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  • Abrindo o caminho de volta para o Paraíso
    A Sentinela — 1989 | 15 de agosto
    • Abrindo o caminho de volta para o Paraíso

      “[Jesus] lhe disse: ‘Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.’” — LUCAS 23:43.

      1, 2. (a) O que significa “paraíso”, e semelhante ao que deve ter sido o jardim do Éden? (b) Como se traduz nas Escrituras Gregas Cristãs a palavra hebraica para “jardim”?

      A FAMÍLIA humana teve seu início no Paraíso. Sobre a criação do homem, lemos no primeiro livro das Escrituras Sagradas: “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego de vida, e o homem veio a ser uma alma vivente. Além disso, Jeová Deus plantou um jardim no Éden, do lado do oriente, e ali pôs o homem que havia formado.” (Gênesis 2:7, 8) O nome “Éden” significa “Prazer”, portanto, o jardim do Éden era um espaçoso parque de prazer, com muitos e variados belos aspectos.

      2 A palavra “paraíso” vem da língua grega, e nessa língua ela significa jardim semelhante a um parque. A palavra grega usada para traduzir o substantivo hebraico gan, significando “jardim”, é pa·rá·dei·sos. As Escrituras, de Mateus a Revelação (Apocalipse), foram escritas na língua grega, e esta palavra grega foi usada para registrar as declarações do Senhor Jesus Cristo quando este sofria a pena de morte numa estaca de tortura no Calvário, em 14 de nisã de 33 EC.

      Jesus Promete um Paraíso a um Malfeitor

      3. (a) O que pediu a Jesus o malfeitor compassivo? (b) O pedido do malfeitor compassivo mostrou o que a respeito de que crença em Jesus?

      3 Naquela ocasião, dois malfeitores foram executados na estaca, um de cada lado de Jesus. Um deles havia parado de falar abusivamente a Jesus, como o ladrão na estaca no outro lado de Jesus continuava a fazer. O malfeitor compassivo virou-se e disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”, expressando assim fé que Jesus, embora pregado na estaca ao seu lado, receberia um futuro reino. (Lucas 23:42; Marcos 15:32) Quanto isso deve ter tocado o coração do Senhor Jesus! Aquele criminoso amigável cria que Jesus Cristo era inocente e que não merecia essa penalidade severa, ser executado na estaca em desonra pública. (Lucas 23:41) Ele mostrou por meio desse pedido que cria que Jesus seria ressuscitado dentre os mortos e receberia um reino. O malfeitor também demonstrou fé de que ele próprio poderia ser ressuscitado, e que Jesus seria Aquele que o chamaria da morte e o favoreceria com uma renovada vida na terra.

      4. Como respondeu Jesus à solicitação do malfeitor, indicando o quê?

      4 Quando Jesus lhe disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso”, ele apontou para uma ressurreição daquele malfeitor compassivo. Isto deve ter sido um consolo genuíno para o criminoso que mostrou fé. Para que a ressurreição desse homem ocorresse, Jesus teria de ser ressuscitado primeiro. Daí, exercendo o seu poder de ressuscitar, recebido de Deus, Jesus chamaria de volta esse malfeitor dentre os mortos no dia da ressurreição do mundo da humanidade. — Lucas 23:43; João 5:28, 29; 1 Coríntios 15:20, 23; Hebreus 9:15.

      5, 6. (a) O que o governador Pôncio Pilatos mandou escrever acima de Jesus, na estaca? (b) Em que língua provavelmente falou Jesus ao malfeitor?

      5 Em que língua fez Jesus essa promessa? Usavam-se várias línguas ali, naquele tempo. Isto é indicado pelas palavras que o governador Pôncio Pilatos fez com que se escrevessem acima da cabeça do executado Jesus Cristo, identificando-o de modo que todos os transeuntes pudessem ler. O relato em João 19:19, 20 diz: “Pilatos escreveu também um título e o pôs na estaca de tortura. Estava escrito: ‘Jesus, o Nazareno, o Rei dos Judeus.’ Portanto, muitos dos judeus leram este título, porque o lugar onde Jesus estava pregado numa estaca era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, em latim, em grego.”

      6 Quando nasceu de sua mãe virgem, Maria, em Belém, Jesus veio ao mundo como judeu, ou hebreu. Concordemente, na sua pregação por três anos e meio na sua terra natal, ele evidentemente utilizou a língua judaica então em uso, ou hebraico. Assim, ao fazer declarações reanimadoras ao malfeitor compassivo, Jesus provavelmente falou em hebraico. Assim, teria usado a palavra hebraica gan ao referir-se ao Paraíso — a palavra encontrada em Gênesis 2:8. Ali, a versão grega Septuaginta das Escrituras Sagradas usa a palavra pa·rá·dei·sos ao traduzir a palavra original gan.

      7. Como foi Jesus glorificado ao ser ressuscitado?

      7 Jesus foi ressuscitado dentre os mortos no terceiro dia após a sua execução, ou em 16 de nisã do calendário hebraico. Quarenta dias depois ele retornou ao céu, o seu lar original, só que agora numa condição mais enaltecida. (Atos 5:30, 31; Filipenses 2:9) Estava agora revestido de imortalidade, uma qualidade que partilha com seu Pai celestial. Jeová Deus havia sido O único a possuir a imortalidade até a ressurreição de Jesus dentre os mortos naquele domingo, 16 de nisã. — Romanos 6:9; 1 Timóteo 6:15, 16.

      O Resgate Abre o Caminho

      8. Qual era o propósito original de Jeová com respeito à terra, e o que mostra que ele mantém esse propósito?

      8 Todos estes eram passos que Deus dava para cumprir seu propósito de fazer com que a terra inteira se revista de beleza paradísica, sim, que se torne um paraíso global. (Gênesis 1:28; Isaías 55:10, 11) Em 1 Coríntios 15:45, o apóstolo Paulo se refere a Jesus como “o último Adão”. Isto indica que Deus tem mantido seu propósito original para com a terra, e que alguém cumprirá o objetivo que o primeiro Adão deixara de cumprir.

      9. O que proveu Jesus para abrir o caminho de volta para o Paraíso?

      9 Segundo Paulo, Jesus proveu um “resgate correspondente”. (1 Timóteo 2:6) O próprio Jesus Cristo dissera: “Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” Isto possibilitou àqueles que exercessem fé em Jesus Cristo ganhar a vida eterna. — Mateus 20:28; João 3:16.

      10. (a) O que determinou Deus com respeito a um número limitado de humanos favorecidos? (b) Quando começou a escolha do “pequeno rebanho”, e por quem?

      10 Quando subiu ao céu depois de sua ressurreição dentre os mortos, Jesus podia apresentar o mérito de seu sacrifício de resgate a Deus em favor da família humana. Contudo, era o propósito de seu Pai celestial, Jeová Deus, tirar dentre as nações da terra “um povo para o seu nome”. (Atos 15:14) Segundo Revelação 7:4 e 14:1-4, estes devem constituir-se de meramente 144.000 pessoas, o “pequeno rebanho”, chamado ao Reino celestial de Deus. (Lucas 12:32) A seleção desses especialmente favorecidos de Jeová Deus começou com a escolha dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. (Mateus 10:2-4; Atos 1:23-26) Jesus disse aos membros iniciais dessa congregação: “Vós não me escolhestes, mas eu escolhi a vós.” (João 15:16) Estes impulsionariam a obra de proclamar o vindouro Paraíso global sob o governo do Reino.

      Quando Viria o Reino

      11. Quando seria estabelecido o Reino messiânico?

      11 Em nome do Senhor Jesus Cristo, nós hoje continuamos a fazer orações a Jeová em favor da vinda do Seu Reino. (Mateus 6:9, 10; João 14:13, 14) O Reino messiânico estava destinado a ser estabelecido no fim dos “tempos designados das nações”. (Lucas 21:24) Estes Tempos dos Gentios terminaram no ano 1914.a

      12. O que ocorreu em 1914 em harmonia com a profecia de Jesus a respeito de coisas notáveis que marcariam a sua presença invisível?

      12 Aquele ano foi marcado pela primeira guerra mundial da história humana. Isto se harmonizava com a profecia de Jesus a respeito de coisas notáveis que marcariam a sua presença invisível no poder do Reino sobre a terra. Os seus discípulos lhe haviam perguntado: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” Em resposta, Jesus disse: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:3, 7, 8, 14; Marcos 13:10.

      13. (a) Em que sentido a pregação do Reino de Deus são boas novas? (b) Por quanto tempo se têm feito orações pela vinda do Reino de Deus, e será que as Suas testemunhas na terra alguma vez já se cansaram de fazer tais orações?

      13 Estas boas novas do Reino de Jeová estão sendo pregadas em mais de 200 terras, e fazem-se empenhos de estender tal pregação a territórios adicionais. São novas, não a respeito de um governo mundial ainda por vir, mas de um reino já empossado, já governando. Este Reino foi estabelecido em 1914. Isto preparou o caminho para se responder a oração que Jesus delineou mais de 1.900 anos atrás. Esta oração tem sido dirigida ao Fundador daquele Reino, desde que aquele que havia de ser o Rei desse governo ensinou seus discípulos a orar por este. Assim, o Autor desse Reino já tem ouvido o pedido por ele por um tempo bem longo. Ele tem-se agradado de ouvir as orações dirigidas a ele por suas testemunhas na terra durante todo esse tempo, pois isso demonstrou que elas se apegaram à sua fé na vinda desse Reino. Não se cansaram de fazer tal oração ao “Pai nos céus”, como se esta se tivesse tornado algo corriqueiro para elas. — Mateus 6:9, 10.

      14. Por que as Testemunhas de Jeová persistem em pregar as boas novas do Reino de Deus?

      14 Ao passo que as Testemunhas de Jeová crêem e declaram que o Reino foi estabelecido nos céus em 1914, elas persistem em pregar estas boas novas do Reino. Fazem isso porque aquele Reino estabelecido não assumiu controle exclusivo da terra, mas tem permitido que os reinos deste mundo continuem a exercer o seu poder e autoridade sobre todas as tribos e raças da humanidade. (Romanos 13:1) Deve, portanto, vir num pleno sentido, isto é, ao ponto de tornar-se o governo exclusivo a exercer domínio sobre toda a terra. — Daniel 2:44.

      15. O que vem acontecendo desde Pentecostes de 33 EC, em escala maior do que quando os reis de Israel eram ungidos?

      15 Embora designado como Rei desse Reino, Jesus não governa sozinho. Jeová Deus designou 144.000 seguidores de seu Filho real para serem co-herdeiros no Reino Messiânico de Deus. (Daniel 7:27) Assim como os antigos reis de Israel eram ungidos com santo óleo de unção pelo sumo sacerdote, assim, desde o dia de Pentecostes de 33 EC, Jeová tem feito com que os 144.000 co-herdeiros de Jesus Cristo fossem ungidos com o Seu espírito santo, gerando-os para a vida espiritual nos céus com o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. — Revelação 19:16; compare com 1 Reis 1:39.

      O Paraíso Será Restaurado pelo “Último Adão”

      16. Quais eram as perspectivas para o Reino quando Jesus foi pregado na estaca, mas por que não havia ele sido um proclamador de notícias errôneas?

      16 Quando Jesus foi pregado na estaca, em 33 EC, dificilmente parecia possível que ele realmente pudesse vir a ter um reino. Mas, na sua pregação do Reino de Deus, ele não fora um proclamador de notícias errôneas. No terceiro dia após a sua execução, o Fundador do Reino assegurou que os discípulos de Jesus não fizessem orações por um governo irrealizável. Jeová ressuscitou Aquele que havia de representá-Lo no Reino pelo qual se orava e revestiu-o de imortalidade.

      17, 18. (a) O que significa Jesus ser chamado de “o último Adão”? (b) O que indicam os eventos mundiais desde 1914?

      17 Jesus sabia que o Criador do primeiro Paraíso na terra colocaria sobre ele a obrigação de renovar o Paraíso e cuidar do povoamento do jardim global. Em 1 Coríntios 15:45, 47, lemos: “Até mesmo está escrito assim: ‘O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente.’ O último Adão tornou-se espírito vivificante. O primeiro homem é da terra e feito de pó; o segundo homem é do céu.” O segundo Adão desceu do céu e é aquele a quem Jeová usa para restabelecer o Paraíso aqui na terra. Foi nessa base que o Senhor Jesus disse ao transgressor compassivo: “Estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:43) Deste diálogo fica novamente evidente que o Paraíso será estabelecido na terra sob o Reino do céu às mãos do glorificado Jesus Cristo, “o último Adão”.

      18 Os eventos mundiais desde 1914 se harmonizam com as profecias feitas por Jesus Cristo e provam assim que Jesus tem estado empossado desde então. Agora já por mais de sete décadas, as pessoas desta geração do século 20, que vivem desde 1914, têm experimentado o cumprimento dos eventos alistados na profecia de Jesus em Mateus, capítulo 24. Por conseguinte, este período de tempo está perto de seu fim, com a restauração do Paraíso na terra bem próxima. — Mateus 24:32-35; compare com o Salmo 90:10.

      Emocionante Era de um Novo Mundo Bem Próxima

      19, 20. (a) Depois do Armagedom, ao que introduzirá Jeová aqueles que o amam? (b) O que será necessário fazer pouco depois do Armagedom?

      19 Jeová não introduzirá aqueles que o amam num sistema de coisas enfadonho, monótono, depois de inequivocamente vindicar a Sua soberania universal no campo de batalha do Armagedom. A vindoura era para a família humana sob o salutar reinado do Rei messiânico, Jesus, o Filho de Deus, será, deveras, muito emocionante. Ah! Quanta coisa benéfica terá de ser feita! Toda e qualquer cicatriz deixada na face da terra em resultado do conflito global entre os exércitos celestiais de Jeová e as forças combinadas do mal serão removidas. Não sobrará vestígio algum.

      20 Mas, que dizer de todos os equipamentos de guerra que as nações terão deixado atrás? Em vista da indicação simbólica da duração do período que será necessário para eliminar as partes combustíveis destes, a quantidade será enorme. (Ezequiel 39:8-10) Os sobreviventes do Armagedom talvez adaptem para fins úteis os materiais de quaisquer restos de equipamentos de guerra das nações. — Isaías 2:2-4.

      21. Similar à experiência dos sobreviventes do Dilúvio, com que situação se confrontarão os sobreviventes do Armagedom, mas com que grande diferença?

      21 Os abençoados correlativos modernos de Noé e sua família, que milagrosamente sobreviveram ao Dilúvio global, encontrarão uma situação terrestre similar àquela que a família de Noé encontrou. Contudo, Satanás, o Diabo, e as suas forças demoníacas não mais afligirão os céus invisíveis que cercam a terra, mas terão sido colocados totalmente fora de ação por dez séculos. (Revelação 20:1-3) Os sobreviventes do Armagedom terão a desafiadora tarefa de sujeitar uma terra que terá passado pelo “grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, enfrentando quaisquer efeitos que este porventura tenha deixado sobre este planeta. — Revelação 16:14.

      22. Como reagirão os sobreviventes do Armagedom ao desafio de estender o Paraíso à terra inteira?

      22 Relativamente poucos em número, normalmente seria de esperar que esses sobreviventes da guerra do Armagedom ficassem muito intimidados diante da enorme tarefa de estender o Paraíso a toda a terra. Mas, ao contrário, extremamente emocionados, empreenderão essa tarefa brava e obedientemente. Dar-se-ão plenamente conta de que esta terra é o simbólico escabelo de Deus, e desejarão sinceramente que este globo terrestre seja levado a um estado de encantamento e beleza merecedor de ter o Seus pés descansando aqui.

      23. Que apoio terão os sobreviventes do Armagedom como garantia de que a sua obra de restaurar o Paraíso será bem-sucedida?

      23 Alegra e anima saber que eles não ficarão sozinhos e sem ajuda depois de empreenderem esse jubiloso serviço em cumprimento da incumbência divina concernente à terra. (Veja Isaías 65:17, 21-24.) Terão o pleno e ilimitado apoio Daquele que fez a promessa do Paraíso restaurado, e que disse no dia de sua subida ao céu: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18) Ele ainda tem essa autoridade, e é capaz de cumprir a sua notável promessa feita ao malfeitor compassivo, conforme veremos no próximo artigo.

  • O paraíso restaurado glorifica a Deus
    A Sentinela — 1989 | 15 de agosto
    • O paraíso restaurado glorifica a Deus

      “Glorificarei o próprio lugar dos meus pés.” — ISAÍAS 60:13.

      1, 2. (a) Por meio de seu profeta Isaías, o que predisse Deus a respeito da terra? (b) Olhando mil anos à frente, o que vemos?

      JEOVÁ criou a terra como planeta sob os seus pés, como escabelo simbólico. Por meio de seu profeta Isaías, Deus predisse que ‘glorificaria o próprio lugar de seus pés’.

      (Isaías 60:13) Com a ajuda da inspirada Bíblia, podemos olhar, como que através de um poderoso telescópio, mil anos no futuro humano. Que extasiante visão saúda os nossos olhos! A terra inteira resplandece de impecável beleza produzida pelo maior Jardineiro de todo o universo. O Paraíso terá sido restaurado mundialmente para a humanidade!

      2 Sim, o divino Ser Supremo, que deu início à vida humana num jardim paradísico, tem como objetivo a felicidade maior do homem. Deveras, quão bom é para a humanidade ter tal Criador amoroso, a respeito de quem não é exagero de expressão dizer: “Deus é amor”! (1 João 4:8, 16) No Paraíso restaurado, homens e mulheres maduros, de impecável perfeição humana, vivem juntos como amorosos irmãos e irmãs. (Isaías 9:6) Motivados pelo amor, estão em sujeição perfeita ao glorioso Criador do céu e da terra, Jeová Deus.

      3, 4. (a) Como é que o céu e a terra corresponderão um ao outro? (b) Como reagirão os anjos quando o Paraíso for restaurado na terra?

      3 Milhares de anos antes, numa descrição de seu domínio por ele inspirada, Deus falou as seguintes impressionantes palavras a seu povo escolhido: “Os céus são o meu trono e a terra é o meu escabelo.” (Isaías 66:1) A própria glória de seu “escabelo”, a terra paradísica, devia apropriadamente corresponder à glória de seu trono nas alturas invisíveis.

      4 Na época da criação da terra, aqueles que assistiam no trono de Deus, no domínio celestial, voltaram a sua atenção para o cenário terrestre, aqui embaixo. Quão enlevados devem ter-se sentido à medida que seus olhos contemplavam o seu glorioso resplendor! Como podiam deixar de espontaneamente irromper em cântico? (Veja Sofonias 3:17, Revised Standard Version; Salmo 100:2, Bíblia Vozes.) O aprazerado e feliz Criador inspirou seu escriba terrestre a retratar uma descrição exata do cenário celestial, dizendo: “As estrelas da manhã juntas gritavam de júbilo e todos os filhos de Deus começaram a bradar em aplauso.” (Jó 38:7) Quanto mais os filhos angélicos de Deus bradarão em júbilo, para a glória de Deus, quando o Paraíso for restaurado!

      5. Como nos devemos sentir com respeito à realização do objetivo original de Deus com relação à terra?

      5 É deveras comovente sermos assegurados pelas inspiradas Escrituras Sagradas de que a grandiosa realização de uma terra paradísica era bem desde o início o objetivo de Jeová Deus. Tal culminância do propósito de Deus para com a terra, que inspira alegria e louvor, é exatamente o que se esperaria de um Deus que avança, de glória em glória, sem falha, em mostrar a sua preeminência. Todo o louvor lhe pertence! — Salmo 150:1, 2; Isaías 45:18; Revelação (Apocalipse) 21:3-5.

      Os Ressuscitados Ajudam na Restauração do Paraíso

      6. Depois do Armagedom, como será povoada a terra?

      6 Apesar de que os sobreviventes do Armagedom serão relativamente poucos, não será inteiramente através da geração de filhos da parte deles que a terra será plenamente povoada. Jeová também ‘glorificará o lugar de seus pés’ por trazer de volta à vida aqueles que estão nos túmulos memoriais e que vêm a estar sob os benefícios do sacrifício de resgate de Cristo. Estes, por sua vez, terão o privilégio de participar na deleitosa obra de transformar o nosso globo terrestre num extremamente belo paraíso.— Atos 24:15.

      7. Que palavras de Jesus terão em mente os sobreviventes do Armagedom?

      7 Os sobreviventes do Armagedom sempre terão em mente as animadoras palavras do Senhor Jesus Cristo, quando se sentiu induzido a dizer: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” (João 5:28, 29) Que hora memorável será quando os mortos humanos em seus túmulos memoriais passarem a ouvir a voz do Filho de Deus pronunciar palavras similares àquelas dirigidas a Lázaro, cujo cadáver jazia no túmulo em Betânia: “Lázaro, vem para fora!” — João 11:43.

      8, 9. Quem provavelmente serão os primeiros a serem ressuscitados para a renovada vida na terra, trazendo que satisfação para os sobreviventes do Armagedom?

      8 Quem, provavelmente, serão os primeiros a serem ressuscitados para uma vida renovada na terra sob o Reinado Milenar de Jesus Cristo e em resposta à sua ordem? Razoavelmente, serão as “outras ovelhas” que morreram durante os últimos dias que precederam ao fim deste sistema de coisas. Terão uma ressurreição mais cedo. (João 10:16) Estes provavelmente teriam uma dificuldade menor em ajustar-se ao novo mundo. — Compare com Mateus 25:34; João 6:53, 54.

      9 Quão prazeroso será para os sobreviventes do Armagedom verem ser ressuscitados aqueles dentre as “outras ovelhas” que faleceram durante a geração anterior à “grande tribulação”! (Mateus 24:21) Com clara capacidade de identificação, os sobreviventes do Armagedom os reconhecerão, os acolherão, e, junto com eles, passarão a renovar o seu serviço unido ao Deus Altíssimo!

      10. Por sobreviver ao Armagedom, o que poderá você testemunhar?

      10 Por ser um dos sobreviventes do Armagedom, você poderá testemunhar a ressurreição do primeiro de seus próprios parentes terrestres. Como poderia o efeito emocional disso sobre você ser diferente daquele sobre os pais que viram o Senhor Jesus trazer de volta à vida, a seus braços saudosos, a sua filha de 12 anos? “Eles ficaram logo fora de si com grande êxtase.” (Marcos 5:42) Ah!, deveras, você sentirá indescritível alegria na ressurreição dos mortos do Hades e do mar. (Revelação 20:13) Oh! que glorioso porvir este será, um porvir que em breve virá!

      “Príncipes em Toda a Terra”

      11, 12. (a) O que enfatiza o Salmo 45:16? (b) Dentre quem poderá o Rei, Jesus Cristo, nomear “príncipes em toda a terra”?

      11 Por exercer seu poder de ressuscitar os mortos humanos em favor dos quais entregou a sua vida humana perfeita como sacrifício de resgate, Jesus terá condições de fazer cumprir o Salmo 45:16. Este salmo é profeticamente dirigido a Jesus Cristo, na qualidade de Rei empossado: “Em lugar de teus antepassados [terrestres] virá a haver teus filhos, os quais designarás para príncipes em toda a terra”. Este salmo enfatiza que Jesus Cristo se tornará pai celestial a filhos aqui na terra e que ele instalará varões dentre eles como “príncipes em toda a terra”. Como “filho de Davi” e filho primogênito da virgem judia Maria, Jesus tinha antepassados humanos terrestres que remontavam ao primeiro pai, Adão. — Lucas 3:23-38.

      12 Diz o Salmo 45:16 que aqueles que eram anteriormente antepassados naturais de Jesus se tornarão seus filhos por ele os ressuscitar dentre os mortos? Sim. Diz também o Salmo 45:16 que, em consideração ao fato de descender deles, Jesus lhes mostrará favor régio especial e nomeará apenas a eles para serem “príncipes em toda a terra” no seu estado paradísico? Não. Se assim fosse o cumprimento dessa profecia, isso permitiria a existência de apenas um pequeno número de “príncipes” em toda a terra. Além disso, nem todos os antepassados de Jesus foram tão notáveis a ponto de merecer distinção especial na terra durante o Seu Reinado Milenar. O Rei, Jesus Cristo, terá à disposição inúmeros outros, além de seus antepassados terrestres, para nomear como “príncipes” — os qualificados dentre os sobreviventes do Armagedom, os das ressuscitadas “outras ovelhas”, incluindo os homens de fé pré-cristãos. Dentre todos estes, ele poderá nomear merecedores qualificados a exercer o cargo principesco quais representantes terrestres seus.

      13, 14. A que ressuscitados os sobreviventes do Armagedom serão privilegiados de ver com os seus próprios olhos?

      13 Pense naqueles que se habilitam para a ressurreição sob o Reino messiânico. Veja! Podemos crer no que vemos? Eis Abel, o primeiro mártir humano, e Enoque, que andava com o verdadeiro Deus. Também Noé, o construtor da arca. Aí estão também Abraão, Isaque e Jacó, antepassados da nação de Israel. Há Moisés (da tribo sacerdotal de Levi), e Davi, com quem foi feito o pacto eterno para o Reino. E, além destes, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, e todos os outros profetas hebreus que participaram na escrita da Bíblia, até o último deles, Malaquias, e, naturalmente, João, o Batizador, e também, José, o pai adotivo de Jesus.

      14 Certa ocasião, Jesus disse aos judeus que eles ‘veriam Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas, no reino de Deus’, mas que ‘eles mesmos seriam lançados fora’. (Lucas 13:28) Os da “grande multidão” de sobreviventes terrestres da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, serão favorecidos com o privilégio de ver literalmente os ressuscitados “Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas” aqui na terra paradísica, prestando serviços régios sob o Reino de Deus, exercido pelo “Pai Eterno”, Jesus Cristo. — Revelação 7:9, 14; 16:14; Isaías 9:6.

      15. Que incomparável privilégio aguarda aqueles que sobreviverem ao Armagedom?

      15 Quão alentador será para você, que sobreviver ao fim deste presente mundo mau, trocar impressões com Noé e sua família imediata, “oito almas”, que sobreviveram ao fim do primeiro mundo no Dilúvio global em 2370 AEC! Ninguém mais por toda a eternidade terá tido experiências como as suas, e, assim, estar em condições de servir como Testemunha de Jeová Deus dessa maneira notável, que jamais se repetirá. — 1 Pedro 3:20; Marcos 13:19; 2 Pedro 3:5-7.

      Um Malfeitor Compassivo É Lembrado

      16, 17. (a) Quando Jesus se lembrar do malfeitor compassivo, que privilégio terão os sobreviventes do Armagedom e outros que então viverem? (b) Que esperança existe com respeito ao malfeitor ressuscitado?

      16 Por certo, já então a restauração do Paraíso na terra estará bem adiantada. O delinqüente executado na estaca ao lado de Jesus, no Calvário, e que disse em reconhecimento do letreiro acima de Sua cabeça: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”, será ressuscitado à vida terrestre no Paraíso restaurado. (Lucas 23:42) Será o privilégio dos sobreviventes do Armagedom e de outros então vivos acolhê-lo de volta dentre os mortos. Eles o ensinarão plenamente a respeito do então Rei reinante, Jesus Cristo, para com quem ele demonstrou profunda comiseração no dia 14 de nisã de 33 EC.

      17 O Senhor Jesus Cristo não deixará de lembrar-se dele em algum ponto durante o Seu reinado de mil anos. Sem dúvida, aquele malfeitor compassivo, ressuscitado, demonstrará seu apreço pelo Rei reinante, Jesus Cristo, a quem deve a sua ressurreição, por provar a sua fidelidade ao Soberano Universal, Jeová Deus. Daí, será considerado digno de viver no paradísico novo mundo por toda a eternidade junto com o restante da humanidade restaurada e obediente.

      Vida no Restaurado Jardim do Éden Global

      18. Como será a vida no Paraíso restaurado?

      18 No Paraíso restaurado, todos são amigos uns dos outros. Cada qual sente os vínculos da relação familiar mundial bem no íntimo de seu ser. Há perfeita compreensão mútua. Falam uma só língua mundial. Provavelmente é a língua humana original, que todos na terra falavam durante os primeiros 1.800 anos de existência humana — desde a criação de Adão, em 4026 AEC, até os dias de Pelegue (2269 a 2030 AEC), pois “nos seus dias foi dividida a terra [isto é, a população da terra]”. (Gênesis 10:25; 11:1) Todo mundo usufrui o privilégio de viver, e todo novo dia é saudado com gratidão, pelo acrescentado dia de vida. Não aumentam as debilidades físicas à medida que o tempo passa. Aumentam as forças físicas, e os corpos não se degeneram. — Compare com Jó 33:25.

      19. O que se observará com respeito aos que antes eram deficientes físicos?

      19 Veja! Os anteriormente aleijados estão andando, sim, saltitando de alegria. Braços e pernas perdidos foram milagrosamente restaurados. Os anteriormente cegos vêem, os surdos ouvem, os mudos falam e cantam de pura alegria. (Veja Isaías 35:5, 6.) Desaparece a desgraciosidade com respeito à forma e figura humana. A masculinidade humana é belamente equilibrada com a feminilidade humana. (Gênesis 2:18) A perfeição humana glorifica a Jeová Deus, o Criador do corpo humano perfeito.

      20. O que se observará com respeito às forças da natureza, aos suprimentos de alimentos, à criação animal e ao uso da terra?

      20 A terra inteira está-se tornando um só lugar de beleza global. De parte alguma da terra vêm notícias de seca ou de chuvas ruinosas, ou de destrutivos ciclones, furacões, tufões e tornados. (Compare com Marcos 4:37-41.) Todas as forças da natureza estão sendo levadas a um perfeito equilíbrio para fazer de toda a terra um primoroso lugar em que viver. Em parte alguma faltam alimentos, pois a terra produz à plena capacidade. (Salmo 72:16) A paz e a segurança imperam mundialmente, tanto para o homem como para o animal, assim como Jeová declara: “Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte.” (Isaías 11:9; veja também os versículos 6-8 de Is 11.) Assim, a terra será transformada num deleitoso lugar em que viver e levar avante a adoração e o serviço de Jeová Deus, o Criador e Dono da terra. Sendo esta a Sua propriedade por direito de criação, ela merece ser usada de modo que o agrade e que o glorifique. — Compare com Isaías 35:1, 2, 6, 7.

      21. Como é que a humanidade redimida encarará todas as coisas na terra, e que música será ouvida?

      21 Revigorantemente novo — é o que tudo na terra é para os humanos redimidos que jamais estiveram dentro do paradísico jardim do Éden, onde a vida humana começou em bela perfeição! (Revelação 21:5) Que deleitosa música, instrumental e vocal, será então ouvida — toda ela louvando a Jeová! — 1 Crônicas 23:4, 5; Salmo 150:3-6.

      22. Como será viver no paradísico novo mundo?

      22 Quão maravilhoso será viver numa terra em que a vida humana sobeja no pleno limite, e em que todos os estágios do processo da morte devidos ao pecado original de Adão terão sido eliminados! (Compare com João 10:10.) Sim, será uma terra em que toda criatura humana aprovada irradiará a imagem e a semelhança de Jeová Deus com as quais o primeiro homem, Adão, foi criado! (Gênesis 1:26, 27) A terra não mais será algo desagradável ao olhar dos serafins, dos querubins e dos radiantes anjos do céu. Ao olharem com amabilidade em direção à terra, mirando-a na sua beleza paradísica, terão a expressar apenas louvor e gratidão Àquele cujo semblante eles têm o privilégio de contemplar diretamente — Jeová, o Soberano Universal. — Mateus 18:10.

      Um Futuro Feliz e Infindável

      23. O que é possível com respeito aos cristãos ungidos, e com que resultado para os habitantes do Paraíso terrestre?

      23 Está dentro dos limites da possibilidade e da probabilidade que, algum dia no futuro, os nomes de todos aqueles cristãos ungidos que asseguraram a sua “chamada e escolha” ao Reino celestial, e que foram abençoados com essa superna ressurreição, sejam divulgados na íntegra para a informação da família humana no seu Paraíso terrestre. (2 Pedro 1:10; Salmo 87:5, 6) Assim, a ausência na terra paradísica dos 144.000 discípulos de Jesus Cristo ungidos pelo espírito será plenamente entendida, para a satisfação de todos, e com sincero regozijo por eles e junto com eles.

      24. (a) O que terá Jeová realizado com respeito a seu “escabelo”? (b) Como sabemos que o novo mundo jamais findará, e que cântico profético será cumprido?

      24 Será feliz o infindável futuro para todos os que permanecerem em inquebrantável devoção a Jeová, o Soberano ideal de todo o universo. A terra paradísica, confortavelmente habitada, será um lugar adequado, um lugar recomendável, como “escabelo” sobre o qual figurativamente os pés de Deus poderão descansar. Sim, por toda a eternidade Jeová terá glorificado ‘o próprio lugar dos seus pés’, e toda a humanidade Lhe estará inquebrantavelmente sujeita! (Mateus 5:34, 35; Atos 7:49) O novo mundo será um mundo sem fim, pois “da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim”. (Isaías 9:7) Daí, cumprir-se-á o cântico profético dos anjos celestiais, entoado por ocasião do nascimento de Jesus, em Belém de Judá, em 2 AEC: “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” — Lucas 2:13, 14

      25. (a) Pelo que têm apreço aqueles que pertencem à “grande multidão” de “outras ovelhas”? (b) Qual deve ser o nosso sincero desejo?

      25 Aqueles que pertencem à “grande multidão” das “outras ovelhas” do Pastor Excelente apreciam as alentadoras palavras de promessa de um Paraíso restaurado. É seu privilégio associar-se agora com a organização de Deus e estar zelosamente ocupados na obra predita pelo Senhor Jesus Cristo, a pregação das boas novas do Reino em toda a terra habitada para o testemunho final. (Mateus 24:14; Marcos 13:10) Nosso desejo sincero e de todo o coração, quais Testemunhas de Jeová, é manter a nossa integridade imaculada por toda a eternidade, para a eterna glória e vindicação do Soberano Universal, Jeová Deus, e sob o governo real de seu Filho unigênito, Jesus Cristo. “Aleluia!” — Revelação 19:1, 3, 4, 6, Centro Bíblico Católico, Bíblia Mensagem de Deus; Provérbios 10:9.

      Que Resposta Daria?

      ◻ Que promessa fez Jeová com respeito a seu escabelo figurativo, a terra?

      ◻ Quem ajudará a restaurar o Paraíso?

      ◻ Dentre quem o Rei, Jesus Cristo, nomeará “príncipes em toda a terra”?

      ◻ Que alentadora experiência poderá ser sua quando a ressurreição ocorrer?

      ◻ Que futuro está em reserva para os que permanecerem inquebrantavelmente devotados a Jeová?

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