder achar que ele ‘mereceu o direito’ de tais privilégios e que estes lhe ‘são devidos’. Este ponto foi salientado pelo apóstolo Paulo ao mostrar por que Deus, pela benignidade imerecida, podia conceder às nações gentias os privilégios antes aparentemente reservados para Israel. — Rom. 9:1-6, 10-13, 30-32.

      A citação de Paulo a respeito de Jeová ‘amar a Jacó [Israel] e odiar a Esaú [Edom]’ é de Malaquias 1:2, 3, escrito muito depois do tempo de Jacó e Esaú. Portanto, a Bíblia não diz necessariamente que Jeová tinha tal opinião a respeito dos gêmeos antes do nascimento deles. É um fato cientificamente estabelecido que grande parte da disposição geral e do temperamento da criança são determinados no tempo da concepção, devido aos fatores genéticos contribuídos pelo pai e pela mãe. Que Deus pode ver tais fatores é evidente; Davi fala de Jeová como vendo “até mesmo meu embrião”. (Sal. 139:14-16; veja também Eclesiastes 11:5.) Não se pode dizer até que ponto tal percepção divina afetou a predeterminação de Jeová a respeito dos dois meninos, mas, de qualquer modo, sua preferência de Jacó acima de Esaú não condenava em si mesmo a Esaú ou seus descendentes, os edomitas, à destruição. A “mudança de pensamento” que Esaú buscava seriamente com lágrimas, porém, era só uma tentativa mal sucedida de mudar a decisão de seu pai Isaque, de a bênção especial do primogênito permanecer inteiramente sobre Jacó. Assim, não indicou nenhum arrependimento perante Deus da parte de Esaú, quanto à sua atitude materialista. — Gên. 27:32-34; Heb. 12:16, 17.

      Tais casos de presciência antes do nascimento da pessoa não estão em conflito com as qualidades reveladas e as normas anunciadas de Deus. Tampouco há qualquer indício de que Deus obrigou as pessoas a agir contra a sua própria vontade. Nos casos de faraó, Judas Iscariotes e o próprio Filho de Deus não há evidência de que a presciência de Jeová tenha sido exercida antes de a pessoa vir à existência. Estes casos individuais ilustram certos princípios, relacionados com a presciência e a predeterminação de Deus.

      Um destes princípios é o de Deus submeter pessoas à prova por causar ou permitir certas circunstâncias ou eventos, ou por fazer que tais pessoas ouçam suas mensagens inspiradas, com o resultado de se verem obrigadas a exercer seu livre arbítrio para fazer uma decisão e assim revelar determinada atitude de coração, vista por Jeová. (Pro. 15:11; 1 Ped. 1:6, 7; Heb. 4:12, 13) Conforme a reação das pessoas, Deus pode também moldá-las no proceder que selecionaram de sua própria vontade. (1 Crô. 28:9; Sal. 33:13-15; 139:1-4, 23, 24) De modo que o “coração do homem terreno” primeiro se inclina de certo modo antes de Jeová dirigir os passos dele. (Pro. 16:9; Sal. 51:10) Quando em prova, a condição do coração da pessoa pode tornar-se fixa, quer endurecida em injustiça e rebelião, como foi o coração de faraó no tempo do êxodo, quer firmado na devoção inquebrantável a Jeová Deus e a fazer a vontade dele. (Êxo. 4:21; 8:15, 32) Tendo atingido tal ponto de sua própria escolha, o resultado final do proceder da pessoa pode então ser conhecido de antemão e predito sem qualquer injustiça ou violação do livre arbítrio do homem. — Veja Jó 34:10-12.

      O proceder traidor de Judas Iscariotes cumpriu a profecia divina e demonstrou a presciência de Jeová, bem como a de seu Filho. (Sal. 41:9; 55:12, 13; 109:8; Atos 1:16-20) Todavia, não se pode dizer que Deus predeterminou ou predestinou que o próprio Judas adotasse tal proceder. As profecias prediziam que um conhecido íntimo de Jesus seria seu traidor, mas não especificavam qual dos seus conhecidos o seria. Novamente, os princípios bíblicos excluem a possibilidade de Deus ter predeterminado as ações de Judas. A norma divina declarada pelo apóstolo é: “Nunca ponhas as mãos apressadamente sobre nenhum homem; tampouco sejas partícipe dos pecados de outros; mantém-te casto.” (1 Tim. 5:22) Em evidência da preocupação de Jesus, de que a seleção de seus doze apóstolos fosse feita sábia e corretamente, ele passou a noite em oração a seu Pai, antes de divulgar a sua decisão. (Luc. 6:12-16) Se Judas já tivesse sido divinamente predeterminado para ser o traidor, isto resultaria em incoerência quanto à direção e orientação da parte de Deus, e segundo a regra, faria dele partícipe dos pecados que tal pessoa cometeria.

      Por isso, parece evidente que, quando Judas foi selecionado como apóstolo, o coração dele não deu indício definido de uma atitude traiçoeira. Permitiu que uma ‘raiz venenosa brotasse’ e o aviltasse, resultando no seu desvio e em ele aceitar, não a direção de Deus, mas a orientação do Diabo num proceder de furtos e de traição. (Heb. 12:14, 15; João 13:2; Atos 1:24, 25; Tia. 1:14, 15) Quando este desvio atingiu certo ponto, o próprio Jesus podia ler o coração de Judas e predizer a sua traição. — João 13:10, 11.

      É verdade que no relato em João 6:64, sobre a ocasião em que alguns discípulos tropeçaram por causa de certos ensinos de Jesus, lemos que “Jesus sabia desde o princípio [“desde o início”, Pontifício Instituto Bíblico] quem eram os que não criam e quem era o que o havia de trair”. Embora a palavra “princípio” seja usada em 2 Pedro 3:4 para se referir ao começo da criação, pode referir-se também a outros tempos. (Luc. 1:2; João 15:27) Por exemplo, quando o apóstolo Pedro falou sobre o espírito santo cair sobre os gentios “assim como tinha também caído sobre nós, no princípio”, ele se referia ao dia de Pentecostes de 33 E. C., quando se deu o “princípio” do derramamento do espírito santo com certo fim. (Atos 11:15; 2:1-4) É portanto interessante observar o seguinte comentário sobre João 6:64 no (Comentário Crítico, Doutrinário e Homilético, em inglês, de Schaff-Lange: “[‘Princípio’] não significa metafisicamente desde o princípio de todas as coisas . . ., nem desde o princípio de Ele, [Jesus] conhecer a cada um . . ., nem desde o princípio de Ele reunir os discípulos em torno de Si, nem desde o princípio do Seu ministério messiânico . . ., mas desde os primeiros germes secretos da descrença [que causou o tropeço de alguns discípulos]. De modo que Ele também conhecia Seu traidor desde o princípio.” — Veja 1 João 3:8, 11, 12.

      O MESSIAS

      Jeová Deus sabia de antemão e predisse os sofrimentos do Messias, a morte que sofreria e sua subseqüente ressurreição. (Atos 2:22, 23, 30, 31; 3:18; 1 Ped. 1:10, 11) O cumprimento das coisas determinadas pelo uso que Deus fez de tal presciência dependia em parte do uso do próprio poder de Deus e em parte das ações dos homens. (Atos 4:27, 28) Tais homens, porém, deixaram-se voluntariamente vencer pelo adversário de Deus, Satanás, o Diabo. (João 8:42-44; Atos 7:51-54) Portanto, assim como até mesmo os cristãos nos dias de Paulo ‘não desconheciam os desígnios’ de Satanás, Deus previu os desejos e métodos iníquos que seu adversário projetaria contra o seu Ungido. (2 Cor. 2:11) É evidente que o poder de Deus podia também frustrar ou mesmo bloquear qualquer ataque ou tentativa contra o Messias, que não se harmonizasse com a maneira ou o tempo profetizados.

      A declaração do apóstolo Pedro, de que o Cristo, como Cordeiro sacrificial de Deus, “era conhecido de antemão, antes da fundação [forma da palavra grega katabolé] do mundo [kósmou]” é tomada pelos defensores do predestinacionismo como significando que Deus usou de tal presciência antes da criação da humanidade. (1 Ped. 1:19, 20) A palavra grega katabolé, traduzida “fundação”, significa literalmente “lançar ou deitar” e pode referir-se à ‘geração’ dum descendente, como em Hebreus 11:11, que se refere a Abraão ‘lançar’ sêmen humano para gerar um filho e a Sara conceber este filho. Embora tivesse havido a “fundação” do mundo da humanidade quando Deus criou o primeiro casal humano, conforme Hebreus 4:3, 4, aquele casal perdeu depois sua posição como filhos de Deus. (Gên. 3:22-24; Rom. 5:12) No entanto, pela benignidade imerecida de Deus, permitiu-se que ‘lançassem’ (semeassem) e concebessem descendência, tendo assim prole, sendo que a respeito de um deles a Bíblia mostra especificamente que ele obteve o favor de Deus e se colocou na situação de receber redenção e salvação, a saber, Abel. (Gên. 4:1, 2; Heb. 11:4) É digno de nota que Jesus, em Lucas 11:49-51, mencione “o sangue de todos os profetas, derramado desde a fundação do mundo”, e equipare isto com as palavras “desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias”. Abel é assim ligado por Jesus com a “fundação do mundo”, com aquele período geral de tempo.

      O Messias ou Cristo havia de ser o Descendente prometido, por meio de quem todas as pessoas justas de todas as famílias da terra haviam de ser abençoadas. (Gál. 3:8, 14) A primeira menção de tal “descendente” ocorre após a rebelião no Éden já se ter iniciado, mas antes do nascimento de Abel. (Gên. 3:15) Isto foi mais de quatro mil anos antes de se fazer a revelação do “segredo sagrado” da administração que haveria por meio do Messias; portanto, deveras, “por tempos de longa duração tem sido guardado em silêncio”. — Rom. 16:25-27; Efé. 1:8-10; 3:4-11.

      No tempo devido, Jeová Deus designou seu próprio Filho primogênito para desempenhar o papel profetizado do “descendente” e tornar-se o Messias. Não há nada para mostrar que o Filho tivesse sido “predestinado” para tal papel mesmo antes de sua criação ou antes de irromper a rebelião no Éden. A seleção que Deus finalmente fez dele como o encarregado de cumprir as profecias tampouco foi feita sem base anterior. O período de associação íntima entre Deus e seu Filho, antes de o Filho ser enviado à terra, sem dúvida resultou em Jeová ‘conhecer’ seu Filho a um ponto em que Ele podia ter a certeza de que seu Filho cumpriria fielmente as promessas e os quadros proféticos. — Veja Romanos 15:5; Filipenses 2:5-8; Mateus 11:27; João 10:14, 15.

      OS ‘CHAMADOS E ESCOLHIDOS’

      Restam aqueles textos que tratam dos “chamados” ou “escolhidos” cristãos. (Jud. 1; Mat. 24:24) São descritos como “escolhidos segundo a presciência de Deus” (1 Ped. 1:1, 2), ‘escolhidos antes da fundação do mundo’, ‘predeterminados para a adoção como filhos de Deus’ (Efé. 1:3-5, 11) e ‘selecionados desde o princípio para a salvação e chamados para este mesmo destino’. (2 Tes. 2:13, 14) A compreensão destes textos depende de eles se referirem à predeterminação de certos indivíduos ou à descrição da predeterminação duma classe de pessoas, a saber, da congregação cristã, o “um só corpo” (1 Cor. 10:17) dos que serão co-herdeiros de Cristo Jesus no seu reino celestial. — Efé. 1:22, 23; 2:19-22; Heb. 3:1, 5, 6.

      Se estas palavras se aplicassem a indivíduos específicos como predeterminados para a salvação eterna, então se seguiria que tais indivíduos nunca poderiam ser infiéis ou falhar na sua vocação, pois a presciência deles por parte de Deus não se poderia mostrar inexata e sua predeterminação deles para certo destino nunca poderia falhar ou ser frustrada. No entanto, os mesmos apóstolos que foram inspirados a escrever as palavras precedentes mostraram que alguns dos “comprados” e “santificados” pelo sangue do sacrifício resgatador de Cristo, e que “provaram a dádiva celestial gratuita” e “se tornaram participantes do espírito santo . . . e [dos] poderes do vindouro sistema de coisas”, se apartariam além de arrependimento e trariam sobre si a destruição. — 2 Ped. 2:1, 2, 20-22; Heb. 6:4-6; 10:26-29.

      Por outro lado, considerados como se aplicando a uma classe, à congregação cristã ou à “nação santa” dos chamados, como um todo (1 Ped. 2:9), os textos já citados significariam que Deus sabia de antemão e predeterminou a produção de tal classe (mas não os indivíduos específicos que a formariam). Estes textos significariam também que ele prescreveu e predeterminou o modelo com o qual se teriam de harmonizar todos os que no devido tempo fossem chamados para ser membros dela, tudo o que se faria segundo o seu propósito. (Rom. 8:28-30; Efé. 1:3-12; 2 Tim. 1:9, 10) Ele predeterminou também as obras que se poderiam esperar ser executadas por tais, e serem eles provados por causa dos sofrimentos que o mundo lhes causaria. — Efé. 2:10; 1 Tes. 3:3, 4.

      De modo que o uso da presciência por Deus não nos livra da responsabilidade de nos esforçarmos a nos harmonizar com a sua vontade justa.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1971 | 1.° de fevereiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Qual é o “temor” que o perfeito amor lança fora, conforme diz 1 João 4:18? — C. A., E. U. A.

      O apóstolo João escreve: “No amor não há temor, mas o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor exerce uma restrição. Deveras, quem está em temor não tem sido aperfeiçoado no amor.” — 1 João 4:18.

      O temor, neste caso, é o temor que inibe as expressões da pessoa em oração a Deus. O contexto mostra que João estava continuando a sua consideração da “franqueza no falar”. (1 João 4:17) Ele não fala da franqueza no falar na pregação das boas novas, mas da “franqueza do falar para com Deus”. — 1 João 3:19-21; veja Hebreus 10:19-22.

      Aquele em quem o amor a Deus obtém plena expressão pode chegar-se com confiança ao seu Pai celestial, sem se sentir ‘condenado no coração’ como se fosse hipócrita ou desaprovado. Sabe que procura sinceramente guardar os mandamentos de Deus, e por isso faz o que agrada a seu Pai. (1 João 3:21, 22) Por isso é franco em expressar-se e fazer petições a Jeová. Não se sente como se estivesse ‘em prova’ diante de Deus, sob alguma restrição quanto ao que tem o privilégio de dizer ou de pedir. (Veja Números 12:10-15; Jó 40:1-5; Lamentações 3:40-44; 1 Pedro 3:7.) Não é inibido por nenhum temor mórbido; não está cônscio de algo ‘desabonador’ contra ele. — Veja Hebreus 10:26, 27, 31.

      Assim como a criança não se sente nem um pouco embaraçada ou amedrontada quanto a pedir algo a seus pais amorosos, por estar convencida de que eles sempre se interessam nas suas necessidades e na sua felicidade, assim os cristãos em quem o amor se desenvolveu plenamente têm certeza de que, “não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve. Ainda mais, se soubermos que ele nos ouve com respeito àquilo que pedimos, sabemos que havemos de ter as coisas pedidas, visto que as pedimos a ele.” — 1 João 5:14, 15.

      Portanto, este amor perfeito não lança fora toda espécie de temor. Não elimina o temor reverente e filial a Deus, originado do profundo respeito pela Sua posição, Seu poder e Sua justiça. (Sal. 111:9, 10; Heb. 11:7) Nem elimina o temor normal que faz a pessoa evitar o perigo, quando possível, e assim proteger a si e a sua vida, nem o temor causado pelo repentino sobressalto. — Veja 2 Coríntios 11:32, 33; Jó 37:1-5; Habacuque 3:16, 18.

      O entendimento correto de 1 João 4:18 enriquece muito espiritualmente. Revela quão grandiosa é a relação que o cristão pode usufruir com seu Criador magnífico. Encoraja-nos a falar do coração em

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar