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    • fechar os olhos ao erro. Uma vez cumprido o objetivo da longanimidade, ou quando não existe mais razão de se continuar suportando a situação, termina a longanimidade. Termina, quer com o bem advindo aos que causam a provocação, quer com a ação contra os malfeitores. Em qualquer caso, quem exerce longanimidade não fica ferido em espírito.

      A LONGANIMIDADE DE JEOVÁ

      Jeová é longânime ou “vagaroso em irar-se”. (Êxo. 34:5-7; Núm. 14:18; Nee. 9:17; Sal. 86:15; 103:8; Joel 2:13; Jonas 4:2; Naum 1:3) Ao passo que a longanimidade é um atributo de Jeová, sempre é expressa em harmonia com seus atributos primários de amor, justiça, sabedoria e poder. (1 João 4:8; Deut. 32:4; Pro. 2:6; Sal. 62:11; Isa. 40:26, 29) A justiça é devida, em primeiro lugar, ao nome do próprio Deus. Tal nome tem de ser exaltado acima de todos os demais no universo; e isto é essencial para o bem-estar de todas as Suas criaturas. Magnificar Seu nome é uma das principais razões da longanimidade, conforme explica o apóstolo Paulo: “Se Deus, pois, embora tendo vontade de demonstrar o seu furor e de dar a conhecer o seu poder, tolerou com muita longanimidade os vasos do furor, feitos próprios para a destruição, a fim de dar a conhecer as riquezas de sua glória nos vasos de misericórdia, que ele preparou de antemão para glória, a saber, nós, a quem ele chamou não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações, o que tem isso?” (Rom. 9:22-24) Deus, ao exercer longanimidade, está tirando um povo para o Seu nome. E, por meio dele, magnífica a si mesmo em toda a terra. — Atos 15:14; 1 Cor. 3:9, 16, 17; 2 Cor. 6:16.

      Deus demonstrou sua longanimidade já nos primórdios da história humana. A rebelião do primeiro casal humano introduzira a violação de Sua lei. Mas, em vez de executá-los de imediato, como Deus poderia ter feito com toda a justiça, ele, por amor, demonstrou longanimidade. Isto foi feito em favor de seus descendentes ainda por nascer, para os quais tal longanimidade significava tudo (sua paciência significa salvação para muitos [2 Ped. 3:15]). O que é mais importante, Deus também visava magnificar Sua glória por meio do Descendente prometido. (Gên. 3:15; João 3:16; Gál. 3:16) E Deus não somente foi longânime naquele tempo, mas sabia que teria de suportar o imperfeito gênero humano por milhares de anos na história, adiando a punição contra um mundo que era seu inimigo. (Tia. 4:4) Alguns interpretam mal e utilizam mal a longanimidade de Deus para com eles, desacertando seu propósito por considerá-la como vagarosidade, em vez de amorosa paciência. — Rom. 2:4; 2 Ped. 3:9.

      Em parte alguma a longanimidade de Deus se torna tão patente quanto em Seu modo de agir com a antiga nação de Israel. (Rom. 10:21) Vez após vez, Ele os recebeu novamente, depois de se terem desviado, de serem punidos, e de se terem arrependido. Mataram Seus profetas e, por fim, ao seu próprio Filho. Combateram a pregação das boas novas, efetuada por Jesus e seus apóstolos. Mas a longanimidade de Deus não foi desperdiçada. Houve um restante que se provou fiel. (Isa. 6:8-13; Rom. 9:27-29; 11:5) Sob inspiração, Deus usou alguns de tais fiéis para escreverem sua Palavra. (Rom. 3:1, 2) A Lei por ele fornecida mostrava que todo o gênero humano se compunha de pecadores e precisava dum redentor, e apontava para Aquele que daria sua vida como preço de resgate, e que seria exaltado à elevada posição de Rei. (Gál. 3:19, 24) Os padrões daquela administração do Reino e do sacerdócio de Cristo foram fornecidos (Col. 2:16, 17; Heb. 10:1), e forneceram-se exemplos para seguirmos ou para evitarmos. (1 Cor. 10:11; Heb. 6:12; Tia. 5:10) Todas estas coisas são essenciais para que a humanidade obtenha a vida eterna. — Rom. 15:4; 2 Tim. 3:16, 17.

      Jeová não será indefinidamente longânime

      Por outro lado, Deus só é longânime enquanto isto estiver em harmonia com a justiça, a retidão e a sabedoria. Ter sido exercida a longanimidade quando existe uma situação ruim ou provocadora demonstra que isto visa dar a oportunidade para que os envolvidos na situação ruim mudem, corrijam-se. Quando as coisas chegam a um ponto em que parece não restar mais nenhuma esperança de haver tal mudança, a retidão e a justiça seriam violadas caso continuasse a longanimidade. Daí, Deus atua de modo sábio, para remover a situação ruim. Sua paciência se esgota.

      Exemplo deste comedimento da parte de Deus e de chegar a seu fim é encontrado no modo como Deus lidou com os homens por meio de Seu espírito. Antes do Dilúvio, existia uma situação deplorável, e Deus disse: “Meu espírito não há de agir por tempo indefinido para com o homem, porquanto ele é carne. Concordemente, seus dias hão de somar cento e vinte anos.” (Gên. 6:3) Posteriormente, a respeito da utilização errada da longanimidade de Jeová por parte de Israel, Isaías disse: “Mas eles mesmos se rebelaram e fizeram seu espírito santo sentir-se magoado. Transformou-se então em inimigo deles; ele mesmo guerreou contra eles.” — Isa. 63:10; compare com Atos 7:51.

      Por tais motivos, exorta-se os cristãos para que não ‘aceitem a benignidade imerecida de Deus e desacertem o propósito dela’. (2 Cor. 6:1) Aconselha-se-lhes: “Não contristeis [entristeçais] o espírito santo de Deus.” (Efé. 4:30, Int) Também: “Não extingais o fogo do espírito.” (1 Tes. 5:19) De outra forma, podem prosseguir até o ponto de pecarem e blasfemarem contra o espírito de Deus, efetivamente ultrajando-o, caso em que não existe nenhum arrependimento ou perdão, apenas a destruição aguardando a tais pessoas. — Mat. 12:31, 32; Heb. 6:4-6; 10:26-31.

      JESUS CRISTO

      Jesus Cristo exemplificou a longanimidade entre os humanos. (Isa. 53:7) Ele suportou as fraquezas de seus apóstolos, e os insultos e as descortesias lançados sobre ele pelos inimigos amargos e perniciosos. Todavia, não pagou na mesma moeda, quer por palavras, quer por ações. (Rom. 15:3) Quando o apóstolo Pedro agiu impensadamente ao cortar a orelha de Malco, Jesus o repreendeu com as seguintes palavras: “Devolve a espada ao seu lugar, . . . pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos? Neste caso, como se cumpririam as Escrituras, de que tem de realizar-se deste modo?” — Mat. 26:51-54; João 18:10, 11.

      OS CRISTÃOS

      Do precedente se patenteia que a longanimidade se origina de Jeová Deus. É um fruto do seu espírito. (Gál. 5:22) O homem, feito à imagem e à semelhança de Deus, possui certa medida desta qualidade e pode desenvolvê-la por seguir a Palavra de Deus e a orientação de Seu espírito santo. (Gên. 1:26, 27) Por conseguinte, ordena-se aos cristãos que cultivem e demonstrem esta qualidade. (Col. 3:12) Trata-se dum sinal identificador dum ministro de Deus. (2 Cor. 6:4-6) Afirma o apóstolo Paulo: “Sede longânimes para com todos.” (1 Tes. 5:14) Indica que é essencial exercer esta qualidade a fim de agradar a Deus. Mas, a longanimidade da pessoa não será genuína se for acompanhada de murmúrios e de queixas. Paulo mostra que o elogiável é ser ‘longânime com alegria’. — Col. 1:9-12.

      A recompensa é grande para todas as pessoas que cultivam a longanimidade e que a mantêm em harmonia com o propósito de Deus. (Heb. 6:11-15) Gozam da satisfação de copiarem essa qualidade de Deus, de fazerem a vontade de Deus, e de terem a aprovação de Deus. Em aditamento, sua longanimidade produzirá resultados em ajudar outros a conhecer a Deus e a obter a vida eterna. — 1 Tim. 4:16.

  • Lo-ruama
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    • LO-RUAMA

      [a ela não se mostrou misericórdia]. Uma menina dada à luz por Gômer, esposa de Oséias. Jeová disse ao profeta que desse este nome à menina porque Ele ‘não mais teria misericórdia para com a casa de Israel’. Deus indicava assim a sua rejeição de Israel como um todo. (Osé. 1:6-8) Anteriormente, quando Jezreel nasceu, disse-se que Gômer “deu [a Oséias] . . . um filho”, mas, com respeito a Lo-Ruama, só se declara que Gômer “passou outra vez a ficar grávida e a dar à luz uma filha”, sem se fazer qualquer referência pessoal direta a Oséias. Embora o relato não especifique, tem-se sugerido que esta filha era fruto do adultério de Gômer, e não descendia do próprio profeta. (Osé. 1:2, 3) Em Oséias 2:1, 23, faz-se alusão ao seu nome simbólico.

  • Loucura (Insensatez)
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • LOUCURA (INSENSATEZ)

      Distúrbio mental, quer a insanidade, quer uma condição de extrema raiva ou de grande tolice. Utilizam-se várias palavras hebraicas e gregas nas Escrituras para indicar tal distúrbio mental, seja duradouro, seja temporário. Algumas destas palavras parecem estar ligadas aos brados esquisitos, e, por vezes, violentos ou lamuriosos, das pessoas afligidas pela loucura.

      A loucura sobreveio ao jactancioso Rei Nabucodonosor, de Babilônia. Em cumprimento a um sonho profético explicado por Daniel, este monarca foi afligido de loucura numa ocasião de grande jactância. Durante sete anos, sofreu de insanidade, “e começou a comer vegetação como os touros”. (Dan. 4:33) Uma vez perdendo a razão, Nabucodonosor pode ter imaginado que era um animal, talvez um touro. Ao fim de sete anos, Jeová restaurou-lhe o entendimento. — Dan. 4:34-37.

      A LOUCURA E A POSSESSÃO DEMONÍACA

      Ao passo que nem todos os afligidos de loucura ou de insanidade acham-se possuídos de demônios iníquos, é lógico esperar que as pessoas possessas de demônios manifestem uma condição mental desequilibrada. (Mar. 5:1-17; Luc. 8:26-39) Entretanto, os cristãos são protegidos da invasão demoníaca que produz a loucura uma vez se revistam da “armadura completa de Deus” e a mantenham. — Efé. 6:10-17.

      A LOUCURA DA OPOSIÇÃO A JEOVÁ

      O profeta Balaão desejava tolamente profetizar contra Israel, a fim de receber dinheiro do Rei Balaque, dos moabitas, mas Jeová frustrou e impediu os intentos dele. O apóstolo Pedro escreveu a respeito de Balaão que “um animal de carga, sem voz, fazendo pronunciação com voz de homem, impediu o proceder louco do profeta”. Para a loucura de Balaão, o apóstolo usou o termo grego paraphronía, que tem o sentido de “estar fora de si”. — 2 Ped. 2:15, 16; Núm. 22:26-31; veja também Oséias 9:7; 2 Timóteo 3:8, 9.

      LOUCURA RESULTANTE DA OPRESSÃO. DO MEDO E DA CONFUSÃO

      Entre as funestas consequências que os israelitas sofreriam devido à desobediência a Jeová achava-se o serem acometidos de loucura. Devido às medidas opressivas de seus conquistadores, eles ficariam enlouquecidos, agindo de maneira irracional por causa da frustração. (Deut. 28:28-34) Deveras, o Rei Salomão declarou que “a mera opressão pode fazer o sábio agir como doido”. — Ecl. 7:7.

      EXTREMA RAIVA

      A loucura, conforme usada biblicamente, pode também indicar extrema raiva. Num sábado, Jesus curou um homem que tinha a mão direita ressequida. Em seguida, os escribas

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