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A incrível célulaDespertai! — 1982 | 22 de março
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A incrível célula
UMA OLHADA POR DENTRO
SERÁ QUE AS 100.000.000.000.000 DELAS EM SEU CORPO SURGIRAM POR ACASO?
Quando a teoria da evolução foi apresentada, nos dias de Charles Darwin, os cientistas não faziam idéia da fantástica complexidade que seria descoberta na célula. A maioria dos componentes duma célula mediana pode ser vista nitidamente apenas com poderosos microscópios eletrônicos. Apresentamos a seguir alguns dos componentes duma célula animal típica — todos eles encerrados num compartimento de apenas 0,0025 cm de diâmetro.
[Diagrama]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
MEMBRANA CELULAR
COMPLEXO DE GOLGI
MITOCÔNDRIOS
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO
CENTRÍOLO
RIBOSSOMOS
LISOSSOMO
MITOCÔNDRIOS — Estes pequenos filamentos são centros de produção para uma molécula especial chamada ATP. A célula usa as moléculas de ATP para produzir energia. Dentro das membranas complexas dos mitocôndrios, a produção de ATP pode acontecer num ritmo muitíssimo acelerado. Mais de uma dezena de reações químicas diferentes são necessárias para produzir cada molécula de ATP e todas as células de seu corpo em conjunto produzem muitos bilhões delas a cada segundo.
RIBOSSOMOS — Estas pequenas partículas mal podem ser vistas, mesmo com poderosos microscópios eletrônicos e a maioria das células em seu corpo contêm milhares delas. Os ribossomos lêem as instruções recebidas de outras moléculas e produzem as proteínas que o seu corpo necessita, fazendo isso à base de especificações precisas. Os ribossomos são muito complexos, sendo constituídos de não menos de 55 diferentes moléculas de proteína.
MICROTÚBULOS — As células podem mudar de formato por produzir ou por dissolver esses elementos de estrutura, dando às células um “esqueleto” flexível. Nas células nervosas muito longas, os microtúbulos criam um sistema interno de “passagem rápida”.
LISOSSOMOS — Como pequenas bolsas contendo enzimas que podem destruir a célula, servem como estômago das células, dissolvendo substâncias para uso das células. Os glóbulos brancos do sangue atacam as bactérias prejudiciais com as enzimas nos seus lisossomos.
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO — Este parece servir como armazém celular de proteínas e de outras moléculas, que são estocadas separadamente para uso posterior na célula ou para o embarque para fora.
COMPLEXO DE GOLGI — Parece que ajuda a acondicionar a recém-sintetizada proteína do retículo endoplasmático de modo que a célula possa usá-la.
MEMBRANA NUCLEAR — Para proteger o ADN das células, a membrana nuclear é composta de duas membranas contendo poros que não são meros buracos mas sim complexos portões, às vezes abertos, às vezes não.
CROMOSSOMOS — Localizados dentro do núcleo, contêm o ADN das células, seu plano genético principal. O ADN é acondicionado em volta de proteínas especiais chamadas histonas, as quais podem ajudar a regulá-lo.
CENTRÍOLOS — Esses cilindros são constituídos de nove conjuntos de três microtúbulos cada. Quando as células se dividem, os centríolos aparentemente controlam as pequenas fibras que separam os cromossomos um do outro de modo que cada nova célula obtenha a informação genética correta.
MEMBRANA CELULAR — Mais do que simplesmente uma parede, a membrana precisa controlar o que entra na célula e o que sai dela. Fluido demais pode romper a célula, ao passo que fluido não suficiente pode interromper as reações químicas da célula. O alimento precisa passar por cuidadosa triagem para ver se não contém substâncias perigosas e entra na célula apenas depois de ser envolto num pedacinho da membrana para ser transportado até um lisossomo à espera.
Naturalmente, a discriminação acima é apenas um apanhado superficial. Uma única célula é amplamente mais complexa do que qualquer coisa que o homem já tenha feito. Poderia, realmente, ter sido fruto do acaso?
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Poderia o acaso ter criado as bactérias?Despertai! — 1982 | 22 de março
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Poderia o acaso ter criado as bactérias?
A COMPLEXIDADE DO MAIS SIMPLES
SIMPLES? ELAS TÊM AS MAIORES MOLÉCULAS CONHECIDAS!
A MAIORIA dos evolucionistas admitirá prontamente que as células animais, tal como aquela ilustrada na página 4, são maravilhas de complexidade biológica. ‘Mas os primeiros organismos vivos não eram tão complicados’, acrescentarão rapidamente. “Os primeiros organismos vivos na terra . . . eram presumivelmente seres unicelulares semelhantes às modernas bactérias fermentosas”, segundo escreveu o professor de química Richard E. Dickerson na revista Scientific American.
Pois bem. Examine a humilde bactéria e decida por si mesmo se poderia ter vindo à existência sem um Criador.
Talvez achasse que as paredes celulares das bactérias fossem mais primitivas do que as paredes celulares de organismos superiores. O contrário é verdade. As células das plantas superiores têm uma parede de celulose que consiste num filamento de moléculas de açúcar. As paredes celulares bacterianas também começam com filamentos de moléculas de açúcar mas estes filamentos são, nesse caso, intricadamente entrelaçados junto com cadeias curtas de aminoácidos. A inteira parede celular, conforme se expressou certo cientista, “de modo geral pode ser imaginada como uma molécula gigante do formato de uma bolsa”.
Esta bolsa é extremamente resistente. As paredes celulares bacterianas resistem a pressões internas de 46 libras por centímetro quadrado, sem rebentar. Tente fazer isso com o pneu do seu carro!
É verdade que as bactérias não têm um núcleo, como têm as células dos organismos superiores. Mas, mesmo as mais simples bactérias contêm uma boa porção de ADN, o material genético universal. Em vez de estar envolto numa membrana nuclear, o ADN bacteriano, em geral, forma um único longo anel dentro da bactéria. A conhecida bactéria E. coli tem no seu gigantesco anel de ADN “a molécula que é, de longe, a maior que se sabe existir num sistema biológico”, segundo o cientista Dr. John Cairns.
Será que tudo isso soa como algo que poderia simplesmente ter sido trazido pelas ondas numa praia primitiva? Poderia ‘a maior molécula’ ser uma combinação casual de substâncias químicas inertes?
A E. coli duplica o seu ADN em preparação para a divisão seguinte. A fim de que isso aconteça, a molécula de ADN, que é desenhada na forma um tanto parecida a um grande zíper espiralado, precisa ser “aberta” de modo que cada metade possa formar sua metade complementar. Partes da molécula do ADN, chamadas de pares de base, correspondem aos dentes do zíper. Na humilde bactéria E. coli tais pares de base duplicam-se, com escrupulosa exatidão, 150.000 vezes por minuto!
O que acontece quando a E. coli precisa se locomover? Ela literalmente faz brotar um impulsor. De acordo com Howard Berg, professor de biologia, surgem seis filamentos nos lados da célula que se juntam para formar um feixe. Tais filamentos giram, algo que exige “a estrutura equivalente a um rotor, a um estator e a mancais de rolamento” diz o Dr. Berg. Nada mau para tal forma “primitiva” de vida!
E tem mais. Como todas as coisas vivas, a E. coli usa seu ADN para regular a síntese de substâncias químicas de que necessita para viver. A humilde bactéria controla o seu ADN por meio de sofisticados mecanismos de realimentação que ativam ou desativam partes do ADN segundo a necessidade. “Não se pode deixar de comentar a extraordinária economia e eficiência deste sistema de controle”, diz o bioquímico Jean-Pierre Changeux que se admira de que “o controle não custa à célula nenhum dispêndio de energia. . . . Uma fábrica com relés de controle que não exigem energia para operar seria a última palavra em eficiência industrial!”
A complexidade das bactérias em si não é tudo, na argumentação contra sua evolução. As próprias proteínas que ajudam a formar as bactérias e as outras coisas vivas, revelam ser a evolução algo inapelavelmente improvável. Por quê?
Os evolucionistas fazem grande alarde em torno duma experiência em 1952, na qual os cientistas lançaram uma centelha através duma mistura de gases e sintetizaram numerosas substâncias químicas, inclusive alguns aminoácidos. Isto é considerado significativo, visto que os aminoácidos, quando ligados corretamente, formam proteínas, os blocos de construção básicos de todas as coisas vivas.
Ora, dependendo de como um aminoácido é juntado, pode ser “esquerdo” ou “destro”. Os aminoácidos criados por várias experiências com gases e centelhas compreendem quantidades iguais dos tipos esquerdo e destro. Contudo, conforme admite o evolucionista Richard Dickerson, “exceto certas adaptações especiais . . . todos os organismos vivos hoje se constituem apenas de aminoácidos-L [esquerdos]”.
Se uma proteína típica tem 400 aminoácidos, a probabilidade de que todos eles serão do tipo esquerdo seria comparável à probabilidade de se jogar uma moeda e dar “cara” 400 vezes consecutivas. A chance é menor do que uma em um seguido de mais de 100 zeros — número muitas vezes maior do que todos os átomos em todas as galáxias do universo conhecido! Ainda assim, mesmo que uma impossível proteína casual de 400 aminoácidos esquerdos se aglutinasse espontaneamente, só teria a mínima chance de ser formada dos aminoácidos esquerdos corretos — existem 20 espécies — e na ordem correta.
A geração espontânea de proteínas por acaso pode ser assim ilustrada: Suponhamos que você tenha uma caixa contendo igual número de letras e de números em quadradinhos de madeira, idênticos ao toque. Daí, pede-se a você que, de olhos vendados, tire 400 de tais quadradinhos. A probabilidade contra você tirar apenas letras e não números, já é suficientemente grande. Mas não é tudo. As 400 pecinhas com letras que você tirou devem compor um tópico que tenha sentido e que seja gramaticalmente correto ao serem colocadas lado a lado, na ordem em que você as tirou.
Os sistemas complexos da E. coli revelam outro problema relacionado com a noção de que a evolução pudesse ser responsável pela vida, mesmo a vida primitiva. As moléculas de ADN são necessárias à vida, mas não são suficientes para a vida. Outras moléculas muito complicadas, tais como as enzimas, são necessárias para comandar e cooperar com as atividades do ADN.
Assim, a vida pode existir apenas quando vários sistemas muito complexos vêm à existência ao mesmo tempo e operam juntos em perfeita harmonia. Nenhum dos sistemas complexos é capaz de conduzir nem mesmo à vida primitiva, sem os outros sistemas funcionando.
Os evolucionistas enfrentam este dilema por simplesmente afirmarem sua “fé” na evolução.
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