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  • O Sermão do Monte — ‘pare de estar ansioso’
    A Sentinela — 1979 | 1.° de abril
    • do vestuário, por que estuais ansiosos, Aprendei uma lição dos lírios do campo, como eles crescem; não labutam nem fiam; mas eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestia como um destes.” — Mat. 6:28, 29.

      Os “lírios do campo” provavelmente incluíam diversas das flores muito coloridas que apareciam nos campos da Galiléia. O Dicionário da Bíblia, de Hastings, em inglês, declara:

      “Todas estas crescem no meio dos cereais, amiúde encimando-os e iluminando os amplos campos com seus vários graus de roxo avermelhado até roxo-violeta e azul, deveras, cores régias. Quem já tiver ficado em pé entre os trigais da Galiléia e tiver visto os belos racemos [cachos] destas flores elevando-se em todas as direções acima do cereal em pé, compreenderá imediatamente a propriedade da alusão de nosso Salvador . . . Entretanto, se entendermos por ‘lírios do campo’ apenas os lírios silvestres, estes também ficariam incluídos na expressão. A comparação de nosso Salvador seria então como uma ‘fotografia composta’, uma referência a todas as cores esplêndidas e formas belas das numerosas plantas silvestres abrangidas pelo nome lírio.”

      Quando se observa “como” estas flores “crescem”, vê-se que fazem isso sem ‘labuta’ ou ‘fiação’, em que os homens precisam empenhar-se para produzir vestuário. No entanto, os lírios do campo estão ‘vestidos’ de beleza que nenhuma roupa humana pode igualar, nem mesmo uma tão famosa pela finura como a do Rei Salomão. — 2 Crô. 9:15-21.

      Quanto à lição contida nesta ilustração, Jesus declarou: “Se Deus, pois, vestiu assim a vegetação do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá ele tanto mais a vós, ó vós os de pouca fé?” — Mat. 6:30.

      “A vegetação do campo” inclui as flores mencionadas por Jesus. Durante os verões quentes da Palestina, esta vegetação murcha já em dois dias. As hastes secas das flores e a grama eram recolhidas como combustível para os fornos de pão. Visto que Deus ‘veste’ belamente a vegetação que seca tão depressa, era boa a pergunta de Jesus: “Não vestirá ele tanto mais a vós, ó vós os de pouca fé?” Os servos de Deus são muito mais importantes do que as flores. A preocupação excessiva com a obtenção do necessário vestuário indicaria “pouca fé”.b

      “Portanto, nunca estejais ansiosos, dizendo: ‘Que havemos de comer?’ ou: ‘Que havemos de beber?’ ou: ‘Que havemos de vestir”? prosseguiu Jesus, “porque todas estas são as coisas pelas quais se empenham avidamente as nações. Pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas.” — Mat. 6:31, 32.

      Esta foi a terceira vez no seu sermão que Jesus fez uma comparação com “as nações” ou os não-judeus. (Veja Mateus 5:47; 6:7.) Não tinham nenhuma relação com Deus, e sua vida girava em torno das coisas materiais e dos prazeres carnais. Portanto, se os servos de Deus duvidassem de Sua capacidade e disposição de prover-lhes o necessário para a vida, então seriam como as pessoas das nações, que estavam “sem Deus no mundo”. — Efé. 2:11, 12.

      Visto que o Altíssimo ‘sabe as necessidades’ de seu povo, os ouvintes de Jesus fariam bem em acatar seu conselho adicional: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” — Mat. 6:33.

      Os discípulos de Jesus o haviam aceito como sendo o Messias, o que os candidatava a se tornarem parte do governo ou “reino” messiânico, celestial, de Deus. (Luc. 22:28-30; João 14:1-4; Dan. 7:13, 14, 18, 22, 27) Mas, deviam ‘persistir em buscar’ isso “primeiro”, tornando-o continuamente assunto de preocupação primária na sua vida. Deviam também buscar “a Sua justiça”, isto é, a de Deus, por exercerem fé no Messias de Deus e terem uma conduta em harmonia com os outros mandamentos de Deus. Naturalmente, nunca deviam fazer isso com o conceito legalista de que a observância de preceitos religiosos e atos meritórios obrigava a Deus a abençoá-los. A justiça que vale perante Deus precisa provir do coração cheio de amor e apreço pelo que ele tem feito a favor da humanidade. (Veja Romanos 10:3; 1 João 4:19.) Os que realmente colocam a adoração de Deus em primeiro lugar na sua vida podem estar certos de que “todas” as suas necessidades diárias lhes “serão acrescentadas” pelo Deus benévolo a quem adoram.

      “Portanto, nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte’, prosseguiu Jesus, “pois o dia seguinte terá as suas próprias ansiedades. Basta a cada dia o seu próprio mal”. (Mat. 6:34) Cada dia tem as suas próprias dificuldades que causam certa medida de frustração. Amiúde surgem inesperadamente dificuldades diárias que se devem a causas além do controle humano. (Note Eclesiastes 9:11.) Os servos de Deus devem encarar tais situações como ‘bastando a cada dia’ e enfrentá-las um dia por vez. Em vez de melhorar a situação, a ansiedade com o dia seguinte mostra falta de fé em Deus e torna mais difícil lidar com o “mal” do dia presente.

  • Uma condição aprovada perante Jeová
    A Sentinela — 1979 | 1.° de abril
    • Uma condição aprovada perante Jeová

      Só porque alguém, em certo tempo, recebeu o favor divino não garante, por si só que ele continue como servo aprovado de Jeová. Por exemplo, os israelitas foram libertos da servidão no Egito e levados à terra de Canaã. Não obstante, terem-se tornado o povo escolhido de Deus não lhes garantiu uma relação imutável com o Altíssimo. Quando se voltaram para a idolatria e de outra maneira desconsideraram a lei de Jeová, sua escolha por Jeová, por causa de seus antepassados fiéis, perdeu seu significado. O Todo-Poderoso declarou, por intermédio do seu profeta Amós: “‘Não sois para mim como os filhos dos cusitas, ó filhos de Israel?’ é a pronunciação de Jeová. ‘Não fiz o próprio Israel subir da terra do Egito, e os filisteus de Creta, e a Síria de Quir?”’ — Amós 9:7.

      Os israelitas talvez se orgulhassem de terem sido escolhidos por Deus. Mas, por causa de sua infidelidade, não estavam numa condição melhor perante Jeová do que os cusitas. Sua circuncisão, realmente, não tinha nenhum valor. Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo salientou o mesmo ponto, dizendo: “A circuncisão, de fato, só é de proveito se praticares a lei; mas, se fores transgressor da lei, a tua circuncisão se tornou incircuncisão.” — Rom. 2:25.

      De maneira similar, ter sido Israel trazido para fora do Egito não lhes garantia, em si mesmo, que continuariam a ter uma condição excelente perante Jeová Deus. No caso dos israelitas infiéis, a maravilhosa libertação de seus antepassados do Egito não era nenhuma garantia da continuação do favor divino, assim como tampouco era que os filisteus e os sírios moravam em regiões diferentes de sua morada anterior.

      Isto enfatiza vigorosamente que a condição aprovada perante Deus não depende da origem nacional, tribal ou familiar. A mera profissão de ser servo do Altíssimo pouco significa. A pessoa precisa ser alguém que faz a vontade de Jeová Deus.

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