BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O projeto na natureza − é prova de quê?
    Despertai! — 1983 | 8 de abril
    • O projeto na natureza — é prova de quê?

      TODOS nós admiramos coisas que são bem projetadas. Pode tratar-se de um ambiente belamente decorado, de uma flor ou de um computador. As pessoas gostam de um belo projeto.

      Com respeito a projeto, um raciocínio muitas vezes usado para provar a existência de Deus é que um projeto indica a existência de um projetista. E muitos são da opinião de que as atuais descobertas científicas fortaleceram esse argumento. Por quê? Porque nos ajudam a perceber quão complexa e quão engenhosa é a natureza.

      Pense só no que se descobriu no mundo de uma única célula viva. Um século atrás, pensava-se que uma célula fosse um glóbulo de protoplasma cercado de uma simples cobertura de membrana. Hoje sabemos que mesmo essa membrana externa é uma maravilha, visto que regula as matérias que serão introduzidas na célula ou serão expelidas dela. E dentro da célula há uma espetacular série de substâncias interativas. Há proteínas, enzimas, o principal esquema do ADN e muitíssimo mais coisas extremamente complexas.

      O Plano

      Quer olhemos para dentro do mundo infinitesimamente pequeno dos átomos e das células, quer para o espetacular universo com seus bilhões de estrelas e galáxias, há um plano definido. Observamos ordem, inteligência — sim, um projeto!

      Toda vez que observamos na vida diária um projeto, não hesitamos em atribuí-lo a humanos inteligentes. Quando vemos uma casa, reconhecemos que teve um construtor inteligente. O relógio de pulso que talvez esteja usando, reconhecemos que foi o trabalho de um fabricante de relógios. Quando vemos sobre uma mesa plantas de um projeto, sabemos que foram traçadas por um desenhista. Quando vemos pinturas numa galeria de arte, sabemos que só podem ter sido pintadas por alguém. Ora, até mesmo uma mesa, uma cadeira, uma escova de dentes ou um lápis foram todos projetados e feitos por humanos. Bem, o que pensaria se perguntasse: ‘Quem fez todas essas coisas?’ e recebesse a resposta: ‘Ninguém, elas simplesmente vieram a existir sozinhas’?

      Entretanto, todas essas coisas são relativamente simples em projeto e em função, comparadas com os átomos, as células vivas, as plantas, os animais, os humanos, o universo. Se as coisas relativamente simples precisaram ter um projetista e um criador, é lógico concluir que as coisas muito mais complexas não tiveram?

      De todo ângulo de observação dessas coisas, muitas pessoas se sentem inclinadas a concordar com o apóstolo Paulo que disse a respeito de Deus: “As suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.” — Romanos 1:20.

      Todavia, alguns perguntam: Se esse raciocínio é tão lógico, por que não há mais pessoas convictas da existência de um Projetista, um Deus?

  • Por que muitos não estão convictos?
    Despertai! — 1983 | 8 de abril
    • Por que muitos não estão convictos?

      MUITAS pessoas observam o projeto na natureza e ainda assim não acreditam na existência de um Projetista, um Criador. Por quê?

      Será que tal descrença se deve a alguém ter provado ser errado o argumento de que, se há um projeto, tem de haver um Projetista? Há alguma evidência tão contrária a isto a ponto de que o projeto existente na natureza não mais convence a mente informada, que raciocina?

      Ou o argumento ainda permanece mais forte do que nunca? Ou, ao contrário, é como o apóstolo Paulo disse, que as pessoas que recusam aceitar o que está claro são “inescusáveis”?

      Projeto na História

      Um breve retrocesso na história sobre esse assunto pode ser útil. Para começar, houve muitos ateístas no decorrer dos anos. Mas até cerca de um século atrás, não puderam influenciar seriamente o raciocínio religioso e científico.

      Os grandes cientistas do passado, como Isaac Newton (chamado pelo escritor científico Isaac Asimov “o maior cérebro científico que o mundo já conheceu”), acreditavam em Deus. Não achavam que a descrença fosse uma credencial necessária para a sua habilidade científica.

      Pelo contrário, Newton e muitos outros cientistas, bem como grandes pensadores em outros campos, fizeram alusão ao projeto na natureza como prova da existência do Grande Projetista, Deus. Essa era a idéia prevalecente por séculos.

      A Violência na Natureza

      Daí, aconteceu algo ao conceito de que o universo é obra de um Projetista motivado pelo amor.

      Por volta de meados do século dezenove, escritores como Darwin, Malthus e Spencer chamaram atenção para a violência na natureza. Não é verdade, disseram, que os animais grandes comem os animais pequenos? Não é verdade que na selva, dia e noite, há uma contínua luta pela existência?

      É certamente um fato que os animais são predadores. Por conseguinte, esse raciocínio prosseguia: Não é essa luta selvagem pela existência a verdade real sobre a vida na terra? Ora, até mesmo no reino da humanidade, não foram as guerras animalescas, a luta egoísta e ‘a lei da selva’ as verdadeiras forças que configuraram a história? Não há harmonia e paz manifestas na natureza, o que era de esperar de um Grandioso Projetista motivado pelo amor.

      George Romanes, amigo de Darwin, descreveu a natureza do seguinte modo: “Encontramos dentes e presas afiados para a matança, garras e sugadouros formados para torturar — em toda a parte um reino de terror, fome, doença, com sangue que escorre, membros que estremecem, com fôlego ofegante e olhos de inocência que languidamente se fecham em mortes de tortura cruel.”

      A teoria de Darwin da luta sem objetivo e da sobrevivência do mais apto — não o projeto da parte de Deus — teve ampla aceitação popular. Nasceu assim um novo conceito histórico: o darwinismo social.

      Note como H. G. Wells avaliou essa situação, na sua obra História Universal: “Houve uma perda real de fé, depois de 1859 [ano em que se publicou a obra de Darwin, Origem das Espécies]. . . . Os povos dominantes, no fim do século dezenove, acreditavam que dominavam em virtude da ‘Luta Pela Existência’, princípio pelo qual os fortes e sabidos exploram os fracos e confiantes . . . E, assim, como numa matilha, é necessário reprimir e subjugar os mais novos e mais fracos para o bem geral, assim lhes pareceu direito que os grandes cães da matilha humana reprimissem e subjugassem os demais.”

      Muitos aceitaram imediatamente esse raciocínio. Uma razão disso era o merecido antagonismo que já sentiam por muitas igrejas pela supressão da pesquisa científica. Pior ainda, podiam ver que as religiões proeminentes fomentavam e justificavam as guerras e o derramamento de sangue. Por conseguinte, Wells comentou com exatidão: “O verdadeiro ouro da religião foi, em muitos casos, posto fora juntamente com a bolsa usada e velha, que o contivera por tanto tempo.”

      ‘Deus É Responsável’

      Quanto à afirmação de que um projeto prova que existe um Projetista, raciocinou-se então: ‘Se disser que tais presas, garras e dentes, o reino do terror, a fome e a doença foram obra de Deus, então terá de aceitar que esse seu Deus é responsável pelo sofrimento e pela violência. No entanto, diz que ele é amor. Qual é o certo?’ Tais pessoas concluíram assim: ‘Como vê, a única explicação plausível é a luta, a sobrevivência do mais apto, a evolução cega e sem orientação.’

      Assim, o argumento de que um projeto indica que há um Projetista foi supostamente enterrado. Usar esse argumento eqüivalia a acusar Deus de crueldade. E, lamentavelmente, os líderes religiosos tanto da cristandade como do paganismo, à moda deles, não deram uma resposta real a esse problema.

      Desde então tem continuado esse mesmo raciocínio. Quando surge a questão de um Projetista, para rebater, cita-se amiúde o dilema da violência na natureza. Por exemplo, o filósofo Bertrand Russell disse em sua obra Why I Am Not A Christian (Por Que Não Sou Cristão):

      “Quando se considera esse argumento do projeto, é muitíssimo espantoso que as pessoas possam crer que este mundo, com todas as coisas nele, com todos os defeitos, seja o melhor que a onipotência e a onisciência puderam produzir em milhões de anos. Realmente eu não posso crer nisso. Acha que, se nos fossem concedidos a onipotência, a onisciência e milhões de anos para aperfeiçoar nosso mundo, não poderíamos produzir nada mais do que a Ku Klux Klan ou os fascistas?”

      Analisemos mais de perto esse raciocínio, visto que amiúde é usado contra a idéia de um projeto na natureza que requer um Projetista.

      [Foto na página 5]

      Como se compatibiliza a “lei da selva” entre humanos e entre animais com um Projetista motivado pelo amor?

  • Ainda assim, foi projetado!
    Despertai! — 1983 | 8 de abril
    • Ainda assim, foi projetado!

      SERÁ que a luta no reino animal e humano exclui realmente um Projetista, um Criador? Um exame detido da questão revelará que a resposta é Não. O argumento de que o fato de existir um projeto indica forçosamente a existência de um Projetista não foi realmente refutado.

      Deveras, empregar o argumento da luta na natureza para refutar a existência de um Projetista não vem ao caso. Para refutar a existência de um Projetista requer mais do que fazer um julgamento moral do uso das coisas projetadas.

      Um Projeto Indica um Projetista

      Para ilustrar: Ao ver aviões a jato, talvez se desagrade em pensar que podem ser usados para transportar bombas atômicas, assim como passageiros. Entretanto, os modernos aviões a jato, qualquer que seja a função deles, são muito complexos. Possuem equipamento altamente sofisticado, como computadores, acessórios para navegação e potentes motores.

      Pode alguém dizer que os aviões a jato não são o produto do projeto humano inteligente simplesmente porque podem ser usados para matar e destruir? Pode alguém com mente sã aventar que, ao contrário, se desenvolveram por si sós a partir de um montão de pedaços de metais?

      Projeto é projeto, não importa o fim para o qual serve atualmente. Quanto mais complexo for o projeto e quanto mais todas as muitas partes dele precisarem operar simultaneamente, tanto mais compelente é a prova de que foi projetado por um projetista inteligente. Nada em toda a experiência humana contradiz essa conclusão.

      Não há motivo para evitar aplicar esse princípio no caso dos animais que atualmente depredam uns aos outros. Seus dentes e suas garras foram obviamente projetados. Assim também as mãos e o cérebro dos humanos, que também podem ser usados para fins horríveis.

      Consideremos como esses órgãos vieram a existir. Uma única célula sexual começa a se multiplicar depois da concepção e produz um grande número de cópias de si mesma. Essas começam então a se diferenciar e a produzir apenas células e tecidos especializados. Esses podem ser tão macios quanto o pelo de um animal ou tão duros e cortantes quanto seus dentes e suas garras.

      Tudo isso não passa de um projeto primoroso em operação. Mesmo os que não estão inclinados a atribuir a um Projetista tais trabalhos usam de termos superlativos para descrevê-los. Por exemplo, a revista Time falava sobre a diferenciação celular do seguinte modo: “A um momento crítico, cedo na vida de um embrião, células idênticas começam milagrosamente (nenhuma outra palavra poderia descrever isso) a assumir papéis especializados — algumas formando, por exemplo, o tecido para o coração, outras, do fígado ou da pele.” Não indicam tais milagres a existência do Operador de Milagres ou do Projetista?

      Logo admitimos que houve projeto quando vemos uma máquina fotográfica, um rádio, a mão artificial de um robô, uma bomba de água, um computador. Essas coisas foram obviamente o trabalho de humanos inteligentes. Mediante que lógica se pode, pois, afirmar que coisas similares, mas infinitesimamente mais complexas — o olho, o ouvido, a mão, o coração, o cérebro — não foram projetados por alguém de inteligência muito maior?

      O Problema

      O problema suscitado por Bertrand Russell sobre a Klan, ou sobre os fascistas, nada tem que ver com o argumento quanto a se existe um Projetista; antes, o problema tem que ver com o uso daquilo que foi projetado. Com respeito aos humanos, entra em jogo a questão do livre-arbítrio, e esse livre-arbítrio em si é um produto maravilhoso de projeto. Mas por que usaram tão amiúde os humanos esse livre-arbítrio para causar dano? E foram os animais projetados para matar e mutilar? Também, porque é que o Projetista permitiu tudo isso?

      Realmente, o problema não é a questão de se existe um Projetista ou não; antes, é uma questão moral. O senso, implantado no homem, do que é certo e do que é errado é bastante forte de modo que, às vezes, ele não fica satisfeito com uma explicação que não toca nas questões da violência e matança e por que Deus permite a iniqüidade.

      O artigo seguinte considerará o modo como as coisas operam agora na natureza em contradição com a bondade de Deus. Mas, nesse meio-tempo, o argumento de que um projeto indica a existência de um Projetista permanece incontestável. Segundo observa o livro The Universe: Plan or Accident? (O Universo: Plano ou Acaso?):

      “O reconhecimento de projeto na natureza não é uma conclusão científica efêmera, baseada nas pesquisas de uma década ou duas na história da ciência — uma conclusão que possa ser anulada a qualquer momento se vierem à luz alguns fatos novos. Antes, é uma conclusão que resistiu ao teste de milhares de anos; uma conclusão tão certa que, se algum dia parecer que foi um enorme erro, o homem terá plena base para duvidar se se pode chegar a quaisquer conclusões válidas de qualquer espécie pelo raciocínio.”

      Não, não tenha medo de confiar nas suas faculdades de raciocínio quando estas o levam à mesma conclusão a que chegou o apóstolo Paulo, que disse: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.” — Hebreus 3:4.

      Entretanto, que dizer da matança e da violência na natureza? Poderia isso fazer parte do projeto de um Deus amoroso?

      [Destaque na página 8]

      Por milhares de anos as pessoas reconhecem que há um projeto na natureza.

      [Foto na página 6]

      Embora se possam usar aviões a jato para transportar pessoas ou bombas nucleares, ambos os tipos de aeronaves são produtos de projeto inteligente.

      [Fotos na página 7]

      Reconhecemos que estes são produtos de projetistas humanos inteligentes.

      Coisas muito mais maravilhosas tiveram de ser projetadas por uma inteligência superior.

  • Quando a natureza inteira estiver em harmonia
    Despertai! — 1983 | 8 de abril
    • Quando a natureza inteira estiver em harmonia

      NÃO obstante a farta evidência que indica que o projeto existente na natureza requer um Projetista inteligente, muitas pessoas não acreditam na existência de Deus. Acham que um Criador motivado pelo amor não poderia ter projetado a violência, a matança e a iniqüidade tão prevalecentes na terra.

      Entretanto, que dizer se Deus NÃO projetou a violência e a matança? E se ele NÃO é responsável pela crassa iniqüidade entre humanos? Ao contrário, que dizer se ele detesta essas coisas e promete que porá fim realmente a tais no seu próprio e devido tempo?

      Quem É Responsável?

      Uma firma pode fabricar faca de cortar hortaliças. Se alguém usar essa faca para matar outra pessoa, quem é responsável? Condena-se o fabricante da faca? Não, mas aquele que fez uso errado da faca é o culpado.

      A mão humana é usada maravilhosamente para tantas tarefas construtivas. Constrói casas, planta árvores, arranca joio, segura um bebê com ternura. Mas, se um homem usar suas mãos para estrangular outra pessoa, podemos dizer que a mão foi projetada indevidamente? Não, não é o projetista que tem culpa senão o dono.

      Se um construtor faz uma linda casa e a entrega a inquilinos que a vandalizem, a quem cabe a culpa? Acusaria de crime o construtor? Não, responsabilizaria os vândalos pelo erro. E certamente não negaria a existência do construtor só porque os inquilinos são delinqüentes.

      É contra a lógica e contra a justiça condenar os inocentes. É contra a lógica condenar partes do organismo ou órgãos que Deus destinou para um fim bom se são usados atualmente de modo diferente.

      Temos na Bíblia um registro claro do propósito de Deus quanto à vida humana e animal na terra, e da razão do caos hoje no mundo. Além disso, esse registro nos informa que em breve a natureza inteira virá a estar em completa paz e harmonia.

      Não Foram Projetados Assim

      Será que os humanos e os animais se comportaram sempre como agora? Será que sempre feriram, mutilaram e mataram? Foram projetados para agir assim?

      A resposta a essas perguntas é: NÃO, de forma alguma!

      Na verdade, é Deus quem governa este atual sistema de coisas? Dirige ele as nações nos seus tratos entre si? Novamente, a resposta a essas perguntas é: NÃO, de forma alguma!

      Bem, então, como era precisamente muito tempo atrás? Por que estão as coisas nas condições em que se acham agora? Quem, na realidade, governa este mundo? E como fará Deus precisamente que a natureza inteira venha a estar em completa paz e harmonia?

      Como Era Antes

      Quando Deus criou os humanos e os animais para viverem nesta terra, não propôs que matassem. Foram criados para conviverem pacificamente. Assim, as condições eram totalmente diferentes de como são hoje. O registro nos informa que “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom”. — Gênesis 1:31.

      A criação humana tinha de ter em sujeição amorosa “os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra”. (Gên. 1 Versículo 28) Nenhum dos animais no jardim do éden matava. Não representavam uma ameaça para o homem, tampouco era o homem uma ameaça para qualquer animal.

      A Palavra de Deus diz claramente a respeito dos primeiros humanos: “Eis que vos tenho dado toda a vegetação que dá semente, que há na superfície de toda a terra, e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente. Sirva-vos de alimento.” (Gênesis 1:29) Por conseguinte, o homem não usava os animais como alimento.

      Qual era o alimento dos animais? O registro inspirado afirma: “A todo animal selvático da terra, e a toda criatura voadora dos céus, e a tudo o que se move sobre a terra, em que há vida como alma, tenho dado toda a vegetação verde por alimento.” Ou, segundo verte a Versão no Inglês de Hoje: “Para todos os animais selvagens e para todas as aves providenciei grama e plantas com folhas por alimento.” — Gênesis 1:30.

      Portanto, quando Deus projetou os humanos, ele os colocou num paraíso pacífico chamado Éden. Fez com que estivessem em paz com os animais, sem que houvesse violência ou matança em busca de alimento entre animais ou o homem. E os humanos haviam de continuar assim, cuidando de si mesmos, dos animais e do jardim paradísico que eles junto com sua prole expandiriam para por fim abranger a terra inteira. — Gênesis 1:27, 28.

      A Chave

      Como poderiam os humanos manter esse paraíso pacífico e viver para sempre na terra, segundo era sua perspectiva? Obedecendo às leis de Deus. Esse era o ponto-chave. Por que era isso tão importante? Porque Deus não projetou que os humanos fossem independentes de seu Criador e ainda assim fossem bem-sucedidos. A Bíblia diz claramente: “Não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” — Jeremias 10:23.

      Os problemas da humanidade começaram quando nossos primeiros pais usaram mal seu livre-arbítrio. Foram seduzidos por uma criatura espiritual rebelde a crer que podiam decidir o que era certo e o que era errado sem a ajuda de Deus. Resolveram ser independentes de Deus. Mas isso não foi culpa do Projetista. “Perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. Deus de fidelidade e sem injustiça: justo e reto é ele”, diz a Bíblia. A responsabilidade pelas conseqüências da rebelião cabe aos rebeldes: “Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles.” — Deuteronômio 32:4, 5; Gênesis 2:15 a 3:24.

      Já que os humanos queriam independência, Deus lhes deu. Entretanto, não mais os sustentaria na perfeição. Assim vieram a existir a imperfeição e a morte. (Romanos 5:12) E Deus permitiu isso — por um período de tempo — para que todos vissem o que custaria para a humanidade, para os animais e para a terra o proceder de independência. Por esses milhares de anos Deus tem permitido isso, a fim de que de uma vez por todas se manifestassem as tristes conseqüências da rebelião.

      De modo que o que fez com que o homem se tornasse imperfeito, recorresse à violência e morresse foi o fato de tornar-se independente de Deus e de Suas leis. Também, tornando-se o homem anárquico, a criação terrestre também se tornou caótica. O homem perdeu seu domínio amoroso sobre os animais. Visto que os humanos não podiam manter um domínio pacífico sobre si mesmos, não é de surpreender que os animais estejam na mesma situação.

      Os animais — que eram vegetarianos no Éden, como se dava com os humanos — começaram a alimentar-se uns dos outros, alguns comendo até gente quando possível. (Gênesis 1:30) E, como concessão para sua sobrevivência, o homem foi autorizado depois do dilúvio a comer a carne dos animais como alimento. — Gênesis 9:2-4.

      Não Foram Projetados Para Matar

      Entretanto, que dizer das características dos animais e dos humanos que são usadas para mutilar e matar? Visto que Deus criou uma vasta variedade de características diferentes, muitas delas podiam ser adaptadas à nova situação para serem úteis à sobrevivência.

      Por exemplo, a maioria dos animais continuaria a comer vegetação, como é o caso até o dia de hoje. Um exemplo disso é o poderoso gorila, com suas terríveis presas — presas estas ainda usadas para cortar e consumir vegetação grossa. Mas outros se adaptaram a comer carne. Contudo, os predadores constituem apenas uma bem pequena porcentagem dos animais.

      O homem também se adaptou. Na sua imperfeição e obstinação, amiúde usa sua mente e suas mãos para mutilar e matar. Até mesmo se canibalizou, comendo outros humanos como alimento. E seus dentes podem adaptar-se a comer carne, embora esta não estivesse incluída na sua alimentação no éden.

      Mas o que dizer do “equilíbrio na natureza”? Se não houvesse matança, como se manteria isso? Em primeiro lugar, o homem é que haveria de viver para sempre na terra. Essa promessa não foi feita aos animais. Eles morreriam ao se completar seu período de vida.

      Também, muitos animais possuem dentro de si mecanismos que reduzem a sua fertilidade quando há excesso de proliferação. E isso acontece agora sem a intercessão direta de Deus. Certamente, quando chegar o tempo de Deus restaurar a terra inteira à pacífica condição edênica, não será difícil demais para o Grandioso Projetista dos animais e dos humanos controlar o número desses sem o emprego da violência.

      Um exemplo de como Deus pode reprimir a violência nos animais era a paz que existia entre os animais e entre os humanos por cerca de um ano na arca de Noé.

      Seja lembrado que o que existe hoje não é o que existia no paraíso do Éden. O meio ambiente era extremamente diferente. Muitos alimentos eram provavelmente diferentes. É possível que os animais que tinham dentes mais resistentes comessem alimentos mais duros. Seus dentes haviam sido projetados para esse fim.

      Há certamente perguntas a respeito das condições exatas no Éden que não podem ser respondidas. Mas isso não prova que não houve um Projetista.

      Quem Governa Este Mundo?

      Também, que dizer da afirmação, como a de Bertrand Russell, de que alguém todo-sábio e todo-poderoso não deveria ter feito desse mundo um lugar tão caótico? Ele presume, como no caso de outros, de que, se existe um Deus, Ele é responsável pela situação deste mundo.

      Entretanto, o Criador, Jeová Deus, não é o governante deste mundo. Este atual sistema de coisas está sendo governado por homens independentes dele, e é manipulado pelo rebelde espírito invisível, Satanás, o Diabo. A Bíblia chama Satanás de “deus deste sistema de coisas”. (2 Coríntios 4:4) Jesus chamou Satanás de “governante deste mundo”. (João 12:31; 14:30; 16:11) A superintendência sobre as nações é o que Satanás ofereceu a Jesus na tentativa de fazer com que ele se rebelasse contra Deus. — Lucas 4:5-8

      Por conseguinte, todo o caos e toda a violência cometida pelos humanos é responsabilidade dos humanos rebeldes e das forças espirituais iníquas. Deus não é responsável.

      O Restabelecimento

      A Bíblia fala do “restabelecimento de todas as coisas”. (Atos 3:21) Mostra inequivocamente que chegará em breve ao fim a lastimável situação do homem de ser independente de Deus. Tanto as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais como os humanos rebeldes na terra serão eliminados, pavimentando-se assim o caminho para “novos céus e uma nova terra . . . e nestes há de morar a justiça”. — 2 Pedro 3:13; veja também Provérbios 2:21, 22; Revelação (Apocalipse) 19:11-21.

      Então, começará a restauração das condições edênicas — do Paraíso. (Lucas 23:43) Isso significará a restauração da paz e da harmonia entre humanos e entre animais, não mais usando eles uns aos outros como alimento. A Bíblia declara em Isaías 11:6-9: “O lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado e todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles. E a própria vaca e a ursa pastarão; juntas se deitarão as suas crias. E até mesmo o leão comerá palha como o touro. E a criança de peito há de brincar sobre a toca da naja; e a criança desmamada porá realmente sua própria mão sobre a fresta de luz da cobra venenosa. Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte.”

      No domínio humano, a paz completa será também uma realidade: “Ele [Deus] faz cessar as guerras até a extremidade da terra. Destroça o arco e retalha a lança; as carroças [de guerra] ele queima no fogo.” — Salmo 46:9.

      Assim, com boa razão a profecia inspirada da Bíblia diz isto a respeito da bem próxima nova ordem do Grandioso Projetista: “Os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Salmo 37:11; Mateus 5:5.

      Ao passo que as conseqüências da rebelião serão assim eliminadas, a idéia de que nossos primeiros pais, Adão e Eva, se rebelaram contra Deus suscita perguntas na mente de algumas pessoas. Ensinou-se-lhes que considerassem Adão e Eva como personagens mitológicos. Portanto, podemos ter certeza de que realmente existiram?

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar