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para sepultamento. (João 19:39, 40) Era, pelo que parece, considerada como sendo de suficiente valor para ser oferecida qual presente a alguém que nascera rei dos judeus. — Mat. 2:1, 2, 11.
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MisaelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MISAEL
Veja MESAQUE.
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MisericórdiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MISERICÓRDIA
Esta é a tradução freqüente do termo hebraico ráhham e do grego éleos (verbo, eleéo). Um exame destes vocábulos e de seu emprego nos ajuda a trazer a lume suas características e seu sentido plenos. Em muitos casos, embora não em todos, transmite-se ou subentende-se a idéia de piedade ou pena.
O verbo hebraico rahhám é definido como significando “reluzir, sentir-se caloroso com terna emoção; . . . ser compassivo”. Segundo o lexicógrafo Gesenius: “A idéia básica parece residir em acalentar, amenizar e numa gentil emoção da mente.” O termo está intimamente relacionado com a palavra para “ventre” (“madre”) ou pode referir-se aos “intestinos”, que são atingidos quando a pessoa sente condolência ou piedade calorosas e ternas. — Compare com Isaias 63:15, 16; Jeremias 31:20.
A MISERICÓRDIA DE JEOVÁ
O emprego mais freqüente deste termo se relaciona aos modos de Jeová lidar com seu povo pactuado. A piedade (ráhham) de Deus para com eles é comparada à de uma mulher para com os filhos nascidos de sua madre, e à misericórdia dum pai para com seus filhos. (Isa. 49:15; Sal. 103:13) Visto que a nação de Israel frequentemente se desviava da justiça e se metia em graves apertos, amiúde precisava especialmente de misericordiosa ajuda. Se mostravam uma atitude correta de coração e se voltavam para Jeová, ele, embora tivesse ficado irado com eles, expressava compaixão, favor, boa vontade. (Deut. 13:17; 30:3; Sal. 102:13; Isa. 54:7-10; 60:10) Ter enviado seu Filho para nascer em Israel foi evidência duma vindoura “alvorada” de compaixão e de misericórdia divinas para com eles. — Luc. 1:50-58, 72-78.
O termo grego éleos transmite parte do sentido do hebraico ráhham. O Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, afirma: “ELEOS (ἔλεος) ‘é a manifestação externa de piedade; presume que há necessidade da parte daquele que a recebe, e que há recursos para satisfazer tal necessidade por parte daquele que a demonstra’.” O verbo (eleéo) transmite, em geral, a idéia de “condoer-se com a miséria de outrem, e especialmente de condolência manifesta em ações”. (Vol. III, pp. 60, 61) Por isso, os cegos, os possessos de demônios, os leprosos, ou as pessoas cujos filhos estavam afligidos, achavam-se entre os que suscitavam éleos, a expressão de misericórdia, de piedade. (Mat. 9:27; 15:22; 17:15; Mar. 5:18, 19; Luc. 17:12, 13) Em resposta ao apelo: “Tem misericórdia de nós”, Jesus realizou milagres, aliviando tais pessoas. Fez isso, não de modo rotineiro e apático, mas “penalizado” (Mat. 20:31, 33, 34), o escritor do Evangelho empregando aqui uma forma do verbo splagkhnízomai, que literalmente significa “sentir os intestinos ansiar”. Este verbo posterior expressa o sentimento de piedade, ao passo que éleos se refere à manifestação ativa de tal piedade, assim sendo, um ato de misericórdia.
Não se limita às ações judiciais
A palavra portuguesa “misericórdia” transmite, geralmente, a idéia de deixar de fazer algo, de restringir-se, como na administração do castigo, tal restrição sendo motivada por compaixão ou condolência. Assim, com freqüência tem um sabor judicial, como no caso em que um juiz mostra clemência por abrandar a sentença dada a um transgressor. Visto que o exercício de misericórdia por parte de Deus sempre se coaduna com suas outras qualidades e padrões justos, incluindo Sua justiça e veracidade (Sal. 40:11; Osé. 2:19), e visto que todos os homens são, por herança, pecaminosos e dignos de receber o pagamento de morte pelo pecado (Rom. 5: 12; compare com Salmo 130:3, 4; Daniel 9:18; Tito 3:5), torna-se claro que perdoar o erro, ou abrandar a sentença ou a punição, está freqüentemente envolvido no exercício de misericórdia por parte de Deus. (Sal. 51:12; 103:3, 4; Dan. 9:9; Miq. 7:18, 19) No entanto, pode-se depreender, das informações precedentes, que os termos hebraico e grego (ráhham; éleos) não se limitam ao perdão ou à restrição em aplicar uma penalidade judicial. O perdão do erro, em si, não é a misericórdia geralmente representada por estes termos, mas, antes, tal perdão abre caminho para tal misericórdia. Ao expressar misericórdia, Deus, naturalmente, jamais ignora seus padrões perfeitos de justiça, e, por este motivo, Ele proveu o sacrifício resgatador mediante seu Filho, Cristo Jesus, tornando possível o perdão de pecados sem que houvesse nenhuma violação da justiça. — Rom. 3:25, 26.
A misericórdia é uma qualidade característica da personalidade de Deus, o seu modo normal de reagir diante dos necessitados, uma faceta de seu amor. (2 Cor. 1:3; 1 João 4:8) Não é como os deuses falsos das nações, deuses insensíveis e sem nenhuma compaixão. Antes: “Jeová é clemente e misericordioso, vagaroso em irar-se e grande em benevolência. Jeová é bom para com todos, e suas misericórdias estão sobre todos os seus trabalhos.” (Sal. 145:8, 9; compare com Salmo 25:8; 104:14, 15, 20-28; Mateus 5:45-48; Atos 14:15-17.) Ele é “rico em misericórdia”, e a sabedoria procedente dele é “cheia de misericórdia”. (Efé. 2:4; Tia. 3:17) Seu Filho, que revelou como é seu Pai (João 1:18), mostrou isto por sua própria personalidade, sua linguagem e seus atos. Quando multidões vinham ouvi-lo, e mesmo antes de ver a reação delas ao que ele diria, Jesus sentia “pena [uma forma de splagkhnízomai] ” delas, porque estavam sendo “esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. — Mar. 6:34; Mat. 9:36; compare com Mateus 14:14; 15:32.
A humanidade precisa dela
Obviamente, a deficiência básica e maior do gênero humano provém do pecado, herdado de seu antepassado, Adão. Assim, todos sentem terrível carência, estando numa condição lastimável. Jeová Deus tem agido de modo misericordioso para com a humanidade como um todo, por prover os meios para que ela se livre desta grande deficiência e de suas conseqüências, a doença e a morte. (1 Tim. 2:3-6; Tito 3:4-7; 1 João 2:2) Como Deus misericordioso, ele exerce paciência porque “não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento”. (2 Ped. 3:9) Jeová está desejoso de fazer o bem para com todos, prefere isto (compare com Isaías 30:18, 19), ‘não se deleita na morte do iníquo’, e “não é do seu próprio coração que tem atribulado ou está causando pesar aos filhos dos homens”, como na destruição de Judá e de Jerusalém. (Eze. 33:11; Lam. 3:31-33) É a dureza de coração das pessoas, sua obstinação e sua recusa em acatar a complacência e a misericórdia de Deus que o obriga a seguir um diferente proceder para com elas, que faz com que suas misericórdias ‘cessem’ de fluir para com elas. — Sal. 77:9; Jer. 13:10, 14; Isa. 13:9; Rom. 2:4-11.
Não se deve abusar dela
Ao passo que Jeová demonstra grande misericórdia para com os que se achegam a Ele em sinceridade, de forma alguma isentará de punição aqueles que são impenitentes e que realmente mereçam castigo. (Êxo. 34:6, 7) A pessoa não deve abusar da misericórdia de Deus; não pode pecar com total impunidade nem ser isentada das conseqüências ou do desenrolar naturais de seu proceder errado. (Gál. 6:7, 8; compare com Números 12:1-3, 9-15; 2 Samuel 12:9-14) Jeová pode misericordiosamente demonstrar paciência e longanimidade, dando às pessoas a oportunidade de corrigirem seu proceder errado; embora manifeste desaprovação, talvez não as abandone por completo, mas misericordiosamente continue a fornecer-lhes certa medida de ajuda e de orientação. (Compare com Neemias 9:18, 19, 27-31.) Mas, caso não demonstrem acatamento, Sua paciência tem seus limites, e Ele retira sua misericórdia e age contra elas, por causa do seu próprio nome. — Isa. 9:17; 63:7-10; Jer. 16:5-13, 21; compare com Lucas 13:6-9.
Não é governada por padrões humanos
Não cabe aos humanos tentar estabelecer seus próprios padrões ou seus próprios critérios pelos quais Deus deva demonstrar misericórdia. Do seu ponto celeste de observação, e em harmonia com seu próprio bom propósito, com sua própria visão de longo alcance sobre o futuro, e sua habilidade de ler os corações humanos, Deus ‘mostra misericórdia a quem quiser mostrar misericórdia’. (Êxo. 33:19; Rom. 9:15-18; compare com 2 Reis 13:23; Mateus 20:12-15.) Em Romanos, capítulo onze, o apóstolo considera a demonstração, por parte de Deus, de inigualáveis sabedoria e misericórdia, ao dar oportunidade aos gentios de entrarem no reino celeste. Os gentios se achavam fora da comunidade da nação de Deus, Israel, e, assim sendo, não eram anteriormente objeto das misericórdias resultantes da relação pactuada com Deus, e também viviam em desobediência a Deus. (Compare com Romanos 9:24-26; Oséias 2:23.) Paulo explica que Israel teve primeiro a oportunidade, mas que, em sua maior parte, mostrou-se desobediente. Isto resultou em abrir-se o caminho para os gentios se tornarem parte do prometido “reino de sacerdotes e uma nação santa”. (Êxo. 19:5, 6) Conclui Paulo: “Porque Deus encerrou todos juntos [judeus e gentios] na desobediência, a fim de mostrar misericórdia para com todos eles.” Por meio do sacrifício resgatador de Cristo, o pecado adâmico, que operava em toda a humanidade, podia ser removido para todos os que exercessem fé (inclusive os gentios), e, por meio da morte de Jesus na estaca de tortura, a maldição da Lei também podia ser removida daqueles que estavam sob ela (os judeus), de modo que todos pudessem obter misericórdia. Exclama o apóstolo: “ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” — Rom. 11:30-33: João 3:16; Col. 2:13, 14; Gál. 3:13.
BUSCAR A MISERICÓRDIA DE DEUS
Os desejosos de usufruir o fluxo da misericórdia de Deus precisam buscá-lo, mostrando uma atitude correta de coração por abandonarem seus caminhos errados e seus pensamentos prejudiciais (Isa. 55:6, 7); têm de temê-lo corretamente e mostrar apreço pelos Seus preceitos justos (Sal. 103:13; 119:77, 156, 157; Luc. 1:50); e, caso se desviem do proceder justo que têm seguido, não devem tentar encobrir isso, mas devem confessá-lo e manifestar genuína contrição e tristeza de coração. (Sal. 51:1, 17; Pro. 28:13) Outro essencial absoluto é que eles mesmos sejam misericordiosos. Jesus disse: “Felizes os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia.” — Mat. 5:7.
DÁDIVAS DE MISERICÓRDIA
Os fariseus mostravam uma atitude não misericordiosa
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