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  • Possuem razões sólidas?
    Despertai! — 1980 | 22 de março
    • de Darwin. Será que se baseou realmente numa análise impessoal das coisas viventes e dos fósseis? Stephen J. Gould, professor de biologia na Universidade de Harvard, é citado como tendo dito: “O gradualismo filético foi uma suposição a priori desde o início — nunca foi ‘visto’ nas rochas; expressava as prevenções culturais e políticas do liberalismo do século dezenove.” Em outras palavras, o raciocínio de Darwin foi condicionado pela sociedade no meio da qual ele viveu. Karl Marx é citado como tendo dito: “É notável como Darwin identifica entre os animais e as plantas sua sociedade inglesa com suas divisões da classe operária, rivalidade, [e assim por diante].”

      Muitos cientistas hoje levantam sérias dúvidas quanto à validade das teorias apresentadas em apoio da evolução. Por que é que então se ensina ainda a crer nos ensinos de Darwin? O artigo passa a dizer: “Há os que argumentam que o abandono do mecanismo evolucionário levaria inevitavelmente a dúvidas quanto a se ocorreu realmente a evolução. Essa é, sem dúvida, a razão por que Darwin é ainda tão obstinadamente defendido . . . porque [seus apoiadores] são materialistas.”

      Mas, o fato de não quererem considerar outra alternativa não significa que a evolução tem de ser certa, não é verdade?a Assim como a obstinação dos líderes religiosos dos dias de Galileu não significava que ele tinha de estar errado. A emoção e o preconceito podem cegar os cientistas com tanta facilidade como podem cegar os líderes religiosos.

      A verdade é que, não obstante todas as pressões do “modernismo” para se renunciar à crença em Deus, ou pelo menos para relegá-lo a segundo plano, muitas pessoas estão firmemente convencidas da existência de Deus. E o aumento do conhecimento científico em nossos dias só torna mais forte ainda a sua convicção.

  • Por que devem crer?
    Despertai! — 1980 | 22 de março
    • Por que devem crer?

      QUE espécie de raciocínio leva alguém a crer na existência de Deus? A Bíblia nos fornece um guia. Diz ela: “As . . . qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas.” — Rom. 1:20.

      A consideração das “coisas feitas” — da própria criação — levou muitos a compreender que tem de haver alguma coisa ou alguém por trás de tudo isso. Einstein, cujas teorias influenciaram tanto o pensamento científico moderno, disse: “Todo aquele que está seriamente envolvido na busca da ciência se torna convencido de que um espírito se acha manifesto nas leis do Universo — um espírito amplamente superior ao do homem, e um espírito em face do qual nós, com nossos modestos poderes, temos de nos sentir humildes.”

      Olhe Para Si Mesmo

      A Bíblia diz: “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” (Sal. 19:1) E quão eloqüentemente fazem isso!

      Todavia, não precisa contemplar os vastos céus estrelados para ver demonstrações do poder e das qualidades de Deus. Basta considerar a si mesmo.

      Olhe para as suas mãos. Estão segurando a revista que está lendo? Assim sendo, seus braços estão sem dúvida dobrados para conservarem a revista a uma distância certa de seus olhos. Cada dedo está fazendo suficiente pressão para impedir que a revista caia, mas não demais de modo a rasgar o papel. Pensou em tudo isso antes de começar a ler? Naturalmente que não. Seu corpo organizou tudo isso para você, com apenas uma mínima decisão de sua parte.

      Embora seu corpo esteja relativamente em repouso, o que estão fazendo seus olhos? Estão focalizando automaticamente palavras ou grupos de palavras em sucessão. As impressões visuais estão sendo transformadas no fundo de seus olhos em impulsos elétricos. Estes estão sendo conduzidos para seu cérebro. Se estiver concentrado, seu cérebro está armazenando informações para uso futuro e está comparando a nova matéria com aquilo que já recebeu antes.

      No ínterim, sem que esteja consciente disso, seu coração está ativamente trabalhando, impelindo o sangue, através de sua complexa trajetória, por todo o seu corpo. Esse sangue está transportando elementos vitais para lugares onde esses são necessários, daí enviando os resíduos inúteis a locais donde podem ser excretados do corpo.

      Outrossim, o movimento do diafragma está enchendo seus pulmões de oxigênio, daí contraindo-os para expulsar o bióxido de carbono.

      Caso tenha comido recentemente, seu alimento está sendo digerido sem a sua orientação consciente. O alimento ou está sendo misturado com os ácidos de seu estômago para o transformar em componentes básicos ou está sendo espremido por uma ação muscular complexa conhecida por “peristalse”, através de seus intestinos, permitindo que os nutrientes sejam absorvidos na corrente sanguínea.

      Estão ocorrendo também muitas outras atividades. Sua medula óssea está repondo glóbulos sanguíneos. Sua pele está fabricando novas partes para repor as células gastas da superfície. As unhas de seus pés, de seus dedos e seu cabelo estão crescendo. Suas glândulas estão fabricando substâncias complexas para manter o equilíbrio químico de seu corpo. Tudo isso está acontecendo precisamente neste momento, mesmo quando aparentemente seu corpo está em repouso!

      A tecnologia dos mecanismos de nosso corpo é incrivelmente muito mais adiantada do que qualquer coisa que o homem pôde realizar nesta era do espaço. É lógico considerar tal obra-prima como sendo o resultado do mero acaso?

      A teoria da evolução diz que a humanidade é produto da ação das leis naturais, mas não explica “quem fez as leis”. Com efeito, diz que nós nos fizemos. Mas não é mais lógico — mais de acordo com o modo como sabemos que ocorrem realmente as coisas — seguir o raciocínio do escritor bíblico que proclamou: “Fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante”? E: “Sabei que Jeová é Deus. Foi ele quem nos fez, e não nós a nós mesmos”? — Sal. 139:14; 100:3.

      Encaremos a Realidade

      Em razão da tendência do raciocínio materialista no Ocidente, muitas pessoas ficam embaraçadas de admitir que existe um Deus e de admitir uma resposta espiritual à pergunta: “Donde viemos?” Certo livre-pensador declarou: “Só podemos ser sensatos e racionais quando nos expressamos em termos do conhecimento atual e dentro do domínio dele.” Mas será que é realmente assim?

      Há muitas coisas que os cientistas sabem que existem, mas não sabem explicar. Coisas tais como a mente humana, nossa consciência, nosso instinto de adoração — todas essas certamente existem. Mas a ciência não consegue explicá-las nos termos do “conhecimento atual”. O que dizer da própria vida? O que é esta poderosa “energia de vida” que distingue as coisas viventes das inanimadas? Os cientistas não sabem explicar. Não obstante, faz parte de nossa experiência diária. De fato, é tão comum que nossa tendência é esquecer quão verdadeiramente miraculosa é de fato a própria vida.

      A conhecida lei de causa e efeito declara que todo efeito precisa ter uma causa. Só pode ter havido uma “causa” para o maquinismo maravilhosamente delicado de que é constituído o corpo humano. Atualmente, mais do que em qualquer outra geração, estamos em melhor situação para perceber quão sábia deve ter sido essa “causa” primária. Outrossim, deve ter existido uma “causa”, um Produtor, de coisas tais como a mente humana, a consciência humana e a própria vida. Realmente, essas coisas nunca poderão ser explicadas satisfatoriamente, exceto como a Bíblia as explica. Disse um escritor bíblico, dirigindo-se ao Deus a quem adorava: “Contigo está a fonte da vida.” (Sal. 36:9) Não há base em nosso “conhecimento atual” para chegarmos a nenhuma outra conclusão.

      Por Que Então Acontecem Coisas Más?

      Ao serem considerados os argumentos acima, certo filipino ateu apresentou o seguinte problema: “Até certo ponto há ordem, maravilha e beleza na natureza. Mas isso é só um lado da história. O outro lado é um terrível caos.” Daí, após explicar o que queria dizer com “caos” — coisas tais como catástrofes naturais, pestilências e coisas similares — ele passou a dizer: “Uma pessoa religiosa contempla amorosamente a ordem na natureza, que fortalece sua religião, mas desvia os olhos do caos que enfraquece tal credo.”

      Será que você faz isso? Não seria antes o caso de esse ateu estar desviando seus olhos da “ordem, maravilha e beleza na natureza” que enfraquecem seu credo de descrença?

      Ao queixar-se, por exemplo, das pestilências, ele só está contando parte da história. Ele deixa de mencionar o maravilhoso poder de se curar que nossos corpos têm, o que em si atesta a existência de um Criador dotado de maravilhosas faculdades. Certa vez, o médico chefe do serviço de saúde do exército de Napoleão recebeu agradecimentos do imperador por ter curado tantos de seus soldados. A resposta do médico, segundo certa versão, foi: “Eu os assisti e Deus os curou.”

      Outrossim, tem o homem o direito moral de questionar a existência de Deus por causa das doenças e de outros problemas existentes? Não é verdade que o desgoverno por parte do homem, suas guerras, crime, desonestidade, e assim por diante, causaram a maior parte desses problemas? Quantas pestilências — tais como doenças cardíacas ou o câncer — são na maioria o resultado do ambiente e dos hábitos de vida que o próprio homem desenvolveu? Quantas outras doenças poderiam ser controladas se não fosse o fato de que uma enorme porcentagem da raça humana vive na pobreza e na miséria?

      Todavia, é verdade que nem todos os problemas do homem são diretamente por sua própria culpa. Por que é que Deus permite que eles surjam? Será que provam que Ele não existe?

      Uma ilustração poderá ajudar-nos a entender este ponto mais claramente. Há numa ilha fora da costa ocidental da Irlanda um lugar conhecido por Aldeia Abandonada. É uma pequena aldeia onde não mora mais ninguém. Pode-se imaginar que as casas estão em péssimo estado. Não têm mais telhados. Não existem mais as portas. Em muitos casos, as paredes ruíram.

      Por estar a aldeia em estado de ruínas, será que você diria que é improvável que alguém tenha projetado e construído as casas ali? Ou, antes, concordaria instintivamente com a declaração da Bíblia: “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém” — sim, até mesmo uma casa que está agora em ruínas? (Heb. 3:4) Apesar do estado negligenciado das casas, sabemos que foram construídas por alguém. Sabemos, também, que o estado atual delas não é forçosamente a culpa do construtor. Há meios de impedir que as casas fiquem estragadas. Mas os donos as abandonaram. Por conseguinte, estão agora em ruínas.

      A condição da humanidade é similar. A Bíblia nos diz que o homem foi criado perfeito pelo seu Criador. Foi-lhe dada a responsabilidade de subjugar a terra e de enchê-la com seus filhos. (Gên. 1:28) O êxito nisso dependeria de seguir as instruções de seu Criador. Se ele tivesse seguido essas instruções, não teria havido “caos”, nem perdas de vidas por catástrofes naturais ou por pestilências na terra subjugada. Mas, o homem rejeitou a orientação de seu Criador; portanto, a “casa” humana está agora incontestavelmente em péssimo estado de conservação.

      Deus deu à humanidade livre-arbítrio para escolher seu próprio caminho. Deus não força os humanos a serem obedientes. Entretanto, no decorrer dos longos séculos de desgoverno humano, Ele vem buscando os que estão dispostos a usar seu livre-arbítrio para o servirem. A Bíblia explica que em breve serão destruídos os que se recusam a reconhecer o direito que Deus tem de dominar sobre sua própria criação. Perderão a vida porque rejeitam a Fonte da vida. Mas, os que, com apreço, harmonizam sua vida com os requisitos de Deus terão a alegria de ver a terra ser transformada num paraíso global debaixo do governo celestial de Deus. Gozarão de todas as bênçãos das quais as imperfeições e o desgoverno do homem os privou. — Rev. 21:3-5.

      Por conseguinte, é muito importante agora que cada pessoa chegue a conhecer a Deus. É esclarecedor saber como alguns foram ajudados neste sentido.

      [Foto na página 9]

      QUEM PROJETOU O CORPO HUMANO?

      CÉREBRO: Um computador vivo tão complexo que, em comparação, os melhores modelos feitos pelo homem se tornam brinquedos. Calcula-se que a memória e capacidade de aprendizagem é um bilhão de vezes maior do que se usa na atual duração de vida.

      OLHOS: Uma câmara cinematográfica a cores, totalmente automática, autofocalizadora, sem embaçamento, que tira instantaneamente fotografias em terceira dimensão e não precisa de laboratório para revelar.

      CORAÇÃO: Uma bomba muito mais eficaz do que qualquer máquina de qualquer espécie inventada pelo homem. Bombeia 5.700 litros ou mais por dia fazendo trabalho suficiente para erguer seu corpo a 150 metros verticalmente.

      FÍGADO: Um laboratório químico extremamente complexo e versátil, com mais de 500 funções, inclusive armazenagem e liberação, à medida do necessário, de sangue, vitaminas, minerais e nutrientes. Fabrica mais de 1.000 enzimas diferentes para estimular transformações químicas.

      OSSOS: Uma estrutura que pesa apenas 9 quilos, contudo forte como barras de ferro — magnificamente aparelhada e equilibrada para ancorar músculos e proteger órgãos vitais.

      SISTEMA NERVOSO: Uma maciça rede de comunicações que recebe 100.000.000 de sensações por segundo e/ou age sobre elas por meio de impulsos eletroquímicos. Atinge cada milímetro quadrado de pele, músculo, vaso sanguíneo, osso e órgão.

      [Foto na página 10]

      Mesmo uma casa em ruínas foi “construída por alguém.”

  • Como alguns foram ajudados a crer
    Despertai! — 1980 | 22 de março
    • Como alguns foram ajudados a crer

      COMO pode alguém que não acredita na existência de Deus chegar a conhecê-lo? Muitos que agora crêem descobriram que, primeiro de tudo, tiveram de enfrentar certo problema. Qual foi esse?

      Um ex-membro de uma religião oriental admitiu: “Talvez uma das mais fortes razões [de se apegar à crença de que não há um Criador] é que essa religião incentiva a pessoa a levar uma vida livre de preocupações e estar satisfeita.”

      Do mesmo modo no Ocidente, o autor John Cogley observa: “A modernidade (pelo menos a espécie não-marxista) coloca tremenda ênfase na liberdade pessoal — de pensamento, política, assuntos relacionados com a conduta sexual e, acima de tudo, de especulação sobre as grandes questões da vida.”

      Essa liberdade — e a despreocupação referida acima — podem ser empolgantes. Para se renunciar a elas e reconhecer uma Autoridade superior é preciso humildade e receptividade que nem toda pessoa possui.

      Liberdade de Quê?

      A liberdade, naturalmente, pode ser desejável. Mas a liberdade pode também ser prejudicial. Dando-se a uma criança liberdade demais, ela pode ser levada a participar de jogos numa rua movimentada ou a colocar a mão sobre um fogão quente. A liberdade total de fazermos nós próprios todas as nossas decisões, sem ajuda externa, pode criar toda sorte de problemas se as decisões forem erradas.

      Quando aceitamos a verdade a respeito da existência de Deus, não saímos perdendo. É verdade que há certa medida de restrição da liberdade pessoal — mas apenas de certos modos que nos ajudarão a evitar que causemos dano a nós próprios e a outros. Os que realmente acreditam em Deus aceitam voluntariamente a necessidade de tais limitações. A aceitação das verdades a respeito de Deus os tem tornado também livres: livres de serem enganados por pessoas que procuram explorar os outros por meio de sua própria filosofia e de ficarem sem esperança por não conhecerem a razão da vida. É bem como Jesus disse certa vez: “A verdade vos libertará.” — João 8:32; Col. 2:8.

      Ajuda Para Reconhecer a Existência de Deus

      No Ocidente, a maioria das pessoas sabe o que significa o termo “Ser Supremo”, embora muitas delas afirmem não crer nele. No Oriente, o problema é mais difícil. Muitos não entendem esta expressão. Um outrora não-cristão disse a respeito de seus ex-correligionários: “A maioria não consegue conceber a idéia da existência do Ser Supremo.”

      Quanto a esses dois tipos de pessoas, porém, o primeiro passo para ajudá-los a conhecer a Deus amiúde tem sido apontar para a criação e a razão por que tem de existir um Criador original, um Projetista original. Certo cristão, que por muito tempo serviu no Japão, explicou: “Fazemos uso de ilustrações. É preciso uma pessoa inteligente para fazer um relógio, uma máquina fotográfica, etc., mas essas coisas não têm vida. Olhe para uma flor, para um pássaro ou para o corpo humano. Quem os projetou?” Com tal raciocínio, ele procura criar na mente oriental a idéia da existência de Deus.

      Ajudados a Conhecer a Deus

      É um passo bastante grande progredir a partir do reconhecimento de que existe uma força criativa até o ponto de chegar a conhecer a Deus como sendo um amoroso Pai celestial. Nem mesmo Einstein conseguiu conciliar, evidentemente, a idéia de que o espírito criativo que ele discernia por trás do universo era realmente uma personalidade a quem a humanidade podia ter acesso. Comentou ele certa vez: “A principal fonte dos conflitos da época atual entre as esferas da religião e da ciência está no conceito de um Deus pessoal.”

      Como foi que as pessoas que agora acreditam em Deus chegaram a conhecê-lo como pessoa? Quanto a isso dependeram do próprio Deus. Num país grande, a maioria dos cidadãos talvez saiba da existência de seu chefe de estado. Ele influi diariamente em sua vida. Contudo, os que se tornam seus amigos são os únicos a quem ele se torna acessível. Da mesma forma, podemos aprender da criação a respeito da indubitável existência de Deus, e ele influi diariamente em nossa vida, no sentido de que gozamos de suas dádivas de alimento, ar, luz solar, chuva, e assim por diante. Todavia, nunca poderíamos chegar a conhecê-lo sem que ele se tornasse acessível a nós.

      Felizmente, ele se tornou. De que maneira? Bem, uma maneira é através da Bíblia. Nesse livro, ele fez registrar seus tratos com a humanidade no decorrer dos anos. Ele nos tem mostrado suas qualidades, e forneceu-nos até mesmo um nome por meio do qual podemos dirigir-nos a ele. Esse nome é “Jeová”. (Sal. 83:18) Por conseguinte, os que chegaram realmente a conhecer a Deus tiveram primeiro de cultivar o apreço por esse surpreendente livro.

      As pessoas reconhecem, na maioria, que há algo diferente relacionado com a Bíblia. Ela foi traduzida em muito mais idiomas do que qualquer outro livro. É o livro de maior circulação de todos os tempos. Sobreviveu através dos séculos, não obstante os esforços decididos de destruí-lo. Remonta ao passado muito mais remoto na história do que qualquer outro livro. O que muitos não aceitam, porém, é a própria afirmação da Bíblia de que ela é inspirada. Mas a Bíblia diz claramente: “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Tim. 3:16) Pode esta afirmação ser demonstrada verídica? Sim, e pessoas que outrora não acreditavam, mas que agora chegaram a conhecer a Jeová, se dispuseram a tomar o tempo necessário para examinar pessoalmente a evidência. O que descobriram?

      Observaram na Bíblia centenas de profecias que se cumpriram. Reconheceram que nenhum humano poderia saber de todos esses pormenores dos assuntos humanos com centenas e até mesmo milhares de anos de antecedência. A própria Bíblia indica que a habilidade de profetizar corretamente é uma das provas da divindade. (Isa. 46:8-10) Um antigo servo de Deus disse a respeito das profecias bíblicas que se têm cumprido até o presente: “Não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou. Todas elas se cumpriram para convosco. Nem uma única palavra delas falhou.” (Jos. 23:14) Os que estão convencidos disto descobriram que também o cumprimento de profecias não é meramente coisa do passado. Mais profecias estão tendo cumprimento em nossos próprios dias. Tendo examinado os fatos, sentiram-se compelidos a reconhecer que a Bíblia tem de ser a palavra inspirada de Deus. — Veja Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21; 2 Timóteo 3:1-5.

      Acharam igualmente impressionantes o conselho e a orientação encontrados na Bíblia. Compreenderam gradativamente que tais coisas evidenciam uma inteligência muito maior do que a mera sabedoria humana. Viram diante de si o conhecimento e o entendimento de alguém que vem observando a humanidade por milhares de anos e que sabe o que é melhor para nós. Descobriram que o conselho da Bíblia para os casais, os jovens, os pobres e os ricos é uma constante fonte de admiração, por causa da perspicácia que reflete e sua natureza prática. (Veja, por exemplo, Colossenses 3:5-8, 18-25; 1 Timóteo 6:9-11, 17-19; Mateus 6:24-34; Provérbios 7:1-27.) Ao começarem a pôr pessoalmente em prática esse conselho, sentiram a veracidade do Salmo 119:2: “Felizes os que observam as suas advertências [de Deus]; continuam a buscá-lo de todo o coração.”

      Outros Meios de Chegar a Conhecer a Deus

      Certo cavalheiro no Japão, há alguns anos, viajou diversos dias seguidos num trem junto com um grupo de cristãos que ia assistir a uma assembléia das Testemunhas de Jeová. A conduta deles o deixou tão impressionado que ele fez uma investigação. Muito tempo atrás, o apóstolo Paulo disse a todos os cristãos: “Tornai-vos imitadores de Deus.” (Efé. 5:1) Assim como amiúde as crianças refletem seus pais, os verdadeiros cristãos procuram refletir seu Pai celestial em sua vida e conduta. Foi o fruto desses esforços que deixou tão impressionado o cavalheiro japonês referido aqui, ajudando-o a chegar a conhecer a Jeová. Hoje ele também é uma Testemunha de Jeová.

      Similarmente, certa senhora de outro país oriental, ao se lhe pedir que alistasse as coisas que a ajudaram a conhecer a Deus, mencionou entre outras coisas: “O conhecimento das leis e dos princípios regentes que podem unir toda sorte de homens, sem consideração das diferenças raciais, conforme prova o exemplo das Testemunhas de Jeová.” E: “Observando a personalidade das Testemunhas de Jeová.” Por conseguinte, na conduta e nas atividades de seus adoradores, o Criador se revela aos que o buscam.

      A senhora mencionada acima referiu-se também a outra coisa, que faz pensar e que fez com que ela chegasse a conhecer o Criador. Disse ela: “Muitos dos traços de minha personalidade foram mudados — para a minha própria surpresa!” Como foi isso possível? O apóstolo Paulo disse que devíamos esperar que acontecesse tal coisa. Disse ele aos cristãos: ‘Sede feitos novos na força que ativa a vossa mente. Revesti-vos da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.’ (Efé. 4:23, 24) As pessoas honestas procuram pôr fim às tendências más que observam em si. É difícil. Mas os que adoram o Criador possuem uma ‘força que ativa sua mente’, habilitando-os a fazer isso. O próprio espírito santo de Deus a fortalece. Alguns, fortalecidos por esta “força”, foram curados de seu vício aos tóxicos, da perversão sexual, das tendências criminosas, e assim por diante. Tornaram-se amorosos, alegres, pacíficos, longânimes, benignos, bondosos, fiéis, brandos e tendo autodomínio. (Gál. 5:22, 23) Isto tem sido para eles uma forte confirmação da existência de Deus e de seu desejo de os ajudar.

      A oração é outro meio pelo qual chegaram a conhecer a Deus. O apóstolo João disse: “Não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5:14) Naturalmente, Deus não responde às orações de toda pessoa. “Jeová está longe dos iníquos, mas ouve a oração dos justos”, diz Provérbios 15:29. Entretanto, os que servem fielmente a Deus oram, e suas orações são respondidas. É difícil não crermos em alguém com quem falamos constantemente e que nos responde de diversos modos.

      Sim, Jeová Existe

      Sim, Jeová Deus existe realmente. Não há dúvida sobre isso. E ele deseja que suas criaturas o conheçam. Ele se revelou por meio de suas obras criadas, por meio da Bíblia, bem como por meio do modo como seu espírito opera sobre sua organização e sobre indivíduos.

      Por que não se chega a ele como seu Pai celestial e goza da liberdade resultante de conhecer a verdade? Siga o conselho dele. Aceite as promessas animadoras que ele fez para o futuro. Sim, assim como há muito tempo o salmista exortou: “Saboreai e vede que Jeová é bom; feliz o varão vigoroso que se refugia nele.” — Sal. 34:8.

      [Foto na página 12]

      Tem de ter havido um projetista original do pássaro.

      [Foto na página 13]

      Por meio da Bíblia, Deus se apresenta a nós, informando-nos seu nome, suas qualidades, seu propósito.

      [Foto na página 14]

      As pessoas são atraídas para a adoração de Jeová ao observarem suas qualidades refletidas na vida de seus adoradores.

      [Foto na página 14]

      É difícil não crermos em alguém com quem falamos e que nos responde.

  • Vencer obstáculos para crer
    Despertai! — 1980 | 22 de março
    • Vencer obstáculos para crer

      ANTES de poderem acreditar genuinamente em Deus e de aceitarem a Bíblia como sendo sua Palavra, muitas pessoas descobrem que têm de superar obstáculos. Este foi o caso com um ateu no Japão, que disse posteriormente:

      ‘Meus pais são ateus convictos e duas de minhas irmãs são devotas de Soka Gakkai. Minha avó, que adorava um famoso budista do passado, de nome Cobo Daíxi, envolveu-se em adivinhar a sorte e, às vezes, fazia curas pela fé. Por meio disso geralmente conseguíamos uma boa soma de dinheiro e abundância de arroz, verduras e outras coisas necessárias. Fui profundamente influenciado por este ambiente. Sabia que adorar o deus de minha avó era um meio de conseguir riquezas materiais. Desde a infância eu estava bem familiarizado com a hipocrisia dos que professavam crer, de modo que, pessoalmente, não estava interessado em Deus.

      ‘Entretanto, minha vida particular era vergonhosa. Saia cada noite para jogar majongue (um jogo de azar chinês) e boliche. Quando voltava para casa, pelo amanhecer, estava bêbedo. Levantava-me por volta do meio-dia e fazia algum trabalho pela casa. Daí voltava a fazer tudo de novo. Como resultado do modo em que vivia, fiquei doente e fiz uma operação séria do estômago. Discutia constantemente com minha esposa.

      ‘Nessa época, ouvi falar que um amigo meu, que era uma pessoa séria, estava estudando a Bíblia. Quando pela primeira vez falou a mim sobre Deus, à base da Bíblia, reagi com ódio. Temia que meu amigo fosse enganado pela religião, por isso tentei seriamente fazê-lo parar de estudar a Bíblia. Embora tentasse vez após vez, ele estava determinado e não parou. Então comecei a estudar a Bíblia, mas não por que quisesse compreendê-la. Meu objetivo era achar defeito na Bíblia para convencer meu amigo a parar de estudar.

      ‘Mas, ao passo que estudava, comecei a compreender a verdade. Convenci-me de que Jeová é diferente de todos os outros deuses, de que é Deus de amor e misericórdia, de que é Todo-poderoso, nosso Criador e também nosso Dador da vida. Em Hebreus 4:12, a Bíblia diz que “a palavra de Deus é viva e exerce poder”. Disto estou convencido, porque o estudo dela induziu-me a mudar meu anterior modo de vida imoderado. Quando cessei de discutir com minha esposa, ela notou a mudança e começou a freqüentar as reuniões das Testemunhas de Jeová comigo. Agora, como ela sempre me diz, confia realmente em mim, e nossa vida familiar é feliz.’

      Outra ex-atéia, também no Japão, posteriormente fez estes comentários: ‘Eu cursara a universidade, participara em atividades comunistas, buscara o prazer, e era então uma mulher casada. Mas, certo dia, fiquei surpresa ao aprender de uma das Testemunhas de Jeová o que a Bíblia diz sobre o que o governo de Deus fará por esta terra e como será realmente a vida então. Li alguns livros da Torre de Vigia, inclusive um intitulado “É a Bíblia Realmente a Palavra de Deus?”. Pude ver, à base do que li, que estas pessoas têm algo de verdadeiro, uma confiança baseada nas verdades objetivas da Bíblia, um histórico livre de hipocrisia, uma prontidão de arriscar a vida a favor do que crêem. Quis assistir a suas reuniões. E comecei a orar: “Se Deus existe mesmo, por favor, instrua-me.” Logo descobri que encontrara o que estava procurando. Quero mostrar a Jeová, mesmo que de maneira limitada, meu apreço por sua misericórdia de conceder-me ouvir as “boas novas”.’

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