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AlaúdeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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leve, pois era tocado pelas mulheres israelitas enquanto cantavam e dançavam, na celebração das vitórias do Rei Saul e de Davi. — 1 Sam. 18:6, 7.
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Alcaparra, Fruto DaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALCAPARRA, FRUTO DA
[Heb., ’aviyohná]. Algumas traduções de Eclesiastes 12:5 vertem este termo hebraico como “desejo” (IBB), “apetite” (AL), de modo que tal trecho passa a rezar: “falhar o desejo”, ou “perecer o apetite”. (IBB; Al) No entanto, muitos tradutores modernos (PIB; CBC; NM; Nácar-Colunga, em espanhol) consideram que o escritor de Eclesiastes, neste capitulo que descreve a condição do homem em sua velhice, usou uma metáfora, como se dá através de toda a descrição, e que ’aviyohnáh se refere à alcaparra (como estimulando o desejo ou o apetite). Este último conceito encontra respaldo nas traduções da LXX, Vg, Sy e em traduções árabes.
A alcaparra (Capparis spinosa) pode atingir uma altura de 90 cm, mas, usualmente, espalha-se pelo solo como uma vinha. Abunda em toda a região da Palestina, amiúde crescendo em reentrâncias das rochas ou espalhando-se por muros ou ruínas, bem semelhante à hera. Os ramos espinhosos apresentam rica folhagem oval verde. A planta floresce em maio, com grandes flores brancas, com filamentos purpurinos, de pontas amarelas, estendendo-se do seu centro.
Os frutos da planta não são tão usados quanto os pequeninos botões novos. Estes são colhidos e comidos como condimento, para estimular o apetite, qualidade pela qual são conhecidos desde priscas eras. Assim, o escritor de Eclesiastes parece estar afirmando que, quando diminui o senso do paladar dum homem idoso, e seu apetite se reduz, nem mesmo o estímulo do fruto da alcaparra consegue despertar seu desejo de comer.
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Aldeia (Cidade)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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ALDEIA (CIDADE)
Veja CIDADE.
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Aldeias (Cidades) DependentesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALDEIAS (CIDADES) DEPENDENTES
[literalmente, “filhas”]. Pequenas cidades na vizinhança de uma cidade maior. A capital, ou cidade principal dum distrito, era a metrópole, ou cidade “mãe”, como em 1 Crônicas 18:1: “Gate e suas aldeias dependentes” (literalmente, “Gate e suas filhas”). Tiro é chamada de “filha” de Sídon, cidade evidentemente mais antiga do que Tiro, que parece ter sido originalmente uma colônia de Sídon. (Isa. 23:8, 12; Gên. 10:19; Jos. 11:8) As cidades menores de Judá dependiam de Jerusalém. (Sal. 48:11; 97:8; Lam. 3:51) Outras cidades “mães”, que possuíam aldeias ou cidades dependentes eram Samaria e Sodoma (Eze. 16:53), Rabá de Amom (Jer. 49:3), Quenate (Núm. 32:42), Ecrom (Jos. 15:45), Asdode e Gaza (Jos. 15:47), Bete-Seã, Ibleão, Dor, En-Dor, Taanaque e Megido. — Jos. 17:11.
As aldeias ou cidades “filhas” se originaram da cidade “mãe”, ou eram política e economicamente (e às vezes religiosamente) dependentes dela. Em alguns casos, as cidades dependentes não tinham muros ou eram menos fortificadas, e, em época de sítio, os habitantes procuravam a segurança na cidade “mãe”. — Jer. 4:5; 8:14.
A antiga cidade de Jerusalém, como “mãe” das cidades dependentes de Judá, é usada simbolicamente para representar a “Jerusalém de cima”, o lugar de segurança de Jeová, no qual os que buscam a justiça encontrarão refúgio no “dia de Jeová contra todas as nações”. — Gál. 4:26; Obd. 15,17; Sal. 48:11-13; Joel 2:32.
Babilônia, a Grande, é representada em Revelação, capítulo 17, como uma prostituta e como uma cidade, possuindo filhas. Estas são organizações que surgiram da organização-mãe. Dependendo dela, sofrerão a destruição junto com ela.
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AlegriaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALEGRIA
A emoção suscitada pela aquisição ou pela expectativa do que é bom; estado de felicidade; exultação. As palavras hebraicas e gregas usadas na Bíblia para alegria, exultação, regozijo e regozijar-se expressam várias nuanças de significado, diferentes estágios ou graus de alegria. Denotam, de forma variada, o júbilo, a base ou a ocasião para alegria, dançar como que com alegria, rodopiar com agradável emoção, exultar ou pular de alegria exuberante, e gloriar-se ou gabar-se (de algo).
Jeová é chamado o “Deus feliz”. (1 Tim. 1:11) Ele cria e trabalha com alegria para si mesmo e para suas criaturas. O que Ele produz o torna alegre. (Sal. 104:31) Deseja que suas criaturas igualmente gozem as Suas obras em benefício delas, e usufruam seu próprio trabalho. (Ecl. 5:19) Visto que Ele é a Fonte de todas as coisas boas (Tia. 1:17), o principal prazer de todas as criaturas inteligentes, tanto humanas como angélicas, é o de virem a conhecê-lo. — Sal. 64:10; 104:34; Jer. 9:23, 24; Fil. 4:4.
Jesus Cristo, que era o íntimo de Jeová, é quem melhor o conhece (Mat. 11:27) e pode explicá-lo a seus seguidores. (João 1:18) Jesus, por conseguinte, é alegre, sendo chamado “o feliz e único Potentado”. (1 Tim. 6:14, 15) Por amor a seu Pai, está ansioso de sempre fazer as coisas que agradam a Ele. (João 8:29) Portanto, quando foi colocada diante dele a tarefa de vir à terra, sofrer e morrer, a fim de vindicar o nome de Jeová, “pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha”. (Heb. 12:2) Também sentia grande amor pela humanidade e alegrava-se nela. — Pro. 8:30, 31.
O coração de Jeová pode alegrar-se com seus servos, devido à fidelidade e à lealdade deles para com Ele. Satanás, o Diabo, desafia constantemente a justeza da soberania de Deus, e a integridade de todos os que servem a Deus. (Jó 1:9-11; 2:4, 5; Rev. 12:10) A eles se aplicam as palavras: “Sê sábio, filho meu, e alegra meu coração, para que eu possa replicar àquele que me escarnece.” (Pro. 27:11) O povo de Jeová na terra pode fazer com que Deus se regozije por meio de sua fidelidade e lealdade a Ele. — Isa. 65:19; 1 Tim. 3:17.
Visto que Jeová é a Fonte da alegria e deseja que seu povo sinta-se jubilante, a alegria é um fruto do seu espírito santo. (Gál. 5:22, 23; 1 Tes. 1:6) Paulo aconselhou os cristãos em Roma no sentido de que o reino de Deus não consistia em coisas materiais, de modo que uma pessoa não devia tropeçar por causa de outra, nem devia julgar outrem à base de coisas tais como aquilo que este comia ou bebia, “pois o reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo”. — Rom. 14:17.
A verdadeira alegria é uma qualidade do coração, e pode influir no corpo inteiro para o bem. “O coração alegre tem bom efeito sobre o semblante”, e “o coração alegre faz bem como alguém que cura [ou, “faz bem ao corpo”, NM, ed. 1957, em inglês, nota marginal]”, afirma o sábio escritor de Provérbios. — Pro. 15:13; 17:22.
Alegria no serviço de Deus
O que Jeová pede de seus servos não é pesado. (1 João 5:3) Ele deseja que tenham prazer em Seu serviço. Israel, seu povo, devia gozar as festividades periódicas que Deus programou para eles, e deviam regozijar-se em outros aspectos de sua vida e da adoração de Deus. (Lev. 23:40; Deut. 12:7, 12, 18) Deviam falar sobre Deus com alegria. (Sal. 20:5; 51:14; 59: 16) Caso não servissem a Deus com alegria de coração, havia algo de errado em seu coração e em seu apreço pela benevolência e pela bondade Dele. Assim, ele os avisou do que aconteceria êsses tornassem desobedientes e não sentissem alegria em servi-lo. — Deut. 28:45-47.
O cristão, igualmente, deve sentir prazer em seu serviço a Deus. De outra forma, algo está faltando quanto ao seu apreço de coração. (Sal. 100:2) “0 regozijo de Jeová é o vosso baluarte”, disse um dos servos fiéis de Deus. (Nee. 8:10) As boas novas que o cristão proclama foram anunciadas pelo anjo de Deus como “boas novas duma grande alegria que todo o povo terá”. (Luc. 2:10) O nome de Jeová sobre Suas testemunhas, e a verdade encontrada na Bíblia, devem ser, em si, uma alegria para elas. — Compare com Jeremias 15:16.
Ademais, as decisões judiciais justas e retas de Jeová, postas em vigor na congregação cristã e na vida dos cristãos, são causa para alegria em especial num tempo em que o mundo deita por terra a justiça e a retidão. (Sal. 48:11) Dai, por certo, a maravilhosa esperança adiante fornece base para alegria. (“Alegrai-vos na esperança.” — Rom. 12:12; Pro. 10:28) Sua salvação é uma base para alegria. (Sal. 13:5) Adicionalmente, há a alegria que o servo de Deus deriva daqueles a quem ajuda a obter conhecimento de Jeová e a servi-lo. (Fil. 4:1; 1 Tes. 2:19) (Reunir-se com o povo de Deus e trabalhar junto com ele é uma das maiores alegrias.) — Sal. 106:4, 5; 122:1.
Perseguição é causa de alegria
Para o cristão que guarda seu coração, até mesmo a perseguição, embora em si não seja prazerosa, deve ser considerada com alegria, pois suportá-la com integridade é uma vitória. Deus ajudará o fiel. (Col. 1:11) Adicionalmente, é prova de que a «pessoa é aprovada por Deus. Jesus disse que, quando o vitupério e a perseguição sobrevierem ao cristão, ele deve ‘pular de alegria’. — Mat. 5:11, 12; Tia. 1:2-4; 1 Ped. 4:13, 14.
Outras alegrias providas por Deus
Jeová tem provido muitas outras coisas que a humanidade pode usufruir dia a dia. Algumas destas são: casamento (Deut. 24:5; Pro. 5:18); ser pai ou mãe dum filho sábio e justo (Pro. 23:24, 25): alimento (Ecl. 10:19: Atos 14:17); vinho (Sal. 104:14, 15; Ecl. 10:19) e as múltiplas coisas de Sua criação. — Tia. 1:17;1 Tim. 6:17.
Alegrias falsas ou passageiras
Jesus menciona alguns que ouviriam a verdade e a receberiam com alegria, mas sem entenderem o real sentido dela. Tais não cultivam a palavra implantada em seu coração, e como conseqüência logo perdem a alegria por tropeçarem quando surge tribulação ou perseguição por causa da palavra. (Mat. 13:20, 21) A alegria baseada no materialismo é uma alegria falsa, errada e efêmera. Também, alguém que se regozija com a calamidade de outrem, mesmo de alguém que o odeie, tem e responder perante Jeová por seu pecado. Jó 31:25-30; Prov. 17:5; 24:17, 18) Um rapaz será tolo de regozijar-se em sua juventude, no sentido de que se entrega à satisfação dos “desejos pertinentes à mocidade”. (Ecl. 11:9, 10; 2 Tim. 2:22) Similarmente, o amor à hilaridade porá a pessoa em má situação. (Pro. 21:17; Ecl. 7:4) Até mesmo o cristão que exulta em comparar-se com outros está errado. Antes, deve provar quais são suas próprias obras e ter causa de exultação apenas em si mesmo. — Gál. 6:4.
Alegria eterna
Jeová prometeu restaurar seu povo, Israel, depois de seu cativeiro em Babilônia. Deveras os trouxe novamente a Jerusalém, em 537 A.E.C., e eles se regozijaram grandemente quando foi lançado o alicerce do templo. (Isa. 35:10; 51:11; 65:17-19; Esd. 3:10-13) Mas a profecia de Isaías (65:17) evidentemente tem um cumprimento maior no estabelecimento de “um novo céu e uma nova terra”, arranjo pelo qual toda a humanidade sentirá alegria para sempre, sob a “Nova Jerusalem” Rev. 21:1-3.
Sob as atuais condições, a iniqüidade, a doença e a morte impedem que sintamos alegria plena e irreprimível. Mas, em harmonia com a regra bíblica: “O rei sábio dispersa os iníquos”, Jesus Cristo, o rei de Deus, porá fim a todos os inimigos de Deus e da justiça. (Pro. 20:26; 1 Cor. 15: 25, 26) Assim, todos os obstáculos à completa alegria serão removidos, pois até mesmo “não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor” (Rev. 21:4) O pesar com relação aos mortos terá desaparecido para sempre, sendo removido pela ressurreição dos mortos. Este conhecimento, até mesmo hoje em dia, conforta os cristãos que, por causa disso, não ficam “pesarosos como os demais que não têm esperança”. — 1 Tes. 4:13, 14; João 5:28, 29.
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AleluiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALELUIA
[louvai a Jah (Abrev. de Jeová)]. Transliteração da expressão hebraica hallu-Yáh, que aparece pela primeira vez no Salmo 104:35. Na Tradução do Novo Mundo é quase sempre traduzida “louvai a Já!” Com exceção do Salmo 135:3 (“louvai a Já!”, NM), hallu-Yáh introduz e/ou conclui certos Salmos. (Veja o Salmo 112:1; 115:18; 146:1, 10; 147:1, 20; 148:1, 14; 149:1, 9; 150:1, 6.) Esta expressão se coloca, junto com “Amém”, no fim do Livro Quatro dos Salmos (Sal. 106:48), e uma forma grega dela aparece quatro vezes em Revelação 19:1-6, onde se faz referência à alegria sentida por causa da destruição de Babilônia, a Grande, e à ligada ao início da regência de Jeová qual Rei. — Veja JAH.
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AlexandriaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALEXANDRIA
Principal cidade e famosa metrópole do Egito durante o tempo de Jesus e seus apóstolos. A moderna Alexandria (chamada em árabe al-Iscandariiá) ergue-se no sítio antigo e é um porto marítimo, mas tem pouco do seu antigo esplendor.
Na Bíblia se faz apenas breve referência a Alexandria. Entre os que discutiam com Estêvão, antes de seu julgamento, havia “alexandrinos”, ou judeus de Alexandria. Alexandria era a cidade natal do eloqüente Apoio. E dois dos navios em que Paulo navegou como prisioneiro conduzido para Roma procediam de Alexandria. — Atos 6:9; 18:24; 27:6; 28:11.
A cidade derivou seu nome de Alexandre Magno, que ordenou que fosse edificada em 332 A.E.C. Com o tempo, tornou-se a principal cidade do Egito, e, sob os Ptolomeus, os reis helenísticos do Egito, Alexandria tornou-se a capital do Egito. Permaneceu como tal quando Roma assumiu o controle dele em 30 A.E.C., servindo como centro administrativo do Egito por toda a época romana e bizantina, até à conquista árabe, no sétimo século E.C.
LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO
Seu local foi bem escolhido. A O do delta do Nilo, em forma de leque, o lago Mareótis se situa perto do Mediterrâneo, havendo pequeno istmo que o separa do mar. Alexandria foi construída nesta faixa de terra em que, anteriormente, erguia-se o pequeno povoado de Racotis. Visto que o lago Mareótis estava então ligado ao ramo canópico do Nilo (o mais ocidental dos sete estuários do antigo Nilo), isto significava que a cidade podia servir de porto de ambos os lados do istmo, os navios oceânicos aportando ao N, e os barcos egípcios do Nilo ao S. Bem ao N da cidade situava-se a ilhota de Faros. Construiu-se um molhe ou quebra-mar do continente até a metade da ilha, sendo chamado Heptastádio (significando “Sete Estádios”, por toda a extensão do quebra-mar [cerca de sete oitavos de uma milha romana ou 1,3 km]). Este quebra-mar também servia para dividir a baía em duas espaçosas bacias. A E da ilha de Faros foi construído um farol de uns 122 m de altura, reputado uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Tendo cerca de 24 km de extensão e apenas cerca de 1,5 km de largura, Alexandria era bem delineada, em forma de quarteirões de uma cidade, possuindo ruas amplas, regulares, com locais enfileirados de colunatas. Diz-se que um terço da sua área era ocupada por palácios e locais públicos. Seu esplendor e seus magníficos prédios foram aclamados pelos escritores antigos. Especialmente famosa era sua grande biblioteca, ligada ao “Museu” de Alexandria, uma espécie de universidade patrocinada pelo Estado, onde todos os ramos das artes e ciências eram estudados por peritos de muitos países. A biblioteca tinha sido fundada e ampliada sob os dois primeiros Ptolomeus, e procurava manter cópias de todos os livros escritos em grego e em latim. Com o tempo, diz-se que chegou a possuir cerca de 900.000 volumes ou rolos de papiro. No entanto, a biblioteca sofreu sérios danos devido a um incêndio no tempo de Júlio César, e foi finalmente destruída pelos árabes no sétimo século E.C.
CENTRO JUDAICO
Foi aqui, em Alexandria, que se fez a primeira tradução das Escrituras Hebraicas: a Versão Septuaginta (ou dos Setenta), grega, produzida pelos judeus alexandrinos, evidentemente a partir do reinado de Ptolomeu Filadelfo (285-246 A.E.C.).
Os judeus há muito constituíam considerável parte da população de Alexandria, que, em seu auge, chegou a atingir 800.000 habitantes. Muitos dos judeus descendiam dos refugiados que fugiram para o Egito após a queda de Jerusalém,
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