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O “machado e o machadeiro”A Sentinela — 1976 | 15 de julho
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O “machado e o machadeiro”
“Realçar-se-á o machado sobre aquele que corta com ele?” — Isa. 10:15.
1, 2. (a) Que uso de pessoas ou nações não é incomum na história? (b) Que casos de tal uso de homens como instrumentos podemos citar?
NÃO é incomum alguém ser usado por outro como instrumento para realizar alguma coisa. Não é desconhecido na história humana que uma nação inteira tenha sido usada como instrumento por alguém em autoridade, considerado como superior ao governante da nação usada como instrumento.
2 Por exemplo, há o caso do Rei Davi de Jerusalém. Ele usou seu marechal-de-campo, o General Joabe, como instrumento para fazer com que o fiel oficial militar hitita, Urias, fosse entregue à morte certa na batalha. Urias morreu, assim, sem saber que o Rei Davi havia violentado sua esposa, Bate-Seba. (2 Sam. 11:1 a 12:9; 1 Reis 15:5) Depois, houve o caso do Papa Adriano IV, que era inglês de nascença. No ano 1155 E. C., fez da Inglaterra, sob o Rei Henrique II, seu instrumento para começar a sujeição de toda a Irlanda, a fim de submeter os líderes religiosos, irlandeses, ao controle do papado de Roma.a
3, 4. (a) Na antigüidade, que nação foi usada como mero instrumento manual? (b) Em que profecia de Isaías está incluído o nome Daquele que usou a nação assíria como instrumento?
3 Nos tempos antigos, séculos antes da sujeição da Igreja Irlandesa, houve um caso em que uma nação poderosa, altamente militarizada, foi usada como instrumento ou meio por um poder ainda maior. Aquela antiga nação era a Assíria, no tempo em que era a potência mundial do momento, a segunda potência mundial da história bíblica. No entanto, qual era o poder superior capaz de usar a Potência Mundial Assíria como mero instrumento ou meio? A identidade daquele poder superior foi divulgada aos homens algum tempo antes de os assírios, sob o Rei Senaqueribe, invadirem a terra do Reino de Judá, no ano 732 A. E. C. A identificação do poder superior ao Império Assírio estava contida nas seguintes palavras:
4 “Realçar-se-á o machado sobre aquele que corta com ele, ou magnificar-se-á a própria serra sobre aquele que a move para lá e para cá, como se a vara movesse para lá e para cá aqueles que a erguem, como se o bastão erguesse aquele que não é pau? Por isso, o verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos, continuará a enviar a emaciação sobre os seus gordos, e sob a sua glória estará acesa uma queima como a queima de fogo. E a Luz de Israel terá de tornar-se um fogo, e seu Santo, uma chama; e terá de chamejar e consumir suas ervas daninhas e seus espinheiros num só dia. E Ele acabará com a glória da sua floresta e do seu pomar, desde a própria alma até a carne, e terá de tornar-se igual ao definhamento de quem padece de doença. E o restante das árvores da sua floresta — ficarão em número tal que um mero rapaz as poderá anotar.” — Isa. 10:15-19.
5, 6. O que diz Isaías mais adiante sobre a capacidade de Jeová de usar a Assíria como mero instrumento?
5 Estas palavras foram registradas pelo inspirado profeta Isaías, filho de Amoz, que terminou a escrita de seu maravilhoso livro de profecia por volta do ano 732 A. E. C., ano em que ocorreu a invasão assíria da terra de Judá. Isaías declara, assim, que o Grande Poder que usava o instrumento é “o verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos”, sim, “a Luz de Israel . . . e seu Santo”. É este Santo capaz de usar toda uma nação como mero instrumento? Para obtermos uma resposta inspirada a esta pergunta, ouçamos o que o profeta Isaías diz mais adiante a respeito do “verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos”, como segue:
6 “Quem mediu as águas na mera concavidade da sua mão, e mediu as proporções dos próprios céus com o mero palmo, e incluiu numa medida o pó da terra, ou pesou os montes com o fiel e os morros na balança? . . . Eis que as nações são como uma gota dum balde; e foram consideradas como a camada fina de pó na balança. Eis que ele levanta as próprias ilhas como se fossem apenas pó miúdo.” — Isa. 40:12-15.
O MACHADO SIMBÓLICO
7. Assim, em comparação com Jeová, a que se assemelham as nações, e, em Isaías 10:15, com que se compara Ele?
7 Em comparação com “o verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos”, todas as nações, inclusive a Assíria, são como mera gota de água caindo dum balde ou como a camada fina de pó na balança. Ele pode assim, com a maior facilidade, usar qualquer nação que escolher como seu instrumento na execução de seu propósito divino. Portanto, em Isaías 10:15, ele se compara com o machadeiro, o serrador, com aquele que ergue um bastão ou com aquele que brande uma vara. Diz que Ele “não é pau”. Não, ele não é o cabo do machado, nem bastão, nem vara. É o Deus vivente, o Manipulador todo-poderoso destes instrumentos simbólicos. Então, qual é o machado simbólico com que ele faz o corte?
8. Exatamente quem é “o assírio” mencionado em Isaías 10:5, 6?
8 Um pouco antes, no mesmo Isa capítulo dez do livro profético de Isaías, o próprio Jeová identifica o machado simbólico. Lemos, assim, em Isaías 10:5, 6, as seguintes palavras de Jeová: “Ah, o assírio, a vara para a minha ira e o bastão na sua mão para a verberação por mim! Enviá-lo-ei contra uma nação apóstata e dar-lhe-ei uma ordem contra o povo da minha fúria, para tomar muito despojo e tomar muito saque, e para fazer dele um lugar pisado como o barro das ruas.” Ah! sim, o instrumento simbólico que Jeová usa na execução do seu propósito declarado é “o assírio”. Esta designação não se aplica a um assírio individual, nem mesmo ao imperador da Assíria. Refere-se à nação inteira da Assíria, a Segunda Potência Mundial da profecia bíblica. Nenhum assírio individual, nem mesmo o próprio rei, podia, por si só executar a obra que Jeová atribuiu ao “assírio”. Isto é indicado em que Jeová, depois de chamar o assírio de “vara para a minha ira”, dirige-se ao “bastão na mão deles para a verberação por mim”. (Isa. 10:5, ed. ingl. 1971; note o Isa 10 versículo 24.) Em vista disso, torna-se claro que se fala dum assírio composto, a saber, de toda a nação da Assíria e especialmente de suas forças militares.
9. Como nos afeta hoje o cumprimento da profecia de Isaías 10:5, 6, e como é isto indicado pelo apóstolo Paulo?
9 Todavia, de que interesse é aquela antiga profecia a respeito do “assírio” para nós hoje? É de muito interesse. Não é uma profecia que apenas pertence ao passado longínquo. É uma profecia viva, cujo cumprimento em nossos dias afetará a todos nós. Tem de ter cumprimento final e completo, em larga escala, em nossa própria geração! A aplicação da profecia não terminou com um cumprimento dela no oitavo século antes de nossa Era Comum. Ora, o apóstolo cristão Paulo citou o Isa 10 versículo vinte e dois do mesmo capítulo dez de Isaías e o aplicou aos seus próprios dias, no primeiro século de nossa Era Comum. Fiel à profecia de Isaías, um mero restante dos judeus aceitou o cristianismo, motivo pelo qual o apóstolo Paulo prosseguiu: “Além disso, Isaías clama acerca de Israel: ‘Embora o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, é o restante que será salvo. Pois Jeová fará uma prestação de contas na terra, concluindo-a e abreviando-a.”’ — Rom. 9:27, 28. Veja também Romanos 15:4.
10. Como é assegurada a identificação da “nação apóstata” e do “povo da minha fúria”, conforme diz Jeová em Isaías 10:6?
10 Contra que nação antiga usou Jeová dos exércitos o assírio como “vara” e “machado”? O motivo pelo qual essa pergunta interessa a todos nós, hoje, é que aquela antiga nação prefigurava a cristandade hodierna! Jeová chamou aquela antiga nação de “uma nação apóstata” e de “povo da minha fúria”. (Isa. 10:6) Com estas palavras, Jeová referiu-se à nação e ao povo que constituíam o Reino de Israel, de dez tribos, com sua capital Samaria. Separara-se do reino de Davi, que tinha sua capital em Jerusalém. O rompimento ocorrera após a morte do Rei Salomão, filho de Davi. Confirmando a apostasia religiosa do Reino de Israel, de dez tribos, o próprio “assírio” fala com desprezo sobre a capital Samaria e “seus deuses que nada valem”. (Isa. 10:11, ed. ingl. 1971) Visto que aquele reino de Israel apostatou da adoração de Jeová, como Deus, no ano 997 A. E. C., como podiam os deuses introduzidos pelos reis apóstatas da nação ser outra coisa senão “deuses que nada valem”? Depois de Israel persistir por mais de duzentos e cinqüenta anos em rejeitar a Jeová como Deus, Este estava plenamente justificado em chamá-los de “o povo da minha fúria”, contra o qual se usaria “a vara da minha ira”. — 1 Reis 12:25 até 13:6; 16:8-33; Isa. 10:5, 6.
11. Que atual organização religiosa ajusta-se ao apóstata Reino de Israel, de dez tribos e por que não queremos ser achados naquela organização?
11 Quão bem a cristandade atual se ajusta à nação apóstata de Israel, de dez tribos! A apostasia da cristandade do verdadeiro cristianismo foi mais do que apenas prefigurada pela rebelião do antigo Israel contra Jeová, qual Deus. Foi também nitidamente predita por Jesus Cristo e seus apóstolos. (Mat. 13:24-43; Atos 20:29-31; 2 Tes. 2:1-12; 2 Tim. 4:3, 4) Todos os crentes na Bíblia, por isso, podem esperar com confiança que Jeová dos exércitos, no tempo devido, use a “vara” simbólica para a sua ira, sim, o “machado” simbólico, contra este hodierno “povo da minha fúria”. Certamente, não queremos ser encontrados entre tal povo! Sendo assim, seria bom que soubéssemos o que hoje é simbolizado pela “vara” e pelo “machado”.
12. (a) Como usou Jeová “o assírio” qual “machado” com respeito ao antigo Israel? (b) Naquele tempo, qual era a relação da Assíria com a organização de Jeová?
12 Nos dias do profeta Isaías, Jeová brandiu a Potência Mundial Assíria igual a uma “vara” ao aplicar o golpe final ao apóstata Reino de Israel, de dez tribos. O ano fatal foi 740 A. E. C. Jeová usou então a Potência Mundial Assíria como seu “machado” para cortar a nação idólatra de Israel. Fez isso por deixar que os exércitos assírios culminassem seu sítio de três anos da capital Samaria por capturá-la e transformá-la num lugar pisado como o barro. (2 Reis 17:7-23; 18:9-12) Notemos aqui uma coisa específica. Qual? A seguinte: Embora Jeová usasse a Potência Mundial Assíria como seu instrumento para a destruição de apóstatas da Sua adoração, a Assíria não fazia parte da organização de Jeová. Fazia parte da organização visível de Satanás, o Diabo. A Assíria foi chamada de “terra de Ninrode”. Este era o Ninrode que fundou a cidade de Nínive, que se tornou a capital da Assíria. O fundador tornou-se notório como “Ninrode, poderoso caçador em oposição a Jeová”. (Miq. 5:6; Gên. 10:8-12) Outro fato merece aqui ser observado: Embora Jeová usasse a Assíria como sua “vara” e seu “machado”, aquela potência mundial não se tornou com isso parte da organização visível de Jeová. Nunca adotou a adoração Dele!
O “MACHADO” PROCURA REALÇAR-SE SOBRE O MACHADEIRO
13. Qual era a atitude do “assírio” quanto a ele ser usado como instrumento de Jeová?
13 A antiga Assíria nunca pensou em servir a Jeová e não teve o desejo de continuar a servir ao propósito Dele, para a Sua vindicação e glória. É por isso que Ele prosseguiu dizendo a respeito do “assírio”: “Embora ele talvez não seja assim, sentir-se-á inclinado a isso; embora seu coração talvez não seja assim, maquinará, porque tem no coração aniquilar e decepar não poucas nações.” — Isa. 10:7.
14. (a) Embora “o assírio” fosse usado apenas como instrumento, a que ‘se sentiu inclinado’? (b) Em harmonia com esta inclinação, o que tinha no coração quanto ao que queria fazer, e por quê?
14 “O assírio” sentiu-se inclinado a ir numa direção que não queria tomar. Naquele tempo, Jeová queria que “o assírio” apenas fosse instrumento na mão divina, para servir o propósito divino em aplicar disciplina a uma nação refratária. Mas, ao contrário, “o assírio” estava inclinado a ser outra coisa, algo em harmonia com sua própria ambição. Sim, ele maquinava, mas era por ser induzido amorosamente pelo coração a servir de instrumento na mão do Deus contra quem o poderoso caçador Ninrode se pusera em oposição? Não, seu coração não era assim; não era assim que era seu coração. Não o induziu a ter propósito e plano em harmonia com o propósito justo de Jeová. Maquinava aniquilar e decepar nações apenas para fazer tal coisa, com o impulso dum caçador que gosta de matar deliberadamente animais. Assim esperava agradar aos seus próprios deuses falsos, e não a Jeová. Empenhava-se exclusivamente na conquista do mundo. Não queria ser aquilo para que Jeová o escolhera e comissionara, a saber, ser instrumento disciplinar. O proceder adicional do “assírio” demonstrava que era assim.
15. A quem dá “o assírio” o crédito pela sua conquista, e como é isto indicado pelas suas palavras registradas em Isaías 10:8-11?
15 Visto que “o assírio” não reconhecia o Deus Altíssimo, que o usava apenas como instrumento, não dava nenhum crédito a Jeová, mas atribuía todo o crédito a si mesmo. Podemos facilmente notar esta atitude do “assírio” quando ele chegou para derrubar o Reino de Israel, de dez tribos, e capturar sua capital Samaria. Aquele reino israelita era uma das nações que “o assírio” estava decidido a aniquilar e decepar: “Pois dirá: ‘Não são os meus príncipes ao mesmo tempo reis? Não é Calno como Carquemis? Não é Hamate como Arpade? Não é Samaria como Damasco? Quando minha mão tiver alcançado os reinos do deus que nada vale, cujas imagens entalhadas são mais do que as em Jerusalém e em Samaria, não se dará que, como terei feito a Samaria e [aos seus deuses que nada valem] assim farei a Jerusalém e aos seus ídolos?’” — Isa. 10:8-11.
16. Contra quem eram aquelas palavras do “assírio” palavras de blasfêmia, e apesar de que forças religiosas tornara-se ele “Rei dos reis”?
16 Que palavras blasfemas, dirigidas com desprezo ao único Deus vivente e verdadeiro, Jeová! Para “o assírio”, as cidades para as quais se estendiam suas mãos, a fim de conquistá-las, seriam apenas como as cidades que já conquistara. Os territórios que conquistara haviam sido governados por reis locais. Transformara-os então em príncipes vassalos. De modo que seus príncipes, na realidade, eram “reis”, e por este motivo podia gabar-se de ser “Rei dos reis”. “O assírio” observava que as cidades cujos reis derrubara tinham muitos “deuses”, junto com muitas imagens feitas pelos homens, de fato, muitos mais do que os de Samaria e de Jerusalém. Contudo, apesar do grande número de todos estes deuses e imagens artificiais daquelas cidades não-israelitas, “o assírio” havia conquistado aquelas cidades pagãs. Não provava isso que era mais poderoso do que todos aqueles deuses? Para “o assírio”, a resposta era sim!
17. Assim, por que achava “o assírio” que Samaria e Jerusalém seriam fáceis de conquistar?
17 Aqueles “deuses” eram tão sem valor como nulidades! Portanto, as capitais Samaria e Jerusalém deviam ser fáceis de conquistar, porque essas cidades tinham menos deuses e imagens entalhadas do que aquelas cidades não-israelitas, que se haviam curvado em sujeição ao “assírio”. Era assim que raciocinava o “assírio” Rei dos reis.
18. Ser “o assírio” capaz de conquistar Samaria devia-se a que coisas vitais?
18 Naquele tempo, o Reino de Israel, de dez tribos, tornara-se nação apóstata, renegado religioso! Havia passado para a adoração de bezerros de ouro, sim, até mesmo de Baalins pagãos. Samaria não tinha a Jeová por seu Deus. Em vez disso, tinha deuses sem valor e ídolos feitos por homens. Não era de se admirar, então, que “o assírio” culminasse seu sítio de Samaria, de três anos de duração, com a captura dela em 740 A. E. C.! Em vista desta façanha, a arrogância do “assírio” aumentaria ainda mais, e assim também sua insolência para com a adoração de Jeová em Jerusalém. O conquistador assírio atribuiu a si mesmo a glória pela vitória militar sobre Samaria, pelo saque dela e por torná-la “um lugar pisado como barro das ruas”. Orgulhou-se de sua aparentemente irresistível máquina de guerra. Quão pouco ele se dava conta de que estava sendo usado como instrumento de execução na mão do Deus de quem Israel apostatara!
19. Então, que pergunta surge agora?
19 Agora surge uma pergunta bem interessante. É a seguinte: Visto que a cristandade foi prefigurada por Samaria e pelo Reino de Israel, de dez tribos, veremos hoje a repetição do que aconteceu ao Israel apóstata, com relação à cristandade hodierna?
PROMETIDO UM AJUSTE DE CONTAS COM O IMPERIALISTA
20, 21. Por que devia Jeová estar interessado no que “o assírio” tinha a dizer, segundo Isaías 10:12-14?
20 O que achamos disso? Quando se fala ameaçadoramente contra uma cidade que leva o nome de Jeová, não devia Ele mesmo estar interessado nisso? Naturalmente que sim! Por isso, por meio de seu profeta Isaías, Jeová interrompe o monólogo de autoglorificação do assírio imperialista e diz:
21 “E terá de acontecer que, quando Jeová terminar todo o seu trabalho no monte Sião e em Jerusalém, ajustarei contas pelos frutos da insolência do coração do rei da Assíria e pela vanglória do seu enaltecimento de olhos. Porque ele disse: ‘Hei de agir com o poder de minha mão e com a minha sabedoria, pois deveras tenho entendimento; e removerei os termos de povos e certamente rapinarei as suas coisas armazenadas, e submeterei os habitantes como alguém forte. E como se fosse a um ninho, minha mão alcançará os recursos dos povos; e assim como se ajuntam os ovos que foram deixados, eu é que vou ajuntar até mesmo toda a terra, e certamente não haverá quem bata as suas asas, ou abra a sua boca, ou chilre.’” — Isa. 10:12-14.
22. A fim de tornar sua conquista global, que despojo de guerra teria de tomar “o assírio”?
22 Em vista de tal declaração da boca do “assírio”, é evidente que a Potência Mundial Assíria não ficaria satisfeita com a captura de Samaria. Iria querer “ajuntar até mesmo toda a terra”. Jerusalém e a terra de Judá seriam como bons ovos a serem apanhados por ela. O imperialista assírio pensava que tinha o poder, a sabedoria e o entendimento para tornar suas conquistas globais.
23, 24. (a) De que modo seria ajuntar “o assírio” toda a terra assim como se ajuntam ovos dum ninho abandonado, segundo ele pensava? (b) Por que achava Jeová que tinha de dizer algo sobre isso?
23 Presumivelmente, isto seria fácil para “o assírio”, assim como apanhar ovos dum ninho abandonado pelo progenitor em fuga. Não haveria bater de asas para rechaçar a mão agressora que se estendesse para os ovos. Não se abriria a boca em protesto. Não haveria nem mesmo o chilro de queixa diante do saque, do despojo e das deportações realizadas pela máquina de guerra assíria. De modo que “o assírio” faria o que bem entendesse com os territórios conquistados, mudando ou eliminando termos de fronteira ou deportando povos de seu país nativo, assim como quando “o assírio” deportou os israelitas sobreviventes da terra de Israel, dada por Deus, para a Assíria, e repovoou a terra vazia com outros grupos nacionais.
24 Jeová sabia que o prêmio especialmente cobiçado pelo “assírio” era Jerusalém e a terra de Judá. Estas eram o último baluarte remanescente da adoração de Jeová na terra. Por isso, certamente, Este teria algo a dizer sobre isso. Era obrigado a agir em tal caso!
25. Naquele tempo, por que havia trabalho para Jeová no monte Sião e em Jerusalém?
25 Naquele tempo crítico, no oitavo século A. E. C., Jeová, como “Luz de Israel . . . e seu Santo”, tinha um trabalho a fazer no monte Sião e em Jerusalém, situada no monte Sião. (Isa. 10:17) Durante o reinado do apóstata Rei Acaz, a terra de Judá, inclusive Jerusalém, ficara poluída com a idolatria pagã. Mas, logo cedo no reinado de seu filho, Ezequias, o espírito de Jeová induziu o novo rei de Jerusalém a purificar a terra da adoração de deuses falsos, sem valor, e para restabelecer a adoração pura de Jeová no monte Sião e em Jerusalém, onde estava o templo de Jeová. Ezequias começou a reinar cinco anos antes de “o assírio” derrubar Samaria. Governou em justiça por vinte e nove anos, até 716 A. E. C.
26. Para que achou Jeová então a ocasião propícia, e que rei assírio específico estava envolvido?
26 O Rei Ezequias rompeu a aliança política que seu pai, o Rei Acaz, fizera com a Assíria. Isto produziu um confronto entre “o assírio” e Jeová, o Deus de Ezequias. Foi nestas circunstâncias que Jeová achou a ocasião bem propícia para punir o rei da Assíria, que desafiara a Deus, fazendo assim um ajuste de “contas pelos frutos da insolência do coração do rei da Assíria e pela vanglória do seu enaltecimento de olhos”. (Isa. 10:12) O rei específico envolvido nisso era Senaqueribe, filho de Sargão II. Seu nome comprido significa “Sin Tem Multiplicado Irmãos”, ou “Substitua Sin os Irmãos (Perdidos)”, sendo a palavra “Sin” o nome do deus-lua dos assírios.
27. Sem interferir na organização interna da Assíria, como podia Jeová, não obstante, usá-la como seu “machado” simbólico?
27 Senaqueribe tem seu equivalente nos nossos dias. Exatamente como Jeová manejará o antitípico “machado” hodierno, com que fará alguns cortes, é para nós agora um assunto interessante a estudar. Ao empreendermos este estudo, lembremo-nos de que Jeová deixou que o antigo Império Assírio tivesse sua própria organização. Não interferiu nos próprios arranjos internos deste. Ainda assim, foi-lhe possível usar a Potência Mundial Assíria como seu “machado”. Como? Por dirigir os golpes dela, por orientar o que o “machado” simbólico devia atingir. Deste modo, Jeová fez cortar o que queria que fosse cortado.b
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O vindouro livramento da ação do “machado” anti-religiosoA Sentinela — 1976 | 15 de julho
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O vindouro livramento da ação do “machado” anti-religioso
1. Que fato a respeito da religião terá de ser demonstrado a muita gente, e como?
UMA coisa que muitos têm dificuldade em entender hoje é que pode haver e há apenas uma só religião verdadeira. Por que se rebelam contra tal fato? É porque significa que todas as outras religiões são falsas, inclusive a sua própria. Por isso, será preciso que se lhes demonstre à força o fato real. Isto será feito no futuro próximo, porque então, no meio da maior tribulação do mundo, todas as religiões falsas serão eliminadas e apenas a única religião verdadeira sobreviverá. Esta será livrada do movimento anti-religioso mais tremendo de toda a história humana.
2. O que terá de fazer Jeová agora para banir todas as guerras religiosas?
2 A quem apresenta a Bíblia Sagrada como sendo o único que toda a humanidade deve adorar? É o Deus Altíssimo e Todo-poderoso, cujo nome é dado como sendo Jeová. (Veja, por exemplo, Êxodo 6:3, na versão da Imprensa Bíblica Brasileira; ou Salmo 83:18 e Isaías 12:2, na Versão Almeida, revista e corrigida; também na Versão Brasileira.) Assim como há apenas um só Deus vivente e verdadeiro, pode haver apenas uma só religião certa, a religião pura e imaculada que ele revelou na Bíblia Sagrada. (Veja Tiago 1:27.) A humanidade começou com a única religião pura. Agora já chegou o tempo para o Deus Todo-poderoso unir toda a humanidade na única forma correta de adoração Dele e assim banir todas as guerras religiosas. — Sof. 3:8, 9; Efé. 1:9, 10; 4:4-6.
3. Como aconteceu que o tempo decisivo tanto para o Reino de Israel como para o Reino de Judá veio durante o reinado do Rei Ezequias?
3 A destruição de toda a religião falsa foi prefigurada no oitavo século antes de nossa Era Comum. Naquele tempo, o Império Assírio, cuja capital era Nínive, era a potência mundial. No decorrer da expansão deste império, o Reino de Israel, de dez tribos, cuja capital era Samaria, foi destruído e o adjacente Reino de Judá, de duas tribos, cuja capital era Jerusalém, passou a estar sob um ataque terrível. O tempo decisivo para ambos estes reinos veio durante o reinado do Rei Ezequias de Jerusalém, que começou a reinar no ano 745 A. E. C. Cinco anos depois, ou seja, em 740 A. E. C., o Reino de Israel, de dez tribos, caiu diante dos agressores assírios. Parecia então que o vizinho Reino de Judá cairia a seguir, e dentro de pouco tempo! Contudo, passaram-se oito anos, e Ezequias ainda ocupava o trono em Jerusalém. Também, Senaqueribe, filho de Sargão II, tornara-se rei do Império Assírio em expansão.
4. Por que eram as campanhas militares contra as nações, inclusive Israel, de modo indireto, campanhas anti-religiosas por parte do Império Assírio?
4 A linhagem dos reis assírios envolvida neste processo de conquista mundial expôs a falsidade dos deuses dos reinos e das nações que conquistou, porque mostrou que não eram deuses, que eram nulidades, ‘deuses que nada valem’. (Isa. 10:10, 11; 2 Reis 18:33-35; Isa. 36:18-20 e 37:12, 13) Este rebaixamento dos deuses das nações mundanas atingiu o clímax na queda de Samaria e dos deuses falsos que esta havia adotado em lugar de Jeová, o Deus de seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó. O motivo de todos estes deuses deixarem de socorrer suas respectivas nações contra a poderosa mão da Potência Mundial Assíria era que, conforme o Rei Ezequias disse em oração a Jeová, “não eram deuses, mas trabalho das mãos de homem”. (Isa. 37:18-20) Por causa de tantas vitórias militares sobre os que “não eram deuses” das nações, que campanha anti-religiosa era esta, da parte da Potência Mundial Assíria — de modo indireto!
O MODERNO MEIO ANTI-RELIGIOSO USADO
5. Apesar de ocorrer há tanto tempo atrás, por que tem esta campanha anti-religiosa da Assíria relação com os nossos dias?
5 Desconhecido da Potência Mundial Assíria, Jeová Deus estava por detrás daquela campanha anti-religiosa, especialmente quando atingiu o apóstata Reino de Israel. Jeová usava a Potência Mundial Assíria como seu “machado” simbólico ou “vara” simbólica. (Isa. 10:5, 15) Tudo isso aconteceu há muitíssimo tempo atrás, contudo, o que foi prefigurado profeticamente precisa tornar-se realidade. Precisa ocorrer no futuro próximo, dentro de nossa geração. Qual é o meio usado, o simbólico “machado” ou “vara” que Jeová usará para acabar com toda a religião falsa? Assim como no passado antigo, o meio usado não faz parte da organização visível de Jeová, nem é adorador Dele, como o único Deus vivente e verdadeiro. É descrito no último livro da Bíblia. Revelação, capítulo dezessete, retrata-o como sendo uma “fera” cor de escarlate, com sete cabeças e dez chifres, montada pela meretriz religiosa, internacional, chamada Babilônia, a Grande. Segundo Revelação 17:7-12, esta “fera” deve ser a oitava potência mundial, a organização internacional em prol de paz e segurança mundiais, as Nações Unidas.
6. Quem é retratado pela cavaleira na “terra” e por que é a destruição da cristandade abrangida na daquela cavaleira?
6 No quadro de Revelação, a “fera” destrói sua cavaleira, esta “mulher” simbólica que, em sentido figurado, tem tido relações sexuais, imorais, com todos os governantes políticos do mundo. Que mais poderia representar a “mulher” senão o império mundial da religião falsa, babilônica? Este império religioso inclui a cristandade, o equivalente moderno do antigo Reino de Israel, apóstata e renegado, cuja capital era Samaria. Até hoje, a cristandade nega-se a obedecer à ordem de Deus, de se separar do império mundial da religião falsa, babilônica: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” (Rev. 18:4, 5) Portanto, a destruição que sobrevém a Babilônia, a Grande, como um todo, abrangerá a cristandade, com tanta certeza como a destruição sobreveio ao apóstata Reino de Israel e sua capital Samaria.
7, 8. (a) Que previsão pictórica nos fornece o apóstolo João a respeito da destruição do império mundial da religião falsa? (b) A quem dá o Céu a glória por aquela destruição, mas o que remanesce na terra, depois daquele começo da “grande tribulação”?
7 Temos hoje uma previsão do que a “fera” de dez chifres fará então ao império mundial da religião falsa, quando o anjo de Deus disse ao apóstolo João: “E os dez chifres que viste significam dez reis, os quais ainda não receberam um reino, mas eles recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera [agora as Nações Unidas]. . . . E os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.” — Rev. 17:12-16.
8 Sem que a “fera” das Nações Unidas o reconheça, Jeová a usará como seu “machado” simbólico para destruir Babilônia, a Grande, sim, para destruir a cristandade hipócrita, a organização hodierna que corresponde ao Reino de Israel, de dez tribos, e sua capital Samaria.a É por isso que se atribui a Jeová a destruição de toda a Babilônia, a Grande. No céu ressoará o clamor: “A salvação, e a glória, e o poder pertencem ao nosso Deus, porque os seus julgamentos são verdadeiros e justos. Pois ele executou o julgamento na grande meretriz que corrompia a terra com a sua fornicação, e das mãos dela vingou o sangue dos seus escravos.” (Rev. 19:1, 2) A execução do julgamento por Jeová, na meretriz religiosa, internacional, Babilônia, a Grande, iniciará a predita “grande tribulação” sem paralelo na história humana. (Mat. 24:21, 22) Esta “tribulação” não termina com a destruição da cristandade e todo o restante de Babilônia, a Grande. Ainda restará a “fera” cor de escarlate, de sete cabeças e dez chifres, o “machado” simbólico que Jeová Deus usará para cortar todas as partes do império mundial da religião falsa, babilônica.
9. Por que é correto perguntarmos sobre se as Nações Unidas tornam-se parte da organização de Jeová por causa de sua obra executora, e donde podemos obter a resposta?
9 Nisto, tanto quanto no caso da antiga Assíria, podemos perguntar: Por ser usada como “machado” de Jeová, será que a “fera” das Nações Unidas tornar-se-á parte da organização visível Dele? Esta pergunta é apropriada. Por quê? Porque lá em dezembro de 1918, a predecessora das Nações Unidas, a saber, a Liga das Nações, foi aclamada como “a expressão política do reino de Deus na terra”. Por quem? Pelo Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América. O fracasso da Liga das Nações, com respeito à Segunda Guerra Mundial, criou a necessidade de ela ser sucedida pela atual organização mundial das Nações Unidas. (Rev. 17:8) O papa de Roma as proclamou como sendo a “última esperança do mundo”. Dizemos, então, que as Nações Unidas são parte da organização visível, terrestre, de Jeová Deus? Em resposta, tudo o que temos de fazer é perguntar à metade das 144 nações-membros que não professam ser cristãs. Tanto quanto elas saibam, não querem ser, nem tornar-se parte da organização de Jeová.
10. Depois de ser usada como “machado” por Jeová, qual será a atitude da organização da “fera” para com Ele, conforme indicado em Revelação 17:13, 14?
10 Depois de a “fera” das Nações Unidas ser usada por Jeová como seu “machado” no corte de Babilônia, a Grande, que atitude adotará esta organização da “fera” para com Aquele que maneja o “machado”? Será sua atitude a favor de Jeová Deus e de seu Cristo, ou não? Para obtermos uma resposta antecipada, recorremos à profecia bíblica. A profecia retrata vividamente como as nações mundanas dão seu apoio unido à organização internacional em prol de paz e segurança mundiais. Oferecem assim uma frente unida contra o reino celestial do Filho ungido de Jeová, Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus”. Revelação 17:13, 14, diz a respeito da “fera” e de seus “dez chifres”: “Estes têm um só pensamento, e assim, dão o seu poder e autoridade à fera. Estes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque ele é Senhor dos Senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá. Também o farão com ele os chamados, e escolhidos, e fiéis.” — Veja também Revelação 19:19-21; João 1:29.
11. Por que se ajusta e copia isso a atitude assumida pela Potência Mundial Assíria depois da derrubada de Samaria?
11 Aí é que temos a resposta à nossa pergunta. Retrata-se aí para nós profeticamente a atitude adotada pelo “machado” simbólico, que Jeová Deus brande ao executar julgamento em Babilônia, a Grande. O “machado” volta-se contra o Celestial que o maneja e procura realçar-se sobre Ele. Ao lutarem unidas contra o ungido Senhor dos senhores e Rei dos reis de Jeová, as nações lutam contra o próprio Jeová Deus de modo organizado. Por quê? Para manterem as suas soberanias nacionais na terra. Quão notavelmente isso se ajusta e copia a ação tomada pelo “assírio”, no oitavo século antes do nascimento de Jesus, “o Cordeiro de Deus”! A atitude da Potência Mundial Assíria era uma de realçar-se insolentemente depois de ter derrubado Samaria e deportado os israelitas apóstatas, sobreviventes, para territórios assírios.
12. Como agiu então o “machado” assírio nos dias do Rei Senaqueribe e até que ponto fez no início uma ameaça a Jerusalém?
12 Naquele tempo antigo, o “machado” simbólico atribuiu a si mesmo a glória e o crédito pelas suas conquistas e voltou-se contra Quem o usou. Tal proceder atingiu o auge de arrogância e insolência nos dias de Senaqueribe, imperador da Assíria. Com a sua potente máquina militar, ele invadiu a terra do Reino de Judá, de duas tribos. (2 Reis 18:9-25) O próprio caminho de invasão usado por ele foi realisticamente traçado em Isaías 10:28-32, que conta como o exército de Senaqueribe espalhava o terror no seu avanço, sem oposição, de lugar em lugar, em direção a Jerusalém, no monte Sião. Os habitantes da cidade certamente devem ter dado um suspiro de alívio quando o exército assírio passou por Jerusalém, fazendo apenas um aceno ameaçador contra ela.
13, 14. Que comissão afirmava Senaqueribe ter, e qual foi o objetivo de proclamar tal afirmação aos habitantes de Jerusalém?
13 Contudo, o objetivo principal de Senaqueribe era o de arruinar a cidade santa, na qual o Rei Ezequias estava sentado no “trono de Jeová”. (1 Crô. 29:23) Portanto, a fim de amedrontar os habitantes de Jerusalém, para se revoltarem contra o Rei Ezequias e entregarem a cidade a Senaqueribe, uma delegação apoiada por uma substancial força militar, assíria, postou-se diante das muralhas de Jerusalém. Um oficial assírio, que falava hebraico, afirmou abertamente que Senaqueribe recebera uma comissão da parte de Jeová e era agente de Jeová em subjugar Jerusalém. Para os judeus no alto da muralha de Jerusalém, o porta-voz de Senaqueribe disse presunçosamente:
14 “Agora, acaso é sem autorização de Jeová que subi contra este lugar para o arruinar? O próprio Jeová me disse: ‘Sobe contra esta terra, e tens de arruiná-la.”’ — 2 Reis 18:9-25.
15. De acordo com Isaías 10:15, que presumia Senaqueribe fazer, por ameaçar fazer um ataque ruinoso contra Jerusalém?
15 Jeová, na sua profecia contra o assírio, expôs por motivos válidos o objetivo do rei da Assíria, que desafiava a Deus e perguntou: ‘Realçar-se-á o machado sobre aquele que corta com ele, ou magnificar-se-á a própria serra sobre aquele que a move para lá e para cá, como se a vara movesse para lá e para cá aqueles que a erguem, como se o bastão erguesse aquele que não é pau?” (Isa. 10:15) Em outras palavras, será que o “machado” simbólico, a Potência Mundial Assíria, iria então usar como seu instrumento a Jeová Deus, que não é imagem esculpida de madeira, usada na idolatria? A resposta é não! Contudo, o rei assírio presumiu fazer isso por ameaçar fazer um ataque ruinoso contra Jerusalém e seu templo.
16. A fim de assegurar ao seu povo que a Assíria não seria bem sucedida, o que disse Jeová que faria, segundo Isaías 10:16-19?
16 A fim de dar ao seu povo a garantia de que a Potência Mundial Assíria não se realçaria com bom êxito sobre Jeová, Aquele que cortava com o machado simbólico, ele continuou, dizendo: “Por isso, o verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos, continuará a enviar a emaciação sobre os seus gordos [os robustos e fortes da Assíria], e sob a sua glória [ou: abundância] estará acesa uma queima como a queima de fogo. E a Luz de Israel terá de tornar-se um fogo, e seu Santo, uma chama; e terá de chamejar e consumir suas ervas daninhas e seus espinheiros num só dia. E Ele acabará com a glória da sua floresta e do seu pomar, desde a própria alma até a carne, e terá de tornar-se igual ao definhamento de quem padece de doença. E o restante das árvores da sua floresta — ficarão em número tal que um mero rapaz as poderá anotar.” — Isa. 10:16-19.
17. O uso de tal linguagem figurativa por parte de Jeová suscita que perguntas, tanto sobre aquele tempo como sobre o futuro próximo?
17 Jeová dos exércitos era a “Luz de Israel” e “seu Santo”. Portanto, como iria Ele queimar as tropas de infantaria de Senaqueribe iguais a muitas ervas daninhas e espinheiros, e acabar com os oficiais militares, assírios, iguais a árvores eretas duma floresta ou dum pomar? Como reduziria Jeová o número dos oficiais do exército de Senaqueribe, quais árvores, ao ponto de que o número dos remanescentes fosse tão pequeno, que um mero rapaz poderia anotar o número deles, depois de contá-los nos seus dez dedos?b Também, como seria realizado por Jeová, o Deus Todo-poderoso, no futuro próximo, o paralelo moderno de tudo isso? Estas são perguntas interessantes e merecem agora ser consideradas.
OS ANTÍTIPOS DE SENAQUERIBE E EZEQUIAS
18, 19. Que identificação de quem era representado por Senaqueribe e Ezequias, fornecida em números anteriores da Sentinela, ainda é válida?
18 Visto que este drama profético do século oito A. E. C. tem um cumprimento moderno, então a quem retratou o Rei Senaqueribe e a quem prefigurou o Rei Ezequias? Ainda é válida a identificação deles fornecida no artigo intitulado “Vindicada a Soberania Universal de Jeová”, publicado na Sentinela de abril de 1946. No seu parágrafo inicial, na página 47, este artigo dizia: “Cristo Jesus é o Ezequias Maior; isto é, ele é o Rei reinante prefigurado por Ezequias, porém, maior que Ezequias. O adversário agressivo do Rei Ezequias, Senaqueribe, prefigurou Satanás, o Diabo, a quem Senaqueribe adorou e serviu no interesse da dominação mundial de Satanás.” Esta identificação estava em harmonia com um número anterior da Sentinela em inglês, o de 1.º de setembro de 1942. No seu artigo intitulado “Não há Reaparecimento da Religião”, nas páginas 270, 271, ao considerar a destituição de Sebna e a nomeação de Eliaquim como mordomo real do Rei Ezequias, o quarto parágrafo antes do fim dizia:
19 “A mudança de mordomia feita pelo Rei Ezequias era um preparativo para a vindoura crise, que havia de ocorrer no tempo do ataque de Senaqueribe contra Jerusalém. Senaqueribe retrata o Diabo com sua organização em ataque contra o povo pactuado de Jeová, depois da vinda do Senhor ao templo e quando ele rebaixa os infiéis e concede seu favor aos servos fiéis.” — Veja Isaías 22:15-25.
20. Então, a quem retratavam os habitantes de Jerusalém, sob o Rei Ezequias?
20 Então, quem foi retratado pelos habitantes de Jerusalém, quando a delegação militar de Senaqueribe estava diante das muralhas de Jerusalém e tentava rebaixar o Rei Ezequias e obter a rendição da cidade sem sítio? Visto que era cerca de oito anos depois de os exércitos assírios terem destruído o apóstata Reino de Israel, de dez tribos, os súditos leais do Rei Ezequias, morando em Jerusalém, retratavam os adoradores cristãos de Jeová, que haviam saído da moderna Babilônia, a Grande, inclusive do equivalente moderno do Israel apóstata. Haviam tomado sua posição a favor do reino messiânico de Jeová, sob o seu Ezequias maior, Jesus Cristo. — Rev. 18:4.
21. Que ponto do tempo é retratado aqui no cumprimento do drama profético, quando as testemunhas cristãs de Jeová continuam no cenário?
21 Isto retrata um tempo específico no cumprimento moderno do drama profético. Este tempo é quando a “grande tribulação” do mundo já estiver em progresso. Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade, terá sido destruída por meio do “machado” simbólico de Jeová. Visto que as testemunhas cristãs de Jeová obedeceram à ordem divina e saíram de Babilônia, a Grande (inclusive do equivalente moderno do apóstata Reino de Israel, de dez tribos), não participam nos pecados de Babilônia, a Grande, e, por isso, não sofrerão nenhuma de suas “pragas” durante a vindoura “grande tribulação”.
A TENTATIVA DO “MACHADO” ANTI-RELIGIOSO
22. As nações começarão então a lutar a favor de quem e contra quem, e que pergunta do oitavo século A. E. C. fará Jeová corretamente de novo?
22 Neste ponto, precisamos lembrar que foi o Dragão, Satanás, o Diabo, quem deu “poder”, um “trono” e “grande autoridade” à “fera” simbólica, da qual se fez uma “imagem” política desde 1919 E. C. Portanto, o tempo da ameaça de Senaqueribe a Jerusalém representa o tempo em que as nações que constituem a “imagem” da fera começam a batalhar a favor de Satanás, o Diabo, e contra o “Cordeiro de Deus”, o Senhor dos senhores e Rei dos reis. (Rev. 17:14; 19:19-21) É a aurora do “grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, na situação mundial chamada Har-Magedon. (Rev. 16:14-16) O que assinala isso? Assinala que os desenvolvimentos mundiais chegaram a tal ponto, que Jeová pode de novo suscitar corretamente a pergunta primeiro feita no oitavo século A. E. C.: “Realçar-se-á o machado sobre aquele que corta com ele, ou magnificar-se-á a própria serra sobre aquele que a move para lá e para cá, como se a vara movesse para lá e para cá aqueles que a erguem, como se o bastão erguesse aquele que não é pau?” — Isa. 10:15.
23. Por que não cooperarão as testemunhas cristãs de Jeová com o equivalente hodierno do “assírio” contra Babilônia, a Grande, e por que tampouco o fará a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia?
23 Será então que Jeová Deus, o Todo-poderoso, largará o “machado” simbólico como não tendo mais uso para ele. Achará então motivo adicional para destruí-lo. (Isa. 10:16-19) Nunca fez parte de Sua organização, e ter sido usado temporariamente por Ele como “machado” simbólico não o tornou parte de Sua organização teocrática. Por este motivo poderoso, as testemunhas cristãs de Jeová nunca cooperarão com as hordas violentas do hodierno “assírio”, na obra destrutiva contra o império mundial da religião falsa, durante a vindoura “grande tribulação”. Tampouco fará isso a sociedade religiosa que por muito tempo tem estado associada com as Testemunhas de Jeová, a saber, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania), E. U. A. Esta Sociedade não fará isso, embora, desde que foi constituída em pessoa jurídica, em dezembro de 1884, tivesse intransigentemente exposto Babilônia, a Grande, e apontado para a destruição dela às mãos de Deus.
24. (a) Como tem Jeová usado a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia qual seu instrumento de modo dessemelhante da maneira em que usará o “assírio” hodierno como “machado”? (b) Tentou esta Sociedade alguma vez, na sua história, imitar o antigo “assírio” em realce de si mesma, ou fará isso na “grande tribulação”?
24 Dum modo bem diferente de como Ele usa o hodierno “machado” assírio, Jeová tem usado por instrumento a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia. Jeová a tem usado como seu meio para expor biblicamente a falácia da religião de Babilônia, a Grande, inclusive a cristandade. Jeová tem usado esta Sociedade para avisar todos os povos (especialmente as pessoas que professam ser cristãs) para saírem daquele império mundial da religião falsa, antes de Ele executar o julgamento nele. As publicações da Sociedade Torre de Vigia têm sido divulgadas no mundo inteiro, por centenas de milhões de exemplares, agora já em mais de 160 idiomas. Nunca, em todo o seu tempo de funcionamento, agora já por mais de noventa anos, tem este instrumento na mão de Jeová tentado imitar o antigo “assírio” e ‘realçar-se sobre’ Aquele que o usa, a saber, o inalcançavelmente Elevado, o Soberano Senhor Jeová.c (Isa. 10:15) Quando começar a “grande tribulação”, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia e suas filiais e congêneres, em toda a terra, negar-se-ão a participar com a “fera” das Nações Unidas nas suas violentas ações anti-religiosas contra Babilônia, a Grande.
25. (a) A recusa de se juntar ao moderno machado “assírio” em realce próprio resultará em quê? (b) O que poderão dissolver as autoridades políticas, anti-religiosas, mas o que não poderão dissolver?
25 Caso a Sociedade sobreviva àquela destruição violenta de Babilônia, a Grande, (inclusive da cristandade) ela negar-se-á absolutamente a se unir ao hodierno “machado” assírio em realçar-se ou magnificar-se acima Daquele que corta com tal “machado”. Essa recusa certamente induzirá o “machado” assírio da atualidade a tomar ação drástica contra a Sociedade e as testemunhas cristãs de Jeová, representadas e servidas por essa Sociedade. Tal ação internacional contra esses proclamadores do reino de Jeová por Cristo seria um modo de a “fera” das Nações Unidas lutar contra o “Cordeiro”, o Senhor dos senhores e Rei dos reis. (Rev. 17:14) Seria a forma em que o hodierno “machado” assírio procuraria realçar-se sobre Aquele que terá feito alguns cortes com ele. As autoridades políticas, anti-religiosas, da terra, poderão dissolver sociedades religiosas, legalizadas pela anterior lei do país, mas nunca poderão dissolver a irmandade mundial, a “associação inteira dos irmãos”, as testemunhas cristãs de Jeová, que não formam sociedade jurídica como grupo religioso segundo as leis do mundo. — 1 Ped. 2:17; 5:9, NM; Almeida, atualizada.
LIVRAMENTO PELA GUERRA NO HAR-MAGEDON
26, 27. (a) Que palavras similares às do antigo “assírio” talvez sejam ouvidas pelas testemunhas cristãs de Jeová naquele tempo? (b) Que palavras de encorajamento, registradas em Isaías 10:24-26, serão lembradas então pelos apoiadores da soberania de Jeová?
26 Visto que nós, testemunhas cristãs de Jeová, fomos retratados pelos habitantes de Jerusalém, sob o Rei Ezequias, lembremo-nos das palavras insolentes da delegação assíria, lá diante das muralhas de Jerusalém, em 732 A. E. C.: “Quais dentre todos os deuses dos países livraram a sua terra da minha mão, de modo que Jeová livre Jerusalém da minha mão?” (2 Reis 18:35) Quando aquele antigo drama profético for cumprido na última metade da iminente “grande tribulação”, será que os do fiel restante dos israelitas espirituais e da “grande multidão” de seus leais companheiros terrestres ouvirão palavras similares? Em vez de capitularmos naquele tempo crítico diante do hodierno Senaqueribe, Satanás, o Diabo, e seus agentes terrestres, presunçosos, nós, como apoiadores da soberania universal de Jeová, lembrar-nos-emos de Suas palavras de encorajamento a Jerusalém, no monte Sião:
27 “Não tenhas medo, povo meu, que moras em Sião, por causa do assírio que costumava golpear-te com a vara e que costumava levantar contra ti o seu próprio bastão, à maneira do Egito. Pois ainda um pouquinho — e a verberação [divina] terá chegado ao fim, e a minha ira, no desgaste deles. E Jeová dos exércitos certamente brandirá contra ele um chicote, como na derrota de Midiã junto à rocha de Orebe; e seu bastão estará sobre o mar, e certamente o levantará na maneira como fez com o Egito.” — Isa. 10:24-26; Juí. 7:12 até 8:21; Êxo. 14:1-31.
28. Quando a situação parecia mais tenebrosa, lá em 732 A.E.C., o que fez o Rei Ezequias, e o que se avisou a Senaqueribe quanto ao que devia esperar?
28 Quando a situação se tornar mais tenebrosa para as Testemunhas de Jeová, ao passo que a “grande tribulação” do mundo se aproximar do seu clímax, o que se poderá esperar? Lá em 732 A. E. C., Senaqueribe foi ao limite em escarnecer de Jeová, como se Este não fosse mais poderoso do que os falsos deuses das nações idólatras. (2 Reis 19:10-13) O Rei Ezequias levou então o assunto perante Jeová, no Seu templo em Jerusalém. Jeová não só tranqüilizou Ezequias por meio do profeta Isaías, mas também enviou um desafio a Senaqueribe, que se encontrava então em Libna, a alguns quilômetros de distância de Jerusalém. (2 Reis 19:8, 14-34) O blasfemo Senaqueribe foi assim avisado de que devia esperar uma derrota desastrosa às mãos do Deus a quem desafiara. Daí, seguiu-se a ação de Jeová em vindicação de si mesmo como o verdadeiro Deus!
29, 30. (a) Como deve ter-se sentido Senaqueribe depois de receber aquela repreensão da parte de Jeová, mediante Isaías? (b) O que aconteceu então?
29 Depois de tal aviso humilhante da parte de Jeová, mediante seu profeta Isaías, quão bem dormiu Senaqueribe? É provável que depois de tal repulsa, ele decidisse que, no dia seguinte, mostraria uma coisa a este Deus, Jeová! Senaqueribe achava que podia cuidar disso com seu exército de cerca de 200.000 soldados! Mas, primeiro tinha de dormir! De repente, ocorreu um estranho silêncio, que quase se podia apalpar. Sobreveio às tropas assírias, espalhadas qual erva e espinheiros sobre aquela área. Seu sono não era normal! O que havia acontecido?
30 “E sucedeu, naquela noite, que o anjo de Jeová passou a sair e a golpear cento e oitenta e cinco mil no acampamento dos assírios. Quando pessoas se levantaram de manhã cedo, ora, eis que todos eles eram cadáveres. Partiu, pois, Senaqueribe, rei da Assíria, e foi e retornou, e passou a morar em Nínive. E sucedeu que, curvando-se ele na casa de Nisroque, seu deus, os próprios Adrameleque e Sarezer, seus filhos, golpearam-no com a espada, e eles mesmos escaparam.” — 2 Reis 19:35-37.
31. No cumprimento daquele drama antigo, como fracassará o moderno “machado” assírio em realçar-se com bom êxito contra Aquele que cortara com ele?
31 Ah! O “machado” assírio fracassou quanto a realçar-se com bom êxito sobre Aquele que cortara com ele! Assim será durante a vindoura “grande tribulação”, quando o equivalente moderno de Senaqueribe e seu exército procurar realçar-se sobre o mesmo Deus, por ameaçar eliminar Suas testemunhas da terra. O que se seguirá, em cumprimento do antigo drama profético, foi explicado na Sentinela de abril de 1946, página 64:
. . . Então as Testemunhas de Jeová, abrigadas dentro da sua organização teocrática, estarão debaixo de sítio e parecerão ameaçadas com destruição pelas hostes sobrepujantes do assírio antitípico, Satanás, o Diabo. Contudo, não esteja ansioso quanto a esse futuro: Jeová travará a batalha a favor do restante dele e de seus companheiros. Ele desempenhará seu “estranho ato” no Armagedom, segundo fez há milhares de anos na terra de Judá ‘por amor dele mesmo e por amor do seu amado Rei’. Sem dúvida, por esse mesmo Filho de Deus, que serviu por anjo para matar 185.000 das hostes de Senaqueribe e mandá-lo titubeando à sua própria morte violenta, a saber, por seu Rei-Filho reinante, Cristo Jesus, sairá Jeová Deus a batalhar e trará a destruição sobre a organização mundial do desafiador iníquo. Como Senaqueribe, Satanás, o Diabo, verá a sua organização visível na terra totalmente humilhada na morte. Em seguida, verá a sua organização invisível de demônios dissolvida em destruição, e finalmente ele mesmo será exterminado com violência. Nenhum poder demoníaco poderá salvá-lo.
32. Por que não precisamos de antemão ficar ansiosos ou ter medo, quando Jeová começar a brandir o “machado” simbólico?
32 Assim, pois, qualquer dia destes, no futuro próximo, nós, testemunhas fiéis de Jeová, veremos o “machado” anti-religioso ser brandido pela mão todo-poderosa de nosso Deus contra Babilônia, a Grande. Será terrível na sua execução da destruição daquele império mundial da religião falsa! Precisaremos ficar ansiosos, naquele tempo, quando o elemento político do mundo se tornar anti-religioso e expressar ódio à grande “meretriz” internacional, com a qual costumava ter relações imorais? Não! O mundo já nos odeia, mas Jeová Deus e Jesus Cristo não o fazem. E quando Jeová começar a brandir o “machado” anti-religioso, não será contra nós, suas testemunhas leais. Teremos o grande privilégio de presenciar como Babilônia, a Grande, será cortada e queimada em destruição ardente! Sabemos agora que, depois daquela destruição, o “machado” anti-religioso tentará realçar-se sobre Aquele que o usou, Jeová. Isto constituirá uma ameaça atemorizante para a nossa existência. Mas não precisaremos então sucumbir ao temor dos homens que odeiam nosso Deus. Seja então Jeová o nosso temor!
33. Que anjo será enviado por Jeová para executar o julgamento adverso, e qual será o resultado para nós Testemunhas, e para Jeová?
33 Naquele tempo aterrador, as nações terão chegado em plena força ao Har-Magedon, o campo da batalha decisiva, final, entre homens e Deus. (Rev. 16:14-16) Terá chegado o tempo para a maior execução de julgamento adverso por parte de Jeová. Este recairá sobre aquele “machado” anti-religioso, então já largado por Jeová. Nunca poderá aquele “machado” anti-religioso mover-se eficazmente para nos despedaçar. Jeová dos exércitos enviará seu maior Anjo, o Arcanjo Jesus Cristo, para abater todas as forças atacantes do Senaqueribe Maior, Satanás, o Diabo, e mergulhá-las num sono do qual nunca acordarão! Que livramento isto será para nós, da ação do “machado” anti-religioso, no clímax da “grande tribulação”! Mas, o que é mais importante, quão gloriosa será a vindicação do “verdadeiro Senhor, Jeová dos exércitos”, por meio de seu agente sempre fiel, Jesus Cristo, o Ezequias Maior!
34. O que acontecerá então com a verdadeira religião e conosco, os que a praticamos agora?
34 Portanto, tomem coragem, todas as testemunhas zelosas de Jeová! A religião verdadeira, a forma bíblica de adoração que praticamos, nunca será arrazada da face da terra. Com esta adoração do único Deus vivente e verdadeiro, Jeová, cujas testemunhas ativas somos agora, seremos resguardados durante o fim violento de todo o sistema iníquo de coisas e seremos introduzidos no indestrutível novo sistema de coisas de Jeová. A adoração pura Dele florescerá ali para sempre sob o Ezequias Maior, o Rei Jesus Cristo.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja a sorte de Samaria conforme descrita em Ezequiel 23:1-10.
b Em contraste com isso, note o que foi dito em 2 Reis 18:23, 24.
c A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia foi originalmente constituída em pessoa jurídica em 13 de dezembro de 1884, sob as leis do estado de Pensilvânia, E. U. A. Atualmente, tem autorização legal para ter o máximo de 500 membros, mas, ao se escrever o presente artigo, ela tem apenas 397 membros alistados. A Sociedade tem uma diretoria de sete diretores, para a administração dos assuntos da Sociedade. Segundo os estatutos da Sociedade, em cada assembléia geral, anual, membros da Diretoria são eleitos por todos os membros titulares da Sociedade. Depois de tal eleição anual, a Diretoria elege seus próprios funcionários, tais como o presidente da Sociedade, etc. Segundo os termos dos Estatutos, a Sociedade atua como “agência administrativa” para todas as testemunhas cristãs de Jeová em toda a terra. A Sociedade mantém 96 filiais em todo o globo.
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Serviço datilográfico que mudou uma vidaA Sentinela — 1976 | 15 de julho
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Serviço datilográfico que mudou uma vida
● Na Índia, uma testemunha cristã de Jeová, designada a falar na Assembléia de Distrito “Vitória Divina”, conseguiu providenciar que um colega de trabalho, no lugar onde trabalhava, datilografasse as suas anotações. O colega ficou tão interessado na matéria, que queria saber se também podia assistir à assembléia. Naturalmente que podia, e ele o fez. O primeiro dia o impressionou tanto, que pediu licença de sua firma. Recebendo-a, assistiu a toda a assembléia. Depois iniciou um estudo sério da Bíblia, começando a freqüentar todas as reuniões das Testemunhas de Jeová, e pouco depois começou a falar a outros sobre o que aprendeu. Embora viesse duma fanática família hindu e sofresse oposição, ele se tem mantido firme querendo ser discípulo leal de Jesus Cristo.
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Fidelidade — não martírioA Sentinela — 1976 | 15 de julho
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Fidelidade — não martírio
De vez em quando aparece nos jornais um artigo sobre o caso duma testemunha de Jeová que objetou a uma transfusão de sangue, embora os médicos dissessem que a vida dele ou dela estava em perigo. Alguns talvez perguntem se as Testemunhas de Jeová fazem isso porque querem ser mártires, desejando os aplausos de outros.
O periódico The American Journal of Surgery (Volume 116, julho de 1968) comentou sobre isso: “As Testemunhas de Jeová, como pessoas, são mais propensas a se mostrar mais razoáveis do que sua imagem pública as apresenta. Não se deixam pressionar, porque a força lhes é repreensível. A santidade não é uma de suas ambições, porém, a sua resistência à transfusão não é motivada pelo desejo de auto-sacrifício.”
Não, as Testemunhas não procuram ser mártires. Antes, recusam as transfusões de sangue por questão de consciência, embora estejam dispostas a aceitar outras formas de tratamento médico, visto que a própria Bíblia diz que os cristãos têm de abster-se de sangue. — Atos 15:19, 20, 29.
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