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As pessoas — por que agem de certa formaDespertai! — 1980 | 22 de outubro
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impulsiva, descontrolada e violenta.
Os dois parágrafos acima mostram que não só os genes, os meios ambientes e os modelos de comportamento que a sociedade coloca diante de nós influenciam a nossa forma de agir, mas também o tratamento que recebemos quando bebês indefesos influencia nosso desenvolvimento cerebral, nossos estados emocionais e as ações resultantes.
Mas, ainda outro fator está em operação — um fator cuja existência muitas pessoas nem sequer admitem. The Wall Street Journal, contudo, o faz. Num editorial de 28 de outubro de 1977, sobre “O Impulso Terrorista”, ele se pergunta sobre a raiva e a violência sem sentidos. A tendência é culpar a sociedade, mas o editorial se indaga a respeito de “impulsos profundos e irracionais” no homem, para quem “o mal tem seus próprios atrativos”. Sua sentença final: “Estará menos perto da verdade se culpar a sociedade do que se culpar a Satanás.”
A Bíblia chama a Satanás de “o deus deste sistema de coisas”, identifica “forças espirituais iníquas nos lugares celestiais” como os reais inimigos, e declara um ai para a terra, “porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. (2 Cor. 4:4; Efé. 6:12; Rev. 12:12) Satanás estava na raiz das dificuldades no Éden, quando tentou Eva a abandonar a ‘imagem e semelhança’ de Deus. Ele ainda é poderosa força hoje em dia em fazer com que as pessoas ajam com violência raivosa, sem sentido.
Muitos fatores conhecidos explicam por que as pessoas agem de certa forma. A genética, o meio ambiente, a liberdade de escolha, as necessidades insatisfeitas — tudo isso influencia a conduta. O desenvolvimento cerebral na infância desempenha importante papel. No entanto, o entendimento, por parte do homem, do cérebro, está ainda na sua infância. É freqüentemente chamado de a coisa mais misteriosa em nosso misterioso universo. Daí, existe também a influência satânica.
Assim, será que realmente sabemos o porquê de as pessoas agirem de certa forma? Sabemos de alguns pormenores; não conhecemos muitos pormenores. Mas, sabemos do motivo básico: Nenhum de nós reflete perfeitamente ‘a imagem e semelhança de Deus’.
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As pessoas — sua volta à semelhança de DeusDespertai! — 1980 | 22 de outubro
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As pessoas — sua volta à semelhança de Deus
“Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas, e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou.” — Col. 3:9, 10.
JEOVÁ criou a terra para continuar para sempre, para ser habitada para sempre. Ele a deu aos filhos dos homens, para ser herdada pelos mansos da terra. E, assim como Jesus ensinou seus seguidores a orar, a vontade de Deus será feita na terra como é feita no céu. Desde o início, foi o propósito de Deus que o homem servisse como zelador da terra. Este ainda é Seu propósito. Apenas aqueles, contudo, que retornarem à semelhança de Deus poderão usufruir tal privilégio. — Sal. 104:5; 37:29; 115:16; Mat. 6:9, 10.
Tais pessoas devem despir-se da velha personalidade, com suas práticas, e revestir-se da nova personalidade. (Efé. 4:22; Col. 3:9) Como? Por meio de conhecimento exato — conhecimento de Jeová e de suas qualidades divinas, e por colocá-los em prática. Por isso, um bom começo nisso é seguir o conselho do apóstolo Paulo em Filipenses 4:8: “Todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas. As coisas que aprendestes bem como aceitastes e ouvistes, e vistes, em conexão comigo, estas pratica; e o Deus de paz estará convosco.”
O conselho é pensar sobre tais coisas. Os pensamentos geram sentimentos, e quando os sentimentos se tornam bastante fortes, movem as pessoas a agir. O escritor bíblico Tiago indicou isto quando disse que, ao fixarmos a mente em pensamentos ruins, cresce o desejo e, por fim, este leva a atos pecaminosos. Isto é declarado em Tiago 1:14, 15: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado, o pecado por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.”
Jesus também indicou isto a respeito do adultério: “Eu vos digo que todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, ao ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” (Mat. 5:28) Persistir em olhar para ela e em pensar nisso pode tornar tal desejo tão forte que se venha a cometer o próprio ato adúltero.
O mesmo princípio se aplica aos bons pensamentos. Geram bons sentimentos que levam a boas ações. Assim, use sabiamente sua liberdade de escolha. Pense nas coisas boas, deseje-as, pratique-as.
O apóstolo Paulo aconselhou isto. Ele certamente o praticava. Mas, ainda assim, lamentava-se: “Aquilo que quero, isso não pratico; mas aquilo que odeio é o que faço.” Ele deplorou seu conflito íntimo entre a carne e o espírito: “Homem miserável que eu sou! Quem me resgatará?” Ele possuía conhecimento exato, tentava retornar à semelhança de Deus, tentava equilibrar os vários atributos de Jeová que ele próprio possuía. Em si mesmo, fracassou, todavia, obteve a vitória. Seu brado nos diz como: “Graças a Deus, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor!” — Rom. 7:15, 24, 25.
Podemos começar a equilibrar harmoniosamente os atributos divinos, mas somente Deus, mediante Cristo, torna completa a volta à sua semelhança.
[Quadro na página 12]
O MAIOR DESTES É O AMOR.” — 1 COR. 13:13.
SEM AMOR
A JUSTIÇA É DURA.
O CONHECIMENTO INCHA.
A SABEDORIA É VÃ.
O PODER CORROMPE.
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