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Êxodo — quando Jeová Deus se deu a conhecerA Sentinela — 1976 | 15 de setembro
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. . . perdoando o erro, e a transgressão, e o pecado, mas de modo algum isentará da punição.” Com esta declaração, Jeová ajudou novamente Moisés e o povo dele a conhecerem melhor o seu Deus. — Êxo. 34:6, 7.
Quando Moisés voltou novamente aos israelitas, começou a obra da construção do tabernáculo ou da tenda de adoração. Os israelitas completaram esta tenda e toda a mobília prescrita para ela até o fim do primeiro ano de seu êxodo. Depois de ela ter sido montada e plenamente equipada, Jeová Deus magnificou novamente seu nome por encher e cobrir o tabernáculo com a sua glória.
De fato, o livro de Êxodo relata sobre o tempo em que os israelitas, bem como os inimigos deles, chegaram a conhecer Jeová melhor do que o haviam conhecido antes, assim como ele prometeu. Por aprendermos essas coisas e tomá-las a peito, agindo em conformidade com elas, nós também podemos chegar a conhecer melhor o verdadeiro Deus, Jeová, e isso será para o nosso benefício eterno.
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Lealdade ao pacto matrimonial induz Deus a ter misericórdiaA Sentinela — 1976 | 15 de setembro
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Lealdade ao pacto matrimonial induz Deus a ter misericórdia
“Vou tomar-te por noiva em justiça, e em juízo, e em benevolência [amor leal], e em misericórdias. E vou tomar-te por noiva em fidelidade; e certamente conhecerás a Jeová.” — Osé. 2:19, 20, e variante da edição de 1971, em inglês.
1. Que perguntas surgem, em nosso século vinte, quanto à ação dum marido para com a esposa culpada de atos de adultério?
UMA esposa infiel, culpada de atos de adultério, tem poucos motivos para esperar misericórdia de seu esposo legítimo. Ela não tem motivo válido para se sentir segura por depender de seus amantes extra-maritais para sustentá-la todo o tempo. Depois de um prolongado período de gratificação sexual, até mesmo amantes apaixonados podem cansar-se de tal adúltera meretrícia e ir em busca de outra carne. Em tal caso, para onde pode ela ir? A lealdade ao seu contrato matrimonial devia levá-la de volta ao seu esposo legítimo. Mas, terá ele misericórdia e aceitará de volta sua esposa adúltera? Quantas vezes acontece algo assim neste mundo impiedoso, em nosso século vinte?
2. Os pensamentos e ações de quem são superiores aos dos homens, e assim, o que fez Ele a favor de Seu povo pactuado em 537 A. E. C.?
2 Todavia, há alguém que diz aos homens: “Os vossos pensamentos não são os meus pensamentos, nem os meus caminhos, os vossos caminhos . . . Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos pensamentos.” Quem é este, de tal pensamento e atuação superiores? É Aquele que está alto como o céu acima de nós, homens. Este, o orador das palavras precedentes, identifica-se como sendo Jeová, e ele faz isso por intermédio de seu antigo profeta Isaías, filho de Amoz. (Isa. 55:8, 9; 1:1) Jeová proferiu estas palavras ao predizer o restabelecimento do seu exilado povo pactuado, trazendo-o da terra pagã de Babilônia de volta para a sua terra dada por Deus, no Oriente Médio. Contrário a toda idéia e raciocínio humanos, este Deus de misericórdia produziu tal restabelecimento no ano 537 A. E. C.
3. Este restabelecimento ocorreu relacionado com a solução de que espécie de problema, e como se relacionava com isso o monte Sinai, na Arábia?
3 Este restabelecimento dum povo exilado, na sua pátria distante, depois de esta ter jazido desabitada por setenta anos, ocorreu relacionado com a maneira em que Jeová resolveu o problema marital com que tinha de lidar. Quase mil anos antes, ele se comprometera em casamento com este povo exilado, a antiga nação de Israel. O lugar do casamento foi a região do monte Sinai, na extremidade sudoeste da península arábica. O homem que oficiava entre as partes contratantes do matrimônio foi o profeta Moisés, que atuou como mediador entre Deus e os homens. Como código fundamental de regras para governar a relação marital, Deus proclamou os Dez Mandamentos, cujo primeiro mandamento dizia: “Eu sou Jeová, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa dos escravos. Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa.” — Êxo. 20:1-3.
4. A quem pertenciam realmente aquelas doze tribos libertadas de Israel e que relação escolheram estabelecer? Como?
4 Quando Jeová libertou as doze tribos de Israel da opressão e detenção injusta no antigo Egito, ele realmente comprou ou remiu esta “esposa” nacional para si mesmo. (Isa. 63:7-9) Ela lhe pertencia de direito. De modo que ele, como Dono Marital, decidiu fazer com esta nação, qual esposa, um contrato matrimonial. Este era o contrato solene baseado no código de leis de Deus e, em geral, é chamado de pacto da Lei mosaica. Os israelitas entraram nesta relação marital para obterem as bênçãos e a segurança decorrentes de terem a Deus por seu Dono Marital. Prometeram lealdade ao seu contrato matrimonial, o pacto da Lei mosaica. Tornaram-se o único povo pactuado de Deus, na terra. Por isso, Jeová disse: ‘Eu mesmo tive a posse marital deles.’ — Jer. 31:31, 32.
5. No meio dum mundo imoral, a que achou a nação de Israel difícil de ficar fiel, e para ilustrar o proceder de quem foi usada Gômer, esposa de Oséias?
5 No meio de um mundo imoral, que se ligara a Baal e a muitos outros deuses falsos, a nação de Israel achou muito difícil permanecer fiel ao seu pacto matrimonial, seu contrato com Jeová, seu Deus e Dono Marital. De modo que a nação, em geral, passou a entregar-se ao adultério espiritual para com Jeová. (Tia. 4:4) Em 997 A. E. C. ocorreu uma divisão no reino de Israel, de doze tribos. O proceder adúltero da parte chamada reino de Israel, de dez tribos, foi ilustrado pela esposa do profeta Oséias, chamada Gômer.
6, 7. (a) Como veio Jeová a ter uma causa Jurídica contra o reino de Israel, de dez tribos? (b) Atrás de quem correu aquele reino de Israel, sem ter êxito, e a quem iria querer voltar?
6 Gômer veio a ser uma “esposa de fornicação”. Ela veio a ter “filhos de fornicação”. (Osé. 1:1-3) Isto ilustrou como o reino de Israel, de dez tribos, celebrou alianças políticas com as nações idólatras. A nação de Israel, como esposa, começou a depender dessas nações pagãs, em vez de do seu Dono Marital, Jeová. O bem-estar econômico que usufruía foi então atribuído àquelas nações mundanas, em vez de a Jeová. Ela passou a adorar os deuses dessas nações e a violar flagrantemente seu pacto matrimonial com seu Redentor e Dono Marital, Jeová. Por causa disso, Ele tinha uma causa jurídica contra este reino espiritualmente adúltero de Israel. Segundo os termos do pacto matrimonial, ele tinha o direito legal e a obrigação de agir contra o Israel apóstata. Ele fez isso, finalmente. Disse-lhe:
7 “Portanto, eis que cerco o teu caminho com uma sebe de espinhos; e vou erguer um muro de pedras contra ela, de modo que não achará as suas próprias sendas. E ela realmente irá no encalço dos seus amantes apaixonados, mas não os alcançará; e certamente os procurará, mas não os achará. E terá de dizer: ‘Quero ir e voltar a meu marido, o primeiro, porque me ia melhor naquele tempo do que agora.’ Mas ela mesma não reconheceu que fui eu quem lhe dera o cereal, e o vinho doce, e o azeite, e que fiz abundar para ela a própria prata, e ouro, que usaram para Baal [ou: que transformaram numa imagem de Baal].” — Osé. 2:6-8, verso marginal da edição de 1971, em inglês.
8. Por isso, a quem decidiu Jeová disciplinar, mas sem anular que decisão sua?
8 Segundo estas palavras, Jeová tomou o propósito de disciplinar o povo do reino de Israel, de dez tribos. Não é que isso teria salvo o domínio real daquela nação, porque Jeová não anularia o que ele disse anteriormente, na profecia de Oséias: “Terei de fazer cessar o domínio real da casa de Israel. E naquele dia terá de acontecer que terei de quebrar o arco de Israel na baixada de Jezreel.” — Osé. 1:4, 5.
9. (a) Quem tiraria proveito da ação disciplinar contra o reino de Israel? (b) Com que acontecimento terminou o pacto matrimonial entre Israel e Jeová?
9 Ainda assim, havia israelitas individuais que podiam tirar proveito deste tratamento disciplinar dado à nação apóstata. Por exemplo, havia sete mil israelitas que não se ajoelharam diante de Baal. (1 Reis 19:18; Rom. 11:1-5) Não despercebamos o seguinte fato: Quando Jeová fez cessar o reino de Israel e deixou que os israelitas sobreviventes fossem deportados para a Assíria, em 740 A. E. C., ele não cancelou seu pacto matrimonial com toda a nação de Israel. Em 607 A. E. C., quando Jeová deixou que Jerusalém fosse destruída e os judeus sobreviventes levados ao exílio, em Babilônia, ele não aboliu o pacto da Lei mosaica, por meio do qual o Israel de doze tribos entrara numa relação marital com ele, qual Marido celestial. A relação de casamento legal entre Jeová e todo o Israel só foi eliminada quando os líderes judaicos entregaram Jesus Cristo à morte, em 33 E. C. — Col. 2:14.
10. Como talharam ao reino de Israel seus “amantes apaixonados”, mas quem podia tirar proveito da ação disciplinar de Jeová?
10 Embora o reino de Israel, de dez tribos, buscasse a ajuda das nações mundanas que haviam sido seus amantes apaixonados, veio o tempo de Jeová ajustar impiedosamente as contas com a nação de Israel. Ela não conseguiu encontrar nenhum de seus ansiosamente procurados “amantes” capaz de ajudá-la. Ela estava como que cercada por uma impenetrável sebe de espinhos, impedindo-lhe procurar ajuda eficiente. Seus ex-amantes mostraram-se incapazes de prover a necessária ajuda a Israel, embora quisessem prestá-la. Depois de três anos de sítio, pelos assírios, a capital de Israel, Samaria, caiu em 740 A. E. C. Os israelitas sobreviventes foram deportados para a terra de seus captores. Aquele reino das dez tribos de Israel nunca foi restabelecido na sua terra dada por Deus. Então, quem podia tirar proveito da ação disciplinar de Jeová? Apenas pessoas individuais dentre os exilados deportados para a Assíria. Essas teriam de refletir no assunto. Teriam de lembrar-se de quão boas as coisas haviam sido, quando seus antepassados serviam a Jeová qual Marido celestial e Deus. Reconhecendo, então, qual era a situação melhor, desviar-se-iam da adoração de Baal e procurariam renovar a relação pactuada com Jeová.
11, 12. Quando se ofereceu nos Israelitas exilados na Assíria a oportunidade de voltar à adoração de Jeová em Jerusalém, e como se deu isso?
11 Quando receberam os israelitas exilados na Assíria a oportunidade de voltar unidos para a adoração de Jeová no lugar que ele designou? Só em 537 A. E. C., sob uma nova potência mundial. Como? Ora, por volta do ano 632 A. E. C., Nínive, capital da Assíria, caiu diante dos babilônios, e a Potência Mundial Babilônica obteve a posição predominante. De modo que as províncias assírias, com seus exilados israelitas, tornaram-se províncias do Império Babilônico. Cerca de vinte e cinco anos depois, executou-se a sentença penal de Jeová no então já renegado reino de Judá. Assim, em 607 A. E. C., ele permitiu que Jerusalém e seu templo de adoração fossem destruídos. Milhares de judeus sobreviventes foram deportados para Babilônia, juntando-se aos exilados israelitas nas antigas províncias assírias.
12 Depois disso, no setuagésimo ano, .Jeová viu que já se administrara disciplina suficiente à sua organização-esposa, inconstante, na terra. Jeová, na sua misericórdia, havia suscitado o predito Ciro, o Persa, para derrubar Babilônia em 539 A. E. C. Pouco depois, em 537 A. E. C., Jeová induziu este Ciro, o Grande, a proclamar o livramento dos israelitas arrependidos, a fim de que voltassem para a sua amada pátria.
13. A luz de Deuteronômio 24:1-4, por que era esta uma misericórdia excecional da parte de Deus para com o seu povo pactuado, que era semelhante a uma esposa?
13 Não era este um ato excecional de misericórdia da parte do Marido celestial para com seu povo pactuado, as doze tribos de Israel? Sim; pois, segundo o pacto da Lei mosaica, não se devia esperar isso. Lemos, na Lei: “Caso um homem tome uma mulher e faça dela sua propriedade, como esposa, então tem de suceder que, se ela não achar favor aos seus olhos por ele ter encontrado alguma coisa indecente da parte dela, então tem de escrever-lhe um certificado de divórcio e pô-lo na mão dela, e tem de despedi-la de sua casa. E ela tem de sair da sua casa, e tem de ir e tornar-se de outro homem. Se este último homem veio a odiá-la e lhe tiver escrito um certificado de divórcio e lho tiver posto na mão, e a tiver despedido da sua casa, ou caso morra o último homem que a tomou por sua esposa, não se permitirá ao primeiro dono dela, que a despediu, tomá-la novamente de volta para se tornar sua esposa depois de ela ter sido aviltada; pois isso é algo detestável perante Jeová e não deves levar ao pecado a terra que Jeová, teu Deus, te dá por herança.” — Deu. 24:1-4.
14. Como disse Jeová, em Jeremias 3:1, que ele tinha motivo para um divórcio permanente de Israel?
14 Nos dias do profeta Jeremias, Jeová enfatizou esta lei aos judeus no reino de Judá, que violavam o pacto. Salientando que ele tinha motivos para se divorciar permanentemente de Israel, Jeová inspirou Jeremias a dizer: “Há um ditado: ‘Se um homem mandasse embora a sua esposa e ela realmente se afastasse dele e se tornasse de outro homem, deveria ele ainda retornar a ela? Não foi decididamente poluída essa terra [de Judá]? ‘E tu mesma cometeste prostituição com muitos companheiros; e deveria haver um retorno a mim?’ é a pronunciação de Jeová.” — Jer. 3:1.
15. Quando e como se deu o rompimento das relações maritais, e como se expressou a misericórdia de Jeová para com judeus individuais?
15 Em vista disso, apenas a misericórdia superlativa de Jeová permitiu que seu pacto matrimonial com todo o Israel continuasse por séculos depois de Jerusalém ter sido destruída em 607 A. E. C. Mas o rompimento veio em 33 E. C., quando a nação rejeitou o Messias Jesus e fez com que fosse morto fora dos muros de Jerusalém. A nação foi naquele tempo divorciada da relação marital com Jeová Deus. É isso corroborado pela história judaica desde então? Sim. Jeová, porém, em misericórdia, permitiu que judeus individuais, que criam no Messias Jesus, renovassem sua relação com ele no novo pacto, o qual foi mediado pelo Messias Jesus.
16. Por que escapará o restante dos israelitas espirituais de ser destruído junto com a cristandade, e quem mais se aproveita da misericórdia de Jeová?
16 A cristandade afirma hoje estar no novo pacto. Contudo, apesar de sua afirmação, apesar do Ano Santo de 1975, da Igreja Católica Romana, a cristandade está condenada à destruição, durante a iminente ‘grande tribulação” deste mundo ímpio. Jeová, porém, na sua misericórdia amorosa, chamou um restante arrependido de israelitas espirituais para fora da cristandade babilônica. Assim escaparão de ser destruídos junto com ela. (Rev. 18:4) Mas, não é só um restante dos israelitas espirituais que saiu dela. Uma “grande multidão’’ de outras pessoas semelhantes a ovelhas aproveita-se da misericórdia ampliada de Jeová, desde o ano de 1935 E. C. Saíram de todas as partes de Babilônia, a Grande, e se juntaram ao restante em dar devoção exclusiva a Jeová. — Rev. 7:9-17; João 10:16.
PENALIDADES PELO ADULTÉRIO ESPIRITUAL
17, 18. (a) Por que se vê a cristandade obrigada a sofrer as maldições de Deus? (b) Num aviso sobre isso o que disse Jeová em Oséias 2:9-13?
17 Visto que afirmam estar numa relação pactuada com o Deus da Bíblia, as organizações religiosas da cristandade têm de sofrer as penalidades por se terem prostituído pela amizade com políticos e militaristas. Lembrem-se eles de que o antigo Israel forçosamente ia sofrer as maldições de Deus, como penalidade pela violação do pacto da Lei mosaica entre si mesmo e Jeová, o Marido celestial de sua organização-esposa. Em aviso disso, Jeová disse ainda mais por meio de Oséias:
18 “‘Por isso retornarei e certamente tirarei meu cereal no seu tempo e meu vinho doce na sua época, e vou arrebatar a minha lã e o meu linho cobrindo a sua nudez. E agora exporei as suas partes pudendas aos olhos de seus amantes apaixonados, e nenhum homem a arrebatará da minha mão. E certamente farei cessar toda a sua exultação, sua festividade, sua lua nova e seu sábado, e toda época festiva sua. E vou desolar sua videira e sua figueira, das quais ela disse: “São um presente que me foi dado pelos meus amantes apaixonados”; e vou constituí-las em floresta e o animal selvático do campo certamente as devorará. E eu vou ajustar contas com ela por todos os dias das imagens de Baal, às quais ela continuou a fazer fumaça sacrificial, quando se ataviava com seu anel e com seu adorno, e quando ia atrás dos seus amantes apaixonados, e era eu quem ela esquecia’, é a pronunciação de Jeová.” — Osé. 2:9-13.
19. Segundo o pacto da Lei, quais eram as obrigações de Jeová para com a nação adúltera?
19 Notemos que Israel se esqueceu de Jeová. Que tratamento merecia por isso? Segundo os avisos claros que deu no seu pacto matrimonial com Israel, ele era obrigado a retirar suas bênçãos materiais por causa da infidelidade a Ele, o Marido celestial. Não tinha nenhuma obrigação de sustentar uma adúltera, uma nação que violou seu pacto e se voltou para a adoração de imagens de Baal, tendo relações adúlteras com amantes mundanos. Jeová podia corretamente expor ao olhar público a infidedignidade e desenfreio moral dessa nação, de modo que até mesmo seus aliados mundanos se voltariam contra ela em desprezo.
20. Como tornaria Jeová a nação adúltera qual mata virgem, e de que modo não conseguiria ninguém arrebatá-la da mão executora de Jeová?
20 Jeová a tornaria qual mata virgem que não oferece nenhuma proteção contra feras, nem segurança. A nação não podia reivindicar ser eximida da punição, só porque descendia dos fiéis patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e dos doze chefes tribais que eram os filhos de Jacó. As relações carnais com esses homens não valeriam nada nem tinham poder para arrebatar a nação da mão de Jeová, quando ele executasse o julgamento adverso.
21. Apesar de sua descendência natural, no cumprimento de que pacto anterior de Jeová mostrou-se Israel indigno de participar?
21 Isto não significava que Jeová não se lembrava e não se apegava ao pacto que fizera com seu amigo Abraão, lá em 1943 A.E.C. Jeová havia jurado este pacto por si mesmo e ele nunca o romperá, mas o Israel adúltero não se mostrou digno de ser partícipe no cumprimento deste pacto, embora por nascença descendesse de Abraão. Jeová dissera a Abraão, antepassado deles: “Mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoaram e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.” (Gên. 12:2, 3) “Seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de tua descendência.” — Gên. 22:17, 18.
22. Apesar de deixar que os reinos de Israel e de Judá fossem derrubados, por que preservou Jeová a descendência de Abraão, e o que fez Ele com um restante dela?
22 O principal descendente de Abraão, a saber, o Messias, ainda não havia chegado no tempo da destruição de Samaria, em 740 A. E. C., nem no tempo da destruição de Jerusalém, em 607 A. E. C. No entanto, o Descendente messiânico de Abraão tinha de vir através de sua linhagem natural, carnal. É verdade que Jeová deixou que os inimigos derrubassem o reino de Israel e o reino de Judá, mas, ainda assim, ele tinha de preservar a descendência natural de Abraão. Por quê? Porque daquela linhagem tinha de vir o Messias para a bênção de todas as nações. (Mat. 1:1-3; Gál. 3:8-29) Para este fim, Jeová preservou misericordiosamente um restante de israelitas arrependidos através de todos os setenta anos do exílio, que se seguiram à derrubada do reino de Judá, em Jerusalém. Ele se apegou lealmente ao seu pacto matrimonial com o restante fiel. Daí, suscitou alguém que prefigurou o Messias, a saber, Ciro, conquistador de Babilônia. Por meio deste libertador, Jeová restabeleceu o restante da descendência de Abraão na terra de Judá.
23. A fim de predizer a vindoura reconciliação de si mesmo com o seu povo pactuado, semelhante a uma esposa, o que disse Jeová em Oséias 2:14-16?
23 Portanto, para predizer esta reconciliação entre Si mesmo e seu povo pactuado, semelhante a uma esposa, Jeová inspirou seu profeta Oséias a declarar adicionalmente: “‘Portanto, eis que a induzirei e vou fazê-la ir ao ermo, e vou falar-lhe ao coração. E dali em diante vou dar-lhe seu vinhedo, e a baixada de Acor como entrada à esperança; e ela certamente responderá ali como nos dias de sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito. E naquele dia terá de acontecer’, é a pronunciação de Jeová, ‘que me chamarás de Meu esposo [em hebraico: ishi], e não mais me chamarás de Meu dono [baali].’” (Osé. 2:14-16) Ou, citando-se a tradução hebraica de Leeser, em inglês, do versículo dezesseis: “E acontecerá, naquele dia, disse o Senhor, que tu me chamarás de Ishi [meu esposo], e não me chamarás mais de Ba’ali [meu senhor].” — Osé. 2:18; Leeser; Rotherham, em inglês.
24. Como falou Jeová à sua organização-esposa no “ermo” e o que significou dar-lhe ele “seu vinhedo”?
24 Enquanto os israelitas eram exilados na terra de Babilônia, estavam como que no “ermo”. Ali, Jeová misericordiosamente ‘induziu’ o restante arrependido e “falou-lhe ao coração”. Fez isso por meio dos profetas Ezequiel e Daniel. Jeová prometera à sua organização-esposa, disciplinada, “dali em diante”, “dar-lhe seu vinhedo”. Isto significava que a tiraria do “ermo” babilônico e a restabeleceria na terra de Judá e em Jerusalém, por muito tempo desoladas.
25. O que significava para a organização-esposa de Jeová dar-lhe ele “a baixada de Acor como entrada à esperança”?
25 Falando Jeová sobre “a baixada de Acor”, traz à lembrança o seguinte: Depois que os israelitas invasores destruíram a cidade cananéia de Jericó, o ganancioso Acã foi apedrejado até morrer, junto com sua família, por ter violado a ordem de Jeová. Acã causou assim dificuldades a Israel, por sua desobediência egoísta em se apoderar de despojo. O vale em que Acã foi apedrejado foi apropriadamente chamado de “Baixada de Acor”, sendo que o nome “Acor” significa “Perturbação”. (Jos. 7:10-26) Por conseguinte, prometer Jeová dar à sua organização-esposa a “baixada de Acor como entrada à esperança” significava que ela iria ser restabelecida na sua pátria, onde se achava essa baixada.
26. Como respondeu a Jeová a organização-esposa no “ermo”, e como forneceu Ele prova da renovação da relação marital?
26 Então, que dizer dos do restante arrependido da organização-esposa de Jeová? ‘Responderam’ ou corresponderam aos Seus tratos persuasivos e a ele “ falar-lhe ao coração”? A história bíblica responde que sim! Lá nos dias de sua ‘mocidade”, como nação de Israel, esta havia ‘respondido’ ou correspondido de coração. Havia aceito o convite de Jeová, de se tornar sua organização-esposa, por celebrar o pacto da Lei mosaica com Ele. De modo similar, o restante arrependido, na antiga Babilônia, respondeu favoravelmente à renovação dos vínculos maritais entre Israel e seu Marido celestial, Jeová. Em prova da renovação desta relação marital, Jeová usou o Messias típico, Ciro, o Grande, e fez o fiel restante israelita retornar à terra de Judá e a Jerusalém.
27. Que proceder adotou então o restante para com a adoração de Baal, e o que evidenciou a organização-esposa por chamar Jeová de “Meu esposo”?
27 Nunca mais voltou o povo pactuado, restabelecido, de Jeová para a adoração de Baal ou de outras formas de idolatria. Os do restante restabelecido empenharam-se zelosamente em restaurar a adoração do Marido celestial de Israel como seu Deus, na terra que lhes havia dado. Sentiram profunda gratidão e apreço, assim como seus antepassados, quando foram libertos do Egito e das hostes militares deste. O Marido celestial de Israel parecia-lhes mais próximo, mais íntimo. A organização-esposa dirigiu-se espontaneamente a Jeová em termos mais íntimos e afetivos. De modo que a organização o chamou, em sentido espiritual, de “Meu esposo”, em vez de “Meu dono”. Não mais queria sentir-se apenas como ‘propriedade’, como se pertencesse a um amo de escravos. Queria sentir-se como ajudadora dele, assim como a primeira mulher, Eva, se destinava a ser para seu marido, Adão. (Gên. 2:19-24) Quão belo tudo isso era!
28. O que é hoje tão belo como aquela antiga demonstração da misericórdia divina?
28 Belo, também, é o paralelo moderno disso em nosso século vinte. Que efeitos maravilhosos se produzem, mesmo hoje, pela misericórdia de Jeová, a que ele se sente induzido pela sua lealdade ao seu pacto de casamento espiritual! Felizes os que agora recebem a sua misericórdia!
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Reconciliação pela misericórdia de Deus antes do Har–MagedonA Sentinela — 1976 | 15 de setembro
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Reconciliação pela misericórdia de Deus antes do Har-Magedon
1. Como se pode ilustrar o resultado da reconciliação de Jeová com o restante dos israelitas espirituais a partir de 1919 E. C.?
QUANDO uma esposa volúvel e separada é misericordiosamente tomada de volta pelo seu marido legítimo, que espécie de atitude devia ela ter para com ele? E depois de ele a tomar de volta, quando ele lhe fizer toda espécie de expressões amorosas, como o devia encarar, como se devia sentir para com ele? Devia ter-lhe grande estima, por sua benignidade imerecida. Ela teria motivos para estar mais achegada a ele do que antes. Há uma razão para ela o respeitar ainda mais e para tornar seus renovados vínculos maritais com ele invioláveis e inquebrantáveis. Reações similares, à maneira de esposa, resultaram da reconciliação de Jeová com seu povo pactuado na terra. E agora, desde o ano de 1919 E. C., o resultado foi o mesmo com respeito ao restante reconciliado dos israelitas espirituais.
2. O que indica, a respeito da esposa. ela não mais chamar seu marido de “ba’ali”, mas chamá-lo de “Ishi” e como se deu isso com respeito ao restante israelita depois de 537 A. E. C.?
2 Nos antigos tempos bíblicos, para a esposa chamar seu cônjuge de “Meu esposo” em vez de “Meu dono” certamente exigia uma mudança de atitude, um aprofundamento do apreço por parte dela. Em hebraico, ela o chamaria de ‘Ishi” em vez de “Ba’ali”. (Osé. 2:18, Leeser) Na antiguidade, Sara mostrou respeito ao patriarca Abraão por chamá-lo de “meu senhor”, ou, em hebraico, adoni. Era sua esposa legítima e honrava seu marido Abraão. Não se considerava escrava dele, tal como a serva egípcia, comprada, Agar, que tinha de ser despedida do lar de Abraão. (Gên. 18:12; 1 Ped. 3:6) Por causa da cooperação devota de Sara com seu marido, que temia a Deus, Jeová a recompensou milagrosamente com seu único filho, quando já tinha noventa anos de idade. (Gên. 21:1-7) Respeito igual ao de Sara para com Abraão foi demonstrado pelo restante reconciliado de israelitas para com Jeová, depois de ele os ter libertado de Babilônia, em 537 A. E. C. O restante sentiu-se de novo como verdadeira organização-esposa de Jeová. A misericórdia Deste induziu o restante a chamá-lo de ishi, “Meu esposo”.
3, 4. (a) Desde 1919 E. C., os do restante do Israel espiritual mostraram maior apreço de que relação, e que pacto não haviam entendido direito, por muito tempo? (b) Que artigo publicou a Torre de Vigia em 1934?
3 No paralelo do século vinte, os do restante arrependido dos israelitas espirituais foram libertos de Babilônia, a Grande, em 1919 E. C. Até então, esses israelitas espirituais haviam dado importância preponderante ao Messias Jesus e à Noiva deste, a congregação cristã. Mas então começaram a mostrar maior apreço pelo Pai celestial do Messias, Jeová Deus. A relação dele como Marido celestial com o Israel espiritual não havia sido tomada em conta, especialmente desde 1892 E. C. Seu novo pacto fora mal entendido!
4 “Quem Honrará a Jeová?” Este foi o título do artigo principal publicado no número de 1.º de janeiro de 1926 da Torre de Vigia (Sentinela), em inglês. A partir de então, intensificou-se o interesse no Deus do Israel espiritual. Depois veio o ano de 1934, e com ele a publicação, na Torre de Vigia, duma série de artigos intitulada “Seus Pactos”. Os leitores da Torre de Vigia tiveram assim as oito partes deste artigo nos números de 1.º de abril a 15 de julho de 1934 (em inglês). O que se destacou é que este artigo em série fez lembrar aos do restante do Israel espiritual que o novo pacto de Jeová, conforme mediado pelo Messias Jesus, aplicava-se a eles.
5. (a) Mais tarde, em 1934, que livro foi publicado, que reproduziu a matéria do artigo sobre “Seus Pactos”? (b) A chamarem a Jeová de que nome com respeito a Sua organização foram induzidos os beneficiados pela Sua misericórdia?
5 Pouco depois, em 15 de novembro de 1934, o livro intitulado “Jeová” saiu dos prelos da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados em Brooklyn, Nova Iorque. Os capítulos 4 a 11, do mesmo, reproduziram o artigo “Seus Pactos”, publicado anteriormente no mesmo ano na Torre de Vigia. Sim, o restante do Israel espiritual estava no novo pacto com Jeová! Aos poucos, a partir de então, a relação marital entre Jeová e o Israel espiritual começou a exigir atenção. Em resposta a todo o tratamento misericordioso que ele havia concedido ao restante liberto e reconciliado do Israel espiritual, a organização-esposa ficou induzida a chamá-lo de ishi, “Meu esposo”. A organização dele, não a organização de Satanás, era a única organização legítima a que se devia pertencer. A devoção exclusiva pertencia a Jeová, como Soberano Universal. Isto foi reconhecido pelo restante.
PROSPERIDADE ESPIRITUAL E SEGURANÇA
6. O apego devoto do restante a Jeová, como Marido celestial, resultou em que bênçãos, conforme pormenoriza Oséias 2:17-20?
6 O apego devoto do restante reconciliado a Jeová, o Marido celestial, levou a grandes bênçãos. Isto foi predito pelas palavras adicionais de Jeová por meio de seu profeta Oséias: “E vou remover de sua boca os nomes das imagens de Baal e não serão mais lembradas pelo seu nome [pelos israelitas restabelecidos]. E naquele dia certamente concluirei para eles um pacto em conexão com o animal selvático do campo, e com a criatura voadora dos céus, e com a coisa rastejante do solo, e quebrarei o arco e a espada, e a, guerra, eliminando-os do país, e vou fazer que se deitem em segurança. E vou tomar-te por noiva por tempo indefinido e vou tomar-te por noiva em Justiça, e em juízo, e em benevolência, e em misericórdias. E vou tomar-te por noiva em fidelidade; e certamente conhecerás a Jeová.” — Osé. 2:17-20.
7. Por que decidiu o restante restabelecido não mais chamar o Marido celestial de Israel de “ba’ali”, e a que adoração nunca mais voltou?
7 Se o restante restabelecido, depois da sua volta do exílio em Babilônia, continuasse a chamar Jeová de ba’ali, “Meu dono”, lembrar-se-ia de seus próprios pecados, ou dos de seus antepassados, por terem adorado as imagens de Baal. Os tratos de Jeová com os do restante arrependido criou neles repugnância pelos baalins, e assim ele eliminou os nomes das imagens de Baal de sua boca. Decidiram não mais lembrar-se dos nomes sujos delas. Logicamente, preferiram não chamar o Marido celestial da nação israelita pelo nome de “Meu Baal”, ou ba’ali. (Osé. 2:16 [18], Centro Bíblico Católico; Pontifício Instituto Bíblico; Matos Soares) Em harmonia com esta aversão a Baal, nunca mais voltaram à adoração de imagens materiais, feitas pelos homens.
8. Como mostrou o restante judaico que aceitou o Messias, que se opunha à adoração de Baal, e de que modo evita hoje o restante do Israel espiritual participar com a cristandade no ajuste de contas que Deus fará com ela?
8 Uma oposição similar à idolatria de toda espécie foi expressa pelo restante judaico que aceitou a Jesus como o Messias. Este restante foi incluído no novo pacto mediado por Jesus Cristo. Nos tempos modernos, a oposição à adoração de tudo o que fosse idólatra foi demonstrada pelo restante dos israelitas espirituais, que Jeová libertou de Babilônia, a Grande, em 1919 E.C., por meio de seu Messias Jesus. Eles se têm esforçado a prestar devoção exclusiva a Jeová, seu Deus, mesmo ao ponto de recusarem fazer continência à bandeira de qualquer nação. (Êxo. 20:1-6; 2 Cor. 6:15 a 7:1) Simplesmente não se querem contaminar com nada que se pareça com a adoração de Baal. Não toleram rivalidade com deuses idólatras contra Jeová. Evitam assim ter de entrar no ajuste de contas que Jeová realizará com a cristandade. Ele diz: “Vou ajustar contas com ela por todos os dias das imagens de Baal, às quais ela continuou a fazer fumaça sacrificial, quando se ataviava com seu anel e com seu adorno, e quando ia atrás dos seus amantes apaixonados, e era eu quem ela esquecia.” — Osé. 2:13, também v. 8.
9. Semelhante a que reino antigo tratará Deus a cristandade na “grande tribulação”, mas, segundo Oséias 2:18, o que promete Ele ao restante que aboliu o baalismo?
9 É iminente uma “grande tribulação” para a cristandade, antítipo moderno do reino de Israel, de dez tribos. (Mat. 24:21, 22) Deus realiza um ajuste de contas com ela e fará a ela exatamente assim como fez a Israel: “Terei de fazer cessar o domínio real da casa de Israel. E naquele dia terá de acontecer que terei de quebrar o arco [de guerra] de Israel na baixada de Jezreel.” (Osé. 1:4, 5) Ela não tem reconciliação com Deus. Que dizer, porém, do restante arrependido que aboliu a adoração de Baal? A este aplicam-se as palavras de Oséias 2:18: “Naquele dia certamente concluirei para eles um pacto em conexão com o animal selvático do campo, e com a criatura voadora dos céus, e com a coisa rastejante do solo, e quebrarei o arco e a espada, e a guerra, eliminando-os do país, e vou fazer que se deitem em segurança.” Que promessa de segurança!
O PACTO DE DEUS EM CONEXÃO COM OS ANIMAIS
10. Como se tem dado que Jeová quebrou o arco de guerra e a espada, e eliminou a guerra no “país” do Israel espiritual, desde 1919 E. C., bem como no primeiro século?
10 Cerca de oito séculos depois de se dar esta promessa, um restante do Israel natural aceitou Jesus como o Messias. Obtiveram a realização desta promessa divina. Haviam sido tirados das doze tribos de Israel, tais como Judá, Benjamim, Levi e Aser. Contudo, não irrompeu nenhuma guerra intertribal entre esses discípulos israelitas de Jesus Cristo. O mesmo se dá com os do restante dos israelitas espirituais, que Jeová libertou de Babilônia, a Grande, desde 1919 E. C. Embora os deste restante hodierno fossem tirados de pessoas de todas as nações, nunca houve entre eles uma guerra internacional, neste mundo louco pela guerra. (Mat. 28:19) De fato, Jeová quebrou e eliminou do seu “país” ou domínio espiritual, na terra, “o arco e a espada, e a guerra”. (Osé. 2:18) Como membros do Israel espiritual, do qual Jeová é o Marido celestial, persistem em manter a paz entre si mesmos. — Mar. 9:50.
11. Como foi possível que Deus quebrasse o arco, a espada, e eliminasse a guerra no domínio espiritual do seu povo pactuado, na terra?
11 Como foi isto possível? Foi porque transformaram sua personalidade numa semelhante à de seu Líder messiânico, o Príncipe da Paz. (Isa. 9:6, 7) Jeová, por meio de seu espírito santo e de sua Palavra escrita, transformou a personalidade deles e eliminou tendências ferozes e prejudiciais, semelhantes às dos animais selvagens da terra. (Rom. 12:1, 2) Jeová cumpriu, em sentido figurativo, o que ele disse a respeito do restante reconciliado: “E naquele dia certamente concluirei para eles um pacto em conexão com o animal selvático do campo, e com a criatura voadora dos céus, e com a coisa rastejante do solo, . . . e vou fazer que se deitem em segurança.” (Osé. 2:18) Desde a Primeira Guerra Mundial, de 1914-1918 E. C., o mundo, em geral, ficou cada vez mais animalesco, pior do que os animais selvagens. Mas Jeová levou seu restante reconciliado a um paraíso espiritual de relação aprovada com ele. Para certificar-se disso, todo aquele que duvidar só precisa ir a um Salão do Reino das testemunhas cristãs de Jeová e observar o espírito pacífico de Deus prevalecer ali.
12. Como se contrasta o domínio religioso, terrestre da cristandade com o do restante reconciliado?
12 Em nítido contraste com aquele paraíso de prosperidade espiritual e segurança há o domínio religioso, terrestre, da cristandade, que afirma estar numa relação pactuada com Jeová Deus. Nela se cumprem as suas palavras devastadoras de Oséias 2:12: “Vou constituí-las em floresta e o animal selvático do campo certamente as devorará.” A espiritualmente adúltera cristandade tornou-se igual a uma mata virgem, que não oferece nenhum senso de segurança, nenhuma proteção contra perigos espirituais ou contra nações animalescas, que professam ser cristãs. Os membros de suas igrejas ficam expostos à sabedoria mundana que “é terrena, animalesca, demoníaca”. (Tia. 3:15) São devorados espiritualmente. Jeová não deu à cristandade alguma promessa pactuada em conexão com os animais selváticos e as aves. Ele não a faz ‘deitar-se em segurança’.
O NOIVADO RENOVADO EM BASE DURADOURA
13. Com respeito a que qualidades nobres disse Jeová que ele se tornaria novamente noivo de sua “esposa” organizacional?
13 Jeová, o Marido celestial do Israel espiritual, mostrou ter misericórdia extraordinária com o restante dos israelitas espirituais. Continua a mostrar amor leal e fidelidade a este restante. Em tal espírito nobre, ele disse profeticamente à sua “esposa” organizacional, representada pelo restante: “E vou tomar-te por noiva por tempo indefinido e vou tomar-te por noiva em justiça, e em juízo, e em benevolência [ou: amor leal], e em misericórdias. E vou tomar-te por noiva em fidelidade; e certamente conhecerás a Jeová.” — Osé. 2:19, 20, e variante da edição de 1971, em inglês.
14. (a) O que é indicado por Jeová dizer três vezes: “Vou tomar-te por noiva”? (b) De que modo é a renovação da relação marital de Jeová com o Israel espiritual não só misericordiosa, mas também justa e reta, e não em vão?
14 Três vezes disse Jeová ao restante arrependido: “Vou tomar-te por noiva.” Isto torna a sua declaração muito enfática. Mostra que seu amor é tão intenso, que o induz a demonstrar misericórdia divina de modo notável. Sua renovação da relação do pacto matrimonial não é somente misericordiosa, mas também justa e reta. De que modo, Porque ele renova o compromisso à base do sacrifício propiciatório oferecido pelo Messias Jesus, sacrifício que satisfaz os requisitos da justiça. (1 João 1:7 até 2:1) De modo que o restabelecimento do restante dos israelitas espirituais na relação aprovada com Jeová prova a realidade da fidelidade e do amor leal Dele. Também, quando contrai núpcias com os do restante fiel em justiça, juízo, benevolência, misericórdias e fidelidade, isso não vem a ser em vão. Todos os leais corresponderão em fidelidade e devoção exclusiva a tal Deus misericordioso e leal, por tempo indefinido, sim, para sempre! Isto significa, também, durante a vindoura “grande tribulação” que acaba no Har-Magedon. — Rev. 16:14, 16.
15, 16. (a) Ser Jeová conhecido pelo restante reconciliado deve-se a que fatores? (b) Em Oséias 2:21-23, o que diz Jeová para mostrar que Ele é supridor de todas as nossas necessidades da vida?
15 Jeová disse ao restante arrependido, com quem, então, contraiu núpcias; “E certamente conhecerás a Jeová.” (Osé. 2:20) Isto significa que o conheceriam não só por causa da misericordiosa reconciliação que ele proporcionou, mas também por causa do que ele propõe fazer depois. Chegarem a conhecê-lo os do restante, assim como nunca antes, aguçou o discernimento que tinham dele como Fonte de todas as bênçãos que recebem continuamente. Portanto, notemos que Jeová, como Supridor de todas as nossas necessidades da vida, acrescenta amorosa e alegremente as seguintes palavras poéticas:
16 “ ‘E naquele dia terá de acontecer que responderei’, é a pronunciação de Jeová, ‘responderei aos céus, e eles, da sua parte, responderão à terra; e a terra, da sua parte, responderá ao cereal, e ao vinho doce, e ao azeite; e eles, da sua parte, responderão a Jezreel [Deus semeará]. E certamente a semearei como semente para mim na terra, e vou ter misericórdia para com aquela com que não se teve misericórdia [em hebraico: com Lo-Ruama], e vou dizer aos que não são meu povo [em hebraico: Lo-Ami]: “Tu és meu povo”; e eles, da sua parte, dirão: “Tu és meu Deus.” ’ ” — Osé. 2:21-23, e variante na edição de 1971, em inglês; Impressa Bíblica Brasileira; Centro Bíblico Católico.
17. Que resultado tem esta cadeia de respostas ou reações, terminando finalmente com Jeová, o Criador?
17 Vamos considerar como é que funciona esta cadeia de respostas ou reações: Nos tempos antigos, o restante reconciliado, que Jeová semeou qual semente na sua pátria, a terra de Judá, precisava de cereais, vinho doce e azeite. Essas boas coisas da vida têm por fonte direta a terra. Em benefício do restante necessitado, o cereal, o vinho doce e o azeite exigem que a terra forneça seus minerais aos caules dos cereais, às videiras que produzem uvas e às oliveiras que fornecem o azeite. Para isso, a terra depende da chuva caída do céu, para impedir que as plantas em crescimento ressequem por causa da estiagem. De modo que a terra requer do céu a chuva no tempo devido. O céu não se fecha, mas atende a necessidade da terra. Mas, o que pode o céu fazer de si mesmo? Depende do Criador, para produzir nuvens de chuva capazes de precipitação pluvial sobre a terra. Ele é o grande Produtor de Chuva. — Jer. 10:12, 13.
18. Portanto, que resposta ou reação principal dá início a todo o ciclo de operações, que acabam numa resposta a Jezreel?
18 Então, por fim, o céu requer que Jeová forme nuvens de chuva e que estas precipitem sua água. Jeová responde assim ao céu, a favor do seu povo reconciliado, semelhante a uma esposa, agora no solo de sua pátria. Logo começa todo o ciclo de operações que produz cereais, vinho doce e azeite para Seu povo. Estes produtos da terra dão assim sua resposta a Jezreel, cujo restante Jeová semeou na sua pátria.
19. Assim, em que sentido chega o restante restaurado a conhecer a Jeová, de modo a não dar mais crédito ao baalismo?
19 Foi desta maneira que o restante restabelecido de Jeová ficou sabendo que todas as operações benéficas no seu meio ambiente natural se deram por arranjo Dele. Não se deviam a um imaginário Baal ou a baalins, adorados anualmente pelos idólatras deles com vergonhosos e repugnantes ritos de fertilidade. Assim, pois, o restante, esclarecido com conhecimento exato, ofereceu devoção exclusiva ao verdadeiro Deus.
20. (a) A quem reconhece hoje o restante do Israel espiritual como responsável por seu paraíso espiritual? (b) Como entrou uma “grande multidão” de outros no paraíso espiritual, para usufruí-lo junto com o restante?
20 E agora, que dizer do restante restabelecido dos israelitas espirituais na atualidade? Eles também passaram a reconhecer que o Deus que os libertou de Babilônia, a Grande, é responsável pelo paraíso espiritual de abundância, paz e segurança ao qual os levou desde 1919 E. C. Centenas de milhares de pessoas tementes a Deus têm observado este paraíso espiritual do restante dos israelitas espirituais, conforme predito nas palavras de Ezequiel 36:35, 36: ”As pessoas hão de dizer: ‘Aquela terra lá, que fora desolada, tem-se tornado como o jardim do Éden, . . .’ E as nações que se deixarão restar em volta de vós terão de saber que eu, Jeová, é que construí as coisas derrubadas, plantei o que estava desolado.” Assim, uma “grande multidão” de observadores sinceros passou para o paraíso espiritual, usufruindo sua abundância espiritual, paz e segurança ao lado do restante reconciliado.
21. (a) A respeito de quem declara assim Jeová que é seu povo, e quem participa em lazer declaração pública de que Ele é seu Deus? (b) Como cumpre ali Jeová o significado do nome Jezreel?
21 Desta maneira espiritualmente benéfica, Jeová mostra ter misericórdia com o restante que fora privado da misericórdia Dele enquanto estava no exílio em Babilônia, a Grande, durante a Primeira Guerra Mundial. Jeová diz assim, agora, aos que não eram seu povo: “Tu és meu povo.” E o restante diz, respondendo de coração: “Tu és meu Deus.” (Osé. 2:23) A “grande multidão” de companheiros semelhantes a ovelhas, que agora também habitam o paraíso espiritual, junta-se ao restante em fazer declaração pública de que Jeová é seu Deus. (Rev. 7:9-17; João 10:16) Tudo isso ocorre no restabelecido domínio terreno, no qual Jeová semeou o restante dos israelitas espirituais qual semente, a fim de cumprir o significado do nome Jezreel: “Deus semeará.”
UMA ILUSTRAÇÃO NA VIDA REAL DA MISERICÓRDIA DE DEUS
22, 23. Segundo o capítulo três de Oséias, o que se lhe mandou fazer e para que fim?
22 Com uma demonstração animadora de misericórdia, Jeová conseguiu resolver seu problema marital com o seu povo pactuado. A fim de ilustrar isso vividamente, Jeová fez com que seu profeta Oséias encenasse um drama na vida real. Oséias nos fala sobre isso no capítulo três de sua profecia, dizendo:
23 “E Jeová prosseguiu, dizendo-me: ‘Vai mais uma vez, ama uma mulher amada por um companheiro e comete adultério, como no caso do amor de Jeová para com os filhos de Israel, ao passo que eles se viram para outros deuses e amam bolos de passas [associados com isso].’ E passei a adquiri-la para mim por quinze moedas de prata, e por um ômer de cevada e meio ômer de cevada. Então eu lhe disse: ‘Morarás por muitos dias como sendo minha. Não deves cometer fornicação e não deves vir a pertencer a outro homem; e também eu serei para ti.’ Isto é porque os filhos de Israel morarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem coluna, e sem éfode e terafins. Depois, os filhos de Israel voltarão e certamente procurarão a Jeová, seu Deus, e a Davi, seu rei; e certamente virão trêmulos a Jeová e à sua bondade, na parte final dos dias.” — Osé. 3:1-5.
24. (a) A quem comprou Oséias então, de quem e por quanto? (b) Como cumpriu Jeová este drama profético em 537 A. E. C. e em 1919 E. C.?
24 No drama profético que Oséias encenou em obediência, ele retratava a Jeová. Oséias trouxe de volta sua esposa legítima, Gômer, tirando-a dum homem não mencionado por nome, com quem ela havia vivido em adultério e para quem ela se tornara escrava. Para comprá-la de volta, Oséias pagou o equivalente a trinta siclos de prata, o preço dum escravo. (Êxo. 21:32) Fiel a este quadro, Jeová, em 537 A. E. C., comprou de volta os israelitas escravizados, exilados na terra de Babilônia. O preço de redenção ele pagou ao conquistador de Babilônia, o persa Ciro, o Grande, conforme indicado em Isaías 43:1-4. (Isa. 44:26 a 45:4) De modo similar, em 1919 E. C., Jeová, como Marido celestial, comprou de volta o restante do Israel espiritual da escravidão em Babilônia, a Grande, e dos associados políticos, mundanos, que esta possuía. Jeová libertou misericordiosamente o restante por meio de seu Ciro Maior, a saber, Jesus Cristo, a quem Ele deu ‘as nações por sua herança e os confins da terra por sua propriedade’. — Sal. 2:8, 9.
25. (a) Conforme ilustrado por Oséias, como disciplinou Jeová seu povo pactuado nos tempos antigos? (b) Como aguardavam a “Davi, seu rei”, e a quem dos que o aguardavam mostrou-se a misericórdia de Jeová?
25 Depois de Oséias, amorosamente, tomar de volta sua esposa legítima, Gômer, ele a disciplinou com restrições sexuais, inclusive, pelo que parece, negando-lhe suas próprias atenções conjugais. Do mesmo modo, também, foram disciplinados os israelitas exilados não se lhes permitindo ter israelitas como reis, príncipes reais ou sacerdotes idólatras, nem outros acessórios da adoração idólatra. (Osé. 13:11) Amorosamente, em 537 A. E. C., Jeová tomou de volta os de seu restante disciplinado, arrependido, tirando-o da religião apóstata. Estes começaram a aguardar e esperar sua libertação do domínio gentio por meio de seu Libertador messiânico. Este Messias era o Rei que havia de vir da linhagem real de Davi. (Dan. 9:24-27) No tempo devido de Deus, ele veio realmente. Em 33 E. C., Jeová glorificou o Messias Jesus como Rei no céu. Um restante de israelitas crente o seguiu como seu Rei messiânico, celestial. (Col. 1:13) Esses obtiveram a misericórdia de Jeová. — Rom. 9:24-26; 1 Ped. 2:9, 10.
26. Lá naquele tempo, quem mostrou ser Lo-Ruama (Não Lastimada)?
26 A nação incrédula de Israel tornou-se como Lo-Ruama (Não Lastimada). A Jerusalém impenitente foi destruída pelos romanos, em 70 E. C., e os sobreviventes judeus foram espalhados por todo o mundo. — Mat. 24:15-22; Luc. 21:20-24.
27. (a) Neste “tempo do fim”, como veio o restante trêmulo a Jeová. e, depois de achar “Davi, seu rei”, o que passou a fazer? (b) Isto resultou em que a misericórdia de Jeová se estendesse a quem mais?
27 Já se passaram agora dezenove séculos. Este mundo impiedoso, inclusive a cristandade, já está no seu “tempo do fim” desde 1914 E. C. (Dan. 12:4) Depois da Primeira Guerra Mundial, um restante arrependido de verdadeiros israelitas espirituais, que estava no novo pacto, começou a olhar para Jeová, seu Deus. Trêmulos, receosos, chegaram-se a ele em busca duma relação pactuada, aprovada, com Ele. (Sal. 50:5) Acharam “Davi, seu rei”, a saber, o já entronizado Jesus Cristo, reinando como o Rei empossado nos céus, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Com santo entusiasmo passaram a cumprir a sua profecia oportuna de Mateus 24:14. Assim, o que fazem desde então? O seguinte: Pregam “estas boas novas do reino” em toda a terra, “em testemunho a todas as nações”, antes de irromper a “grande tribulação”, que atinge seu grandioso clímax no Har-Magedon. Isto tem resultado em estender-se a misericórdia de Deus a uma “grande multidão” de pessoas semelhantes a ovelhas, que também procuram o único Deus verdadeiro, Jeová, e seu Rei messiânico, o Davi Maior, especialmente a partir de 1935.
28. Quando atingirá seu brilho maior a misericórdia de Jeová, já em operação para com o restante e a “grande multidão”? E como?
28 Até agora, a misericórdia de Jeová já tem sido grande e maravilhosa para com o seu restante reconciliado e a “grande multidão” de súditos do Messias, que são semelhantes a ovelhas. Mas, a misericórdia dele atingirá o seu brilho maior quando ele poupar o restante e a “grande multidão” durante a “grande tribulação” global, até que ela acabe no Har-Magedon. Como os beneficiados por sua misericórdia sem paralelo, demonstrada perante todo o universo, ele os levará à sua Nova Ordem após o Har-Magedon! “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo.” — 2 Cor. 1:3.
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Nínive — orgulhosa capital AssíriaA Sentinela — 1976 | 15 de setembro
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Nínive — orgulhosa capital Assíria
COMO capital do vasto e impiedoso Império Assírio, Nínive era odiada pelos povos subjugados. Estes ansiavam o dia em que o poder de Nínive fosse despedaçado, para nunca mais impor seu jugo opressivo aos outros.
Atualmente, duas elevações, Quyunjiq e Nebi Yunus, na margem oriental do rio Tigre, assinalam o lugar do que antigamente era a poderosa Nínive. Nebi Yunus é ocupada por uma aldeia moderna, a qual se ergue como que no alto do túmulo da antiga Nínive. Na elevação maior, Quyunjiq há algumas faixas de terreno cultivado e um pouco de pasto, no qual se podem ver rebanhos pastando na primavera. Cumpriram-se
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