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Não recorra à adivinhação!A Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
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disso, de alguém que primeiro olhava para Jeová para obter conhecimento dos eventos futuros, mas que, depois de se lhe cortar a comunicação por causa da infidelidade, se voltou para os demônios como substitutos para a orientação divina. (1 Sam. 28:6, 7; 1 Crô. 10:13, 14) Certifique-se de nunca cometer tal erro!
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A adoração verdadeira — um modo de vidaA Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
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A adoração verdadeira — um modo de vida
TEM diante de si a perspectiva de vida eterna sob o reino de Deus. Esta perspectiva se baseia solidamente na verdade da Palavra do próprio Deus, que diz: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” (Sal. 37:29) A realização desta grandiosa perspectiva está ao seu alcance, se realmente amar a Deus e o adorar, “andando na verdade”. — 2 João 1-4.
A adoração verdadeira significa mais do que apenas conhecer a verdade. Significa mais do que falar e proclamar a verdade a outros. Significa crer na verdade e agir segundo ela, “andando na verdade” por fazê-la atuar na nossa vida diária. (Tia. 1:22-25) A adoração verdadeira influenciou tanto a vida diária dos primitivos cristãos, que veio a ser conhecida como “O Caminho” e o “caminho da verdade”. (Atos 9:2; 2 Ped. 2:2) É o “caminho”, ou “modo”, indicado por Deus, de todos os verdadeiros adoradores levarem a sua vida, ao passo que se esforçam em atingir o alvo da vida eterna.
Portanto, a nossa adoração a Jeová Deus não pode ser algo separado do resto de nossa vida. Antes, temos de aplicar a verdade de sua Palavra em cada atividade da vida. Conforme a Bíblia explica: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Cor. 10:31; veja também Colossenses 3:17.
Cada ação nossa deve harmonizar-se com a verdade da Palavra de Deus e assim dar glória a Deus. Isto será para a nossa felicidade eterna. Os princípios justos de sua Palavra não mudam com o lugar de morada ou a situação pessoal. São sempre verdadeiros, sempre certos. — Sal. 119:142.
Se realmente praticar a adoração verdadeira, que significará isso agora para sua pessoa? Fará que toda a sua vida se harmonize com o modo de Deus. Sua Palavra nos diz: “Deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior . . . deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” — Efé. 4:22-24.
Revestir-se da nova personalidade significa pôr de lado a linguagem obscena, mentirosa, em favor de uma linguagem pura e veraz. Significa substituir a embriaguez e a imoralidade sexual por uma conduta reta, honrosa. Significa cultivar, não a cobiça, mas o altruísmo e a generosidade. — Col. 3:5-10.
Quão reanimador é quando se exibem qualidades piedosas no contato diário com as pessoas — com os membros da família, com os associados nos negócios, com os conhecidos e os estranhos! Pense no grande efeito que a aplicação deste conselho da Palavra de Deus terá: “Revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” — Col. 3:12-14.
Mas, acha difícil fazer esta mudança e mantê-la assim cada dia? Poderá fazer isso com a ajuda do espírito de Deus. Através da adoração verdadeira poderá produzir os frutos maravilhosos do espírito de Deus em sua vida. Estes “frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. — Gál. 5:22, 23.
Quando a adoração verdadeira se tornar seu modo de vida, ela será seu guia constante. Ao fazer decisões, grandes ou pequenas, aprenderá a perguntar-se: “O que agradará a Jeová Deus? Que mostram os princípios na sua Palavra quanto ao proceder correto e sábio?” — Sal. 119:105; Pro. 3:1-6.
Por exemplo, o verdadeiro cristão se preocupará com que o seu emprego secular não estorve seu serviço a Jeová Deus, nem envolva trabalho ou práticas que a Bíblia condena. (Heb. 13:5, 18; Isa. 2:3, 4; Rev. 18:4) Mesmo quando se trata de recreação, a Palavra de Deus deve orientar na escolha de algo edificante, sadio. (Fil. 4:8) Não há nada na sua vida que não será influenciado de modo benéfico pela adoração verdadeira.
RECOMPENSA FELIZ DA PERSEVERANÇA
Todavia, em vista da pressão que o mundo exerce sobre os genuínos cristãos, talvez não seja fácil continuar a andar em fidelidade no “caminho da verdade”. Jesus avisou que os verdadeiros adoradores seriam odiados e perseguidos assim como ele foi. (João 15:18-20; 2 Tim. 3:12) Podem surgir circunstâncias que ameaçam estorvar o seu estudo regular da Bíblia ou sua associação com outros cristãos nas reuniões congregacionais. A oposição pode tornar difícil ou até mesmo perigosa a obra de pregação. O que fará?
A Bíblia aconselha: “Tendes necessidade de perseverança, a fim de que, depois de terdes feito a vontade de Deus, recebais o cumprimento da promessa.” (Heb. 10:36) Portanto, o único proceder certo é continuar corajosamente no serviço de Deus, confiando Nele. A Palavra de Deus diz: “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te susterá. Nunca permitirá que o justo seja abalado.” — Sal. 55:22; Heb. 6:11, 12.
O discípulo Tiago escreveu aos primitivos cristãos: “Considerai tudo com alegria, meus irmãos, ao enfrentardes diversas provações, sabendo que esta qualidade provada da vossa fé produz perseverança.” (Tia. 1:2, 3) Sim, podemos ter verdadeira alegria se, sob oposição, nos mantivermos firmes na prova de nossa fé. Por quê?
Porque, pela perseverança, defendemos o lado de nosso Pai celestial na grande questão diante de todo o universo. Além disso, o Filho de Deus nos assegura: “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas.” Sim, pela perseverança ganhará a recompensa da vida eterna. — Luc. 21:16-19; 1 Ped. 2:21-23; 2 Tes. 1:4, 5.
Vivemos no tempo mais bendito de toda a história humana. Dentro em breve, Jeová e seu Filho, Cristo Jesus, livrarão o universo de todos os inimigos do reino de Deus. Que alegria será, depois daquela guerra, viver em condições justas numa terra paradísica, livre de sofrimento, tristeza e morte!
Pode ter plena confiança nesta esperança. Por quê? Porque se nos assegura que “Deus . . . não pode mentir”. (Tito 1:2) Aguarde, então, esta perspectiva bendita e nunca abandone a adoração de Jeová, o verdadeiro Deus. Continue no caminho da verdade, pois “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
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Perguntas dos Leitores
● Sendo alguém que estuda a Bíblia com as testemunhas de Jeová, estou interessada em agradar a Deus. Há dezessete anos atrás, meu marido me abandonou, e desde então não soube mais nada dele. Estou livre para me casar de novo? — A. S., E. U. A.
Sentimos satisfação quando os que estudam a Palavra de Deus expressam genuíno interesse em agradar a Jeová. A fim de se fazer isso, é importante reconhecer a sua Palavra inspirada e viver segundo ela.
A Bíblia diz que a morte dissolve o matrimônio. Falando da esposa cristã, o apóstolo Paulo comentou: “Se o seu marido adormecer na morte, ela está livre para se casar com quem quiser, somente no Senhor.” (1 Cor. 7:39; Rom. 7:2) O mesmo se daria se a esposa morresse; então o marido estaria livre para se casar outra vez.
No caso em questão, evidentemente não existe evidência concreta de que o marido está morto. Assim, o casamento legal ainda é válido. Seria tanto ilegal como imoral se a esposa passasse a casar-se de novo só porque ela achava que seu marido está morto.
No entanto, em muitos países há leis no sentido de que, quando um adulto está ausente e não se sabe dele por um período de anos, ele pode ser declarado legalmente morto. O Volume 17 da obra de jurisprudência Corpus Juris declara: “No direito consuetudinário, a regra era que surgia a pressuposição da morte no caso duma ausência inexplicável de sete anos, . . . embora em algumas jurisdições se prescrevesse por estatuto um período mais curto.” (Páginas 1167, 1168) Mas não se pode simplesmente presumir que, por ter passado um tempo específico, ele ou ela está livre para se casar outra vez. Precisam-se tomar medidas legais. O mesmo livro de jurisprudência continua: “Não surge a pressuposição da morte de uma pessoa do mero fato de sua ausência inexplicável, a menos que se tenham feito esforços diligentes para achá-la.” — Página 1171.
Quais as exigências legais vigentes é algo que teria de ser determinado localmente. Os “esforços diligentes” podem incluir entrar em contato com todos os parentes e amigos, dos quais se poderia esperar que tivessem ouvido ou sabido do ausente, verificar as suas residências e locais de emprego anteriores, e colocar um anúncio público num jornal. Se a pesquisa exaustiva não produzir nada para indicar que o ausente está vivo, o tribunal talvez o declare morto. Antes de se dar isso, a esposa não estaria legalmente livre para se casar de novo.
Quando falharam todos os esforços possíveis para achar o marido e ele foi declarado legalmente morto, a esposa precisa decidir o que fazer. Se ela honestamente acredita que ele esteja morto e quiser casar-se outra vez, precisa estar disposta a arcar com a responsabilidade perante Deus, que conhece todos os fatos e motivos envolvidos. — Gál. 6:5; Heb. 4:13.
Trata-se de uma decisão séria, porque o cônjuge ausente, declarado morto, poderá aparecer outra vez. O que se dá então? Corpus Juris indica o que se dá em muitos lugares: “Quando a pressuposição [da morte] é refutada pelos fatos que mostram que o ausente está vivo, o casamento intencionado é tornado nulo ab initio [desde o início].” (Volume 38, página 1296) A mulher teria de separar-se de seu segundo marido e fazer que se resolva a questão.
Embora tais reaparecimentos pareçam ser improváveis, há tais ocorrências. Uma mulher, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, foi abandonada pelo seu marido em 1924. Em 1943, o tribunal o declarou morto. Dois anos depois ela se casou de novo. Com o tempo ela se tornou cristã. Daí, trinta e seis anos depois de ela ter sido abandonada pelo marido, soube que ele desde há pouco vivia numa cidade a uns sessenta quilômetros de onde ela morava. Seu segundo casamento ficou assim nulo e ela se teve de separar de seu segundo marido, com quem ela pensava estar casada, e teve de resolver a questão legalmente.
Por isso, quanto ao caso em consideração, podemos dizer o seguinte: A falta de informação sobre
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