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  • Evidência dum Criador
    A Sentinela — 1979 | 15 de dezembro
    • Evidência dum Criador

      TOME o telescópio mais poderoso e olhe para a imensidão do céu. Olhe pelo microscópio mais moderno para a espantosa complexidade das moléculas e dos átomos. E o que vê? O seguinte: que numa escala estupendamente grande, bem como numa infinitamente pequena, sim, em todo o universo físico, há ordem, beleza e desígnio. E onde notamos desígnio, o que concluímos? Não é a resposta indicada na Bíblia, em Hebreus 3:4? “Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é Deus.”

      E que dizer da ordem? Foi o cientista Sir Isaac Newton, que temia a Deus, que primeiro notou que as coisas no universo progrediam da ordem para a desordem. Isto levou à conclusão de que, a menos que haja uma intervenção intencional de alguma força externa, cada transformação física no mundo em volta de nós deve estar acompanhada por uma perda quanto ao projeto original. Este entra em colapso. Portanto, primeiro, deve ter havido Alguém que projetou, criou e pôs as coisas em ordem. Sem a intervenção Daquele que teve tal desígnio, a ordem continuaria em colapso.

      Que Alguém com inteligência teve o desígnio de produzir o universo está em harmonia com o que alguns cientistas chamam de teoria da “grande explosão” de criação. Nos últimos anos, esta teoria tem obtido maior prevalência sobre a teoria do “estado constante”, que afirma que o universo tem existido eternamente, sem princípio. Mas, não precisamos basear-nos nas areias movediças da teoria científica moderna para provar que há um Criador. Porque o próprio Criador esclarece quem e o que ele é: “Assim disse Jeová, . . . ‘Eu é que fiz a terra e criei até mesmo o homem sobre ela. Eu — minhas próprias mãos estenderam os céus, e dei ordens a todo o seu exército.’” (Isa. 45:11, 12) A evidência de sua criatividade pode ser observada e admirada em tantas coisas que vemos em volta de nós.

      “EU . . . CRIEI ATÉ MESMO O HOMEM”

      Sem dúvida, numa ocasião ou noutra, todos nós já tocamos os minúsculos dedos dum bebê — tão delicados, tão belamente formados, tão preciosos — muito mais refinados do que as garras dum animal! E, sem dúvida, refletimos sobre como esta pequena vida do bebê teve seu início no óvulo da mãe, do tamanho dum pontinho, pela união com o espermatozóide do pai, pequeno demais para ser visto a olho nu. Sim, todos nós tivemos um começo pequeníssimo, num óvulo que se dividiu e dividiu, e continuou a dividir-se, até que finalmente os mais de 10.000.000.000.000 de células, que constituem a pessoa adulta, “sabiam” que tinham de deixar de se dividir.

      Todo o processo de concepção e crescimento seletivo é tão maravilhoso, que é além de nossa compreensão. Mas, não é além da compreensão de Deus, porque ele é seu Autor. Conforme disse o Rei Davi: “Meus ossos não te estavam ocultos quando fui feito às escondidas. . . . Teus olhos viram até mesmo meu embrião, e todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro.” Sim, fomos formados segundo a “planta” provida por um Criador amoroso, recebemos um corpo maravilhoso, e fomos dotados de atributos e qualidades morais, destinados a manter nossa vida em equilíbrio e tornar a vida um constante deleite. De modo que temos todos os motivos para nos juntar a Davi nas suas palavras melodiosas, proferidas há 3.000 anos: “Ó Jeová, tu me esquadrinhaste e me conheces. . . . Mantiveste-me abrigado no ventre de minha mãe. Elogiar-te-ei porque fui feito maravilhosamente, dum modo atemorizante. Teus trabalhos são maravilhosos, de que minha alma está bem apercebida.” — Sal. 139:1, 13-16.

      Não há fim das maravilhas inerentes na criação de Deus, o homem. Como é que alguns podem afirmar que a vida começou por mero acaso, e que o homem evoluiu duma ameba, por meio duma série de acasos? Na infinitesimamente pequena célula humana há moléculas ADN, parecidas a uma escada, cada uma programada para esse determinado indivíduo, tendo as mesmas mensagens de vida escritas em cada célula multiplicante. Elas dizem que células devem passar a constituir os olhos, o nariz, a língua, as orelhas, os dentes, a pele, os órgãos e todas as outras partes do corpo. Garantem que a “espécie” seja nitidamente humana, não símia, canina ou de outro animal inferior. Especificam as caraterísticas hereditárias da pessoa. As partes especializadas que resultam deste desenvolvimento atestam realmente a existência de Alguém brilhante, com um desígnio!

      A MENTE DO HOMEM

      Sem dúvida, a parte mais espantosa da criação terrestre de Deus, o homem, é o cérebro, que faculta a mente. O cérebro desenvolve-se rapidamente, atingindo três quartas partes de seu peso adulto nos primeiros dois anos de vida. Não é de se admirar que nossos pirralhos estejam cheios de curiosidade e perguntem: ‘Quem fez o céu, as aves, o gato, as flores? Quem me fez?’ Ora, até mesmo já numa tenra idade, a criança observa que as coisas em volta dela foram feitas por alguém. Portanto, conclui que todas as coisas foram feitas por Alguém. Por que é que tantos adultos se desviaram de tal raciocínio lógico?

      O próprio cérebro é uma maravilha de eletrônica viva. Literalmente milhares de cientistas podem trabalhar por anos na produção e programação dum computador próprio para determinado campo. Contudo, precisam admitir que, se produzissem um computador para igualar a capacidade e versatilidade do cérebro humano, precisariam dum arranha-céu de muitos andares para abrigá-lo. No entanto, o cérebro humano, de um pouco mais de um quilo, bastante pequeno para caber na mão, está plenamente equipado para cuidar de sua própria programação e para manejar todo campo essencial para a vida humana. Além disso, conforme capta as mensagens dos sentidos da visão, da audição, do tato, do paladar e do olfato, e provoca a fala e as ações de seu dono, serve num nível que nenhum computador feito pelo homem jamais poderá alcançar. E que computador operaria alguma vez motivado por um coração que exerce amor, benignidade humana, gratidão e apreço? Que computador é capaz de pensar, raciocinar, explicar, ou adorar seu Criador?

      Quando contemplamos a constituição maravilhosa do homem e de todo o mundo criado em volta de nós, podemos dizer, junto com Jó a respeito das obras visíveis de Deus: “Eis que estas são as beiradas dos seus caminhos, e que sussurro sobre o assunto se tem ouvido dele!” (Jó 26:14) Mas, não precisamos parar para ouvir apenas um sussurro a respeito de nosso Criador. Se pesquisarmos a sua Palavra, a Bíblia, poderemos aprender muito, não só sobre a sua criação, mas também sobre o grandioso propósito por detrás de tudo.

  • Grandioso testemunho da glória e criatividade de Deus
    A Sentinela — 1979 | 15 de dezembro
    • Grandioso testemunho da glória e criatividade de Deus

      MUITOS dos que questionam a existência de Deus fecham os olhos à evidência de que ele existe. Visto que certas coisas ocorrem diariamente, até mesmo os que crêem em Deus talvez não encarem essas ocorrências comuns como testemunho da glória e criatividade de Deus. O salmista inspirado, porém, destaca-se em nítido contraste com tais pessoas. Ele viu na repetição de coisas bem comuns um acúmulo de evidência que proclama inconfundivelmente a glória do Altíssimo.

      TESTEMUNHO DOS CÉUS VISÍVEIS

      O salmista escreveu: “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos. Um dia após outro dia faz borbulhar a fala, e uma noite após outra noite exibe conhecimento. Não há fala e não há palavras; nenhuma voz se ouve da sua parte. Seu cordel de medir saiu por toda a terra e suas expressões até a extremidade do solo produtivo. Neles colocou uma tenda para o sol, e este é como um noivo quando sai da câmara nupcial; exulta como um poderoso para correr numa vereda. Sai de uma extremidade dos céus e sua volta completa vai até as suas outras extremidades; e não há nada escondido do seu calor.” — Sal. 19:1-6.

      Desta maneira poética, o salmista Davi indicou que os céus visíveis — o sol, a lua e as estrelas — proclamam a glória de Deus. O grande número de corpos celestes, seus movimentos ordeiros e seguros, bem como seu objetivo benéfico, fornecem um grandioso testemunho da existência dum Deus de sabedoria, poder e benevolência. Um Deus que ordenou tão bem o universo visível deve ser infinitamente sábio e poderoso. Quando tomamos em consideração, por exemplo, quão dependente do sol é a vida na terra, temos de concluir que o Criador do sol se importa profundamente com as coisas viventes. Os céus visíveis, por revelarem certas qualidades admiráveis de Jeová Deus, deveras estão proclamando a glória dele.

      O testemunho a respeito da glória e da criatividade de Deus não se limita ao que pode ser visto nos céus, no decorrer de um dia ou de uma noite. Um dia após outro, uma noite após outra, apresentam o mesmo testemunho. Uma só exibição, em 24 horas, do sol, da lua e das estrelas pode prover um testemunho maravilhoso a respeito do Criador. Mas, é cada dia que se pode ver este testemunho no céu acima. Portanto, é como se este testemunho borbulhasse continuamente, ou efervescesse, de dia, e, durante a noite, os corpos celestes visíveis provêem igualmente conhecimento sobre a glória e a criatividade de Jeová.

      O testemunho dado, naturalmente, é silencioso. Mas, em parte alguma da terra deixou de ser fornecido este testemunho específico. Enche a terra, como se cordéis de medir tivessem sido estendidos em toda parte deste planeta.

      O salmista fala sobre o sol ter uma tenda nos céus visíveis. De maneira correspondente, Jó 22:14 fala de os céus se estenderem sobre a terra como “abóbada”. Também Isaías 40:22 fala de Deus como sendo “aquele que estende os céus como uma gaze fina e que os estica como uma tenda em que morar”. Dentro desta figurativa “tenda”, o sol se locomove diariamente como nômade. O sol, por causa de seu brilho, é apropriadamente comparado com um noivo que sai da câmara nupcial, especialmente trajado para a ocasião, e, igual a um homem forte numa corrida, segue sua “volta” pelos céus. Visto que o sol lança sua luz sobre todas as partes da terra, desde o nascente até o poente, tudo na terra tira proveito de seu calor ou aquecimento. Não há exceção a isso.

      A LEI DE DEUS DÁ TESTEMUNHO

      O testemunho a respeito da glória e da criatividade de Jeová não se limita ao que se pode observar no céu visível. Segundo Gênesis 1:14, um dos motivos da existência dos luzeiros celestiais é o de “servir de sinais, e para épocas, e para dias, e para anos”. De modo que têm provido os meios para calcular dias e anos, têm guiado os homens no mar e têm sido o meio de determinar a época certa para determinadas operações agrícolas. Mas os luzeiros celestiais não são o meio que Deus proveu para guiar os homens em fazer decisões morais, vitais. O Altíssimo proveu suas ordens, e estas, também, atestam sua glória.

      O salmista Davi prosseguiu: “A lei de Jeová é perfeita, fazendo retornar a alma. A advertência de Jeová é fidedigna, tornando sábio o inexperiente. As ordens de Jeová são retas, fazendo o coração alegrar-se; o mandamento de Jeová é limpo, fazendo os olhos brilhar. O temor de Jeová é puro, permanecendo de pé para todo o sempre. As decisões judiciais de Jeová são verdadeiras; mostraram-se inteiramente justas. São mais desejáveis do que o ouro, sim, mais do que muito ouro refinado; e são mais doces do que o mel e o mel escorrendo dos favos. Também o teu próprio servo foi avisado por elas; há grande recompensa em guardá-las.” — Sal. 19:7-11.

      Davi referiu-se ali à lei de Deus dada por meio de Moisés. Ela era perfeita, sem falha, totalmente à altura do objetivo com que foi provida. Essa lei podia fazer retornar a alma ou a pessoa, no sentido de que a obediência a ela produzia o reavivamento do seu ser e promovia seu bem-estar.

      Todas as advertências incluídas na lei de Deus eram fidedignas. Podiam ser seguidas com segurança como guia na vida. Aquele que acatasse as advertências de Deus, embora inexperiente e inseguro, agiria sabiamente, evitando o proceder que leva à ruína.

      As ordens ou regras especificadas, apresentadas na lei mosaica, eram retas, quer dizer, em plena harmonia com os princípios de justiça e o juízo. Aquele que se comportasse em harmonia com a convicção de que as ordens de Deus são retas obteria felicidade íntima, alegria de coração.

      O mandamento de Jeová, sendo puro e limpo, sem traços indesejáveis, faz os olhos brilhar com visão clara. Habilita a pessoa a evitar o erro moral e a seguir um proceder reto.

      O temor sadio ou o profundo respeito ao Criador é manifestado pela obediência às suas ordens. Tal temor é puro. Não rebaixa a pessoa, assim como fazia o pavor de deuses falsos, que os seus adoradores encaravam como irados e exigindo ser apaziguados por sacrifícios humanos. O temor sadio de Deus é o que a Lei ensinava. Tal temor continuará a ser expresso pelos servos devotos de Jeová. Portanto, é um temor que persiste para todo o sempre.

      A lei de Deus compunha-se, em parte, de decisões judiciais. Estas eram verídicas, fidedignas, estáveis e firmemente fundadas no processo divino de justiça. Estas decisões judiciais eram justas, em todos os sentidos. Visto que as decisões judiciais são de Deus e são inteiramente benéficas, é bem desejável tê-las na mente e no coração. São mais valiosas do que as riquezas materiais, do que o ouro. Para aqueles que se deixam guiar por elas, são mais doces do que o mel. Estas decisões judiciais advertem contra alguém adotar um proceder errado, fortalecendo-lhe a decisão de resistir à tentação. A aderência a elas é recompensadora em que tal obediência promove o maior bem da pessoa. Ela evita assim um proceder na vida que seria emocional, física e mentalmente prejudicial.

      Deveras, uma lei tão útil e proveitosa como aquela dada aos israelitas fornece eloqüente testemunho da existência dum Deus sábio, justo e amoroso.

      AJUDA PROVIDA PARA OS SERVOS DE DEUS

      Testemunho adicional a respeito do Criador é encontrado na ajuda que ele provê aos seus servos imperfeitos. Conforme se evidencia no Salmo 19, Davi apreciava muitíssimo a lei de Deus. Mas, também se dava conta de que, como homem imperfeito, precisava do auxílio de seu Criador para se comportar de modo correto. Isto se torna claro na parte concludente do Salmo 19. Lemos: “Enganos — quem pode discernir? Declara-me inocente de pecados escondidos. Refreia também teu servo de atos presunçosos; não deixes que me dominem. Neste caso serei completo e terei permanecido inocente de muita transgressão. As declarações de minha boca e a meditação de meu coração, tornem-se elas agradáveis diante de ti, o Jeová, minha Rocha e meu Redentor.” — Sal. 19:12-14.

      Davi dava-se conta de que, como homem imperfeito, podia cometer pecados dos quais nem se apercebia. Por isso pediu que se lhe perdoassem as transgressões que talvez lhe tivessem ficado ocultas. Daí, quando a sua carne imperfeita talvez o induzisse a adotar o proceder errado, ele queria muito ter a ajuda de Deus. Desejava que Jeová o refreasse de atos arbitrários e presunçosos. Queria ser ajudado de volta, para que os atos presunçosos não se tornassem para ele o proceder dominante. Se se entregasse à carne pecaminosa, cairia sob o controle ou domínio do pecado. Em vez disso, queria ser completo na sua devoção ao Altíssimo. Até onde fosse possível, desejava ser achado “inocente de muita transgressão”. Portanto, orou para que seu apelo por ajuda, procedente da “meditação” estimulada pelo coração, fosse achado agradável diante de Deus. Em tempos de perigo e aflição, Davi confiava em Jeová, como rocha sólida. Considerava também Jeová como seu Redentor, Aquele que o salvaria das garras de homens iníquos, bem como de cair no pecado.

      Portanto, o Salmo 19 salienta fortemente o testemunho conjunto da criação, da lei escrita contida na Bíblia e da ajuda divina aos retos, como algo que revela a existência do Altíssimo. Este testemunho deve induzir-nos a querer ser achados aprovados por Ele. Sim, mostre-se a ‘meditação de nosso coração’ agradável a Ele, ao passo que continuemos a olhar para Jeová Deus, para dirigir nossos passos no caminho certo.

      “Onde vieste a estar quando [eu, Jeová] fundei a terra? . . . Quem lhe pôs as medidas, caso tu o saibas, ou quem estendeu sobre ela o cordel de medir? . . . Foi dos teus dias em diante que deste ordens à manhã? Fizeste tu a alva saber o seu lugar?” — Jó 38:4, 5, 12.

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