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Qual é seu conceito de Deus?Despertai! — 1979 | 22 de outubro
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Qual é seu conceito de Deus?
PERGUNTOU-SE a Jane, de 11 anos: “Como é que imagina Deus?” Ela respondeu, excitada: “Deus tem longos cabelos castanhos, cobertos por um capuz de freira. Ele usa um manto negro e sandálias pretas de enfiar o pé. Ele simplesmente fica vadeando pelo espaço, observando o mundo.”
Trata-se dum conceito incomum? Talvez se incline a rir e esquecer-se disso como vívida imaginação duma jovem. Mas, o que dizer dos conceitos de muitos dos adultos atuais? Quão precisas e bem fundadas são suas idéias sobre Deus?
Em seu livro God for Men of Today (Deus Para os Homens Modernos), o autor religioso Jacques Duquesne escreve: “Quando interrogados por certo limite de tempo, a maioria desses cristãos acabam admitindo que se acham perplexos. Não mais sabem o que crêem, o que deveriam crer nem por que crêem.” Já se sentiu alguma vez assim? Acha difícil expressar em palavras suas próprias idéias sobre Deus?
Há inúmeros conceitos sobre Deus. O da Janinha é apenas um. Centenas de milhões de pessoas crêem num Deus que predetermina a sorte de toda pessoa, atormentando eternamente as rejeitadas. Para ainda outros, Deus não é uma pessoa, mas, ao invés, é um poder que tudo permeia, presente em todo o universo. Alguns até mesmo associam Deus com as forças inanimadas da natureza.
Qual é seu próprio conceito dele? É explícito, ou poderia dar-se que, também, tenha idéias vagas quanto a quem é Deus e o que ele representa? Ou, talvez o quadro que sua religião pintou de Deus o alienou dele, visto que acha difícil de conceber um Deus vingativo que atormentaria impiedosamente aqueles a quem ele rejeita.
Por que é assaz importante que tenhamos um conceito exato de Deus? Sem o mesmo, perdemos o próprio cerne de nossa adoração. Por exemplo, recentemente, o líder de 60 milhões de cristãos anglicanos disse dramaticamente: “Que Deus nos perdoe. Não gostaríamos de admiti-lo; se o fizéssemos, isso deixaria abaladas nossas congregações. Mas já paramos de ouvir [a Deus], e nossa vida espiritual morreu para nós, embora continuemos a manter as aparências e a agir da forma costumeira “. Se Deus não for real para nós, se nosso conceito dele for enuviado, poderíamos verificar que estamos, semelhantemente, apenas ‘mantendo as aparências e agindo da forma costumeira’
Um conceito turvo de Deus poderia fazer-nos reconhecer que cremos em Deus simplesmente “para não nos arriscar”. Poderíamos, com efeito, fazer a “aposta” proposta pelo filósofo francês do século 17, Blaise Pascal, a saber: “Aposte que Deus existe; se ganhar, ganhará tudo, se perder, não perderá nada “
Talvez pense, como a ampla maioria que professa crer em Deus, que “tem de haver algo ou alguém acima de nós”. Todavia, mesmo nisso há grande diferença entre achar que existe “algo” acima de nós e “alguém” acima de nós “Algo” subentende que Deus é apenas uma força, uma usina geradora universal, ao passo que “alguém” descreve uma pessoa. Qual é verdadeiro? Se Ele é uma pessoa, como é realmente? Existem muitos conceitos, mas como podemos saber a verdade?
Certo livro religioso fornece-nos uma resposta clara, bem definida. Este livro é a Bíblia. Milhões de seus leitores têm-se sentido acalentados pelo seu conceito de Deus e têm sido movidos a amar a este Deus. Que descrição ela apresenta? Vejamos agora.
[Nota(s) de rodapé]
O Daily Telegraph de Londres, Inglaterra noticiou este discurso do arcebispo de Cantuária, proferido em 23 de julho de 1978, na 11.ª Conferência de Lambeth, perante 400 bispos, sob a seguinte manchete: “Dr. Coggan Avisa os Bispos Sobre ‘Crença Perdida’.”
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Deus como personalidadeDespertai! — 1979 | 22 de outubro
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Deus como personalidade
COMO É DEUS? Bem, como é que a Bíblia o descreve? Ela não o representa como uma usina de força impessoal ou um “princípio superior” abstrato, mas como Pessoa inteligente, dotada de sentimentos, de gostos e aversões. Tal descrição se harmoniza com sólida lógica. Por quê?
Talvez já tenha contemplado o céu estrelado, numa noite clara, como as pessoas representadas na página seguinte. Não ficou impressionado com a grandeza e a ordem dos céus? Concluiria que simples força impessoal produziu tal esplêndida ordem através do “acaso cego”? Ou será obra de uma mente inteligente?
A resposta dum comerciante, quando lhe perguntaram por que acreditava num Criador inteligente, fornece uma resposta razoável:
“Uma jovem leva, em nossa fábrica, cerca de dois dias para aprender a montar as 17 partes de uma cortadora de carne. Pode ser que estes milhões de mundos, cada um com sua órbita separada, todos equilibrados tão maravilhosamente no espaço — talvez simplesmente acontecessem por acaso.
“Talvez acontecesse que, por darem cambalhotas durante um bilhão de anos, finalmente se colocaram em ordem. Não sei, sou apenas um simples fabricante de cutelaria. Mas, isto eu sei com certeza: que se pode sacudir as 17 partes de uma cortadora de carne numa tina de lavar roupas durante os próximos 17 bilhões de anos e jamais se obterá uma cortadora de carne.”
Assim como apenas uma pessoa dotada de inteligência poderia montar as peças duma cortadora de carne para serem um instrumento de precisão, assim, também, a lógica aponta para a conclusão de que nosso universo altamente organizado só poderia ter sido disposto em ordem por uma. Pessoa inteligente com assombroso poder à sua disposição.
A Bíblia está de pleno acordo com esta conclusão sensata, pois ela diz:
“Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” — Isa. 40:26.
Assim, por examinarmos os céus, começamos a avaliar a verdade de outro comentário da Bíblia sobre Deus: “Suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo
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