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Monotonia e futilidade ou estabilidade?A Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
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ciclos que Deus estabeleceu nas coisas naturais, descritos por Salomão, demonstra isso. Na realidade, provêem estabilidade e segurança, não monotonia.
CICLOS REPETITIVOS SÃO UMA BÊNÇÃO
Há certos fatores de repetição que são essenciais para uma vida humana equilibrada. Considere alguns dos ciclos que Deus criou — o sol, o vento, a água, as estações e assim por diante. Como seria se não pudéssemos contar com o levantar do sol em determinada hora da manhã, ou se não tivéssemos certeza qual a estação que viria a seguir? Não poderia haver planejamento, nem verdadeira consecução. Tudo seria confusão. Na realidade, não demoraria muito até que começássemos a perder o juízo.
Há também certas coisas que Deus tornou inerentes na natureza do homem — certas repetições, sem as quais nem a mente do homem, nem o seu corpo funcionariam corretamente. Algumas delas são: comer regularmente, banhar-se, vestir-se, deitar-se e levantar-se, e ter uma quantidade regular de trabalho a fazer cada dia. Algumas delas podem às vezes parecer tarefas desagradáveis, mas logo ficaríamos doentes, se houvesse uma séria interrupção na sua regularidade.
Além disso, a regularidade das coisas de que Deus incumbiu o homem tendem a induzi-lo a desejar um lugar fixo para morar, um lar. Há coisas que precisam de constante atenção em volta do lar, concentrando-se assim seus interesses nele. Isto produz estabilidade no lar ou na vida familiar, aumentando o senso de segurança.
Há outro aspecto em que se vê que a repetição das coisas naturais é uma bênção, de fato, uma necessidade. A terra é realmente uma gigantesca nave espacial. Nos seus ciclos do vento, da água e das estações, ela possui o seu próprio sistema magnífico de purificação, pelo qual pode manter um estoque de ar puro, de água e de alimentos para os seus habitantes.
Considere o ciclo de água da terra. Apenas cerca de 3 por cento da água da terra são água doce, 2 por cento dela retidos nas calotas polares e apenas cerca de 1 por cento existindo nos lagos, nos rios e no subsolo, bem como em forma de vapor no ar. Os oceanos são salgados, mas a água evaporada deles pelo sol é doce, pois o sal fica para trás. O sol, na sua passagem diária sobre os oceanos, puxa esta água para cima na proporção de quase 15.000.000 de toneladas por segundo. As correntes de vento ‘sempre girantes’ a levam por cima da terra, onde se condensa e cai como chuva. A água assim precipitada para a terra corre de volta para os oceanos. O homem depende deste ciclo para ter água, para o crescimento das plantas alimentícias e para as condições climatéricas adequadas para a vida. — Sal. 147:18; Pro. 25:23.
JEOVÁ, FONTE DA ESTABILIDADE
Além disso, se o homem há de continuar a viver, precisa recorrer regularmente a uma fonte estável de energia espiritual e física. Deus é esta Fonte imutável. Ele traz à atenção os corpos celestes visíveis, e diz: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas. . . . Jeová, o Criador das extremidades da terra, é Deus por tempo indefinido. Ele não se cansa nem se fatiga. . .. Ele dá poder ao cansado; e faz abundar a plena força para aquele que está sem energia dinâmica. . . . os que esperam em Jeová recuperarão poder.” — Isa. 40:26-31.
Tudo isso revela que existe um Deus que ama o homem e tem interesse nele. Ele é o Centro do universo, o Provedor de estabilidade e segurança. Ele tem o propósito de prover, mediante seu Filho, “um reino que não pode ser abalado”, para abençoar a humanidade. Jesus indicou o trabalho que não acaba em frustração: “Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna, que o Filho do homem vos dará.” — Heb. 12:28; João 6:27.
Portanto, para haver estabilidade e segurança, livres de monotonia e futilidade, o melhor que se pode fazer é abandonar a corrida de progredir neste sistema de coisas e entrar no serviço de Deus, de proclamar as boas novas do reino messiânico. Pois, “está mudando a cena deste mundo”. Simplifique a sua vida, faça seu trabalho dentro dos ciclos normais que Deus providenciou, usufrua seu trabalho e espere que Deus lhe dê permanência num sistema livre da artificialidade e futilidade da atual ordem de coisas. — 1 Cor. 7:31.
Portanto, foi com sabedoria divina que o Rei Salomão concluiu: “Para o homem não há nada melhor do que comer, e deveras beber, e fazer sua alma ver o que é bom por causa do seu trabalho árduo. . . . Pois, ao homem que é bom diante dele, ele tem dado sabedoria, e conhecimento, e alegria, mas ao pecador tem dado a ocupação de ajuntar e de recolher, apenas para dar àquele que é bom diante do verdadeiro Deus.” Jesus Cristo concorda com estas palavras: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. . . . Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” — Ecl. 2:24-26; Mat. 11:28-30.
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O papel dos hicsos na história egípciaA Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
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O papel dos hicsos na história egípcia
OS HISTORIADORES antigos, bem como os atuais, anotavam apenas a informação que achavam importante ou necessária aos seus fins. Amiúde, as narrativas foram deturpadas pelo preconceito ou pelos pontos de vista pessoais dos historiadores. Não era incomum recorrerem a flagrantes falsidades para glorificar a sua respectiva nação. Estes são alguns dos fatores que tornam muito difícil apresentar um quadro exato dos acontecimentos antigos. Portanto, isto nos devia impressionar com a necessidade de exercermos cautela ao tentarmos compreender as narrativas bíblicas à luz da história antiga, conforme apresentada pelos historiadores modernos.
Um caso em questão envolve o que comumente é chamado de “Período dos Hicsos”. Acredita-se em geral que os hicsos fossem um povo estrangeiro que conseguiu o domínio do Egito. No que se refere à narrativa no livro bíblico de Gênesis, diversos eruditos situam a entrada de José no Egito, e posteriormente a de seu pai Jacó e da família dele, no tempo dos governantes hicsos. Fazem isso principalmente na suposição de que teria sido mais provável que um governante estrangeiro elevasse a José, que não era egípcio, à posição de segundo
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