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O nome de Deus e os tradutores da BíbliaO Nome Divino Que Durará Para Sempre
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Almeida original (português, publicada em 1681), a tradução Elberfelder original (alemão, publicada em 1871), bem como a American Standard Version (inglês, publicada em 1901). Algumas traduções, destacadamente A Bíblia de Jerusalém, também usam consistentemente o nome de Deus, mas na forma Iahweh. A Tradução Brasileira (1917) usa a forma “Jehovah”, e a tradução do Centro Bíblico Católico usa “Javé” para o nome divino.
Leia a seguir os comentários de alguns tradutores que incluíram o nome em suas traduções e compare a argumentação deles com a dos que omitiram o nome.
Por Que Outros Incluíram o Nome
Os tradutores da American Standard Version, de 1901, fizeram o seguinte comentário: “[Os tradutores] chegaram à conclusão unânime de que certa superstição judaica, que considerava o Nome Divino sagrado demais para ser pronunciado, não mais deve predominar na versão em inglês ou em qualquer outra versão do Antigo Testamento . . . Esse Nome Memorial, explicado em Êx. iii. 14, 15, e enfatizado como tal vez após vez no texto original do Antigo Testamento, designa a Deus como o Deus pessoal, o Deus do pacto, o Deus da revelação, o Libertador, o Amigo de seu povo . . . Esse nome pessoal, com sua riqueza de relacionamentos sagrados, é agora restaurado no lugar no texto sagrado ao qual pertence com inquestionável direito.”
Similarmente, no prefácio da tradução alemã original da Elberfelder Bibel, lemos: “Jeová. Retivemos esse nome do Deus do Pacto de Israel porque o leitor já por anos acostumou-se a ele.”
Steven T. Byington, tradutor da The Bible in Living English (A Bíblia em Inglês Vivo) explica por que ele usa o nome de Deus: “A maneira de escrevê-lo e a pronúncia não são de suma importância. O que é de suma importância é deixar claro que se trata de um nome pessoal. Há vários textos que não podem ser corretamente entendidos se traduzirmos esse nome por um substantivo comum, como ‘Senhor’, ou, muito pior ainda, por um adjetivo substantivado [por exemplo, o Eternal].”
O caso de outra tradução, de J. B. Rotherham (em inglês), é interessante. Ele usou o nome de Deus em sua tradução, mas preferiu a forma Yahweh. Contudo, numa obra posterior, Studies in the Psalms (Estudos dos Salmos), publicada em 1911, ele voltou à forma Jeová. Por quê? Ele explica: “JEOVÁ. — o emprego dessa forma do nome Memorial (Êxo. 3:18) na presente versão do Saltério não provém de qualquer dúvida quanto à pronúncia mais correta ser Javé; mas unicamente da evidência prática, pessoalmente selecionada, do desejo de se manter em contato com o ouvido e o olho públicos numa questão desta espécie, em que a coisa principal é o fácil reconhecimento do nome Divino tencionado.”
No Salmo 34:3 exorta-se aos adoradores de Jeová: “Magnificai comigo a Jeová, exaltemos juntos o seu nome.” Como podem os leitores de traduções bíblicas que omitem o nome de Deus corresponder plenamente a essa exortação? Os cristãos alegram-se de que pelo menos alguns tradutores tiveram a coragem de incluir o nome de Deus em sua tradução das Escrituras Hebraicas, preservando assim o que Smith e Goodspeed chamam de “sabor do texto original”.
No entanto, a maioria das traduções, mesmo quando incluem o nome de Deus nas Escrituras Hebraicas, omitem-no das Escrituras Gregas Cristãs, o “Novo Testamento”. Qual o motivo disso? Há alguma justificativa para incluir o nome de Deus nessa última parte da Bíblia?
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O nome de Deus e o “Novo Testamento”O Nome Divino Que Durará Para Sempre
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O nome de Deus e o “Novo Testamento”
O LUGAR do nome de Deus é inabalável nas Escrituras Hebraicas, o “Antigo Testamento”. Embora os judeus por fim deixassem de pronunciá-lo, suas crenças religiosas os impediram de remover o nome ao fazer cópias de manuscritos mais antigos da Bíblia. Assim, o nome de Deus ocorre com mais frequência nas Escrituras Hebraicas do que qualquer outro nome.
No caso das Escrituras Gregas Cristãs, o “Novo Testamento”, a situação é diferente. Manuscritos do livro de Revelação, ou Apocalipse, (o último livro da Bíblia), contêm o nome de Deus em sua forma abreviada, “Jah”, (na palavra “Aleluia”). Mas, fora disso, nenhum antigo manuscrito grego dos livros de Mateus a Revelação hoje disponível contém o nome de Deus por extenso. Significa isso que o nome não devia figurar ali? Isso seria surpreendente, em vista do fato de que os seguidores de Jesus reconheciam a importância do nome de Deus e que Jesus nos ensinou a orar pela santificação do nome de Deus. Portanto, o que aconteceu?
Para entender isso, lembre-se de que os manuscritos das Escrituras Gregas Cristãs que temos hoje não são os originais. Os livros originais escritos por Mateus, Lucas e outros escritores bíblicos foram bastante usados e rapidamente se gastaram. Assim, foram feitas cópias, e, quando elas se gastaram, cópias adicionais dessas cópias foram feitas. Isso é o que devíamos esperar, visto que as
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