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  • Quão importante pode ser uma promessa?
    A Sentinela — 1973 | 15 de julho
    • Quão importante pode ser uma promessa?

      NÃO se passa nenhum dia sem que milhões de pessoas fiquem desapontadas, magoadas e até mesmo iradas por causa de promessas não cumpridas. Não se cumprem contratos, convênios e outros acordos. Não se cumprem compromissos. Recompensas, presentes e serviços prometidos são esquecidos. Compromissos de casamento são violados. Votos maritais são deixados de lado, ao passo que as pessoas obtêm desquites e divórcios por motivos triviais. Repetidas vezes se mostra que as promessas de políticos são apenas tantas palavras. Além disso, muitas promessas são deliberadamente enganosas.

      As ações de muitas pessoas mostram que uma promessa não significa grande coisa para elas. Pouco se preocupam com o dano que uma promessa não cumprida pode causar. Não obstante, quer tais pessoas queiram reconhecer isso, quer não, têm certa responsabilidade perante Aquele que nunca deixou de cumprir uma promessa. Este é o Criador do homem, Jeová Deus. Ele não acha que seja pouca coisa fazer e quebrar promessas, especialmente quando a ação é deliberada e definitivamente prejudicial. Também, quando seu nome está associado com uma promessa, ele não permite que seu nome seja difamado pelo não-cumprimento desta promessa. Tome, por exemplo, o caso do Rei Zedequias, da Judéia.

      A VIOLAÇÃO DO PACTO POR ZEDEQUIAS

      No ano 617 A. E. C., o sobrinho de Zedequias, o Rei Joaquim, junto com outros homens de destaque e membros da família real, foi levado como cativo a Babilônia. Naquela ocasião, o rei de Babilônia, Nabucodonosor, colocou Zedequias no trono de Jerusalém e o fez prometer, sob juramento em nome de Jeová, que seria rei vassalo leal. Príncipes e outros homens de destaque também se comprometeram a ser vassalos leais. (Eze. 17:13, 14; 21:23) Considerou Jeová Deus estas promessas juramentadas como sendo de pouca importância?

      Havia judeus que pensavam que não importava para Jeová se quebrassem suas promessas juramentadas. Estavam a favor de se rebelar contra o rei de Babilônia e confiar no Faraó do Egito para ter apoio. Incitavam Zedequias a isso. Falando profeticamente a respeito da rebelião contra o Rei Nabucodonosor, Jeová declarou:

      “Este [Zedequias] finalmente se rebelou contra ele, enviando seus mensageiros ao Egito, para que lhe desse cavalos e um povo numeroso. Será [Zedequias] bem sucedido? Escapará aquele que está fazendo tais coisas e que violou um pacto? E escapará ele realmente? ‘Assim como vivo’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová, ‘no lugar do rei [Nabucodonosor] que constituiu rei aquele [Zedequias] que desprezou seu juramento e que violou seu pacto, junto a ele, no meio de Babilônia, é que morrerá. E Faraó não o fará eficiente na guerra por meio duma grande força militar e por meio duma congregação numerosa, levantando um aterro de sítio e construindo um muro de sítio, a fim de decepar muitas almas. E ele [Zedequias] desprezou o juramento, violando o pacto, e eis que dera a sua mão [em penhor de cumprir o pacto], e assim mesmo fez todas estas coisas. Não escapará.’” — Eze. 17:15-18.

      NÃO HÁ ESCAPE DA PUNIÇÃO

      Jeová salientou assim que ele não aprovava a violação do juramento por Zedequias e que não o protegeria contra as conseqüências amargas disso. Ele predisse que o Rei Nabucodonosor não faria pouco caso da rebelião de Zedequias, mas que marcharia contra Jerusalém. Isto estaria em harmonia com o propósito de Jeová, de usar o Rei Nabucodonosor e seus exércitos como “espada” punitiva contra os rebeldes violadores do pacto que usaram em vão o nome de Jeová.

      Entrando na terra da Palestina pelo norte, Nabucodonosor, à cabeceira de seu exército, chegou a uma encruzilhada no caminho da marcha. Por isso quis ter orientação na decisão de qual o caminho em que devia encaminhar seu exército. Um braço da bifurcação levava à capital amonita de Rabá, e o outro levava à cidade mais fortificada de Jerusalém. A questão era: Devia ir primeiro contra Rabá, e depois, quando suas tropas estivessem eufóricas em vista da captura desta cidade, passar para o sítio mais difícil contra Jerusalém? Para certificar-se de que tomaria a decisão certa, Nabucodonosor recorreu a três métodos de adivinhação. Jeová Deus revelou isto ao seu profeta Ezequiel:

      “Ó filho do homem, estabelece para ti dois caminhos para a entrada da espada do rei de Babilônia. Ambos devem proceder do mesmo país, e deve-se recortar uma mão indicadora; deve ser recortada à cabeceira do caminho para a cidade. Deves estabelecer um caminho para a espada entrar contra Rabá dos filhos de Amom e o outro contra Judá, contra a fortificada Jerusalém. Porque o rei de Babilônia parou na encruzilhada, na cabeceira dos dois caminhos, para recorrer à adivinhação. Sacudiu as flechas. Indagou por meio dos terafins; examinou o fígado [dum animal abatido]. Na sua direita mostrou-se haver a adivinhação referente à Jerusalém, para dispor os aríetes, para abrir a boca para a chacina, para elevar o som dum sinal de alarme, para dispor os aríetes contra os portões, para levantar um aterro de sítio, para construir um muro de sítio.” — Eze. 21:19-22.

      O que o Rei Nabucodonosor retirou com a sua direita era a escolha favorita, indicando o rumo mais auspicioso. Jeová Deus cuidou de que esta escolha, em harmonia com a sua vontade, encaminhasse o rei de Babilônia primeiro contra Jerusalém. Isto significava levar contra Jerusalém todo o pesado equipamento de sítio dos babilônios e usar todos os engenhos no sítio da cidade muito fortificada.

      Esta profecia que predizia o resultado da adivinhação de Nabucodonosor parecia “inverídica” aos habitantes de Judá e de Jerusalém. Eles achavam que o rei de Babilônia não desejaria ir contra um lugar tão pesadamente fortificado como era Jerusalém. Achavam que ele simplesmente não poderia capturar tal cidade tão fortemente murada. Achavam também que o poderio militar do Egito repeliria qualquer possível esforço militar empreendido contra eles. O que os judeus excessivamente confiantes esqueceram foi que sua violação do juramento era um pecado contra Jeová Deus. Ele cuidaria de que seu proceder rebelde fosse exposto e não fosse esquecido pelo Rei Nabucodonosor. Jerusalém seria capturada e seus habitantes seriam “pegados pela mão” e levados cativos para Babilônia. (Eze. 21:23, 24) Isto significava também que o Rei Zedequias se veria obrigado a fazer o que Jeová havia declarado por intermédio de Ezequiel:

      “Ó mortalmente ferido maioral iníquo de Israel, cujo dia chegou no tempo do erro do fim, assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Remove o turbante e retira a coroa. Esta não será a mesma. Põe no alto o rebaixado e rebaixa o que estiver no alto. Uma ruína, uma ruína, uma ruína a farei. Também, quanto a esta, certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele e que terei de dá-lo.’” — Eze. 21:25-27.

      O Rei Zedequias feriu a si mesmo de modo mortal e fatal por meio de seu proceder rebelde. Esta ferida mortal não significava morte pacífica como rei vassalo, leal, em Jerusalém, mas morte vergonhosa como exilado destronado, sem filhos, cego e encarcerado em Babilônia. Por causa de sua rebelião, Zedequias mostrou ser “maioral iníquo de Israel”. Havia chegado seu dia para colher os frutos amargos de sua maldade. Chegara então o “tempo do erro do fim” não só do “erro” do Rei Zedequias, mas também do “erro” de todo o reino de Judá e de Jerusalém. O tempo deste “fim” começou no décimo terceiro ano do Rei Josias da Judéia, ocasião em que Jeremias começou a profetizar. (Jer. 1:1, 2; 25:3-11) Na culminação deste ‘fim”, o Rei Zedequias não renunciou voluntariamente ao seu turbante e à sua coroa. Isto lhe foi imposto ao serem destruídos seu trono real e a cidade.

      Com esta destruição no ano 607 A. E. C., terminou o reino típico de Deus na terra, no qual um descendente de Davi se sentava no “trono de Jeová” em Jerusalém. Isto significava uma completa inversão da situação no cenário mundial. O Reino de Judá, como reino em miniatura de Jeová Deus, havia sido o “alto”. Mas foi “rebaixado” por ser destruído. As nações gentias ou não-judaicas, porém, foram ‘postas no alto’, pois a destruição do Reino de Judá deixou a regência gentia no domínio de toda a terra.

      AQUELE QUE AGIRÁ CONTRA OS QUE DELIBERADAMENTE VIOLAR PROMESSAS

      As nações gentias haviam de manter tal domínio até a vinda daquele “que tem o direito legal”, descendente do Rei Davi da Judéia. Este mostrou ser o Senhor Jesus Cristo. Dessemelhante do iníquo Rei Zedequias, Jesus Cristo não é violador de promessas. Ele é “leal, cândido, imaculado”. (Heb. 7:26) Como homem na terra, sempre falava a verdade. ‘Não se achou engano na sua boca.’ (1 Ped. 2:22) Portanto, Jesus quer como súditos apenas os que têm motivação correta para imitar seu exemplo. Em harmonia com a vontade de seu Pai, ele agirá em breve contra todos os que, semelhantes a Zedequias na antiguidade, forem rebeldes e indignos de confiança, tendo falta de respeito para com o nome de Jeová.

      Sabemos que Jesus Cristo tomará tal ação dentro desta geração. A cronologia bíblica estabelece claramente que ele recebeu a regência sobre o mundo da humanidade em 1914 E. C. (Dan. 4:16-27; 7:12-14; Rev. 11:15) Por isso está agora em condições de agir contra os povos e as nações que não têm respeito pela verdade e pela justiça. A cristandade, hoje em dia, igual à Jerusalém infiel, deixou de se comportar em harmonia com as ordens de Deus. A violação de promessas e acordos solenes é apenas uma das muitas transgressões que ela cometeu. Portanto, a cristandade, como sistema que professa estar em pacto com Deus, será a primeira a desaparecer na destruição.

      Isto estará em harmonia com o modelo do que aconteceu nos tempos antigos. A “espada” punitiva veio primeiro contra os habitantes de Judá e de Jerusalém, contra os que eram infiéis à sua relação pactuada com Deus. Mas a “espada” não parou ali. Os amonitas, iguais aos judeus infiéis, não estavam devotados ao que era direito, e, portanto, também os aguardava a punição. Naturalmente, os profetas de Amom não pensavam assim. Estavam ‘observando’ um modo de escape para sua capital Rabá. Também, os adivinhos estavam predizendo que a cidade seria poupada. Mas os profetas e os adivinhos estavam enganados. O que os profetas ‘observavam’ era “uma irrealidade”, e as predições dos adivinhos mostraram ser “mentira”. Isto se deu quando Nabucodonosor arruinou a terra dos amonitas. Assim, conforme predito por meio de Ezequiel, os mortos de Amom foram ‘postos ao pescoço’ dos israelitas iníquos, mortos, como que numa pilha de mortos. — Eze. 21:28-32.

      Por isso, hoje em dia, nenhuma nação que tiver sido deliberadamente enganosa e falsa nas suas promessas e nos seus acordos escapará da punição. Isto torna imperativo que cada pessoa examine o seu próprio proceder. Poderá perguntar-se: Sou imitador de Jesus Cristo, em cuja ‘boca não se achou engano’? Ou mostro ter as tendências dum rebelde violador do juramento, assim como foi o Rei Zedequias? A vida de cada um depende hoje de se manter uma boa conduta. Isto inclui cumprir as promessas solenes que se fazem. A falta neste respeito pode levar à perda da vida.

  • Eles imitam a Jesus Cristo
    A Sentinela — 1973 | 15 de julho
    • Eles imitam a Jesus Cristo

      QUANDO Jesus Cristo deu aos seus apóstolos uma lição de humildade, ele disse: “Estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais.” (João 13:15) Portanto, os verdadeiros discípulos de Jesus devem imitá-lo. Outros devem poder ver que eles estão seguindo o modelo de seu Amo, Cristo. Dá-se isso com os membros das igrejas da cristandade? E que dizer das testemunhas cristãs de Jeová? Seguem o modelo do Amo? Considere alguns exemplos:

      NÃO FAZEM PARTE DO MUNDO

      Jesus Cristo manteve estrita neutralidade para com os assuntos do mundo. Podia dizer a respeito de si mesmo e de seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Pode-se dizer isso dos que pertencem às igrejas da cristandade? Não prova a história passada e presente que os membros das igrejas se envolveram ativamente em violentas guerras políticas e religiosas? Por exemplo, na Irlanda do Norte, não recorrem católicos e protestantes à violência que beira a guerra civil? Mas, que dizer das testemunhas de Jeová ali? Mantêm a sua neutralidade?

      Embora na época não fosse Testemunha batizada, certa senhora relatou:

      “Certa noite, fui visitada por minha irmã que é católica. Quando ela falou sobre o ódio religioso e político que assolava o país, eu expliquei como nós testemunhas de Jeová encarávamos a situação e que sempre adotávamos a atitude de neutralidade cristã e advogávamos o reino de Deus. Eu pude ver que ela duvidava que isto fosse verdade. Depois fomos interrompidos por uma batida na porta.

      “Fui confrontada por dois homens que diziam que eram funcionários da comissão local para a manutenção da paz e queriam saber pormenores a respeito de meu marido — seu nome, idade, e assim por diante. Diziam que ele era necessário para guardar nosso distrito contra atividades terroristas. Diziam também que voltariam semanalmente para recolher contribuições para barricadas, ataduras, tochas e equipamento similar. Expliquei sem hesitação que não participaríamos em nenhum movimento que não se baseasse na Palavra de Deus. Mostrei-lhes também por que éramos neutros e que o reino de Deus solucionaria os problemas da humanidade. Um dos homem acenou com a cabeça em compreensão, como se já tivesse ouvido isso antes. Ambos partiram então.

      “E minha irmã católica? Ela ouviu a palestra inteira e não estava mais em dúvida quanto ao que eu lhe havia dito, mas ficou espantada de ver nossos princípios em ação.”

      Um homem que estuda a Bíblia com as testemunhas de Jeová, no mesmo país atribulado, conta sua experiência com os vigilantes protestantes:

      “Um vizinho dirigiu-se a mim, pedindo que eu assistisse a uma reunião da vizinhança para elaborar uma rota para as patrulhas dos vigilantes [protestantes]. Quando eu lhe disse que não podia de boa consciência empenhar-me em tais tarefas ele replicou que teria de acompanhá-lo e explicar meus motivos. Na reunião havia cerca de uma dúzia de homens que me interrogaram de perto sobre os motivos de minha recusa. Disseram-me que eu só podia estar de um lado ou do outro, sem posição intermediária, ‘ou católico, ou protestante.’ Eu expliquei que desde que comecei a estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová minha consciência não me permitia violar os princípios da neutralidade cristã.”

      Um dos homens discordou duma declaração posterior deste estudante da Bíblia, de que os deveres de vigilante eram políticos. Mas quando o estudante da Bíblia lhe perguntou se ele, como protestante, prestaria tal serviço numa rua católica, o objetor respondeu: “Claro que não.” O estudante da Bíblia disse então: “Portanto, significaria mesmo eu envolver-me em tomar partido numa questão política e religiosa.” Ele se recusou a isso.

      CONSOLO AOS QUE PRANTEIAM

      Em harmonia com a sua comissão, Jesus Cristo consolou os que pranteavam. (Isa. 61:1-3; Luc 4:18, 19) Sua mensagem era de consolo especial aos tristes por causa de seu estado espiritual. (Mat. 5:4) Iguais a Jesus Cristo, as testemunhas de Jeová aproveitam hoje a oportunidade de levar consolo da Palavra de Deus aos outros.

      Isto é o que certa testemunha de Jeová fez em Berlim Ocidental. Enquanto oferecia as revistas A Sentinela e Despertai! às pessoas na rua ela notou uma senhora falando a umas conhecidas. Esta mulher parecia muito triste. Quanto mais ela falava, tanto mais triste ficava, até que finalmente irrompeu em prantos. Quando as outras

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