-
É você vítima de fraude?A Sentinela — 1983 | 15 de setembro
-
-
É você vítima de fraude?
Visto que Jesus tem um nome, será que seu Pai não tem?
MUITOS milhões de pessoas atualmente em todo o mundo são bastante cépticas quanto à religião. Mas, poderia surpreendê-las saber que o próprio Deus se desagrada da maioria das religiões. Entre as muitas razões disso está a de que as religiões chamadas cristãs têm cometido uma das maiores fraudes da história. Essa fraude está relacionada com uma revelação fundamental — a identidade de Deus.
A maioria das pessoas das igrejas da cristandade conhecem o Criador como “Deus”, “Senhor”, “o Todo-Poderoso”, ou por outra designação similar. Mas será que o Altíssimo precisa de nome? Antes de libertar os israelitas da escravidão no Egito, esse Deus Todo-Poderoso revelou que tinha por propósito ‘que seu nome fosse declarado em toda a terra’. (Êxodo 9:16) Portanto, ele certamente possui um nome. E, com certeza, não foi um Deus sem nome cuja presença criou um magnífico espetáculo no monte Sinai (retratado em nossa capa), fazendo a montanha tremer, quando foram dados os Dez Mandamentos por intermédio do profeta Moisés. Entre outras coisas, foi dito aos israelitas: “Não deves tomar o nome de Jeová, teu Deus, dum modo fútil.” (Êxodo 19:16 a 20:18) Poderia tal ordem proceder dum Deus sem nome?
Os professos cristãos deviam conhecer esse Nome Divino. Sim, eles usam realmente o nome do Filho de Deus. Mas raramente, se é que acontece, pronunciam o nome pessoal do Pai. Todavia, quando Jesus Cristo estava na terra, ele declarou o seguinte numa oração ao seu Pai celestial: “Tenho dado a conhecer [aos meus seguidores] o teu nome e o hei de dar a conhecer.” — João 17:26.
O precedente e a Oração-modelo de Jesus deixam claro que Deus tem deveras um nome. Jesus até mesmo ensinou seus seguidores a orar para que o nome do Pai celestial seja “santificado”, ou tido como santo! (Mateus 6:9) Por que, então, não é usado nas igrejas da cristandade? E por que está esse nome ausente na maioria das traduções modernas da Bíblia?
-
-
Solução do mistério do nome ausenteA Sentinela — 1983 | 15 de setembro
-
-
Solução do mistério do nome ausente
QUANDO Moisés, o líder israelita, começou a escrever a história da humanidade, há uns 3.500 anos, ele naturalmente usou a sua língua nativa, o hebraico. Esta história compõem os primeiros 5 livros dos 39 que constituem as Escrituras Hebraicas, popularmente também conhecidas como o Antigo Testamento. Essas Escrituras incluem o nome distintivo de Deus quase 7.000 vezes. E qual é este nome?
O Nome é tão sagrado, que o Criador deu a Israel uma ordem sobre o seu uso, como segue: “Não pronunciarás o nome de Iahweh [em hebraico: יהוה], teu Deus, em vão.” (Êxodo 20:7, A Bíblia de Jerusalém) “Não empregarás o nome de Javé [Jeová, NM; Trad. Brasileira] teu Deus para uma coisa vã.” (Liga de Estudos Bíblicos) Reconhece este nome “Iahweh”, “Javé” ou “Jeová”? Ou não lhe parece conhecido?
Queira observar este mandamento. Proíbe Deus o uso ou o proferimento de seu nome? Não. É evidente que proíbe que seja usado em vão.
Por que não verifica este texto — Êxodo 20:7 — na sua própria Bíblia. Talvez fique surpreso. Na maioria das traduções reza mais ou menos do seguinte modo: “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão.” (Almeida, atualizada; Imprensa Bíblica Brasileira) “Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão.” — Bíblia Vozes, 1982; Missionários Capuchinhos, 1982.
Nota algo estranho? Sim, muitas versões da Bíblia omitem o Nome Divino! O mais importante nome no universo foi retirado de milhões de exemplares das traduções mais populares da cristandade e do judaísmo. Quão extraordinário!
Deve-se isso a algum mal-entendido? Ou trata-se duma tentativa deliberada de rebaixar o Soberano Senhor Jeová? Se este último for o caso, então é uma fraude das mais sérias, que afeta a relação da pessoa com o seu Criador.
USAVA-SE O NOME NA ANTIGUIDADE?
O nome de Deus está em uso desde o próprio começo da história do homem. Por que podemos ter certeza disso? Porque o registro histórico da Bíblia nos diz: “Adão teve então relações com Eva, sua esposa, e ela ficou grávida. A seu tempo, ela deu a luz Caim e disse: ‘Produzi um homem com o auxílio de Jeová.’” No Antigo Testamento Interlinear Hebreu-Inglês da NIV este texto aparece do seguinte modo:
אֶת־ קַיִן וַתֹּאמֶר קָנִיתִי
produzi e-ela-disse Caim ***
אִישׁ אֶת־ יְהוָה ׃ וַתֹּסֶף
e-ela-prosseguiu (2)Yahweh com homem
Aqui, o nome distintivo de Deus se destaca claramente como “Yahweh” (Iahweh). — Gênesis 4:1.
O que indica isso? Que logo os primeiros habitantes humanos da terra conheciam o nome pessoal do seu Criador. Este nome continuou a identificar o único Deus verdadeiro durante a escrita de todas as Escrituras Hebraicas — um período de mais de mil anos. Sendo assim, surge a pergunta: Como e quando começou o hábito de ocultar o nome “Jeová”, “Javé” ou “Iahweh”?
FOI SUA BÍBLIA INFLUENCIADA PELA TRADIÇÃO JUDAICA?
É difícil fixar a data em que começou o declínio do uso do nome de Deus. Todavia, existe alguma evidência de que antes do ano 70 EC surgira entre os judeus tradicionalistas uma superstição que os induziu a evitar pronunciar o nome pessoal de Deus. Depois de o Nome Divino ter sido usado durante séculos, parece que as autoridades religiosas judaicas decidiram que ele era sagrado demais para ser pronunciado e que a única maneira de evitar seu uso em vão era proscrever totalmente seu proferimento. Ora, a lógica disso é equivalente a se proscrever o casamento para evitar o adultério!
Foram os tradutores bíblicos da cristandade influenciados por esta tradição judaica? Glorificaram o nome de Deus, ou perpetuaram o erro judaico e suprimiram o nome? É sua Bíblia deficiente neste respeito? Um breve exame de algumas traduções modernas responderá a estas perguntas.
O compilador de Uma Tradução Americana (1923, de Smith-Goodspeed, em inglês) escreveu: “Nesta tradução seguimos a tradição judaica, ortodoxa, e substituímos o nome ‘Javé’ por ‘o Senhor’.” (O grifo é nosso.) O prefácio da Nova Versão Internacional (1978, em inglês) diz: “Com respeito ao nome divino YHWH . . . os tradutores adotaram o sistema usado pela maioria das versões em inglês, de verter esse nome por ‘SENHOR’.”
A Versão Normal Revisada (1952, em inglês) rejeitou o bom exemplo de sua predecessora, a Versão Normal Americana (1901), que usa constantemente Jeová, explicando: “A atual revisão retorna ao proceder da Versão Rei Jaime [1611], que segue o precedente dos antigos tradutores gregos e latinos e a prática há muito estabelecida na leitura das escrituras hebraicas na sinagoga.”— O grifo é nosso.
Sem dúvida, a tradição judaica contribuiu para a ignorância mundial a respeito do nome mais importante no universo. E a maioria dos tradutores da cristandade acompanhou isso de bom grado. Mas, por quê? Por que é que não querem que você encontre o nome Jeová ou Javé na sua Bíblia?
QUAL É O MOTIVO?
David Clines, conferencista do departamento de Estudos Bíblicos da Universidade Sheffield, na Inglaterra, fornece-nos sem querer uma chave para a motivação dos tradutores. Na revista Theology, ele escreveu: “Um dos resultados da inexistência de Javé na percepção exclusiva da deidade . . . Em hinos tais como . . . ‘Que amigo temos em Jesus’ . . . encontramos na prática o que seria ardentemente negado na teoria, o unitarismo da segunda pessoa da Trindade.” O professor Clines prossegue, concluindo: “O que tem acontecido na prática é que a teologia trinitária tem dado o lugar central à obra de Cristo. Os papéis do Pai [Jeová] e do Espírito, quer na teologia, quer na liturgia, ficaram regularmente subordinados ao do Filho.”
E o resultado final de tudo isso? Para os judeus, o Soberano Senhor Jeová tornou-se impropriamente uma abstração sem nome: “a Divindade”. Para muitos protestantes, ele foi incorporado no Cristo e relegado ao segundo plano na sua Deidade trina. Na prática religiosa, católica, Jeová não só foi substituído por Jesus Cristo, mas também pela mãe de Jesus, Maria. Por quê? Porque Maria, em razão do conceito trinitário, também é considerada como “Mãe de Deus”. Isto expulsou Jeová da estima do católico comum.
Portanto, o que representa Jeová para você? Passará a conhecê-lo intimamente? Sua decisão pessoal terá influência vital sobre o seu futuro, porque Jeová disse: “‘Hei de santificar meu grande nome que tem sido profanado entre as nações, . . . e as nações terão de saber que eu sou Jeová,’ é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová, ‘quando eu for santificado entre vós diante dos seus olhos’.” — Ezequiel 36:23.
Felizmente, para a humanidade, Jeová tem suscitado suas testemunhas, as quais, neste século 20, proclamam destemidamente seu nome e seu propósito. Se quiser conhecer o Deus verdadeiro e vivente, Jeová, entre em contato com as Testemunhas de Jeová na sua vizinhança ou com a editora desta revista. Terão prezar em ajudá-lo sem despesa ou obrigação a conhecer o Pai celestial, Jeová. — Isaías 6:9.
-