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  • Confia em Deus . . . ou em homens?

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  • Confia em Deus . . . ou em homens?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1979
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1979
w79 15/9 pp. 3-6

Confia em Deus . . . ou em homens?

SEM dúvida, a notícia mais chocante nas manchetes dos jornais, em 1978, foi a horrível tragédia em Jonestown, na Guiana. Foi comparada à dos 960 fanáticos judeus, em Massada, que preferiram a morte a se renderem aos romanos e serem escravos; também, à dos 1.000 civis japoneses que se lançaram dum rochedo em Saipã, quando as tropas americanas tomaram a ilha. A tragédia da Guiana foi destacada dia após dia nos jornais de todo o mundo. Primeiro, o número dos mortos era 400, depois 500, depois chegou a 780, e, a seguir: “EUA CALCULAM QUE VÍTIMAS DA GUIANA CHEGAM PELO MENOS A 900, HAVENDO 260 CRIANÇAS ENTRE ELAS NA COLÔNIA.” (Times de Nova Iorque, 26 de novembro de 1978) Por fim, o número subiu para 913.

Esta tragédia relaciona-se diretamente com a pergunta: “Confia em Deus ou em homens?” Talvez responda: ‘Naturalmente é mais sábio confiar em Deus do que em homens.’ E isto é verdade, porque a Bíblia adverte: “Não coloqueis nos poderosos a vossa confiança, são apenas homens nos quais não há salvação.” (Sal. 145:3 [146:3], Centro Bíblico Católico) Deus pode salvá-lo, porque “o nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção”. (Pro. 18:10) Mas, ter confiança em Deus exige mais do que meras palavras. Requer ações, visto que “a fé sem obras está morta”. Quem confia em Deus vive segundo os princípios bíblicos, amando o que Deus ama e odiando o que Deus odeia. — Tia. 2:26; Heb. 1:9.

As palavras de Jesus estão em harmonia com o conselho do salmista, de não se confiar em líderes humanos: “Aqui na terra não chamem ninguém de pai, porque vocês têm somente um Pai, que está no céu. Nem devem ser chamados de ‘líder’, porque vocês têm um líder — o Cristo.” — Mat. 23:9, 10, A Bíblia na Linguagem de Hoje.

No entanto, durante os 19 séculos desde que Jesus proferiu estas palavras, pessoas que afirmaram ser seus seguidores fizeram exatamente isso. Não só chamaram a muitos homens de “padre” ou “líder”, mas tornaram-se também seguidores de homens idolatrados, tais como Constantino, o Grande, Carlos Magno, Napoleão e Hitler. Muitos milhares, sim, muitos milhões puseram sua confiança em homens, estando até mesmo dispostos a segui-los até a morte. Sobre a influência exercida por Hitler escreveu recentemente alguém que viveu na Alemanha naquele tempo: “Embora o fim da guerra já estivesse à vista, muitos alemães se negaram a crer que Hitler os desapontaria e creram nas suas promessas de superarmas (Wunderwaffen), que trariam a derradeira vitória.” Os que confiaram em tais homens sofreram desastre, e, muitas vezes, também a morte. Deixaram de confiar em Deus.

O que explica o domínio que certos homens exercem sobre outros? É o que hoje se chama de “carisma”, que é definido como “magia pessoal de liderança que suscita lealdade popular especial ou entusiasmo por um estadista ou comandante militar”. Um exemplo notável disso foi provido por Napoleão. Depois de fugir da ilha de Elba com um contingente de uns 1.000 homens, em pouco tempo tinha outros milhares no seu exército. Quando chegaram a Grenoble e seu exército se viu confrontado por outro exército de 6.000 soldados, Napoleão mandou seu próprio exército parar, enquanto cavalgava para o exército oponente. Chegando mais perto, desmontou e foi a pé até esta massa compacta de homens. O comandante deles mandou que atirassem. Os homens ergueram os fuzis, mas, em admiração diante do líder à sua frente, ninguém disparou mesmo um só tiro, que teria posto termo à volta de Napoleão ao poder na França. Bem que Napoleão podia dizer certa vez: “Um poder extraordinário para influenciar e comandar homens foi dado a Alexandre, a Carlos Magno e a mim. Mas no nosso caso, a presença tem sido necessária.” Contrastou então o poder deles com o de Jesus Cristo, que podia exercer poder sem estar presente.

A TRAGÉDIA DE JONESTOWN

Um homem que estava muito nas notícias em fins de 1978, e que afirmava ter tal carisma, era James Warren Jones. Um sacerdote católico romano, aposentado, que servira com Jones na Comissão de Direitos Humanos de São Francisco (EUA), disse: “Ele exercia um estranho poder sobre as pessoas, e esta espécie de poder costuma subir à cabeça.” Milhares afluíam a ele quando pregava no Templo do Povo em São Francisco, e centenas o seguiram para a comuna que ele estabeleceu na Guiana e que chamou de “Jonestown”. Não somente o seguiram para aquele lugar, mas, no fim, muitos se suicidaram às ordens dele. Com o incentivo de sua guarda armada, ele mesmo cometeu então suicídio, depois de ter conseguido que uns 909 fizessem o mesmo. Foi uma tragédia que chocou o mundo.

Que exemplo notável e terrível do que pode acontecer quando as pessoas, em vez de confiarem em Deus e seguirem o Líder designado dele, Jesus Cristo, confiam num líder humano, num demagogo sem princípios! Quanto os seguintes contrastes ilustram a tolice disso!

Jesus Cristo e sua mensagem eram orientados para a vida: “Eu vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância”, sim, “vida eterna”. (João 10:10; 3:16) O “Reverendo” Jones, porém, era orientado para a morte. Havia “celebrado um pacto suicida com cada membro da seita”, somos informados. Também, aclamava “a dignidade da morte, a beleza do morrer”. De fato, repetidas vezes ensaiou o rito pelo qual seus seguidores deviam mostrar sua lealdade por beberem uma bebida envenenada, embora nos ensaios esta não fosse usada. Mas, na trágica última vez, foi usada.

Lemos adicionalmente que Jesus amava as crianças. Ao passo que seus discípulos achavam que Jesus não devia ser incomodado por crianças, ele não pensava assim, porque lemos que o Filho de Deus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas; não tenteis impedi-las.” Depois, Jesus “tomou as criancinhas nos seus braços e começou a abençoá-las, impondo-lhes as suas mãos.” (Mar. 10:13-16) Por outro lado, Jones punia as crianças por encerrá-las num quarto escuro, prendendo nelas eletrodos pelos quais recebiam choques elétricos. Ou mandava abaixá-las num poço de água, e isso repetidamente, se não gritassem bastante alto. No fim trágico, umas 200 crianças foram obrigadas a beber a infusão venenosa, ou a receberam esguichada na garganta, com seringas.

Jesus pregava a paz e a não-violência, advertindo que “todos os que tomarem a espada perecerão pela espada”. (Mat. 26:52) Mas, o “Reverendo” Jones tinha capangas que não somente recorriam à violência, mas mataram um congressista dos Estados Unidos e três jornalistas, temendo que levassem de volta relatórios prejudiciais sobre a sua comuna. Ainda mais, quando convocou toda a sua gente para o suicídio, fez com que capangas armados ameaçassem aqueles que hesitavam em tomar a bebida envenenada.

Jesus Cristo trouxe liberdade e alívio dos fardos. Bem que pôde dizer: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mat. 11:28-30) Também, “se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (João 8:31, 32) Na Guiana, Jones fez de sua Jonestown um campo de concentração, mantendo sua gente presa por tirar-lhes os passaportes. Fez com que trabalhassem duro desde de manhã cedo até tarde, sob o escaldante sol tropical. Sua alimentação finalmente se reduziu a mero arroz com molho, três vezes por dia. “Isto é o inferno”, clamou um dos da seita, que quis fugir.

Sobre Jesus, somos informados: “Embora fosse rico, tornou-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos por intermédio de sua pobreza.” (2 Cor. 8:9) Mas, Jones tinha tanta fome de dinheiro, que rogava, adulava e obrigava seus seguidores a lhe entregarem seus bens, até mesmo seus cheques de previdência social, de modo que, ao morrer, ele possuía de 10 a 15 milhões de dólares.

Cristo Jesus, o perfeito Filho de Deus, não tinha pecado. Por isso pôde perguntar aos opositores: “Quem de vós me declarará culpado de pecado?” (João 8:46) Ele era “leal, cândido, imaculado”. (Heb. 7:26) “Ele não cometeu pecado.” (1 Ped. 2:22) Seria difícil de imaginar um contraste maior do que o entre Jesus e este clérigo Jones. Segundo os relatórios, Jones “exigia que toda mulher perto dele tivesse regularmente relações sexuais com ele”, e ele tinha tanto uma amante como uma esposa. Não contente com isso, noticiou-se também que tinha diversos amantes masculinos.

Jesus Cristo aceitou a Bíblia como a Palavra de Deus, citou-a como sua autoridade e disse sobre ela: “A tua palavra é a verdade.” (Mat. 19:4-6; João 17:17) Jones, longe de aceitar a Bíblia, usava seus sermões para fazer arengas contra a Bíblia. Certa vez, jogou até mesmo um exemplar da Bíblia no chão, queixando-se: “Gente demais olha mais para isso do que para mim.”

Muitos outros contrastes poderiam ser feitos entre o Líder enviado por Deus e o homem Jones, pretenso messias humano, mas, basta mais um. Em tempo algum Jesus Cristo afirmou ser “o Alfa e o Ômega”, Deus, o Criador do universo. Afirmava exclusivamente: “Sou Filho de Deus.” (João 10:36; Rev. 1:8) Que dizer de Jones? Conforme contou um de seus associados: “Jim parou de chamar-se de reencarnação de Jesus e começou a chamar-se de Deus. Ele disse que era o próprio Deus que fez os céus e a terra.” Na sua comuna guianesa, ele costumava gritar: “Eu sou o Alfa e o Ômega!”

“UMA ATERRADORA DEMONSTRAÇÃO”

Não há dúvida de que a tragédia de Jonestown foi um caso de um cego guiar outro cego, e ambos caíram num buraco. (Mat. 15:14) O episódio inteiro sublinha a sabedoria da ordem de Jesus, de não enaltecer homens. Sem dúvida, muitos dos que seguiram a Jones haviam antes pertencido a diversas denominações religiosas da cristandade. Mas foram engodados por este autoproclamado messias, que tinha visões dum paraíso socialista. Este horrendo episódio foi bem descrito como “uma aterradora demonstração da maneira em que um líder carismático pode deturpar a mente dos seus seguidores com uma mistura diabólica de professo altruísmo e tirania psicológica”.

Mas, ainda assim, é de se admirar das pessoas ingênuas que foram enganadas por Jones. Diz-se que 80 por cento delas eram negros, na maioria de situação pobre. Alguns, tanto brancos como negros, de motivação altruísta, juntaram-se a ele por causa da ênfase que ele colocou na igualdade racial, e por causa dos diversos projetos humanitários que no princípio patrocinara. Contudo, é de duvidar da devoção deles a princípios justos. Por tolerarem e cooperarem com todas as coisas impuras que o próprio Jones fez e causou que se fizesse, certamente mostraram que não confiavam em Deus, nem se preocupavam em seguir Jesus Cristo.

Como era possível darem tamanha devoção e lealdade cegas a um homem que “ostentava seu poder sobre as pessoas e as obrigava a satisfazer suas vorazes necessidades de gratificação financeira, egotista e sexual”?

É evidente que nenhum dos que confiam no Deus da Bíblia poderia ter sido enganado por tal homem extremamente iníquo, que egoísta e deliberadamente explorava seu poder de influenciar outros, alguém que tão cruel, crassa e impiedosamente traiu a confiança ingênua dos outros. Os verdadeiros cristãos estão protegidos contra confiarem em meros homens. A Palavra de Deus, a Bíblia, não só lhes indica a verdadeira religião, mas também identifica claramente as espécies de religiões que devem ser evitadas, o sectarismo que costuma basear-se no enaltecimento de algum líder humano ou num culto inventado pelo homem.

O apóstolo Paulo apontou para os depravados que levam o sinal do “Reverendo” Jones, quando escreveu: “O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus.” (1 Cor. 6:9, 10) O registro mostra que o “líder” de Jonestown era muitas dessas coisas. E muitos foram desencaminhados.

No caso deste demagogo religioso — e de outros sectários iguais a ele —“as obras da carne são manifestas, as quais são fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas”. Assim escreveu o apóstolo Paulo para ‘avisar de antemão’ sobre cristãos falsificados, muitos dos quais surgiram nos últimos anos, e ele acrescentou novamente: “Os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus.” Por outro lado, disse Paulo, os que herdam o Reino e suas bênçãos são aqueles que cultivam “os frutos do espírito que são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. — Gál. 5:19-23.

Estes frutos não são encontrados na histeria emocional de qualquer campo sectário em que se adora um homem. Antes, são encontrados entre os que dizem “a Jeová: ‘Tu és meu refúgio e minha fortaleza, meu Deus, em quem vou confiar’”. — Sal. 91:2.

[Foto na página 3]

Confiar em homens leva ao desastre

[Foto na página 6]

Confiar em Deus leva à vida eterna

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