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  • Um bom nome é algo precioso
    A Sentinela — 1971 | 1.° de dezembro
    • Um bom nome é algo precioso

      ‘AQUELE que me furta o bom nome, não me rouba o que o enriquece, mas o que deveras me empobrece.’ Assim fala um dos personagens da peça famosa de Shakespeare, Otelo, o Mouro de Veneza.

      Conforme se observou muito bem, o nome da pessoa pode ser comparado à face dela — é aquilo pela qual é conhecida. Mas o que torna o nome bom ou mau? É a pessoa que usa o nome. Ela lhe dá a qualidade que tem por meio daquilo que é, pela vida que leva e pelas coisas que representa. Um bom nome, quer dizer, uma boa reputação, portanto, é algo realmente precioso. Perder o bom nome é tornar-se deveras pobre.

      Os governos do mundo, reconhecendo o valor de um bom nome, têm criado leis para proteger o nome ou a reputação da pessoa contra a calúnia maliciosa (difamação oral) e o libelo infamatório (difamação escrita). Ao fazerem isso, estes governos apenas seguem o modelo fornecido pela Bíblia no nono dos Dez Mandamentos, que declara: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” Sob essa lei, os que fizeram isso foram punidos com a mesma punição que intencionaram trazer ao outro por meio de seu testemunho falso. — Êxo. 20:16; Deu. 19:16-21, Almeida.

      Sim, a Bíblia mostra que é correto que nos preocupemos com termos e mantermos um bom nome. Lemos nela que “um bom nome é mais desejável do que grandes riquezas”. “Um bom nome cheira melhor do que o melhor ungüento.” A importância de se ter bom nome dentro da congregação cristã é esclarecida pelo requisito bíblico de que os superintendentes precisam ter “boa reputação entre o público não-cristão”. — Pro. 22:1; Ecl. 7:1; 1 Tim. 3:7, New English Bible.

      O próprio Jeová Deus nos forneceu um exemplo excelente de se preocupar com ter um bom nome. Em primeiro lugar, ele deu a si mesmo um nome bem distinto, Jeová ou Javé, significando “Ele Causa que Venha a Ser”. Este nome atesta imediatamente a sua qualidade de Criador e que ele é Deus de propósito, Aquele que executa a sua vontade e cumpre suas promessas sem falta. Considerou este nome tão importante, que fez que aparecesse 6.961 vezes nas Escrituras Hebraicas. De fato, é mais vezes identificado por este nome do que por todos os outros termos juntos — termos tais como Senhor, Deus, Altíssimo e assim por diante. Ele associa o nome Jeová com as suas grandes obras e suas libertações, como quando libertou os israelitas da escravidão egípcia. — 2 Sam. 7:23.

      Talvez a primeira alusão à importância da reputação ou do nome de Deus seja a feita por Abraão em conexão com a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Abraão questionou a justiça de se destruir o justo junto com o iníquo, perguntando: “Não fará o Juiz de toda a terra o que é direito?” Estava envolvida a reputação de Deus, quer dizer, seu nome como Deus e Juiz justo. Jeová Deus concordou em poupar aquelas cidades iníquas se houvesse nelas apenas dez justos. Mas não havia dez, senão apenas a família de Ló. — Gên. 18:24, 25; 19:15-29.

      Jeová poupou seu povo Israel no ermo quando merecia morrer, por causa de Seu nome. E por isso lemos repetidas vezes que os servos de Jeová, nos séculos seguintes, rogavam que Ele ouvisse as suas petições e respondesse a elas por estar envolvido o nome Dele, por estar em jogo a Sua reputação. — Núm. 14:13-19; Jos. 7:7-9; Isa. 37:14-20; Eze. 36:16-23.

      GRANJEAR UM BOM NOME

      Visto que um bom nome é tão desejável, como o podemos granjear! Por tentarmos agradar a homens, por procurarmos ser populares? Não, mas por fazermos o que é direito, por vivermos no temor de Jeová Deus. Neste respeito, houve Jó, a respeito de quem o registro bíblico mostra que tinha um bom nome perante Deus. Por quê? Porque era ‘homem inculpe e reto, que temia a Deus e fixava sua face contra o mal’. E ele defendeu seu bom nome contra os esforços de seus três amigos hipócritas de maculá-lo. No fim, Jó foi vindicado, e seus três supostos amigos foram severamente censurados por Jeová Deus. — Jó l:8; 42:7-10.

      Os que levam o nome de Jeová como suas testemunhas têm motivo adicional de se preocuparem com que a sua conduta seja reta, pois estão envolvidos não apenas o seu próprio nome, mas também o nome da congregação cristã e o nome do próprio Jeová. Neste respeito, aconteceu que uma Testemunha, em Daomé, na África, trabalhando num hotel de primeira classe, encontrou 1.600 dólares numa calça que recebeu para levar à tinturaria. Ele levou o dinheiro ao dono do hotel, que o colocou no cofre. Quando o hospede descobriu a sua perda, ficou muito aflito e se dirigiu imediatamente ao dono do hotel, lamentando a sua perda, por não ter mais dinheiro com que pagar a sua conta, de fato, não ter nada senão sua passagem de avião de volta à França. O dono do hotel teve a satisfação de poder devolver-lhe o dinheiro e explicar que havia sido encontrado por um de seus empregados. O hóspede pediu para falar com este empregado; encontrando-se com o homem, perguntou-lhe o que o induziu a devolver o dinheiro. O empregado respondeu que era uma das testemunhas de Jeová e que, como tal, vivia segundo os princípios bíblicos. O hóspede, muito impressionado, declarou: ‘Sei que as testemunhas de Jeová são gente boa, e quando eu voltar à França, certamente vou procurá-las, porque quero saber mais sobre elas.’

      O dono do hotel, que antes dava pouca atenção às testemunhas cristãs de Jeová, mudou de idéia. Agora se alegra de ter uma delas trabalhando para ele. Aquela ação honesta não só deu um bom nome à Testemunha envolvida, mas ajudou a realçar o nome das testemunhas de Jeová como povo. Mais importante ainda, serviu para glorificar o nome de seu Deus, Jeová.

      Deveras, um bom nome é algo precioso. Felizes todos os que têm um bom nome, pois ele é melhor do que grandes riquezas, mais precioso do que óleo aromático.

  • Usa o nome de Deus na sua adoração?
    A Sentinela — 1971 | 1.° de dezembro
    • Usa o nome de Deus na sua adoração?

      TODAS as pessoas bem familiarizadas com as Escrituras Sagradas sabem que Deus tem um nome pessoal. É verdade que nas Escrituras também é chamado por títulos descritivos tais como “Deus”, “Senhor”, “Pai”, “o Todo-poderoso”, “o Altíssimo”, e outros. Mas a sua personalidade e seus atributos são plenamente resumidos e expressos apenas no seu nome pessoal, aquele que lhe é peculiar. Deus diz: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem” — Isa. 42:8; Sal. 83:18.

      “Jeová” é a pronúncia portuguesa mais conhecida do nome de Deus, embora “Iavé” ou “Javé” seja favorecido pela maioria dos eruditos hebraicos. Os manuscritos hebraicos mais antigos apresentam o nome na forma de quatro consoantes, normalmente chamadas de tetragrama (do grego tetra, significando “quatro”, e gramma, “letra”). Estas quatro letras hebraicas são o equivalente de nossas quatro letras portuguesas IHVH (alguns dizem JHVH).

      Mas alguém poderá perguntar que, se o nome de Deus é Jeová, por que é este nome usado tão raras vezes nas igrejas, quer pelos pregadores, quer pelos paroquianos? Por exemplo, usa o nome de Deus na sua adoração? É importante que o use?

      SUPERSTIÇÃO OCULTA O NOME

      Um dos motivos principais por que são tantos os que desconhecem o nome de Deus é a idéia supersticiosa que surgiu entre o povo judaico há muitos séculos atrás. Segundo esta superstição, era errado pronunciar o nome pessoal de Deus. Não se sabe com certeza o que induziu os judeus a adotar tal idéia. Alguns afirmam que surgiu o ensino de que o nome era sagrado demais para os lábios imperfeitos de quem fala. Outro conceito sustenta que se intencionava impedir que os povos não-judaicos conhecessem o nome e possivelmente o usassem mal. Ainda outros afirmam que o objetivo era proteger o nome contra o uso em ritos mágicos.

      Quando começou a firmar-se esta superstição contra a pronúncia do nome de Deus? Não há certeza sobre isso. Muitas obras de referência têm sugerido que o nome deixou de ser usado por volta de 300 A. E. C. Baseiam esta conclusão na suposta ausência do nome de Deus da Septuaginta ou Versão dos Setenta grega, a primeira tradução das Escrituras do hebraico para o grego, começada por volta de 280 A. E. C. Está certo isso?

      É verdade que as cópias manuscritas mais completas da Septuaginta agora conhecidas acompanham coerentemente a prática de substituir o nome Jeová (Javé) pelas palavras gregas Kyrios (Senhor) ou ho Theós (Deus). Mas estes grandes manuscritos remontam apenas ao quarto e ao quinto século E. C. Recentemente, porém, descobriram-se cópias muito mais antigas, embora em fragmentos, que provam que as cópias mas primitivas da Septuaginta continham o nome divino.

      Por exemplo, existe um fragmento dum rolo de papiro, alistado como Inventário N. 266 dos Papiros Fuad. Contém a segunda metade do livro de Deuteronômio, e nesta se apresenta regularmente o tetragrama, escrito em caracteres hebraicos. Este papiro é datado pelos eruditos como sendo do segundo ou do primeiro século A. E. C., de quatro ou cinco séculos anteriores aos manuscritos da Septuaginta já mencionados, que não contêm o nome divino.

      Comentando outro achado dum papiro antigo, o Dr. Paul E. Kahle diz’ “O papiro que contém fragmentos de Levítico ii-v foi escrito numa caligrafia muito semelhante à do Papiro Fuad 266, caracterizado, conforme já se mencionou, pelo fato de se verter o nome de Deus pelo tetragrama em letras hebraicas quadradas (יהוה), e não por κύριος [Kyrios], conforme nos posteriores MSS cristãos da Bíblia” — The Cairo Geniza, ed. de 1959, págs. 222, 224.

      Portanto, há evidência sólida contrária à idéia de que o nome divino, pelo menos na forma escrita, deixasse de ser usado no período precedente à nossa Era Comum.

      QUANDO SE FIRMOU A SUPERSTIÇÃO

      No primeiro século E. C., aparece pela primeira vez alguma evidência do desenvolvimento duma atitude supersticiosa para com o nome de Deus. Por exemplo, Josefo, historiador judaico do primeiro século, de família sacerdotal, disse depois de considerar que Deus declarou seu nome a Moisés: “Não me é lícito dizer mais.” (Antiquities of the Jews, Livro II, Cap. XII, par. 4) A declaração de Josefo, porém, é indefinida. Não revela claramente qual era a atitude geral vigente no primeiro século quanto a pronúncia ou ao uso do nome divino.

      A Míxena judaica, que é uma coleção de ensinos e tradições rabínicos, é um pouco mais explícita. Sua compilação é atribuída ao Rabino Judá, o Patriarca, que viveu no segundo e no terceiro século E. C. Parte da matéria da Míxena se relaciona claramente com circunstâncias anteriores à destruição de Jerusalém e de seu templo em 70 E. C. No entanto, precisa-se reconhecer que o valor histórico das tradições da Míxena é duvidoso. Entretanto, certas tradições da Míxena fornecem vislumbres da aparente atitude judaica para com a pronúncia do nome Divino.

      Relacionado com o anual Dia da Expiação, Yoma, 6, 2, declara: “E quando os sacerdotes e o povo, que estavam de pé no Pátio do Templo, ouviam o Nome Expresso sair da boca do Sumo Sacerdote, costumavam ajoelhar-se e curvar-se, e prostrar-se, e dizer: ‘Bendito seja o nome da glória do seu reino para todo o sempre!’”

      Sotah, 7, 6, diz a respeito das bênçãos sacerdotais diárias: “No Templo, eles pronunciavam o Nome assim como estava escrito, mas nas províncias usavam uma palavra substituta.”

      Sanhedrin, 10, 1, ao alistar os “que não têm parte no mundo vindouro”, declara: “Aba Saul diz: Também aquele que pronunciar o Nome com as suas letras corretas.”

      Contudo, apesar destes últimos dois conceitos negativos, só se encontra na primeira parte da Míxena a injunção positiva de que o ‘homem deve cumprimentar seu próximo com [o uso do] Nome [de Deus]”, citando-se então o exemplo de Boaz (Rute 2:4) Berakoth, 9, 5.

      Tomados pelo que valem, estes conceitos tradicionais talvez revelem uma tendência supersticiosa de se evitar o uso do nome divino, algum tempo antes da destruição do templo de Jerusalém em 70 E. C. Não há nenhuma evidência de que tal superstição prevalecesse antes da Era Comum. A evidência disponível mostra que esta superstição começos a desenvolver-se no máximo por volta do primeiro ou do segundo século E. C. Assim, nos dias de Jesus pode muito bem ter sido o costume geral, de muitos judeus, de usar o nome divino.

      Veio, porém, o tempo quando, na leitura das Escrituras Hebraicas, na língua original, o leitor judaico dizia Adonai (Senhor) ou Eloim (Deus) em vez de pronunciar o nome divino representado pelo tetragrama. Isto se vê em que, quando entrou em uso a pontuação vocálica, no sexto ou no sétimo século E. C., os copistas judaicos inseriram os pontos vocálicos ou de Adonai ou de Eloim quando escreviam o tetragrama, evidentemente para avisar o leitor a proferir estas palavras em vez de pronunciar o nome divino. Se o leitor usasse a tradução grega da Septuaginta das Escrituras Hebraicas em cópias posteriores, naturalmente encontrava o tetragrama substituído inteiramente pelos títulos gregos Kýrios e ho Theós.

      As traduções em outras línguas, tais como a Vulgata latina, seguiram o exemplo destas cópias posteriores da Septuaginta. Por isso, a tradução católica Douay, em inglês, de 1609, baseada na Vulgata, não contém o nome divino. E a Versão Rei Jaime, em inglês, de 1611, costumeiramente usa SENHOR ou DEUS em maiúsculas para representar o tetragrama nas Escrituras Hebraicas. Entretanto, usa o nome ‘‘Jeová” em quatro lugares, a saber, em Êxodo 6:3; Isaías 12:2 e 26:4, e em Salmo 83:18.

      Os tradutores da Versão Normal Americana (em inglês, de 1901) expuseram vigorosamente a base errada para se obscurecer o nome sagrado de Deus, Jeová, dizendo no prefácio desta tradução: “Os Revisores Americanos, após cuidadosa consideração, chegaram à convicção unânime de que a superstição judaica, que considerava o Nome Divino sagrado demais para ser pronunciado, não mais devia predominar na versão inglesa ou em qualquer outra do Antigo Testamento, assim como felizmente não o faz em numerosas versões feitas por missionários hodiernos. Este Nome Memorável, explicado em Êxo. iii. 14, 15, e salientado como tal vez após vez no texto original do Antigo Testamento, designa Deus como Deus pessoal, como Deus do pacto, o Deus de revelação, o Libertador, o Amigo do seu povo; — Não apenas o ‘Eterno’ abstrato de muitas traduções francesas, mas o Ajudador sempre-vivo dos que estão em dificuldades. Este nome pessoal [Jeová], com a sua abundância de relações sagradas, foi agora restabelecido, no texto sagrado, no lugar que indubitavelmente pode reivindicar.”

      Sim, quando lemos o propósito declarado do próprio Deus, de fazer que seu nome “seja declarado em toda a terra” e de que o seu nome “será grande entre as nações”, como é que nos podemos refrear de usar este nome em nossa adoração, por causa de alguma superstição, (Êxo. 9:16; Mal. 1:11) O livro de Malaquias (3:16) descreve um “livro de recordação”, que começou a ser escrito perante Deus, “para os que temiam a Jeová e para os que pensavam no seu nome”. Está incluído neste “livro de recordação”? Não somente ‘pensa neste nome’, mas também o expressa em adoração? Só assim pode alguém ser contado entre o ‘povo para o nome de Deus’, de que o discípulo cristão Tiago falou em Atos 15:14-18. Conhecer a Deus pelo seu nome, tratar este nome com respeito e viver em harmonia com as coisas que ele mandou registrar na sua Palavra sob este Nome Santíssimo lhe significará vida eterna.

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