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  • O poder por detrás do universo — força misteriosa ou pessoa real?
    A Sentinela — 1980 | 1.° de agosto
    • poderoso. . . . O Deus Supremo é um Ser eterno, infinito, absolutamente perfeito.”

      Talvez você concorde com Sir Isaac Newton. Talvez, também, se deleite com a glória das estrelas, o fulgor do sol, a beleza serena da lua, o frescor da chuva, a majestade das montanhas, a eterna mudança caleidoscópica das nuvens e do mar, a fascinante variedade de flores, árvores, insetos, aves e animais, o riso das crianças, a bondade dos amigos e o amor do cônjuge. E no fundo do seu coração, você sabe que tudo isto foi providenciado por uma PESSOA real — o grande Construtor do universo. — Heb. 3:4.

      Então, de acordo com todos os fatos e a razão, logicamente, o Ser Supremo tem de ser PESSOA REAL. Sendo assim, possui ele um nome? Caso possua, qual é este NOME?

  • Deus tem nome?
    A Sentinela — 1980 | 1.° de agosto
    • Deus tem nome?

      MUITOS talvez digam: ‘Será que importa o nome de Deus? Existe apenas um único Ser Supremo.’ Por exemplo, certo clérigo, no Canadá, disse uma vez: “O nome que as pessoas dão a Deus também não é importante.” Este clérigo afirmava que não fazia nenhuma diferença de alguém usar “Alá”, como fazem os muçulmanos, ou “Manitô”, como fazem alguns índios norte-americanos. Muitos clérigos têm a mesma opinião.

      Mas, consideremos o seguinte: Por que usamos nomes? O que representa o nome?

      Basicamente, os nomes são usados para identificação. Amiúde são também intimamente relacionados com façanhas ou fama pessoais. Para milhões de pessoas, nomes tais como Alexandre Magno ou Gândi fazem logo lembrar as consecuções de tais homens.

      Mas, por que é necessário o nome de Deus? Porque, embora muitos creiam apenas em um único Deus verdadeiro, inúmeros outros adoram muitos deuses. Os hindus têm milhões de deuses. Em outras partes da Ásia e na África, milhões de pessoas adoram seus antepassados. Muitos adoram o Estado, líderes políticos ou “estrelas” e “astros” do palco ou da tela. E a respeito de mais outros diz-se que “seu deus é o ventre”. — Fil. 3:19.

      A fim de diferenciar o Ser Supremo desta “galáxia” de deuses, ele tem um nome bem exclusivo e pessoal. E este nome, conforme veremos, não somente é importante para a identificação, mas tem relação vital com a sua reputação. Ele fez um nome para si mesmo.

      ENTÃO, QUAL É O NOME DE DEUS?

      Seria “Alá” o nome de Deus? Não. Conforme poderá ver num bom dicionário, “Alá” é a forma abreviada do termo árabe que significa “o deus”. Obviamente, não se trata dum nome.

      O que dizer de “Senhor”? Este tampouco é nome. “Há muitos ‘deuses’ e muitos ‘senhores’”, diz a Bíblia. (1 Cor. 8:5) O termo “senhor” é normalmente usado com referência a um homem, amo, patrão ou dono. Assim, como poderia ser o nome pessoal e exclusivo do Ser Supremo?

      Alguém talvez diga: ‘O nome de Deus não é Jesus?’ Quando se anunciou à Maria o nascimento de Jesus, o mensageiro celestial ou anjo lhe disse: “Deves dar-lhe o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo.” (Luc. 1:30-32) De modo que Jesus é o nome do Filho de Deus, não o do Ser Supremo O próprio Jesus disse: “O Pai é maior do que eu.” — João 14:28; veja Provérbios 30:4.

      Jesus, sendo o Filho de Deus, goza duma relação muito íntima com o seu Pai. E Jesus esclareceu que seu Pai tem nome. Quando Cristo ensinou aos seus discípulos a famosa oração-modelo, às vezes chamada de “Pai-Nosso”, suas primeiras palavras foram: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mat. 6:9) Numa oração subseqüente ao seu Pai, Jesus disse: “Tenho feito manifesto o teu nome aos homens que me deste. . . . Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer.” (João 17:6, 26) Por conseguinte, Jesus revelou-lhes o pleno significado do nome do Pai.

      É interessante que a forma hebraica de “Jesus” é “Jeosuá”, que é a forma abreviada de “Jeová-iesua”, significando “Jeová é salvação”. Portanto, aí está — o nome do Pai, o Ser Supremo, é JEOVÁ. E quão apropriado é que Jesus, como agente da salvação por parte de Jeová, fosse assim chamado pelo nome de seu Pai!

      ONDE SE ENCONTRA ESTE NOME?

      O nome “Jeová” é encontrado em numerosos escritos e em muitos lugares. Mas a fonte principal do nome é a dos antigos escritos hebraicos contidos na Bíblia. Talvez diga: ‘Ora, eu nunca vi este nome na minha Bíblia.’ É verdade que algumas Bíblias não usam o nome de Deus. Mas, lembre-se de que aquilo que temos nas nossas Bíblias são traduções, e os tradutores variam na sua versão do texto original. Isto não só acontece com a Bíblia, mas também com qualquer livro ou artigo traduzido por pessoas diferentes.

      Por exemplo, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, amplamente usada nesta revista, contém o nome “Jeová” milhares de vezes. Mas na versão da Imprensa Bíblica Brasileira da bem conhecida tradução de João Ferreira de Almeida ocorre apenas poucas vezes. Se tiver um exemplar da versão da IBB, procure o livro de Êxodo, capítulo 6, versículo 3, e encontrará estas palavras: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui conhecido.”

      Talvez prefira uma tradução católica. Algumas delas não contêm o nome de Deus. Mas, se tiver um exemplar da moderna tradução católica do Pontifício Instituto Bíblico e quiser verificar o versículo mencionado, verá que ela usa o nome “Javé” em vez de “Jeová”. Por que se dá isso?

      POR QUE “JAVÉ”?

      “Javé” (às vezes “Iavé” em outras línguas) é simplesmente uma tentativa de expressar o nome de Deus numa forma mais próxima ao original hebraico. Na antiga escrita hebraica só se usavam consoantes, não vogais. O nome de Deus, nos manuscritos hebraicos mais antigos, é grafado יהוה (IHVH ou JHVH, sendo o “I” consonantal, em hebraico, soando como em “iê”), e os comentaristas bíblicos amiúde chamam estes caracteres de “tetragrama”, que significa “quatro letras”.

      Com o decorrer dos séculos, perdeu-se a pronúncia exata do nome divino em hebraico. Por isso, não há certeza sobre que vogais deviam ser usadas para completar o nome. Formulou-se a pronúncia Iehováh pela combinação dos sinais vocálicos de duas palavras hebraicas, Adonai (Senhor) e Eloím (Deus), com o tetragrama. Finalmente, numa forma latinizada, tornou-se “Jeová”, em português. Não obstante, muitos eruditos hebraicos dizem que “Iavé” seria mais correto. Todavia, Rudolph Kittel, editor da Bíblia Hebraica, deu ao tetragrama hebraico vogais para formar “Ievá” (“Yehwah”) em todas as suas edições.

      “JEOVÁ” É MUITO MAIS CONHECIDO

      O nome “Jeová”, porém, é muito mais conhecido e usado. Já por séculos tem aparecido em traduções da Bíblia e em toda espécie de publicações.a Ele aparece também em diversas inscrições. Por exemplo, uma inscrição latina no escudo municipal da cidade de Plymouth, na Inglaterra, reza Turris Fortissima Est Nomen Jehova, que significa: “O nome Jeová é a torre mais forte.” (Veja Provérbios 18:10.) De modo que o nome “Jeová” aparece até mesmo nos ônibus locais.

      Façamos agora uma breve “visita” à ilha de Minorca, no mar Mediterrâneo, ao largo da costa da Espanha. Aqui, na cidade principal, Mahón, o tetragrama aparece na parede dum mercado hortigranjeiro, público, que antes havia sido o claustro duma igreja. Não muito longe daqui, na pequena cidade de San Luis, as letras hebraicas do nome de Jeová foram inscritas na torre da igreja local.

      Olhemos agora para dentro da famosa catedral de Toledo, antiga cidade eclesiástica da Espanha. Veja o belo afresco no teto da sacristia principal. É a obra de Lucas Giordano, famoso pintor italiano do século 17. Ali, em grande destaque, encontram-se as quatro letras hebraicas do nome de Deus.

      Talvez a mais famosa de todas as igrejas da cristandade seja a Basílica de S. Pedro, na Cidade do Vaticano. Ali, adornando o túmulo do Papa Pio X (1835-1914), encontra-se um quadro do sumo sacerdote de Israel com o tetragrama na cobertura da cabeça. É também encontrado numa faixa na testa duma estátua que decora o túmulo do Papa Clemente XIII (1693-1769).

      Ouviu alguma vez falar da medalha “Flavit Jehovah”? Foi cunhada para comemorar a vitória da frota inglesa sobre a Armada espanhola, em 1588 E.C. — quando uma forte borrasca acabou com os invasores. A medalha contém a inscrição em latim e em hebraico: Flavit יהוה et dissipati sunt — “Jeová soprou e foram dispersas”.

      Os amantes da música erudita estão bem familiarizados com o majestoso coro “Aleluia” do famoso oratório de Handel, O Messias. Milhões de pessoas já o ouviram cantado desde a sua primeira apresentação em 1743. Mas, quantos deram-se conta de que “Aleluia” significa “Louvai a Jeová”?

      Outro músico famoso, Franz Schubert, compôs a música para uma canção intitulada “A Onipotência” (em alemão: Die Allmacht), tomando por tema: “Grande É Jeová, o Senhor!” (Veja página 16.)

      O nome pessoal de Deus é honrado e exibido em inúmeros outros lugares e cenários. Um pouco de pesquisa também não deixa dúvida de que JHVH (IHVH) é o NOME do Ser Supremo, conforme se mostra na Bíblia hebraica. Quantas vezes aparece nela este nome sagrado? SEIS MIL NOVECENTAS E SESSENTA VEZES! Não é bastante óbvio que o nome divino NÃO SE DESTINAVA A SER OMITIDO?

      No entanto, muitas traduções da Bíblia omitiram o nome de Deus. Por quê? Antes de responder, consideremos o nome de Deus na história.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Webster’s New International Dictionary (1955) diz sobre “Jeová”: “O Ser Supremo; Deus, o Todo-poderoso . . . Uma forma cristã dada ao tetragrama.”

      [Fotos na página 7]

      A torre duma igreja em Minorca, Espanha.

      Ônibus municipais em Plymouth, Inglaterra.

      Estátua sobre o túmulo do Papa Clemente XIII.

  • O nome de Deus na história primitiva
    A Sentinela — 1980 | 1.° de agosto
    • O nome de Deus na história primitiva

      DEUS, o Poder por detrás do universo, é Pessoa real. Além disso, vimos que ele tem um nome exclusivo e pessoal — Jeová (Javé ou Iavé — em hebraico, IHVH).

      Mas, o que dizer dos antecedentes históricos deste nome? Que luz pode a história lançar sobre o nome divino?

      ANTECEDENTES NA HISTÓRIA PRIMITIVA

      Voltemos ao século 16 A. E. C. Os israelitas, no Egito, estão sofrendo sob o cruel domínio de Faraó. Moisés é comissionado por Jeová para solicitar a liberdade de Israel. Para mostrar em nome de quem Moisés devia agir e falar, Deus disse-lhe: “Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: ‘Jeová, o Deus de vossos antepassados . . . enviou-me a vós.’ Este é meu nome por tempo indefinido.” — Êxo. 3:15.

      Mas, mais tarde, o próprio Faraó recusa ouvir, dizendo: “Quem é Jeová . . .? Não conheço a Jeová.” (Êxo. 5:2) Após várias pragas, Deus diz a Faraó: “Por esta razão te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda terra.” — Êxo. 9:16.

      Os cinco primeiros livros da Bíblia, que contêm o relato mencionado, estão repletos de referências ao nome pessoal de Deus. Apenas no texto hebraico de Deuteronômio ele ocorre 550 vezes. O nome era usado não apenas pelos sacerdotes e levitas. Moisés escreveu: “Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová. E tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força vital. E estas palavras que hoje te ordeno têm de estar sobre o teu coração; e tens de inculcá-las a teu filho, e tens de falar delas sentado na tua casa e andando pela estrada, ao deitar-te e ao levantar-te.” (Deu. 6:4-7) Inquestionavelmente, o sublime nome de Deus era usado livremente na adoração em família, naqueles dias.

      O REINADO DO REI DAVI

      No reinado do Rei Davi, o uso do nome Jeová atingiu novas e gloriosas alturas. Davi, sob inspiração divina, escreveu muitos belíssimos salmos ou cânticos de louvor a Jeová. Davi também organizou no templo uma grande orquestra, e um coral que envolvia milhares de cantores e músicos. Eles tocavam e cantavam regularmente cânticos lindos e comovedores de louvor a Jeová, ‘entoando melodias ao seu nome’. — Sal. 68:4.

      Ficou Jeová descontente com todo este uso público e familiar do seu nome? Condenou ele a Davi e aos seus contemporâneos nos termos do terceiro mandamento: “Não deves tomar o nome de Jeová, teu Deus, dum modo fútil”? (Êxo. 20:7) É evidente que não! Davi foi ricamente abençoado por Deus e seu reinado foi muito bem sucedido.

      MUDANÇA DE PONTOS DE VISTA

      Aproximadamente cinco séculos mais tarde, o profeta fiel de Jeová, Malaquias, usou o tetragrama (as quatro letras hebraicas do nome de Deus) 48 vezes na sua profecia de quatro capítulos curtos. A palavra de Jeová por intermédio de Malaquias, em parte, foi: “Meu nome será grande entre as nações desde o nascente do sol até o seu poente.” E para enfatizar, o ponto é repetido: “‘Meu nome será grande entre as nações’, disse Jeová dos exércitos.” — Mal. 1:1, 11.

      Observe também o que Malaquias escreveu a respeito de alguns sacerdotes dos seus dias: “‘O filho, da sua parte, honra o pai; e o servo, seu grandioso amo. Portanto, se eu sou pai, onde está a honra dada a mim? E se eu sou um grandioso amo, onde está o medo de mim?’ disse Jeová dos exércitos a vós, sacerdotes, que desprezais o meu nome.” — Mal. 1:6.

      O contexto mostra que os sacerdotes não eram culpados de deixarem de usar o nome de Deus, mas eram culpados de mostrar desrespeito a ele por oferecerem sacrifícios inaceitáveis. As Escrituras Hebraicas e outros escritos daquela época mostram que o nome de Jeová era usado amplamente. Por exemplo, documentos (chamados papiros elefantinos) datando do quinto século A. E C. e procedentes de uma colônia judaica no Alto Egito contêm o nome divino. No entanto, há alguma evidência de que antes da destruição de Jerusalém pelos romanos, desenvolveu-se ali a tendência supersticiosa de evitar o uso do nome divino.a Isto talvez fosse devido a uma interpretação extremista e fanática do terceiro mandamento — não usar o nome de Deus dum modo fútil. (Êxo. 20:7) Mas, quando Deus deu este mandamento, queria ele dizer que o seu nome nunca deveria ser usado, exceto em ocasiões raras e especiais, talvez somente no santuário? Este não podia ser o caso, porque quando o nome divino foi amplamente usado (como nos dias de Davi), as bênçãos de Deus sobre Israel eram bem evidentes. Mas, no tempo da vida e do ministério de Jesus Cristo na terra, quando o uso do nome de Deus se havia extinguido devido à tradição religiosa dos judeus, as bênçãos divinas estavam evidentemente ausentes desta nação como um todo. Os líderes religiosos judaicos daqueles dias estavam tão alienados de Deus e de seus princípios, que não só mantiveram o nome dele em segredo como também se tornaram responsáveis pela morte do seu Filho amado. Não muitos anos depois, em 70 E.C., os judeus pagaram um preço terrível por isto, quando seu templo e a cidade santa de Jerusalém foram destruídos pelos exércitos romanos.

      O QUE FIZERAM CRISTO E OS SEUS DISCÍPULOS?

      No que diz respeito ao nome de Deus, seguiram Jesus Cristo e os seus discípulos a tradição judaica? Jesus condenou, de maneira destemida, a tradição dos fariseus e escribas, libertando seus discípulos de tais influências espiritualmente mortíferas. Ele disse àqueles “hipócritas”: “Por que é que vós infringis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? . . . Invalidastes a palavra de Deus por causa da vossa tradição.” — Mat. 15:3-9.

      Usaram, então, Jesus e seus discípulos o nome de Deus livremente? Certamente que sim, porque todos eles citavam com freqüência as Escrituras que continham o nome de Jeová. Amiúde usavam a Versão Septuaginta, uma tradução grega das Escrituras Hebraicas, que começou a ser preparada em Alexandria, lá no terceiro século A. E. C., e cujas cópias ainda contêm o tetragrama. De fato, cópias da Versão Septuaginta feitas séculos mais tarde seguiram a tradição judaica de omitir o nome de Deus. Mas rolos ou partes da Septuaginta grega, datando do tempo de Jesus na terra, contêm o tetragrama em caracteres hebraicos. — Veja A Sentinela de 1.º de novembro de 1978, pp. 6-8.

      O próprio Jesus indicou claramente que fez uso do nome divino. Por exemplo, ele disse em oração ao seu Pai: “Tenho feito manifesto o teu nome aos homens que me deste do mundo. . . . Eu lhes tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer.” (João 17:6, 26) Além disso, Jesus ensinou os seus seguidores a orar: “Nosso pai nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mat. 6:9) Por que faria Jesus estas declarações, a menos que tivesse usado o nome de Deus?

      Deste modo, o nome de Deus foi amplamente usado pelo seu povo recém-escolhido, o Israel espiritual, a congregação cristã. (Gál. 6:16) Esta é a razão porque certas traduções das Escrituras Gregas (o “Novo Testamento”) incluem o nome de Jeová. Por exemplo, isto se dá com as Escrituras Gregas, em hebraico, de Franz Delitzsch (1877); The Emphatic Diaglott de Benjamin Wilson (1864); The Christian’s Bible — New Testament de George N. LeFevre (1928), e a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs (1963) em português, bem como outras traduções. Em contraste, a maioria das traduções tem seguido a tradição dos judeus de omitir o nome de Deus.

      Não muito tempo depois dos dias de Jesus, a predita apostasia começou a corromper a verdadeira doutrina e espírito cristão. (2 Tes. 2:3; 2 Ped. 2:1-3) Ao entrar a longa noite da “era do obscurantismo”, desapareceu o uso do nome divino.b Por muitos séculos, o próprio conhecimento do nome de Deus estava confinado principalmente aos mosteiros — disponível apenas a eruditos tais como os monges.

      Como, então, tornou-se o nome de Deus conhecido em todo o mundo como é hoje?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Muitos líderes religiosos judeus do primeiro século E. C. foram fortemente influenciados pelas filosofias gregas pagãs. Por exemplo, Fílon, filósofo judeu de Alexandria, acreditava que Platão, famoso filósofo grego, era divinamente inspirado e ensinava que Deus era indefinível, e, portanto, sem nome.

      b Por mais de 1.000 anos, a teologia da cristandade foi moldada pelos ensinos de Platão. Veja A History of Europe de H. A. L. Fisher p. 52, The Encyclopædia Britannica, edição de 1964, Vol. 18, p. 63.

  • O nome divino em tempos posteriores
    A Sentinela — 1980 | 1.° de agosto
    • O nome divino em tempos posteriores

      QUE o nome divino foi usado na história primitiva está além de qualquer dúvida. Mas que dizer de tempos posteriores? Por que foi o nome omitido em certas traduções da Bíblia? E qual é seu significado e sua importância para nós?

      O NOME “JEOVÁ” TORNA-SE AMPLAMENTE CONHECIDO

      É de interesse notar que Raimundus Martini, um frade espanhol da ordem dos dominicanos, foi quem verteu pela primeira vez o nome divino por “Jehova”. Esta forma aparece no seu livro Pugeo Fidei, publicado em 1270 E.C. — há mais de 700 anos.

      Com o tempo, ao passo que surgiram movimentos de reforma tanto dentro como fora da Igreja Católica, a Bíblia tornou-se disponível ao público em geral, e o nome “Jeová” tornou-se mais amplamente conhecido. Em 1611 E.C. foi publicada a Versão Autorizada ou do Rei Jaime da Bíblia, em inglês. Ela usa o nome Jeová quatro vezes. (Êxo. 6:3; Sal. 83:18; Isa. 12:2; 26:4) Desde então, a Bíblia tem sido traduzida muitíssimas vezes. Algumas traduções seguiram o exemplo da Versão Autorizada e incluíram o nome divino apenas poucas vezes.

      Nesta categoria encontra-se Uma Tradução Americana (de Smith e Goodspeed, em inglês), com a ligeira variante de usar “Iavé” (“Javé” em versões em português) em vez de “Jeová”. Mas, é de perguntar: “Por que fizeram isso os tradutores? Se é errado usar ‘Jeová’ ou ‘Iavé’ (‘Javé’), então por que o incluíram? Se é correto, por que não ser coerente e usá-lo cada vez que aparece no texto bíblico?”

      Com este fundo histórico e os fatos, examinemos agora o que os tradutores respondem a isso.

      A RESPOSTA DOS TRADUTORES

      O Prefácio de Uma Tradução Americana diz: “Nesta tradução seguimos a tradição judaica, ortodoxa, e substituímos o nome ‘Iavé’ por ‘o Senhor’.” Mas ao seguirem “a tradição judaica, ortodoxa”, será que os tradutores se deram conta de quão prejudicial pode ser não fazer caso da clara determinação de Deus, de que seu ‘nome fosse declarado em toda a terra’? Além disso, Jesus condenou a tradição inventada pelos homens, que invalida a palavra de Deus. — Êxo. 9:16; Mar. 7:5-9.

      O Prefácio da Versão Normal Revisada (em inglês) declara: “A atual revisão retorna ao proceder da Versão Rei Jaime, que segue . . . a prática há muito estabelecida na leitura das escrituras hebraicas na sinagoga. . . . Por dois motivos, a Comissão voltou ao uso mais familiar da Versão Rei Jaime: (1) A palavra ‘Jeová’ não representa de modo exato qualquer forma do Nome já usada em hebraico; e (2) o uso de um nome próprio para o Deus único e exclusivo, como se houvesse outros deuses dos quais tivesse de ser distinguido, foi descontinuado no judaísmo antes da era cristã e é inteiramente impróprio para a fé universal da Igreja Cristã.” (O grifo é nosso.)

      Os tradutores cometeram um grande erro em seguirem o exemplo da Versão Rei Jaime e da tradição judaica. Acharam realmente que era da vontade de Deus que seu nome fosse mantido em segundo plano? É o nome divino algo de que se envergonhar, de modo que deva ser deixado fora da Bíblia?

      PRECONCEITO RELIGIOSO?

      Um fato interessante é que a Versão Normal Americana, publicada em inglês em 1901, usa o nome Jeová em todas as Escrituras Hebraicas. Em contraste com isso, a Versão Normal Revisada, publicada em 1952, faz apenas uma breve referência ao tetragrama, numa nota ao pé da página (em Êxodo 3:15). Durante esse período, as Testemunhas de Jeová estavam proclamando o nome de Deus em todo o mundo. Será que a omissão do nome divino, em certas traduções, se deve ao preconceito contra as suas atividades de dar testemunho?

      Que talvez seja assim em alguns casos é indicado pela seguinte declaração publicada no Katholische Bilderpost (periódico católico da Alemanha): “O nome de Deus, porém, que eles [as Testemunhas de Jeová] mudaram para ‘Jeová’, é simples invenção desta seita.” (24 de agosto de 1969) Esta declaração cheira a preconceito religioso. Revela também péssima pesquisa, visto que, conforme já mencionado, o primeiro escritor a usar o termo “Jehova” foi um frade católico — obviamente não era Testemunha de Jeová!

      DUPLICIDADE

      “A palavra ‘Jeová’ não representa de modo exato qualquer forma do Nome já usada em hebraico”, diz o Prefácio da Versão Normal Revisada. Mas, que palavra “representa de modo exato” o nome divino hebraico? Alguns preferem “Iavé”, outros, “Ievá”, ainda outros “Javé”, e assim por diante. O problema é que na antiga escrita hebraica só se usavam consoantes, e até mesmo os peritos admitem que é uma questão de conjetura saber quais as vogais que compunham o nome divino completo.

      Poder-se-ia também perguntar aos que objetam à forma “Jeová” por que não objetam a outros nomes, tais como “Jesus” ou “Pedro”. Por que não insistem esses críticos em usar as formas originais gregas desses nomes (Iesoús e Petros)? Não são essas pessoas culpadas de duplicidade quando rejeitam “Jeová”?

      OUTRAS TRADUÇÕES

      Muitas traduções, naturalmente, usam “Jeová” ou “Javé” (“Iavé”), ou outra representação do tetragrama. Além disso, há cerca de 40 traduções vernáculas das Escrituras Gregas Cristãs (“Novo Testamento”) que usam uma forma vernácula do tetragrama, tal como Iehova (em havaiano) e uJehova (em zulu).

      A Bíblia em Inglês Vivo (de Steven T. Byington, em inglês) também usa “Jeová” em todo o texto hebraico. Byington diz no seu Prefácio a respeito de “Jeová”: “A grafia e a pronúncia não são muito importantes. O que é muito importante é tornar claro que se trata dum nome pessoal.” Sim, o nome da Pessoa mais enaltecida no universo é exclusivo, incomparável e sublime.

      O QUE SIGNIFICA ESTE NOME EXCLUSIVO?

      Para responder a isso, convém um retrospecto histórico. Quando o Altíssimo o comissionou para levar os israelitas para fora do Egito, “Moisés disse ao verdadeiro Deus: ‘Suponhamos que eu vá ter com os filhos de Israel e deveras lhes diga: “O Deus de vossos antepassados enviou-me a vós”, e eles deveras me digam: “Qual é o seu nome?” O que hei de dizer-lhes?’ Então disse Deus a Moisés: ‘MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER.’ E acrescentou: ‘Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: “MOSTRAREI SER enviou-me a vós.”’” (Êxo. 3:13, 14) Isto significa que Jeová executará completamente seu grandioso propósito em vindicação de seu nome e de sua soberania, e isto nos ajuda a entender o nome memorial “Jeová”, apresentado no Êxo. 3 versículo 15. Segundo a raiz hebraica do nome, parece significar “Ele Causa Que Venha a Ser” (ou: “Mostrará Ser”) com respeito a si mesmo. De modo que o nome de Deus tem verdadeiro significado para pessoas refletidas. Este nome revela-o como sendo Aquele que cumpre infalivelmente o que promete e que exerce controle perfeito sobre qualquer situação que possa surgir.

      Que significado profundo e sagrado do nome divino! É o nome por excelência no universo, um nome glorioso. O termo “Senhor”, em comparação, torna-se insignificante e inexplícito. Jesus amava e respeitava o nome de seu Pai, e certa vez disse-lhe: “Pai, glorifica o teu nome.” O relato prossegue: “Saiu, portanto, uma voz do céu: ‘Eu tanto o glorifiquei como o glorificarei de novo.’” — João 12:28.

      Se Jesus fosse tradutor da Bíblia hoje em dia, teria omitido o nome de seu Pai das novas traduções? Dificilmente! Sem dúvida, Jesus, mais do que qualquer outro, teve a atitude correta para com o Deus Todo-poderoso e Seu nome. Portanto, qual deve ser a nossa atitude para com Deus e o seu nome?

  • Qual é a sua atitude para com o nome de Deus?
    A Sentinela — 1980 | 1.° de agosto
    • Qual é a sua atitude para com o nome de Deus?

      SEM dúvida, você já está convencido, do fundo de seu coração, de que Deus existe, e que ele proveu e criou as inúmeras coisas belas que vemos ao nosso redor. Talvez sinta verdadeiro respeito por Deus — mas ainda não se sente íntimo dele. Para você, Deus pode parecer distante e inescrutável.

      Contudo, chegar a conhecer e a amar realmente a Deus, reconhecê-lo como Pai da família universal e fazer parte desta grande família são questões de suprema importância e premente urgência. Do ponto de vista pessoal, chegarmos a conhecer, a respeitar e a obedecer a Deus como Pai amoroso é uma questão de vida ou morte. E do ponto de vista global, a criação desta família mundial é a única solução para a terrível confusão em que a humanidade se encontra hoje. A profecia divina deixa bem claro que este velho sistema de coisas caminha para um cataclismo global, ao qual sobreviverão apenas aqueles que realmente amam a Deus e ao seu próximo. (Sal. 37:10, 11, 28, 29) Mas talvez pergunte . . .

      “COMO POSSO CHEGAR A CONHECER A DEUS REALMENTE?”

      Suponha que esteja empreendendo pesquisas em certo campo de conhecimento e tenha grande admiração por um renomado professor neste campo. Suponha também que deseje conhecê-lo melhor e aprender mais dele, mas ele vive num país distante. O que fazer então? Não se empenharia em ler todas as suas obras e tudo o que se publicou sobre ele? Não conversaria com outros estudantes que já sabem mais a respeito dele e de seus ensinos? Suponha, então, que tenha escrito a ele sobre dúvidas ou problemas pessoais difíceis e que tenha recebido respostas muitíssimo satisfatórias. Sua admiração e respeito por este excelente professor aumentaria consideravelmente e a ajuda dele granjearia a sua estima.

      Pode isto acontecer também com Jeová, o Maior Instrutor? Certamente que sim! (Isa. 30:20, 21) Mas, como?

      Já leu alguma vez os ‘Seus escritos’ — a Bíblia? Talvez tenha tentado e tenha achado certas partes difíceis de entender. Então, por que não segue o exemplo de um oficial de estado africano, que também teve dúvidas ao ler as Escrituras? O que fez ele? Pediu a Filipe, uma testemunha de Jeová, que o ajudasse. Por que não lê a respeito deste acontecimento interessante, no livro de Atos, capítulo 8, versículos 26 a 39?

      A propósito, você pode fazer a mesma coisa hoje. Se leu a Bíblia e tem dúvidas, por que não consulta uma Testemunha de Jeová? Elas estão sempre dispostas a ajudar aqueles que procuram conhecer o Pai celestial, Jeová. E têm publicações baseadas na Bíblia (além desta revista) para esclarecer estudantes sinceros.

      Palestras sobre a Bíblia com um estudante experiente das Escrituras realmente podem aumentar bastante seu conhecimento de Jeová, e seu respeito e amor por ele. Por exemplo, aprenderá que Jeová é “Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade”. (Êxo. 34:6) Observará muitos exemplos da misericórdia e paciência de Jeová, como no caso de Davi, que pecou arbitrariamente, mas arrependeu-se e foi indultado. — 2 Sam. 12:13, 14; Sal. 51.

      Entenderá também por que Jeová tem permitido que a iniqüidade continue, e por que ele ainda não acabou com a maldade e a corrução — algo tão certo de ocorrer como o nascer do sol amanhã de manhã. (Pro. 2:21, 22; 2 Ped. 3:7) Chegará a apreciar a grande longanimidade de Jeová, sua infinita sabedoria e entendimento, e seu maravilhoso propósito de limpar a terra, e restaurar a paz e o paraíso. — Veja Isaías 65:17, 21-25.

      “PERSISTI EM BUSCAR”

      Mas você talvez encontre dificuldades e oposição. Alguns, mesmo seus próprios familiares e amigos, talvez menosprezem seus esforços de estudar a Palavra de Jeová e talvez tentem difamar aqueles que o estão ajudando. Jesus avisou seus discípulos que esperassem tais coisas. — Mat. 5:11.

      No entanto, se está convencido de que há uma Pessoa excelsa, que tem nas mãos a chave do futuro da humanidade, então, apegue-se à sua determinação de vir a conhecer a ela e o seu Filho, Jesus Cristo. Foi este mesmo Filho que declarou: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” Jesus disse também: “Persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á.” — João 17:3; Mat. 7:7.

      Se fizer isto, terá a agradável surpresa de descobrir quão perto Jeová está e quão acessível ele realmente é. O apóstolo Paulo disse num discurso público, diante de um grupo de atenienses: “Ele [Deus] . . . não [está] longe de cada um de nós.” (Atos 17:27) E um profeta divinamente inspirado escreveu: “Buscai a Jeová enquanto pode ser achado. Chamai-o enquanto mostra estar perto.” — Isa. 55:6.

      Sim, “chamai-o”. “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós.” (Tia. 4:8) Se você está a procura da verdade, se tem problemas sérios ou pecados que o oprimem, chame a Jeová, “o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo”. (2 Cor. 1:3) Faça isto em nome de Seu Filho, Jesus Cristo, que disse: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei.” — Mat. 11:28.

      Ficará encantado por descobrir que diferença profunda e satisfatória podem fazer em sua vida os esforços para se achegar a Jeová. Sua mente ficará livre dos credos e conceitos perturbadores e confusos da religião falsa. Seu estudo das profecias e dos propósitos de Deus também lhe mostrará por que o mundo está tão cheio de problemas, corrução e temor. Sim, tal consideração da Bíblia revelará o maravilhoso futuro que está reservado para a terra e para aqueles privilegiados que viverão nela sob o reino de Deus. — Mat. 6:9, 10.

      Neste momento tenebroso da história humana, não concorda que temos necessidade urgente de entendimento, percepção e luz espiritual? O Salmo 119:105 diz apropriadamente a respeito de Deus: “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra e luz para a minha senda.” Sim, a Palavra de Deus pode revelar um maravilhoso e novo modo de vida agora, e grandes perspectivas para o futuro. Pode conduzi-lo ao conhecimento exato e a amar profundamente o verdadeiro Deus, Jeová.

      ATITUDE PARA COM O NOME DE DEUS

      Pessoas de todas as raças e nacionalidades apreciam muito um chefe de família firme, bondoso e amoroso. Um bom pai não somente é o dador da vida, como também é provisor, conselheiro, protetor e amigo nos momentos de necessidade. Um pai assim tem o respeito e o amor de seus filhos.

      Não iria sempre

      — elogiá-lo?

      — defendê-lo quando está sendo criticado?

      — evitar desagradar-lhe?

      — sentir orgulho por levar seu nome?

      Aqueles que se tornam membros da família mundial de Jeová sempre o elogiam. Não apóiam nenhuma campanha para ocultar o nome de Deus, mas procuram tornar o seu grande nome conhecido entre as nações. (Sal. 105:1-3) Estão sempre prontos para oferecer “a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”. — Heb. 13:15.

      Tais pessoas estão sempre ansiosas para defender o nome de seu Pai quando este está sendo criticado. Tendo estudado cuidadosamente a sua Palavra, podem refutar a doutrina do ‘inferno de fogo e do tormento’, que desonra a Deus. Podem mostrar que “Deus é amor”. (1 João 4:8) Ainda mais, podem fazer ver que ele não está “morto”, mas que está bem vivo e preocupado com a situação aqui na terra, e que leva o seu propósito para com a humanidade a um grande clímax.

      Os membros desta família mundial também se esforçam continuamente a evitar fazer qualquer coisa que desagrade ao seu Pai. Tomam a sério o antigo mandamento: “Não deves tomar o nome de Jeová, teu Deus, dum modo fútil.” (Êxo. 20:7) Embora imperfeitos e, semelhantes a Davi, suscetíveis de pecado, aqueles que amam a Jeová tentam manter altos padrões de conduta — honestidade, pureza física e moral, e evitar a idolatria, a ambição e a cobiça. (Luc. 12:15; 1 Cor. 6:9, 10; Heb. 13:18; 1 João 5:21; Rev. 19:8; 21:8) Mantêm-se afastados dos conflitos políticos e da violência, que supostamente levam o nome de Deus, mas na realidade trazem grande vitupério ao Seu nome. (Isa. 2:4; João 15:19) Os servos de Deus, porém, respeitam os governos e as autoridades civis, respeitam a lei, são cidadãos que pagam os impostos e dão aos seus patrões um dia honesto de trabalho “para que nunca se fale de modo ultrajante do nome de Deus”. — 1 Tim. 6:1; Rom. 13:1-7.

      ORGULHOSOS DE LEVAR O SEU NOME

      Se você vem de uma boa família, provavelmente se orgulha de levar o nome de seu pai. Assim se dá com aqueles que hoje levam o nome de Jeová. Uma grande família internacional, em todo mundo, leva orgulhosamente o nome do Pai celestial como Testemunhas de Jeová. (Isa. 43:10, 12; Rev. 7:4-10) Ao passo que apreciam o crescente conhecimento e os recursos providenciados por homens talentosos, elas reconhecem e honram “o Deus vivente, que fez o céu e a terra, e o mar, e todas as coisas neles”. Ele é quem provê “chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os vossos corações [humanos] plenamente de alimento e bom ânimo”. (Atos 14:15-17) E ele nos deu uma dádiva superlativa, o seu Filho, por meio de quem podemos ‘ter vida eterna’. (João 3:16) Os louvadores de Jeová são profundamente gratos a ele por todas as suas dádivas. — Tia. 1:17.

      Esta dedicada família global, como expressão de profunda gratidão ao seu Criador, contribui para a santificação do glorioso e exclusivo nome de Deus, por reconhecer o seu legítimo lugar no próprio livro sagrado Dele — tanto as Escrituras Hebraicas como as Gregas Cristãs. E por seguir os passos do Mestre, Jesus Cristo, e dos seus seguidores do primeiro século, ela divulga com zelo a mensagem vital para este dia: que o reino de Deus está às portas e que é a única esperança para a humanidade — Mat. 4:23; 24:14; 28:19, 20.

      UM APELO

      Exortamo-lo a que urgentemente procure saber mais a respeito do Deus verdadeiro, Jeová, do seu Filho, Jesus Cristo, e desta família unida e feliz que está ‘declarando o nome de Deus em toda terra’. (Êxo. 9:16; Rom. 9:17) Isto não somente poderá mudar toda a sua vida agora, mas poderá levar à sua sobrevivência à iminente “grande tribulação” e à vida eterna no prometido novo sistema de coisas de Deus. — Mat. 24:21, 22; 2 Ped. 3:13.

      O fato é que a sua própria vida depende do modo de vida que adotar. As Escrituras garantem que “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. (Rom 10:13; Joel 2:32) Invocará você, com fé, o nome divino como adorador devotado de Jeová?

      [Foto na página 15]

      O NOME BÍBLICO DE DEUS É PROCLAMADO EM TODO MUNDO.

  • “Grande é Jeová, o Senhor!”
    A Sentinela — 1980 | 1.° de agosto
    • “Grande é Jeová, o Senhor!”

      Franz Schubert compôs a música para este poema intitulado “A Onipotência”, de Johann Ladislav Pyrker (Opus 79/2, DV 852, 1825; segundo o alemão):

      Grande é Jeová, o Senhor! Pois os céus

      e a terra proclamam seu poder.

      Tu o ouves no bramido da tempestade,

      no troar impetuoso da torrente da floresta;

      tu o ouves no farfalhar do mato verde,

      tu o vês no dourado das espigas ondulantes,

      no brilho fulgurante de lindas flores,

      no esplendor dos céus estrelados,

      ressoa aterrador no retumbar do trovão e

      faísca no vôo lampejante do raio.

      Mas o coração pulsante revela-te ainda mais

      perceptível o poder de Jeová, do Deus eterno,

      ao passo que olhas suplicante para cima e

      esperas graça e misericórdia.

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