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“Tende em estima a homens desta sorte”A Sentinela — 1988 | 1.° de outubro
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20. Como devem os cristãos em geral e os anciãos em especial, mostrar que apreciam superintendentes fiéis e que ‘têm em estima a homens desta sorte’?
20 Hoje, entre o povo de Deus, há muitos superintendentes devotados que, como Estéfanas, estão ministrando a seus irmãos. Com certeza, eles têm as suas falhas e deficiências. Não obstante, estão ‘cooperando’ com “o escravo fiel e discreto” e seu Corpo Governante, e ‘labutando’ arduamente na obra de pregação e em ajudar seus irmãos. Devemos ‘continuar sujeitando-nos a pessoas desta sorte’, apreciando-os pelas suas qualidades, sem ficar procurando defeitos. Os anciãos devem tomar a dianteira em mostrar o devido apreço e respeito para com seus co-anciãos. Os anciãos devem cooperar uns com os outros num espírito de amor e união. Todos reconhecerão o valor de tais irmãos fiéis, e “[terão] em estima a homens desta sorte”. — Filipenses 2:29.
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Nossa recompensadora vida como missionários na ÁfricaA Sentinela — 1988 | 1.° de outubro
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Nossa recompensadora vida como missionários na África
Conforme narrado por John Miles
O CENÁRIO é uma reserva de caça no noroeste de Zimbábue. Eu e minha esposa, Val, íamos de carro rumo à famosa Cachoeira Vitória. Não, não éramos turistas. Éramos missionários e havíamos sido enviados para cá a fim de trabalhar junto ao povo africano local. De repente, depois de uma curva, avistamos um enorme elefante, em pé à beira da estrada. Desliguei o motor e debrucei-me para fora da janela para tirar uma foto. Eu estava para tirar mais uma, quando Val bradou:
“Ele vem vindo para cá!”
Rapidamente tentei ligar o motor, mas ele não pegava. Que situação! O elefante se aproximou e levantou as patas para nos pisotear. Bem na hora o motor pegou e demos uma guinada para fora da estrada. Felizmente não havia pedras nem árvores para impedir a nossa fuga. Decidimos dar a “Mister Jumbo” o direito de passagem, e prosseguimos por um caminho diferente.
Outro cenário. Desta vez no reino montanhoso de Lesoto, no sul da África. Era domingo de tarde na capital, Maseru. Voltávamos de uma reunião cristã com concrentes locais. De repente, fomos atacados por dois jovens assaltantes. Um deles me esmurrou e o outro pulou nas minhas costas. Livrei-me deste e ele investiu contra Val, arrancando-lhe a bolsa. Val bradou alto: “Jeová! Jeová! Jeová!” Imediatamente o rapaz largou a bolsa e, com olhar aturdido, recuou. Aquele que me esmurrava também recuou — dando socos no ar. Afastamo-nos às pressas e ficamos muito aliviados ao encontrar concrentes no ponto de ônibus. — Provérbios 18:10.
Cada um desses incidentes durou apenas alguns instantes, mas estão entre as muitas recordações inesquecíveis de nossos 35 anos como missionários na África. Como viemos parar aqui? Por que nos tornamos missionários? Tem sido uma vida recompensadora?
Um Empregado de Fazenda Americano Aprende a Verdade
Tudo começou em 1939, quando conheci Val Jensen, em Yakima, Washington, EUA. Eu trabalhava numa fazenda e Val cuidava das tarefas domésticas. Ela me falava muito sobre a Bíblia. Algo que me impressionou foi a explicação dela de que o inferno não é um lugar quente. (Eclesiastes 9:5, 10; Atos 2:31; Revelação [Apocalipse] 20:13, 14) Embora não freqüentasse igreja eu sabia o que o clero ensinava a respeito do inferno, e aquilo que Val me mostrou na Bíblia soava mais razoável.
Os pais de Val haviam-se tornado Testemunhas de Jeová em 1932. Val também estudou a Bíblia e foi batizada em setembro de 1935. Depois de nos termos conhecido, Val convidou-me a assistir a reuniões no Salão do Reino. Aceitei o convite e passei a gostar da associação com as pessoas que conheci ali, isto é, sempre que os serviços na fazenda me concediam tempo para ir. A vida na fazenda ainda era a coisa principal na minha vida. Aos poucos, porém, passei a encarar mais seriamente as reuniões e as Testemunhas locais me convidaram para participar na pregação de casa em casa. Fazer isso na minha própria cidade parecia-me um teste supremo. Mas, passei nele.
Duas coisas memoráveis aconteceram em 1941. Em março fui batizado como testemunha dedicada de Jeová e, mais tarde, eu e Val nos casamos. Daí, em outubro de 1942, iniciamos a pregação por tempo integral como pioneiros, no sudeste de Dakota do Norte.
Jamais esqueceremos o que aconteceu no ano seguinte. Foi um marco na história das Testemunhas de Jeová. Em 1.º de fevereiro de 1943 começou o curso missionário da primeira turma do que se chamava Faculdade Bíblica de Gileade da Torre de Vigia. Dois meses depois assistimos à assembléia “Chamada à Ação” em Aberdeen, Dakota do Sul. Falou-se das bênçãos do serviço missionário no estrangeiro, e o desejo de cursar Gileade e nos tornar missionários brotou em nosso coração.
O Alvo do Serviço Missionário
Levou nove anos para alcançarmos o nosso alvo. Nesse período tivemos outros excelentes privilégios de serviço, bem como alguns retrocessos. Depois de um ano e meio como pioneiros em Dakota do Norte, candidatamo-nos para um território de pioneiro em Missúri. Isto foi aprovado e estabelecemo-nos na cidade de Rolla. O nosso território incluía o inteiro Condado de Phelps, onde havia uma só Testemunha ativa. Passamos três anos agradáveis ali, e participamos na formação de uma congregação.
Em seguida, tivemos um problema que enfraqueceu a nossa esperança de nos tornar missionários. Os nossos recursos se exauriram. A falta de boa gestão dos assuntos e de fé de que Jeová proveria o necessário, fez-nos deixar o serviço de pioneiro. A nossa intenção era que isso fosse por apenas alguns meses, mas levou um ano e meio até reiniciarmos o serviço de pioneiro. Dessa vez estávamos decididos a não repetir os erros anteriores. A nossa nova designação era junto à congregação na cidade de Reardan,
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