BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Quem louvará o rei?
    A Sentinela — 1981 | 15 de março
    • Quem louvará o rei?

      “Vou exaltar-te, ó meu Deus, o Rei, e vou bendizer o teu nome por tempo indefinido, para todo o sempre. Vou bendizer-te o dia inteiro e vou louvar o teu nome por tempo indefinido, para todo o sempre.” — Sal. 145:1, 2.

      1. O que disse o Rei Davi sobre Jeová como seu Rei, e por quê?

      O REI Davi escreveu palavras de louvor ao seu Rei celestial, Jeová Deus. Para alguns pode parecer bastante incomum que um rei terreno fale tão vigorosamente a favor de outro como sendo seu próprio Rei superior. Mas Davi tinha bons motivos para isso. Suas declarações foram feitas em apreço por este Rei, Jeová. Davi tinha diante deste Rei uma brandura tal como a devida à sabedoria. (Tia. 3:13) Davi era adorador leal de Jeová e gozava duma relação maravilhosamente íntima com este “Senhor de reis”. — Dan. 2:47.

      2, 3. (a) Quais são alguns exemplos das expressões de apreço de Davi para com Jeová, nos Salmos? (b) Quais são alguns dos pontos destacados por Davi, em 1 Crônicas, sobre Jeová e o reinado dele?

      2 Em vista das muitas expressões de Davi nas Escrituras, podemos notar o que lhe dava tanto apreço pelo seu Rei, Jeová Deus. O Salmo 19 mostra o apreço que Davi tinha por Jeová como Criador, Legislador e Redentor. O Salmo 24 declara que Jeová é o Dono da terra e é o Rei glorioso, o Poderoso. No Salmo 103:19, Davi expressou apreço pelo reinado de Jeová, dizendo: “Jeová é que estabeleceu firmemente seu trono nos próprios céus; e seu próprio reinado tem mantido domínio sobre tudo.” Daí, Davi exorta anjos e homens a bendizerem ou louvarem a Jeová. O cântico de agradecimento de Davi, registrado em 1 Crônicas 16:8-36 salienta o apreço que Davi tinha por Jeová.

      3 Perto do fim do reinado de Davi, ele expressou os sentimentos de toda uma vida perante todo o povo, dizendo: “Bendito sejas, ó Jeová, Deus de Israel, nosso pai, de tempo indefinido a tempo indefinido. Tuas, ó Jeová, são a grandeza, e a potência, e a beleza, e a excelência, e a dignidade; pois teu é tudo nos céus e na terra. Teu é o reino, ó Jeová, que te ergues como cabeça sobre todos. As riquezas e a glória existem por tua causa e tu dominas sobre tudo; e na tua mão há poder e potência, e na tua mão há a capacidade para engrandecer e para dar força a todos. E agora, ó nosso Deus, te agradecemos e louvamos o teu belo nome.” — 1 Crô. 29:10-13.

      A QUESTÃO DO REINADO

      4. O que aconteceu nos dias de Samuel, de modo que Israel veio a ter um rei humano, e como viriam as nações em volta de Israel ser um laço para este?

      4 O reinado de Jeová tornou-se uma questão em Israel, pouco antes do nascimento de Davi. Foi perto do fim do juizado de Samuel, conforme se pode ver em 1 Samuel 8:4-20. Mas o que foi que motivou o povo pactuado de Jeová a pedir que fosse governado por um rei, rejeitando assim a Jeová? Eles disseram a Samuel que queriam ser iguais a todas as outras nações. Jeová, por meio de Samuel, advertiu-os sobre o preço que teriam de pagar por procurarem ser iguais às nações em terem um rei humano sobre si. Na realidade, estavam em situação muitíssimo melhor por terem a Jeová como seu Rei. — Veja também Deuteronômio 4:7

      5. Como veio o reinado tornar-se uma questão nos dias de Gideão?

      5 A questão já surgira antes na nação de Israel, quando Jeová dera ao povo sob o comando de Gideão a vitória sobre os midianitas. “Mais tarde, os homens de Israel disseram a Gideão: ‘Domina sobre nós, tanto tu como teu filho, e teu neto, pois nos salvaste da mão de Midiã.’ Gideão, porém, lhes disse: ‘Eu é que não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós. Jeová é quem dominará sobre vós.’” (Juí. 8:22, 23) Gideão rejeitou realmente o pedido do povo de Israel e confirmou o reinado de Jeová sobre esse. No entanto, pouco depois da morte de Gideão, um de seus filhos, chamado Abimeleque, chacinou a maioria dos seus irmãos e estabeleceu-se como rei, mas o seu governo durou pouco e seu fim foi trágico (Juí. cap. 9) Esta história era bem conhecida em Israel. Mostra como o reino de Jeová tem sido questionado no decorrer dos séculos. Também, durante todo esse tempo, tem havido a oportunidade de cada um mostrar sua lealdade a Jeová qual Rei.

      6. O que mostra a primitiva história sobre o reinado, e o que predisse Jeová sobre como se resolveria a questão?

      6 A Palavra de Deus mostra que o povo das nações mundanas tinha reis sobre si, desde os tempos primitivos. Pouco depois do Dilúvio, foram organizados reinos de homens em oposição a Jeová, conforme mostra Gênesis 10:8-12. Isto ocorreu sob a influência de Satanás, o Diabo, que originalmente suscitou o desafio à legitimidade do governo de Jeová ao se rebelar contra Jeová e procurar desviar outras criaturas da adoração de Jeová. Jeová concedeu tempo para que o iníquo provasse seu desafio. Revelou também como se resolveria a questão. — Gên. 3:15.

      A GRANDIOSIDADE DE JEOVÁ PRODUZ LOUVOR

      7. (a) Que papel desempenhava o espírito de Jeová na vida de Davi? (b) Em que se destaca o Salmo 145?

      7 Foi Samuel quem, sob a direção de Jeová, ungiu a Davi. “E o espírito de Jeová começou a tornar-se ativo em Davi daquele dia em diante.” (1 Sam. 16:12, 13) Davi foi um belo exemplo de como o espírito de Jeová opera sobre os que lhe são leais. Foi o espírito de Deus que impeliu Davi a escrever tantos dos salmos em que louvou a Jeová. (2 Sam. 23:2) Uma das suas mais belas expressões de louvor é o Salmo 145. Este salmo bendiz, louva, elogia e magnifica a bondade, a grandeza, a potência, a justiça, a eternidade, a inescrutabilidade e a misericórdia de Jeová. Um indício da estima que os eruditos judaicos têm por este salmo é que aparece três vezes na sua liturgia diária. No hebraico, o livro dos Salmos é chamado de Tehillim, significando “Louvores”. O Salmo 145 é o único salmo que tem por cabeçalho “Um louvor”, termo que se encontra no singular.

      8. O que é implícito na resolução de louvar o nome de Jeová para sempre?

      8 Logo os versículos iniciais deste salmo transbordam de alegria e apreço:

      “Vou exaltar-te, ó meu Deus, o Rei, e vou bendizer o teu nome por tempo indefinido, para todo o sempre. Vou bendizer-te o dia inteiro e vou louvar teu nome por tempo indefinido, para todo o sempre.” (Sal. 145:1, 2)

      Os comentaristas bíblicos, em geral, interpretam a resolução de Davi, de louvar o nome de Deus “por tempo indefinido, para todo o sempre”, como significando enquanto Davi vivesse. Mas, será que não há outro significado implícito na resolução de Davi? Para louvar o nome de Deus para sempre seria preciso viver para sempre. Não tinha Davi a esperança futura de vida eterna? Hoje, certamente, os da “grande multidão” das “outras ovelhas”, como classe, têm esta mesmíssima esperança, de poderem bendizer e louvar o nome de Jeová para sempre por nunca se extinguirem da superfície da terra. — Sof. 2:3; João 11:26; Rev. 7:14-17; 21:4.

      9. O que se pode dizer sobre a plena compreensão das obras de Jeová?

      9 O peã de louvor, de Davi, prossegue:

      “Jeová é grande e para ser louvado muito, e sua grandeza é inescrutável.” (Sal. 145:3)

      A evidência da grandeza de Jeová tem sido visível a toda a humanidade desde a criação. (Rom. 1:20) Todavia, comparativamente poucas pessoas têm sido louvadores de Jeová, em veracidade, apesar da grandeza e das obras criativas dele, que beneficiam a todos. De fato, tão grandes são Jeová e as obras que tem feito, que mesmo até o dia de hoje a humanidade só conseguiu começar a vislumbrar as complexidades de umas poucas das coisas que ele criou. O patriarca Jó tinha apreço semelhante ao de Davi, porque falou sobre Deus como sendo “Aquele que faz grandes coisas inescrutáveis, inúmeras coisas maravilhosas”. (Jó 5:9; 9:10; 26:14) E o apóstolo Paulo, depois de considerar os grandiosos propósitos de Deus, sentiu-se impelido a exclamar: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” — Rom. 11:33, 34.

      10. Como é que uma “geração” falou a outra “geração”?

      10 “Geração após geração gabará os teus trabalhos, e contarão os teus potentes atos.” (Sal. 145:4)

      Sim, gerações vieram e se foram, e dentre elas alguns falaram sobre a potência de Jeová. Mas, não se pode também dizer que os do restante ungido constituem uma “geração” que tem gabado os trabalhos de Jeová perante outra “geração”, os da “grande multidão” das “outras ovelhas”, para que esses, por sua vez, pudessem falar a mais outros sobre os potentes atos de Jeová? Certamente que sim! Nós, quer da “geração” espiritual, quer da terrestre, temos chegado a conhecer estes grandes trabalhos e potentes atos de Jeová. Que privilégio é falarmos a outros sobre estas coisas! (Veja o exemplo de Davi ao falar ele sobre os potentes atos de Jeová, no Salmo 68.)

      11. Como mostramos nossa preocupação com a dignidade de Jeová e suas obras?

      11 “O esplendor glorioso da tua dignidade e os assuntos das tuas obras maravilhosas eu vou fazer a minha preocupação.” (Sal. 145:5)

      Se havemos de louvar corretamente nosso Criador, temos de pensar na sua gloriosa pessoa e nas suas obras maravilhosas, e preocupar-nos de coração com isso. (Mat. 12:34) Como mostra sua preocupação com isso? Toma pessoalmente tempo para estudar as coisas que Deus transmitiu na sua Palavra? Fazendo isso, medita no significado e deixa que penetre fundo no seu íntimo, para causar uma impressão duradoura? Como podemos falar bem de Jeová Deus ou bendizê-lo, a menos que tenhamos nós mesmos uma profunda convicção e realmente tenhamos amor a Jeová? O apreço pelo esplendor e pela dignidade de Jeová ajuda-nos a falar com entusiasmo, determinação e de modo positivo sobre o grande Rei.

      12. Por que é bom pensar e falar sobre as coisas atemorizantes de Jeová?

      12 “E palestrarão sobre a força das tuas próprias coisas atemorizantes; e quanto à tua grandeza, vou declará-la eu.” (Sal. 145:6)

      Ora, temos muito mais a contar. Pelas páginas das Escrituras revelam-se muitas coisas atemorizantes, mostrando o poder de Jeová demonstrado a favor de seus servos fiéis e contra os que se tornam inimigos de Deus. Muitos desses potentes atos, no passado, serviram como quadros proféticos e constituem instrução de que esta geração da humanidade precisa. Sim, “todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança”. (Rom. 15:4) Falar sobre essas coisas em público é um serviço e um ato de amor prestado a outros. Serve para adverti-los sobre os propósitos de Jeová nos dias à frente. Os que falam assim beneficiam a si mesmos do mesmo modo que o vigia descrito em Ezequiel 3:17-19. A iminente “grande tribulação” demonstrará adicionalmente a grandiosidade de Jeová na execução de seu propósito declarado. Portanto, proclamamo-lo enquanto Jeová mantém o caminho aberto, neste sistema de coisas. Podemos imitar a maneira de Jesus Cristo transmitir o aviso de julgamento de Deus. — Mat. 10:28-30; Luc. 19:41-44.

      13, 14. (a) Por que se deve mencionar a bondade de Jeová? (b) Que motivos temos para clamar alegremente?

      13 “Transbordarão com a menção da abundância da tua bondade, e gritarão de júbilo por causa da tua justiça.” (Sal. 145:7)

      Temos de falar ao mundo não somente sobre a potência de Jeová, mas também sobre a sua bondade e justiça. Em toda a história, Jeová Deus tem demonstrado bondade para com os seus servos. Sempre que lhe serviam fielmente, recebiam bênçãos em grande abundância. Até o presente, a bondade de Jeová para com os que o amam tem sido notável, induzindo-os a se tornarem como um grande manancial que borbulha continuamente com expressões de apreço. Tais expressões de louvor forçosamente atraem muitos outros a querer sentir a abundante bondade de Jeová. A repetição de idéias serve para retê-las na memória. Isto é uma verdadeira bênção, ajudando-nos a nunca perdermos o apreço pela maneira em que Jeová lida com o seu povo. É deveras proveitoso recapitular publicamente a bondade que Jeová tem para conosco.

      14 Não temos motivos para clamar alegremente agora? Por causa de Adão, todos passamos a ser pecadores e fomos condenados a morrer. (Rom. 5:12) Mas, em conexão com a Sua justiça e eqüidade, Jeová mostrou grande amor em prover o meio de saída da dificuldade da humanidade. Este é por intermédio do sacrifício resgatador de Jesus Cristo. Pela Palavra escrita de Jeová viemos a conhecer Seus modos e tratos justos com os seus filhos terrestres. Dá muito prazer observar essas coisas e provê verdadeiro motivo para clamar alegremente a respeito de Jeová. Temos bons motivos para seguir o exemplo do Rei Davi, que clamou: “Quanto a mim, confiei na tua benevolência; jubile meu coração na tua salvação. Vou cantar a Jeová, pois lidou comigo de modo recompensador.” — Sal. 13:5, 6.

      15. Que exemplos temos da misericórdia, da paciência e do amor de Jeová?

      15 “Jeová é clemente e misericordioso, vagaroso em irar-se e grande em benevolência. Jeová é bom para com todos, e suas misericórdias estão sobre todos os seus trabalhos.” (Sal. 145:8, 9)

      Desde os primórdios da história humana, as qualidades maravilhosas de Jeová foram demonstradas para com a família humana, ao passo que ele levava avante seu propósito de salvar alguns da humanidade. O modo de proceder de Jeová foi demonstrado no tempo do Dilúvio. (1 Ped. 3:20) Davi certamente foi beneficiário das misericórdias de Jeová e tinha todos os motivos para louvar a Jeová. Quão bem Jesus nos faz lembrar do amor de Jeová, conforme visto nas suas palavras registradas em João 3:16, 17! O apreço dele deve induzir-nos a falar em louvor de Jeová, e também deve induzir-nos a amar os outros. O apóstolo João raciocinou sobre isso do seguinte modo: “Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele. O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados. Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” — 1 João 4:9-11.

      16-18. (a) Todos são exortados a adotar que proceder enquanto o tempo permitir? (b) O que significa para nós a misericórdia de Jeová? (c) Que sentimentos apreciativos de Paulo faremos bem em expressar?

      16 Vendo como esta atual geração da humanidade age para com Jeová, e lendo sobre a iniqüidade e a violência dos homens no decorrer dos séculos, podemos deveras dizer que Jeová é vagaroso em irar-se. Quão gratos devemos ser de que pudemos chegar a este tempo, em que ainda se exerce a paciência de Jeová! O apreço pelas palavras de Pedro em 2 Pedro 3:9 e 15 deve induzir-nos a formar um bom conceito sobre a grande misericórdia e benevolência de Jeová: “Jeová . . . é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento. Além disso, considerai a paciência de nosso Senhor como salvação.”

      17 Sabemos que o sistema de coisas sob as ordens de Satanás está condenado à destruição, e por isso queremos exortar a todos a encararem seriamente a paciência de Deus e a tomarem as medidas necessárias para obter a salvação, antes que seja tarde demais. (Sof 2:3; Rev. 18:4) Quão felizes somos que temos tomado essas medidas salvadores da vida! Contudo, como descendentes carnais de Adão, estamos sujeitos às fraquezas da carne, e cometemos erros, assim como Davi e outros. Por causa disso, Jesus ensinou-nos a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores. E não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.” — Mat. 6:12, 13

      18 A provisão feita por Jeová por intermédio de Jesus Cristo significa muito para todos nós. Tenhamos sempre apreço pela benevolência e pelas misericórdias de Jeová, e por tudo o que tem feito por nós. O apóstolo Paulo teve tal apreço, pois disse: “Sou grato a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me conferiu poder, porque ele me considerou fiel por designar-me para um ministério. . . . Fiel e merecedora de plena aceitação é a palavra de que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. Destes eu sou o principal. Não obstante, a razão pela qual me foi concedida misericórdia era que, por meio de mim, como o principal caso, Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade, como amostra dos que irão descansar a sua fé nele para a vida eterna. Ora, ao Rei da eternidade, incorruptível, invisível, o único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.” (1 Tim. 1:12, 15-17) Nossa gratidão deve induzir-nos a louvar a Jeová ainda muito mais, falando continuamente sobre o seu reinado.

  • É proclamador leal do reinado de Deus?
    A Sentinela — 1981 | 15 de março
    • É proclamador leal do reinado de Deus?

      “Todos os teus trabalhos te elogiarão, ó Jeová, e os que te são leais te bendirão. Palestrarão sobre a glória do teu reinado e falarão sobre a tua potência. — Sal. 145:10, 11.

      1. Até que ponto proclamou Jesus o reino de Deus?

      DESDE o tempo de Abel, Jeová Deus sempre teve alguns servos leais na terra para louvá-lo. A pessoa destacadamente leal a Jeová, seu Filho unigênito, Jesus Cristo, tomou a dianteira em palestrar sobre a potência e o reino de Jeová, que será em benefício de toda a humanidade. Jesus veio como o Enviado, o predito descendente de Jessé e Davi, o Rei designado, e ele tornou o reino de Deus a doutrina principal do seu ensino. (Isa. 11:1, 10; Mat. 21:1-17) Ele trouxe as boas novas do Reino. Por estar presente entre o povo, pôde falar-lhe sobre a proximidade do Reino conforme representado por ele, o Rei designado, e ensinar aos seus seguidores a buscarem primeiro o Reino. (Luc. 17:20, 21) Ensinando aos seus discípulos a orar, ele salientou a vinda do Reino e que isto significaria a santificação do nome de Deus, fazendo-se a vontade de Deus na terra, assim como no céu. — Mat. 4:23; 6:9, 10, 33.

      2. Como induziu outros a se envolverem na questão do reinado de Jeová?

      2 Jesus convidou outros a se juntarem a ele em palestrar sobre as boas novas do Reino que havia de vir. (Luc. 9:1-6; 10:1-12) Os seguidores de Jesus entenderam que a presença dele, como rei, seria futura, conforme podemos ver na pergunta que fizeram em Mateus 24:3: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença [ou: parousia, em grego] e da terminação do sistema de coisas?” E Jesus passou então a identificar o tempo de sua presença como uma época especial para se falar sobre o Reino, salientando que isso seria feito em toda a terra habitada, em testemunho. Sabemos que a presença de Jesus, como rei em poder, governando no meio dos seus inimigos, é um fato desde 1914, porque temos visto “o sinal”. — Sal. 110:1; Heb. 10:12, 13; Mat. 24:14.

      3. Como participou Paulo na proclamação do reinado de Deus?

      3 “Para dar a conhecer aos filhos dos homens seus atos potentes e a glória do esplendor do seu reinado. Teu reinado é um reinado por todos os tempos indefinidos, e teu domínio é durante todas as gerações sucessivas.” (Sal. 145:12, 13)

      Os discípulos de Jesus destacavam-se em indicar às pessoas o reino de Deus por Jesus Cristo. Um belo exemplo disso é registrado em Atos 28:23, 30, 31, que fala sobre Paulo pregando o Reino enquanto era prisioneiro em Roma. Ele havia anteriormente escrito aos coríntios que os cristãos são “embaixadores, substituindo a Cristo”, e que estão ajudando as pessoas a ‘serem reconciliadas com Deus’. (2 Cor. 5:20) Paulo, como embaixador, devia falar a favor do Reino e do Rei a quem representava, e ele fez isso. Será que você tem procurado empenhar-se em tal serviço régio? Em caso afirmativo, continua a falar a favor do Rei e do Reino?

      4. O que disseram e escreveram Paulo e João, que agora podemos divulgar, como adoradores leais de Jeová Deus?

      4 Ao passo que Paulo explicava os ensinos do Reino, mostrava a relação de Jesus Cristo com Jeová Deus no arranjo do Reino, e que Jeová é o grande Soberano do universo. “A cabeça do Cristo é Deus.” (1 Cor. 11:3) Paulo falava também sobre o que ocorreria no fim do reinado de 1.000 anos de Cristo. (1 Cor. 15:24-28) Perto do fim do primeiro século E.C., o leal apóstolo João também escreveu palavras que apontavam para os futuros atos potentes de Jeová, mostrando o esplendor do seu reinado. (Veja Revelação 12:9, 10; 19:6; 20:10, 14; 21:3, 4, 22-24.) Estas são as coisas que nós, hoje, como adoradores leais de Jeová, podemos divulgar aos filhos dos homens, enfatizando a importância do reino de Deus e o que ele fará a favor da humanidade, tudo para o louvor de Jeová. O Reino tem de ser descrito e explicado aos filhos dos homens, deixando-os ver que o reino de Deus é a sua única esperança. Vai continuar e perdurar por todas as gerações sucessivas.a

      5. (a) O que têm de enfrentar amiúde os servos de Jeová? (b) Apesar da oposição durante a Primeira Guerra Mundial, o que puderam fazer desde então os do povo de Jeová?

      5 Debaixo da letra alfabética sâmeque, 15.ª letra do alfabeto hebraico, o Salmo 145:14 prossegue:

      “Jeová sustenta a todos os que estão caindo e ergue a todos os encurvados.”

      Os que lealmente adoram a Jeová e proclamam o seu reino enfrentam amiúde oposição e dificuldades por causa de sua lealdade a Jeová. (Gên. 3:15) Mas a evidência do passado demonstra como Jeová, fiel às suas promessas, deu apoio e ajuda aos que eram seus adoradores e como os ergueu quando sofreram opressão. (Gên. cap. 15; veja também muitos exemplos no livro de Juízes.) Neste século 20, até o começo de 1981, temos visto como Jeová tem liberto da opressão babilônica o restante ungido e as “outras ovelhas”. Os do restante ungido sofreram grande pressão durante a Primeira Guerra Mundial. Mas, Jeová os ergueu pelo seu espírito e pela palavra da verdade. Pouco depois, durante o congresso que realizaram em Cedar Point, Ohio, E.U.A., em 1922, decidiram realmente anunciar o Rei e o Reino. Jeová os tem guiado desde então, de modo que seu nome e reino ficaram conhecidos mundialmente.

      6. Que provisão de alimento faz Jeová para o seu povo?

      6 “Os olhos de todos se fixam esperançosos em ti, e tu lhes dás o seu alimento a seu tempo.” (Sal. 145:15)

      Nos dias atuais, os adoradores leais de Jeová precisam especialmente do seu alimento espiritual. Estão “cônscios de sua necessidade espiritual”. (Mat. 5:3) Recorrem em esperança ao arranjo de Jeová para prover abundante sustento espiritual. (Mat. 24:45-47) As esperanças dos servos de Deus, neste respeito, são deveras supridas abundantemente, e eles confiam em que Jeová continue a prover o alimento espiritual do modo regular, “a seu tempo”.

      7. De que modo é Jeová o Provisor, especialmente relacionado com a questão da adoração?

      7 Em harmonia com isso, o Salmo 145:16 prossegue, dizendo:

      “Abres a tua mão e satisfazes o desejo de toda coisa vivente.”

      Jeová Deus é a única pessoa em todo o universo que não tem limitações como Provisor. Ele é o Pai celestial e o Dador da vida. Sua generosidade e benevolência são vistas em todas as suas obras criativas e em todas as boas provisões que fez para o homem e para todas as outras criaturas na terra. Dotando-nos com a necessidade de adorar, Jeová revelou generosamente tanto a si mesmo como os seus propósitos para com a humanidade, e os que se dedicam a Jeová Deus, que participam na sua adoração e no seu serviço, tem sentido cada vez mais a generosidade liberal de Jeová. Todas essas coisas sentidas são muito animadoras, e podemos confiar em que Jeová continuará a dar do seu espírito aos seus servos, nunca deixando de satisfazê-los com advertências, orientações e ajuda espiritual, mesmo nestes últimos dias difíceis. — Sal. 119:129.

      8. Como mostra Jeová sua lealdade?

      8 Por sermos leais a Jeová, ele é leal a nós. Por isso,

      “Jeová é justo em todos os seus caminhos e leal em todos os seus trabalhos.” (Sal. 145:17)

      Tendo-nos tornado servos dedicados de Jeová e apoiadores leais de seu reinado, podemos sempre ter confiança em Deus. Ele lida com justiça e clemência com os seus servos. Suas qualidades maravilhosas não mudam. Portanto, depois de termos adotado a adoração e o serviço de Jeová, temos a garantia de que ele nunca nos abandonará. É deveras “leal em todos os seus trabalhos”. E, assim, temos nisso mais um motivo para falar a outros sobre Jeová e suas qualidades maravilhosas, convidando-os a se juntarem a nós numa vida dedicada de louvor leal a Jeová. — Veja o Salmo 107.

      9. Que papel desempenha a fé na invocação de Jeová, e como se deve fazer esta invocação?

      9 Por conseguinte, podemos proclamar as seguintes palavras para o seu louvor:

      “Jeová está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em veracidade.” (Sal. 145:18)

      Invocar a Jeová é importante. Precisa ser feito com verdadeira fé. (Rom. 10:10-15) O salmista enfatizou quão próximo Jeová se chega aos que o invocam de modo certo, que incluiu o exercício da fé. (Heb. 11:6) E esta invocação de Jeová não é algo secreto, mas é realmente uma declaração pública perante homens, de que temos fé em Jeová e que confiamos nele. Paulo salientou a necessidade da proclamação das “boas novas” de coisas boas e da pregação em benefício de outros. O brado de louvor a Jeová, pelos que o invocam, aumenta ao passo que um número crescente de pregadores fiéis das “boas novas” falam a mais outros sobre Jeová. Por familiarizá-los com Jeová, e com sua glória e grandeza, e também com o seu reinado, os louvadores fortalecem a fé destas pessoas, a ponto de elas também poderem participar em invocar o nome de Jeová e em chegar-se a ele. O caminho para a salvação está acessível a todos os que quiserem tomá-lo, não havendo nenhuma discriminação por causa de raça, cor ou nacionalidade, e os que depositam fé em Jeová e o invocam em veracidade não ficam desapontados. Quão maravilhoso é da parte de Jeová permitir que estejamos numa relação com ele e estejamos próximos dele! É especialmente assim nestes últimos dias difíceis, em que se torna mais do que nunca evidente que é preciso estribar-se completamente em Jeová, o Deus da salvação.

      10. Por que satisfará Jeová o desejo dos que o temem?

      10 “Realizará o desejo dos que o temem e ouvirá seu clamor por ajuda, e ele os salvará.” (Sal. 145:19)

      Os que realmente temem a Jeová dedicam-se a ele e tem o desejo de fazer a vontade dele. Temos todos os motivos para confiar em Jeová como fonte de nossa ajuda e salvação, ao passo que procuramos fazer a sua vontade. “E esta é a confiança que temos nele, que, não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve. Ainda mais, se soubermos que ele nos ouve com respeito àquilo que pedimos, sabemos que havemos de ter as coisas pedidas, visto que as pedimos a ele.” (1 João 5:14, 15) Estamos apercebidos de que, nos dias atuais, é da vontade de Jeová para nós que proclamemos as boas novas do Reino e levemos avante a sua adoração pura. Devemos ter o desejo de deixar as pessoas saber da grande questão que envolve a soberania de Jeová no universo, mesmo que haja considerável oposição a isso. Existe assim a oportunidade de pessoas de todas as espécies aceitarem a mensagem de Jeová e terem fé nele, sabendo de sua paciência com a família humana e de seu desejo de ver a humanidade arrepender-se e obter a salvação.

      11. Como responde Jeová aos clamores de ajuda dos seus servos?

      11 Portanto, temos o vivo desejo de ver a execução desta obra do Reino. Não estamos sozinhos em fazer a obra. Somos servos de Jeová e cooperamos com ele. Nestes “últimos dias” difíceis, temos de clamar a ele por ajuda, e quando chegarmos ao clímax da questão e “Gogue de Magogue” fizer o ataque, conforme predito em Ezequiel 38 e 39, teremos de estribar-nos em Jeová e invocá-lo, para ser protegidos e salvos. O Rei Davi foi salvo de maneira notável quando seus inimigos o perseguiram. Cristo Jesus teve de entregar sua vida relacionado com o propósito de Jeová, mas recebeu a ressurreição da parte de Jeová. De modo que Jeová é capaz de vencer quaisquer pressões ou oposições dos inimigos da verdade, mesmo a ponto de responder aos clamores por ajuda por parte de seus servos, que talvez morram e assim tenham de ser salvos por meio da ressurreição.

      12. Por que não precisaremos ficar temerosos quando os iníquos forem aniquilados?

      12 Permanece assim veraz que

      “Jeová guarda a todos os que o amam, mas a todos os iníquos ele aniquilará.” (Sal. 145:20)

      Já que atingimos o clímax da iniqüidade e estamos na iminência da “grande tribulação”, é uma bênção termos tais palavras de garantia, de que Jeová guarda a todos os que o amam. (Mat. 24:21) Chegou o tempo da aniquilação dos iníquos, e eles precisam ser avisados. Mas os servos de Jeová, como grupo, estão destinados a passar pela “grande tribulação” trazida sobre os iníquos, vendo assim a salvação que Jeová lhes dá. Jeová deveras ama os que lhe são leais e não se esquecerá deles no tempo da sua maior ira contra os iníquos. Nas Escrituras há inúmeros exemplos de atos potentes de Jeová para preservar e libertar seu povo na própria ocasião em que trazia a punição sobre os iníquos. Deveras, aguardamos ansiosamente o tempo da aniquilação dos iníquos e quando os que se opõem ao reinado de Jeová serão eliminados do cenário.

      13. (a) Como é que Jeová tem guardado seus hodiernos servos? (b) O que reserva Jeová para os que o amam?

      13 Durante todo este período dos “últimos dias”, os servos de Jeová o têm invocado, pedindo ajuda, e têm mostrado seu amor a ele. Jeová tem preservado e guardado os seus servos durante muitas dificuldades, em especial durante o período da Segunda Guerra Mundial, quando a obra sofreu muitas proscrições, em diversas partes do mundo, e quando havia milhares deles em campos de concentração e prisões. A violência por turbas também ocorreu em muitas partes da terra. Mas a proclamação das boas novas do Reino prosseguiu, e Jeová foi bondoso com os seus servos, dando-lhes aumento e consolo por multiplicar seu número em todo o mundo. É do propósito de Jeová que o governo do Reino por meio de Cristo Jesus se estenda sobre toda a terra. Haverá súditos deste reino vivos na terra, ao passo que os da “grande multidão” das “outras ovelhas” atravessarem a tribulação, juntando-se-lhes depois os muitos que sairão das sepulturas por meio da ressurreição. De modo que a aniquilação dos iníquos não significará uma calamidade para os servos de Jeová. Antes, Jeová corresponderá ao amor que seus servos lhe mostram e os guardará, mostrando-lhes seu amor, sua misericórdia e sua benignidade. E, no seu amor, reserva para as suas “outras ovelhas” um maravilhoso paraíso terrestre, em que poderão usufruir a vida eterna. (Luc. 23:43) A solução da grande questão do reinado universal de Jeová trará tão-somente bênçãos aos que amam a Jeová, e oferecerá a oportunidade de apreciarem a Jeová cada vez mais, com o passar dos anos. Quão maravilhoso será viver no tempo do cumprimento do último versículo do Salmo 150, quando “toda coisa que respira” louvará a Jeová, e quando todos os iníquos terão desaparecido! — V. Salmos 150:6.

      14. Sobre que bênçãos da parte de Jeová podemos falar?

      14 Olhe para trás e veja as muitas bênçãos que Jeová nos deu. Veja como nos saciou com abundante alimento espiritual. Aprecie ainda mais o privilégio maravilhoso que ele nos deu, de sermos agora seus servos, e todas as maravilhosas perspectivas para o futuro. Visto que há a perspectiva de que seja um dos sobreviventes do Armagedom, alegre-se olhando para a frente, para o tempo da ressurreição e do trabalho maravilhoso de então informar e instruir os que saírem dos túmulos. Muitos deles terão de aprender sobre o Grande Rei Jeová pela primeira vez. Terão de saber com quem estão endividados por estarem vivos mais uma vez. Quem vai informá-los? Não se alegraria cada um de nós em poder fazer isso? Sim, aguardamos louvar a Jeová para sempre.

      15. Que privilégios temos com respeito ao reinado de Deus?

      15 Mas, que dizer do presente imediato? O que está fazendo a respeito da grande questão do reinado de Jeová? Está entre os leais que confiam em Jeová e que falam sobre a glória do seu reinado, dia após dia? Que cada um de nós seja apoiador leal do reinado de Jeová por meio de Seu Filho entronizado, Jesus Cristo, o Davi Maior, e que empenhemos todo o coração na nossa decisão pessoal de louvar publicamente a Jeová, assim como fez o Rei Davi, que disse:

      “Minha boca falará o louvor de Jeová; e bendiga toda a carne seu santo nome por tempo indefinido, para todo o sempre.” — Sal. 145:21.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar