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  • Nações antigas tinham de saber quem Ele é
    “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?
    • fugitivo e a retornar ao país dos opressores de seu povo, que haviam procurado tirar-lhe a vida? Não fracassara já uma vez como libertador? Sim! Mas agora seria seu Deus quem agiria como Libertador daqueles que adoravam a Ele apesar de sua aflição de longa duração. Já era então quase desconhecido ao seu próprio povo, mas a sua irmã mais velha Miriã e seu irmão Arão ainda viviam lá na terra da escravidão. Em grande parte, teria de identificar-se a eles. Eles lhe perguntariam: “O que te fez voltar? Quem te enviou?” De nada lhe adiantaria apresentar-se a eles em seu próprio nome como seu libertador, assim como de nada adiantou da primeira vez. Só estariam inclinados a aceitá-lo como seu líder visível se viesse no nome de seu Deus como Libertador. Mas, qual era o nome deste Deus que o enviara? Como poderia provar que este Deus o enviara para levá-los à liberdade? Havia este Deus mudado de nome?

      15. Onde e de que maneira deu Deus ordens a Moisés para voltar à terra dos escravizadores opressivos?

      15 O Mandante divino de Moisés sabia que seu povo duvidoso se perguntava por que o Deus de seus antepassados havia permitido por tanto tempo que se praticasse tal iniqüidade contra eles, e ele sabia que fariam tais perguntas a Moisés. Por meio de uma manifestação milagrosa, não em algum país mítico, mas ao sopé do monte Horebe, no ermo de Sinai, da Península arábica, Deus deu ordens verbais a Moisés, para que voltasse à terra dos escravizadores opressivos. O que devia dizer ao se apresentar pela primeira vez ao seu próprio povo? Deus disse-lhe o que dizer, por meio dum anjo invisível, junto a um espinheiro que ardia milagrosamente no ermo. Segundo a Nova Bíblia Inglesa (The New English Bible), publicada numa terra muito ao oeste da Península Sinaítica, 3.482 anos depois (em 1970 E. C.), Moisés devia dizer em explicação de sua missão:

      16. O que se mandou que Moisés dissesse ao seu povo para explicar a sua volta?

      16 “Tens de dizer aos israelitas o seguinte, que é JEOVÁ, o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, quem te envia a eles. Este é meu nome para sempre; este é meu título em toda geração. Vai e reúne os anciãos de Israel e diz-lhes que JEOVÁ, o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, apareceu-te e disse: Voltei deveras meus olhos para vós; notei tudo o que se tem feito a vós no Egito, e estou resolvido a fazer-vos sair de vossa miséria no Egito, para a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos perizeus, dos hivitas e dos jebuseus, uma terra que mana leite e mel.’ Eles te escutarão, e então tu e os anciãos de Israel tereis de ir ao rei do Egito.” — Êxodo 3:15-18; veja também VB; PIB.

      17. Qual foi a reação de Faraó à demanda de libertar os israelitas, e, por isso, o que restava apenas para Deus fazer a ele?

      17 Moisés obedeceu corajosamente a este Deus de seus antepassados, Jeová. Por meio de sinais milagrosos que Jeová mandara Moisés fazer, este provou que Jeová, o Deus da libertação, deveras o enviara para guiá-los à liberdade. Sua libertação poderia ter acontecido de modo fácil para os egípcios, se estes, à demanda de Jeová, tivessem deixado de oprimir os israelitas e os tivessem deixado ir livres para a sua Terra da Promessa de leite e mel. Mas o que se podia fazer, quando o rei, Faraó do Egito, zombava da demanda feita a ele em nome do Deus vivente e verdadeiro e respondia de modo desafiador: “Quem é Jeová, que eu deva obedecer à sua voz para mandar Israel embora?” Para apoiar seu desafio a Jeová, como se este fosse apenas um joão-ninguém, o Faraó idólatra do Egito acrescentou: “Não conheço Jeová, e ainda mais, não vou mandar Israel embora.” E quando Faraó, comandante das mais excelentes forças militares daquele mundo antigo, apegou-se à sua decisão, que mais se podia fazer senão fazê-lo conhecer a Jeová, obrigá-lo a saber que o Deus que demandava que soltasse Seu povo era Jeová? Faraó é que criou esta situação!

      18. Que declaração do propósito divino exigiu a situação nacional que se desenvolveu lá naquele tempo, e o que farão bem em considerar nações poderosas de hoje quanto a si mesmas?

      18 Adotam alguns dos governantes políticos deste século vinte a atitude daquele Faraó de 1514/1513 A. E. C., conforme registrada em Êxodo 5:1, 2? A situação nacional que se desenvolveu lá naquele tempo exigiu pela primeira vez a declaração divina que avisava as nações políticas dos tempos bíblicos a respeito do propósito de Deus de tornar conhecido quem ele é. Mas as nações deste mundo moderno precisam acatar esta declaração antiga do propósito de Deus, visto que se aplica também a elas. Farão bem em considerar seriamente se foram tipificadas ou prefiguradas pela antiga terra dos faraós, quando Jeová disse a Moisés: “Os egípcios hão de saber que eu sou Jeová quando eu estender a mão contra o Egito, e deveras farei os filhos de Israel sair do seu meio.” — Êxodo 7:1-5.

      19. Por meio de que, como a primeira de dez pragas, foi Faraó obrigado a saber que Jeová é Deus?

      19 Ordenou-se também a Moisés que dissesse ao desobediente Faraó do Egito: “Por meio disso saberás que eu sou Jeová. Eis que com o bastão que está na minha mão estou golpeando a água que há no rio Nilo e ela se há de transformar em sangue.” E assim aconteceu. Esta mostrou ser a primeira de dez pragas por meio das quais os egípcios empedernidos e resistentes ficaram sabendo de modo desastroso para eles que o verdadeiro Deus é Jeová. — Êxodo 7:17-20.

      20. Como passou o povo de Moisés nas primeiras duas pragas, e que dúvida, portanto, poderá ter tido Faraó a respeito de Jeová?

      20 Aquela primeira praga, a de transformar o rio Nilo e seus canais em sangue, não visava diretamente o povo de Moisés, que morava separado na parte nordeste do Egito, conhecida como Gósen. Mas eles sentiram os efeitos desta praga que afligiu o país inteiro do Egito durante sete dias. No entanto, sabiam que Jeová não pretendia puni-los com esta praga, e, por padecerem junto com os egípcios, puderam sentir quão real era o golpe para os egípcios opressivos. O mesmo se dava com a segunda praga, a das rãs inundando a terra do Egito, não se poupando nem mesmo a terra de Gósen. (Êxodo 7:19 a 8:15) Faraó talvez se consolasse de que o próprio povo de Moisés se via obrigado a sofrer por causa destas pragas, do mesmo modo como os egípcios. Talvez duvidasse que Jeová pudesse proteger seu próprio povo, os israelitas, contra estas pragas que os sacerdotes-magos do Egito pareciam poder imitar. De modo que esta situação constituía um desafio para Jeová. Podia ele enfrentá-lo?

      21. O que se viram obrigados a admitir os sacerdotes do Egito em vista da terceira praga, e por quê?

      21 As primeiras duas pragas não abrandaram suficientemente o coração de Faraó. De fato, ceder Jeová aos clamores de alívio por parte de Faraó realmente endureceu aquele governante desafiador. Cabia então uma terceira praga sobre o Egito. Esta produziu enxames de borrachudos em todo o Egito. Os sacerdotes-magos não puderam duplicá-la. Não puderam atribuir a praga a nenhum dos seus deuses demoníacos. Por isso se viram obrigados a dizer a Faraó: “É o dedo de Deus!” É digno de nota que não disseram: ‘É o dedo de Jeová!’ Omitiram deliberadamente proferir o nome verdadeiro de Deus? De qualquer modo, desconsiderarem o nome do verdadeiro Deus não escondeu os fatos nem os salvou. — Êxodo 8:16-19.

      PROTEÇÃO PELA ADORAÇÃO DO VERDADEIRO DEUS

      22. Que pergunta surge quanto à capacidade do verdadeiro Deus de proteger seus adoradores, e como foi isto respondido pela maneira em que se deu a quarta praga?

      22 Há qualquer proteção possível por meio da adoração do verdadeiro Deus, mesmo deste Deus com um nome não estimado? A maneira em que se manobrou a quarta praga sobre o Egito responde a esta pergunta de modo positivo. Ouça o registro histórico em Êxodo 8:20-24:

      23. O que se mandou que Moisés dissesse ao anunciar a quarta praga, e com que resultado?

      23 “Jeová disse então a Moisés: ‘Levanta-te de manhã cedo e toma posição diante de Faraó. Eis que ele está saindo à água! E tens de dizer-lhe: “Assim disse Jeová: ‘Manda embora meu povo, para que me sirvam. Mas se não mandares embora meu povo, eis que enviarei o moscão sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e às tuas casas; e as casas do Egito estarão simplesmente cheias de moscões, e também o solo em que estão. E naquele dia certamente farei ficar à parte a terra de Gósen em que está meu povo, para que não haja ali nenhum moscão; a fim de que saibas de que eu sou Jeová no meio da terra. E deveras porei uma demarcação entre meu povo e teu povo. Amanhã ocorrerá este sinal.”” E Jeová passou a fazer isso; e densos enxames de moscões começaram a invadir a casa de Faraó e as casas dos seus servos, e toda a terra do Egito. O país ficou arruinado por causa dos moscões.”

      24. Daí em diante, por que dois motivos se fez Faraó saber que Jeová é Deus, e depois de sofrer o que permitiu Faraó que o povo de Jeová partisse?

      24 Fez-se assim saber ainda mais, de duas maneiras, ao empedernido Faraó, que o verdadeiro Deus é Jeová, pela própria praga dos moscões, da qual também se podia dizer que era “o dedo de Deus”, e pela separação milagrosa do povo de Jeová, os israelitas, e sua proteção contra a praga dos moscões. Se Faraó tivesse mandado alguém à terra de Gósen, teria verificado que era assim, do modo como fez com relação à próxima praga, que atacou toda espécie de gado dos egípcios com uma pestilência, de modo que morreu. Lemos a respeito da verificação que Faraó mandou fazer para ver se Jeová realmente havia feito uma distinção entre o gado dos israelitas e o gado dos egípcios: ‘Faraó mandou então ver, e eis que nem mesmo um do gado de Israel tinha morrido.” (Êxodo 9:7) Mas nem mesmo este conhecimento a respeito de Jeová bastava ao refratário Faraó. Foi só depois da décima e última praga, que matou seu filho primogênito e os primogênitos de todos os seus súditos egípcios, que ele cedeu o bastante para deixar ir o povo de Jeová. A culpa foi dele, de ter de aprender a conhecer a Jeová apenas de modo difícil para o Egito.

      25. De que maneira obteria Deus glória adicional para si mesmo por meio de Faraó, conforme ele declarou a Moisés, e, assim, o que viriam os egípcios a saber com certeza?

      25 Apesar de tudo isso, o Deus de Milagres ainda não tinha acabado de obrigar Faraó e seus súditos a saber que ele é Jeová. Alguns dias depois de os israelitas partirem com todos os seus primogênitos de homem e de animal, acamparam-se junto ao Mar Vermelho, na margem ocidental dele, perto da cabeceira do Golfo de Suez, “à vista de Baal-Zefom (“Senhor do Norte, ou, da Torre de Vigia”)”. Jeová tomou o propósito de dar-se a conhecer ainda mais aos seus inimigos perto deste lugar geográfico. Foi assim como Jeová dissera a Moisés: “Faraó certamente dirá então com respeito aos filhos de Israel: ‘Estão vagueando em confusão pelo país. O ermo os encerrou.’ Assim, hei de deixar o coração de Faraó ficar obstinado e ele certamente irá no encalço deles, e eu obterei glória para mim por meio de Faraó e todas as suas forças militares; e os egípcios saberão certamente que eu sou Jeová.” — Êxodo 14:1-4.

      26. Como decidira Jeová então ajustar contas com os egípcios, e o que disse ele a Moisés sobre o objetivo disso?

      26 Portanto, não eram realmente os israelitas que estavam presos junto ao Mar Vermelho, com as forças militares egípcias avançando depressa contra eles, mas eram os próprios egípcios que caíam numa armadilha, para a sua destruição. Assim se daria uma lição final aos egípcios para conhecerem a Jeová. Assim ajustaria as contas com eles. Quando Jeová disse então a Moisés que ele abriria um corredor através do leito do Mar Vermelho, para os israelitas avançarem até a margem oriental e ficarem libertos, ele revelou a Moisés o objetivo disso, dizendo: “Quanto a mim, eis que deixo os corações dos egípcios ficar obstinados para que entrem atrás deles e a fim de que eu obtenha glória para mim por meio de Faraó e todas as suas forças militares, seus carros de guerra e seus cavalarianos.” — Êxodo 14:15-18.

      27. Em vista de que apuros em que se encontravam viram-se as forças egípcias finalmente obrigadas a reconhecer a Deus por nome, mas fizeram isso em tempo?

      27 Naquela noite, sob o luar da lua da Páscoa, as centenas de milhares de israelitas atravessaram o leito do Mar Vermelho, tendo em ambos os lados as águas milagrosamente partidas. Perto do amanhecer, Jeová permitiu que as forças militares egípcias entrassem no leito seco do mar em perseguição dos israelitas. Quando o Deus de Israel começou a estorvar o progresso dos perseguidores, as forças militares egípcias sentiram o perigo e começaram a achar que estavam lutando contra Jeová. Reconhecendo-o finalmente por nome, disseram uns aos outros: “Fujamos de qualquer contato com Israel, porque Jeová certamente está lutando por eles contra os egípcios.” Mas já era tarde demais para fugir, pois Jeová fechara a armadilha sobre eles. Lemos:

      28. Como salvou Jeová a Israel das mãos dos egípcios naquele dia?

      28 “Nesse ínterim, os egípcios fugiam do seu encontro com [o mar], mas Jeová desembaraçou-se dos egípcios no meio do mar. E as águas voltavam. Por fim cobriam os carros de guerra e os cavalarianos, pertencentes a todas as forças militares de Faraó e que haviam entrado no mar atrás deles. Nem mesmo um só deles se deixou sobrar. Quanto aos filhos de Israel, andaram em terra seca no meio do leito do mar, e as águas foram para eles como muralha à sua direita e à sua esquerda. Assim, naquele dia, Jeová salvou Israel da mão dos egípcios e Israel chegou a ver os egípcios mortos à beira do mar.” — Êxodo 14:21-30.

  • Seu próprio povo tinha de saber quem Ele é
    “As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová” — Como?
    • Capítulo 2

      Seu próprio povo tinha de saber quem Ele é

      1. Em vista do desastre dos egípcios e do triunfo de seus anteriores escravos, o que veio a saber cada nação respectiva?

      O EGITO, de fato, deve ter sofrido uma queda como principal potência militar daqueles tempos antigos. Quando as notícias deste desastre atingiram os egípcios que ficaram em casa, eles devem ter sabido, por fim, que o Deus de seus ex-escravos era Jeová, o único Deus vivente e verdadeiro. Quanto aos israelitas libertos, nesta hora triunfante, podiam apreciar o que seu Deus dissera a Moisés a respeito deles: “Certamente vos tomarei para mim como um povo e deveras mostrarei ser Deus para vós; e sabereis certamente que eu sou Jeová, vosso Deus, que vos faz sair de debaixo dos fardos do Egito.” (Êxodo 6:7) Podiam então apreciar o nome de Deus dum modo como nem seus antepassados puderam apreciar, assim como Ele dissera também a Moisés: “Eu sou o SENHOR. Eu apareci a Abraão, Isaque e Jacó como Deus Todo-poderoso. Mas não me dei a conhecer a eles pelo meu nome JEOVÁ.” — Êxodo 6:2, 3, NEB; veja VB; PIB.

      2. Para com quem tinham os israelitas libertos então a obrigação de se tornar testemunhas, e a respeito de quê?

      2 Recaía então sobre aqueles israelitas libertos a responsabilidade de servirem como testemunhas perante seus descendentes. Passavam a ter a obrigação de servir como

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