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Isso não está na Bíblia!A Sentinela — 1971 | 1.° de maio
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A “cruz” já era símbolo religioso muito antes do tempo de Cristo. Um dicionário católico, francês, admite: “Não se pode negar que a cruz tenha sido empregada como símbolo religioso pelos pagãos. Ela é encontrada em formas diferentes em grande número de monumentos asiáticos, europeus e até mesmo americanos.”
Visto que a Bíblia não fornece nenhuma descrição de sua forma e visto que as palavras gregas usadas pela Bíblia significam “estaca”, “poste” ou “madeiro”, em vez de “cruz”, cabe realmente aos que dizem que o poste em que Cristo morreu tinha uma haste transversal provar que foi assim. E uma vez que os escritos dos apóstolos de Jesus não descreviam nenhuma “adoração da cruz”, mas trata-se de um símbolo “sagrado” dos pagãos, sua adoração não pode ser hoje recomendada aos verdadeiros cristãos.
“OS SACERDOTES NÃO SE DEVEM CASAR”
Este assunto controversial provoca hoje muita emoção — especialmente nos que têm parentes que fizeram sacrifícios neste respeito.
Os eruditos católicos romanos salientam que o apóstolo Paulo não ordenou o celibato. Eruditos católicos, escrevendo no Dicionário Enciclopédico da Bíblia (em inglês), dizem: “A maioria, se não todos os apóstolos, haviam sido casados, assim como Pedro certamente era.” Em evidência do casamento de Pedro, este livro católico cita dois textos: Mateus 8:14 e; 1 Coríntios 9:5. O primeiro fala da “sogra” de Pedro. No segundo, Paulo diz: “Não temos o direito de fazer-nos acompanhar por uma mulher cristã, como os outros Apóstolos e [os] irmãos do Senhor, e Cefas?” — Versão católica de Álvaro Negromonte; J. B. Pereira.
Quem tinha esposa, conforme indicado neste versículo da Bíblia? “Os outros Apóstolos.” “Os irmãos do Senhor.” “Cefas.” Quem era Cefas? Nenhum outro senão o apóstolo Pedro, que, segundo a religião católica, era o primeiro papa. E Paulo diz que Pedro era casado!
A Bíblia não ordenou o celibato para os sacerdotes em Israel, nem para os superintendentes na congregação cristã. Assim, o Dicionário Enciclopédico da Bíblia, católico romano, referindo-se aos escritos dos apóstolos de Jesus, diz: “S. Paulo torna bastante claro que nenhum cristão é obrigado a praticar a v. [virgindade].” Acrescenta: “Em parte alguma é o celibato dos clérigos exigido ou mesmo suposto no NT [Novo Testamento].”
“JESUS TINHA NOME — DEUS NÃO”
O Filho de Deus tem nome: Jesus. Mas o Pai também?
“Deus” não é seu nome. Em vez de ser nome, a palavra “deus” é mais um título. Aplica-se a qualquer ‘deidade; objeto de veneração’, inclusive a ídolos e a outros homens. (Enciclopédia Brasileira Mérito, 1962, Vol. 7, p. 111) Possui o Criador Todo-poderoso um nome que o distingue de todos os deuses falsos?
Sim. Na língua hebraica original, na qual se escreveram cerca de três quartas partes da Bíblia, o grande Criador do céu e da terra é identificado milhares de vezes pelo seu nome. Isto é prontamente admitido pelos eruditos religiosos, tanto católicos como protestantes, embora muitos membros de suas igrejas saibam pouco sobre este nome.
A Enciclopédia da Bíblia (em inglês) diz: “Jeová, ou antes Javé, é o ‘nome próprio’ real, estritamente pessoal, do Deus de Israel.” O Novo Dicionário Bíblico protestante (em inglês) declara: “Estritamente falando, Javé é o único ‘nome’ de Deus. Em Gênesis, sempre que a palavra sem (‘nome’) é associada com o ser divino este nome é Javé. Quando Abraão ou Isaque construíam um altar, ‘invocavam o nome de Javé’.”
O Dicionário da Bíblia (em francês), editado pelo sacerdote católico F. Vigouroux, diz: “Jeová, nome pessoal de Deus no Antigo Testamento. Nenhum outro nome divino é usado tão freqüentemente na Bíblia hebraica. É repetido cerca de 6000 vezes, quer sozinho quer com outro nome divino.”
Jeová, Javé, Iavé — estas são as diversas maneiras em que o nome divino é vertido do tetragrama hebraico para o vernáculo. Este nome era usado na conversação normal, nos tempos antigos, para diferenciar o verdadeiro Deus dos deuses falsos. Com exceção do Salmo 83:18 e de mais algumas dezenas de versículos, a tradução revista e corrigida de João Ferreira de Almeida, da Bíblia, em geral, usa a palavra “Senhor” em lugar de o nome de Deus. Todavia, diversas traduções da Bíblia retêm corretamente o nome verdadeiro de Deus sempre que aparece na língua em que a Bíblia foi escrita originalmente, grafando-o ou “Jeová” ou “Javé”.
O QUE ENSINA A BÍBLIA?
Sim, o que a Bíblia diz realmente é bem diferente do que muitas vezes é ensinado a seu respeito. Não estimula isto a sua curiosidade? Não gostaria de saber o que a Bíblia realmente ensina, e qual é a esperança magnífica que ela apresenta quanto ao futuro da humanidade?
Peça um estudo bíblico, domiciliar, gratuito, a qualquer uma das testemunhas de Jeová, talvez àquela que lhe entregou esta revista. Trata-se de um curso de doutrinas bíblicas, básicas, oferecido por um período de seis meses, por uma hora por semana, sem despesa alguma, no retiro do seu próprio lar.
Aprenderá as respostas a emocionantes perguntas bíblicas tais como: Por que envelhecemos e morremos? Onde estão os mortos? Porque permite Deus a iniqüidade? Ensinam as igrejas da cristandade realmente o que está na Bíblia? Qual é o verdadeiro significado das atuais condições atribuladas do mundo? O que oferece o futuro à sua pessoa e à sua família?
Mais de um milhão de famílias já tiram proveito deste estudo semanal gratuito. Aprendem o que a Bíblia realmente ensina. E ficam tão entusiasmados com isso, que saem às dezenas de milhares para falar sobre isso aos seus vizinhos.
Se não conhecer nenhuma testemunha de Jeová, escreva à editora desta revista. Uma das testemunhas de Jeová na sua vizinhança o visitará para lhe mostrar como também poderá aprender os fatos emocionantes contidos na Palavra de Deus, a Bíblia.
Quer pratique agora uma religião, quer não, tem o dever para consigo mesmo de saber quais as verdades que realmente se encontram naquele antigo livro inspirado. Talvez verifique até mesmo que este conhecimento emocionante o induzirá à espécie de zelo, atividade e compromisso pessoal demonstrados há muito tempo pelos cristãos do primeiro século!
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Recompensa por suportar perseguiçãoA Sentinela — 1971 | 1.° de maio
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Recompensa por suportar perseguição
◆ Na Nigéria, um jovem das testemunhas de Jeová tinha de freqüentar uma escola católica, visto que naquela região havia apenas escolas paroquiais. Ele se recusava a assistir às aulas de catecismo, e por isso era freqüentemente punido.
Com o tempo, foi chamado a comparecer perante a escola inteira para ser açoitado em público. Mas este incidente só serviu para criar o sentimento de solidariedade dos outros alunos com ele. Depois de muito tempo, por suportar ele fielmente a oposição dolorosa, sua conduta causou a mudança da atitude do diretor da escola. Com que resultado? O diretor, sua esposa e seus três filhos abandonaram a sua igreja e são agora testemunhas de Jeová. Um dos estudantes a quem a jovem Testemunha ajudou a aprender a Bíblia é agora ministro viajante de tempo integral das testemunhas de Jeová.
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