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  • Santificado seja o nome de Deus
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • Santificado seja o nome de Deus

      “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.” — Mat. 6:9.

      1. Em prol de que devemos orar, como sendo de importância primária?

      Todo aquele que afirma ser cristão já leu ou ouviu a oração que Jesus delineou quando seus discípulos lhe perguntaram: “Senhor, ensina-nos a orar”. Como ponto de importância primária, Jesus disse: “Pai, santificado seja o teu nome.” — Luc. 11:1, 2.

      2. O que representa o nome de Jeová?

      2 Dentre todos os nomes no universo, o nome do Pai, Jeová, sobressai em brilho, dignidade e reputação. Não somente é ele o Criador, todo-poderoso e com conhecimento ilimitado, executando perfeita justiça, mas, ainda mais do que isso, sua benevolência e misericórdia tornam seu nome merecedor da maior honra e louvor, sim, de reverência. Quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, foi-lhe mandado entrar no monte Sinai, e “Jeová passou a descer na nuvem e a pôr-se ali junto dele, e passou a declarar o nome de Jeová. E Jeová ia passando diante da sua face e declarando: ‘Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição, trazendo punição pelo erro dos pais sobre os filhos e sobre os netos, sobre a terceira geração e sobre a quarta geração.’” — Êxo. 33:18-23; 34:4-7.

      3. Quais são as qualidades dominantes de Deus, e por que diz ele que não isentará da punição?

      3 Mostra-se aqui que o amor e a misericórdia de Jeová estão entre as suas qualidades dominantes. Mas o Altíssimo não permitirá que o malfeitor perverta sua misericórdia como desculpa para continua licenciosidade. Senão, ele não poderia governar o universo para o bem dos que querem fazer o que é direito. Um dos apóstolos de Cristo salientou a respeito de certos homens: “Assim como não aprovaram reter Deus com um conhecimento exato, Deus entregou-os a um estado mental reprovado, para fazerem as coisas que não são próprias, já que estavam cheios de toda injustiça.” (Rom. 1:28, 29) Seu modo de vida, com suas idolatrias e sua licenciosidade, naturalmente resultou em efeitos para os seus descendentes. (Rom. 1:21-23) Mas, mesmo estes filhos podem receber a misericórdia de Deus, se recorrerem a ele em busca de ajuda. — Eze. 18:21, 22.

      O OBJETIVO DE NOSSA VIDA

      4. O que devemos nós, como Testemunhas de Jeová, tomar por nosso verdadeiro tesouro e orgulho?

      4 Jeová, portanto, descreve a nós, humanos, o que devemos tomar por nosso verdadeiro tesouro. Ele diz: “Não se jacte o sábio da sua sabedoria, nem se jacte o poderoso da sua potência. Não se jacte o rico das suas riquezas. Mas quem se jacta, jacte-se da seguinte coisa: de ter perspicácia e de ter conhecimento de mim, que eu sou Jeová, Aquele que usa de misericórdia, de juízo e de justiça na terra; porque é destas coisas que me agrado.” — Jer. 9:23, 24.

      5. Como manteve Jesus a santificação do nome de Jeová em primeiro lugar no seu coração?

      5 Portanto, o nome de Jeová e tudo o que ele representa devem ocupar o primeiro lugar no nosso coração. Quando Jesus estava na terra, o que mais o magoava eram os vitupérios lançados sobre o nome de Deus, em especial, pelo próprio povo de Deus, os judeus. Ele disse: “Faço sempre as coisas que . . . agradam [a Deus].” (João 8:29) Na sua prova no Jardim de Getsêmani, sua maior preocupação não era a de que ia morrer. Viera à terra e nascera como homem para o próprio fim de ter uma morte sacrificial, e andara nesta direção, sem se desviar. Mas o que pesava sobre ele naquela última noite antes de sua morte era o vitupério que a sua morte ia causar ao nome de Jeová, sob a acusação de ter blasfemado contra Deus — ele, o Filho de Deus e seu representante, morrendo de maneira repreensiva perante todo o mundo. Sobre ele estava escrito: “Os vitupérios daqueles que te vituperaram caíram sobre mim.” — Rom. 15:3.

      6. Conforme mostrado pelo apóstolo Paulo, como deve afetar a nós, como cristãos, a declaração em Romanos 15:3?

      6 O apóstolo Paulo usou esta declaração para animar os cristãos a terem em mente algo mais do que agradarem a si mesmos — que deviam estar dispostos a ‘gastar-se’ para ajudar outros. (Rom. 15:1, 2) Foi para isso que Cristo viveu e morreu, levando todos os vitupérios, para que as pessoas tivessem o conceito correto sobre seu Pai, e para que viessem a conhecer e a louvar a Deus. Dirigindo-se aos cristãos, Paulo orou: “[Tende] entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve, para que, de comum acordo, com uma só boca, glorifiqueis o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” — Rom. 15:5, 6.

      PERANTE OS QUE ESTÃO PRÓXIMOS E OS QUE ESTÃO DISTANTES

      7. Como pode o cristão santificar o nome de Deus (a) em particular, (b) na sua família e (c) na congregação?

      7 Como pode certificar-se o cristão, sobre quem se invoca o nome de Jeová, de que sempre esteja santificando o nome de Deus? Naturalmente, faz isso até mesmo em particular, por ter o nome por sagrado no coração e na mente. Ele o faz na sua família, por falar sobre as coisas certas e por mostrar preocupação amorosa para com cada membro, demonstrando as qualidades que Deus exibe para com a sua família. Santifica o nome de Deus com relação aos seus irmãos na congregação cristã por ajudá-los em cada oportunidade, suportando as fraquezas daqueles que não são espiritualmente tão fortes como ele. (Gál. 6:10) Visto que se invoca sobre ele o nome de Jeová, sabe que aquilo que diz e faz lança reflexos sobre o nome divino.

      8. Como pode alguém santificar o nome de Deus aos olhos dos de fora, e que atitude de Deus devemos ter?

      8 Como santifica ele o nome de Deus aos olhos dos de fora? Por imitar a Deus e deixar outros saber por que faz isso. De modo que tem de amá-los assim como Deus faz. Deus poderia ter considerado toda a humanidade como não prestando para nada, como egoísta e como sendo de pecadores repugnantes. Poderia de direito ter mostrado apenas uma atitude de superioridade, desprezando a condição imunda e degradante deles, sua estupidez e suas práticas tolas. Entretanto, Deus não adotou tal atitude. Ele viu essas coisas, de que não gosta. Mas, “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. (João 3:16) E Cristo morreu por nós “enquanto ainda éramos fracos, . . . enquanto éramos ainda pecadores, . . . quando éramos inimigos’. — Rom. 5:6-10.

      9. Como pode o cristão santificar o nome de Deus quando fala com outros que não estão na verdade?

      9 Uma das maneiras mais diretas de se santificar o nome de Deus é falar a outros sobre a provisão que Deus fez para a humanidade por meio de Cristo. Ao falar a tais pessoas, quer pareçam interessadas, quer não, o cristão precisa sempre ter em mente a santificação do nome de Jeová. Isto significa que a nossa conduta e fala deve ser tal que, se possível, anime a pessoa a ter um conceito mais amigável para com Deus. Devemos lembrar-nos de que aquele a quem falamos não encara os assuntos assim como nós. Ele está mais inclinado a observar nossa cortesia e nossa atitude bondosa, prestativa e sincera, do que nossas palavras. Se não observar essas coisas, não escutará o que dizemos.

      10. Ao falarmos com os de fora, o que devemos querer evitar e o que desejamos enfatizar?

      10 Concordemente, ao irmos de casa em casa, faremos bem em ter uma atitude positiva. Condenar o que o morador crê ou o que ele pratica não vai ajudá-lo. Temos de tentar ajudá-lo a ver que aquilo que lhe apresentamos em nome de Jeová é bom Tem de agradar-lhe como algo melhor ou algo que o ajudará, não que o condenará.

      11. (a) Devemos pensar que nós, por termos a verdade, somos melhores do que os de fora da congregação? (b) O que diz o apóstolo Paulo sobre o objetivo dos tratos de Cristo com ele, enquanto era um pecador tão grande?

      11 Também, nossa atitude para com ele e para com todos no mundo deve ser a demonstrada pelo apóstolo Paulo. Só porque ele fora favorecido com a verdade não o fez sentir-se pessoalmente melhor, como criatura humana, imperfeita, do que aqueles a quem pregava. Ele disse: “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não mora nada bom.” (Rom. 7:18) Ele disse ao seu companheiro Timóteo: “Sou grato a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me conferiu poder, porque ele me considerou fiel por designar” me para um ministério, embora eu fosse anteriormente blasfemador, e perseguidor, e homem insolente. Não obstante, foi-me concedida misericórdia, porque eu era ignorante e agi com falta de fé. Mas a benignidade imerecida de nosso Senhor abundou sobremaneira junto com a fé e o amor que há em conexão com Cristo Jesus. Fiel e merecedora de plena aceitação é a palavra de que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. Destes eu sou o principal. Não obstante, a razão pela qual me foi concedida misericórdia era que, por meio de mim, como o principal caso, Cristo Jesus demonstrasse toda a sua longanimidade, como amostra dos que irão descansar a sua fé nele para a vida eterna.” — 1 Tim. 1:12-16.

      PERANTE PARENTES

      12. Qual pode ser a situação numa família em que um dos membros se torna Testemunha de Jeová?

      12 Uma porta ampla, aberta à maioria de nós, para a santificação do nome de Jeová, relaciona-se com nossos parentes que não são Testemunhas de Jeová. Talvez sejamos sinceros na apresentação da verdade, mas podemos não mostrar a consideração aconselhável para com nossos parentes, que não sabem, nem percebem e aceitam assuntos relacionados com a Bíblia do mesmo modo que nós.

      13. Por exemplo, que atitude poderia adotar a esposa, quando chega a conhecer a verdade antes de seu marido e de seus parentes?

      13 Por exemplo, a esposa talvez venha a obter conhecimento da verdade e talvez veja que algumas de suas práticas anteriores, bem como as de seu marido e parentes, eram erradas. Seu marido e seus parentes talvez a encarem como fanática se ela tentar sobrepor suas idéias às deles. Poderia expressar-se francamente e dizer-lhes que todas essas práticas, tais como a celebração de certos feriados, são erradas, e assim possivelmente fazer com que não escutem. Qual seria a maneira melhor?

      14. Qual é a atitude e ação correta duma Testemunha de Jeová para com seus parentes que não estão na verdade?

      14 Tenha paciência, consideração e empatia! Pense no tempo que você gasta em visitar estranhos na suas casas, o tempo que leva para estudar com eles, ajudando-os cuidadosamente a lançar um bom alicerce antes de tentar fazê-los mudar de proceder, associações, e assim por diante. Portanto, por que precipitar-se e tentar impor seu conceito aos seus parentes? Antes de cortar suas relações com eles ou os fazer afastar-se de você, por que não encara o assunto realmente como um modo de servir a Deus, continuando a ser tão amigável, bondoso, prestativo e afável como antes? Desta maneira, demonstrará os atributos de Deus e santificará seu nome, de modo que, quando tiver a oportunidade de trazer à atenção deles as boas coisas das provisões de Deus, eles estarão mais prontos para dar-lhe ouvidos, porque vêem as qualidades de Deus em você.

      EVITE PENSAR DEMAIS EM SI MESMO

      15, 16. A que proceder nada sábio deixou-se levar Moisés no ermo de Zim?

      15 Quanto aos que não estão na verdade, assim como com nossos irmãos cristãos, sempre devemos pensar primeiro: Será que aquilo que faço ou estou para fazer coloca a santificação de Deus em primeiro lugar? É fácil ficar impaciente e irritado, ou tornar-se autojusto, esquecendo-se de confiar inteiramente em Jeová. Este não é um proceder sábio. Moisés cometeu uma vez este lamentável erro. Os israelitas eram muito rebeldes e incômodos para Moisés. No ermo de Zim, começaram a altercar com Moisés por não haver água. Jeová mandou então que Moisés falasse ao rochedo do monte, para manar água. Moisés, porém, disse ao povo: “Ouvi, agora, rebeldes! É deste rochedo que faremos sair água para vós?” Em vez de falar ao rochedo, bateu duas vezes nele, chamando assim a atenção para si mesmo e qualificando o povo de “rebeldes”, e saiu água. — Núm. 20:1, 2, 7-11.

      16 Moisés conseguiu água para o povo. Mas o que disse Jeová? — “Visto que não mostrastes fé em mim para me santificar diante dos olhos dos filhos de Israel, por isso não levareis esta congregação à terra que lhes hei de dar.” — Núm. 20:12.

      TORNE-SE COMPARTILHADOR DAS BOAS NOVAS

      17. (a) Devemos nós, Testemunhas de Jeová, alguma coisa às pessoas de fora? (b) Analise o que o apóstolo Paulo disse em 1 Coríntios 9:19-27 e aplique o princípio às Testemunhas de Jeová.

      17 Deus, por favorecer-nos com o conhecimento da verdade, realmente nos impôs uma obrigação com respeito às pessoas de fora, assim como para com os nossos irmãos. O apóstolo Paulo expressou do seguinte modo o assunto aos cristãos em Roma: “Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros [estrangeiros], tanto a sábios como a insensatos [os sem instrução]: de modo que há um anelo da minha parte para declarar as boas novas também a vós aí em Roma.” (Rom. 1:14, 15) Paulo disse também: “Embora eu esteja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o máximo número deles. E, assim, para os judeus tornei-me como judeu, para ganhar judeus; para os debaixo de lei tornei-me como debaixo de lei, embora eu mesmo não estivesse debaixo de lei, para ganhar os debaixo de lei. Para os sem lei tornei-me como sem lei, embora eu não estivesse sem lei para com Deus, mas estivesse debaixo de lei para com Cristo, para ganhar os sem lei. Para os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me todas as coisas para pessoas de toda sorte, para de todos os modos salvar alguns. Mas, faço todas as coisas pela causa das boas novas, para tornar-me compartilhador delas com outros.” Paulo não queria ser rejeitado e perder as bênçãos das “boas novas”, depois de ter pregado a outros. — 1 Cor. 9:19-27.

      18. Como podemos secundar nossa oração para que ‘o nome de Deus seja santificado’?

      18 Por conseguinte, quando oramos: “Pai, santificado seja o teu nome”, estamos pedindo a Deus que nos ajude a pôr de lado todas as outras coisas, a fim de que aquilo que fazemos sempre glorifique seu nome e o faça ser tido por sagrado. Secundaremos então nossa oração por não colocar diante dos outros nada que possa fazê-los tropeçar na sua busca da verdade. Cuidaremos de ser mais amorosos e menos críticos. Sempre teremos em mente que nosso objetivo não é julgar, mas o de nos tornarmos ‘compartilhadores das boas novas e suas bênçãos’ com outros.

      [Foto na página 19]

      Por não santificar o nome de Jeová, Moisés perdeu um grande favor.

  • Servo fiel recebe sua recompensa
    A Sentinela — 1978 | 1.° de novembro
    • Servo fiel recebe sua recompensa

      O irmão Franz Zürcher nasceu em 25 de novembro de 1891, foi batizado em 18 de novembro de 1918 e entrou no serviço de Betel, na Suíça, em 15 de junho de 1923. Durante quase 55 anos, ele trabalhou lealmente na filial suíça da Sociedade Torre de Vigia, servindo por vários anos como superintendente de filial. Após vários meses de doenças, o irmão Zürcher terminou sua carreira terrestre em 13 de maio de 1978. Ele era bem conhecido e amado por muitas Testemunhas de Jeová na Europa e em outros lugares, e todos se alegram com o seu serviço fiel e que ele já recebeu agora sua recompensa. — Rev. 14:13.

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