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  • Mantenha-se firme — aproxima-se o cumprimento da promessa!
    A Sentinela — 1977 | 15 de março
    • Mantenha-se firme — aproxima-se o cumprimento da promessa!

      “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” — Heb. 10:36.

      1. O antepassado comum dos árabes e dos israelitas sentiu-se influenciado a se tornar o que, por causa duma promessa fidedigna?

      UMA boa promessa, feita por alguém em quem se pode confiar, pode influenciar aquele a quem foi feita a tomar ação recompensadora. Quantos de nós, só por causa duma promessa, estariam dispostos a se tornar forasteiro, homem sem pátria, numa terra alheia, e isso por uns cem anos? O espantoso é que temos um registro histórico sobre exatamente tal proceder! Trata-se do caso do homem de quem os árabes afirmam descender, e também seus parentes consangüíneos, os israelitas. Este seu antepassado recebeu uma promessa, cuja execução afeta toda a família humana, para o seu bem eterno.

      2. O que exigiu o cumprimento desta promessa da parte do beneficiado?

      2 O cumprimento desta promessa de importância mundial exigiu ação, segundo a declaração da promessa feita por Deus, que disse: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei; e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.” — Gên. 12:1-3.

      3. Quanto a uma promessa, em que sentido é Abraão, de Ur dos Caldeus, um exemplo para nós?

      3 Quão gratos podemos ser todos nós, os que pertencemos a “todas as famílias do solo”, que o beneficiado pela promessa, Abrão, de Ur dos Caldeus, empreendeu com confiança a ação prescrita! Abrão (mais tarde chamado Abraão) é exemplo para nós quanto a tomar a devida ação a fim de alcançar a promessa que o Deus de Abraão nos fez.

      4. Por quanto tempo permaneceu Abraão um homem sem pátria, na terra de Canaã também seu filho Isaque e seu neto Jacó?

      4 Quando Abraão tinha setenta e cinco anos de idade, ele entrou na Terra da Promessa, que então era para ele um país desconhecido. Ele faleceu à idade de cento e setenta e cinco anos. Por causa disso, ele foi homem sem pátria por todo um século — um tempo bastante longo. Seu filho Isaque, que lhe nasceu neste país estrangeiro, ainda não entregue a Abraão, também foi homem sem pátria, mas por um período ainda mais longo — por cento e oitenta anos. O filho de Isaque, Jacó a quem foi transmitida a promessa divina, foi homem sem pátria por cento e trinta anos, antes de ser chamado para o Egito, onde faleceu. (Gên. 47:7-9; 49:33) Contudo, a seu próprio pedido, este patriarca, de cento e quarenta e sete anos de idade, foi sepultado na Terra da Promessa, a terra de Canaã. — Gên. 50:1-14.

      5, 6. Que qualidade fortaleceu aqueles três patriarcas, para perseverarem por duzentos e quinze anos numa terra estrangeira, e como é isso confirmado em Hebreus 11:9, 10, 13-16?

      5 O que fortaleceu aqueles três patriarcas a se manterem firmes num país estrangeiro e a não voltarem para Ur dos Caldeus? O que os ajudou a perseverar na terra estranha de Canaã por duzentos e quinze anos (de 1943 a 1728 A. E. C.), somados juntos? Foi a sua fé em Jeová Deus e na fidedignidade da inquebrantável promessa dele. Sobre isso lemos em Hebreus 11:9, 10, 13-16:

      6 “Pela fé [Abraão] residia como forasteiro na terra da promessa, como em terra estrangeira, e morava em tendas, com Isaque e Jacó herdeiros com ele da mesmíssima promessa. Pois aguardava a cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e criador é Deus. Todos estes morreram em fé, embora não recebessem o cumprimento das promessas, mas viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país. Pois, os que dizem tais coisas dão evidência de que buscam seriamente um lugar para si próprios. Contudo, se deveras se tivessem lembrado do lugar de que tinham saído, teriam tido a oportunidade de voltar. Mas agora procuram alcançar um lugar melhor, isto é, um pertencente ao céu. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque aprontou para eles uma cidade.”

      7. Como se tornou Abraão pessoa indesejável na região onde nasceu, e que espécie de “cidade” queria ele?

      7 Abraão, como exemplo para seu filho Isaque e seu neto Jacó estava decidido a morrer no estrangeiro, em vez de recuar daquilo que lhe foi designado e retornar à sua cidade natal, Ur dos Caldeus. Visto que aquela cidade pagã estava na terra de Sinear, Abraão tornou-se até mesmo alguém indesejável naquela região, porque perseguiu e derrotou quatro reis confederados daquela região. Esses eram Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim. Abraão e suas tropas despojaram aqueles reis de todos os valores e cativos de que se haviam apoderado durante sua invasão da terra de Canaã. (Gên. 14:1-24; Heb. 7:1) Abraão não queria mais ter Ur dos Caldeus por sua cidade de residência. Renunciou a ela. Preferiu viver como nômade na Terra da Promessa, desejando algo melhor do que aquela cidade idólatra e pecaminosa onde nasceu. Em vez de uma cidade fundada por homens, Abraão, bem como Isaque e Jacó queriam uma cidade ou um governo cujo Construtor e Criador fosse Deus. Os alicerces de Ur dos Caldeus jazem hoje em ruínas, mas não a “cidade” de Deus.

      8, 9. (a) Que espécie de herança obterá Abraão ao ressuscitar, e como? (b) De acordo com Romanos 4:11, 12, como se tornou Abraão “pai” dos discípulos de Cristo, em sentido espiritual?

      8 Por Abraão ser fiel até a morte, Jeová Deus prometeu-lhe, não uma herança celestial, mas uma terrena, a terra de Canaã. De modo que Abraão, ao ser ressuscitado dentre os mortos, será levantado para a vida na terra. Mas, naquela ocasião, a terra estará sob o governo absoluto da cidade “pertencente ao céu”, o reino messiânico do Descendente mais importante de Abraão, a saber, Jesus Cristo. (Heb. 11:16) Abraão foi excelente exemplo de fé para este glorioso Descendente, aquele por meio de quem se cumpre a promessa de Deus a Abraão, pois Jesus Cristo é de modo destacado o ‘descendente de Abraão’, em quem todas as nações da terra procurarão ter bênção infindável. (Gên. 22:18) Falando-se em sentido espiritual, diz-se que Abraão é o “pai” dos discípulos de Jesus Cristo, sem importar se procedem dos judeus circuncisos ou dos não-judeus incircuncisos, os gentios. Sobre este ponto, lemos o seguinte:

      9 “E ele [Abraão] recebeu um sinal [anos depois de se ter tornado estrangeiro peregrinante na terra de Canaã], a saber, a circuncisão, como selo da justiça pela fé que teve enquanto estava no seu estado incircunciso [até gerar Isaque], para que fosse pai de todos os que têm fé enquanto na incircuncisão [como gentios], a fim de que se lhes contasse a justiça; e pai de descendência circuncisa, não somente dos que aderem à circuncisão [os judeus circuncisos], mas também dos que andam ordeiramente nas pisadas dessa fé que era de nosso pai Abraão, enquanto no estado incircunciso [como gentios].” — Rom. 4:11, 12; Gên. 15:6; 17:7-17.

      10. (a) De que modo é Deus, mais do que Abraão, o “pai de todos os que tem fé”? (b) Portanto, por meio de que qualidade obteremos o cumprimento das promessas de Deus?

      10 Visto que Abraão se tornou como pai espiritual para os discípulos de seu Descendente natural, Jesus Cristo, Abraão foi usado como tipo de Jeová Deus, que é o Pai celestial de todos os que compõem o “descendente”, por meio de quem todas as nações da terra serão abençoadas. (Gál. 3:8, 9) Jeová Deus é assim o Abraão Maior. Dele procede a qualidade da fé, porque ele dá seu espírito santo aos que o adoram, sendo que um dos frutos deste espírito é a fé. (Gál. 5:22) Sua fidelidade certa às suas promessas inspira em nós fé para com ele. Muito mais do que Abraão, Jeová é o Pai daqueles que são fiéis ou dos que têm fé. Se nos mantivermos firmes nesta fé, então, iguais a Abraão, receberemos o cumprimento das promessas de Deus a nós. Nossa fé nos ajudará a perseverar, até que obtenhamos as coisas prometidas por Deus.

      “FORASTEIROS E RESIDENTES TEMPORÁRIOS” NESTE MUNDO

      11, 12. De que modo somos nós um povo sem pátria, sendo que, iguais a Abraão, aguardamos as promessas de Deus, e como é isso corroborado pelo que está escrito em 1 Pedro 2:11, 12?

      11 Abraão é deveras um exemplo para nós, hoje, os que aguardamos as coisas maravilhosas que nos foram prometidas por Deus, que não mente. No momento, ainda há homens e mulheres que, em sentido figurativo, são pessoas sem pátria. Estes são os que realmente têm fé igual à de Abraão. São os discípulos dedicados e batizados de Jesus Cristo, o Principal membro do “descendente de Abraão”. Não é dum ponto de vista errado que são considerados como pessoas sem pátria. Este ponto de vista é apoiado por aquilo que um dos discípulos de Cristo, o apóstolo Pedro, escreveu na sua primeira carta, dirigida aos que ele chama de “residentes temporários espalhados por Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”. (1 Ped. 1:1) Em que sentido eram aqueles cristãos “residentes temporários”! Isto é demonstrado no capítulo dois, versículos onze e doze, onde o apóstolo Pedro escreve:

      12 “Amados, exorto-vos como a forasteiros e residentes temporários a que vos abstenhais dos desejos carnais, que são os que travam um combate contra a alma. Mantende a vossa conduta excelente entre as nações [ou os gentios], para que, naquilo em que falam de vós como de malfeitores, eles, em resultado das vossas obras excelentes, das quais são testemunhas oculares, glorifiquem a Deus no dia da sua inspeção.” — 1 Ped. 2:11, 12.

      13. (a) No entanto, para quem não somos “forasteiros”, e por que não? (b) Dessemelhantes de Pedro, por que não teremos de sair do sistema iníquo de coisas?

      13 Nós, discípulos dedicados de Cristo, podemos ser “forasteiros” para o mundo, mas quão consolador é saber que não somos “forasteiros” para Deus! Para ele, não somos mais “apartados e . . . inimigos, porque as [nossas] mentes se fixavam nas obras iníquas”. (Col. 1:21) Não andamos mais “assim como também as nações andam na improficuidade das suas mentes, ao passo que estão mentalmente em escuridão e apartados da vida que pertence a Deus, por causa da ignorância que há neles, por causa da insensibilidade dos seus corações”. (Efé. 4:17, 18) O apóstolo Pedro e os cristãos ungidos dos seus dias esperavam sair deste sistema mundano de coisas no dia em que morressem e assim deixar de ser forasteiros peregrinos ou residentes temporários nele. Mas, hoje, neste século vinte da congregação cristã, as testemunhas cristãs de Jeová que sobreviverem à vindoura “grande tribulação” não sairão deste sistema. Por que não? Porque é este sistema iníquo de coisas que será eliminado da face da terra, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, com que terminará a tribulação. — Mat. 24:21, 22; Rev. 7:14; 16:14, 16; 19:11-21.

      14. Que motivo sólido apresentou Pedro para que os cristãos ungidos se comportem como “forasteiros e residentes temporários” neste mundo?

      14 Professamos realmente ser cristãos dedicados? Pois bem, comportamo-nos então como “forasteiros e residentes temporários” entre as nações mundanas, assim como aconselhou o inspirado apóstolo Pedro? Havia um motivo sólido pelo qual ele exortou os cristãos, que haviam recebido “um novo nascimento para uma esperança viva”, a fim de que se comportassem cuidadosamente como gente numa terra estrangeira. O motivo de fazerem isso é que, conforme disse Pedro, são “‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz. Porque vós, outrora, não éreis povo, mas agora sois povo de Deus”. (1 Ped. 1:3; 2:9, 10) É óbvio, pois, que esses não fazem mais parte do mundo apartado de Deus. Não andam mais na sua escuridão, mas são portadores da luz da parte de Deus. Estão numa situação similar àquela de Abraão, da antiguidade.

      15. De acordo com 2 Pedro 3:13, 14, que esperança tem os cristãos que receberam o “novo nascimento”?

      15 Sua esperança não é a deste mundo. Têm uma esperança inspirada pela promessa de Deus. Esta promessa aproxima-se agora do seu cumprimento, da sua gloriosa realização. Há mais de dezenove séculos atrás, Pedro escreveu as seguintes palavras: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça. Por isso, amados, visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” (2 Ped. 3:13, 14) Esses “novos céus” eram aquela “cidade” que o fiel Abraão aguardava com tanta paciência, um governo celestial “que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e criador é Deus”. (Heb. 11:10) A “nova terra” é a nova sociedade humana composta de todos aqueles que procuram uma bênção por meio do espiritual “descendente de Abraão”. — Gên. 22:18; Rev. 21:1.

      NÃO-ENVOLVIMENTO COM O MUNDO, IMITANDO A CRISTO

      16. Portanto, por que não podem os cristãos interessar-se nos assuntos políticos e nas controvérsias das nações do mundo?

      16 Visto que os cristãos são “forasteiros e residentes temporários”, e, como tais, aguardam o cumprimento dessa promessa divina, como é que poderiam realmente interessar-se nos assuntos políticos e nos conflitos violentos das nações do mundo? Se seu coração realmente se fixar nos “novos céus” e numa “nova terra”, em conexão com o reino de Deus, sinceramente não podem fazer isso!

      17. Por que faz a obediência as palavras de Cristo, em Mateus 6:32, 33, com que seja fora de ordem dividir a atenção entre o reino de Deus e os reinos constituídos pelos homens?

      17 Jesus Cristo disse aos seus discípulos: “O vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas [materiais]. Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça.” (Mat. 6:32, 33) Buscar assim primeiro o reino do Pai celestial incluiria tomar parte ativa no cumprimento da profecia de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:14) O cristão obediente não pode transigir e dividir a sua atenção e o seu tempo entre os interesses do reino de Deus e os interesses dos reinos constituídos pelos homens, e ainda assim estar realmente colocando o reino de Deus em primeiro lugar e obter a aprovação Dele.

      18. Por que não têm os cristãos o direito de se tornarem parte deste mundo?

      18 Os cristãos, tendo-se tornado ‘forasteiros e residentes temporários” para com este velho mundo, não mais têm o direito de se fazerem novamente parte deste mundo. Se fizessem isso, não estariam incluídos na oração que Jesus fez a Deus: “Solicito-te . . . que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo. Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:15-17) Havia um motivo válido para tal oração, visto que “o iníquo” é “o governante deste mundo”. — João 12:31; 14:30.

      19. Como “forasteiros e residentes temporários”, o que terão de sofrer os cristãos, neste mundo?

      19 Será que este mundo da humanidade dominada pelo Diabo ama esses cristãos que são “forasteiros e residentes temporários” porque coerentemente recusam tornar-se parte deste mundo? Ora, será que o mundo amava a Jesus Cristo porque ele, conforme disse, ‘não fazia parte do mundo’? O discípulo não é melhor do que seu Mestre. Por conseguinte, Jesus disse aos seus discípulos: “Se o mundo vos odeia, sabeis que me odiou antes de odiar a vós. Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós; . . . De fato, vem a hora em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus.” (João 15:18-20; 16:2) A fim de que o genuíno cristão receba o cumprimento da promessa de Deus, terá de sofrer fielmente tal ódio e maus tratos do mundo.

      20. Segundo Hebreus 10:32-34, de que precisavam lembrar-se os judeus cristianizados. que foram odiados assim como Jesus?

      20 Os judeus cristianizados, na província romana da Judéia, e especialmente os na sua capital, Jerusalém, chegaram a conhecer a verdade destas palavras de aviso de seu Mestre messiânico, Jesus Cristo. Cerca de vinte e cinco anos depois de Jesus ter proferido as palavras acima citadas, o apóstolo Paulo, que era judeu cristianizado, estava em condições de escrever aos hebreus crentes em Jerusalém as seguintes palavras revigorantes: “Persisti em lembrar-vos dos dias anteriores, em que, depois de terdes sido esclarecidos, perseverastes em uma grande competição, debaixo de sofrimentos, às vezes enquanto expostos como que num teatro, tanto a vitupérios como a tribulações, e tornando-vos às vezes parceiros dos que estavam tendo tal experiência. Porque vós tanto expressastes compaixão pelos em prisão como suportastes alegremente o saque de vossos bens, sabendo que vós mesmos tendes uma possessão melhor e subsistente.” — Heb. 10:32-34.

      “EMBAIXADORES” CRISTÃOS

      21, 22. (a) Por causa da hostilidade do mundo, a quem envia Deus às pessoas, e para fazerem o quê? (b) Como é isso trazido a nossa atenção em 2 Coríntios 5:19-21?

      21 O mundo é admitidamente hostil a Jeová Deus e ao povo devoto dele. Por causa disso, Deus designou um serviço de embaixadores aos seus adoradores dedicados e batizados, que receberam dele um “novo nascimento”. (1 Ped. 1:3) Por conseguinte, ele os envia ao mundo apartado, não para promover a paz e entrar num compromisso com o mundo. Não cabe ao mundo condenado ditar termos de paz a Deus. (Luc. 14:31, 32) Deus envia seus embaixadores para rogar a pessoas individuais do mundo a se aproveitarem dos termos amorosos de Deus para entrar numa relação pacífica, salvadora de vida, com Ele. O judeu cristianizado Paulo, junto com seu companheiro, meio judeu, Timóteo, traz este fato à nossa atenção, dizendo, em 2 Coríntios 5:19-21:

      22 “Deus, por meio de Cristo, estava reconciliando o mundo consigo mesmo, não lhes imputando as suas falhas, e ele nos encarregou da palavra da reconciliação. Somos, portanto, embaixadores, substituindo a Cristo, como se Deus instasse por nosso intermédio. Rogamos, como substitutos de Cristo: ‘Sede reconciliados com Deus.’ Aquele que não conheceu pecado, ele fez pecado por nós, para que, por meio dele, nos tornássemos a justiça de Deus.”

      23. Em vista da “palavra da reconciliação” levada pelos “embaixadores” cristãos, por que não tem eles autorização para se meter na política e nos conflitos do mundo?

      23 Por serem embaixadores, substituindo a Cristo em todas as nações, os cristãos comissionados têm de levar a “palavra da reconciliação” às pessoas de toda espécie de crença política — a democratas, a republicanos, a socialistas, às de mentalidade nazista, às de mentalidade fascista, a comunistas, a conservadores, a trabalhistas, e assim por diante. A “palavra da reconciliação” de Deus é igual para todas essas, sem parcialidade. Por este motivo, seus “embaixadores, substituindo a Cristo”, não se podem meter na política de nenhum país, nem se tornar membro de nenhum partido político, em qualquer parte. Como “embaixadores” da parte de Deus, são “forasteiros e residentes temporários”, não importa em que país preguem “estas boas novas do reino”. Lembrando-se das palavras do apóstolo Paulo: “Nossa cidadania existe nos céus” (Fil. 3:20, 21), reconhecem que não têm direito, nem autorização, para se meterem em assuntos políticos. Precisam manter estrita neutralidade para com a política nacional ou local, e para com todos os conflitos egoístas deste mundo.

      24. Apesar de acatarem bem as leis, o que sofrem estes “embaixadores” por parte do mundo, conforme mostram as palavras de Paulo em Efésios 6:19, 20?

      24 Por isso são as pessoas que mais acatam as leis, pagando os impostos e atuando nos melhores interesses da comunidade. No entanto, estes embaixadores que substituem a Cristo são odiados pelo mundo, assim como o próprio Cristo foi. (Mat. 22:21; Rom. 13:1-7) Não é de estranhar, portanto, que apenas seis anos depois de Paulo ter escrito aquilo em 2 Coríntios 5:19-21 ele mesmo era prisioneiro em Roma, na Itália, e por isso escreveu à congregação em Éfeso, na Ásia Menor, para que orasse por ele: “Que me seja dada a capacidade de falar, ao abrir a minha boca com toda a franqueza no falar, a fim de tornar conhecido o segredo sagrado das boas novas, para as quais atuo como embaixador em cadeias.” — Efé. 6:19, 20.

      25. O que exige o cumprimento do serviço de embaixador cristão, tendo em mente que conhecimento sobre os bens?

      25 Assim como há dezenove séculos atrás, servir alguém como ‘embaixador, substituindo a Cristo’, entre as pessoas que hoje estão apartadas de Deus, exige suportar tal sofrimento. Como modelo para nós, Paulo perseverou fielmente. Manteve-se firme na sua embaixada ou no seu ministério cristão. Ele disse: “Recomendamo-nos de todo modo como ministros de Deus, na perseverança em muito, em tribulações, em necessidades, em dificuldades, em espancamentos, em prisões”, e assim por diante. (2 Cor. 6:4, 5) Como companheiro nos sofrimentos, Paulo podia dizer aos seus irmãos hebreus, cristianizados, que continuassem a perseverar, assim como haviam suportado muito quando primeiro obtiveram a luz da verdade bíblica. Embora pudessem perder todos os seus bens terrenos, possuíam, assim como também ele, “uma possessão melhor e subsistente”. — Heb. 10:32-34.

      26. Por que persiste ainda a necessidade de que os embaixadores e emissários cristãos se mantenham firmes na sua perseverança fiel?

      26 Como embaixadores ou emissários de Deus, substituindo a Cristo, nós, testemunhas cristãs de Jeová, na atualidade, precisamos desenvolver a faculdade da perseverança, não é verdade! Sim, porque precisamos continuar a perseverar. Desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, suportamos muita perseguição e muitos maus tratos no mundo hostil. Aguardam-nos ainda mais experiências assim, antes de obtermos o cumprimento da promessa de Deus, de “novos céus e uma nova terra”, em que há de morar a justiça, para sempre. (2 Ped. 3:13) O cumprimento desta promessa se aproxima cada vez mais. A geração atual, na qual se cometeram todas essas perseguições injustas dos embaixadores e emissários de Deus, desde a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918, é uma geração marcada. Como! No sentido de que presenciará o cumprimento da promessa de Deus, de ele introduzir um novo sistema justo de coisas. (Mat. 24:34; Mar. 13:30) Portanto, mantenhamo-nos firmes em fiel perseverança!

  • A promessa cumprida aos que fazem a vontade de Deus
    A Sentinela — 1977 | 15 de março
    • A promessa cumprida aos que fazem a vontade de Deus

      1, 2. (a) Embora o mundo cause dificuldades aos que fazem a vontade de Deus, o que estamos decididos a fazer? (b) Onde nos garante a palavra de Deus, que receberemos o poder necessário para perseverar?

      ESTE mundo procura dificultar que alguém faça a vontade de Deus. Contudo, enquanto este mundo durar — e não será por muito tempo mais — estamos decididos a persistir em fazer a Sua vontade. Fazermos isso exigirá de nós suportar ainda mais a oposição e perseguição do mundo. Mas, Deus nos dá a sua gloriosa promessa de nos fortalecer, a fim de perseverarmos até que sua promessa seja cumprida. Por isso, cabe a nós ter fé na Sua promessa, assim como Abraão, na antiguidade. O Deus Todo-poderoso pode suprir-nos a necessária fé e o poder para termos perseverança. Temos a Sua palavra para isso, em Romanos 15:4, 5:

      2 “Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras tivéssemos esperança. Ora, o Deus que provê perseverança e consolo vos conceda terdes entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve [não agradando a si mesmo, mas agradando a Deus].”

      3. (a) Como funcionava a atitude mental de Cristo, resultando em que recompensa? (b) Que consideração da nossa parte será recompensada pelo cumprimento da promessa de Deus?

      3 A atitude mental de Cristo Jesus sempre era de fazer a vontade de Deus, seu Pai celestial. Sua atitude mental o inclinava a suportar tudo o que lhe sobreviesse por fazer a vontade de Deus. Em conseqüência disso, nunca vacilou. Nunca recuou. A perspectiva de sofrer uma morte sacrificial, predita para ele nas Escrituras “escritas outrora” não o afastou de fazer a vontade de seu Pai. Por ter suportado a morte de mártir, ele foi recompensado com a ressurreição para a vida celestial. Ele perseverou assim até o cumprimento da promessa que Deus lhe fizera, embora soubesse que isso exigiu que Deus realizasse o seu ato mais poderoso a favor dele. (Efé. 1:19-21) Em harmonia com o próprio caso de Cristo, o apóstolo Paulo orou para que o Deus Todo-poderoso nos provesse perseverança. (Rom. 15:5) Esta oração nunca falhará, enquanto perseverarmos em fazer a vontade de Deus. Como recompensa por perseverarmos até o fim receberemos o animador cumprimento da promessa de Deus a nós.

      4. O que se exige agora daqueles que fazem a vontade de Deus e que têm a atitude mental de Cristo, e por quanto tempo ainda?

      4 Que a atitude mental de Cristo nos sustente em suportar tudo o que Deus ainda permitir que nos sobrevenha da parte do mundo hostil, no qual somos “forasteiros e residentes temporários”. Lembremo-nos constantemente do que se exige daqueles que fazem agora a vontade de Deus, durante o período que resta deste “tempo do fim”. (Dan. 12:4) “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa. Pois, ainda ‘por um pouco’, e ‘aquele que vem chegará e não demorará’.” (Heb. 10:36, 37) Será que podemos agüentar “ainda ‘por um pouco’” mais? Se agüentarmos, então Deus, “aquele que vem”, chegará na hora certa e cumprirá a sua promessa feita a nós.

      “AQUELE QUE VEM CHEGARÁ”

      5. Segundo a versão hebraica de Habacuque 2:2, 3, o observador da visão devia manter-se na expectativa de quê?

      5 Em Hebreus 10:37, o apóstolo Paulo cita as Escrituras inspiradas, pré-cristãs. Mas, ele faz isso, não do texto original hebraico, porém, da tradução grega do mesmo, conhecida como a Versão dos Setenta ou Septuaginta grega (LXX), feita durante o terceiro século logo antes de nossa Era Comum. De acordo com o texto hebraico, Habacuque 2:2, 3: reza: “E Jeová passou a responder-me e a dizer: ‘Escreve a visão e assenta-a de modo claro em tábuas, para que aquele que a lê alto possa fazê-lo fluentemente. Porque a visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.’”

      6. De acordo com a Versão Septuaginta grega, citada por Paulo, devia-se aguardar uma coisa ou uma pessoa?

      6 No entanto, segundo a edição em inglês de A Bíblia Septuaginta de Charles Thomson e a Versão Septuaginta publicada por S. Bagster and Sons, Ltd., Habacuque 2:2, 3, reza: “E o Senhor respondeu[-me] e disse: Escreve uma visão; escreve-a nitidamente num livro, para que o leitor possa acompanhar [percorrer] estas coisas; porque a visão é para um tempo ainda vindouro. Mas ela surgirá por fim e não será em vão. Embora ele possa demorar, aguarde-o; porque ele virá certamente e não falhará [e não demorará].”

      7. Como talvez ficasse Paulo influenciado pela Septuaginta grega para falar sobre a “perseverança”, a fim de se receber o cumprimento da promessa?

      7 De modo que a Versão Septuaginta faz a nossa atenção desviar-se da visão para uma pessoa que vem. Também, quando diz “aguarde-o”, o texto grego usa o verbo que significa “perseverar”, de modo que a idéia é de aguardar com perseverança a chegada daquele que vem. É provável que o uso deste verbo grego, que significa “perseverar”, tenha influenciado o apóstolo Paulo a usar o substantivo grego relacionado, no versículo precedente (Heb. 10:36), ao dizer: “Pois tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.”

      “POR UM POUCO”

      8. De acordo com a citação de Ageu 2:6 por Pauto, quando ou quão cedo chegará aquele que vem como Executor, para nosso alívio?

      8 Aquele que vem, que está para chegar na hora certa, é Jeová Deus, resolvido a executar o julgamento, a vingança, contra os opressores do Seu povo. Sua vinda será também o cumprimento da “visão” registrada. Quando ou quão cedo virá Ele como Executor? O apóstolo Paulo escreveu: “Ainda ‘por um pouco’.” Ele cita ali Ageu 2:6, que reza: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Mais uma vez — dentro em pouco — e eu farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e o solo seco.’” De modo que Jeová aplica a si mesmo o limite de tempo, “dentro em pouco”. E visto que o apóstolo Paulo, sob inspiração, relaciona este mesmo período de tempo com a vinda de Jeová, sem demora, podemos ter a certeza de que a vinda de Jeová, para executar o julgamento nos nossos opositores e perseguidores, ocorrerá agora dentro em breve.

      9, 10. (a) Por que podemos estar certos de que aquilo que Deus especifica como sendo “por um pouco” não será agora mais um tempo longo para nós? (b) O que sabem Satanás e seu exército de demônios sobre seu tempo de liberdade de ação aqui na terra?

      9 O que é “por um pouco” de tempo para o Deus Eterno pode ser um tempo muito longo para nós. Não obstante, lembremo-nos sempre de onde estamos na corrente do “tempo do fim”. (Sal. 90:4; 2 Ped. 3:8; Dan. 12:4) Nosso maior adversário, Satanás, o Diabo, reconhece que estamos perto do fim do sistema de coisas, que por tanto tempo esteve sob o controle dele, por ele ser “o governante deste mundo”. (João 12:31) Ele sabe que já se passaram agora quase seis mil anos desde que ele se iniciou no seu proceder rebelde e induziu nossos primeiros pais humanos a juntar-se a ele na rebelião contra a soberania universal do Deus Altíssimo. O tempo de liberdade de ação que ainda lhe resta para desencaminhar toda a terra habitada já está muito perto do fim. Depois do nascimento do reino messiânico de Deus, nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914, Satanás, o Diabo, e seu exército de anjos demoníacos foram lançados em derrota do céu para a vizinhança desta terra. Ouviram então o brado vitorioso:

      10 “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho, e não amaram, as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte. Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:10-12.

      11. A quem se aplica o “ai” mencionado em Revelação 12:12, e como?

      11 De modo que o Diabo e seu exército de demônios sabem que têm um curto período de tempo desde a sua expulsão dos santos céus. Durante este curto período de tempo, conseguiram causar muitos danos aqui na terra. O “ai da terra e do mar” não se aplica aos irmãos cristãos, que o Diabo e seus demônios têm acusado perante nosso Deus. Este “ai” se aplica aos mundanos aqui na terra e no mar. Estes jazem no poder do iníquo. (1 João 5:19) Esse “ai” inclui todas as dificuldades e durezas políticas, sociais, econômicas e religiosas, que Satanás e seus demônios estão causando na sua “grande ira”. As vítimas humanas estão assim ameaçadas de destruição total às mãos do vindouro Executor, na “grande tribulação”, agora tão próxima para o mundo. (Rev. 7:14) Satanás e seus demônios estão decididos a causar o maior dano possível na pequeníssima parte do “curto período de tempo” que ainda resta. — Rev. 12:12.

      GUERRA CONTRA O RESTANTE DA SEMENTE DA MULHER

      12. De que modo age Satanás como dragão para com a humanidade em geral, e o que procura ele fazer a respeito dos pregadores do Reino?

      12 Por trazer “ai” sobre os mundanos, que egoistamente negociam na terra e no mar, Satanás, o Diabo, igual a um dragão, devora a humanidade em geral, para constituí-la parte de sua organização terrestre, visível. Ele os mantém tão preocupados com seus empenhos egoístas e materialistas, por causa do “ai” que sofrem, que não têm tempo, nem atenção ou entusiasmo para o recém-nascido reino messiânico de Deus. Pouquíssimos deles tomam a sério ou acatam “estas boas novas do reino”, pregadas em todo o mundo pelas testemunhas cristãs de Jeová. No entanto, Satanás, o Diabo, não se satisfaz com isso. No seu desejo malicioso de derrotar o propósito de Jeová Deus, procura desesperadamente forçar os pregadores do Reino a entrar no seu campo, onde as pessoas ainda favorecem a dominação do mundo pelos governos constituídos por homens. Durante o “curto período de tempo” que lhe é concedido, como é que o “dragão” age para conseguir isso?

      13. Portanto, como age Satanás, e como se harmoniza isso com aquilo que Deus disse em Gênesis 3:15?

      13 Faz isso por travar guerra contra aqueles discípulos de Cristo, que hão de obter um lugar com ele no seu reino celestial de mil anos. Esta guerra não é imaginária, mas é tão real como aquilo que Jeová disse à serpente simbólica no Jardim do Éden, após a rebelião de Adão e Eva. Jeová disse ali: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gên. 3:14, 15) Esta “inimizade” tem persistido até o dia de hoje. Aquela “serpente original”, o simbólico “dragão”, Satanás, o Diabo, sabe que o reino messiânico de Deus nasceu nos céus em 1914, apesar de seus esforços de impedir isso. (Rev. 12:1-5, 9) O nascimento do Reino é um fato consumado, que não pode ser anulado por ele.

      14. A quem toma agora Satanás por alvo do seu ataque?

      14 “Todavia, durante todos os últimos dezenove séculos, Satanás sabia que Jeová estava chamando e escolhendo co-herdeiros de Jesus Cristo, a fim de reinarem com este durante um milênio. Sobra agora na terra apenas um pequeno restante de tais prospectivos co-herdeiros de Jesus Cristo. Satanás toma-os por alvo de seu ataque.

      15. (a) Como contrabalança Deus, para o restante do Reino, o “ai” que aflige a humanidade? (b) A fim de derrotar o propósito do Reino, o que se esforça ainda Satanás em fazer?

      15 O restante ‘regozija-se’ com a “mulher” de Deus, a organização celestial de Jeová, por causa do nascimento de sua “semente” do Reino. O restante dos prospectivos co-herdeiros de Cristo são os remanescentes da “semente” da “mulher” celestial de Deus. (Rev. 12:12, 17) Jeová não fez com que este tempo fosse cheio de ais para o restante do Reino, ainda na terra, por ter feito que o “dragão” e seus anjos demoníacos fossem expulsos do céu para a terra. Antes, tornou este “tempo do fim” uma época cada vez mais abençoada para o restante do Reino. Esta bem-aventurança espiritual contrabalança o “ai” que aflige aqueles que estão sob a governança do Diabo. Mas, Satanás, o Diabo, procura estragar a bem-aventurança do restante da “semente” do Reino. Ainda está decidido a tentar derrotar o propósito de Deus, de ter 144.000 co-herdeiros de Cristo. Procura desesperadamente impedir que o restante se mostre digno da participação no Reino. Como?

      16. Segundo Revelação 12:17, como procura Satanás impedir que o restante se mostre digno do Reino, e desde quando?

      16 Revelação 12:17 nos informa sobre isso. Diz o que o “dragão”, Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos fazem depois de terem sido desalojados do céu: “E o dragão ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” O simbólico “dragão” e seus anjos demoníacos têm batalhado sem êxito para manter sua posição nos santos céus, após o nascimento do reino messiânico de Deus, em 1914 E. C. Portanto, agora, durante sua detenção aqui na vizinhança de nossa terra, malignamente travam guerra àqueles, na terra, que são chamados para o reino messiânico, contra o qual eles lotaram lá em cima, no céu. — Rev. 12:7-13.

      17. Em que sentido é realmente “quente” a “guerra” contra aqueles que fazem a vontade de Deus, e como acabara com ela Jesus?

      17 Esta é realmente uma “guerra quente”. Já custou a vida de muitas centenas de testemunhas cristãs de Jeová, em mortes violentas, tanto entre os “remanescentes” dos prospectivos co-herdeiros de Cristo, como entre os da “grande multidão” daqueles que se preparam agora para ser súditos terrestres do reino milenar de Cristo. (Rev. 7:9-17; 20:4-6) Unidos, os do restante do Reino e os da “grande multidão” empenham-se em fazer a “vontade de Deus”, por observarem os Seus mandamentos e executarem a obra de “dar testemunho de Jesus”. Dão testemunho de Jesus como agora estando entronizado no céu e prestes a acabar com a guerra do “dragão” contra os seus discípulos fiéis, por destruir todos os agentes terrestres do dragão e depois amarrá-lo e encarcerá-lo, junto com seus anjos demoníacos, pelos mil anos de Seu reinado pacificador.

      18. Que cumprimento da promessa de Deus obterá o restante fiel e com que efeito sobre o rol de membros do Reino?

      18 Esta promessa será cumprida aos que fazem a vontade de Deus na terra, até o fim. Os esforços totais do “dragão”, de impedir que o restante entre no reino celestial, estão condenados ao fracasso. Revelação 20:4-6 assegura-nos que aqueles que fazem a vontade de Deus, ainda necessitados para completar o pleno rol de membros de 144.000 co-herdeiros do Reino, perseverarão em fidelidade até a morte, para conhecerem a felicidade de ter parte na “primeira ressurreição”. Não faltará ao reino messiânico de Deus nem um único membro do número predeterminado de co-herdeiros de Cristo.

      19. Que cumprimento da promessa de Deus obterá a “grande multidão”, e por causa de que, da sua parte?

      19 Quanto à “grande multidão” de prospectivos súditos terrestres do reino de Cristo, estes oferecem cooperação leal e apoio ao restante do Reino, no seu empenho de fazer a “vontade de Deus” até o fim. Juntam-se corajosamente ao restante em fazer a vontade divina, até ser vindicada a soberania universal de Jeová Deus. Para os desta “grande multidão” fiel e obediente cumprir-se-á sem falta a promessa de Deus de terem um lar terrestre, paradísico. Terão indizível alegria quando ouvirem o amoroso convite feito pelo reinante Filho de Deus: “Vinde, vós os que tendes a bênção de meu Pai, herdai o [domínio terrestre do] reino preparado para vós desde a fundação do mundo.” — Mat. 25:34.

  • Obtenha a prometida vida eterna — exerça fé
    A Sentinela — 1977 | 15 de março
    • Obtenha a prometida vida eterna — exerça fé

      1. Em vista do “curto perlado de tempo” que o Diabo tem, por que é agora mais urgente que aqueles que fazem a vontade de Deus exerçam fé?

      “CURTO período de tempo”, durante o qual Satanás, o Diabo, e seu exército de demônios ficam restritos aqui na terra está chegando agora ao fim. (Rev. 12:7-12) Portanto, pode-se esperar que ele intensifique sua guerra contra os “remanescentes” da “semente” da “mulher” celestial de Deus e contra a “grande multidão” de co-proclamadores do reino messiânico de Deus. Por isso se torna tanto mais urgente que estes que fazem a vontade de Deus exerçam fé, a fim de perseverarem fielmente sob o fogo inimigo.

      2, 3. Apesar da brevidade do tempo que resta a Satanás que conselho de Paulo, aos cristãos hebreus, precisamos acatar nós, os que somos o alvo do fogo de Satanás?

      2 Todos nós, os que somos agora o alvo da guerra de Satanás, recebemos muito encorajamento para permanecer fiéis ao Soberano Senhor Jeová, até que as armas inimigas sejam silenciadas. Este fim da guerra já deve estar razoavelmente perto, em especial visto que já se passaram agora mais de cinqüenta e sete anos desde que o simbólico Dragão e seu exército de demônios foram expulsos do céu para a vizinhança da nossa terra, a fim de ficarem soltos apenas por “um curto período de tempo”. Apesar da brevidade do tempo, ainda assim temos de seguir o conselho do apóstolo Paulo, escrito em Hebreus 10:36, 37:

      3 “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa. Pois, ainda ‘por um pouco’, e ‘aquele que vem chegará e não demorará’.”

      4. Como vindicará Deus a sua promessa de trazer alívio oportuno aos seus adoradores?

      4 Segundo esta citação feita de Habacuque 2:3 e Ageu 2:6, pelo apóstolo Paulo, Jeová é “aquele que vem” e que “chegará e não demorará”. Como Vencedor invencível, ele obterá a vitória sobre todos aqueles que guerreiam contra os seus adoradores, hostilizados já por muito tempo. Por meio de sua gloriosa vitória na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, ele vindicará sua promessa de trazer alívio duradouro aos seus adoradores afligidos.

      5. Por que são Satanás e seu exército de demônios agora obrigados a usar agências terrestres, visíveis, e o que é a simbólica “fera’, a Sétima Potência Mundial e a “Imagem” da fera?

      5 O Dragão, Satanás, o Diabo, e seu exército de demônios foram impedidos de se materializarem visivelmente em carne para travar guerra contra as atuais testemunhas cristãs de Jeová. Por isso, vêem-se obrigados a usar agentes terrestres sob o seu controle invisível, pessoas, organizações e governos políticos do mundo. Os elementos políticos envolvidos na guerra constituem o sistema político mundial, que Revelação 13:1-10 retrata como “fera” bravia. Esta inclui a moderna Potência Mundial Dupla Anglo-Americana, a Sétima Potência Mundial falada na profecia bíblica. No cumprimento da profecia bíblica, esta Sétima Potência Mundial promoveu a criação duma “imagem” idólatra da “fera” política. (Rev. 13:11-15) Já por mais de cinqüenta e seis anos, esta “imagem” tem atraído a atenção do mundo. A “imagem” é a organização internacional em prol de paz e segurança mundiais, primeiro na forma da Liga das Nações, e agora como Nações Unidas.

      6. Que “marca” simbólica recebem os adoradores patrióticos da “fera” e o que significa esta “marca” numérica?

      6 Os patriotas que crêem na soberania nacional e em formas de governo político constituídas por homens, em toda a terra, na realidade adoram a “fera” política. Confiam também na “imagem” desta “fera”, em vez de no governo soberano de Jeová, por meio de Cristo. Em sentido nacionalista, empenham a mão e a cabeça no apoio dado a esses arranjos dos homens para o domínio do mundo. Isto resulta em receberem a “marca” que indica claramente que não servem os interesses do reino de Deus, mas sim os da humanidade que governa a si mesma. Não se envergonham de ser relacionados com o número significativo de seiscentos e sessenta e seis, número identificador da “fera” política. Na Bíblia, o número seis é usado para indicar imperfeição humana, falhas humanas. Portanto, 600 mais 60 mais 6 indica imperfeição e deficiência humana de modo intensificado, em especial no governo humano da terra. Vemos hoje de modo mais claro do que antes o fracasso frustrador do governo político do homem, por causa de sua imperfeição, insuficiência e corrução. Está sendo achado falho perante Deus. — Rev. 13:16-18.

      7. Os superpatriotas políticos procuram obrigar todos os outros a participar em que, e para quem é isto uma prova de fidelidade?

      7 Os superpatriotas que adoram a “fera” e a sua “imagem” usam orgulhosamente “o seu número” 666. Exercem pressão sobre todos os demais, para obrigá-los a participar na adoração da “fera” e assim serem marcados como pertencentes ao estado político, constituído pelo homem, não a Deus. Recorrem à perseguição de várias espécies contra as testemunhas cristãs de Jeová. Por quê? Porque estas se negam a participar na adoração idólatra de criações humanas. Isto constitui uma prova severa de fidelidade para todos os que defendem a soberania universal e Divindade de Jeová. Foi por isso que o anjo observado na visão do apóstolo João disse:’ Aqui é que significa perseverança para os santos, os que observam os mandamentos de Deus e a fé que era de Jesus.” — Rev. 14:12.

      8. Portanto, o que fazemos nós os que observamos os mandamentos de Deus e a fé que era de Jesus e em que resultaria para nós termos a “marca” da “fera”?

      8 Nós, os que observamos os mandamentos de Deus, obedecemos antes a Ele como Governante do que aos homens, mesmo às custas de sofrer às mãos dos perseguidores. Mantemo-nos firmes na nossa fé em Jesus, como o Messias ou Cristo, e anunciamo-lo como o Rei ungido, a quem Jeová entronizou e coroou ao fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Por este motivo vital abstemo-nos de participar ativamente na política e nas controvérsias violentas da “fera” e da Potência Mundial Dupla Anglo-Americana, promotora da “imagem” da “fera”, a partir do ano de após-guerra de 1919. Não desconhecemos o que significaria para nós receber “a marca, o nome da fera ou o número do seu nome”. Significaria para nós beber “do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor”, e ser “atormentado com fogo e enxofre, a vista dos santos anjos e à vista do Cordeiro”, Jesus Cristo. Isto levaria à nossa destruição eterna, à “segunda morte”. Seríamos lançados no simbólico “lago ardente que queima com enxofre”. (Rev. 14:9-11; 13:16, 17; 19:20; 21:8) Queremos que isso aconteça conosco? Não!

      9. (a) A atual situação exige que qualidade da nossa parte? (b) O que serve de incentivo para nós, para permanecermos fiéis, com que confiança em Deus?

      9 A atual situação, em que o extremo nacionalismo e a adoração do estado político se espalharam pelo mundo afora, exige deveras perseverança por parte daqueles que “observam os mandamentos de Deus e a fé que era de Jesus”. Mas, nossa obediência firme aos mandamentos de Deus e a fé possuída por Jesus é o que constitui agora a vontade de Deus. É só depois de termos feito a vontade de Deus neste sentido que receberemos o cumprimento da sua promessa a nós. Visto que sobra agora “um pouco” de tempo antes que ‘aquele que vem chegue’ e não demore, seria em si mesmo tolo se parássemos de perseverar, a fim de obter para nós alívio egoísta, antes de Jeová chegar com vingança contra aqueles que tornam para nós tão difícil fazer fielmente a Sua vontade até o fim. Mas o que Deus prometeu serve como incentivo para continuarmos a fazer a vontade de Deus por amor a ele. Oferece-se-nos o que foi prometido, mas precisamos ter forte fé Naquele que promete, crendo que ele é absolutamente fiel à sua promessa e plenamente apto para cumpri-la a nos.

      OBTENHA A VIDA ETERNA PELA FÉ

      10. (a) Por que se agrada Deus em recompensar nossa demonstração de fé nele? (b) Em contraste com a alma inchada com a confiança em si mesma, o justo de Deus viverá em razão de que qualidade?

      10 Temos tal fé! Precisamos dela para nos tornar fortes, a fim de perseverar até o cumprimento da promessa de Deus. Tal fé da nossa parte honra a Deus, pois, demonstra que confiamos nele com respeito à veracidade de sua promessa. Portanto, nossa fé em Deus é algo que lhe agrada. Ele se sente feliz em recompensar tal fé perseverante. (Heb. 11:6) Lembrando-nos de quão essencial é a fé para mantermos a integridade cristã e nos mostrarmos dignos da vida eterna na prometida nova ordem de justiça, o apóstolo Paulo citou outra declaração de Deus, na profecia de Habacuque. Nesta profecia, Deus fala primeiro sobre alguém que fica inchado de orgulho, cheio de si e cheio de confiança em si mesmo, sem ter fé em Jeová. De modo que tal pessoa não é uma alma reta, não é reta para com o único Deus vivente e verdadeiro. Depois de tomar nota de tal alma, Jeová fez a seguinte declaração, citada por Paulo: “Mas o meu justo viverá em razão da fé.” (Heb. 10:38; Hab. 2:4) Tal fé induz o “justo” a ser fiel e reto.

      11, 12. (a) A fim de obtermos a prometida vida eterna até que ponto temos de exercer fé? (b) Partindo duma breve descrição das façanhas de fé, de pessoas da antiguidade, a que exemplo da maior espécie de fé nos leva Paulo?

      11 Naturalmente, Paulo disse, em 2 Coríntios 5:7: “Estamos andando pela fé, não pela vista.” E isto significa que vivemos com fé em Deus. Todavia, a fim de perseverarmos e obtermos a vida eterna em cumprimento da promessa de Deus, temos de exercer fé até o fim de nossa vida neste sistema iníquo de coisas, cujo governante é Satanás, o Diabo. (1 João 2:25; João 12:31) Precisamos demonstrar o mesmo grau de fé dos “antigos” fiéis. Eles provaram sua fé até a morte, embora não recebessem naquele tempo o cumprimento da promessa específica feita a eles. Suas façanhas exemplares de fé foram descritas brevemente pelo apóstolo Paulo no capítulo seguinte de sua carta, em Hebreus, capítulo onze. Partindo da narrativa sobre tantos homens e mulheres de fé, que receberam testemunho elogioso de Deus, Paulo nos leva ao maior exemplo de fé, dizendo:

      12 “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus. Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus.” — Heb. 12:1-3.

      13. Durante este “pouco” tampo que está terminando, por que teremos de olhar em especial e atentamente para o Exemplo perfeito de fé, lembrando-nos de que aviso de Paulo em Hebreus 10:38?

      13 Cabe-nos especialmente agora olhar atentamente para o nosso Exemplo Perfeito, Jesus Cristo, pois, agora, ele não só está assentado à mão direita de Deus, mas também reina como empossado Rei messiânico. Mesmo durante este “pouco” tempo que se esgota rapidamente, antes de Jeová chegar como Vingador, é possível que percamos a fé, cometendo o pecado que tão facilmente nos enlaça. Há dezenove séculos, Paulo fez questão de advertir os hebreus cristianizados sobre tal perigo, acrescentando mais uma citação da profecia de Habacuque e dizendo: “E, ‘se ele retroceder, minha alma não tem prazer nele’.” — Heb. 10:38.

      14. Que ordem segue Habacuque 2:4 em fazer um contraste entre duas pessoas diferentes, mas como inverte Paulo a ordem, em Hebreus 10:38?

      14 Na profecia de Habacuque, segundo a primitiva tradução grega, a Septuaginta, ou Versão dos Setenta, Jeová diz: “Se alguém retroceder? Minha alma não tem prazer nele. Mas o justo viverá pela fé em Mim.” (Hab. 2:4, tradução inglesa de Thomson) Aquele que perde a fé e retrocede tem o desfavor de Jeová. Ele é contrastado com o cristão que se mantém firme na sua fé em Jeová e obtém a vida eterna. Fazendo esta citação, Paulo inverte a ordem das duas partes de Habacuque 2:4. Paulo põe a última parte em primeiro lugar.

      15. Como nos acautela assim Paulo, de modo bem apropriado, em vista de que prova que surge diante de nós?

      15 Paulo faz isso a fim de acautelar a nós, os que temos no momento a fé cristã, pois, mesmo agora existe o perigo de que alguns de nós retrocedam e se afastem. “Conseqüentemente, quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia.” (1 Cor. 10:12) Ao passo que o mundo debaixo de Satanás fica cada vez mais ditatorial, aumentam as pressões que sofremos. Vendo a tremenda prova final de nossa fidelidade surgir diante de nós, com a aproximação da “grande tribulação”, talvez decidamos que não queremos enfrentá-la. Poderíamos perder a fé e a confiança em Deus. Assim, retrocederíamos. Deixaríamos de sofrer provações.

      16. De que maneira age precipitadamente aquele que é incrédulo para com Deus?

      16 De modo bastante apropriado, a Versão Vulgata latina de Habacuque 2:4 reza: “Eis que o incrédulo não tem a alma reta em si mesmo; mas o justo viverá na sua fé.” (Versão Matos Soares) A Nova Bíblia Americana, versão católica em inglês, indica que o cristão é “precipitado” se renunciar à sua fé por causa das crescentes dificuldades que vê à frente a ponto de violar a sua integridade para com Deus. Ela reza: “O homem precipitado hão tem integridade; mas o homem justo, por causa de sua fé, viverá.”

      17. O que se pode dizer sobre alguém ser “precipitado” em prosseguir marchando com fé em direção à “grande tribulação”?

      17 O cristão que prossegue marchando na sua fé em direção à “grande tribulação” não ‘se precipita’ em fazer isso. O realmente precipitado, aquele que está cheio de confiança em si próprio, e quem se torna desistente, por causa de sua descrença quanto ao Deus Todo-poderoso. O desistente pára pouco antes de receber a recompensa, o cumprimento da promessa de Deus aos fiéis. Jeová Deus não tem prazer naqueles que desistem.

      18. Em Hebreus 10:39, que proceder é apresentado aos fiéis pelo apóstolo Paulo?

      18 O que faremos, agora, quando nos confrontamos com o tempo mais turbulento de toda a história do povo devotado de Jeová? Qual deve ser a nossa determinação? Longe de nós, adotar um proceder covarde e retroceder! Pela benignidade imerecida de Deus, nosso rumo fiel é indicado para nós pelo apóstolo Paulo, quando ele fala pela classe dos fiéis e diz: “Ora, nós não somos dos que retrocedem para a destruição, mas dos que tem fé para preservar viva a alma.” — Heb. 10:39.

      19. Se nós nos declararmos a favor de não retroceder, o que faremos quanto às reuniões e à “franqueza no falar”?

      19 Agora é o tempo de nos resolvermos. Vamos depositar nossa inabalável fé em Deus e concordar com o apóstolo Paulo, declarando com determinação: “Nós não somos dos que retrocedem para a destruição”, Declarando que não somos desta espécie de cristãos incrédulos, não deixaremos “de nos ajuntar”, assim como os incrédulos, que retrocedem, têm o costume de fazer, mas nos reuniremos, se necessário, até mesmo às ocultas, a fim de nos estimularmos mutuamente, “e tanto mais quanto [vemos] chegar o dia”. Não lançaremos fora a nossa franqueza no falar, “que recebe a paga duma grande recompensa”, mas continuaremos destemidamente proclamando o governo teocrático de Jeová por Cristo, como a única esperança de toda a humanidade. — Heb. 10:25-35; Mat. 24:14; Mar. 13:10.

      20. Se quisermos ter vida eterna, nós nos declararemos a favor de que proceder positivo?

      20 Em contraste com a destruição, nós queremos a vida eterna, não queremos? Por isso diremos agora, não de forma negativa, mas de modo positivo e de todo o coração: “Somos . . . dos que têm fé para preservar viva a alma. A fé é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas. Porque, por meio desta, os antigos [inclusive Abraão] receberam testemunho.” — Heb. 10:39 a 12:2.

      21. A fé na promessa de Deus nos habilita a fazer o que, e com que espécie de expectativa?

      21 Nossa fé na promessa de Deus, para quem é impossível mentir, habilita-nos a perseverar. A fé e a perseverança andam de mãos dadas, assim como está escrito em Revelação 13:10: “Aqui é que significa a perseverança e a fé dos santos.” Até agora, talvez já tenhamos perseverado muito tempo à espera do cumprimento da promessa de Deus, mas a nossa expectativa dela é fortalecida, assegurada, sendo uma expectativa a ponto de estarmos plenamente convencidos de que Deus não nos desapontará.

      22. O que cremos a respeito das coisas não vistas da promessa de Deus, e com que nos recompensará ele, para usufruirmos o cumprimento da promessa?

      22 Talvez ainda não vejamos as coisas prometidas por Deus e que esperamos, mas sabemos que são realidades, visto que temos a “demonstração evidente” de sua existência segundo o poder do Deus Todo-poderoso. Para entrarmos no cumprimento da promessa de Deus, temos de ter vida; temos necessidade de que nossa alma seja preservada viva. Podemos obter este prêmio da vida apenas pela fé sustentada. Desejamos avidamente usufruir eternamente a promessa cumprida de Deus Longe de nós, portanto, qualquer idéia ou inclinação de retroceder em temor e descrença! Nós exerceremos fé, junto com obras em prova disso! Como recompensa, Jeová Deus, o Dador da vida, preservará nossa alma viva, para sempre. — 1 João 2:25.

      23. Em cumprimento de sua promessa, o que fará Deus para com os que fielmente perseveram em fazer a sua vontade?

      23 Portanto, sem falta, o “Deus que provê perseverança” cumprirá a sua promessa àqueles que fielmente perseveram em fazer a sua vontade. (Rom. 15:5) Ele nos introduzirá alegremente nas eternas bênçãos e privilégios de seu há muito prometido reino por seu Filho, Jesus Cristo. Assim, não terá sido em vão nossa pregação deste reino “em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”, antes de vir “o fim”. — Mat. 24:14.

      [Foto na página 185]

      Apenas aqueles que exercem uma fé persistente sobreviverão ao fim do atual sistema e obterão a vida eterna, em cumprimento da promessa de Deus.

  • Manter-se separado do mundo pode salvar a vida
    A Sentinela — 1977 | 15 de março
    • Manter-se separado do mundo pode salvar a vida

      “O mundo os tem odiado”, disse Jesus Cristo a respeito de seus seguidores, “porque não fazem parte do mundo”. (João 17:14) Visto que se mantêm separados do mundo — de sua política, seu proceder e suas atitudes — os verdadeiros cristãos muitas vezes tornam-se alvos de zombarias e flagrante ódio. Mas essa separação pode servir também de proteção em tempos de perturbações políticas.

      Certo homem, que mora numa cidade universitária da América do Sul, verificou que é assim no seu caso. Ele era muito ativo na universidade, em dirigir as atividades políticas. Daí, seu interesse casual nas Escrituras, estimulado por uma palestra com uma Testemunha de Jeová, desenvolveu-se num estudo sério da Bíblia. Inteirando-se do conceito cristão de não envolvimento na política, retirou-se aos poucos de seu círculo de amigos e das ideologias deles.

      Seus antigos amigos e companheiros de política zombavam e escarneciam do que chamavam de sua “recém-encontrada ignorância”. Vez após vez ele lhes explicou sua atitude baseada na Bíblia. Daí, no começo da década dos 1970, uma repentina reviravolta no cenário político causou uma mudança de atitude para com as ideologias antes adotadas por aquele homem. Seus antigos companheiros foram exilados, encarcerados ou mortos. Quão feliz ele se sente de estar hoje vivo e livre, por ter tomado sua posição como discípulo de Jesus Cristo!

  • Sacerdotes elogiam as Testemunhas
    A Sentinela — 1977 | 15 de março
    • Sacerdotes elogiam as Testemunhas

      Dois sacerdotes católicos, que publicam um boletim informativo para a sua paróquia em Westport, Nova Zelândia, declararam: “Os católicos podem aprender muito de gente como as Testemunhas de Jeová; uma crença inabalável nos ensinos de sua organização e a determinação de divulgar suas crenças. Neste respeito, como se comparam com elas os católicos, e isto quer dizer você e eu? — Temo que de modo muito desfavorável.”

      Os sacerdotes concluíram: “Da próxima vez que você se sente tentado a desdenhar as Testemunhas de Jeová, pare e pense, e talvez ore para que nós tenhamos mesmo apenas um pouco da coragem que elas têm; a lealdade inabalável delas à sua Igreja e a vontade de divulgar a sua.”

      Entretanto, os sacerdotes despercebem um ponto decisivo. Qual é o poder que impele a tal coragem e convicção? É o poder da verdade, que provém do espírito santo de Deus, conforme salientaram os apóstolos de Cristo. — Atos 5:32.

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