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  • Proclamação do aviso divino
    A Sentinela — 1981 | 1.° de agosto
    • Proclamação do aviso divino

      “Pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:21, 22.

      1, 2 (a) Como tornou-se o mundo uma só grande vizinhança? (b) Quais são as conseqüências perigosas de todos os povos serem vizinhos achegados?

      Hoje em dia, o mundo inteiro é uma só grande vizinhança. Com nossos meios mais velozes de transporte poderíamos voar em volta do globo, sobre o equador ou pelos Pólos norte e sul, em menos de um dia. Por telefone ou radiofone internacional poderíamos, em questão de minutos, falar com alguém em quase qualquer outra parte da terra. Podemos consumir muitas espécies estrangeiras de alimentos, e para isso dependemos de muitas pessoas em partes distantes da terra.

      2 Visto que todos estamos tão achegados, toda a humanidade compartilha os mesmos perigos. Há apenas 66 anos, quer dizer, dentro deste século, as pessoas em todos os cantos da terra despertaram para a realidade de algo tão catastrófico como uma guerra mundial. Vinte e um anos após o fim do pior conflito global, o mundo entrou num pesadelo de guerra muito pior. E agora, 36 anos depois de atravessarmos essa convulsão mundial, somos ameaçados por algo ainda muito mais horrendo. Na realidade, ninguém pode dizer: ‘Ora, o que acontece por lá, tão longe daqui, não me afeta!’ Pensar e falar assim é pura ilusão. Todos nós somos agora vizinhos achegados, mas o problema, sim, o perigo mundial, é criado por agirmos tão pouco como vizinhos. Há vozes que se erguem em solene aviso.

      3. (a) Por que crêem pessoas observadoras que o mundo está em perigo mortal? (b) Qual é a atitude dos sábios em sentido mundano para com Deus?

      3 Em vista da enormidade de tudo isso, alguns que duvidam talvez perguntem: Será que o mundo inteiro está realmente em perigo mortal? A esta pergunta, pessoas observadoras, que em nada são agoureiras, respondem que sim! Sua resposta sombria não se baseia apenas no que a própria humanidade pode causar a si mesma. Há algo muito mais sério do que isso, que temos de tomar em consideração. Existe realmente essa possibilidade? Sim. Por quê? Por causa Daquele a quem pertencem esta terra, e toda a vida animal e humana nela. De fato, hoje são poucos os que se importam em levá-lo em consideração. Os sábios em sentido mundano, deste século de progresso científico, acham que são independentes demais em pensamento para crer num Criador ou para se perguntar: O que pretende ele? Mas o Criador não é tão empedernido que não se importa com os apuros do homem. Todavia, eles o relegam a segundo plano, como se não existisse ou como se estivesse tão distante, que não está envolvido ou mesmo interessado.

      4. (a) Como dono da terra, que interesse tem Jeová por sua propriedade? (b) O que precisa ser feito para tornar a terra um lugar agradável em que viver?

      4 Mas, não devia o proprietário interessar-se no que é seu? Desejaria mantê-lo nas melhores condições. Especialmente se a sua propriedade for realmente valiosa. É assim que o nosso Criador pensa. Quanto ao estado em que se encontra a terra, não se pode negar que ela hoje está sendo arruinada e está em perigo de ser arruinada num grau horrível. Já parece ser mais do que tempo para ele eliminar todos os responsáveis por arruinarem sua propriedade originalmente perfeita. Já deve estar perto o tempo em que faria esta obra de limpeza. Fez com que se escrevesse um livro sobre isso. De acordo com este, qual é seu propósito?

      SITUAÇÃO ANTERIOR IGUAL À DE HOJE

      5. Quando estiveram os homens, no passado, numa situação semelhante à existente hoje em dia?

      5 Talvez surpreenda a muitos saber que toda a humanidade então viva já se encontrou antes numa situação similar àquela em que se encontra hoje toda a população da terra. Naquele tempo ocorreu algo em escala global. Aconteceu nos dias dum homem de quem descendemos todos nós os que hoje vivemos. Este nosso antepassado comum era o homem chamado Noé, filho de Lameque. O Livro inspirado do Criador diz a respeito dos dias de Noé: “Com o tempo, Noé tornou-se pai de três filhos: Sem, Cã e Jafé. E a terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência. Deus viu, pois, a terra e eis que estava arruinada, porque toda a carne havia arruinado seu caminho na terra.” — Gên. 6:10-12.

      6, 7. (a) Que aviso foi dado ao mundo nos dias de Noé? (b) Como se deu que a terra tornou-se novamente um lugar pacífico em que viver?

      6 O que aconteceu então para tornar esta terra um lugar pacífico e seguro para se viver? Empenharam-se aqueles arruinadores violentos da terra numa guerra global, eliminando-se assim uns aos outros? Foi o aviso que Noé foi mandado dar naquele tempo um aviso sobre tal calamidade causada pelo homem, que tornaria impossível a sobrevivência da humanidade? Não! Antes, ele deu à humanidade um aviso divino, que Deus lhe mandara dar. Advertia todos os homens sobre o que Deus, o Criador, estava prestes a fazer em prol duma terra calma e segura, em que pessoas decentes poderiam usufruir a vida. Deus indicou a Noé que não o iam escutar, de modo que Noé devia construir para si e sua família, oito almas humanas, uma arca ou caixa flutuante. No dia predito do ano 2370 A.E.C. começou o dilúvio global. Foi um “ato de Deus”. A humanidade afogada pagou a penalidade.

      7 Aquele antigo “ato de Deus” resultou em bem para toda a humanidade. Deu à raça humana um novo início, a partir duma família justa, temente a Deus, e isto numa terra pacífica e segura naquele tempo.

      APROXIMA-SE UMA DESTRUIÇÃO GLOBAL SIMILAR

      8. (a) Como estabeleceu Jesus uma comparação entre os dias de Noé e os atuais? (b) Que acontecimento é iminente, e, portanto, o que se precisa fazer a respeito?

      8 Esta foi a única ocasião, antes de nosso tempo, em que toda a humanidade esteve em perigo de extinção. Prefigurava os nossos dias, em que um mundo de bilhões de pessoas se encontra ameaçado. Esta não é a nossa argumentação humana, pessimista, alguma idéia extremista. Não é mais exagerada do que a de um personagem mundialmente famoso, um profeta maior do que Noé. Este era Jesus Cristo. Apontando para os nossos dias, ele disse: “Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:37-39) Segundo a própria profecia de Cristo a respeito das condições mundiais durante o tempo de sua presença invisível na terra, nossa situação mundial desde o ano de 1914 é similar à dos dias de Noé. Portanto, deve ser iminente um similar “ato de Deus”. É o tempo em que se precisa dar o aviso de Deus a toda a humanidade em perigo. A questão pessoal é: Quem será igual àqueles que entraram na arca junto com Noé?

      9. (a) Por que temos motivos para crer que a predita “grande tribulação” está próxima? (b) Embora a “grande tribulação” sobreviesse a Jerusalém em 70 E.C., por que deve o cumprimento maior da profecia de Jesus sobre a “grande tribulação” ainda ser futuro?

      9 Mesmo à parte do que o Livro inspirado do Criador, a Bíblia, tem a dizer, temos motivos para crer que este sistema de coisas está no seu “tempo do fim”. Seus últimos dias quase já se esgotaram. Seu derradeiro fim pode ser esperado com um tempo de dificuldades, uma “grande tribulação”, que ultrapassará em muito o dilúvio dos dias de Noé em ser espetacular e destrutivo. Esta referência de Jesus aos dias de Noé faz parte de sua profecia final dada no ano 33 E.C. Esta estendia suas predições para além da destruição de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 E.C., sim, até os nossos dias. A destruição daquela cidade santa foi o clímax duma “grande tribulação” para os judeus na província romana da Judéia, no Oriente Médio. Pelo visto, porém, Jesus deve ter pensado em mais do que apenas a destruição de Jerusalém naquele tempo, quando disse: “Pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora [no ano 33 E.C.], não nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:21, 22; Mar. 13:19, 20.

      10, 11. (a) Como descreveu o apóstolo Pedro uma vindoura destruirão global? (b) Qual é a atitude geral hoje em dia quanto a tal destruição global por Deus?

      10 O apóstolo Pedro, discípulo de Jesus, ligou profeticamente o fim do mundo nos dias de Noé com o fim do atual sistema de coisas, no clímax deste “tempo do fim”. (Dan 12:4) Em contraste com o derramamento das águas nos dias de Noé, Pedro predisse que um “fogo” envolveria não só a terra simbólica, mas também os céus simbólicos. (2 Ped. 3:5-12) Ao fazer esta comparação, Pedro não apresentou o quadro da destruição de Jerusalém pelos romanos, que ocorreu pouco depois de sua morte como mártir.

      11 Lá nos dias de Pedro, os cristãos acreditavam no que em geral é chamado de “fim do mundo”. (Mat. 24:3, Almeida, rev. e corr.) Mas que dizer de hoje, 19 séculos mais tarde, em especial entre os que afirmam ser cristãos ou que são membros das igrejas da cristandade? Acreditam em algo assim? Dificilmente! Só precisamos olhar para a maneira em que agem na busca de coisas materiais deste mundo condenado.

      12. (a) Que catástrofe mundial temem atualmente pessoas de responsabilidade? (b) Como tencionam os homens impedir um holocausto mundial?

      12 No entanto, há atualmente pessoas de responsabilidade que não baseiam absolutamente suas predições na Bíblia, mas que predizem o que importa num “fim do mundo”. Advertem-nos sobre a sua probabilidade. Tem sido assim desde a explosão de duas bombas atômicas no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. As nações chamadas “potências nucleares” possuem hoje bombas nucleares em tal quantidade, que se poderia matar mais de uma vez toda a vida das criaturas na terra, se isso fosse possível. Mencionam-se até mesmo, em voz baixa, bombas radiológicas. Estas matariam todos os homens, mas deixariam intatas suas propriedades materiais sem vida. Mas, para que fim serviriam os prédios ainda em pé, se não houvesse pessoas vivas para ocupá-los? Constituiriam apenas “cidades fantasmas” ou um “mundo fantasma”. E quem gosta de pensar em tal coisa? O perigo é bem real. As Nações Unidas, que agora têm 153 membros, procuram impedir tal holocausto. Mas as Nações Unidas, que incluem todas as Potências Nucleares, são uma esperança vã para impedir o aniquilamento da raça humana pelos seus próprios meios.

      13. (a) Que questão de vida ou morte precisa ser respondida? (b) Por que não têm os irreligiosos uma resposta satisfatória, e há alguma?

      13 Quem é que pode salvar a humanidade da autodestruição, do suicídio? Homens que de modo algum são religiosos vêem-se agora obrigados a pensar seriamente nesta questão. Por causa de sua descrença na Bíblia, não podem apresentar nenhuma resposta satisfatória. Não nos podem indicar um salvador. Significa isso que não há nenhum? Felizmente, não!

      A ÚNICA FONTE DE VERDADEIRA ESPERANÇA

      14. Por que é razoável crer que o Criador tenha um propósito para com a terra?

      14 Os cientistas não podem provar que a nossa terra e a humanidade sobre ela se tenham criado sozinhas. Tem de haver um Criador. Então, que dizer dele? Já no 16° século antes de nossa Era Comum ele inspirou um homem de integridade, chamado Jó, a declarar a verdade científica de que suspendera a terra no espaço sobre o nada; mas, será que a suspendeu ali para nada? (Jó 26:7) Foi acidental que nos encontramos sobre ela aos bilhões? Foi um erro, ou não fora do Seu propósito? Até agora, ele já deixou esta terra quase que ficar cheia de criaturas viventes. Cogitou ele que todos os atuais bilhões de criaturas humanas se matassem e deixassem nossa terra flutuando no espaço como planeta morto? Não lhe podemos atribuir tal tolice, em vista do que ele nos diz.

      15. (a) Qual é o propósito de Deus para com a terra? (b) Portanto, que confiança podemos ter quanto ao que Deus fará em breve?

      15 Ele inspirou o sábio Salomão, filho do Rei Davi, a escrever na Bíblia: “Uma geração [da humanidade] vai e outra geração vem; mas a terra permanece por tempo indefinido.” (Ecl. 1:4) Inspirou também o profeta Isaías a escrever: “Assim disse Jeová, . . . o Formador da terra e Aquele que a fez, . . . que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada: ‘Eu sou Jeová, e não há outro.’” (Isa. 45:18) Por isso, ele promete nunca deixar a terra desabitada pelo homem. Então, o que ele exterminará completamente da face da terra é este sistema de coisas, que homens violentos estabeleceram na propriedade de Deus. Por isso podemos adotar as palavras de agradecimento escritas no último livro da Bíblia: “Agradecemos-te, Jeová Deus o Todo-poderoso, . . . porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. Mas as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para . . . arruinar os que arruínam a terra.” — Rev. 11:17, 18.

      16. (a) Que planos altamente desenvolvidos têm agora as nações, e, neste respeito, que avisos estão sendo dados? (b) Que aviso, porém, acataremos todos nós sabiamente?

      16 Por vantagens militares, as nações têm planos já bem desenvolvidos para ‘arruinar a terra’ o mais e o pior possível. Bactérias, substâncias químicas, bem como terríveis explosivos estão sendo mantidos em prontidão para uso instantâneo, na maneira mais estratégica, contra qualquer inimigo. Não se faz segredo disso. De vez em quando se ouvem advertências fracas sobre a ameaça para a existência humana. Embora tais advertências sejam oportunas e justificadas, elas não têm o apoio do Criador da terra, Jeová Deus. O aviso dele, escrito na Bíblia, trata de sua própria ação para “arruinar os que arruínam a terra”, que é sua própria criação. Sua ação será controlada. Deixará sobreviventes aprovados. Os amantes da vida, especialmente da vida eterna num Paraíso, querem ser tais.

  • Tempo para um vigia semelhante a Ezequiel
    A Sentinela — 1981 | 1.° de agosto
    • Tempo para um vigia semelhante a Ezequiel

      1. (a) Desde quando fez Deus sua classe de “vigia” dar o aviso, e para que fim? (b) Em vez de dar o aviso, o que tem feito a cristandade?

      Mais de trinta anos antes de explodirem bombas atômicas no Extremo Oriente, Jeová havia colocado misericordiosamente seu vigia para dar o aviso sobre o que claramente já está agora próximo, dentro desta geração. Mesmo já antes de irromper a Primeira Guerra Mundial em 1914, ele havia colocado sua classe de “vigia” para dar o aviso. Isto foi feito não somente para advertir os que querem saber como podem sobreviver, mas também para dar aviso aos inimigos deliberados de Jeová. Deste modo, esses inimigos saberão donde vem a destruição. Nenhum crítico terá qualquer motivo de queixa, de que Ele não o avisou de antemão. A cristandade, que possui a Bíblia Sagrada em mais de mil idiomas, deveria ser o instrumento para dar o aviso, em vista do que ela afirma ser. Mas, ela não tem servido como tal. Em vez disso, participou em duas guerras mundiais e em outras guerras deste século, as quais arruinaram sensivelmente a terra. Então, quem é o “vigia” composto?

      2, 3. (a) A quem escolheu Deus para dar o aviso do iminente dilúvio global, e quem tem Ele usado para proclamar um aviso similar hoje em dia? (b) Por que não pode ser Jeová culpado de nenhuma perda de vida?

      2 Nos dias de Noé, este não somente pregou, mas também construiu uma enorme arca, em confirmação de sua mensagem verbal. De modo que Noé era então a destacada testemunha e vigia de Jeová. Sua família de sete membros juntou-se a Noé nos deveres de vigia. Hebreus 11:1-7 nos diz que Noé recebeu testemunho de que Deus se agradara dele. Ele era testemunha aprovada de Jeová Deus. Era “pregador da justiça”. (2 Ped. 2:5) Hoje nos confrontamos com um “ato de Deus” tão global como o dilúvio dos dias de Noé. O que mostram os registros sobre quem ele usa para dar aviso disso ao mundo inteiro? Os cristãos devotados que em toda a parte são conhecidos como “Testemunhas de Jeová”. Por conseguinte, Jeová tem uma ficha limpa até agora. Não deixou de dar o aviso divino por meio de milhões de suas testemunhas!

      3 Portanto, não caberá a Jeová a responsabilidade pela perda da vida humana, em todo o mundo, durante o vindouro fim do sistema de coisas. Esta recairá diretamente sobre todos os que deixaram de acatar a advertência divina. A própria cristandade deixou de acatar o aviso dado pelas Testemunhas de Jeová. O que teria acontecido se ela se tivesse juntado às Testemunhas de Jeová em proclamar o aviso dado por Deus? Que diferença isso teria feito nos assuntos humanos!

      VIGIA PARA O ANTIGO ISRAEL

      4. (a) A quem suscitou Jeová para ser profeta para o seu próprio povo, Israel, e a quem prefigurou este profeta? (b) Que comissão recebeu Ezequiel?

      4 Jeová, por meio de seus poderes divinos, sabia de antemão que até mesmo a cristandade teria de receber seu aviso final. Ele sabia o que fora indicado ou prefigurado pela história do seu povo escolhido dos tempos pré-cristãos. No ano 613 A.E.C., ele suscitou um judeu chamado Ezequiel para ser profeta de seu próprio povo. De modo que, embora ele fosse então um exilado na terra de Babilônia, Ezequiel era o vigia de Jeová para Israel. Suas profecias foram levadas para o sudoeste, para Jerusalém, na terra de Judá. O que Jeová disse a Ezequiel lá naquele tempo é de interesse para nós hoje, porque ele retratava as atuais testemunhas ungidas de Jeová. Esta classe ungida tem agido segundo o que Jeová disse a Ezequiel, nas seguintes palavras: “Filho do homem, constituí-te vigia para a casa de Israel, e terás de ouvir a fala procedente da minha boca e terás de avisá-los da minha parte. Quando eu disser ao iníquo: ‘Positivamente morrerás’, e tu realmente não o avisares e não falares para avisar o iníquo do seu caminho iníquo, a fim de preservá-lo vivo, ele, sendo iníquo, morrerá no seu erro, mas o seu sangue demandarei da tua própria mão.” — Eze. 3:17, 18.

      5, 6. (a) Em que período de tempo vivia Ezequiel? (b) Por que não podia Deus ser acusado de impor uma comissão difícil a Ezequiel?

      5 Por que falou Jeová de modo tão sério a este judeu, Ezequiel? Porque naquele ano, 613 A.E.C., Ezequiel estava vivendo nos últimos dias do reino condenado de Judá, que tinha por capital Jerusalém. Seu povo, lá naquele reino, havia sido introduzido num pacto nacional com Jeová, por meio do Seu mediador, o profeta Moisés, e, por isso, como membro deste povo, Ezequiel tinha uma obrigação vitalícia para com Jeová. Ele era também sacerdote, que deveria servir a Jeová no seu templo em Jerusalém. Por isso, naturalmente, ele devia alguma coisa a Deus. De modo que Deus não podia ser acusado de impor indevidamente uma missão difícil a Ezequiel, que nascera sob o pacto nacional e estava sob os deveres do sacerdócio arônico, então encabeçado pelo sumo sacerdote Seraías. — 2 Reis 25:18.

      6 Foi aos do povo de Ezequiel que Jeová dissera anteriormente por meio de seu profeta Isaías: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi’.” (Isa. 43:10-12) De modo que Ezequiel retratou o corpo organizado das testemunhas ungidas de Jeová no tempo atual, os israelitas espirituais. Estas testemunhas ungidas vivem num tempo muito mais significativo do que os dias de Ezequiel na antiguidade.

      7. (a) Que governo estava em perigo nos dias de Ezequiel, mas que dizer de hoje? (b) Quanto tempo antes de sobrevir a predita destruição proclamou Ezequiel o aviso?

      7 Lá naquele tempo, o que estava em perigo era apenas aquele governo, o pequeno reino de Judá. Hoje, é o que foi representado por aquele reino antigo, a saber, a cristandade, que está em perigo, junto com todos os seus associados do mundo. De fato, todo o sistema de coisas, em todo o mundo, está em julgamento, assim como nos dias de Noé foi o mundo que estava condenado à destruição. Havia uma necessidade mais premente para o aviso de Deus por Ezequiel, porque Ezequiel começou a dar o aviso apenas quatro anos antes de o exército babilônico invadir a pátria dele ou seis anos antes de destruir a cidade sitiada de Jerusalém e seu templo. Muitos habitantes da assediada Jerusalém morreram de fome, de pestilência e pela espada da guerra. Muitos dos sobreviventes foram arrastados ao exílio, para morrerem na distante Babilônia. Portanto, a própria geração de Ezequiel estava em perigo desta calamidade.

      8. (a) A destruição iminente no primeiro século nos ajuda a determinar o tempo da vindoura destruição por Deus? (b) Quem deu então o aviso de Deus, e quão importante era sua obra de aviso?

      8 Quão curto é o tempo que nós temos hoje só podemos deduzir daquilo que tem acontecido na terra segundo a profecia bíblica. Na profecia de Jesus, registrada em Mateus, capítulos 24 e 25, ele advertiu estes seus discípulos, que comporiam a primeira parte da classe do “escravo fiel e discreto”, sobre a destruição que haveria de sobrevir à Jerusalém dentro de sua própria geração. Assim fez com que seus discípulos se apercebessem de sua responsabilidade para com os habitantes judaicos da província da Judéia. Eles encontravam-se neste grave perigo por causa da iminente calamidade nacional. No tempo crítico, se os da classe cristã do “escravo”, lá naquele tempo, não avisassem e exortassem os judeus afetados para saírem da zona de perigo o mais rapidamente possível, compartilhariam a responsabilidade pela perda de vidas e da liberdade dos judeus não avisados.

      9. De que foi Ezequiel um excelente exemplo para o atual “escravo” ungido de Deus?

      9 O que teria acontecido se Ezequiel, lá na antiguidade, não se tivesse desincumbido de sua tarefa designada de avisar de longe os seus patrícios em perigo? Ele não teria sobrevivido à destruição de Jerusalém em 607 A.E.C., porque Jeová o teria considerado como responsável pelo sangue deles. É evidente que Ezequiel cumpriu fielmente a sua comissão divina enquanto havia comunicação com a condenada Jerusalém, porque Jeová se agradou em deixá-lo viver. Jeová se agradou em usá-lo para proferir uma profecia no vigésimo sétimo ano de seu exílio em Babilônia. Isto foi 16 anos depois do horrível banho de sangue em Jerusalém, em 607 A.E.C. (Eze. 29:17; 40:1) Neste respeito, ele foi excelente exemplo para a classe ungida do “escravo” em nosso tempo perigoso. De fato, se alguém da classe do “escravo” se esquivasse de continuar a dar o aviso e a advertir os iníquos, ele teria de prestar contas a Jeová. Mas, na maior parte, os da classe do “escravo” mostrarão ser iguais a Ezequiel. Não se lhes poderá atribuir nenhuma culpa por sangue derramado.

      10. (a) Quão importante é a posição de vigia? (b) Como demonstra Deus sua preocupação tanto com os que necessitam ser avisados, como com o seu vigia?

      10 É assim bastante claro que a posição de vigia é de alta responsabilidade. Na guerra, quando um soldado adormece no seu posto de sentinela, ele é executado, porque pôs em perigo a vida dos outros, junto com o risco duma derrota. (Juí. 7:19) Deus preocupa-se, portanto, não só com a vida dos que precisam ser avisados, mas também com a vida do seu vigia. Isto é demonstrado nas palavras adicionais dirigidas a Ezequiel: “Mas, no que se refere a ti, se tiveres avisado o iníquo e ele realmente não recuar de sua iniqüidade e de seu caminho iníquo, ele é que morrerá pelo seu erro; mas tu, tu terás livrado a tua própria alma. E quando o justo recuar de sua justiça e realmente fizer injustiça, e eu tiver de pôr diante dele uma pedra de tropeço, ele é que morrerá por não o teres avisado. Morrerá por seu pecado, e seus atos justos que praticou não serão lembrados, mas demandarei o sangue dele da tua própria mão. E se tu tiveres avisado o justo para que o justo não peque, e ele realmente não pecar, continuará a viver impreterivelmente porque foi avisado, e tu mesmo terás livrado a tua própria alma.” — Eze. 3:19-21; 33:2-9.

      11. Como é a obra do “escravo fiel e discreto” semelhante à dum vigia?

      11 Salmo 127:1 diz: “A menos que o próprio Jeová guarde a cidade, é fútil que o guarda se mantenha alerta.” Todavia, o vigia na muralha duma cidade tem a incumbência de proteger a vida dos habitantes dela. Tem a obrigação de avisar os cidadãos sobre qualquer perigo, quer para a vida, quer para a liberdade deles. É certo que não desejaria que o sangue deles fosse derramado por sua culpa. Pela sua vigilância e atenção atribui-se-lhe o mérito pela segurança da vida de outras almas humanas. Esta é a situação dos da classe do “escravo fiel e discreto” no tempo atual, em que o velho sistema de coisas está prestes a terminar. Jeová designou a classe do “escravo” como seu “vigia” para proteger os interesses eternos de todos os que professam ser Seu povo, como no caso de Ezequiel.

      AVISOS DADOS PELO VIGIA HODIERNO

      12, 13. (a) Uma vez dado o aviso, que reação deseja Deus ver? (b) O que torna possível a proclamação do aviso, mas que dizer daqueles que não o acatam?

      12 Mas, será que são apenas os que afirmam ser cristãos que se confrontam com a ameaça da destruição no fim deste sistema de coisas? Não, mas também todos os outros religionários, bem como os que se recusam a ingressar em alguma parte da religião organizada. O Criador da terra, Jeová Deus, sabe disso. Ele preferiria não destruir o mundo da humanidade. Seu desejo primário é que o maior número possível deles seja salvo da destruição eterna e se mostre digno da vida no Seu novo sistema justo de coisas. Por isso, ele manda dar o aviso em toda a parte.

      13 Em misericórdia, ele avisou primeiro os da classe do “escravo”, retratados por Ezequiel. Assim constituiu esta classe seu “vigia” composto. Esta classe do “vigia” é especialmente encarregada de dar o aviso divino. Por causa de seu aviso oportuno, cada vez mais pessoas estão habilitadas a ouvi-lo e a acatá-lo com a esperança de serem poupadas durante o fim do velho mundo. Quanto aos que se negam a escutar o aviso dado por Deus, seu sangue cairá sobre a sua própria cabeça!

      14, 15. (a) Quem tem tentado inutilmente silenciar estes que dão o aviso, mas quem tem ouvido e reagido favoravelmente? (b) Quando termina o período de “boa vontade da parte de Jeová”, e o que significará isso?

      14 Os da classe do “vigia” de Jeová são conhecidos no mundo inteiro. Os inimigos deles gostariam de silenciar sua voz de aviso. Encaram o aviso como subversivo para o seu sistema de coisas. Mas, tudo em vão! O aviso tem sido proclamado aos seus ouvidos especialmente desde 1919, ano em que o mundo começou a tentar recuperar-se das feridas que sofreu na Primeira Guerra Mundial. A partir de então, o período de tempo tem sido parte do que Isaías 61:2 chama de “ano de boa vontade da parte de Jeová”. Isto significa que o seu furor ainda não foi derramado sobre o sistema de coisas que desafia a Deus. Para que fim serviu isso? Permitiu que se executasse até agora a profecia de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” (Mat. 24:14) Em conseqüência disso, muitos dos que hoje fazem parte do restante dos herdeiros deste reino aceitaram a mensagem do Reino. Aproveitaram-se assim da “boa vontade da parte de Jeová”. Foram feitos parte da classe do “vigia”. Passaram a participar em dar o aviso divino.

      15 O “ano” simbólico concedido para a “boa vontade da parte de Jeová” é um tempo limitado. Todos os indícios atuais mostram que está prestes a terminar. Seu fim não significará um “Feliz Ano Novo!”, mas o tempo de mudança, da “boa vontade” de Jeová para o seu furor. Significará a chegada do “dia de vingança da parte de nosso Deus”. (Isa. 61:1, 2) Será o dia mais tenebroso que este mundo da humanidade já teve.

      16. O que alcança a classe do “vigia” por dar o aviso?

      16 Isto torna urgente que a classe do “vigia” dê o aviso de que o “ano” de boa vontade de Jeová está prestes a acabar e seu “dia de vingança” está prestes a começar. Darem obedientemente o aviso divino não salvará este remendado velho sistema de coisas, nem os seus apoiadores devotos, da destruição na vindoura “grande tribulação”. Mas, isto não deve desanimar os da classe do “vigia”. Assegura-se-lhes que, se desviarem os iníquos de seu proceder iníquo para a justiça, estes serão salvos do aniquilamento deste velho mundo. A classe do “vigia” não terá assim culpa pelo sangue derramado no caso dos que foram avisados de antemão de sua iniqüidade mortífera. Os da classe do “vigia” têm também a garantia de que, por persistirem em dar o aviso, dissuadirão muitos justos do mau caminho e de se juntarem ao mundo iníquo, condenando-se com isso a perecer junto com ele na “grande tribulação”. Isto é muito satisfatório para a classe do “vigia”. Seu serviço não será em vão!

      17. (a) Que recompensa obtiveram os da classe do vigia”? (b) Quem se juntou agora a eles em dar o aviso?

      17 A classe do “vigia” ainda não esgotou a sua voz na proclamação do aviso sobre o “dia de vingança da parte de nosso Deus”. Nem baixou a sua voz, estando decidida a não fazê-lo. Em recompensa, que espetáculo glorificante de Jeová confronta seus olhares! Diante da classe do “vigia” surge uma inúmera “grande multidão” de ouvintes acatadores do aviso. (Rev. 7:9) Os olhos dos da “grande multidão” foram abertos para verem a “espada” do executor da parte de Jeová prestes a abater-se sobre os opositores iníquos do Seu reino messiânico. Quatro anos antes do irrompimento da Segunda Guerra Mundial, esta “grande multidão” começou a assumir uma forma definitiva e a enfileirar-se junto com os da classe do “vigia”. Misericordiosamente, a Segunda Guerra Mundial não culminou no “dia de vingança da parte de nosso Deus”. Nem impediu ou estorvou a Segunda Guerra Mundial e suas conseqüências o afluxo dos da “grande multidão” para o lado da classe do “vigia” no meio duma perseguição mundial. Passaram assim a estar sob a obrigação de participar com a classe do “vigia” em proclamar destemidamente o aviso divino. Não se esquivaram de assumir esta responsabilidade. Não querem assim apenas expressar sua obediência amorosa a Jeová Deus, mas ao seu semelhante.

      18, 19. (a) Que atividade se faz agora grandemente necessária, em harmonia com Isaías 52:8? (b) O que nos deve induzir a participar na proclamação do aviso divino?

      18 Nesta data avançada, nos dias finais da cristandade e de todo o restante deste condenado sistema de coisas, há grande necessidade de ação unida. Há muito tempo, o profeta Ezequiel e o profeta contemporâneo dele, Jeremias, embora muitas centenas de quilômetros afastados um do outro, uniram suas vozes em avisar sua nação errante sobre o “dia de vingança” que estava prestes a sobrevir-lhe. Agora, no nosso século, desde o fim da Primeira Guerra Mundial, aplicam-se ao povo dedicado de Jeová as palavras de Isaías 52:8: “Escuta! Teus próprios vigias levantaram a voz. Estão gritando de júbilo, em uníssono; pois verão olho a olho quando Jeová trouxer Sião de volta.” Todos os que foram reajuntados sob a ‘Sião celeste’ tiveram a mesma visão à luz da profecia bíblica então em cumprimento; viram juntos como a mão de Jeová agia em seu favor. Passaram a proclamar unidamente uma mensagem para o mundo inteiro. Hoje, mais de sessenta anos depois, têm de continuar com seu testemunho unido, só que agora este inclui o aviso urgente sobre o “dia de vingança” de Jeová. A “grande multidão” de muitas nações e línguas precisa juntar sua voz à do “vigia”.

      19 Portanto, prossigamos unidos com o aviso sobre “o dia de vingança da parte de nosso Deus”! Mantenhamo-nos livres da culpa pelo sangue derramado. Devemos fazer isso porque queremos ser poupados durante este “dia de vingança”. Muitos de nossos vizinhos gostariam de ter a mesma salvação. Que nosso supremo amor a Jeová e a Cristo, bem como nosso amor compassivo ao nosso próximo, nosso semelhante, nos induzam a proclamar irresistivelmente o aviso que salva vidas. Isto resultará em enorme alegria para nós! Acima de tudo, Jeová será vindicado como aquele que amorosamente se interessou!

      [Foto na página 23]

      Conforme Ezequiel advertira, o exército babilônico destruiu Jerusalém e levou muitos dos sobreviventes ao exílio.

      [Foto na página 25]

      Semelhante a Ezequiel, a classe hodierna do “vigia” dá o aviso — agora ajudada pela “grande multidão” de co-trabalhadores.

  • Os que amam a Deus resolvem. . .
    A Sentinela — 1981 | 1.° de agosto
    • Os que amam a Deus resolvem. . .

      Esta Resolução foi adotada entusiasticamente, no ano passado, por centenas de milhares de pessoas que assistiram às Assembléias de Distrito “Amor Divino” das Testemunhas de Jeová.

      1. Que aviso dão as Testemunhas de Jeová, e por quê?

      Por mais de 100 anos, Jeová Deus, por meio de suas testemunhas, tem dado aviso de que este mundo ou sistema de coisas não pode durar. Em consideração para com o nosso próximo, não importa de que nação, tribo, povo ou língua, sentimo-nos induzidos pelo amor divino a indicar às pessoas o modo de Deus como a única solução para os problemas da humanidade.

      2. Que coisas saíram erradas com o mundo?

      2 Com a entrada da década dos anos 80, o que é que observamos em conseqüência da desconsideração e afronta ao modo de Deus por parte de pessoas e nações, que seguem seu próprio caminho de autodeterminação e vida independente? Pessoas de responsabilidade, em toda a parte, estão expressando grave preocupação com o estado indefinido e confuso do mundo. E não é de admirar — são tantas as coisas que saíram erradas. Nos campos de transporte, comunicação, medicina, ciência e tecnologia, diversas das coisas antes aclamadas como esperança ou bênção amiúde resultaram em ser desapontadoras e até mesmo mortíferas. A atual sociedade humana é oprimida por problemas infindáveis — crime, corrupção, depravações, distúrbios sociais, atos de terrorismo e outros perigos ameaçadores. De fato, o atual cenário mundial da humanidade é desconcertante. Dum ponto de vista puramente humano, questiona-se agora seriamente a continuação da existência da atual ordem mundial. Todavia, quantos consideram hoje sobriamente o significado de tais condições sem precedentes à luz da Palavra de Deus, a Bíblia?

      3. O cumprimento de que profecias bíblicas convence as Testemunhas de Jeová de que o fim deste sistema está próximo? O que dizem estas profecias?

      3 Jesus Cristo apresentou um sinal composto, pormenorizado, a respeito da terminação deste sistema de coisas e do tempo em que ele começaria a exercer seu poder régio sobre o mundo da humanidade. O comentário profético dele sobre os nossos tempos é apresentado no registro de Mateus, capítulos 24 e 25, Lucas, capítulo 21, e Marcos, capítulo 13. Em harmonia com a sua grande profecia, encontram-se descrições inspiradas dos últimos dias em 2 Timóteo 3:1-5, em Revelação, capítulo 6, e em partes proféticas relacionadas das Escrituras Hebraicas e Gregas Cristãs. Estudantes atentos da Bíblia, entre nós, têm presenciado o cumprimento da maior parte destas profecias durante este século.

      4. Que evidência notável há de que “toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora”?

      4 Em todas as rodas da vida e em todos os níveis da sociedade humana existe uma notável evidência de que “toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora”. (Rom. 8:22) Vemos pessoas sofrendo de uma série de padecimentos e colapsos físicos, mentais e emocionais, apesar do muito propalado progresso da medicina. Os laços conjugais se desintegram. Os desquites e os divórcios igualam ou superam o número de casamentos em muitos países. A vida familiar está em desordem, induzindo muitos a se perguntarem se esta unidade básica da sociedade poderá sobreviver por muito mais tempo. As cidades estão sofrendo esmagadores fardos financeiros e confrontam-se com o colapso. As nações estão em angústia, dilaceradas por facções divisórias e ameaçadas externamente por vizinhos desamistosos e agressivos. O mundo em geral sofre a agonia de crises econômicas e financeiras, a falta de energia, a poluição e os perigos para a saúde, o excesso de população e a fome, em muitos lugares. Por cima de tudo, paira o espectro duma corrida armamentista que ameaça desencadear incalculável miséria e destruição nuclear sobre a humanidade. De fato, o coração dos homens desfalece por medo do que vêem vir sobre a terra habitada.

      5. (a) No meio do atual tumulto, o que faz a maior parte da humanidade? (b) Por fazerem o que poderão as pessoas sobreviver à iminente grande tribulação, e que modelos de sobrevivência há?

      5 No meio deste tumulto, muitos permanecem apáticos. Outros deixam-se levar pela correnteza e pelo espírito degradante do que é popular na época. Há também aqueles que são inimigos de Deus, que na realidade se opõem aos princípios justos e à soberania universal dele. O que o mundo semeou, ele colhe agora — frutos podres. Aproxima-se o tempo designado por Deus para a destruição abrupta e violenta do mundo. Os que têm inclinações justas e que sentem o perigo do proceder egoísta, materialista, louco por prazeres e imprudente da humanidade são exortados a acatarem o aviso divino antes de ser tarde demais. Fazendo isso, em harmonia com os tratos de Deus no passado, poderão estar entre os que têm a perspectiva de sobreviver à iminente grande tribulação. Há quarenta e três séculos, Deus poupou Noé e sua família a um dilúvio global. Séculos mais tarde, Ele libertou Ló e suas duas filhas da destruição de Sodoma e Gomorra. Isto fornece um modelo de como Deus poderá lidar com os que agem em fé e aceitam as boas novas eternas que estão sendo proclamadas durante este século.

      6. (a) Por que tem havido tanta aflição mundial desde 1914? (Rev. 12:7-12) (b) O que acontecerá na “grande tribulação” à religião falsa, e, depois, às nações do mundo? (Rev. 18:9, 10, 21-24; 19:11-16)

      6 Os historiadores modernos têm reconhecido que 1914 foi um ponto decisivo. Desde aquele ano significativo, a humanidade tem vivido num período turbulento de mudanças tremendas. O que muitos não reconhecem é que a profecia bíblica mostra que se trata dum período de aflições para a humanidade “porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. (Rev. 12:7-12) Aproxima-se rapidamente um dia de ajuste de contas. Ele irromperá nesta geração no que Jesus descreveu como “grande tribulação”, que presenciará a execução do julgamento de Deus em Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, da qual a cristandade é a parte principal. Depois disso, todas as nações em oposição ao reino de Deus, o iminente governo mundial dele, ficarão envolvidas na guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso, biblicamente chamada de Armagedom, no qual sofrerão uma derrota eterna. — Rev. 16:14-16.

      7. (a) Após o Armagedom, o que acontecerá ao Diabo e às suas forças espirituais? (Rev. 20:1-3) (b) Que futuro usufruirá então a humanidade, conforme indicado pelas profecias bíblicas? (Rev. 21:3, 4; Sal. 37:9-11, 29; Isa. 11:6-9; 33:24; 65:21-24)

      7 Por fim, o Diabo e suas forças espirituais, iníquas, serão lançados no simbólico abismo de imobilidade, o que preparará o caminho para o governo desimpedido e global do reino de Deus, de mil anos. (Rev. 20:1-3; 21:3, 4) Quão gratos somos por obter conhecimento do modo de Deus eliminar a iniqüidade do cenário terrestre! Não aguardamos com viva expectativa tal intervenção divina? Sim, e aclamamos com alegria os novos céus governamentais e a sociedade purificada da nova terra, que ele prometeu! — 2 Ped. 3:13.

      PORTANTO, SEJA RESOLVIDO QUE

      8. Como súditos leais do reino de Deus, que proceder estamos resolvidos a seguir, imitando a Jesus Cristo? (Mar. 1:38: Luc. 4:43; João 6:15; 15:19; 17:16; 18:36)

      Nós, Testemunhas de Jeová, intensificaremos nossos esforços de proclamar zelosamente as boas novas do reino e de declarar destemidamente a mensagem de julgamento de Deus, dentro do tempo concedido por Deus. Continuaremos a dar nossa lealdade de toda a alma ao reino de Deus e a esforçar-nos a ser súditos leais dele. Estamos decididos a fazer isso por seguir o proceder fiel de Jesus Cristo, mantendo-nos separados do mundo, evitando seus envolvimentos, recusando intrometer-nos nas suas controvérsias e não admitindo nenhuma transigência. Embora isso nos torne impopulares e nos traga o ódio do mundo, estamos decididos a guiar-nos pelo princípio bíblico de que aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. — Tia. 4:4.

      9. (a) Que aviso bíblico estamos resolvidos a continuar a dar? (b) O que está envolvido em manter nossa resolução de produzir os frutos do Reino e os frutos do espírito de Deus? (Mar. 13:10; João 13:34, 35; Gál. 5:22, 23; Col. 3:12-14)

      9 Depois de nós mesmos termos saído de Babilônia, a Grande, continuaremos a dar o aviso bíblico: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” (Rev. 18:4) Com o espírito de abnegação, estamos decididos a ir em auxílio das multidões de pessoas que talvez ainda tomem sua posição do lado da verdade, antes que o julgamento divino sobrevenha ao império mundial da religião falsa. Ao passo que o proceder repreensível da cristandade tem lançado vitupério sobre o nome de Deus, nossa decisão é mostrar que somos discípulos genuínos de Jesus Cristo por produzir os frutos do Reino, bem como os frutos do espírito de Deus, glorificando assim nosso Pai celestial, Jeová. — João 15:8.

      10. (a) Estamos resolvidos a prestar serviço sagrado a Deus por apresentar a verdade de que maneira? (Col. 4:6; 1 Ped. 3:15) (b) Que tipo de exemplo, quanto a destemor e coragem, bem como quanto ao respeito pela autoridade, dado pelos apóstolos, estamos decididos a seguir?

      10 Não importa qual a nossa situação ou localização pessoal, temos prazer em prestar serviço sagrado a Deus, dia e noite. Aproveitaremos sem interrupção todas as oportunidades de dar um testemunho cabal a respeito do nome e do propósito de Deus, apresentando a verdade de modo atraente, e ‘fazendo nossa pronunciação sempre com graça, temperada com sal’. (Col. 4:6) Ao mesmo tempo, procuraremos ser corajosos, falando a Palavra de Deus com todo o destemor, especialmente em face de ameaças, perseguição ou outras formas de oposição. Iguais aos apóstolos, “não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4:19, 20) Com o devido respeito para com as autoridades superiores e dando a César as coisas de César, não obstante, quando surgirem questões que envolvam nossa adoração e serviço a Deus, imitaremos os apóstolos por “obedecer a Deus como governante antes que aos homens”. — Atos 5:29.

      11. (a) Estamos resolvidos a completar que obra? (Mat. 24:14) (b) A quem recorremos em busca de orientação, e há base real para esperar o apoio dele? (Fil. 4:13)

      11 Por colocarmos as coisas espirituais em primeiro lugar na nossa vida, resolvemos completar a obra da proclamação das boas novas do Reino e de dar o aviso divino procedente da Palavra de Deus. Para este fim, confiamos em Jeová de todo o coração, sempre estribando-nos na sua direção, cuidado e manifestações adicionais de Seu amor. Nas nossas sinceras orações, pediremos ao nosso Pai celestial que este nosso proceder agrade e seja aceitável a Ele, que “pode fazer mais do que superabundantemente além de todas as coisas que peçamos ou concebamos”. (Efé. 3:20) Seja feita a Sua vontade, resultando em ilimitada alegria e bênção para nós e para todos os outros que amam a Deus, tanto agora como para todo o sempre.

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